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Geral Int Cod 7402 Cod Sis 13 Cat 8

 GERAL
23/04/2007
Em todas as regiões, a maioria das fachadas sumiram


Avenidas não mostram mais seus enormes luminosos



Alessandra de Assis

A reportagem do Metrô News percorreu algumas ruas da Capital para verificar como os comerciantes e lojistas estão se adaptando às normas de Lei Cidade Limpa, do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Na maioria dos casos, foi adotada a mesma estratégia: tirar qualquer tipo de material que possa estar fora dos padrões estabelecidos pela lei.

Em algumas ruas e avenidas da Zona Leste, o que se vê são prédios antigos sem fachadas e com suas imperfeições à vista. Nas avenidas São Miguel e Marechal Tito, com forte presença de revenda de automóveis, é comum avistar apenas as ferragens dos totens, antigos meios de identificações. Em outros casos, os comerciantes retiraram os letreiros e optaram por pintar os imóveis com cores fortes para chamar a atenção dos consumidores. Até o Shopping Metrô Tatuapé não apresenta propaganda ostensiva em sua fachada. O mesmo é visto ao longo da Radial Leste, via que liga o Centro à Zona Leste.

Na Zona Norte e Oeste, especialmente nas marginais Tietê e Pinheiros, as diversas churrascarias providenciaram a retirada das fachadas e dos outdoors de identificação. A luminosidade nas marginais e os pontos de referências dos viajantes foram jogados no lixo.

Avenidas, como a Consolação, com forte presença do comércio de lustres, não apresentam seus grandes luminosos. As identificações das lojas simplesmente sumiram. Com um agravante: deixaram de ajudar a iluminar aquela parte da cidade. Na avenida Paulista, principal centro financeiro do município, pedestres e motoristas já não conseguem identificar, de longe, os estacionamentos, bancos e cinemas.

“Um dos objetivos das placas é informar onde estão o comércio, lojas, bancos e estacionamentos. Essas referências foram arrancadas. Essa lei me lembra a época em que a Alemanha era dividida entre Berlim Ocidental, toda iluminada, e Berlim Oriental, que parecia viver no cinza. São Paulo deixou de ser Berlim Ocidental para se transformar numa Berlim Oriental”, reclama o economista Marcel Solimeo, superintendente do Instituto de Economia Gastão Vidigal.


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