16
Sex, Nov

Entrega de produtos comprados de sites internacionais pode sofrer com furtos e extravios indesejados (Foto: Divulgação)

Tecnologia

Preço baixo e variedade são algumas das principais vantagens que fazem um consumidor brasileiro tentar importar um produto da China por meio da internet. Mas nem tudo é tão fácil, e o barato pode acabar saindo caro, como diz o velho ditado.

Segundo Almir Neves, conselheiro de tecnologia em comércio eletrônico, embora exista uma popularização das importações pela internet, principalmente por sites de venda chineses, é necessário levar em consideração alguns fatores essenciais. “Se você tem urgência em adquirir o produto não tente importar. A mercadoria precisa de no mínimo 45 dias para chegar”, argumentou.

Mas se não há urgência, existem outras questões que o consumidor deve se atentar. Segundo Edu Neves, CEO do Reclame Aqui no Brasil, é preciso verificar se o site é idôneo, cumpre com o que é prometido e se possui reclamações. “Além da demora na entrega, o produto pode ser roubado ou extraviado, e muitas vezes o lojista tem a informação de que ele chegou no Brasil, o que torna difícil uma devolução de valores. É essencial pesquisar sobre o site antes de comprar”, explicou.

Segundo Neves, muitas lojas on-line trabalham com estoque de terceiros, o que dificulta ainda mais o comércio. Outro problema é a logística reversa. “Esta logística praticamente não existe no Brasil. Se o produto chega com a cor errada ou quebrado, por exemplo, o processo de troca pode ser muito devagar e custoso”, ressaltou.

Taxas podem tornar produto mais caro

O varejista Renan Dias começou a importar produtos para o uso pessoal e até mesmo para alguns colegas, mas desistiu depois de algumas complicações. “Eu tive mais de R$ 1,6 mil em mercadorias barradas. Na hora que fui ver as taxas que tinha de pagar para retirá-las desisti”, explicou.

Ambos os especialistas ressaltaram ainda que é preciso levar todas as taxas em consideração. O site da Amazon, por exemplo, já cobra todas as taxas do cliente na hora da compra, garantindo a entrega do produto, mas em outros casos que não trabalham com a mesma política empresarial a mercadoria pode ficar presa até que o consumidor pague os impostos e as multas necessárias.

Testes de qualidade são essenciais, diz especialista

Presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, Rodrigo Bandeira Santos acrescentou que além deste tipo de problema, a diferença entre um produto importado e outro que seja vendido no Brasil está também na manutenção e no fato de que o produto vendido aqui passou por testes que se comprometam a cumprir normas de segurança e qualidade. “Pode parecer uma questão simples, mas um produto sem qualificação pode causar uma alergia, no caso de roupas, até um incêndio, quando se trata de equipamentos eletrônicos”, afirmou.

Para Bandeira, outro agravante é que as importações não favorecem o mercado nacional. “Quando você compra fora, você está aquecendo a economia de outro país”, concluiu.

 

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Maria Fernanda e Nicoly França conseguiram, até agora, quase dez mil seguidores falando de moda barata (Foto: Divulgação)

Economia

Se vestir bem e estar na moda não precisa ser sinônimo de gastar muito dinheiro. Pelo menos para a consultora de estilo Maria Fernanda Teixeira, de 25 anos, que é conhecida como "louca das roupas usadas", pois monta looks inspirados em modelos de tendência mundial com até R$ 15. Com esta fama, ela já conseguiu mais de dez mil seguidores em seu perfil pessoal do Instagram.

A conta @desavesso, alimentada por Maria Fernanda e pela colega jornalista, youtuber e consultora de moda Nicoly França, 25, rompe com o conceito da existência de apenas um estilo padronizado, que deve ser reproduzido por todos. Para elas, a melhor moda é se vestir de acordo com a própria personalidade. 

"O importante para se vestir bem é ter conhecimento do próprio estilo. Isso quer dizer: saber o que fica bem em você e o que combina com o seu modo de ser. Além disto, ter bastante referência de roupas que dão certo pra outras pessoas e que você gosta. Nós adoramos copiar looks de pessoas que gostamos na internet, TV ou até mesmo na rua. Isto é fundamental", disse Maria Fernanda.

Roupas longas, "sapatinho", bota, vestido florido e roupa xadrez são opções de vestuário (Foto: Divulgação)

O ideal é se sentir bem com o look que está usando. Existem milhares de roupas à venda em bazares pela cidade de São Paulo, com peças de R$ 5 e R$ 10, em excelente estado. Não é necessário fazer um banho de loja e estourar o seu limite do cartão de crédito.

Além disto, vale uma reflexão: Será que as roupas que estão no guarda-roupa não podem ser reaproveitadas, repassadas para um bazar ou até mesmo doadas aos mais carentes?

"É sempre bom verificar se você ficou mais de duas estações sem usar a roupa. Se sim, é porque ela precisa sair do seu guarda-roupa. Mas é legal também fazer uma avaliação simples mesmo do tipo: 'Esta peça me serve? Eu não uso porque está estragada? Qual é o tipo de roupa que eu tenho que combina com ela? E, principalmente, ela me representa? Eu me sinto feliz quando estou com ela?' Se não, é hora de doar ou vender", falou a youtuber.

As peças mais velhas podem surpreender se combinadas com outras, formando um novo look. Para isto, vale visitar um bazar ou ficar de olho em alguma peça usada, de alguém próximo, que possa ser aproveitada. Confira o vídeo, elaborado pelas meninas, que dá dicas de como se vestir no outono-inverno.

"Usamos esta tática para escolher as peças que vamos comprar e para montar looks com roupas que já temos em casa. Assim, fica muito mais fácil", completou Maria Fernanda

O Canal desavesso foi ao bazar e mostrou como se vestir com personalidade

Ambiente virtual traz boas oportunidades de negócios, mas é preciso evitar golpes de sites (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Economia

Realizar compras pela internet tem vantagens mas também possui contratempos. O preço é mais barato e há possibilidade de encontrar maior variedade sem precisar sair de casa.

Por outro lado, existem alguns problemas, como prazo para entrega e o risco de ser alvo de golpistas. Para evitar problemas, especialistas dão dicas sobre cuidados essenciais para não ser lesado na hora da compra virtual.

Segundo o advogado Igor Marchetti, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a recomendação é pesquisar a idoneidade da loja on-line, conferindo se o site oferece informações como CNPJ, endereço físico, telefone e canais de contato direto. 

Ricardo de Paola, diretor-chefe de tecnologia da Infracommerce, empresa especializada em negócios digitais, citou outro detalhe que pode ajudar o consumidor. “Um passo simples é observar, ao acessar a loja on-line, se antes do www tem o protocolo https. Esse “s” significa que o ambiente possui certificado de segurança e atesta que os dados do cliente são protegidos por criptografia. Isso evita que informações  do cliente sejam roubadas”, explicou.  

Para evitar que a compra se torne um pesadelo também é preciso desconfiar de promoções. “Leia as especificações do produto, inclusive se há manuais a respeito. Anote o prazo prometido e cobre a emissão da nota fiscal”, ressaltou o advogado do Idec. 

Segundo Ricardo, sites como o ReclameAqui podem ajudar nesta investigação, mas, de acordo com recomendações do próprio canal de pesquisa, o consumidor deve se atentar não só ao número de reclamações recebidas, mas também como elas são atendidas. Outra dica essencial ao consumidor virtual é checar se o site sugerido para compra de um produto é real ou apenas uma cópia. Se detectar alguma fraude, o comprador pode procurar o Procon ou a Delegacia de Defesa do Consumidor. 

E-Commerce no Brasil: uma fraude a cada cinco segundos

Pode parecer absurdo, mas é verdade. O comércio eletrônico brasileiro sofre uma fraude a cada cinco segundos, fato ruim tanto para os lojistas, quanto para o cliente que busca um preço mais justo ou mais comodidade na hora da compra on-line. Neste caso, foram levadas em consideração apenas as fraudes aplicadas em tentativas de compras com cartões clonados.

“A maioria destas transações ilegítimas é barrada pelos sistemas antifraudes ou pelos lojistas antes mesmo da aprovação do pagamento na hora da compra, e os produtos sequer são enviados ao fraudador. Um e-commerce saudável não pode ter uma taxa de fraudes superior a 1% do faturamento, sob risco de advertências, multas e até mesmo descredenciamento junto às operadoras e bandeiras de cartão de crédito”, explicou Tom Canabarro, cofundador da Konduto.

O levantamento “Raio-X da Fraude no E-commerce Brasileiro”, foi feito pela Konduto, empresa de atuação no desenvolvimento de sistemas antifraudes, levou em consideração uma amostragem de mais de 40 milhões de transações realizadas entre 1o de janeiro e 31 de dezembro de 2017. 

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, foram movimentados 203 milhões de pedidos via comércio eletrônico em 2017. Se 3,03% delas são de origem fraudulenta, mais de 6 milhões de transações foram feitas por estelionatários utilizando cartões clonados durante os 365 dias do ano, ou seja, uma tentativa de crime é cometida a cada cinco segundos.       

Obra estava embargada desde fevereiro (Foto: Reprodução/Google Maps)

Cidade

O consórcio Circuito de Compras está liberado para iniciar a construção de um shopping popular no local onde era realizada a Feirinha da Madrugada, no Brás, na região central da Capital. A obra estava embargada desde fevereiro deste ano pelo Tribunal de Contas da União (TCU), quando a Cooperativa de Trabalho de Microempreendedores e Exportadores do Estado de São Paulo conseguiu medida cautelar por possíveis irregularidades no local.

O terreno era da União e foi cedido ao município em 2012, para que fosse implantado projeto de fomento ao comércio e desenvolvimento econômico e social de polos comerciais da região. A cooperativa acusou o município de impedir o trabalho dos comerciantes durante as obras e superfaturar o custo de aluguel no local.

No ano passado, a licitação também foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal, que sugeriu a continuidade do contrato, desde que asseguradas contrapartidas, como a implantação de um terminal de ônibus, estacionamento e geração de, pelo menos, 20 mil empregos diretos com o shopping.

Também em 2017, os comerciantes contrataram uma empresa de estudos ambientais, que constatou componentes de metais pesados, como chumbo, no local. O consórcio apresentou plano de intervenção para a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A concessão, assinada em 2015, é válida pelos próximos 35 anos.

Compensação de R$ 5 milhões por ano

O Consórcio Circuito de Compras São Paulo S.A. é formado pelas empresas Mais Invest Empreendimentos e Incorporações S/A, RFM Participações Ltda. e Talismã Fundo de Investimento em Participações. O valor do contrato é de R$ 1,5 bilhão. Os investimentos devem girar em torno de R$ 500 milhões por parte do consórcio. De acordo com os documentos, a compensação a ser paga é de R$ 5 milhões por ano.        

Procon de São Paulo atua para garantir aplicação do Código do Consumidor (Foto: Divulgação)

Nacional

Pense na seguinte situação: na hora de concluir a compra, o vendedor faz algumas contas na calculadora e diz: “infelizmente, o preço não é este da etiqueta”. Ao invés de pagar R$ 100, por um tênis em promoção, você teria que desembolsar R$ 150, de repente. Para coibir esse e outros tipos de abusos existe o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A lei foi sancionada em 1990, passou por algumas alterações, mas continua valendo atualmente. De acordo com Alessandro Segalla, especialista em defesa do consumidor da São Judas, o documento é muito importante. “O cliente é sempre o elo mais fraco da cadeia. Se o código não existisse, as nossas necessidades não seriam levadas em conta”, explicou.

Apesar de sua relevância, o documento ainda é pouco conhecido pelo público, segundo Ageu Camargo, professor da Univeritas. “Todos os estabelecimentos comerciais devem ter o CDC exposto, mas o pessoal ainda é acanhado em pegá-lo, lê-lo e fazer valer o direito”, disse. “Há uma barreira, porque ele sempre acha que não será respeitado”, afirmou.

O coordenador dos cursos de tecnologia na área de negócios da FMU, Arnaldo Vhieira, esclareceu que o direito mais importante é o à informação. “Sem isso, o consumidor não saberia o peso, quantidade, maneira como vai utilizar, possíveis riscos à saúde, entre outros”, falou. “A livre escolha também é essencial. Ninguém pode nos empurrar um produto que não queremos”, concluiu.

