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Reabertura está prevista para 2022, em aniversário da Independência (Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil)

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Em comemoração ao bicentenário da Independência do Brasil - celebrado em 2022 -, o governo de São Paulo planeja a limpeza do riacho Ipiranga, na zona sul da capital paulista, e ainda a reabertura do Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga. O local está interditado para reformas desde 2013. A primeira reunião da Comissão de Coordenação das Celebrações dos 200 anos da Independência do Brasil ocorreu nesta quarta-feira, 19, e debateu ideias para serem implementadas nos p ...

Danças típicas são comuns no tradicional festival paulista (Foto: Ivo Lindbergh)

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A 58ª edição do Revelando São Paulo reúne espaços de culinária, artesanato e apresentações culturais de 162 municípios de todo o Estado de São Paulo. Este ano, o evento acontece no Parque do Trote, na Vila Guilherme, até domingo, 23. Quem passar pelo local poderá degustar um café caipira, torrado e moído na hora e provar refeições como galinhada, feijão tropeiro, entre outros pratos típicos do interior paulista. “Dizem até que este evento se chama engordando São Paulo”, ...

Incêndio foi controlado rapidamente pelos Bombeiros (Foto: Reprodução)

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Um apartamento localizado na Rua Jaraguá, no bairro do Bom Retiro, região central de São Paulo, pegou fogo na manhã desta quarta-feira, 19. Segundo o Corpo de Bombeiros, não havia ninguém no imóvel, portanto, não houve vítimas. Ainda de acordo com a Corporação, dez viaturas participaram da ocorrência. A chamada foi efetuada às 7h54 e o fogo foi extinto completamente às 8h20. Os bombeiros não souberam informar a causa do incêndio.  Fogo foi controlado às 8h20 desta quarta-fe ...

Atualmente, a cidade conta com 9,8 milhões de multas de trânsito em aberto (Foto: Alan White / Fotos Publicas)

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Apesar de ter atingido apenas um terço do esperado no primeiro Programa de Parcelamento de Multas de Trânsito (PPM), a Prefeitura pretende passar a permitir um novo método de pagamento das infrações: no cartão de crédito, em até 12 vezes. Para a administração, “a medida deve facilitar a regularização dos veículos de quem tiver débitos pendentes”. O Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) publicou nesta terça-feira, 18, um chamamento público para empresas interess ...

Complexo turístico está localizado em Itu com atividades de lazer em meio à natureza (Foto: Divulgação)

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 O Dia das Crianças (12 de outubro) está chegando e o Parque Maeda preparou uma programação especial para celebrar a data. Nos dias 12 e 13 de outubro, filhos que estiverem hospedados com seus pais na pousada do parque poderão participar de atrações especiais voltadas a eles, como a Oficina Minichef de cupcake, Trilha do Pôr do Sol – um belíssimo passeio pelo parque ao pôr do sol -, Yoga que envolve pais e filhos, Quebra-Gelo – intervenção animada com o público, na beira da pis ...

França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

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Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o ali ...

Estado demorou para conseguir vacinar 95% do público-alvo (Foto: Renato S. Cerqueira/AE)

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O Estado de São Paulo ultrapassou a meta de vacinar 95% das crianças contra sarampo e poliomielite (paralisia infantil), indicada na campanha de imunização de 2018, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Foram aplicadas 4,2 milhões de doses contra ambas as doenças, alcançando coberturas vacinais de 95,7% para pólio e 95% para sarampo, respectivamente. Mais de 2,1 milhões de crianças com idade de um a quatro anos  foram imunizadas até o momento. Em todo o Estado, há 2,2 milhões ...

Padre Lancellotti teria sido agredido após ação de civis contra moradores de rua (Foto: Reprodução/Facebook)

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Uma ação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizada na sexta-feira, 14, no Núcleo de Convivência São Martinho de Lima, um centro comunitário da capital paulista administrado pela Arquidiocese de São Paulo, tornou-se alvo de inquérito no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP) após relatos de atos de truculência cometidos pelos seus integrantes. Ao instaurar o inquérito, os promotores de Justiça Eduardo Valério e Bruno Simonetti citaram vídeos que mostram integrantes d ...

Desemprego colabora para que menos paulistanos usem carros (Foto: Antony Sappres/ Fotos Públicas)

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O tempo médio de deslocamento diário dos paulistanos, incluindo todas as atividades diárias, caiu 10 minutos neste ano na comparação com 2017. Mas os trajetos consomem em média 2h43 dos moradores da cidade de São Paulo, representando 9% do dia. O dado é da Pesquisa Mobilidade Urbana na Cidade, da Rede Nossa São Paulo, lançada nesta terça-feira, 18. Após crescimento de 15 minutos registrado em 2016, o tempo médio gasto em todos os deslocamentos caiu 5 minutos no ano passado, atingi ...

Marlene Mattos vai trabalhar na campanha de Marcelo Cândido (Foto: Reprodução/Facebook)

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A diretora de TV Marlene Mattos, responsável pelos programas da apresentadora Xuxa Meneghel da década de 1980 até o começo dos anos 2000, reforçou a campanha do candidato do PDT ao governo paulista, Marcelo Cândido. A aproximação da diretora da campanha de Cândido se deu por causa da amizade que ela tem com Giselle Bezerra, companheira de Ciro Gomes, candidato do PDT ao Planalto. Giselle é produtora de TV e foi assistente de palco de Xuxa em 2001 e 2002. Marlene está há pouco mais ...

Samu é um serviço responsável por salvar as vidas de pessoas em risco iminente de morte (Foto: Divulgação)

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Se é preciso ensinar as crianças que passar trotes para órgãos públicos pode prejudicar o atendimento de quem realmente precisa, é preciso levar esta lição também para os adultos. Nos primeiros cinco meses deste ano, pela primeira vez desde 2013, o número de adultos que aplicou trotes ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) superou o número de crianças que cometeram a mesma traquinagem. De janeiro a maio, foram aplicados 14.285 trotes por crianças ao número 192, enqu ...

Fnac mantém apenas uma loja no País, mas não se sabe até quando (Foto: Reprodução/Google Street View)

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Há 14 meses, a Livraria Cultura anunciou que havia adquirido as operações da rede francesa de livrarias Fnac no Brasil - um movimento que causou estranheza, num primeiro momento, para o mercado editorial já que a própria Cultura vinha enfrentando uma séria crise financeira - uma crise que está longe de ter fim. Se devia dinheiro para seus fornecedores, como poderia fazer um negócio como esse, questionavam profissionais do setor. À época, a Fnac tinha 12 lojas em 7 Estados. Na realidad ...

Chequer não se arrepende de ter apoiado o impeachment de Dilma (Foto: Ivo Lindbergh)

