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Alguns vereadores do Rio também desejam a saída de Crivella (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/ABR)

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Um grupo de manifestantes invadiu o 13º andar da sede administrativa da Prefeitura do Rio, no centro, na manhã desta quarta-feira, 11. Eles foram interceptados por guardas municipais no corredor do prédio e saíram. Os manifestantes, que se diziam servidores municipais, pediam a saída do prefeito Marcelo Crivella (PRB) do cargo. Segundo a prefeitura, o manifesto acabou em poucos minutos e o grupo "se retirou pacificamente da prefeitura". O vereador David Miranda (PSOL), que estava com os m ...

Novo ministro é sócio da mulher de Gilmar Mendes (Foto: Reprodução/Escritório Sergio Bermudes)

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O advogado Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello será o novo ministro do trabalho, segundo informou o Palácio do Planalto, em nota oficial. Vieira de Mello assume o cargo em substituição a Helton Yomura, afastado na última quinta-feira, 5, após ter sido um dos alvos na 3ª fase da Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal, que tem como objetivo aprofundar as investigações a respeito de organização criminosa que atua na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério ...

Família Herzog tem direito a receber 180 mil dólares do governo brasileiro (Foto: Reprodução/CEJIL)

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A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou, por unanimidade, o Brasil pelo assassinato do jornalista Vladimir Herzog. O tribunal determinou que o Estado brasileiro deve "reiniciar com a devida diligência, a investigação e o processo penal cabíveis pelos fatos ocorridos em 25 de outubro de 1975". Naquele dia, Herzog morreu após ser submetido a tortura no Destacamento de Operações de Informações (DOI), do 2º Exército (SP), que apurava a relação de jornalistas com o Partido ...

Pré-candidato contou uma história própria para tentar justificar sua opinião (Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil/Fotos Públicas)

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Em visita a Fortaleza, o pré-candidato do PSL à Presidência da República nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, disse que no Brasil não existe racismo. "Aqui no Brasil não existe isso de racismo, tanto é que meu sogro é Paulo Negão e quando eu vi a filha dele não queria saber quem era o pai dela", afirmou o deputado federal nesta quinta-feira, 28, a uma plateia de cerca de 15 mil pessoas em um hotel na praia de Iracema. A afirmação de Bolsonaro foi feita no mesmo dia em que a Procurad ...

Ministro Dias Toffoli rejeitou reclamações contra soltura de Dirceu (Foto: Reprodução/TV Globo)

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O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu deixou o Complexo Penitenciário da Papuda na madrugada desta quarta-feira, 27, e voltou para casa, em Brasília. Ele estava preso desde o fim de maio, após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmar a sua condenação na Operação Lava Jato, mas ganhou a liberdade nesta terça-feira, 26, após decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (SFT). Imagens captadas pela TV Globo mostram o ex-ministro chegando ao seu apartamento, ...

Programa pode garantir até 100% de bolsa em universidades (Foto: Reprodução/Facebook)

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Estão abertas as inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) do 2º semestre de 2018. O candidato deve se inscrever, pelo site, no período que se inicia nesta terça-feira, 26, e vai até dia 29 de junho, sem taxa. Segundo o Ministério da Educação (MEC), serão disponibilizadas 174.289 bolsas integrais e parciais, em 1.460 instituições de ensino superior. Nesta edição, na comparação com o mesmo período do ano passado, a oferta cresceu em mais de 27 mil vagas, segu ...

Waldir Pires era influente na política de seu Estado e no País (Foto: Ricardo Stucket/PR/Fotos Públicas)

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O ex-ministro da Defesa, ex-ministro da Previdência Social e ex-governador da Bahia Waldir Pires morreu na manhã desta sexta-feira, 22, em Salvador, aos 91 anos. A morte de um dos mais longevos e influentes políticos baianos ocorreu um dia após o ex-governador dar entrada no Hospital da Bahia, em Salvador, com quadro de pneumonia. De acordo com nota da unidade de saúde, ele teve uma parada cardiorrespiratória por volta de 10h e não respondeu às manobras de reanimação. Waldir Pires go ...

Presidente do PT foi absolvida por unanimidade (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 19, absolver por unanimidade (5 a 0) a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. A análise do processo dos petistas marcou o segundo julgamento de uma ação penal da Lava Jato no STF - no mês passado, a Segunda Turma condenou por unanimidade o deputado federal Nel ...

Vaticano confirma que advogado tem vínculo com a Santa Sé, mas não cita Papa como responsável por mimo a Lula (Foto: franciscoenchile/Fotos Públicas e Reprodução/Facebook)

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Após negar que o Papa havia enviado um terço ao ex-presidente Lula, que está preso em Curitiba, o site Vatican News, vinculado à Santa Sé, apagou comunicado anterior e emitiu outro para esclarecer o caso. Desta vez, a Santa Sé afirmou que o advogado argentino Juan Gabrois é coordenador do encontro mundial dos movimentos sociais em diálogo com o papa Francisco, confirmando que ele possui relação com Vaticano. No entanto, em nenhum momento, o comunicado cita que o objeto – abençoad ...

Deputada mantém instituto voltado a soluções para deficientes (Foto: PSDB/Divulgação)

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Com o apoio de 103 países, a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) será a primeira brasileira a integrar o Comitê das Organizações das Nações Unidas (ONU) sobre o Direito das Pessoas com Deficiência Física, de 2019 a 2022. O pleito ocorreu durante a 11ª Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em Nova York, terça-feira, 12.  “Será uma honra representar o Brasil perante as Nações Unidas. Poderemos fazer um trabalho enrique ...

Ex-prefeito é plano B do PSDB para candidatura à presidência (Foto: Renato S. Cerqueira/AE)

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Uma pesquisa eleitoral, divulgada ontem pelo site Poder360, além de apontar o deputado Jair Bolsonaro (PSL) como líder em todos os cenários, com até 25% das intenções de voto, e vitória no segundo turno, colocou o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-prefeito João Doria (PSDB) em empate técnico, cada um com 6% dos votos em cenários diferentes para o cargo do Palácio do Planalto. Doria é visto por uma ala dos tucanos como uma carta na manga, caso o ex-governador não melhore o ...

Prestar o Enem obriga o estudante a ter atenção para saber interpretar bem as questões (Foto: Divulgação)

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Com o fim do prazo para inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na última sexta-feira, 18, começa a correria para se preparar para a prova. Afinal, deve-se estudar mais exatas ou humanas? Ou o foco é na redação? Como interpretar os enunciados longos, que misturam interpretação com resolução de problemas? Segundo a doutora em Educação e diretora da Escola de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter, Dinamara Machado, mais importante do que estudar exau ...

Eymael disse acreditar que Haddad estará no segundo turno (Foto: Ivo Lindbergh)

