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Qua, Nov

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Enem não testa o conhecimento dos estudantes (Foto: Sérgio Castro/AE)

Opinião

Nesta semana aconteceram tantas coisas que fica até difícil escrever sobre um único assunto. Mais difícil ainda é não ficar surpreso com os comentários de alguns especialistas, em geral entrevistados pela grande mídia. Primeiro, foi a polêmica dos snipers no Rio de Janeiro e as afirmações de que um traficante com um fuzil nas mãos não representa perigo efetivo. Será? Penso diferente. Para essa gente, perigoso mesmo deve ser um bebê de até três meses de gestação, o qual pode se ...

Reajuste do STF é o primeiro grande desafio para o governo de Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ABR)

Opinião

A equipe do presidente eleito não esconde a meta audaciosa de zerar o rombo nas contas públicas ainda em 2019. O desafio é hercúleo, uma vez que todas as projeções apontam que haverá déficit fiscal primário pelo sexto ano seguido. Isso significa que somando tudo que o Governo vai arrecadar e descontando tudo que terá de pagar (sem incluir o montante reservado ao pagamento de juros da dívida pública) a conta ficará no vermelho. Vermelho profundo, uma vez que as análises mais modesta ...

Um futuro sustentável para todos depende do qualificado uso das ferramentas digitais nas cidades (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

Opinião

Recentemente, o Governo Federal lançou o programa “Cidades Inovadoras”, uma iniciativa que contempla financiamento para modernizar os municípios brasileiros com o objetivo de construir políticas públicas sustentáveis. Os recursos vão ser distribuídos de forma prioritária para alguns setores básicos, como saneamento e mobilidade urbana, além do investimento em energias renováveis e eficiência energética. Apesar de o Brasil estar entre os dez maiores mercados do mundo em tecnolog ...

Bolsonaro deixou claro que pretende extinguir Ministério do Trabalho (Foto: Rogério Melo/PR/Fotos Públicas)

Opinião

No dia 26 de novembro, o Ministério do Trabalho completará 88 anos de existência. Não terá muito que comemorar, já que, ontem, o presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou o interesse de extingui-lo. Com isso, aquele que já foi um dos mais importantes braços do governo federal será absorvido por outro gabinete. É a pá de cal sobre o órgão, que vinha definhando nos últimos tempos e perdendo relevância. Para o futuro Governo, não sem razão, a pasta se tornou simplesmente um cabide ...

Ser contra o Governo apenas por status, sem que ele comece a trabalhar, é oportunismo (Foto: Rovena Rosa/ABR)

Opinião

O pau que nasce torto não tem jeito, morre torto.” O popular ditado cai bem nesse momento sobre a cabeça dos dirigentes do PT. O novo governo nem começou e o Partido dos Trabalhadores volta ao palanque com seu verbo ácido e mal-humorado, a confirmar o velho lema que o tem distinguido ao longo de três décadas de existência: “se hay gobierno, soy contra”. Assim pensa: “o único governo que prestou e deve ser reconhecido como o melhor do País em todos os tempos foi o nosso”. Não ...

O Estado de SP tem 25 secretarias. Uma já foi extinta e outras devem entrar na lista (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/AE)

Opinião

Aos poucos, o futuro governador João Doria vai montando a sua equipe. Até ontem, anunciou o nome de quatro secretários, coincidentemente, três deles até então ocupando o posto de ministro no governo Temer, a quem tanto criticou durante a campanha eleitoral. Se a gestão federal é realmente ruim, aparentemente, ao menos para o tucano, as figuras de Gilberto Kassab, Rossieli Soares da Silva e Sérgio Sá Leitão merecem distinção. Afinal, eles serão, respectivamente, os futuros secretár ...

Cambridge Analytica e Facebook podem ser punidos por exposição de dados de brasileiros (Foto: Presidência Peru/Fotos Públicas)

Opinião

O tema de redação do Enem 2018 foi a “manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. Com a propositura de quatro artigos motivadores, exigiu-se um texto dissertativo-argumentativo, apresentando proposta que respeite os direitos humanos. O assunto é inspirador e foi difundido mundialmente a partir do compartilhamento de dados do Facebook, por meio da companhia Cambridge Analytica, que produziu importantes reflexos no campo econômico, jurídico, político ...

