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Durante as crises de asma, pacientes costumam apelar para as bombinhas para conseguir respirar (Foto: Divulgação)

Saúde

Seis pessoas morrem diariamente no Brasil por causa da asma, uma doença respiratória crônica, de origem genética, e que causa inflamação e obstrução das vias aéreas. Entre os principais sintomas de asma estão chiado, tosse, sensação de aperto no peito e falta de ar, sinal este que pode levar à morte, dependendo da gravidade. Geralmente, estes incômodos costumam se manifestar à noite, no meio da madrugada, quando os brônquios fecham. “Tem doentes que têm crises diferentes, com sintomas mais ou menos comuns. Indivíduos que têm tosse persistente, ou apresentam somente falta de ar podem ter asma. Tem gente que chama a asma de bronquite, bronquite asmática, tudo isso é asma, são formas diferentes de chamar a mesma doença. Por isso ao apresentar qualquer sintoma respiratório é necessário procurar um médico”, explica Roberto Stirbulov, pneumologista e médico docente da Santa Casa de São Paulo. 

Estima-se que cerca de 20 milhões de brasileiros convivam com a doença, sendo atualmente a quarta causa de internação do País. A asma não tem cura e pode surgir em qualquer idade. No entanto, na maioria das vezes, costuma se manifestar na infância. Para a realização do diagnóstico é feito, além do exame clínico, o teste de espirometria, para avaliar a função dos pulmões, e, em alguns casos, o teste alergênico para identificar quais fatores desencadeiam as crises, uma vez que 80% dos pacientes com asma são alérgicos. “É preciso identificar os fatores e eliminá-los do dia a dia. Entre eles é possível citar, ácaros, carpetes, cortinas, travesseiros, animais domésticos e bolores”, diz o pneumologista Mauro Gomes, diretor da Comissão de Infecções Respiratórias da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). 

Radiografia e tomografia dos pulmões também podem ser necessárias para completar a avaliação diagnóstica. “A predisposição para asma resulta da interação de vários fatores: herança genética, prematuridade, infecções respiratórias virais nos primeiros anos de vida, exposição a alérgenos e poluentes, entre outros. Quando ocorre a interação entre os genes e os fatores ambientais, a asma se manifesta”, afirma Faradiba Sarquis Serpa, alergista, professora da Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam) e coordenadora da Comissão de Políticas Públicas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). 

Como combater os efeitos da asma? 

O tratamento da asma se divide em ações contra as crises e ações para o tratamento e controle da inflamação. De acordo com a Dra. Faradiba, coordenadora da Asbai, a manutenção é dividida em cinco etapas e quanto mais intensos forem os sintomas maiores serão as doses e a quantidade de medicamentos necessários para o controle. “Nos últimos anos, novas terapias surgiram para o controle de casos mais graves. Nesses casos são indicados os imunobiológicos que são medicamentos que bloqueiam diretamente a inflamação responsável pela reação alérgica e podem reduzir o número de incidências e hospitalizações, melhorando significativamente a qualidade de vida”, descreve. 

O tratamento da asma costuma, muitas vezes, ser relacionado ao uso de bombinhas. No entanto, essa prática deve permanecer por tempo indeterminado, com uso corticosteroides inalatórios, que podem ser associados a broncodilatadores de ação prolongada, sempre prescritos com recomendação médica. “Vale ressaltar que os corticosteroides inalatórios são absolutamente diferentes dos corticoides orais e são extremamente seguros. E os broncodilatadores de ação prolongada são absolutamente diferentes dos broncodilatadores de alívio, que se costuma utilizar quando se tem sintoma ou chiado. O objetivo do tratamento é fazer a manutenção de maneira adequada para que o paciente não precise utilizar os remédios de alívio e consiga manter a asma controlada, podendo fazer as suas atividades diárias ou esportivas de forma natural, sem necessitar das bombinhas de alívio”, finaliza Dr. Stirbulov, pneumologista da Santa Casa de São Paulo.