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O gaúcho José Maria Eymael, conhecido principalmente pelo jingle de campanha “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão”, criado em 1985, chega a disputa de sua quinta eleição presidencial e garante: “somos os únicos capazes de derrotar o PT nas urnas”. Crente de que o candidato petista Fernando Haddad (PT) herdará os votos do ex-presidente Lula (PT) e estará no segundo turno, Eymael acredita que seu partido, o Democracia Cristã, é prejudicado pela falta de espaço na televisão e no rádio, assim como pela recente reforma eleitoral, “feita para manter quem está no poder”, e que se muitos soubessem de sua história com certeza lhe confiariam o voto.  Segundo Eymael, sua legenda não está nem à esquerda e nem à direita. “A democracia cristã é uma força transformadora”, explicou o democrata. Entre suas principais propostas está a Reforma Tributária, para diminuir a pressão governamental sobre as empresas e colocar o Brasil para surfar nas “ondas do desenvolvimento”. Eymael foi eleito, em 1986, deputado federal constituinte com 72.132 votos, tendo sido reeleito em 1990 com 34.191 sufrágios. Questionado se está na hora de rever a Constituição, o democrata cristão negou esta possível necessidade. “A Constituição precisa amadurecer, mas é a responsável pelo maior período democrático de nosso País”.    Candidato é contra o Fundão Partidário e critica falta de espaço na TV e nas rádios (Foto: Ivo Lindbergh) O que faltou para a Democracia Cristã crescer como outros partidos, a exemplo do PT, PSDB e MDB? Então, hoje, o pouco tempo que nós temos é o grande obstáculo. Com as redes sociais, este problema é um pouco amenizado. Se eu tivesse tempo para falar o que fiz aos trabalhadores: aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais, proteção contra demissão sem justa causa, a estimulação de lazer como promoção social e mecanismos para proteger a mulher no mercado de trabalho…Seria um outro universo. As pessoas me conhecem, mas não conhecem o conteúdo. É uma dificuldade. E como driblar esta falta de tempo? Redes sociais. Hoje, a minha fanpage tem participação do Brasil inteiro. Embora não tenha como negar a importância da TV. Tenho feito também a campanha corpo a corpo. Minha agenda está lotada: Brusque (SC), Brasília, Campinas, Cuiabá (MT). Não tem lugar em que eu me sinta melhor do que a rua. Qual é o principal mote da sua campanha? Qual seria a primeira coisa que faria ao ser eleito? Primeira coisa: montar um time do presidente. Reduzir 29 ministérios para 15. Não economiza quase nada, mas o presidente, assim, terá um time próximo, com pessoas que conversam diariamente com ele. Também tem que ser feita uma reforma tributária. Este sistema tributário que nós temos, com todas as mexidas que ele sofreu, esmaga as empresas. Tem que ser algo que o empresário entenda. Perde-se muito tempo só para entender o que se paga. O sistema também é muito injusto. Um comerciante da zona leste de São Paulo, por exemplo, recebe uma multa e tem quinze dias para recorrer. Até ele falar com o contador, o prazo já acabou. É preciso ter uma igualdade maior entre contribuinte e fisco. E quais seriam os critérios para escolher este time do presidente? Nenhuma indicação de partido político. Se eu me eleger presidente, eu me elejo de forma independente. Vou me eleger pela Democracia Cristã. Chega de indicação de partido político. Nós temos que buscar pessoas que tenham excelência na sua área de trabalho. É isto que tem que ser feito. Temos que conversar, respeitar opiniões diferentes, mas sempre ir para o diálogo preparado. Assim, você sensibiliza as pessoas. Na elaboração da Constituição, falaram que o nosso partido não tinha representatividade e que iríamos nos machucar. No final, fui um dos 15 deputados com mais propostas aprovadas. Sintetizando: o Legislativo legisla e fiscaliza. O Executivo governa. E o Judiciário julga. Eymael afirmou que corte abrupto do imposto sindical foi um erro (Foto: Ivo Lindbergh) O que é preciso fazer na questão da segurança? Quem foi que propôs a criação do Ministério da Segurança Pública em 2010? Nós. A intenção era integrar as inteligências das forças de segurança do País – municipais, estaduais e federal. Colocar o Exército para fechar as fronteiras. Adotar procedimentos internacionais de sucesso em países desenvolvidos na área de segurança. Agora apresentaram o Ministério da Segurança Pública como se fosse uma novidade em 2018. O que vemos hoje é uma situação em que as polícias não se comunicam e não compartilham informações. Um Estado não está conjugado com os demais. Isso que gera esta insegurança nacional. E na área da saúde? Eu falo sempre na “Saúde da Inteligência”. É a saúde da prevenção. Tem que se prevenir, mas, na prática, isto não existe. Por exemplo, a falta de saneamento é uma das grandes causadoras de doenças no Brasil. Só que não se faz nada em termos de saneamento no País. Qual a sua visão sobre o atentado a Jair Bolsonaro? Nós tivemos uma posição oficial. É um retrato da insegurança do País. Veja o seguinte. O Bolsonaro estava cercado por 25 agentes da polícia federal. Vai alguém com uma faca e consegue atingir o Bolsonaro. O próprio discurso do Bolsonaro falando que a solução era armar todo mundo não é a solução. Para Eymael, processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff do poder foi indecente (Foto: Ivo Lindbergh) O senhor é contra o armamento então? Porte de armas seletivo. Que é mais ou menos o sistema que temos hoje. Só que nós temos que fazer que nem o sistema europeu. Você tem o porte de arma seletivo, mas a pessoa que tem periodicamente tem que demonstrar que tem condições de ter uma arma. Em um segundo turno, quem o senhor apoiaria? Hoje, o Haddad vai para o segundo turno e eu estou absolutamente convencido disso. E só a democracia cristã pode derrotar o Haddad. Nenhum outro candidato tem condições. O Lula vai transferir os votos. Hoje os jornais já dizem: um terço do eleitorado brasileiro já aceita votar em alguém indicado pelo Lula. Mesmo só com 9% ele já vence o Bolsonaro no segundo turno. Por que? Porque nós somos as conquistas sociais dos trabalhadores. O partido com a totalidade dos avanços sociais na Constituição, todos os avanços sociais dos trabalhadores presentes na Constituição são da Democracia Cristã. Num segundo turno, o tempo de TV é igual, não são mais os oitos segundo que nós temos. E se o senhor não chegar no segundo turno, apoiaria outro candidato? Se eu te responder esta pergunta eu já estaria aceitando não ir para o segundo turno (risos). Quais estatais você manteria e quais você privatizaria? Eu mantenho Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, por uma questão de segurança nacional. As demais eu ia fazer uma análise da vantagem de continuar com elas ou não. Como o senhor trataria a questão dos refugiados venezuelanos? Tem que acolhê-los e fazer uma distribuição dentro do território nacional. Mas o Brasil não pode ficar indiferente à situação da Venezuela, que é um regime ditatorial. No governo do PT houve uma certa condescendência. O Temer poderia ter um certo posicionamento. Qual sua posição sobre a Reforma Trabalhista? Em termos gerais eu acho que houve um avanço. Dando um pouco mais de liberdade na relação entre patrão e empregado. O que eu acho que foi um erro foi o corte abrupto do imposto sindical, sem uma transição, sem dar uma chance para os sindicatos se adequarem e criarem novas fontes de receita. O estrago já está feito. Tem que fazer um amplo debate nacional para ver como os sindicatos vão se manter. É preciso fazer a Reforma da Previdência? Tem que fazer. O problema fundamental é o período de vida mais longo. A previdência foi calculada com base em um período mais curto. Tem que ter uma elevação na idade mínima e tem que ter uma transição inteligente. A Previdência está quebrada. Tem que ter reforma, mas também tem que cobrar quem está devendo. Como o senhor avalia os resultados do último impeachment? Olha os dois anos do Temer. Tinha que ter sido mais transparente o sistema de impeachment. Uma análise realmente, uma comprovação de desvio. Aquilo foi carta marcada com o vice-presidente tramando para tomar o lugar da presidente. Nós defendíamos, em 2016, a convocação de novas eleições. A coisa foi alongando, o TSE acabou não julgando, com o MDB articulado para tomar conta do governo. Eymael conta a história do seu famoso jingle:  Foi um golpe então? Foi indecente. O que o senhor pretende fazer para gerar emprego? Emprego é fruto do desenvolvimento. Tem algumas medidas que podem ser tomadas. Uma delas, eu coloquei que o ICMS pode ser seletivo, menor, para os produtos mais necessários, como no caso dos genéricos, em São Paulo. A cesta básica da constituição poderia ter este critério. O setor que mais reage é a construção civil. Ter uma redução no ICMS da Construção Civil poderia ser um avanço. Outra questão é a seguinte. Hoje tem financiamento, a pessoa tem que ter 20% para comprar o imóvel. Ela não compra. Se ela tivesse 100% de financiamento ela passaria a ter este financiamento e pagaria um valor inferior ao que paga de aluguel. O risco para os bancos é zero porque tem a garantia do imóvel. Mas hoje os juros são elevadíssimos. A parcela ainda fica, muitas vezes, muito mais alta o que o aluguel. Como resolver isto? Aí você entra em uma outra área. A falta de renda não pode representar a falta de moradia. Isto é básico, é fundamental. Hoje, se você não tem renda, você não tem moradia. Este é um problema de gestão pública.    

Aos 36 anos, Boulos é o candidato mais novo postulante à Presidência (Foto: Ivo Lindbergh)