Texto promulgado por Ulysses Guimarães traz direitos e ambiguidades e, nestes 30 anos, já foi submetido a quase 100 emendas (Foto: Célio Azevedo)

Opinião

A constituição brasileira, promulgada em 5 de novembro de 1988, não é a mais perfeita das cartas magnas, mas é a nossa constituição. Há de se respeitá-la. Para chegar até ela, foi preciso passar por duas décadas e meia de infortúnio, quando o País viveu um período de ditadura militar. Mas, ainda que imperfeita, representou uma ruptura e um sopro de esperança de dias melhores, em que a Nação passou a ser regida pelo império da lei, e não mais por decisões individuais ou de um ...

A CF de 1988 restaurou o Estado brasileiro e fixou responsabilidades próprias para cada ente da federação (Foto: Lula Marques/Fotos Públicas)

Opinião

A Constituição Federal brasileira de 1988 fixou a competência de cada ente que compõe o Estado brasileiro. Restou elencada junto à nossa Carta Magna a repartição das competências legislativas e administrativas da União, Estados e municípios, tendo sido usado como parâmetro para tal distribuição a predominância do interesse. Assim, quando tratamos de assuntos de interesse de predomínio geral, a matéria compete à União; quando tratamos de questões inerentes ao interesse local, a ...

Indicações respeitam discurso de Bolsonaro de privilegiar técnicos a comissionados (Fotos: Reprodução/Twitter, Marcelo Lelis/Ag. Pará e Lula Marques/Fotos Públicas)

Opinião

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) tem quase dois meses para definir as ações do Governo e os ministérios antes de tomar posse, em 1º de janeiro de 2019, no Palácio do Planalto, em Brasília. Os primeiros passos dele, porém, revelam o interesse de garantir uma maior popularidade e, consequentemente, a necessária governabilidade. Ainda não se sabe quais serão todos os ministros, mas três deles merecem ser destacados: o economista Paulo Guedes, o tenente-coronel Marcos Pontes e o j ...

Estado laico não é sinônimo de Estado ateu. É aquele que respeita todas as crenças, inclusive a do novo presidente (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

No último domingo, encerradas as eleições, o novo presidente veio a público dizer algumas palavras à população. Antes, porém, na companhia de familiares e apoiadores, fez uma oração em rede nacional. Tal conduta, entretanto, já gerou críticas por parte de muitos, em especial de jornalistas de uma grande emissora de televisão. Disseram que “aquilo” gerava preocupação e que o Estado tem de ser laico, não se misturando com religião. Pois bem, em primeiro lugar, acho curiosa ess ...

Novo ministro terá o maior desafio de sua vida, mas ele tem competência para se sair bem ( FOTO: MARCELO LELIS / AG. PARÁ )

Opinião

Um bom governo começa pela formação de seus ministérios. Ainda é cedo para dizer o que será a administração Bolsonaro, mas a julgar por alguns nomes já apresentados até aqui, dá para apontar que o capitão reformado começou bem. E não somente pela cooptação do ascendente economista Paulo Guedes ou do juiz Sergio Moro, que deve aceitar o convite para compor o novo governo, mas também pela escolha surpreendente do tenente-coronel reformado Marcos Pontes, mais conhecido por ser o pr ...

Com mercado consumidor interno desaquecido, exportar passa a ser uma necessidade (Foto: Beto Barata/PR/Fotos Públicas)