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Fundador do movimento Vem Pra Rua, que chegou a reunir até 6 milhões de pessoas em protestos pelo impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff (PT), Rogerio Chequer, aos 50 anos, é o candidato do Novo ao Governo do Estado e quer implantar “a nova política”, que “trabalha junto com a população, não contra ela”. Sem coligações e sem tempo de TV, Chequer aposta no poder das mídias sociais e da tecnologia para chegar ao eleitor, além de ações como a que realiza na Avenida Paulista, aos domingos, com dois microfones, um para ele e outra para alguém fazer perguntas sobre as suas propostas. Se eleito, acredita que poderá contar com o apoio da população para inibir os deputados estaduais de votarem contra ou pedirem barganhas em troca da aprovação de projetos necessários aos paulistas. Ele garantiu que não irá lotear Secretarias em troca de apoio. Crítico ferrenho do PT, Chequer não se considera nem de esquerda e nem de direita, e disse que estes argumentos são erros que levam a desvios de informação.  O que você faria em uma situação de crise hídrica? Temos que começar um programa para preparar não apenas as bacias ao redor da cidade de São Paulo, mas as outras bacias hidrográficas do Estado para terem tanto armazenamento de água quanto qualidade, além da necessidade de um saneamento fiscalizado. Hoje, a Sabesp coleta e não trata tudo, e quem regula é a Cetesb. As duas empresas são de controle do Estado. Se você tem interferência governamental nas duas, quem perde é o cidadão que vai ficar sem a devida fiscalização. Chequer acredita que a população paulista perde com a administração estatal da Sabesp e da Cetesb (Foto: Ivo Lindbergh) Então você pensa em passar à iniciativa privada estes serviços? A regulamentação não. A responsabilidade é do Estado. A Sabesp deveria oferecer serviço do que nível que oferecem hoje as empresas de saneamento privado. E os municípios deveriam estar livres e desimpedidos para fazerem parcerias público-privadas de saneamento. O que você pretende fazer para reduzir a sensação de insegurança no Estado? Um dos motivos principais de insegurança é que a capacidade investigativa da polícia civil é muito baixa, que tem que ser recuperada. A outra é o monitoramento de limites. São Paulo não produz nem drogas nem armas. O que chega aqui vem por caminhões. Chegou a hora de nós utilizarmos tecnologia de escaneamento de containers para investigar as cargas que chegam em São Paulo. Na prática, como você pretende crescer o Metrô? A interligação de São Paulo com as outras cidades do Estado é importante. Precisamos avançar nos projetos de montar eixos Norte-Sul e Leste-Oeste: do Vale do Paraíba, Sorocaba, Campinas e Americana e Baixada Santista. Com isto, você diminui esse fluxo de 1,8 milhões de carros que chegam todo dia à Região Metropolitana de São Paulo. Como você pretende ter o apoio da Assembleia Legislativa? O Legislativo, tanto no nível federal ou estadual, sempre que necessário exige novas barganhas ao governo. Além de pedir de emendas e cargos. Este sistema não funciona. Nós vamos fazer uma triangulação com o povo. Na nossa campanha, falaremos quais são as nossas promessas e vamos falar quais são as medidas que precisam da Assembleia. Eu pretendo conversar com toda a Assembleia, mas se houver resistência em projetos de melhoria à vida da população é a população que vai cobrar. Candidato afirma que o transporte sobre trilhos deve ser ampliado no Estado (Foto: Ivo Lindbergh) Como você pretender sanar o déficit habitacional do Estado? Por meio de parcerias feitas com a iniciativa privada. A construção de moradias requer um investimento inicial e os governos não têm recursos suficientes para colocar este pagamento inicial. No entanto, eles conseguem montar parcerias. Não só para construir ou reformar, mas para a zeladoria. O que não pode ser feito é você dar espaços para as pessoas morarem e depois não se preocupar com a qualidade destes espaços. O prédio do Paissandu é o melhor exemplo disso. E para sanar os problemas da Saúde? Trazer modernização à saúde como nunca foi feito no Estado de São Paulo. É absurdo que, em 2018, um usuário do SUS não possa marcar uma consulta ou exame pelo próprio celular. Para isto é preciso um cadastro único, que permitirá um histórico do paciente registrado. Queremos trazer também o conceito do médico de família, que cuidará com uma equipe de uma região geográfica.  Nesta região, ele  fará medicina preventiva, vitaminas, diagnósticos precoces e encaminhará estas pessoas diretamente ao especialista, quando necessário, desafogando o atendimento inicial e resolvendo antes que a pessoa precise perder um dia de trabalho para ficar em uma fila. E como gerar emprego no Estado de São Paulo? O maior empregador do Brasil, hoje, são as médias e pequenas empresas. Existem 5,3 milhões empresas registradas no Estado.  Se cada um contratar uma pessoa você chega a quase metade do desemprego nacional. Precisamos facilitar a forma, os meios, a legislação, para que estes empreendedores que realmente tomam risco possam fazer contratações. Algumas dessas contratações terão de ser feitas em parceria com o Governo Federal e com o Congresso, na mudança de algumas reformas trabalhistas que ainda prejudicam a contratação de pessoas. "Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer" (Foto: Ivo Lindbergh) Os resultados do impeachment para o Brasil, com Michel Temer (MDB) presidente, compensaram? A qualidade do vice-presidente jamais pode ser o critério para não afastar um presidente ou uma presidente criminosa do poder. O dia que nós deixarmos de punir porque o vice-presidente tem baixa qualidade estaremos prejudicando todo processo constitucional e democrático no País. Nós não votamos no Temer. Eu não votei no Temer. Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer. O Temer tem baixa qualidade então? Principalmente pela qualidade das pessoas que ele se cercou. Trazendo para o governo a velha política. O movimento Vem Pra Rua foi o único que pediu o afastamento do presidente Temer, mas algumas pessoas tinham esperança que ele poderia fazer as reformas necessárias e preferiram fazer vista grossa para a falta de ética que estava rondando a Presidência.  

Incêndio foi controlado rapidamente pelos Bombeiros (Foto: Reprodução)

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Um apartamento localizado na Rua Jaraguá, no bairro do Bom Retiro, região central de São Paulo, pegou fogo na manhã desta quarta-feira, 19. Segundo o Corpo de Bombeiros, não havia ninguém no imóvel, portanto, não houve vítimas. Ainda de acordo com a Corporação, dez viaturas participaram da ocorrência. A chamada foi efetuada às 7h54 e o fogo foi extinto completamente às 8h20. Os bombeiros não souberam informar a causa do incêndio.  Fogo foi controlado às 8h20 desta quarta-feira, 19 (Foto: Reprodução)  

Advogado tem 37 anos e disputa eleições pela primeira vez (Foto: Ivo Lindbergh)

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Filiado ao PRTB há cerca de três anos, o advogado guarulhense Rodrigo Tavares, de 37 anos, é o candidato mais jovem na disputa pelo Governo do Estado de São Paulo nestas eleições. Defensor de uma máquina enxuta e da utilização da tecnologia na administração pública, Tavares – que tem como vice Jairo Glikson – admite que ainda não é muito conhecido entre o eleitorado paulista. Certamente, bem menos popular que o presidente nacional do seu partido, o folclórico Levy Fidelix, do aerotrem. Além disto, reconhece que a estrutura de sua campanha é menor do que a de alguns adversários. Para ganhar uma maior visibilidade, o jovem advogado aposta na difusão de suas ideias por meio das redes sociais e no apoio de Jair Bolsonaro (PSL), com quem mantém aliança no Estado. O próprio General Mourão, que é um dos filiados do PRTB, foi o escolhido como vice na chapa do presidenciável. Nesta entrevista, que foi feita antes dos debates realizados pela Band e RedeTV!, o candidato comenta sobre seus planos para o Estado mais rico da União.    Metrô News – Por que concorrer ao cargo de governador do Estado logo na sua primeira disputa eleitoral? Rodrigo Tavares – Estou atendendo a um convite do PRTB, que apostou em mim porque sou a possibilidade de renovação. Sou presidente municipal do partido em Guarulhos e fizemos dois vereadores na cidade. É o momento em que a população não se sente mais representada pelos mesmos candidatos de sempre.   MN – Com 1% de intenção de votos na última pesquisa Datafolha, como alavancar a campanha? RT – Nossa estrutura é enxuta. Em outro momento, não conseguiria levar a minha candidatura aos quatro cantos do Estado, pois não conseguiria viajar tanto. O eleitor vai ouvir meu nome e minhas propostas por meio das redes sociais. Tavares acredita que tecnologia pode aumentar a produtividade da administração pública paulista (Foto: Ivo Lindbergh) MN – O PRTB está na mesma coligação do PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro. Tem a expectativa de que o candidato venha a São Paulo e ajude a divulgar a sua campanha? Sim. Estamos 100% alinhados com as ideias do Bolsonaro. Temos uma chapa com ele candidato à Presidência, General Mourão como vice-presidente, Rodrigo Tavares como governador e Major Olímpio como senador. Além, claro, dos candidatos a deputado estadual e federal de ambos os partidos: PSL e PRTB. O apoio de todos e a exposição ao lado do Bolsonaro vão resultar em votos. MN – Uma das bandeiras de Bolsonaro é a segurança pública. Qual é o seu plano para a área em São Paulo? RT – Primeiro ponto é colocar o policiamento na rua. Temos um contingente de policiais atuando em cargos administrativos. O segundo ponto é promover, de forma gradativa, as contratações de policiais que já foram aprovados em concursos públicos. E o último ponto é valorizar o profissional.  É verdade que falta dinheiro, mas temos de ter prioridades. E uma das prioridades do nosso governo é a segurança pública. Para tanto, outra coisa fundamental é o uso da tecnologia. Precisamos aproximar as universidades das forças de segurança pública, aumentando a capacidade de investigação que hoje está saturada. MN – Os adversários de Bolsonaro questionam a capacidade do presidenciável de falar sobre economia. O que pensa sobre o tema para o Estado? RT – Quero ser lembrado pelo bom uso da máquina pública. O Estado tem uma fonte de financiamento e esta vem estritamente da distribuição tributária. Um dos nossos projetos é discutir esta distribuição com o governo federal. A ideia é formar um grupo com autoridades públicas paulistas – prefeitos, deputados, senadores e governador – para discutir a questão. MN – Mas além desta discussão, o que o governo estadual pode fazer? RT – Arrecadamos cada vez menos e os gastos não param de subir. O que fazer? Gestão eficiente dos recursos. A tecnologia é capaz de potencializar as atividades do Estado e torná-lo mais eficiente. O que o servidor demorar um mês para fazer, a tecnologia vai fazer em minutos. MN – Exemplifique o uso da tecnologia na gestão do Estado.   RT – Pretendo implantar uma Big Data para reunir dados e atacar os problemas de uma maneira mais assertiva. Com a situação econômica estabilizada, passaremos a investir em áreas essenciais como saúde, educação, segurança e geração de empregos. Estas são as principais, mas é claro que há outras preocupações. MN – Como tentaria diminuir o problema do desemprego? RT – A criação de emprego está umbilicalmente ligada à infraestrutura. O Estado de São Paulo parou de investir em infraestrutura, o que gera um problema na distribuição dos produtos paulistas e os encarecem. O governo também tem de contratar. E parte do nosso projeto é contratar o pequeno empresário. Advogado afirma que é necessário investir em infraestrutura para reduzir o desemprego em São Paulo (Foto: Ivo Lindbergh) MN – Fale mais sobre este projeto. RT – Temos de investir em empregos que não são tradicionais e empresas de economia colaborativa. Está em curso uma revolução tecnológica. Cada vez mais a tecnologia estará nas relações de trabalho. O Estado precisa dar ciência à sua população, porque se o indivíduo não se qualificar, ele não estará neste mercado futuro. Queremos aumentar as vagas na Fatec e promover mudanças na grade curricular para preparar os jovens às profissões do futuro. MN – Acha que a máquina pública está inchada? Está sim. Pretendemos reduzir em 50% o número de cargos comissionado. Vamos enxugar esta máquina, sim. Também haverá redução de secretarias. É necessário um estudo mais aprofundado, mas penso em uma redução de 25%. MN – O que fará para melhorar a situação do Metrô? RT – Temos que dar manutenção adequada às linhas do Metrô e da CPTM. Elas não operam na sua velocidade máxima. Precisamos também fazer auditoria nas obras do Metrô. No que for possível, fazer PPPs. Representantes de várias áreas serão ouvidos para que a licitação ocorra da maneira mais limpa possível. A obra também precisa ser licitada no seu valor total.  Não fazer isto é uma das grandes causas da corrupção. MN – Como evitar uma nova crise hídrica? O Estado tem negligenciado a questão do abastecimento. Desde a captação, passando pelo armazenamento até chegar à distribuição. É necessário fazer a interligação dos sistemas. É preciso, também, fiscalizar. Perde-se muita água na distribuição. E, claro, realizar campanhas de conscientização. Candidato diz que é preciso criar empregos no interior para paulistas não deixarem suas cidades natais (Foto: Ivo Lindbergh) MN – Qual é o seu planejamento para amenizar o déficit habitacional? RT - O déficit habitacional é um problema grave, mas temos de atacar a causa. Alguém em sã consciência deixaria sua cidade natal, amigos e parentes para viver em condições desumanas? Não. Faz isto por necessidade. Porque o emprego está concentrado na Região Metropolitana. Tem de haver uma fixação habitacional. Este é um projeto para médio e longo prazos. Temos de conversar com os movimentos sociais e fazer PPPs da habitação. Hoje é feito, mas de uma forma insatisfatória. Vamos criar um órgão de Estado: o novo Banespa. Com uma gestão moderna, eficiente e que não vai ser um cabide de emprego. É uma instituição que vai criar as condições para uma política pública habitacional. MN - O que fazer na área da saúde? RT - Fazer que o dinheiro chegue à saúde. O dinheiro que deveria ser destinado para a saúde percorre muitos caminhos e não chega. É necessário fazer auditoria nas empresas gestoras dos equipamentos públicos de São Paulo. Precisamos pulverizar os hospitais de referência pelo Estado. Já há dinheiro para isto. É preciso acelerar este processo. Podemos fazer parcerias para gerir hospitais, desde que as empresas sejam eficientes.