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Guilherme Boulos se destacou nacionalmente como líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e disputa pela primeira vez o cargo de presidente da República. Filiado ao Psol, partido considerado de extrema esquerda, Boulos defende maior participação popular e afirmou que sua candidatura foi posta para derrubar a “turma do Temer, que botou o Brasil no buraco nos últimos dois anos e que fez com que 1,2 milhão de pessoas voltassem à miséria”. Defensor do ex-presidente Lula (PT), considera uma injustiça a prisão do petista, mas garante que, com ou sem Lula, a esquerda estará no segundo turno. Aos 36 anos, o paulistano Boulos é o candidato mais novo postulante ao cargo. Filho de médicos, não nasceu pobre, mas afirmou que “não é preciso passar fome ou não ter um teto para se solidarizar com quem passa por estas situações”. Apesar de já ter pregado a desobediência civil em alguns casos, Boulos afirmou que é contra o armamento da população, que passa por uma crise ética e que não se indigna com a situação dos moradores de rua e de crianças pedintes.   Se eleito, o primeiro compromisso do senhor será com os sem-teto? Sem dúvida nenhuma. Se vende uma ideia de que quem faz ocupação por moradia é vagabundo, que quer tomar o que é dos outros. Ignora-se a realidade dessas pessoas, que todo fim do mês têm de escolher entre pagar o aluguel e botar comida na mesa. E por que estas pessoas vivem nessa situação? São levadas a esta situação porque os governos não cumprem a lei e deveriam, desde a Constituição e o Estatuto das Cidades, desapropriar imóveis vazios e abandonados e destiná-los à moradia popular. No nosso governo, nós vamos fazer a lei ser cumprida. Imóvel que esteja abandonado será desapropriado para dar moradia a quem precisa. Inclusive nas regiões centrais, porque pobre tem direito de morar no Centro também. Boulos disse acreditar que campanha "olho no olho" dá credibilidade (Foto: Ivo Lindbergh) E para famílias que não são pobres, mas não têm condição de financiar um imóvel? Nós vamos baixar os juros, que, no Brasil, são extorsivos. Tem um exemplo que é bem emblemático. O banco Santander, que é um banco espanhol, para uma mesma linha de crédito cobra juros zero na Espanha e 140% no Brasil. É uma esculhambação.  O Brasil é a Disneylândia dos bancos privados. Nós vamos pegar os bancos públicos – Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil – para reduzir os juros de mercado. Os bancos privados terão que vir atrás ou vão perder a clientela.  Seria melhor ter mais bancos para aumentar a competitividade? A solução não é simplesmente ter mais bancos. Eu vi outro dia, em um debate, o Alckmin dizer que o problema do Brasil era ter poucos bancos. Eu achava que o problema do Brasil era ter pouco investimento em educação, em saúde, mas o Alckmin nos ensinou que o problema é termos poucos bancos. Eu não acredito nisso. Acho que é óbvio, nós temos que descentralizar com bancos populares, cooperativas de crédito. São elementos importantes, mas nós temos bancos públicos no Brasil que podem cumprir o papel de enfrentar o cartel de bancos privados, fazendo a redução de juros e da taxa de agiotagem, o chamado spread bancário. Para chegar ao segundo turno, não era melhor a esquerda ter apenas um candidato? A Esquerda, a oposição ao governo Temer, estará no segundo turno. O governo Temer tem rejeição de 97% da população brasileira. Deveria se fazer um concurso em que fosse dado a alguém que andasse pelas ruas e encontrasse um cidadão que apoia o governo Temer. O primeiro turno é momento de apresentar alternativas, projetos de futuro, plantar sementes. A nossa candidatura faz isso, não olhando no espelho retrovisor, mas apresentando um projeto para uma geração, não apenas para uma eleição. Quase sem tempo no rádio e TV e tachado de invasor, como pretende chegar ao eleitor? A campanha é uma oportunidade de desfazer essa mistificação. O MTST nunca ocupou casa de ninguém. O MTST ocupa grandes imóveis que estão abandonados há muito tempo. Grandes propriedades que devem impostos. Nós estamos tendo a oportunidade de esclarecer isso durante a campanha e enfrentar as fake news. O filho do Jair Bolsonaro inventou que o MTST cobrava aluguel de moradores e está enfrentando processo sobre isso. E referente ao tempo eleitoral? Referente à televisão, o sistema eleitoral, tanto de financiamento das candidaturas quanto de aparição, é feito para ficar tudo como está, para manter os mesmo no poder e bloquear a mudança. A nossa candidatura pode fazer diferente porque não tem rabo preso. Sou o único candidato que pisa em favela. Essa campanha olho no olho dá credibilidade. O senhor disse que pretende aumentar a participação brasileira na política. Como? As pessoas não participam porque elas não foram chamadas. Democracia não pode ser apertar um botão a cada quatro anos e acabou. As pessoas têm de decidir sobre os próprios temas. A reforma trabalhista que o Temer aprovou, se passasse por um referendo popular, seria aprovada? Não seria. Nós queremos chamar o povo a decidir, porque só assim nós podemos enfrentar privilégios, a esculhambação que é o sistema político brasileiro, que é a base do toma lá da cá. Quem entra no governo troca apoio no Congresso por cargo. Boulos afirmou que pobre também tem o direito de morar nas regiões centrais das grandes cidades (Foto: Ivo Lindbergh) Qual o tamanho da máquina pública que o senhor pensa ser ideal? Quando se fala de máquina pública nós temos de enfrentar privilégios, não reduzir serviços públicos. Alguém acha que tem hospitais demais? Está sobrando serviço de educação? Está sobrando investimento em moradia popular? Está parte tem que ser ampliada. Nós temos que enfrentar privilégios. O que não pode é ter 6 milhões de famílias sem casa e juiz, promotor e deputado ganhando R$ 4 mil por mês de auxílio-moradia. O que não pode, hoje, é quem tem carro pagar IPVA, para manter a máquina pública, e quem tem jatinho, helicóptero não pagar um real de imposto. Nós vamos de enfrentar os privilegiados. E como pretende fazer isso? Uma das primeiras canetadas que eu vou dar, com gosto, vai ser chegar lá e revogar o aumento do judiciário, auxílio-moradia para quem tem casa e destinar este dinheiro para políticas públicas. Vai ser uma das canetadas mais gostosas da minha vida. Nós também vamos revogar a reforma trabalhista, porque trabalhador tem de ter emprego e direitos, revogar o congelamento de investimentos em saúde e educação por 20 anos e revogar a entrega do pré-sal às empresas estrangeiras. O senhor pretende desmilitarizar a polícia? O problema da violência é gravíssimo no Brasil. Nós tivemos 62 mil mortes violentas no último ano. Isso é mais do que a Síria, um país que está em guerra. Não se consegue enfrentar isso com gritaria e bravata. O modelo que tentou fazer isso fracassou. Nos últimos 30 anos foi mais militarização, mais política, mais presídio, mais arma. Eu pergunto: resolveu? Nós temos de seguir por outro caminho. Nós não queremos que as pessoas tenham medo da polícia, como muitos moradores da periferia, sobretudo os negros, têm hoje. Nós queremos que as pessoas respeitem a polícia, e para isso a polícia precisa respeitar as pessoas. Nós precisamos ter um outro modelo de polícia, que não é o modelo da formação militar, é o modelo da prevenção e da inteligência. Quando nós dizemos prevenção é dar oportunidade para as pessoas e para os jovens. Nós não queremos que o jovem tenha a primeira arma. Queremos que o jovem tenha o primeiro emprego. Queremos construir escolas para não construir presídio. E o combate à violência? É preciso enfrentar o tráfico de armas e munição. Não deixar que a arma chegue onde chega hoje. Vamos dizer a verdade: o comando do crime organizado não está no barraco de nenhuma favela. O comando do crime está mais perto da Praça dos Três Poderes do que das favelas de Paraisópolis e da Rocinha. O caminho vai ser enfrentar o crime organizado de verdade, que está de colarinho branco. Que não foi mexido até agora. "Quem tem jatinho, helicóptero não paga um real de imposto. Nós vamos de enfrentar os privilegiados" (Foto: Ivo Lindbergh) Qual é a sua principal proposta para a saúde? Nós vamos criar a UBS completa. Hoje, quando se chega a uma UBS, se você chega com uma infecção, dor nas costas, vão te dar um dipirona, quando tem, e um papel para um exame dali a seis meses. Nós vamos fazer a UBS completa, investindo de verdade em cada delas, onde o cidadão vai fazer o exame e já vai sair com o resultado na mão. Para procedimentos complexos, como ressonância, tomografia, que não dá para fazer ali, vamos estabelecer um teto de espera de, no máximo, um mês. Mas, para isso precisamos investir, e nós vamos dobrar o orçamento do SUS. E qual a receita para dobrar o orçamento do SUS? Tirando de quem tem mais. Fazendo com que o rico comece a pagar impostos no Brasil. Taxar grandes fortunas, lucros e dividendos. Só esta reforma tributária vai dar mais de R$ 100 bilhões ao ano.  Tem algum projeto na área de esporte? A primeira delas é colocar o esporte e o lazer como um direito. Onde tem oportunidade de esportes, lazer e cultura para a juventude se reduz a violência e a criminalidade. Todos os índices mostram isso. Nós queremos tratar o esporte como direito dentro do programa “Meu Bairro, Minha Vida”. Além de dar moradia com regularização fundiária, o programa vai levar serviços públicos com qualidade para cada periferia do País. Vai ter quadra esportiva e atendimento de esportes para a comunidade.  Pretende também taxar a venda de jogadores de futebol? A proposta que nós colocamos é estabelecer uma taxação para a exportação de jogadores, que é feita sem critério. O clube europeu vem, pega um menino de 17 anos, leva embora, e depois valorizava o talento milionariamente na Europa. Nós temos de garantir que os jogadores brasileiros e que a formação de atletas brasileiros recebam a atenção pública, para que estes profissionais possam também atuar no Brasil.

Candidato quer mais quatro anos na Câmara dos Deputados (Foto: Nilson Bastian/Câmara dos Deputados/Fotos Públicas)

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O candidato a deputado federal Tiririca (PR-SP) apareceu no horário eleitoral gratuito desta sexta-feira, 31, pedindo votos aos paulistas. De forma bem-humorada, ele cobriu o rosto com as mãos e fez uma brincadeira de adivinhação: "Adivinha quem voltou? Duvido você adivinhar".  Na sequência, o humorista emendou: "Enganei você", referindo-se ao seu anúncio, feito no ano passado, de que havia desistido da política. Tiririca recuou no início de agosto de 2018, quando afirmou que disputaria as eleições deste ano.  Recuo O deputado federal Tiririca (PR-SP) anunciou oficialmente no dia 4 de agosto que desistiu de desistir da política. "Estou declarando que vou voltar atrás e vou disputar mais uma eleição", disse o parlamentar em discurso na convenção nacional do PR. Aos correligionários do partido, Tiririca disse que quer ser o deputado "mais votado na história do País". O deputado explicou que decidiu tentar a reeleição após ouvir os "pedidos do povo". Francisco Everardo Oliveira Silva, que é mais conhecido pelo nome artístico, disse que, nos shows que fez como humorista pelo Brasil, a plateia sempre pedia para que ele não desistisse da política. Ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin, Tiririca anunciou que apoia o tucano na disputa presidencial. "Geraldo, você tem o meu apoio. O País está precisando de gente honesta como você." Em seguida, Alckmin discursou no mesmo palco e respondeu ao deputado que, com o apoio do PR, conseguirá chegar ao Palácio do Planalto. "Tenho certeza de que com a força do PR, nós vamos chegar lá, Tiririca", disse o tucano. "Estou mais preparado (que em 2006) e agora estou do lado do campeão de votos Tiririca, para ver se passa um pouquinho para mim."