Opinião

É verdade que maltratam a economia brasileira. Não são poucos os exemplos ao longo da nossa história de medidas erradas que interromperam ciclos virtuosos ou deixaram o País despreparado para tormentas, muitas anunciadas. Isso faz com que o Brasil esteja sempre entre uma crise e outra. A atual ainda está longe de terminar, mas há sinais positivos no horizonte, como a tímida recuperação do emprego. Conforme o último levantamento do IBGE, 12,7% da População Economicamente Ativa (ou 13,2 milhões de brasileiros) está à procura de trabalho. O número ainda é gigante, afinal quando começou a escalada do desemprego, em 2014, apenas 6,8% estavam desocupados. Ainda assim, agora há 600 mil a menos do que o observado em igual período do ano passado. E um dos fatores que tem garantido este sinal positivo são as exportações. Quando faltaram emprego e renda para o brasileiro consumir, muitas empresas olharam para o exterior e, com isso, farão de 2018 o quarto mais positivo no que diz respeito a venda para fora e o segundo em superávit comercial. Em época de guerras comerciais e de acirramento das políticas protecionistas, o Brasil se valeu da assinatura de tratados comerciais. O Acordo de Livre Comércio do Mercosul com o Egito entrou em vigor em 2017, e favoreceu as exportações de carne bovina, açúcar, milho e minério de ferro para aquele país. Já o pacto entre Mercosul e Colômbia determinou a eliminação total das tarifas de importações de 97% dos itens da pauta comercial a partir deste ano, beneficiando os setores automotivo, têxtil e siderúrgico. São bons exemplos que indicam que caminho seguir. Como não é segredo, a saída não está em se fechar ou na adoção de políticas econômicas extremamente protecionistas. Além das nossas fronteiras existe um mar de oportunidades e parceiros interessados em negociar. Mas, paradoxalmente, o Brasil continua sendo um dos países mais fechados do mundo, atrás até mesmo, segundo dados da OMC, de Cuba, que sofre um embargo norte-americano. Assim, é preciso achar a medida ideal do grau de abertura de nossa economia. Certamente, este será um ponto essencial para o próximo presidente. O que não é correto seria cerrar as portas do comércio para o mundo, ou parte dele, com base em alinhamento político. Afinal, dinheiro não tem ideologia, venha ele dos EUA, da China ou da Venezuela.

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

No último domingo, apesar de boa parte da mídia ignorar, por questões de interesse, milhões de pessoas foram às ruas, por vontade própria, num admirável gesto de democracia, apoiar o candidato que, de forma extremamente inovadora, com praticamente custo zero perto do que se gastam com campanhas políticas, lidera as pesquisas. Ao que parece, o povo se desprendeu das garras do quarto poder e democraticamente exige mudança. Se esta será boa ou não, o tempo vai dizer, mas uma coisa é fato: a alternância de poder é saudável em qualquer democracia e por aqui já se passou da hora de mudar. A dita esquerda no Brasil tentou a todo custo um projeto criminoso de poder que, graças à Operação Lava Jato, resultou na prisão de diversos políticos poderosos e apresentou ao Brasil os bastidores sujos e asquerosos da política que desviou trilhões da educação, segurança, saúde, etc... A todo custo tentam ainda agarrar-se ao poder com mentiras, ataques e o velho jogo sujo da política sifilítica. Culpar o aplicativo de mensagem WhatsApp pelas atrocidades que o próprio partido cometeu é tão estúpido e absurdo quanto tentar comparar Bolsonaro com Trump. O norte-americano venceu apenas no colégio eleitoral, mas Bolsonaro pode vir a vencer na maioria absoluta de votos, o que numa democracia é literalmente a voz e o desejo do povo. Se você não enxerga isto, precisa urgente sair da bolha, e se não respeita, está muito próximo do palavrão que costuma xingar os colegas que discordam de você. Trump é bilionário e teve total apoio da máquina do Partido Republicano na campanha. Bolsonaro está em um partido anão e possuía oito segundos na TV. Trump tem as nuances e vícios de todo gênio comunicador, pois por anos liderou a audiência na TV americana. Bolsonaro é um sujeito simples com discurso coloquial, por vezes até rasteiro, mas que vai ao encontro das massas, sem esforço para tal.Goste você ou não, é um fenômeno popular maior ainda até do que Lula, que diferentemente do “capitão” foi programado e produzido por esquemas publicitários, a custo de ouro do dinheiro público, para transformá-lo num “mito”. Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução, como comprovou a manifestação gigantesca no domingo. Isto chama-se democracia, senhores. Aprendam com isto e deixem o País seguir. Bolsonaro foi o primeiro brasileiro, em campanha, a sofrer um atentado político; o primeiro a não fazer os velhos acordos; o primeiro a ter um nome (até aqui) limpo, algo que nem sonharíamos existir na política; e pode vir a ser o primeiro presidente a vencer uma eleição com o menor investimento já feito em campanha, comprovando que o tal fundo partidário é desnecessário e deveria ser direcionado para o que importa à população. O sujeito com uma caneta Bic nas mãos, um relógio Cassio e roupas simples, sozinho, sem verba, peitou a maior emissora do País, desafiou a imprensa e toda turma arrogante que se diz intelectual sem nunca ter produzido nada que valha o adjetivo. Amigos, se isto não é, no mínimo, uma expressiva revolução política e total quebra de paradigmas do status quo, você realmente precisa sair do jardim da infância e viver no mundo real.

