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Produtos devem estar dentro do prazo de validade e não podem ser usados por outras pessoas (Foto: Divulgação)

Saúde

Eles têm a tarefa de embelezar e ressaltar a beleza das pessoas. No entanto, nem sempre os produtos de maquiagem conseguem cumprir este papel. Isso porque muitas vezes estes cosméticos podem desencadear irritações e alergias, além de manchas, acnes e flacidez em todo o rosto. Geralmente, este tipo de reação ocorre por conta de algum componente alérgeno presente na formulação, determinados conservantes e até mesmo fragrâncias.

No entanto, nem sempre a culpa pela reação é exclusivamente da fórmula. Utilizar produtos fora do prazo de validade, ou compartilhar batons, sombras, máscara de cílios e outros itens com uma ou muitas pessoas (caso das maquiagens de provador) são atitudes que contribuem para a transmissão de doenças, como conjuntivite e herpes.

“Maquiagens de provador não são apropriadas para serem utilizadas porque pode haver contaminação cruzada. Se uma pessoa que estava com conjuntivite usou a máscara de cílios do provador, aquele produto estará contaminado e assim que outra pessoa aplicar poderá desenvolver a conjuntivite. O mesmo pensamento vale para o batom. Se uma pessoa que estava com herpes utilizou o batom, a próxima que o aplicar poderá desenvolver a doença. Isso é muito mais frequente com agentes virais do que com agentes bacterianos”, analisa a dermatologista Tatiana Gabbi, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A dermatologista explica que, além das alergias e da acne cosmética, determinados tipos de maquiagem também podem provocar manchas, dermatites, envelhecimento precoce da pele, flacidez e até mesmo intoxicação, se utilizados por longo prazo, devido à presença de substâncias contaminantes. Por isso, o ideal é verificar no rótulo do produto não só a data de validade, mas também os itens que compõem a formulação e descartar maquiagens de procedência duvidosa. A irritação, geralmente, acontece assim que o produto entra em contato com a pele.

Já a alergia, muitas vezes, pode se desenvolver apenas depois de muito tempo de o produto ter entrado em contato com a derme. “Antes de utilizar qualquer maquiagem, é importante verificar se esta tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), se foi testada dermatologicamente e se não é comedogênica (com propensão a entupir os poros e desenvolver acne cosmética). O uso de substâncias prejudiciais à pele por um tempo demorado pode também levar ao envelhecimento, flacidez e à própria intoxicação do organismo, por estar em contato com alguns metais que não são interessantes à nossa saúde”, comenta Tatiana.

 Alergia à maquiagem nos olhos: como lidar

A dermatite de contato alérgica é a causa mais comum de alergia na pele das pálpebras e atinge de 30% a 77% das mulheres. Como os olhos são um dos pontos preferidos do rosto quando o assunto é maquiagem, é frequente encontrar casos de irritações e alergias. Principalmente porque o local tem a pele mais fina do corpo e determinados itens de maquiagem para a região podem conter metais como alumínio, níquel, cromo, chumbo e cobalto.

No caso do rímel, o risco é da formulação ter uma substância conservante chamada timerosal, um tipo de mercúrio capaz de ocasionar alergias nos olhos e nas pálpebras. “A alergia à maquiagem pode se manifestar tanto em pessoas que apresentam diversos tipos de reações alérgicas quanto naquelas que nunca tiveram histórico do problema. Geralmente, pó, lápis e rímel causam bastante alergia, mas isso vai depender da sensibilidade de cada um”, descreve a oftalmologista Tatiana Nahas, chefe do Serviço de Plástica Ocular da Santa Casa de São Paulo.

Quando o quadro é desencadeado, é comum ocorrer sintomas como coceira, inchaço e vermelhidão. Ao primeiro sinal, a recomendação é retirar toda a maquiagem e fazer compressa com água gelada filtrada. “Não é gelo, nem água boricada ou soro fisiológico. Deve-se usar água mineral geladinha do filtro, embebê-la em uma gaze ou algodão e fazer compressas geladas em cima dos olhos”, aconselha a oftalmologista.

Se os sintomas persistirem, deve-se procurar atendimento médico imediato e entrar em contato com o fabricante para expor o ocorrido. De acordo com Tatiana, muitos tratamentos são feitos com corticoide tópico, por meio da administração de cremes na região afetada. Vale lembrar que, uma vez alérgico, sempre alérgico. Mas, felizmente, para este grupo existe maquiagem específica, que não desencadeia alergia, chamada de hipoalergênica.