Especialistas acreditam que muitos eleitores vão optar pelo voto branco ou nulo em 2018 (Foto: Divulgação)

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Historicamente, um grande número de brasileiros faz a escolha pelo voto branco (aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum candidato) e nulo (que é manifestar a vontade de anular). São, na prática, uma demonstração do desinteresse pelo processo democrático, prova do descontentamento e ato de protesto contra a situação vigente. E a julgar pelas últimas sondagens de intenção de votos, o fenômeno tende a se acentuar no pleito deste ano. Os dois principais institutos de pesquisa apontam para este caminho. E, no pior cenário, votar nulo ou branco pode ser a opção para até um terço dos eleitores brasileiros nas eleições de outubro. Mas, e se a maioria dos eleitores optar por anular o voto, a eleição seria realmente cancelada?  Essa é uma fake news que, pelo menos desde 2010, ganha força, invade as redes sociais e vira argumento para aqueles que defendem o voto nulo. Este boato vende a ideia de que, se mais de 50% dos votantes optassem pelo nulo ou branco, isso obrigaria o cancelamento da eleição e exigiria que novos candidatos fossem convocados para concorrer. Para comprovar o boato, os defensores apontam o artigo 224 do Código Eleitoral, que prevê a necessidade de marcação de nova eleição se a nulidade atingir mais da metade dos votos do país. Mas o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não cansa de desmentir esta invencionice mal-intencionada e tentar trazer luz ao tema. No site do órgão está escrito: “A nulidade a que se refere o Código Eleitoral decorre da constatação de fraude nas eleições, como, por exemplo, eventual cassação de candidato eleito condenado por compra de votos. Nesse caso, se o candidato cassado obteve mais da metade dos votos, será necessária a realização de novas eleições, denominadas suplementares.”  No final, como destaca o advogado Alexandre Ramos, especialista em Direito Eleitoral, o que conta mesmo, literalmente, são os votos válidos. Já os brancos e nulos serão descartados e servirão apenas para efeito estatístico. Ele cita ainda o artigo 77 da Constituição Federal, que prevê que “será considerado eleito presidente o candidato que, registrado por partido político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os brancos e nulos”. Assim, ganha o postulante que tiver a maioria dos votos válidos, ainda que só obtenha um voto. Desalento eleitoral  Jaqueline Quaresemin, especialista em opinião pública e professora da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), também defende a tese de que os votos brancos e nulos tendem a crescer nessa eleição. E, na opinião dela, o episódio não está relacionado apenas ao desencantamento do eleitor. “O fenômeno é potencializado pela infinidade de candidatos e o eleitor não consegue fazer uma escolha consciente. Algo parecido foi observado na eleição suplementares ao Governo de Tocantins, no início deste ano, quando nulos, brancos e não comparecimentos somaram quase 45% dos eleitores”, afirmou. E não é difícil encontrar pessoas que estão convictas da opção por anular o voto. Um deles é o advogado Fabio Zampieri, que não se deixa conquistar por nenhum dos candidatos na corrida eleitoral. “Esta eleição está uma baita palhaçada. Um gasto desnecessário com fundo partidário e uma série de candidatos toscos”, desabafa. Outro que não se sensibilizou pelo programa de nenhum partido ou com as diversas promessas de ocasião é Marcelo Tomé, que, mesmo certo de seu posicionamento, não abre mão de acompanhar de perto a disputa. “Nos debates, os candidatos não procuram mostrar quais são suas propostas e por que sua candidatura é melhor que as demais. Tentam vender uma imagem de si com argumentos vazios e sem sentido, buscando confundir a população”, critica. Branco, nulo: existe diferença?  Até o advento das urnas eletrônicas (eleições municipais de 1996), era clara a diferença entre um voto branco e um nulo. No primeiro, o eleitor simplesmente comparecia ao local da votação por ser obrigado pela lei, pegava a cédula e simplesmente depositava na urna, sem nada assinalar. Até a Constituição de 1988, era considerado válido e entrava no cômputo para determinação do quociente eleitoral (número de votos válidos divididos pelo número de cadeiras a preencher), muito importante para a eleição de deputados e vereadores. Já no nulo, o cidadão desenhava, escrevia palavras de ordens ou até mesmo “palavrões”, na esperança de que aquele protesto chegasse aos políticos. Mas, na prática, não existia. Era como se aquele eleitor não tivesse nem mesmo comparecido o local de votação.  Ainda assim, muito tempo depois do voto com cédula de papel, preserva-se um entendimento de que anular é protestar e votar em branco é se conformar, como ressalta Rubens Figueiredo, cientista político pela USP. “O voto branco é considerado um voto de desalento: a pessoa acha que não vale a pena votar, que a escolha dele não vai mudar em nada. Já o voto nulo é considerado um ato de protesto contra o sistema político, contra as candidaturas, contra as opções que o sistema político oferece em determinado momento”, diz. Mas, na prática, ambos não se distinguem.  No entanto, é sim um ato político e, como faz questão de destacar Marco Antônio Silva, mestre em Direito e professor de Direito Administrativo e Constitucional da Faculdade Zumbi dos Palmares, não deve ser desprezado. “É importante pelo caráter pedagógico, além de repercutir o discurso da adoção do voto facultativo quando for debatida a reforma política”, considera. O fim do voto obrigatório também é defendido pelo cientista político Gerson Moraes, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, para quem o atual modelo só beneficia quem já está no poder. “Os políticos estão simplesmente jogando com a regra, porque, no final, a maioria sempre vota. Um cenário de voto facultativo exigiria uma campanha muito mais qualitativa. Você tem de mobilizar o eleitor para que ele, mesmo sem ser obrigatório, vá votar por acreditar nas propostas apresentadas”, argumentou.    Rebeldia eleitoral  O maior índice de brancos e nulos para a presidência foi de 18,70%, em 1998, quando Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi reeleito. Já para o cargo de governador de São Paulo, este recorde foi alcançado em 1998, com 23,78%, quando Mario Covas (PSDB) foi eleito. Mas um dos casos mais emblemáticos de votos nulos em massa, na cidade de São Paulo, ocorreu nas eleições nas eleições para a Câmara da Capital de 1959. Na ocasião, o rinoceronte Cacareco, primeiro animal da espécie nascido no Brasil e cedido pelo Rio de Janeiro por empréstimo ao Zoológico de São Paulo, recebeu cerca de 100 mil votos nas urnas. Assim se tornou o “vereador” mais votado entre os 450 postulantes às 45 cadeiras da época. Outro caso emblemático é o do Macaco Tião, no Rio de Janeiro, em 1988, lançado pelo extinto programa de humor Casseta e Planeta à prefeitura da Cidade Maravilhosa. Ele recebeu 400 mil votos e ficou com o terceiro lugar. Com as urnas eletrônicas, fenômenos deste tipo não são mais possíveis e entraram para a memória eleitoral brasileira. 

Jair Bolsonaro foi carregado depois de ser esfaqueado (Foto: Fábio Otta/AE)

Nacional

Após confusão em Juiz de Fora (MG), a agenda de Jair Bolsonaro (PSL) é interrompida depois de o candidato ser esfaqueado. O candidato à Presidência foi levado para o hospital. De acordo com Flavio Bolsonaro, filho do presidenciável, o ferimento foi superficial e o candidato do PSL passa bem. "Jair Bolsonaro sofreu um atentado agora em Juiz de Fora, uma estocada com faca na região do abdômen. Graças a Deus, foi apenas superficial e ele pesa bem. Peço que intensifiquem as orações por nós!", escreveu Flávio Bolsonaro no Twitter. O agressor foi detido, segundo a Polícia Federal. Ele foi identificado com Adelio Bispo de Oliveira, tem 40 anos é natural de Montes Claros (MG). A PF vai instaurar inquérito para apurar a agressão. Antes do ataque, tumultos, tensão e bate-boca marcaram a visita do presidenciável ao hospital filantrópico da Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer (Ascomcer) e também um almoço com o candidato em um hotel em Juiz de Fora, Minas Gerais, nesta quinta-feira, 6. Pacientes idosos em tratamento contra a doença tiveram dificuldade para entrar na unidade, devido a um cordão de isolamento feito por integrantes de um movimento conservador da cidade. Vestidos de preto, eles se diziam policiais e afirmavam fazer "segurança voluntária" do candidato. Veja o que o disse alguns candidatos à Presidência:  João Amoêdo (Novo) "Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência". Geraldo Alckmin (PSDB) "Política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio. Qualquer ato de violência é deplorável. Esperamos que a investigação sobre o ataque ao deputado Jair Bolsonaro seja rápida, e a punição, exemplar. Esperamos que o candidato se recupere rapidamente". Marina Silva (Rede) "A violência contra o candidato Jair Bolsonaro é inadmissível e configura um duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia. Este atentado deve ser investigado e punido com todo rigor. A sociedade deve refutar energicamente qualquer uso da violência como manifestação política".  Álvaro Dias (Podemos) "Eu repudio todo e qualquer ato de violência. Por isso a violência nunca deve ser estimulada. Eu não estimulo". Guilherme Boulos (PSOL) "Soube agora do que ocorreu com Bolsonaro em Minas. A violência não se justifica, não pode tomar o lugar do debate político. Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato"