Estado laico não é sinônimo de Estado ateu. É aquele que respeita todas as crenças, inclusive a do novo presidente (Foto: Reprodução/Twitter)

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No último domingo, encerradas as eleições, o novo presidente veio a público dizer algumas palavras à população. Antes, porém, na companhia de familiares e apoiadores, fez uma oração em rede nacional. Tal conduta, entretanto, já gerou críticas por parte de muitos, em especial de jornalistas de uma grande emissora de televisão. Disseram que “aquilo” gerava preocupação e que o Estado tem de ser laico, não se misturando com religião. Pois bem, em primeiro lugar, acho curiosa essa indignação seletiva. Quando o outro lado foi à igreja e comungou, não houve a mesma grita da imprensa. Da mesma forma, quando um ex-presidente foi preso, também não se falou muito na mistura de uma missa com um palanque. Entretanto, isso não é o mais importante. O essencial é esclarecer alguns formadores de opinião que Estado laico não é sinônimo de Estado ateu. O que o artigo 19, inciso I, da Constituição Federal de 1988 proíbe é apenas a relação de dependência ou de aliança entre o Governo e as igrejas. O que é vedado é a instituição de uma religião oficial, a destinação de recursos públicos para uma denominação qualquer e também a perseguição estatal a uma determinada fé. Em outras palavras, Estado laico não é aquele que veda a religião ou a menção do nome de Deus, de santos ou de outras entidades consideradas divinas. Isso estaria mais para um Estado comunista, onde a religião é considerada o ópio do povo. Estado laico é, simplesmente, aquele que permite todas as crenças, sem privilégios ou perseguições a esta ou aquela. Tanto isso é verdade que o próprio STF, em duas decisões recentes, considerou constitucional não só o proselitismo religioso nas rádios comunitárias de concessão do poder público, como também o ensino de tal natureza nas escolas mantidas pelo Estado. Mas, a depender dos tais jornalistas desta emissora, talvez devêssemos demolir a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, modificar o nome dos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo, ou até mesmo suprimir a menção ao nome de Deus do preâmbulo de nossa Constituição Federal. Haja paciência, né? Ao invés de instruírem as pessoas, estão, na realidade, a desinformá-las. Autodenominam-se defensores da democracia, mas negam até mesmo a liberdade de crença ao novo chefe da República. Simplesmente, ridículo! Rodrigo Merli Antunes é Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal

Receber um “não” pode nos trazer o impulso para melhorar nossas metas e sermos mais determinados

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Quando nos deparamos com a palavra “não” em nosso caminho, seja na vida pessoal ou campo profissional, temos duas alternativas possíveis: encarar a situação como uma sentença ou como um desafio a ser conquistado. Particularmente, sempre encaro como um desafio. Um dos melhores exemplos que posso passar é como algumas crianças lidam com a questão. Diante de uma negativa, algumas choram, ficam tristes e se dão por vencidas, entretanto, outras utilizam o não como uma alavanca para a busca do sim. Ficam mais determinadas, partem para outros artifícios e chegam a mudar completamente a abordagem para a conquista do tão esperado sim.Quando trazemos essa realidade para a área profissional, temos que aprender a lidar com o não como um estimulante para alcançar nossos objetivos nas negociações. Para uma pessoa que trabalha como vendedor, por exemplo, é uma excelente oportunidade de desenvolver técnicas para conquistar um cliente, já que ele é um dos profissionais que mais escuta a palavra não ao longo de toda a carreira. O não nos possibilita avaliar a situação de uma forma mais ampla, especuladora e nos força a encontrar um caminho diferenciado para que possamos chegar ao sim do triunfo. É preciso ter em mente que o diferencial entre uma vitória e uma derrota é como vamos lidar com os “nãos” que recebemos, para tentar encontrar uma saída cada vez mais assertiva no mundo dos negócios. Todas as vezes que encontramos um desafio é fundamental lembrar que o não é um convite, é a premissa da busca pelo sim. O sim pelo sim, de forma gratuita, não precisa de você, ele é autossuficiente. Por isso, a determinação, a inconformidade com o não é fundamental para nos manter vivos.  O não pode ser encarado como uma sentença ou como um desafio. A minha sugestão é que você o encare como um desafio. Mário Rodrigues é Diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas)

Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Confesso que essa batalha do #elenão e #elesim algumas vezes me deixa confuso. Afinal, quem é o seu “ele não”? Ou o “ele sim”? Parece que as pessoas têm medo de falar esse nome que supostamente não pode ser dito. Vejo um enorme questionamento sobre machismo. Geralmente, quem fala isso é uma mulher. Vi, inclusive, a vice do Haddad criticando o machismo e em uma certa frase ela usou a palavra feminismo três vezes. Eu fico confuso: o machismo é proibido, errado, questionado, uma coisa que deve ser totalmente excluída da sociedade, mas o feminismo radical pode? Sempre fui a favor dos direitos iguais. Há dez anos, quando ganhei a guarda definitiva do meu filho, defendia essa postura sem hipocrisia. Eu acho que não existe nenhuma diferença entre homem e mulher. Se fosse há 2 mil anos, quando tudo era à base da força física, faria sim diferença em uma caça, batalha, onde era necessário usar espada, ou armadura pesada para defender uma civilização. Mas hoje, você precisa de uma espada para decidir alguma coisa? Não, uma caneta decide. As mulheres são atuantes nas universidades e ocupam altos cargos. Sei que ainda existe diferenciação, fruto de uma cultura absurda, subdesenvolvida. Afinal, a mulher é tão capaz quanto o homem, e o contrário também, e ambos podem sozinhos gerir uma família, assim como aconteceu comigo. Eu administro as tarefas de ser pai, empresário, profissional e empreendedor. Fiquei com nosso filho porque chegamos a um acordo, o que não significa que eu, naquela situação, era melhor ou pior do que a mãe dele. Quem questiona o machismo, assim como quem questiona o feminismo ou a homossexualidade é tão preconceituoso ou mais do que aquele que está só externando a sua possibilidade ou vontade política. Essa campanha #elesim e #elenão, vou fazer isso ou vou fazer aquilo, é desgastante. Meu filho tem 12 anos e eu o criei sem a ajuda de ninguém, absolutamente sozinho, nem minha família tão pouco a da mãe dele. Sempre eu e ele a vida inteirinha. Basta a gente querer, e deixar o preconceito de lado. Daniel Toledo é Advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami

Venezuelanos chegaram em peso em Roraima (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Opinião

Os números variam. Fala-se de 3 mil a 10 mil imigrantes em marcha rumo aos Estados Unidos em busca de asilo, fugindo da violência e da pobreza características de seus países. A maior parte da caravana é formada por hondurenhos, mas também tem cidadãos de El Salvador, Guatemala e Nicarágua. Quem não está gostando nada desta tentativa de êxodo é o presidente norte-americano, Donald Trump, que já ameaçou reduzir a ajuda humanitária que oferece a estas nações e enviar tropas para a fronteira com o México para conter o avanço destes “rejeitados”. É apenas mais um capítulo da crise imigratória, que tem repercussão em quase todo o planeta. Do Brasil, com a população de venezuelanos, à difícil posição da União Europeia, que, entre 2015 e 2016, recebeu mais de um milhão de refugiados e imigrantes, que fugiam da guerra na Síria e em outros países. Para os Estados Unidos, isso não é novidade. Em maio, por exemplo, outra caravana com 1,2 mil pessoas cruzou o território mexicano e 200 delas conseguiram, de fato, chegar à fronteira norte-americana. No entanto, é uma questão de difícil solução, pois, mesmo o endurecimento das leis não tem servido de limite a pessoas que não têm muito a perder. O caso de Honduras representa bem esta triste realidade. É um dos países mais pobres do continente americano e onde a violência impera. Ali, gangues, como os grupos MS-13 e Barrio 18, dominam as cidades por meio de extorsões e tráfico de drogas, se confrontando quase que diariamente por controle de território. Uma delas é San Pedro Sula, tida como uma das mais violentas do mundo e onde metade dos seus 800 mil habitantes vive em situação de pobreza. O tamanho deste imbróglio é demasiado até mesmo para a maior potência econômica e militar do planeta. Suas leis, suas tropas e suas cercas até agora não impediram que 600 mil hondurenhos migrassem para lá. Assim, talvez melhor do que esbravejar e ameaçar cortar a ajuda humanitária, a rica nação do Norte deveria mesmo é contribuir mais para reduzir este fluxo, financiando a criação de empregos nestas zonas de fluxo migratório. Afinal, estas pessoas não estão na estrada a turismo, mas em busca de trabalho e de condições de vida mais dignas.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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