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Índices de vacinação apresentam queda entre as crianças paulistas nos últimos anos (Foto: Marcelo Camargo/ABR)

Saúde

A vacinação infantil no Brasil sempre foi vista como algo importante para garantir a saúde das crianças. No entanto, de uns tempos para cá, o assunto foi perdendo relevância, resultando na pior taxa de adesão dos últimos 16 anos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Parte desta queda se deve ao próprio sucesso do programa de imunizações. Isto porque muitas doenças, antes comuns no passado, foram erradicadas ou tiveram uma diminuição significativa no número de casos, dando a impressão de que patologias como sarampo, coqueluche, meningite e poliomielite não são tão perigosas ou transmissíveis quanto de fato são. 

Somada a esta falsa sensação de segurança, as notícias falsas – popularmente chamadas de fake news – têm ajudado a diminuir a aceitação da vacinação, por conta da propagação de informações inadequadas e desencontradas, sem nenhum tipo de comprovação ou embasamento científico. “As pessoas não veem a doença hoje e acham que ela não existe mais. O fato de estas moléstias não estarem em evidência é exatamente porque no passado houve vacinação.

É necessário se vacinar e não acreditar em mentiras publicadas na Internet”, diz Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur. A especialista ressalta que a vacinação é fundamental, pois os bebês, quando nascem e são expostos ao ambiente, ficam suscetíveis a várias doenças. “A criança que é vacinada corretamente protege não só a si mesma, mas também a outras crianças que ainda não têm idade de se vacinar. Afinal, ela não vai contrair a doença da qual está imune e nem vai transmitir o vírus/bactéria a outros. Por isso, quanto mais pessoas vacinadas, melhor”, declara.

Cláudio Barsanti, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e responsável médico pela UTI pediátrica do Hospital Santa Marcelina, explica que, em alguns casos, a vacina ultrapassa em 95% a possibilidade de proteção. No que se refere a possíveis reações, o especialista afirma que podem existir algumas complicações relacionadas a determinadas vacinas, mas são mínimas. “Existem contraindicações em relação a alguns tipos de vacina, como não dar vacina de vírus vivo em pacientes com baixa imunidade ou com determinados tipos de alergia. Por isso é importante questionar e ver quais as indicações e medidas que devem ser tomadas para minimizar tais desconfortos”.

As principais mentiras 

Vacinação e autismo: desde 1998, após a divulgação, em Londres (Inglaterra), de uma pesquisa realizada pelo médico Andrew Wakefield, publicada na revista Lancelot, o mundo passou a ver o ato de se vacinar de outra forma. Na ocasião, o especialista associou o fato de 12 crianças apresentarem problemas como autismo e inflamação intestinal ao vírus do sarampo, presente na vacina MMR, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola. “Isso trouxe uma repercussão muito negativa contra as vacinas.

Esse trabalho foi banido da literatura médica, mas ainda corre pelas mídias sociais e assusta pais e responsáveis. Vale lembrar que a vacinação previne de doenças que podem levar a sequelas graves”, diz Cláudio Barsanti, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e responsável médico pela UTI pediátrica do Hospital Santa Marcelina. 

Vacina da gripe dá reação: de acordo com o pediatra Cláudio Barsanti, é impossível isso ocorrer, porque a vacina da gripe não é feita com vírus vivo e sim com vírus mortos (inativados). “Muitos deixam para se vacinar em épocas que se têm surtos de gripe e a vacina leva certo tempo para gerar resposta no organismo. Então a pessoa se vacina – e ou ela já está incubando a gripe ou ela se contamina logo em seguida – e atribui à gripe a vacina. Isso acaba levando a um entendimento falso de que a vacina da gripe pode causar a doença, quando na verdade ela não transmite, e sim, protege contra a doença”, analisa. 

Vacinas da rede privada são mais seguras que as da rede pública: a principal diferença entre as vacinas está na formulação de algumas delas. Geralmente, as da rede pública são produzidas com vírus-bactérias inativadas e inteiras e as das clínicas privadas apenas com pequenas porções, reduzindo significativamente a ocorrência de possíveis efeitos adversos após a vacinação.  “Em termos de eficácia, ambas são eficazes e seguras. Porém, as vacinas de células inteiras estão relacionadas um pouco mais a eventos adversos como soropersistência, febre mais alta, irritabilidade. São reações mais comuns nas vacinas de células inteiras do que nas vacinas acelulares, que contêm apenas fragmentos da bactéria”, reflete Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur. 

Vacinas combinadas podem causar doenças: estas vacinas não são capazes de causar doença em quem toma a injeção, já que o imunizante é suficiente apenas para levar o organismo a produzir anticorpos para se proteger. “As vacinas são compostas por substâncias de cada bactéria ou vírus que, quando introduzidas no organismo, geram uma resposta do nosso sistema imunológico, que vai produzir células específicas para aquele vírus ou bactéria, que são os anticorpos. Assim, o organismo já terá defesa pronta para combater a infecção”, afirma Sheila Homsani.

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Campanha vai abranger outros estados, além de São Paulo e Rio de Janeiro (Foto: Cristina Índio do Brasil/ABR)

Saúde

Todo território brasileiro será considerado como área de recomendação para vacina contra febre amarela e a ampliação das áreas de cobertura será feita de forma gradual. A determinação é do Ministério da Saúde e conta com o aval da Organização Mundial da Saúde. São Paulo, Rio e Bahia, que já realizam uma campanha em áreas consideradas prioritárias, deverão manter a iniciativa e estender para toda população. Nesses três Estados, a imunização será feita com doses fracionadas, com um quinto de imunizante que é usado na dose integral. Nos demais Estados, serão usadas doses integrais da vacinal.

"É evidente que o vírus amplia seu espaço a cada ano. Vamos procurar oferecer cobertura a todos os brasileiros", afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. A iniciativa de estender a vacinação para toda população já havia sido anunciada pelo governo do Estado de São Paulo. A expectativa é de que até julho toda população paulista esteja imunizada. A mesma estratégia será adotada em outros Estados.

Para atender o aumento da oferta de vacina fracionada, uma nova compra de seringas especiais será feita, com 15 milhões de unidades. Além disso, um reforço de outros 15 milhões está chegando ao País. Barros, que na próxima semana deixa o cargo para disputar a reeleição para uma vaga na Câmara dos Deputados, não quis falar sobre a situação de febre amarela do País. 

Questionado se, agora que o número de casos da doença já superou o registrado durante todo o ano passado, ele reconhece que o País enfrenta um surto da doença, Barros dirigiu a resposta para seu secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Calvalcante, que também não falou sobre o surto. "O que queremos é evitar que situação se repita nos próximos anos", disse. 

A partir de julho, a vacinação será estendida para o Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. A expectativa é de que, até abril do próximo ano, 1.586 municípios estejam incluídos na área de recomendação da vacina, atingindo todo território nacional. 

A ampliação da recomendação de vacina foi feita depois da entrada em funcionamento de uma nova fábrica de vacina de febre amarela, em Embu, numa parceria entre o Instituto Biomanguinhos e o laboratório Libbs Farmacêutica. "A produção já começou, agora aguardamos a validação dos lotes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária." Questionado sobre qual seria a estratégia caso a produção do imunizante não seja aprovada, o ministro não respondeu.

Criador da rede social admite desafio de combater fake news (Foto: APEC PERU 2016)

Mundo

 O Facebook decidiu encerrar, na quinta-feira passada, 1º, uma experiência chamada Explorer, no qual tentava combater a ampliação das fake news em seis países que apresentavam índices elevados deste tipo falcatrua. A experiência começou em 19 de outubro, no ano passado, em Sri Lanka, Bolívia, Guatemala, Camboja, Sérvia e Eslováquia. 

A experiência consistia em criar duas abas do feed de notícias dos usuários nas quais uma ficava voltada apenas para postagem dos amigos e publicidade, enquanto a outra seria destinada para notícias. A ideia era evitar a propagação de conteúdo falso na internet, algo que tem sido levado em discussão de forma mais séria por conta de informações mentirosas fortemente propagadas por russos durante as eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2016.

A medida desagradou empresas de comunicação, que alegaram que a mudança dificultou que fontes verdadeiras de informação chegassem ao público. Editora do jornal on-line Los Tiempos, Fabíola Chambi afirmou que o fluxo do site caiu até 60%. No Brasil, a Folha de S.Paulo decidiu deixar a rede social.

O diretor Adam Mosseri, responsável pelo feed de notícias da rede social, afirmou que “as pessoas nos disseram que (...) ter dois murais separados realmente não as ajudavam a se conectar mais com familiares e amigos”

Publicações pessoais viram prioridade

No dia 11 de janeiro deste ano, o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou que irá fomentar mais as publicações pessoais e reduzir o fluxo de notícias, vídeos e outros links na linha do tempo de seus usuários. “Isso reforça a tendência do usuário a consumir cada vez mais conteúdo com o qual tem afinidade, favorecendo a criação de bolhas de opiniões e convicções, e a propagação das fake news”, informou a Folha de S.Paulo, em um comunicado aberto, após deixar o Facebook.