Jornal é o primeiro a ser distribuído de forma gratuita (Foto: Arquivo MN)

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Dia 14 de setembro de 1974. São Paulo, então comandada pelo prefeito Miguel Colasuonno e pelo governador Laudo Natel, ganhava dois importantes presentes, que nasceram simultaneamente. O primeiro foi o início da operação comercial do Metrô: os trens circulavam entre Jabaquara e Vila Mariana. O segundo foi a distribuição do Metrô News, feita pela primeira vez naquele mesmo dia. Hoje, 44 anos depois, os dois continuam fortes. Enquanto o Metrô ganhou 83 quilômetros no período, este veículo de comunicação passou a ser parte do cotidiano dos paulistanos, tornando-se o 3º jornal mais lido da Grande São Paulo, segundo pesquisa da Ipsos Connect: EGM Multimídia. O periódico informa mais de 1 milhão de pessoas por dia. Segundo o diretor comercial e de marketing do Metrô News, André Lopes, a expansão do jornal se deu em conjunto com as linhas do Metrô – hoje, todas elas recebem a edição gratuita do impresso, além da Linha 9-Esmeralda, da CPTM. “Hoje, o Metrô News tem um alto índice de credibilidade. Boa parte dos nossos leitores é formada por pessoas que trabalham de segunda a sexta-feira e que têm no nosso jornal uma fonte diária de informação de qualidade e, além disso, gratuita”, explicou. Este ano, o portal do veículo passou por uma profunda reformulação, visando a ficar mais interativo para os leitores e atrativo para os anunciantes. “O impresso tem limitações de distribuição, mas o site não. Nós entramos fortes nesse segmento e esse foi um grande passo, porque o consumo de notícias continua gratuito também em nosso portal”, afirmou Lopes. Para Marcos Braga, 37, publicitário e idealizador do Amigos do Mercado, o Metrô News democratiza a comunicação no meio de transporte mais plural de SP. “Trabalhadores, estudantes, executivos, artistas e aposentados diariamente podem contar com um resumo quente, prático e inteligente”, analisou.   Potência com possibilidade de crescimento Para o diretor André Lopes, o Metrô News já é uma potência editorial, mas ainda tem muito espaço para crescer. “Nosso primeiro objetivo é nos tornarmos o jornal mais lido da Grande São Paulo”, projetou. Para isso, uma proximidade maior com o leitor é essencial. Desde o ano passado, o veículo oferece espaço para que os paulistanos reclamem de problemas encontrados na cidade. As sugestões de pauta do leitor são recebidas diretamente pela Redação, por meio do telefone (11) 4965-9430, WhatsApp (11) 94021-9397, Facebook e e-mail redacao@metronews.com.br. Os 44 anos do Metrô News representam uma grande parcela da História da cidade de São Paulo. Se depender da empresa, segundo o diretor, esse é só o começo. “O objetivo é continuar forte durante mais 44 anos”, concluiu. Conheça a história do Metrô News  Este jornal foi o primeiro a ter distribuição gratuita em São Paulo. No total, 94% do seu público pertencem às classes A, B e C, sendo que 820 mil leitores estão na maior faixa de consumo, entre 18 e 54 anos. Além disso, 12% da audiência está na Região Metropolitana da Capital. A publicação oferece aos anunciantes um grande diferencial por meio de projetos especiais, incluindo “Guia do Carnaval”, “Guia LollaPalooza”, “Especial LGBT”, “Especial Virada Cultural”, e “Especial Black Friday”. A distribuição, de 50 mil exemplares de segunda a quarta-feira e de 90 mil as quintas e sextas-feiras, é auditada pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC) Governador exalta força do jornal na Capital Para o governador Márcio França (PSB), o Metrô News representa a capacidade de resiliência em um momento em que muitos jornais sofrem para se manter. “É um dos jornais mais lidos do Estado. Além disto, é um periódico que ampliou sua atuação em vários pontos de distribuição. É um jornal impressionante, um formato diferente, gratuito, que muda conceitos, é mais amplo e democrático”, afirmou.    

Evento amplia acesso da população a diagnóstico, tratamento e mostra como ter cuidados com a pele (Foto: Divulgação)

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Com o objetivo de reforçar a importância da visita ao dermatologista para diagnosticar, precocemente, as doenças de pele, assim como ter acesso aos tratamentos e procedimentos adequados, as Faculdades BWS e a Associação Pele Saudável realizam, nos dias 18 e 19 de setembro, a 6ª edição da Virada da Pele Saudável. Serão 36 horas ininterruptas de atendimentos dermatológicos gratuitos, incluindo procedimentos. A pele é o maior e mais versátil órgão do corpo humano. Com aproximadamente dois metros quadrados de área e contribuindo com mais de 15% do peso corpóreo total, ela é responsável por várias funções, como regular a temperatura corporal, reservar nutrientes, detectar estímulos e impedir a entrada de substâncias no organismo. Apesar de ser comumente associada a questões estéticas, é grande o número de doenças que atinge a pele: são centenas, sendo melasma, psoríase, vitiligo, dermatite, urticária e câncer algumas das mais conhecidas. De acordo com a Dra. Seomara Passos Catalano, dermatologista e coordenadora do curso de pós-graduação em dermatologia das Faculdades BWS, a Virada da Pele Saudável é uma oportunidade não só de atender a população, mas também de disseminar conhecimento a respeito das doenças de pele. “Em geral, as pessoas só vão ao dermatologista quando há uma queixa específica, como queda de cabelo, acne ou uma pinta incomum. É preciso alertar para o fato de que há diversas outras doenças – genéticas, autoimunes e infecciosas, por exemplo – que apresentam manifestações cutâneas. E quanto antes ocorrer o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento exitoso”, afirma. É o caso, por exemplo, da psoríase, doença crônica e autoimune que se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas, que aparecem mais frequentemente no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Com intensidades variáveis, a psoríase é, normalmente, tratada com facilidade, mas há casos nos quais as articulações podem ser impactadas, levando à incapacidade física. Outro problema de pele comum é o câncer de pele não melanoma, tipo de câncer mais frequente no Brasil e que corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer. Em ambos os casos, o diagnóstico precoce é fundamental para garantir o tratamento adequado e, consequentemente, o bem-estar do paciente. Na última edição da Virada da Pele Saudável, centenas de pacientes foram diagnosticados com esses e outros problemas de pele – no total, foram realizadas 4 mil consultas, além de 750 procedimentos dermatológicos apenas nas primeiras 24 horas de evento. “A proposta da Virada é oferecer um atendimento resolutivo, com início, meio e fim. Se um paciente precisa retirar uma lesão na pele, o procedimento pode ser feito imediatamente. No caso de biópsia, ela é realizada em nosso próprio centro cirúrgico, sem qualquer custo. Já quando o procedimento necessita de uma preparação específica, ele é marcado para as semanas subsequentes. O importante é que o paciente saia dali com algo concreto, seja um diagnóstico, um tratamento ou um procedimento agendado”. Além da prestação de serviço à população, a iniciativa representa uma oportunidade única para os estudantes da instituição, que participam dos atendimentos. “Durante a Virada, os estudantes têm contato com diferentes tipos de casos. Isso é fundamental, pois, independente da especialização que ele venha a seguir, um dermatologista deve estar apto a reconhecer e diagnosticar as mais variadas doenças de pele”, reforça a Dra. Catalano. A próxima edição da Virada da Pele Saudável tem início no dia 18 de setembro, terça-feira, às 7 horas, no Núcleo de Ensino Superior BWS – Rua São Domingos, 69, Bela Vista. Para ser atendido, basta comparecer ao local com documento de identificação. Mais informações em www.institutobws.com.brServiço 6ª Virada da Pele Saudável Data: 18 e 19 de setembro de 2018 Horário: das 7h da terça-feira (18) às 19h da quarta-feira (19) Local: BWS Núcleo de Ensino Superior Endereço: Rua São Domingos, 69 – Bela Vista – São Paulo, SP

Estação da Linha 5-Lilás se destaca pela acessibilidade (Foto: Renato S. Cerqueira/AE)

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Após ter confirmado ao jornal O Estado de S. Paulo a inauguração de quatro estações da Linha 5-Lilás, a assessoria de imprensa do Metrô informou nesta quarta-feira, 29, que apenas a Estação AACD-Servidor será aberta na sexta-feira, 31. Segundo a assessoria, houve um erro de comunicação. O Metrô informou agora que as outras três estações - Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin - serão entregues com novo atraso, no fim de setembro. As primeiras promessas eram de conclusão do projeto, que custou R$ 10 bilhões, em 2014. Diante da expectativa de uma participação maior no total de usuários que têm mobilidade reduzida, por causa da proximidade com a Associação de Assistência à Criança Deficiente, que batiza a Estação AACD-Servidor, a parada teve um desenho especial para melhorar a acessibilidade. Ela terá nove elevadores e 20 escadas rolantes, além de acessos em dois níveis na Rua Pedro de Toledo, em Moema, na zona sul de São Paulo. A parada também facilitará o acesso aos Hospitais Edmundo Vasconcelos e do Servidor Público Estadual, além de ser uma opção a menos de 1,5 quilômetro do Parque do Ibirapuera. Será a estação mais perto do principal parque paulistano. As novas estações da Linha 5-Lilás ainda tiveram um desenho arquitetônico planejado para reduzir o consumo de energia, um dos maiores custos operacionais da rede. As grandes claraboias de vidro são "marcas" das novas paradas, que têm em seu nível do asfalto novas praças abertas à população. No caso da AACD Servidor, há ainda dois pisos de estacionamento entre o nível da rua e as plataformas. Num primeiro momento, a Estação AACD-Servidor funcionará em operação assistida. O Metrô estima que elas devem ficar em horário especial, funcionando das 9 às 16 horas, por duas semanas - as estações anteriores desse ramal estão no esquema há três meses. Outras estações Com a abertura das outras três estações, a Linha 5-Lilás do Metrô será oficialmente interligada às Estações Santa Cruz, da Linha 1-Azul, e Chácara Klabin, da Linha 2-Verde, ligando o ramal, que vem do Capão Redondo, no extremo sul da capital, à região central de São Paulo. A expectativa dos técnicos é de trazer uma série de mudanças significativas nas dinâmicas do transporte público da cidade. Cerca de meio milhão de pessoas devem passar a usar a linha diariamente com as novas conexões. No mês passado, ela transportou uma média diária de 278 mil pessoas e, até dezembro, deve passar para uma média diária de 781,3 mil pessoas. A linha, que opera hoje com 36 trens, deverá receber mais 26 composições para atender à demanda. "Deve haver alguma diminuição da lotação da linha (9-Esmeralda) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na Marginal do Pinheiros", afirma o chefe do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da Universidade de Transportes (Poli/USP) Claudio Barbieri da Cunha, considerando ainda interferência nas Linha 4-Amarela, inaugurada, em 2011. "Parte das pessoas que vêm da zona sul pela Linha 5 deve continuar na Linha 5, enquanto só quem está na Linha 9 deve continuar na Linha 9. O que vai definir isso é quanto tempo a pessoa vai gastar na baldeação (a troca de trens)", afirma o professor, que destaca ainda expectativa de redução da lotação no túnel que liga as Estações Paulista (da Linha 4) e Consolação (da Linha 2). "Essa estação estava subdimensionada. Ela foi planejada para ser inaugurada depois das conexões da Linha 5", completa. Para se ter uma ideia do potencial de atração da linha, o total de passageiros que usam, ainda em horário de testes, as últimas estações entregues desta linha, Moema e Eucaliptos, ainda em "operação assistida", funcionando das 9 às 16 horas, aumentou 31% entre abril e julho, de 61 mil viagens diárias para 80 mil, segundo o Metrô. Estação Campo Belo As obra da linha, entretanto, não estão encerradas. Pelo meio do caminho ficou a Estação Campo Belo, que continua em construção, e deverá ficar para dezembro, segundo os cronogramas mais recentes da Companhia do Metropolitano. Essa linha restante será interligada com o monotrilho da Linha 17-Ouro, também em obras. Parte dos problemas da Linha 5-Lilás decorre de atrasos na execução dos projetos de engenharia. Mas parte resulta de uma paralisação de cinco meses, ocorrida entre 2010 e 2011, por causa das suspeitas de ação de cartel nas obras civis da linha. O Metrô tomou por base em um relatório feito pela Corregedoria-Geral da Administração, que dizia não haver provas da participação de agentes públicos no esquema, para retomar a obra. Entretanto, em fevereiro deste ano, o então presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, foi condenado por improbidade administrativa por ter mantido os contratos - Avelleda, hoje chefe de gabinete do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), sempre sustentou que não havia assinado os contratos e disse que paralisar as obras traria prejuízos à cidade. Eleições Há expectativa se as inaugurações terão algum reflexo ou caráter político. Executadas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB), candidato que deixou o cargo para concorrer à Presidência, as obras serão abertas ao público pelo atual governador Márcio França (PSB), ex-vice do tucano - e candidato à reeleição. Como as inaugurações de obras são vedadas pela legislação eleitoral, França deverá fazer uma "visita técnica" às estações - informação não confirmada pela assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes até esta terça-feira, 28, à noite. Trata-se de instrumento comum entre candidatos que estão disputando reeleição. A operação do novo ramal, entretanto, já não é de responsabilidade do governo do Estado desde junho, quando a empresa ViaMobilidade, do Grupo CCR e da RuasInvest, venceu a licitação para concessão do ramal. A concessionária ficou encarregada da operação e da manutenção do trecho por 20 anos.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Eymael disse acreditar que Haddad estará no segundo turno (Foto: Ivo Lindbergh)