Substâncias perigosas nos produtos

Alérgenos mais comuns nas fórmulas de maquiagens: Igarsan DP 300, lanolina, ácido benzoico, ácido oleico, bálsamo de benjoim, cera de carnaúba, eritrosina, resinas naturais, corante vermelho brilhante, anilina, goma arábica, goma tragacanto, cloreto de cobalto, fragrâncias, níquel e cobalto.

Alérgeno sintético: citronela

Alérgenos naturais: lavanda, limão e benjoim

Conservantes: metilisotiazolinona (MIT) e parabenos, que são acusados de serem desreguladores endócrinos. Atrapalham os hormônios naturais e podem iniciar precocemente, por exemplo, a menstruação em meninas.

Alérgenos mais comuns em batons: óleo de mamona, óleo de rícino, eosina, ácido ricinoleico, ácido benzoico, ltol, rubino, BCA (pigmento vermelho), cera microcristalina, oxibenzona, propril galato, produtos alifáticos C, butilidroxitolueno, octilgalato, lanolina, cera de abelha, óleo de castor, cutilidroxianisol, butilidroquinona terciária, corantes, conservantes.

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Pessoas devem se cuidar antes mesmo de ir a um estúdio (Foto: Divulgação/Tattoo Week)

Saúde

Fazer uma tatuagem é um procedimento relativamente simples e cada vez mais corriqueiro. Mas é necessário se atentar a detalhes que vão muito além da escolha do desenho e do estúdio. Tudo para evitar problemas que um trabalho feito de maneira indevida e não planejada pode desencadear, tais como alergias, infecções, micoses e até mesmo hepatites B e C e a transmissão do vírus HIV, causador da Aids.

Os cuidados daqueles que desejam fazer um desenho permanente na pele devem começar muito antes, com o levantamento do histórico pessoal de alergias e se a vacina de hepatite está em dia. “A imunização contra as hepatites B e A são fundamentais. É feita por meio de doses que devem ser tomadas até 15 dias antes da realização da tatuagem, caso a pessoa não esteja ainda imunizada”, diz Eitan Berezin, professor titular de Infectologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e médico do Hospital Emílio Ribas.

Berezin explica que os sintomas da hepatite variam, mas ressalta que a doença pode demorar anos para apresentar sintomas. É o caso, por exemplo, da hepatite B. Infecções por bactérias, fungos e vírus também podem ocorrer. Inchaço, vermelhidão e dor após o procedimento são sinais que merecem atenção.

Com o passar do tempo, nódulos, inchaço, coceira e alterações da coloração também podem indicar que algo não está certo. “As infecções mais superficiais, como as bacterianas, são as mais frequentes e se mostram como crostas amarelas, vermelhidão e dor local. Estas podem se apresentar como coceira”, descreve Cristiano Horta, doutor em Ciências na área de Oncologia, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital Ipiranga e consultor da Clínica Radiológica Yeochua Avritchir.

Com relação à associação entre tatuagem e alergias, Dr. Horta comenta que um dos motivos é a presença de diversos pigmentos utilizados, oriundos de metais, produtos químicos e alimentos. De acordo com o especialista, a cor mais frequente relacionada à reação alérgica é a vermelha, mas o pigmento preto também pode causar alergia.

Este sintoma pode ocorrer após a realização da tatuagem ou algum tempo depois.  “Acalmar” a inflamação é o primeiro desafio. Em alguns casos, a retirada do pigmento é a solução para o problema, sendo então necessária a intervenção cirúrgica”, alerta. Em geral, proteger e manter a área limpa são cuidados elementares.

Capital Paulista tem mais de três mil estúdios

Um ponto importante para evitar problemas futuros com tatuagens é avaliar o profissional, os materiais utilizados e a infraestrutura do estúdio. Existem 150 mil destes locais no País, sendo 35 mil no Estado de São Paulo e 3 mil na capital paulista. Soma-se a esses dados a falta de regulamentação da profissão de tatuador e o crescimento de 20% neste segmento. 

“É necessário ver se o material usado é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), se estão dentro do prazo de validade e onde o tatuador costuma descartar o lixo infectado”, ressalta Esther Gawendo, enfermeira e diretora executiva da Tattoo Week, importante feira do setor.

Segundo Esther, a tatuagem exige dos profissionais submissão a rigorosos protocolos de segurança, para impedir a contaminação e transmissão de doenças, como lavar as mãos, usar luvas e máscaras, manter o ambiente estéril e estocar material biológico em lugar adequado.