Candidato do Novo surpreendeu em pesquisa da BTG Factual (Foto: Rovena Rosa/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Com um discurso liberal e de enxugamento da máquina pública, o presidenciável João Amoêdo, do Novo, foi a grande surpresa da pesquisa eleitoral BTG Pactual, divulgada nesta quarta-feira. Na pesquisa espontânea, quando não é apontado o nome do candidato, o banqueiro pode ser considerado a terceira via, com 3% das intenções de voto e empatado tecnicamente com Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). A margem de erro é de 2%. Neste cenário, Lula ainda lidera com 26%, seguido por Bolsonaro, com 19%. Na pesquisa estimulada, na qual os nomes dos candidatados são revelados, Lula amplia a vantagem para 35%, seguido por Bolsonaro, com 22%. Marina Silva tem 9% e escapa da zona de empate técnico entre Alckmin, Ciro e Amoêdo, que pontuam, respectivamente, 6%, 5% e 4%. Álvaro Dias, do Podemos, também entra neste bolo, com 2% das intenções de voto. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 24%, seguido por Marina Silva, com 15%. Alckmin, com 9%, está empatado tecnicamente com Circo, que tem 8%. Substituto do ex-presidente petistas, Haddad tem 5% e vê Amoêdo, com 4%, e Alvaro Dias, com 3%, em sai cola. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06062/2018. Foram ouvidos 2 mil eleitores, por telefone, nos dias 25 e 26 de agosto.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Eymael disse acreditar que Haddad estará no segundo turno (Foto: Ivo Lindbergh)

Nacional

O gaúcho José Maria Eymael, conhecido principalmente pelo jingle de campanha “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão”, criado em 1985, chega a disputa de sua quinta eleição presidencial e garante: “somos os únicos capazes de derrotar o PT nas urnas”. Crente de que o candidato petista Fernando Haddad (PT) herdará os votos do ex-presidente Lula (PT) e estará no segundo turno, Eymael acredita que seu partido, o Democracia Cristã, é prejudicado pela falta de espaço na televisão e no rádio, assim como pela recente reforma eleitoral, “feita para manter quem está no poder”, e que se muitos soubessem de sua história com certeza lhe confiariam o voto.  Segundo Eymael, sua legenda não está nem à esquerda e nem à direita. “A democracia cristã é uma força transformadora”, explicou o democrata. Entre suas principais propostas está a Reforma Tributária, para diminuir a pressão governamental sobre as empresas e colocar o Brasil para surfar nas “ondas do desenvolvimento”. Eymael foi eleito, em 1986, deputado federal constituinte com 72.132 votos, tendo sido reeleito em 1990 com 34.191 sufrágios. Questionado se está na hora de rever a Constituição, o democrata cristão negou esta possível necessidade. “A Constituição precisa amadurecer, mas é a responsável pelo maior período democrático de nosso País”.    Candidato é contra o Fundão Partidário e critica falta de espaço na TV e nas rádios (Foto: Ivo Lindbergh) O que faltou para a Democracia Cristã crescer como outros partidos, a exemplo do PT, PSDB e MDB? Então, hoje, o pouco tempo que nós temos é o grande obstáculo. Com as redes sociais, este problema é um pouco amenizado. Se eu tivesse tempo para falar o que fiz aos trabalhadores: aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais, proteção contra demissão sem justa causa, a estimulação de lazer como promoção social e mecanismos para proteger a mulher no mercado de trabalho…Seria um outro universo. As pessoas me conhecem, mas não conhecem o conteúdo. É uma dificuldade. E como driblar esta falta de tempo? Redes sociais. Hoje, a minha fanpage tem participação do Brasil inteiro. Embora não tenha como negar a importância da TV. Tenho feito também a campanha corpo a corpo. Minha agenda está lotada: Brusque (SC), Brasília, Campinas, Cuiabá (MT). Não tem lugar em que eu me sinta melhor do que a rua. Qual é o principal mote da sua campanha? Qual seria a primeira coisa que faria ao ser eleito? Primeira coisa: montar um time do presidente. Reduzir 29 ministérios para 15. Não economiza quase nada, mas o presidente, assim, terá um time próximo, com pessoas que conversam diariamente com ele. Também tem que ser feita uma reforma tributária. Este sistema tributário que nós temos, com todas as mexidas que ele sofreu, esmaga as empresas. Tem que ser algo que o empresário entenda. Perde-se muito tempo só para entender o que se paga. O sistema também é muito injusto. Um comerciante da zona leste de São Paulo, por exemplo, recebe uma multa e tem quinze dias para recorrer. Até ele falar com o contador, o prazo já acabou. É preciso ter uma igualdade maior entre contribuinte e fisco. E quais seriam os critérios para escolher este time do presidente? Nenhuma indicação de partido político. Se eu me eleger presidente, eu me elejo de forma independente. Vou me eleger pela Democracia Cristã. Chega de indicação de partido político. Nós temos que buscar pessoas que tenham excelência na sua área de trabalho. É isto que tem que ser feito. Temos que conversar, respeitar opiniões diferentes, mas sempre ir para o diálogo preparado. Assim, você sensibiliza as pessoas. Na elaboração da Constituição, falaram que o nosso partido não tinha representatividade e que iríamos nos machucar. No final, fui um dos 15 deputados com mais propostas aprovadas. Sintetizando: o Legislativo legisla e fiscaliza. O Executivo governa. E o Judiciário julga. Eymael afirmou que corte abrupto do imposto sindical foi um erro (Foto: Ivo Lindbergh) O que é preciso fazer na questão da segurança? Quem foi que propôs a criação do Ministério da Segurança Pública em 2010? Nós. A intenção era integrar as inteligências das forças de segurança do País – municipais, estaduais e federal. Colocar o Exército para fechar as fronteiras. Adotar procedimentos internacionais de sucesso em países desenvolvidos na área de segurança. Agora apresentaram o Ministério da Segurança Pública como se fosse uma novidade em 2018. O que vemos hoje é uma situação em que as polícias não se comunicam e não compartilham informações. Um Estado não está conjugado com os demais. Isso que gera esta insegurança nacional. E na área da saúde? Eu falo sempre na “Saúde da Inteligência”. É a saúde da prevenção. Tem que se prevenir, mas, na prática, isto não existe. Por exemplo, a falta de saneamento é uma das grandes causadoras de doenças no Brasil. Só que não se faz nada em termos de saneamento no País. Qual a sua visão sobre o atentado a Jair Bolsonaro? Nós tivemos uma posição oficial. É um retrato da insegurança do País. Veja o seguinte. O Bolsonaro estava cercado por 25 agentes da polícia federal. Vai alguém com uma faca e consegue atingir o Bolsonaro. O próprio discurso do Bolsonaro falando que a solução era armar todo mundo não é a solução. Para Eymael, processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff do poder foi indecente (Foto: Ivo Lindbergh) O senhor é contra o armamento então? Porte de armas seletivo. Que é mais ou menos o sistema que temos hoje. Só que nós temos que fazer que nem o sistema europeu. Você tem o porte de arma seletivo, mas a pessoa que tem periodicamente tem que demonstrar que tem condições de ter uma arma. Em um segundo turno, quem o senhor apoiaria? Hoje, o Haddad vai para o segundo turno e eu estou absolutamente convencido disso. E só a democracia cristã pode derrotar o Haddad. Nenhum outro candidato tem condições. O Lula vai transferir os votos. Hoje os jornais já dizem: um terço do eleitorado brasileiro já aceita votar em alguém indicado pelo Lula. Mesmo só com 9% ele já vence o Bolsonaro no segundo turno. Por que? Porque nós somos as conquistas sociais dos trabalhadores. O partido com a totalidade dos avanços sociais na Constituição, todos os avanços sociais dos trabalhadores presentes na Constituição são da Democracia Cristã. Num segundo turno, o tempo de TV é igual, não são mais os oitos segundo que nós temos. E se o senhor não chegar no segundo turno, apoiaria outro candidato? Se eu te responder esta pergunta eu já estaria aceitando não ir para o segundo turno (risos). Quais estatais você manteria e quais você privatizaria? Eu mantenho Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, por uma questão de segurança nacional. As demais eu ia fazer uma análise da vantagem de continuar com elas ou não. Como o senhor trataria a questão dos refugiados venezuelanos? Tem que acolhê-los e fazer uma distribuição dentro do território nacional. Mas o Brasil não pode ficar indiferente à situação da Venezuela, que é um regime ditatorial. No governo do PT houve uma certa condescendência. O Temer poderia ter um certo posicionamento. Qual sua posição sobre a Reforma Trabalhista? Em termos gerais eu acho que houve um avanço. Dando um pouco mais de liberdade na relação entre patrão e empregado. O que eu acho que foi um erro foi o corte abrupto do imposto sindical, sem uma transição, sem dar uma chance para os sindicatos se adequarem e criarem novas fontes de receita. O estrago já está feito. Tem que fazer um amplo debate nacional para ver como os sindicatos vão se manter. É preciso fazer a Reforma da Previdência? Tem que fazer. O problema fundamental é o período de vida mais longo. A previdência foi calculada com base em um período mais curto. Tem que ter uma elevação na idade mínima e tem que ter uma transição inteligente. A Previdência está quebrada. Tem que ter reforma, mas também tem que cobrar quem está devendo. Como o senhor avalia os resultados do último impeachment? Olha os dois anos do Temer. Tinha que ter sido mais transparente o sistema de impeachment. Uma análise realmente, uma comprovação de desvio. Aquilo foi carta marcada com o vice-presidente tramando para tomar o lugar da presidente. Nós defendíamos, em 2016, a convocação de novas eleições. A coisa foi alongando, o TSE acabou não julgando, com o MDB articulado para tomar conta do governo. Eymael conta a história do seu famoso jingle:  Foi um golpe então? Foi indecente. O que o senhor pretende fazer para gerar emprego? Emprego é fruto do desenvolvimento. Tem algumas medidas que podem ser tomadas. Uma delas, eu coloquei que o ICMS pode ser seletivo, menor, para os produtos mais necessários, como no caso dos genéricos, em São Paulo. A cesta básica da constituição poderia ter este critério. O setor que mais reage é a construção civil. Ter uma redução no ICMS da Construção Civil poderia ser um avanço. Outra questão é a seguinte. Hoje tem financiamento, a pessoa tem que ter 20% para comprar o imóvel. Ela não compra. Se ela tivesse 100% de financiamento ela passaria a ter este financiamento e pagaria um valor inferior ao que paga de aluguel. O risco para os bancos é zero porque tem a garantia do imóvel. Mas hoje os juros são elevadíssimos. A parcela ainda fica, muitas vezes, muito mais alta o que o aluguel. Como resolver isto? Aí você entra em uma outra área. A falta de renda não pode representar a falta de moradia. Isto é básico, é fundamental. Hoje, se você não tem renda, você não tem moradia. Este é um problema de gestão pública.    