Nacional

O gaúcho José Maria Eymael, conhecido principalmente pelo jingle de campanha “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão”, criado em 1985, chega a disputa de sua quinta eleição presidencial e garante: “somos os únicos capazes de derrotar o PT nas urnas”. Crente de que o candidato petista Fernando Haddad (PT) herdará os votos do ex-presidente Lula (PT) e estará no segundo turno, Eymael acredita que seu partido, o Democracia Cristã, é prejudicado pela falta de espaço na televisão e no rádio, assim como pela recente reforma eleitoral, “feita para manter quem está no poder”, e que se muitos soubessem de sua história com certeza lhe confiariam o voto.  Segundo Eymael, sua legenda não está nem à esquerda e nem à direita. “A democracia cristã é uma força transformadora”, explicou o democrata. Entre suas principais propostas está a Reforma Tributária, para diminuir a pressão governamental sobre as empresas e colocar o Brasil para surfar nas “ondas do desenvolvimento”. Eymael foi eleito, em 1986, deputado federal constituinte com 72.132 votos, tendo sido reeleito em 1990 com 34.191 sufrágios. Questionado se está na hora de rever a Constituição, o democrata cristão negou esta possível necessidade. “A Constituição precisa amadurecer, mas é a responsável pelo maior período democrático de nosso País”.    Candidato é contra o Fundão Partidário e critica falta de espaço na TV e nas rádios (Foto: Ivo Lindbergh) O que faltou para a Democracia Cristã crescer como outros partidos, a exemplo do PT, PSDB e MDB? Então, hoje, o pouco tempo que nós temos é o grande obstáculo. Com as redes sociais, este problema é um pouco amenizado. Se eu tivesse tempo para falar o que fiz aos trabalhadores: aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais, proteção contra demissão sem justa causa, a estimulação de lazer como promoção social e mecanismos para proteger a mulher no mercado de trabalho…Seria um outro universo. As pessoas me conhecem, mas não conhecem o conteúdo. É uma dificuldade. E como driblar esta falta de tempo? Redes sociais. Hoje, a minha fanpage tem participação do Brasil inteiro. Embora não tenha como negar a importância da TV. Tenho feito também a campanha corpo a corpo. Minha agenda está lotada: Brusque (SC), Brasília, Campinas, Cuiabá (MT). Não tem lugar em que eu me sinta melhor do que a rua. Qual é o principal mote da sua campanha? Qual seria a primeira coisa que faria ao ser eleito? Primeira coisa: montar um time do presidente. Reduzir 29 ministérios para 15. Não economiza quase nada, mas o presidente, assim, terá um time próximo, com pessoas que conversam diariamente com ele. Também tem que ser feita uma reforma tributária. Este sistema tributário que nós temos, com todas as mexidas que ele sofreu, esmaga as empresas. Tem que ser algo que o empresário entenda. Perde-se muito tempo só para entender o que se paga. O sistema também é muito injusto. Um comerciante da zona leste de São Paulo, por exemplo, recebe uma multa e tem quinze dias para recorrer. Até ele falar com o contador, o prazo já acabou. É preciso ter uma igualdade maior entre contribuinte e fisco. E quais seriam os critérios para escolher este time do presidente? Nenhuma indicação de partido político. Se eu me eleger presidente, eu me elejo de forma independente. Vou me eleger pela Democracia Cristã. Chega de indicação de partido político. Nós temos que buscar pessoas que tenham excelência na sua área de trabalho. É isto que tem que ser feito. Temos que conversar, respeitar opiniões diferentes, mas sempre ir para o diálogo preparado. Assim, você sensibiliza as pessoas. Na elaboração da Constituição, falaram que o nosso partido não tinha representatividade e que iríamos nos machucar. No final, fui um dos 15 deputados com mais propostas aprovadas. Sintetizando: o Legislativo legisla e fiscaliza. O Executivo governa. E o Judiciário julga. Eymael afirmou que corte abrupto do imposto sindical foi um erro (Foto: Ivo Lindbergh) O que é preciso fazer na questão da segurança? Quem foi que propôs a criação do Ministério da Segurança Pública em 2010? Nós. A intenção era integrar as inteligências das forças de segurança do País – municipais, estaduais e federal. Colocar o Exército para fechar as fronteiras. Adotar procedimentos internacionais de sucesso em países desenvolvidos na área de segurança. Agora apresentaram o Ministério da Segurança Pública como se fosse uma novidade em 2018. O que vemos hoje é uma situação em que as polícias não se comunicam e não compartilham informações. Um Estado não está conjugado com os demais. Isso que gera esta insegurança nacional. E na área da saúde? Eu falo sempre na “Saúde da Inteligência”. É a saúde da prevenção. Tem que se prevenir, mas, na prática, isto não existe. Por exemplo, a falta de saneamento é uma das grandes causadoras de doenças no Brasil. Só que não se faz nada em termos de saneamento no País. Qual a sua visão sobre o atentado a Jair Bolsonaro? Nós tivemos uma posição oficial. É um retrato da insegurança do País. Veja o seguinte. O Bolsonaro estava cercado por 25 agentes da polícia federal. Vai alguém com uma faca e consegue atingir o Bolsonaro. O próprio discurso do Bolsonaro falando que a solução era armar todo mundo não é a solução. Para Eymael, processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff do poder foi indecente (Foto: Ivo Lindbergh) O senhor é contra o armamento então? Porte de armas seletivo. Que é mais ou menos o sistema que temos hoje. Só que nós temos que fazer que nem o sistema europeu. Você tem o porte de arma seletivo, mas a pessoa que tem periodicamente tem que demonstrar que tem condições de ter uma arma. Em um segundo turno, quem o senhor apoiaria? Hoje, o Haddad vai para o segundo turno e eu estou absolutamente convencido disso. E só a democracia cristã pode derrotar o Haddad. Nenhum outro candidato tem condições. O Lula vai transferir os votos. Hoje os jornais já dizem: um terço do eleitorado brasileiro já aceita votar em alguém indicado pelo Lula. Mesmo só com 9% ele já vence o Bolsonaro no segundo turno. Por que? Porque nós somos as conquistas sociais dos trabalhadores. O partido com a totalidade dos avanços sociais na Constituição, todos os avanços sociais dos trabalhadores presentes na Constituição são da Democracia Cristã. Num segundo turno, o tempo de TV é igual, não são mais os oitos segundo que nós temos. E se o senhor não chegar no segundo turno, apoiaria outro candidato? Se eu te responder esta pergunta eu já estaria aceitando não ir para o segundo turno (risos). Quais estatais você manteria e quais você privatizaria? Eu mantenho Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, por uma questão de segurança nacional. As demais eu ia fazer uma análise da vantagem de continuar com elas ou não. Como o senhor trataria a questão dos refugiados venezuelanos? Tem que acolhê-los e fazer uma distribuição dentro do território nacional. Mas o Brasil não pode ficar indiferente à situação da Venezuela, que é um regime ditatorial. No governo do PT houve uma certa condescendência. O Temer poderia ter um certo posicionamento. Qual sua posição sobre a Reforma Trabalhista? Em termos gerais eu acho que houve um avanço. Dando um pouco mais de liberdade na relação entre patrão e empregado. O que eu acho que foi um erro foi o corte abrupto do imposto sindical, sem uma transição, sem dar uma chance para os sindicatos se adequarem e criarem novas fontes de receita. O estrago já está feito. Tem que fazer um amplo debate nacional para ver como os sindicatos vão se manter. É preciso fazer a Reforma da Previdência? Tem que fazer. O problema fundamental é o período de vida mais longo. A previdência foi calculada com base em um período mais curto. Tem que ter uma elevação na idade mínima e tem que ter uma transição inteligente. A Previdência está quebrada. Tem que ter reforma, mas também tem que cobrar quem está devendo. Como o senhor avalia os resultados do último impeachment? Olha os dois anos do Temer. Tinha que ter sido mais transparente o sistema de impeachment. Uma análise realmente, uma comprovação de desvio. Aquilo foi carta marcada com o vice-presidente tramando para tomar o lugar da presidente. Nós defendíamos, em 2016, a convocação de novas eleições. A coisa foi alongando, o TSE acabou não julgando, com o MDB articulado para tomar conta do governo. Eymael conta a história do seu famoso jingle:  Foi um golpe então? Foi indecente. O que o senhor pretende fazer para gerar emprego? Emprego é fruto do desenvolvimento. Tem algumas medidas que podem ser tomadas. Uma delas, eu coloquei que o ICMS pode ser seletivo, menor, para os produtos mais necessários, como no caso dos genéricos, em São Paulo. A cesta básica da constituição poderia ter este critério. O setor que mais reage é a construção civil. Ter uma redução no ICMS da Construção Civil poderia ser um avanço. Outra questão é a seguinte. Hoje tem financiamento, a pessoa tem que ter 20% para comprar o imóvel. Ela não compra. Se ela tivesse 100% de financiamento ela passaria a ter este financiamento e pagaria um valor inferior ao que paga de aluguel. O risco para os bancos é zero porque tem a garantia do imóvel. Mas hoje os juros são elevadíssimos. A parcela ainda fica, muitas vezes, muito mais alta o que o aluguel. Como resolver isto? Aí você entra em uma outra área. A falta de renda não pode representar a falta de moradia. Isto é básico, é fundamental. Hoje, se você não tem renda, você não tem moradia. Este é um problema de gestão pública.    