Confira alguns direitos presentes no código

O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à restituição em dobro do valor pago a mais, confome o artigo 42. É útil, principalmente em supermercados, onde os preços no caixa nem sempre estão de acordo com a etiqueta;

O artigo 49 assegura o direito à devolução do produto ou serviço no prazo de até sete dias, sempre que a compra for efetuada fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone e internet. Assim protege o consumidor de ofertas enganosas;

O inciso III do artigo 6 exige informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços (quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preços);

Já o inciso IV do mesmo artigo 6 protege contra publicidade enganosa e métodos comerciais coercitivos ou desleais.

Varejo no Centro atrai clientes que buscam preços menores (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

A Prefeitura formou um grupo de trabalho, com membros de diversas Secretarias, para tratar da criação de um circuito de compras na região central, conforme publicado no Diário Oficial de quinta-feira, 5.

A medida deve potencializar as atividades econômicas da cidade e tem como alvos os bairros Brás, Pari, Liberdade, Bom Retiro e os subdistritos da Rua 25 de Março e da Santa Ifigênia.

Entre os objetivos principais desta iniciativa estão a identificação de locais para a instalação de estruturas de apoio aos consumidores e de áreas de estacionamento de veículos fretados, para embarque e desembarque de passageiros, e para carga e descarga de mercadorias.

A proposta deve englobar medidas de segurança pública e buscar integração com a rede hoteleira da cidade.  Um relatório deve ser apresentado em 90 dias.

Iniciativa privada também deve participar

A publicação feita pelo governo prevê a participação de associações e entidades empresariais. Para Nelson Kheirallah, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, a iniciativa é positiva. “O que eu acho é que a gente precisa criar um mapa para que as pessoas que venham de fora de São Paulo saibam que naqueles determinados pontos existe um comércio mais popular. Isto facilita a visita destas pessoas”, disse.

Um ponto que merece atenção, segundo o vice-presidente, são as vendas irregulares sem notas fiscais. “Não vai adiantar tratar como se não fosse um problema da Prefeitura porque a arrecadação de ICMS é do Estado. Vai ter que ter um jeito de administrar isso”, ressaltou.

Brasileiro precisa ter cautela para fazer compras (Foto: Lucas Dantas)

Opinião

Que a situação política e econômica do Brasil se tornou problemática desde 2015, após a reeleição de Dilma Rousseff (PT) não é novidade. De lá para cá, houve o impeachment da petista, prisão de vários políticos por corrupção, alta no desemprego, perda do poder aquisitivo e um grande clima de pessimismo e desesperança.

Contudo, neste Dia do Consumidor, 15 de março, há fatos para se refletir e que são positivos. O consumo das famílias aumentou 1% em 2017, após dois anos de queda, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso é relevante para a recuperação econômica do País, já que 60% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional se refere exatamente ao dispêndio das famílias.

Os números do IBGE coincidem com os da consultoria Kantar Worldpanel, que mostrou, nesta semana, que os produtos mais caros voltaram a ser adquiridos pelos brasileiros no ano passado. Para efeito de comparação, elevou-se a comercialização da manteiga, que retornou à mesa de mais de 2 milhões de residências. O mesmo aconteceu com itens mais “elitizados”, como requeijão, batata congelada e pão industrializado, que também estão em alta.

Se o consumo aumenta, é importante que o consumidor esteja atento para não ser ludibriado e, ao mesmo tempo, não correr o risco de contrair prejuízos, após dois anos de recessão no País. Vale lembrar que, durante a crise, boa parte dos brasileiros passou a substituir suas preferências por opções mais baratas, para poder fechar as contas no final do mês ou não se endividar. Este é um momento em que se deve ter atenção.

O consumo precisa ser consciente, afinal, ninguém sabe como ficará o País depois das eleições de 2018. Os consumidores são fundamentais para a economia voltar a crescer. Contudo, não devem repetir os erros dos inconsequentes que afundaram o Brasil. Controlar os gastos, com responsabilidade, dará mais tranquilidade para as famílias. Assim, vamos todos ajudar a reconstruir a Nação.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

or
or