Autódromo de Interlagos fica em área de risco (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo recomenda que o público do Festival Lollapalooza, que acontece nos dias 23, 24 e 25 de março, no Autódromo de Interlagos, tome a vacina contra a febre amarela com, no mínimo, dez dias de antecedência.

A recomendação ocorre porque o autódromo fica no bairro Cidade Dutra, um dos 24 distritos que engloba uma área de risco e que faz parte da 2ª fase da campanha.  

Nos próximos dias, a Prefeitura vai permitir que quem apresentar a pulseira ou o comprovante de compra de acesso ao festival, junto ao cartão do SUS e um documento de identificação, tome a vacina. As unidades que oferecem a vacina podem ser consultadas no site da Prefeitura.

Vacina é a única garantia de imunização contra a febre amarela (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Após registrar a morte de macacos por febre amarela na divisa entre as regiões Sul e Oeste da capital paulista, a prefeitura decidiu ampliar, a partir desta quarta, 07, a vacinação contra a doença para os distritos do Itaim-Bibi e Morumbi. 

As mortes dos animais aconteceram no início de fevereiro nos distritos de Santo Amaro e Campo Grande, na Zona Sul, que já estavam incluídos na atual fase da campanha de imunização. Como Itaim e Morumbi estão próximos dos endereços onde os macacos foram encontrados mortos, os locais foram adicionados à campanha.

A ação será realizada em três Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos distritos: Real Parque, Dr. José de Barros Magaldi e Meninópolis. Os interessados deverão procurar as unidades e retirar uma senha.

A Secretaria Municipal de Saúde também ampliou a imunização para o distrito de Vila Matilde, na Zona Leste, pela proximidade com o Parque do Carmo, onde também houve mortes de macacos. Pelo menos 125 animais já tiveram o diagnóstico confirmado da doença na Capital desde outubro do ano passado.

93 pessoas morreram por conta da febre, segundo Secretária da Saúde (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Responsável pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, o médico David Uip afirmou que a pasta pretende estender a campanha de vacinação contra a febre amarela para além de sexta-feira,02, prazo atualmente vigente, mas não informou uma nova data para o fim da ação.

Dados oficiais mostram que pouco mais de 37% do total da meta de imunização foi atingido. No fim de janeiro, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que os 9,2 milhões de paulistas seriam vacinados ainda no primeiro semestre. “Precisamos convencer as pessoas para que atendam nosso chamado e venham se vacinar”, disse Uip.

Conforme o Metrô News mostrou na semana passada, a procura pela vacina caiu vertiginosamente em fevereiro na Capital. Enquanto no primeiro “Dia D”, no início do mês, mais de 144 mil pessoas buscaram se imunizar, o segundo, no dia 17, teve 44 mil paulistanos nas filas. Mais de 95% dessas pessoas receberam as doses fracionadas.


Para Uip, a baixa adesão se deve ao medo e desinformação da população. “É fato que a vacina pode ter efeitos adversos, mas ela é absolutamente segura. Há também muita desinformação”, disse. A Secretaria de Saúde informou que 93 pessoas morreram de febre amarela neste ano em todo o Estado. Já na Capital ocorreram cinco casos e três mortes.

Outros parques permanecem fechados, como o Horto Florestal, na zona norte de SP (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo decidiu fechar, a partir desta quinta-feira, 22, o Parque do Carmo, na zona leste da capital, após confirmar o diagnóstico de febre amarela em um macaco encontrado morto no local. A administração municipal também passou a recomendar que paulistanos deixem de frequentar o Parque Linear Rio Verde, na mesma região. Como não há delimitação física nesse espaço, não há como interditá-lo.

Com a notícia, a Secretaria Municipal da Saúde incluiu o distrito de Aricanduva na campanha de vacinação em curso desde o dia 25 de janeiro. A imunização nos postos de saúde do bairro começará amanhã.

Assim como já ocorre em outros distritos, a vacinação será feita mediante apresentação de senha, entregue em casa aos paulistanos atendidos pelas equipes de Estratégias de Saúde da família (ESF) ou retirada na recepção das unidades para os pacientes que não são atendidos dentro da ESF. A distribuição de senhas nas residências será iniciada na tarde de hoje. A expectativa é de vacinar 89 mil moradores do bairro.

Segundo a secretaria, quatro distritos localizados no entorno do Parque do Carmo (José Bonifácio, Cidade Líder, Iguatemi e São Mateus) já realizavam campanha de vacinação desde o dia 25 de janeiro.

Outros 27 parques municipais já foram fechados por risco de transmissão da doença. As primeiras interdições, na zona norte, ocorreram em outubro do ano passado, quando o Horto Florestal, de administração estadual, confirmou a morte de um macaco pela doença. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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