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Candidato se diz "puro", mas denúncia da Folha de S. Paulo mostra que não é bem assim (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

No primeiro debate dos presidenciáveis, ao se dirigir a Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (Psol) foi cirúrgico na sua pergunta: “Bolsonaro, o senhor é racista, homofóbico e machista. Mas eu queria saber… quem é a Wal?” Até aquele instante, o ex-capitão e homem forte na disputa à sucessão de Temer, só poderia ser acusado exatamente daquilo que disse Boulos, que já é senso comum entre os que não votam no deputado.

Mas, a partir dali, apesar de sua resposta enviesada e vazia, passou a ser apenas mais um político como tantos outros a quem critica. Um falso moralista, que teria usufruído o dinheiro público para pagar funcionário-fantasma.


Bolsonaro representa um ilusório Brasil bom, aquele do tempo da Ditadura, construída e levada adiante por militares e homens supostamente puros, idealistas e imaculados. O próprio candidato, para seus seguidores e soldados é o “mito”, cujo valor moral, seu principal patrimônio político, agora foi colocado à prova com a simples existência de Walderice Santos da Conceição.

Ela é a fictícia secretária que há 15 anos consta como um dos funcionários do gabinete do deputado em Brasília. Só que foi flagrada rotineiramente pela reportagem da Folha de S.Paulo trabalhando em uma lojinha, a Wal Açaí, na Vila de Mambucaba, na região de Angra dos Reis, cidade onde o candidato tem casa.

O valor da malversação do dinheiro público era de apenas R$ 1.416,33 por mês, o salário bruto da funcionária. Montante que alguns poderão dizer que é irrelevante diante das somas que são desviadas no Brasil. No entanto, corrupção está longe de ser um crime de bagatela, aquele que o Código Penal define como de menor conteúdo ofensivo e de ínfima relevância penal.

Wal, doravante, será apenas mais um fantasma a assombrar a trajetória de Bolsonaro à Presidência e, certamente, não tirará dele os votos que já tem. Mas, a mancha exposta pode revelar que é mito a história do candidato puro, cujo único pecado seria apenas falar o que realmente pensa. Já não é bem assim.

Tempo de recuperação vai de dois a três meses (Foto: Reprodução/Instagram)

Futebol

Neymar desembarcou na manhã desta quinta-feira, 1º, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, junto com o médico da seleção brasileira Rodrigo Lasmar e do cirurgião Gérard Saillant, representante do Paris Saint-Germain. O jogador será operado no sábado, em Belo Horizonte, para corrigir uma fratura no pé direito.

"Ainda não temos o horário certo, mas será no sábado, em Belo Horizonte", disse Lasmar em entrevista à TV Globo. "O importante agora é ele recuperar da viagem, que foi bastante cansativa. Essa questão da logística será acordada, mas ele chegará em BH na véspera da cirurgia", complementou.

Lasmar evitou dar um prognóstico específico sobre o tempo de recuperação do atleta. Mas a expectativa é que fique fora dos gramados entre dois e três meses. "Isso depende da individualidade do jogador. Depois da cirurgia, vamos acompanhar o passo a passo", informou o médico da seleção brasileira.

Neymar colocará um pino para corrigir a fratura no quinto metatarso do pé direito. Ele se machucou na vitória sobre o Olympique de Marselha, domingo, pelo Campeonato Francês. Os exames iniciais não haviam apontado a fratura.

Certo é que ele não entrará em campo no duelo de volta das oitavas de final contra o Real Madrid, dia 6 de março, na França, pela Liga dos Campeões. A expectativa é que o craque brasileiro volte aos gramados apenas em maio, um mês antes da Copa do Mundo.

Assim, ele participaria apenas nas rodadas finais do Campeonato Francês. Ele também poderia estar disponível para as semifinais da Liga dos Campeões, caso o Paris Saint-Germain avance na competição.

O jogador também ficará de fora dos amistosos da seleção brasileira contra Alemanha e Rússia, nos dias 23 e 27 de março, respectivamente. O técnico Tite adiou a convocação que aconteceria nesta sexta-feira para o dia 12.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião