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Seg, Out

Piscina de bolinhas também é uma alternativa para tirar as crianças das "telas" (Foto: Arquivo pessoal)

Tecnologia

O acesso à internet já é possível para 116 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados pelo IBGE em fevereiro deste ano. Com 64, 7% da população online, as crianças entram no “mundo tecnológico” cada vez mais cedo.

Professora de Ensino Fundamental I na rede pública estadual de São Paulo, Sheila Pio Fávero afirmou que muitos de seus alunos, com 8 e 9 anos de idade, já possuem celulares com conexão à internet.

“Procuro mostrar a eles brincadeiras tradicionais, como amarelinha, jogo da velha, pega-pega, esconde-esconde, rouba bandeira, telefone sem fio, passa-anel e cantigas de roda. Um dia destes fiquei assustada porque alguns deles não conheciam a música Ciranda, cirandinha”, afirmou a professora, que já vê seu esforço dar alguns resultados. “Os alunos curtem quando falo destas brincadeiras mais antigas. Eles interagem bem. Brincam”, avaliou.

Para a pedagoga Gabrielle Garcia, a tecnologia é uma boa aliada no processo do desenvolvimento infantil, desde que não haja exageros. “As crianças acabam se socializando menos. Para evitar isto, proponho formação de rodas em que elas possam interagir umas com as outras. Desta forma, os alunos também lidam melhor com seus conflitos internos”, pontou.

Gabrielle também destacou a importância de um ambiente propício para a interação entre as crianças. “Na escola onde leciono, na hora do intervalo, os alunos compartilham brinquedos e usam o pátio para brincadeiras que exigem mais espaço. Tudo isto permite uma maior socialização”, completou.

Pais também se preocupam em casa

O funcionário público André Assao Hijo, pai de Mariana Miki Hijo, de 1 ano e 3 meses, afirmou que evita usar o celular perto de sua filha. “Não adianta eu falar para ela que é errado ficar grudado no aparelho e não largá-lo. Tenho que dar o exemplo. Sempre que pegava o celular, ela queria ver o que estava fazendo. Agora, no tempo em que ficamos juntos, tento interagir por meio de suas brincadeiras. Brincamos de bola também”, disse.

Já a financeira Luana Oliveira limita o tempo que sua filha Heloísa, de 5 anos, fica com o celular. “De 30 minutos a uma hora para desenhos e novelas infantis, como Carrossel e Chiquititas. Para aplicativos educacionais, deixamos mais de uma hora. Além disto, mostramos brincadeiras tradicionais. Brincamos de casinha, pega-pega, esconde-esconde, futebol, entre outras coisas”, salientou. 

 

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