Skaf acredita que pode se beneficiar do desgaste do PSDB (Foto: Karim Kahn)

Cidade

 Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, do MDB, diz que é possível construir 50 quilômetros de linha metroviária em um espaço de quatro anos.  “Também iremos investir em modernização das linhas da CPTM, elevando o nível do serviço o mais próximo possível ao do Metrô”, continua o candidato, 63, que é do mesmo partido do presidente Michel Temer e tenta pela terceira vez chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Foi quarto em 2010 e segundo em 2014. Apesar de estar na mesma sigla de Temer, Skaf busca desvencilhar a sua imagem à do presidente, que sofre com grande rejeição no fim de seu mandato. Como bandeira de sua campanha no Estado, o empresário paulistano aposta no sistema educacional implantado no Serviço Social da Indústria (Sesi) durante a sua gestão. Confira a entrevista completa do candidato.  Como pretende implementar o “Sistema de Ensino Sesi” na Rede Pública? Pretende ampliar o EAD no Ensino Superior?  Pretendo implementar um plano gradual para a universalização do ensino em tempo integral na rede estadual, nos mesmos moldes que fiz com sucesso no Sesi. Em 2020, os alunos que entrarem no primeiro ano do Ensino Fundamental terão aulas em tempo integral. Ao longo de quatro anos adequarei a rede de escolas para receberem o ensino integral. Deixarei todo o caminho pronto para que, em dez anos, todos os alunos do Ensino Fundamental I tenham educação em tempo integral de qualidade. Sobre o ensino à distância, acredito que é uma boa alternativa para educação profissional e superior. Ela vem ganhando força ao longo dos últimos anos. O Senai já possui 210,5 mil matrículas de ensino à distância. Quero levar a experiência do Senai para o Estado de São Paulo. Skaf afirma que deseja proibir as "saidinhas" dos presidiários (Foto: Karim Kahn)  Apesar dos números decrescentes em relação aos homicídios, o paulista não se sente seguro. O que fazer para diminuir esta sensação de insegurança? Como pretende agir em relação às facções?  Não podemos aceitar a insegurança instalada no Estado. A segurança pública está abandonada. A cada 1 hora e 8 minutos, uma pessoa é morta ou sofre tentativa de homicídio. A cada 47 minutos, uma pessoa (mulher ou vulnerável) é estuprada. A cada hora, 107 pessoas são roubadas ou furtadas no estado. É dever do governador garantir que os cidadãos possam ir e vir em segurança. Pretendo agir em três frentes. Primeiro, vou equipar, modernizar e integrar o trabalho das nossas polícias. Elas estarão voltadas para a atividade-fim. Ou seja, para a investigação e o patrulhamento. O nosso foco será a inteligência policial. Além disso, é urgente reassumir o controle dos nossos presídios. Hoje, eles estão nas mãos do crime organizado. Não é possível que o governo paulista seja refém do crime organizado. Pretendo também, utilizar a minha força e liderança política como governador para atualizar a lei penal no Congresso Nacional. Quero acabar com as saidinhas, visitinhas e redução de penas.  Mulheres têm relatado abusos nas proximidades e, até mesmo, dentro das estações do Metrô. Haverá uma política específica para a segurança delas?  É inadmissível que mulheres e meninas sejam violentadas a caminho do trabalho, da escola ou em seu tempo de lazer. As mulheres enfrentam diariamente situações absurdas no transporte público. Precisamos coibir e investigar os crimes e abusos sexuais dentro e fora do transporte público. Para isso, como disse, pretendo aumentar o efetivo policial alocado na atividade-fim. Vou desburocratizar o serviço policial, aumentando assim a quantidade de policiais militares em patrulhamento nas ruas e policiais civis investigando. Com relação especificamente ao transporte público, pretendo aumentar a vigilância por meio da instalação de câmeras nos trens e estações de metrô, da CPTM e nos ônibus intermunicipais da EMTU, cuja licitação compete ao governo. Além disso, no meu governo intensificaremos o programa de denúncia a casos de abusos no transporte público. Precisamos conscientizar a população sobre a importância de denunciar os agressores. Tanto as vítimas quanto as pessoas que presenciam abusos devem denunciar e cabe ao governo garantir que esses crimes não fiquem impunes. Não podemos nos omitir.  Falando em Metrô, o transporte sobre trilhos é um tema que gera bastante palpitação nos paulistas, sobretudo, paulistanos. O que fazer para melhorá-lo?  Mobilidade urbana é um problema que precisa ser enfrentado com planejamento, boa gestão e direcionamento de investimentos. O metrô de São Paulo tem a mesma idade dos metrôs da Cidade do México e de Seul, mas com uma rede bastante inferior. Enquanto São Paulo conta com uma rede de 92 quilômetros, Seul conta com 331 quilômetros de metrô e a Cidade do México com 226 quilômetros. Não podemos continuar expandindo a rede num ritmo de 2 quilômetros por ano. Vamos fazer um amplo projeto de investimentos em metrô, de forma a aumentar o número de conexões da rede e equilibrar a quantidade de passageiros nas estações. Temos um plano de expansão de 100 km de rede metrô em dez anos. Vamos implantar de 40 a 50 quilômetros durante o mandato de quatro anos e criar as condições necessárias para que as obras continuem futuramente no mesmo ritmo. Também iremos investir em modernização das linhas da CPTM, elevando o nível do serviço o mais próximo possível ao do Metrô. Paulo Skaf ao lado de Cidinha Raiz, candidata ao Senado pelo MDB (Foto: Karim Kahn)  Voltamos a nos assustar com o baixo nível do Sistema Cantareira. O que fará para que o abastecimento não seja afetado mesmo em tempos de seca?  Na nossa avaliação, o abastecimento no ano de 2018 está garantido, pois o Cantareira está com nível de 37%, recebendo água da transposição da Bacia do Paraíba do Sul e foram feitas obras de interligação dos sistemas que abastecem a cidade de São Paulo. Para 2019, o abastecimento depende do volume de chuvas que será verificado no período de novembro a abril. Ainda que não haja necessidade de racionalização do consumo este ano, São Paulo não pode ficar à mercê das crises hídricas. Minha prioridade para garantia do abastecimento é o combate às perdas de água. Anualmente, a Sabesp perde mais de 30% do volume total de água captada. Isso representou, apenas em 2017, o desperdício de 850 milhões de metros cúbicos de água. É quase esvaziar um sistema Cantareira inteiro, só em perdas na rede. Além de representar o desperdício de um recurso escasso, afeta a segurança no abastecimento da região metropolitana. Vamos fazer um amplo programa para redução das perdas de água, com investimento em manutenção e renovação da rede, uso de tecnologia e combate às ligações irregulares. Além disso, vamos concluir as obras de interligação dos diferentes sistemas de abastecimento da Grande São Paulo.  Temos visto muitos problemas na área da saúde pública. Quais são os seus planos para estes temas?  Não há maior desrespeito a uma pessoa do que necessitar de atendimento médico e não conseguir. Precisamos garantir atendimento médico com qualidade e rapidez. Não podem existir hospitais sem equipamentos ou com equipamentos quebrados, muito menos equipamentos sem médicos ou técnicos para operá-los. No meu governo vou organizar a saúde por região, desde o primeiro atendimento até a alta complexidade. Precisamos organizar e articular os entes de saúde que compõem a rede SUS no estado de São Paulo, dando resolutividade à atenção básica e desafogando os grandes hospitais para o atendimento à alta complexidade. Além disso, vou implantar o prontuário eletrônico em todo o Estado. O prontuário eletrônico guardará todo o histórico clínico dos pacientes.  E para a habitação?  Com relação à habitação, nos últimos anos, muitos bairros populares foram formados por loteamentos clandestinos e invasões. Essas ocupações trazem insegurança jurídica aos cidadãos. As famílias têm pouco conhecimento técnico e condições financeiras para regularizar a situação da sua moradia. Por outro lado, o CDHU tem forte experiência no tema, precisamos vocacionar o CDHU para gestão, regulação e regularização das habitações. No meu governo, o objetivo do CDHU será a regularização fundiária, gestão de plano de terrenos estaduais para construção de habitações e fomentação de PPPs para construção de moradias. Também investiremos na urbanização das favelas. As comunidades são áreas nas quais o estado não se faz presente. Como se sabe, essas regiões carecem de infraestrutura urbana, educação, saúde, cultura, entre outros. Candidato pretende replicar sistema educacional do Sesi na rede pública estadual (Foto: Karim Kahn)  O Sesi tem um projeto vencedor no esporte. Como replicar isto no governo do Estado? Quais são seus planos em relação à área esportiva?  O esporte é uma poderosa ferramenta à serviço da saúde, da educação e da inclusão social. No Sesi adotamos a pedagogia do exemplo, ao fomentar o aperfeiçoamento de atletas e equipes profissionais, o Sesi não apenas busca resultados expressivos como também contribui para a criação de novos exemplos e dissemina à sociedade uma ampla gama de modalidades esportivas ainda pouco conhecidas no Brasil. Hoje, o Programa Atleta do Futuro do Sesi promove a formação esportiva de quase 115 mil crianças e adolescentes. Pretendo levar a experiência do Programa Atleta Do Futuro para toda a rede estadual de ensino, em parceria com as prefeituras, empresas e demais membros da sociedade civil. Vamos também incentivar a prática de esportes paraolímpicos, com a instalação de equipamentos esportivos adaptados para a prática de esporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Como ferramenta de inclusão social, vamos ampliar os equipamentos esportivos nas comunidades da capital e do interior.  Como pretende se relacionar com as administrações municipais, principalmente, da Capital?  Eu pretendo ter um relacionamento muito próximo com os prefeitos. O governador precisa enfrentar as dificuldades que a população sofre diariamente. Os problemas dos municípios também são problema do governador. As prefeituras são responsáveis pela gestão dos serviços mais essenciais para população, como educação e saúde, mas são os entes da Federação que recebem a menor parcela da arrecadação. Ao longo desses quase trinta anos, a carga tributária aumentou 9 pontos percentuais, saindo de 23,3% em 1988, para 32,36% em 2017.  No entanto, só a União se beneficiou desse crescimento. Do total da arrecadação, 50% é destinado à União, 27% aos estados e apenas 24% são destinados aos municípios. Vamos defender o aumento a fatia dos estados e municípios na receita tributária e apoiar os municípios na geração de soluções eficientes para saúde e educação.  Acredita que a máquina pública está inchada? Pretende diminuí-la?  Uma das minhas primeiras ações como governador será melhorar a gestão do governo, aumentando a eficiência e cortando gastos desnecessários. Faltam professores, policiais, médicos e sobram funcionários em atividades burocráticas. Quero desburocratizar o serviço público e alocar os funcionários nas atividades-fim. Quero os policiais militares nas ruas evitando crimes. Quero a Polícia Civil investigando e punindo os crimes que infelizmente ocorreram. Quero que nossos professores sejam valorizados e respeitados. É assim que vamos transformar São Paulo. Skaf evitou falar sobre Temer na entrevista (Foto: Marcello Casal Jr./ABR/Fotos Públicas)  Como amenizar o problema do desemprego? Quais são seus planos para a economia?  O estado de São Paulo possui 3,5 milhões de pessoas desempregadas. Ampliando esse montante, todo ano aproximadamente 700 mil jovens atingem idade para trabalhar e muitos deles já buscam seu primeiro emprego. Precisamos gerar novos postos de trabalho. Para isso, pretendo atrair mais investimentos para o estado de São Paulo, por meio da busca ativa por novas empresas no Brasil e no exterior. Além disso, tenho um grande programa de investimentos em ferrovias, rodovias, metrô e habitação, áreas que oferecem muitas vagas. Além de gerar empregos, precisamos qualificar a nossa mão-de-obra. O mundo mudou, estamos entrando na quarta revolução industrial, na era da internet das coisas, da nanotecnologia. Essa revolução está criando novos empregos, altamente tecnológicos. Precisamos preparar nossos jovens para esse novo mercado. Para isso, precisamos de educação básica de qualidade e modernização das ETECs e FATECs. Vou equipar, modernizar e implantar laboratórios modernos nas ETECs e FATECs. Além disso, precisamos direcionar as ETECs e FATECs para as vocações locais. O objetivo dos cursos técnicos tem que ser o emprego. Não adianta formar as pessoas em áreas para as quais não há empregos na região. Por isso, vou utilizar a experiência de sucesso do Senai, direcionando os cursos das ETECs e FATECs para o mercado local.  Tendo em vista que o PSDB está há 24 anos no poder e que a taxa de aprovação do presidente Michel Temer, do seu partido, é baixa, como mostrar para o paulista que o senhor é uma opção melhor do que o Doria em um eventual segundo turno?  A população procura um candidato que resolva os problemas que precisam ser atacados. O governador precisa enfrentar as dificuldades que a população sofre diariamente. O que eu quero mostrar para o povo é que sou um candidato de fazer e não de falar. Foi-se o tempo das promessas vazias, dos padrinhos políticos, do jogo de empurra, do só falar e não fazer. Quem me conhece sabe: eu faço antes de falar. Ao longo de anos à frente do Sesi e do Senai, percorri grande parte do estado de São Paulo, mas não foi fazendo política. Foi construindo e reformando escolas, transformando a vida das pessoas. Eu quero apresentar ao eleitor de São Paulo as minhas propostas. Se for da vontade de Deus e a decisão do povo do estado de São Paulo que eu seja eleito, garanto que não vão se arrepender.  