Skaf acredita que pode se beneficiar do desgaste do PSDB (Foto: Karim Kahn)

Cidade

 Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, do MDB, diz que é possível construir 50 quilômetros de linha metroviária em um espaço de quatro anos.  “Também iremos investir em modernização das linhas da CPTM, elevando o nível do serviço o mais próximo possível ao do Metrô”, continua o candidato, 63, que é do mesmo partido do presidente Michel Temer e tenta pela terceira vez chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Foi quarto em 2010 e segundo em 2014. Apesar de estar na mesma sigla de Temer, Skaf busca desvencilhar a sua imagem à do presidente, que sofre com grande rejeição no fim de seu mandato. Como bandeira de sua campanha no Estado, o empresário paulistano aposta no sistema educacional implantado no Serviço Social da Indústria (Sesi) durante a sua gestão. Confira a entrevista completa do candidato.  Como pretende implementar o “Sistema de Ensino Sesi” na Rede Pública? Pretende ampliar o EAD no Ensino Superior?  Pretendo implementar um plano gradual para a universalização do ensino em tempo integral na rede estadual, nos mesmos moldes que fiz com sucesso no Sesi. Em 2020, os alunos que entrarem no primeiro ano do Ensino Fundamental terão aulas em tempo integral. Ao longo de quatro anos adequarei a rede de escolas para receberem o ensino integral. Deixarei todo o caminho pronto para que, em dez anos, todos os alunos do Ensino Fundamental I tenham educação em tempo integral de qualidade. Sobre o ensino à distância, acredito que é uma boa alternativa para educação profissional e superior. Ela vem ganhando força ao longo dos últimos anos. O Senai já possui 210,5 mil matrículas de ensino à distância. Quero levar a experiência do Senai para o Estado de São Paulo. Skaf afirma que deseja proibir as "saidinhas" dos presidiários (Foto: Karim Kahn)  Apesar dos números decrescentes em relação aos homicídios, o paulista não se sente seguro. O que fazer para diminuir esta sensação de insegurança? Como pretende agir em relação às facções?  Não podemos aceitar a insegurança instalada no Estado. A segurança pública está abandonada. A cada 1 hora e 8 minutos, uma pessoa é morta ou sofre tentativa de homicídio. A cada 47 minutos, uma pessoa (mulher ou vulnerável) é estuprada. A cada hora, 107 pessoas são roubadas ou furtadas no estado. É dever do governador garantir que os cidadãos possam ir e vir em segurança. Pretendo agir em três frentes. Primeiro, vou equipar, modernizar e integrar o trabalho das nossas polícias. Elas estarão voltadas para a atividade-fim. Ou seja, para a investigação e o patrulhamento. O nosso foco será a inteligência policial. Além disso, é urgente reassumir o controle dos nossos presídios. Hoje, eles estão nas mãos do crime organizado. Não é possível que o governo paulista seja refém do crime organizado. Pretendo também, utilizar a minha força e liderança política como governador para atualizar a lei penal no Congresso Nacional. Quero acabar com as saidinhas, visitinhas e redução de penas.  Mulheres têm relatado abusos nas proximidades e, até mesmo, dentro das estações do Metrô. Haverá uma política específica para a segurança delas?  É inadmissível que mulheres e meninas sejam violentadas a caminho do trabalho, da escola ou em seu tempo de lazer. As mulheres enfrentam diariamente situações absurdas no transporte público. Precisamos coibir e investigar os crimes e abusos sexuais dentro e fora do transporte público. Para isso, como disse, pretendo aumentar o efetivo policial alocado na atividade-fim. Vou desburocratizar o serviço policial, aumentando assim a quantidade de policiais militares em patrulhamento nas ruas e policiais civis investigando. Com relação especificamente ao transporte público, pretendo aumentar a vigilância por meio da instalação de câmeras nos trens e estações de metrô, da CPTM e nos ônibus intermunicipais da EMTU, cuja licitação compete ao governo. Além disso, no meu governo intensificaremos o programa de denúncia a casos de abusos no transporte público. Precisamos conscientizar a população sobre a importância de denunciar os agressores. Tanto as vítimas quanto as pessoas que presenciam abusos devem denunciar e cabe ao governo garantir que esses crimes não fiquem impunes. Não podemos nos omitir.  Falando em Metrô, o transporte sobre trilhos é um tema que gera bastante palpitação nos paulistas, sobretudo, paulistanos. O que fazer para melhorá-lo?  Mobilidade urbana é um problema que precisa ser enfrentado com planejamento, boa gestão e direcionamento de investimentos. O metrô de São Paulo tem a mesma idade dos metrôs da Cidade do México e de Seul, mas com uma rede bastante inferior. Enquanto São Paulo conta com uma rede de 92 quilômetros, Seul conta com 331 quilômetros de metrô e a Cidade do México com 226 quilômetros. Não podemos continuar expandindo a rede num ritmo de 2 quilômetros por ano. Vamos fazer um amplo projeto de investimentos em metrô, de forma a aumentar o número de conexões da rede e equilibrar a quantidade de passageiros nas estações. Temos um plano de expansão de 100 km de rede metrô em dez anos. Vamos implantar de 40 a 50 quilômetros durante o mandato de quatro anos e criar as condições necessárias para que as obras continuem futuramente no mesmo ritmo. Também iremos investir em modernização das linhas da CPTM, elevando o nível do serviço o mais próximo possível ao do Metrô. Paulo Skaf ao lado de Cidinha Raiz, candidata ao Senado pelo MDB (Foto: Karim Kahn)  Voltamos a nos assustar com o baixo nível do Sistema Cantareira. O que fará para que o abastecimento não seja afetado mesmo em tempos de seca?  Na nossa avaliação, o abastecimento no ano de 2018 está garantido, pois o Cantareira está com nível de 37%, recebendo água da transposição da Bacia do Paraíba do Sul e foram feitas obras de interligação dos sistemas que abastecem a cidade de São Paulo. Para 2019, o abastecimento depende do volume de chuvas que será verificado no período de novembro a abril. Ainda que não haja necessidade de racionalização do consumo este ano, São Paulo não pode ficar à mercê das crises hídricas. Minha prioridade para garantia do abastecimento é o combate às perdas de água. Anualmente, a Sabesp perde mais de 30% do volume total de água captada. Isso representou, apenas em 2017, o desperdício de 850 milhões de metros cúbicos de água. É quase esvaziar um sistema Cantareira inteiro, só em perdas na rede. Além de representar o desperdício de um recurso escasso, afeta a segurança no abastecimento da região metropolitana. Vamos fazer um amplo programa para redução das perdas de água, com investimento em manutenção e renovação da rede, uso de tecnologia e combate às ligações irregulares. Além disso, vamos concluir as obras de interligação dos diferentes sistemas de abastecimento da Grande São Paulo.  Temos visto muitos problemas na área da saúde pública. Quais são os seus planos para estes temas?  Não há maior desrespeito a uma pessoa do que necessitar de atendimento médico e não conseguir. Precisamos garantir atendimento médico com qualidade e rapidez. Não podem existir hospitais sem equipamentos ou com equipamentos quebrados, muito menos equipamentos sem médicos ou técnicos para operá-los. No meu governo vou organizar a saúde por região, desde o primeiro atendimento até a alta complexidade. Precisamos organizar e articular os entes de saúde que compõem a rede SUS no estado de São Paulo, dando resolutividade à atenção básica e desafogando os grandes hospitais para o atendimento à alta complexidade. Além disso, vou implantar o prontuário eletrônico em todo o Estado. O prontuário eletrônico guardará todo o histórico clínico dos pacientes.  E para a habitação?  Com relação à habitação, nos últimos anos, muitos bairros populares foram formados por loteamentos clandestinos e invasões. Essas ocupações trazem insegurança jurídica aos cidadãos. As famílias têm pouco conhecimento técnico e condições financeiras para regularizar a situação da sua moradia. Por outro lado, o CDHU tem forte experiência no tema, precisamos vocacionar o CDHU para gestão, regulação e regularização das habitações. No meu governo, o objetivo do CDHU será a regularização fundiária, gestão de plano de terrenos estaduais para construção de habitações e fomentação de PPPs para construção de moradias. Também investiremos na urbanização das favelas. As comunidades são áreas nas quais o estado não se faz presente. Como se sabe, essas regiões carecem de infraestrutura urbana, educação, saúde, cultura, entre outros. Candidato pretende replicar sistema educacional do Sesi na rede pública estadual (Foto: Karim Kahn)  O Sesi tem um projeto vencedor no esporte. Como replicar isto no governo do Estado? Quais são seus planos em relação à área esportiva?  O esporte é uma poderosa ferramenta à serviço da saúde, da educação e da inclusão social. No Sesi adotamos a pedagogia do exemplo, ao fomentar o aperfeiçoamento de atletas e equipes profissionais, o Sesi não apenas busca resultados expressivos como também contribui para a criação de novos exemplos e dissemina à sociedade uma ampla gama de modalidades esportivas ainda pouco conhecidas no Brasil. Hoje, o Programa Atleta do Futuro do Sesi promove a formação esportiva de quase 115 mil crianças e adolescentes. Pretendo levar a experiência do Programa Atleta Do Futuro para toda a rede estadual de ensino, em parceria com as prefeituras, empresas e demais membros da sociedade civil. Vamos também incentivar a prática de esportes paraolímpicos, com a instalação de equipamentos esportivos adaptados para a prática de esporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Como ferramenta de inclusão social, vamos ampliar os equipamentos esportivos nas comunidades da capital e do interior.  Como pretende se relacionar com as administrações municipais, principalmente, da Capital?  Eu pretendo ter um relacionamento muito próximo com os prefeitos. O governador precisa enfrentar as dificuldades que a população sofre diariamente. Os problemas dos municípios também são problema do governador. As prefeituras são responsáveis pela gestão dos serviços mais essenciais para população, como educação e saúde, mas são os entes da Federação que recebem a menor parcela da arrecadação. Ao longo desses quase trinta anos, a carga tributária aumentou 9 pontos percentuais, saindo de 23,3% em 1988, para 32,36% em 2017.  No entanto, só a União se beneficiou desse crescimento. Do total da arrecadação, 50% é destinado à União, 27% aos estados e apenas 24% são destinados aos municípios. Vamos defender o aumento a fatia dos estados e municípios na receita tributária e apoiar os municípios na geração de soluções eficientes para saúde e educação.  Acredita que a máquina pública está inchada? Pretende diminuí-la?  Uma das minhas primeiras ações como governador será melhorar a gestão do governo, aumentando a eficiência e cortando gastos desnecessários. Faltam professores, policiais, médicos e sobram funcionários em atividades burocráticas. Quero desburocratizar o serviço público e alocar os funcionários nas atividades-fim. Quero os policiais militares nas ruas evitando crimes. Quero a Polícia Civil investigando e punindo os crimes que infelizmente ocorreram. Quero que nossos professores sejam valorizados e respeitados. É assim que vamos transformar São Paulo. Skaf evitou falar sobre Temer na entrevista (Foto: Marcello Casal Jr./ABR/Fotos Públicas)  Como amenizar o problema do desemprego? Quais são seus planos para a economia?  O estado de São Paulo possui 3,5 milhões de pessoas desempregadas. Ampliando esse montante, todo ano aproximadamente 700 mil jovens atingem idade para trabalhar e muitos deles já buscam seu primeiro emprego. Precisamos gerar novos postos de trabalho. Para isso, pretendo atrair mais investimentos para o estado de São Paulo, por meio da busca ativa por novas empresas no Brasil e no exterior. Além disso, tenho um grande programa de investimentos em ferrovias, rodovias, metrô e habitação, áreas que oferecem muitas vagas. Além de gerar empregos, precisamos qualificar a nossa mão-de-obra. O mundo mudou, estamos entrando na quarta revolução industrial, na era da internet das coisas, da nanotecnologia. Essa revolução está criando novos empregos, altamente tecnológicos. Precisamos preparar nossos jovens para esse novo mercado. Para isso, precisamos de educação básica de qualidade e modernização das ETECs e FATECs. Vou equipar, modernizar e implantar laboratórios modernos nas ETECs e FATECs. Além disso, precisamos direcionar as ETECs e FATECs para as vocações locais. O objetivo dos cursos técnicos tem que ser o emprego. Não adianta formar as pessoas em áreas para as quais não há empregos na região. Por isso, vou utilizar a experiência de sucesso do Senai, direcionando os cursos das ETECs e FATECs para o mercado local.  Tendo em vista que o PSDB está há 24 anos no poder e que a taxa de aprovação do presidente Michel Temer, do seu partido, é baixa, como mostrar para o paulista que o senhor é uma opção melhor do que o Doria em um eventual segundo turno?  A população procura um candidato que resolva os problemas que precisam ser atacados. O governador precisa enfrentar as dificuldades que a população sofre diariamente. O que eu quero mostrar para o povo é que sou um candidato de fazer e não de falar. Foi-se o tempo das promessas vazias, dos padrinhos políticos, do jogo de empurra, do só falar e não fazer. Quem me conhece sabe: eu faço antes de falar. Ao longo de anos à frente do Sesi e do Senai, percorri grande parte do estado de São Paulo, mas não foi fazendo política. Foi construindo e reformando escolas, transformando a vida das pessoas. Eu quero apresentar ao eleitor de São Paulo as minhas propostas. Se for da vontade de Deus e a decisão do povo do estado de São Paulo que eu seja eleito, garanto que não vão se arrepender.  

Chequer não se arrepende de ter apoiado o impeachment de Dilma (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Fundador do movimento Vem Pra Rua, que chegou a reunir até 6 milhões de pessoas em protestos pelo impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff (PT), Rogerio Chequer, aos 50 anos, é o candidato do Novo ao Governo do Estado e quer implantar “a nova política”, que “trabalha junto com a população, não contra ela”. Sem coligações e sem tempo de TV, Chequer aposta no poder das mídias sociais e da tecnologia para chegar ao eleitor, além de ações como a que realiza na Avenida Paulista, aos domingos, com dois microfones, um para ele e outra para alguém fazer perguntas sobre as suas propostas. Se eleito, acredita que poderá contar com o apoio da população para inibir os deputados estaduais de votarem contra ou pedirem barganhas em troca da aprovação de projetos necessários aos paulistas. Ele garantiu que não irá lotear Secretarias em troca de apoio. Crítico ferrenho do PT, Chequer não se considera nem de esquerda e nem de direita, e disse que estes argumentos são erros que levam a desvios de informação.  O que você faria em uma situação de crise hídrica? Temos que começar um programa para preparar não apenas as bacias ao redor da cidade de São Paulo, mas as outras bacias hidrográficas do Estado para terem tanto armazenamento de água quanto qualidade, além da necessidade de um saneamento fiscalizado. Hoje, a Sabesp coleta e não trata tudo, e quem regula é a Cetesb. As duas empresas são de controle do Estado. Se você tem interferência governamental nas duas, quem perde é o cidadão que vai ficar sem a devida fiscalização. Chequer acredita que a população paulista perde com a administração estatal da Sabesp e da Cetesb (Foto: Ivo Lindbergh) Então você pensa em passar à iniciativa privada estes serviços? A regulamentação não. A responsabilidade é do Estado. A Sabesp deveria oferecer serviço do que nível que oferecem hoje as empresas de saneamento privado. E os municípios deveriam estar livres e desimpedidos para fazerem parcerias público-privadas de saneamento. O que você pretende fazer para reduzir a sensação de insegurança no Estado? Um dos motivos principais de insegurança é que a capacidade investigativa da polícia civil é muito baixa, que tem que ser recuperada. A outra é o monitoramento de limites. São Paulo não produz nem drogas nem armas. O que chega aqui vem por caminhões. Chegou a hora de nós utilizarmos tecnologia de escaneamento de containers para investigar as cargas que chegam em São Paulo. Na prática, como você pretende crescer o Metrô? A interligação de São Paulo com as outras cidades do Estado é importante. Precisamos avançar nos projetos de montar eixos Norte-Sul e Leste-Oeste: do Vale do Paraíba, Sorocaba, Campinas e Americana e Baixada Santista. Com isto, você diminui esse fluxo de 1,8 milhões de carros que chegam todo dia à Região Metropolitana de São Paulo. Como você pretende ter o apoio da Assembleia Legislativa? O Legislativo, tanto no nível federal ou estadual, sempre que necessário exige novas barganhas ao governo. Além de pedir de emendas e cargos. Este sistema não funciona. Nós vamos fazer uma triangulação com o povo. Na nossa campanha, falaremos quais são as nossas promessas e vamos falar quais são as medidas que precisam da Assembleia. Eu pretendo conversar com toda a Assembleia, mas se houver resistência em projetos de melhoria à vida da população é a população que vai cobrar. Candidato afirma que o transporte sobre trilhos deve ser ampliado no Estado (Foto: Ivo Lindbergh) Como você pretender sanar o déficit habitacional do Estado? Por meio de parcerias feitas com a iniciativa privada. A construção de moradias requer um investimento inicial e os governos não têm recursos suficientes para colocar este pagamento inicial. No entanto, eles conseguem montar parcerias. Não só para construir ou reformar, mas para a zeladoria. O que não pode ser feito é você dar espaços para as pessoas morarem e depois não se preocupar com a qualidade destes espaços. O prédio do Paissandu é o melhor exemplo disso. E para sanar os problemas da Saúde? Trazer modernização à saúde como nunca foi feito no Estado de São Paulo. É absurdo que, em 2018, um usuário do SUS não possa marcar uma consulta ou exame pelo próprio celular. Para isto é preciso um cadastro único, que permitirá um histórico do paciente registrado. Queremos trazer também o conceito do médico de família, que cuidará com uma equipe de uma região geográfica.  Nesta região, ele  fará medicina preventiva, vitaminas, diagnósticos precoces e encaminhará estas pessoas diretamente ao especialista, quando necessário, desafogando o atendimento inicial e resolvendo antes que a pessoa precise perder um dia de trabalho para ficar em uma fila. E como gerar emprego no Estado de São Paulo? O maior empregador do Brasil, hoje, são as médias e pequenas empresas. Existem 5,3 milhões empresas registradas no Estado.  Se cada um contratar uma pessoa você chega a quase metade do desemprego nacional. Precisamos facilitar a forma, os meios, a legislação, para que estes empreendedores que realmente tomam risco possam fazer contratações. Algumas dessas contratações terão de ser feitas em parceria com o Governo Federal e com o Congresso, na mudança de algumas reformas trabalhistas que ainda prejudicam a contratação de pessoas. "Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer" (Foto: Ivo Lindbergh) Os resultados do impeachment para o Brasil, com Michel Temer (MDB) presidente, compensaram? A qualidade do vice-presidente jamais pode ser o critério para não afastar um presidente ou uma presidente criminosa do poder. O dia que nós deixarmos de punir porque o vice-presidente tem baixa qualidade estaremos prejudicando todo processo constitucional e democrático no País. Nós não votamos no Temer. Eu não votei no Temer. Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer. O Temer tem baixa qualidade então? Principalmente pela qualidade das pessoas que ele se cercou. Trazendo para o governo a velha política. O movimento Vem Pra Rua foi o único que pediu o afastamento do presidente Temer, mas algumas pessoas tinham esperança que ele poderia fazer as reformas necessárias e preferiram fazer vista grossa para a falta de ética que estava rondando a Presidência.  

Plataforma da Justiça Eleitoral garante o anonimato de denunciantes (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Desde a disponibilização do aplicativo Pardal pela Justiça Eleitoral em agosto, o sistema recebeu, no Estado de São Paulo, 953 comunicações. Desse total, 69% referem-se à propaganda eleitoral e as demais denúncias se relacionam a crimes eleitorais, uso da máquina pública, compra de votos, entre outras. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Além da opção de download do Pardal para uso em dispositivos móveis, eleitores podem acessá-lo também em sua versão web no site do TRE paulista, que atua no maior colégio do País, com 33 milhões de eleitores. O sistema Pardal, ferramenta de fiscalização e denúncia, possibilita ao eleitor denunciar diferentes irregularidades durante as eleições de 2018, como propagandas eleitorais, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais, doações e gastos de campanha. Infrações nas propagandas veiculadas em emissoras de TV e rádio e na internet não serão processadas pelo sistema. Para realizar a denúncia, o autor deve inserir elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios, além do nome e CPF. As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, que é uma das partes legítimas para ajuizar representações perante o TRE-SP contra supostas infrações eleitorais. Além do Pardal, o eleitor pode denunciar irregularidades no sistema de Denúncia online. Entretanto, por meio desse sistema, é possível denunciar somente propagandas de rua consideradas fixas, ou seja, veiculadas por meio de outdoors, balões, bonecos, cavaletes, pichações e de inscrições a tinta em muros e fachadas. A denúncia enviada por esse sistema é encaminhada diretamente ao juiz eleitoral que, caso constate a irregularidade, notificará o responsável para retirar a propaganda irregular no prazo de 48 horas. Se a ordem for cumprida, o procedimento será arquivado, mas se persistir a irregularidade, o expediente será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. O sistema recebeu, desde a sua implementação em junho, 461 denúncias.

Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

Opinião

Nesta semana, a polêmica da vez foi a declaração de um militar acerca dos malefícios de uma criança crescer longe da figura do pai ou do avô. De acordo com ele, jovens nesta condição ficam mais vulneráveis à criminalidade, principalmente se viverem em áreas dominadas pelo tráfico. Sinceramente, não entendi o porquê de tanta celeuma para uma afirmação tão óbvia. Ao contrário do que a grande mídia propagou por aí, a assertiva do tal general não constitui qualquer ofensa às mulheres e às mães em geral. Trata-se, apenas e tão somente, de uma constatação empírica. Crescer em uma família desestruturada (sem pai ou mãe) contribui, sim, para que o jovem venha a trilhar no mundo do crime, bastando para tanto analisar os estudos e pesquisas sobre o tema. O fato de o militar ter feito referência somente à ausência da figura masculina não significa que o contrário não seja também verdadeiro. Isso só não foi explicitado porque a grande maioria dos jovens com famílias cindidas vive na companhia da mãe e da avó, e não do pai ou do avô. E, na ausência destes últimos, surge então a necessidade de um referencial paterno, de uma figura masculina, que, infelizmente, pode vir a ser o traficante do morro, vez que dotado de autoridade, poder e dinheiro. Alguma incoerência em tal discurso? Creio que não! No ano de 2007, inclusive, um grande jornal do país divulgou um trabalho com esta mesma conclusão. No entanto, ninguém reclamou de nada. Já em 2008, foi a vez de Barack Obama dizer que crianças sem pai têm 20 vezes mais chances de acabarem na prisão. Todavia, mais uma vez o silêncio foi sepulcral. Por fim, em 2016, um estudo de minha instituição revelou não só que dois em cada três jovens infratores vêm de lares sem pai, como também que 60% deles não professam nenhuma religião. Em outras palavras, Deus e família (pai e mãe) são sim inibidores do crime, não havendo como se negar o óbvio. Na realidade, o problema não foi o conteúdo do que foi dito, mas sim por quem foi dito. E isso já bastou para se dar início a um verdadeiro assassinato de reputações. Lamentável! Hoje em dia, creio que tão ou mais grave que a corrupção material e financeira, é a corrupção espiritual, intelectual e de personalidade de alguns. Definitivamente, o maior problema do Brasil é a corrupção da inteligência! Rodrigo Merli Antunes é Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal*

157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único barrado pela Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Até agora, foram 157 candidatos impedidos de prosseguirem na disputa com base em dados ainda parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 6% de todas as 2.599 candidaturas rejeitadas pela Justiça Federal. Restam 27.402 consideradas aptas, entre presidenciáveis, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Em 2014, foram 250 nomes tirados da lista, cerca de 60% a mais do que neste pleito. Ainda assim, não conseguiu barrar Paulo Maluf como deputado federal, que, em 2013, fora condenado em segunda instância por improbidade administrativa. Já se vão mais de oito anos desde que a Lei Complementar 135/10, mais conhecida como Ficha Limpa, entrou em vigor, em 4 de junho de 2010. Passou a valer já nas eleições de 2012, proibindo candidaturas de condenados em segunda instância e sentenciando a oito anos de inelegibilidades aqueles que renunciassem ao cargo para evitar processo de cassação. O texto, que revolucionou a história eleitoral brasileira, é de uma clareza singular, embora ainda não falte quem ouse questioná-lo. Mas esta lei segue viva e atual, cumprindo o seu papel de depuração e ajudando a separar o joio do trigo. Pode até parecer pouco que apenas 6% do total de candidatos seja retido. Mas, sem a Lei da Ficha Limpa, o número de fichas sujas seria certamente bem maior. Cientes das restrições legais, os próprios partidos já fazem sua triagem, impedindo inscrições daqueles que seriam enquadrados pela legislação. Assim, a lei de iniciativa popular, nascida a partir da assinatura de mais de 1,6 milhão de cidadãos, vai mostrando sua importância no processo eleitoral. Seus efeitos são limitados no que diz respeito aos resultados finais, mas é um sopro de esperança para que os eleitores tenham opções de mais qualidade na disputa.

Candidato do PT foi atacado em debate da TV Aparecida (Foto: Reprodução/TV Aparecida)

Nacional

Com a ausência de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, foi o alvo principal dos adversários durante o debate realizado na noite desta quinta-feira, 20, pela TV Aparecida, na cidade do interior paulista. Estreante num encontro entre os presidenciáveis, Haddad foi questionado sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff. Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT somente no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato e barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme as mais recentes pesquisas, ele está em segundo lugar nas intenções de voto, atrás do líder Bolsonaro - o candidato do PSL permanece internado se recuperando de uma facada. O debate desta quinta-feira foi promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Santuário Nacional de Aparecida. O Ibope, em sua mais recente pesquisa, mediu as intenções de voto entre os católicos. Jair Bolsonaro lidera e, no dia 18, tinha 25%. Fernando Haddad estava com 21%, mas tinha 9% na pesquisa anterior. A transferência dos votos do ex-presidente Lula lhe deu 12 pontos entre os católicos. Ciro Gomes oscilou para cima, com 13% do eleitorado desta religião. 
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Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

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157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é uma das maiores representantes do empoderamento feminino no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

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Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

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