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 GERAL
23/04/2007
Confusos, comerciantes retiram identificações


Lonas, das mais variadas cores, tampam os letreiros



Em todas as regiões da Capital é possível encontrar comerciantes confusos sobre o que é certo e errado nas fachadas das lojas. Para evitar multas, a maioria tem preferido retirar qualquer tipo de identificação que possa resultar em punições. Com essa radicalização, o que se vê são imóveis antigos, sem qualquer tipo de manutenção e com fachadas deterioradas, além dos fios de telefones, TV a cabo e eletricidade à mostra.

Esse cenário pode ser conferido nas duas principais regiões de comércio popular da Capital: o Brás e a rua 25 de Março. No Brás, de acordo com Jean Makdissi Júnior, diretor de relações públicas da Associação dos Lojistas do Brás (Alobrás), esse é um período de adaptação. “Para não correr riscos, todo mundo tirou as fachadas. Isso gera confusão para o nosso cliente. A orientação é se enquadrar porque não houve prorrogação, maleabilidade ou facilitação para o lojista”, disse Makdissi Júnior, que também teve de retirar a fachada de sua loja, que fica na rua Maria Marcolina.

O diretor da Alobrás revela que 80% dos comerciantes já fizeram a retirada dos letreiros, e que alguns começaram a restaurar as fachadas dos imóveis, com gasto médio de R$ 2,5 mil. “Alguns fizeram reformas no ano passado, investindo até R$ 30 mil e perderam tudo”, destacou. Para evitar que os clientes se percam procurando as lojas, a Alobrás pretende finalizar até maio um guia com os endereços de todas as lojas e segmentos.

Sem identificação – Em alguns pontos da cidade, os comerciantes foram radicais: retiraram toda a identificação visual e instalaram lonas, das mais variadas cores, faixas e até papel sulfite para “destacar” o nome das lojas.

Na rua 25 de Março, os vendedores também ouvem que os clientes não conseguem encontrar as lojas. O caso mais visível é a loja Palácio 25 de Março, especializada em presentes, enfeites e datas comemorativas. “Muitos pensam que a gente fechou. Pior são as piadas, porque tivemos de retirar nossa fachada e já estão chamando a loja de casa mal-assombrada. Teremos de falar com o proprietário porque, para se adequar, vamos gastar cerca de R$ 30 mil”, disse Márcia Souza Costa, gerente da loja, identificada, agora, pela grande lona azul fixada no imóvel.

Outra que retirou toda a fachada foi a loja Minas, que desde 2005 está na rua 25 de Março. “A gente tirou a fachada em função da multa. Mas vamos aguardar a fiscalização para saber qual a maneira certa de recolocar o nome da loja. Não adianta apenas tirar o letreiro e deixar o imóvel de qualquer jeito, como a gente vê por aí”, destaca Lílian Lin, gerente da loja.

“Vivemos a democracia da ditadura. Eles mandam e a gente tem de obedecer. É como se tivesse comprado um carro zero-quilômetro e ter de jogá-lo fora, sem qualquer explicação”, desabafou um comerciante do Brás, que preferiu não se identificar. (AA)


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