Chequer não se arrepende de ter apoiado o impeachment de Dilma (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Fundador do movimento Vem Pra Rua, que chegou a reunir até 6 milhões de pessoas em protestos pelo impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff (PT), Rogerio Chequer, aos 50 anos, é o candidato do Novo ao Governo do Estado e quer implantar “a nova política”, que “trabalha junto com a população, não contra ela”. Sem coligações e sem tempo de TV, Chequer aposta no poder das mídias sociais e da tecnologia para chegar ao eleitor, além de ações como a que realiza na Avenida Paulista, aos domingos, com dois microfones, um para ele e outra para alguém fazer perguntas sobre as suas propostas. Se eleito, acredita que poderá contar com o apoio da população para inibir os deputados estaduais de votarem contra ou pedirem barganhas em troca da aprovação de projetos necessários aos paulistas. Ele garantiu que não irá lotear Secretarias em troca de apoio. Crítico ferrenho do PT, Chequer não se considera nem de esquerda e nem de direita, e disse que estes argumentos são erros que levam a desvios de informação.  O que você faria em uma situação de crise hídrica? Temos que começar um programa para preparar não apenas as bacias ao redor da cidade de São Paulo, mas as outras bacias hidrográficas do Estado para terem tanto armazenamento de água quanto qualidade, além da necessidade de um saneamento fiscalizado. Hoje, a Sabesp coleta e não trata tudo, e quem regula é a Cetesb. As duas empresas são de controle do Estado. Se você tem interferência governamental nas duas, quem perde é o cidadão que vai ficar sem a devida fiscalização. Chequer acredita que a população paulista perde com a administração estatal da Sabesp e da Cetesb (Foto: Ivo Lindbergh) Então você pensa em passar à iniciativa privada estes serviços? A regulamentação não. A responsabilidade é do Estado. A Sabesp deveria oferecer serviço do que nível que oferecem hoje as empresas de saneamento privado. E os municípios deveriam estar livres e desimpedidos para fazerem parcerias público-privadas de saneamento. O que você pretende fazer para reduzir a sensação de insegurança no Estado? Um dos motivos principais de insegurança é que a capacidade investigativa da polícia civil é muito baixa, que tem que ser recuperada. A outra é o monitoramento de limites. São Paulo não produz nem drogas nem armas. O que chega aqui vem por caminhões. Chegou a hora de nós utilizarmos tecnologia de escaneamento de containers para investigar as cargas que chegam em São Paulo. Na prática, como você pretende crescer o Metrô? A interligação de São Paulo com as outras cidades do Estado é importante. Precisamos avançar nos projetos de montar eixos Norte-Sul e Leste-Oeste: do Vale do Paraíba, Sorocaba, Campinas e Americana e Baixada Santista. Com isto, você diminui esse fluxo de 1,8 milhões de carros que chegam todo dia à Região Metropolitana de São Paulo. Como você pretende ter o apoio da Assembleia Legislativa? O Legislativo, tanto no nível federal ou estadual, sempre que necessário exige novas barganhas ao governo. Além de pedir de emendas e cargos. Este sistema não funciona. Nós vamos fazer uma triangulação com o povo. Na nossa campanha, falaremos quais são as nossas promessas e vamos falar quais são as medidas que precisam da Assembleia. Eu pretendo conversar com toda a Assembleia, mas se houver resistência em projetos de melhoria à vida da população é a população que vai cobrar. Candidato afirma que o transporte sobre trilhos deve ser ampliado no Estado (Foto: Ivo Lindbergh) Como você pretender sanar o déficit habitacional do Estado? Por meio de parcerias feitas com a iniciativa privada. A construção de moradias requer um investimento inicial e os governos não têm recursos suficientes para colocar este pagamento inicial. No entanto, eles conseguem montar parcerias. Não só para construir ou reformar, mas para a zeladoria. O que não pode ser feito é você dar espaços para as pessoas morarem e depois não se preocupar com a qualidade destes espaços. O prédio do Paissandu é o melhor exemplo disso. E para sanar os problemas da Saúde? Trazer modernização à saúde como nunca foi feito no Estado de São Paulo. É absurdo que, em 2018, um usuário do SUS não possa marcar uma consulta ou exame pelo próprio celular. Para isto é preciso um cadastro único, que permitirá um histórico do paciente registrado. Queremos trazer também o conceito do médico de família, que cuidará com uma equipe de uma região geográfica.  Nesta região, ele  fará medicina preventiva, vitaminas, diagnósticos precoces e encaminhará estas pessoas diretamente ao especialista, quando necessário, desafogando o atendimento inicial e resolvendo antes que a pessoa precise perder um dia de trabalho para ficar em uma fila. E como gerar emprego no Estado de São Paulo? O maior empregador do Brasil, hoje, são as médias e pequenas empresas. Existem 5,3 milhões empresas registradas no Estado.  Se cada um contratar uma pessoa você chega a quase metade do desemprego nacional. Precisamos facilitar a forma, os meios, a legislação, para que estes empreendedores que realmente tomam risco possam fazer contratações. Algumas dessas contratações terão de ser feitas em parceria com o Governo Federal e com o Congresso, na mudança de algumas reformas trabalhistas que ainda prejudicam a contratação de pessoas. "Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer" (Foto: Ivo Lindbergh) Os resultados do impeachment para o Brasil, com Michel Temer (MDB) presidente, compensaram? A qualidade do vice-presidente jamais pode ser o critério para não afastar um presidente ou uma presidente criminosa do poder. O dia que nós deixarmos de punir porque o vice-presidente tem baixa qualidade estaremos prejudicando todo processo constitucional e democrático no País. Nós não votamos no Temer. Eu não votei no Temer. Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer. O Temer tem baixa qualidade então? Principalmente pela qualidade das pessoas que ele se cercou. Trazendo para o governo a velha política. O movimento Vem Pra Rua foi o único que pediu o afastamento do presidente Temer, mas algumas pessoas tinham esperança que ele poderia fazer as reformas necessárias e preferiram fazer vista grossa para a falta de ética que estava rondando a Presidência.  

Plataforma da Justiça Eleitoral garante o anonimato de denunciantes (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Desde a disponibilização do aplicativo Pardal pela Justiça Eleitoral em agosto, o sistema recebeu, no Estado de São Paulo, 953 comunicações. Desse total, 69% referem-se à propaganda eleitoral e as demais denúncias se relacionam a crimes eleitorais, uso da máquina pública, compra de votos, entre outras. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Além da opção de download do Pardal para uso em dispositivos móveis, eleitores podem acessá-lo também em sua versão web no site do TRE paulista, que atua no maior colégio do País, com 33 milhões de eleitores. O sistema Pardal, ferramenta de fiscalização e denúncia, possibilita ao eleitor denunciar diferentes irregularidades durante as eleições de 2018, como propagandas eleitorais, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais, doações e gastos de campanha. Infrações nas propagandas veiculadas em emissoras de TV e rádio e na internet não serão processadas pelo sistema. Para realizar a denúncia, o autor deve inserir elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios, além do nome e CPF. As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, que é uma das partes legítimas para ajuizar representações perante o TRE-SP contra supostas infrações eleitorais. Além do Pardal, o eleitor pode denunciar irregularidades no sistema de Denúncia online. Entretanto, por meio desse sistema, é possível denunciar somente propagandas de rua consideradas fixas, ou seja, veiculadas por meio de outdoors, balões, bonecos, cavaletes, pichações e de inscrições a tinta em muros e fachadas. A denúncia enviada por esse sistema é encaminhada diretamente ao juiz eleitoral que, caso constate a irregularidade, notificará o responsável para retirar a propaganda irregular no prazo de 48 horas. Se a ordem for cumprida, o procedimento será arquivado, mas se persistir a irregularidade, o expediente será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. O sistema recebeu, desde a sua implementação em junho, 461 denúncias.

Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

Opinião

Nesta semana, a polêmica da vez foi a declaração de um militar acerca dos malefícios de uma criança crescer longe da figura do pai ou do avô. De acordo com ele, jovens nesta condição ficam mais vulneráveis à criminalidade, principalmente se viverem em áreas dominadas pelo tráfico. Sinceramente, não entendi o porquê de tanta celeuma para uma afirmação tão óbvia. Ao contrário do que a grande mídia propagou por aí, a assertiva do tal general não constitui qualquer ofensa às mulheres e às mães em geral. Trata-se, apenas e tão somente, de uma constatação empírica. Crescer em uma família desestruturada (sem pai ou mãe) contribui, sim, para que o jovem venha a trilhar no mundo do crime, bastando para tanto analisar os estudos e pesquisas sobre o tema. O fato de o militar ter feito referência somente à ausência da figura masculina não significa que o contrário não seja também verdadeiro. Isso só não foi explicitado porque a grande maioria dos jovens com famílias cindidas vive na companhia da mãe e da avó, e não do pai ou do avô. E, na ausência destes últimos, surge então a necessidade de um referencial paterno, de uma figura masculina, que, infelizmente, pode vir a ser o traficante do morro, vez que dotado de autoridade, poder e dinheiro. Alguma incoerência em tal discurso? Creio que não! No ano de 2007, inclusive, um grande jornal do país divulgou um trabalho com esta mesma conclusão. No entanto, ninguém reclamou de nada. Já em 2008, foi a vez de Barack Obama dizer que crianças sem pai têm 20 vezes mais chances de acabarem na prisão. Todavia, mais uma vez o silêncio foi sepulcral. Por fim, em 2016, um estudo de minha instituição revelou não só que dois em cada três jovens infratores vêm de lares sem pai, como também que 60% deles não professam nenhuma religião. Em outras palavras, Deus e família (pai e mãe) são sim inibidores do crime, não havendo como se negar o óbvio. Na realidade, o problema não foi o conteúdo do que foi dito, mas sim por quem foi dito. E isso já bastou para se dar início a um verdadeiro assassinato de reputações. Lamentável! Hoje em dia, creio que tão ou mais grave que a corrupção material e financeira, é a corrupção espiritual, intelectual e de personalidade de alguns. Definitivamente, o maior problema do Brasil é a corrupção da inteligência! Rodrigo Merli Antunes é Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal*

157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único barrado pela Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Até agora, foram 157 candidatos impedidos de prosseguirem na disputa com base em dados ainda parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 6% de todas as 2.599 candidaturas rejeitadas pela Justiça Federal. Restam 27.402 consideradas aptas, entre presidenciáveis, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Em 2014, foram 250 nomes tirados da lista, cerca de 60% a mais do que neste pleito. Ainda assim, não conseguiu barrar Paulo Maluf como deputado federal, que, em 2013, fora condenado em segunda instância por improbidade administrativa. Já se vão mais de oito anos desde que a Lei Complementar 135/10, mais conhecida como Ficha Limpa, entrou em vigor, em 4 de junho de 2010. Passou a valer já nas eleições de 2012, proibindo candidaturas de condenados em segunda instância e sentenciando a oito anos de inelegibilidades aqueles que renunciassem ao cargo para evitar processo de cassação. O texto, que revolucionou a história eleitoral brasileira, é de uma clareza singular, embora ainda não falte quem ouse questioná-lo. Mas esta lei segue viva e atual, cumprindo o seu papel de depuração e ajudando a separar o joio do trigo. Pode até parecer pouco que apenas 6% do total de candidatos seja retido. Mas, sem a Lei da Ficha Limpa, o número de fichas sujas seria certamente bem maior. Cientes das restrições legais, os próprios partidos já fazem sua triagem, impedindo inscrições daqueles que seriam enquadrados pela legislação. Assim, a lei de iniciativa popular, nascida a partir da assinatura de mais de 1,6 milhão de cidadãos, vai mostrando sua importância no processo eleitoral. Seus efeitos são limitados no que diz respeito aos resultados finais, mas é um sopro de esperança para que os eleitores tenham opções de mais qualidade na disputa.

Candidato do PT foi atacado em debate da TV Aparecida (Foto: Reprodução/TV Aparecida)

Nacional

Com a ausência de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, foi o alvo principal dos adversários durante o debate realizado na noite desta quinta-feira, 20, pela TV Aparecida, na cidade do interior paulista. Estreante num encontro entre os presidenciáveis, Haddad foi questionado sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff. Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT somente no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato e barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme as mais recentes pesquisas, ele está em segundo lugar nas intenções de voto, atrás do líder Bolsonaro - o candidato do PSL permanece internado se recuperando de uma facada. O debate desta quinta-feira foi promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Santuário Nacional de Aparecida. O Ibope, em sua mais recente pesquisa, mediu as intenções de voto entre os católicos. Jair Bolsonaro lidera e, no dia 18, tinha 25%. Fernando Haddad estava com 21%, mas tinha 9% na pesquisa anterior. A transferência dos votos do ex-presidente Lula lhe deu 12 pontos entre os católicos. Ciro Gomes oscilou para cima, com 13% do eleitorado desta religião. 
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Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

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157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é uma das maiores representantes do empoderamento feminino no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

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Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

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