Representantes da Tattoo Week solicitaram, junto a Secretaria Municipal de Saúde, a formatação de um curso de Biossegurança para os profissionais da área. Esta iniciativa deve ser lançada em outubro e poderá ser feita on-line via aplicativo. Após a realização desse curso, o profissional fará uma prova e terá acesso ao certificado. Assim, o cliente poderá escolher o estúdio verificando se o tatuador fez o curso de Biossegurança. 

Atenção: chá verde e mel não solucionam acne de graus 3 e 4 (Foto: Reprodução/Twitter)

Saúde

Um tratamento esquisito para acne ganhou destaque no Twitter. Segundo a usuária @hildapazrobles, as espinhas sumiram após o uso de chá verde e mel, parte aplicada nas feridas e outra, bebida. Seria mais uma notícia falsa?

Segundo a dermatologista Larissa Viana, não. A especialista reitera que beber e aplicar chá verde e mel pode, de fato, ajudar no tratamento do problema.

“O mel é um esfoliante e anti-inflamatório natural. Ele desobstrui os poros. O chá verde também tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, que reduzem a vermelhidão, protege a pele e melhora a circulação sanguínea”, explica.

Mas a Dra. Larissa alerta que, no caso de acne de grau 3 e 4, é necessário recorrer a tratamento mais eficaz. “Não seria possível alcançar os resultados das fotos apenas com uma solução caseira. Seria preciso receitar medicamentos via oral, como antibióticos.”

Evento amplia acesso da população a diagnóstico, tratamento e mostra como ter cuidados com a pele (Foto: Divulgação)

Cidade

Com o objetivo de reforçar a importância da visita ao dermatologista para diagnosticar, precocemente, as doenças de pele, assim como ter acesso aos tratamentos e procedimentos adequados, as Faculdades BWS e a Associação Pele Saudável realizam, nos dias 18 e 19 de setembro, a 6ª edição da Virada da Pele Saudável. Serão 36 horas ininterruptas de atendimentos dermatológicos gratuitos, incluindo procedimentos.

A pele é o maior e mais versátil órgão do corpo humano. Com aproximadamente dois metros quadrados de área e contribuindo com mais de 15% do peso corpóreo total, ela é responsável por várias funções, como regular a temperatura corporal, reservar nutrientes, detectar estímulos e impedir a entrada de substâncias no organismo. Apesar de ser comumente associada a questões estéticas, é grande o número de doenças que atinge a pele: são centenas, sendo melasma, psoríase, vitiligo, dermatite, urticária e câncer algumas das mais conhecidas.

De acordo com a Dra. Seomara Passos Catalano, dermatologista e coordenadora do curso de pós-graduação em dermatologia das Faculdades BWS, a Virada da Pele Saudável é uma oportunidade não só de atender a população, mas também de disseminar conhecimento a respeito das doenças de pele. “Em geral, as pessoas só vão ao dermatologista quando há uma queixa específica, como queda de cabelo, acne ou uma pinta incomum. É preciso alertar para o fato de que há diversas outras doenças – genéticas, autoimunes e infecciosas, por exemplo – que apresentam manifestações cutâneas. E quanto antes ocorrer o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento exitoso”, afirma.

É o caso, por exemplo, da psoríase, doença crônica e autoimune que se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas, que aparecem mais frequentemente no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Com intensidades variáveis, a psoríase é, normalmente, tratada com facilidade, mas há casos nos quais as articulações podem ser impactadas, levando à incapacidade física. Outro problema de pele comum é o câncer de pele não melanoma, tipo de câncer mais frequente no Brasil e que corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer. Em ambos os casos, o diagnóstico precoce é fundamental para garantir o tratamento adequado e, consequentemente, o bem-estar do paciente.

Na última edição da Virada da Pele Saudável, centenas de pacientes foram diagnosticados com esses e outros problemas de pele – no total, foram realizadas 4 mil consultas, além de 750 procedimentos dermatológicos apenas nas primeiras 24 horas de evento. “A proposta da Virada é oferecer um atendimento resolutivo, com início, meio e fim. Se um paciente precisa retirar uma lesão na pele, o procedimento pode ser feito imediatamente. No caso de biópsia, ela é realizada em nosso próprio centro cirúrgico, sem qualquer custo. Já quando o procedimento necessita de uma preparação específica, ele é marcado para as semanas subsequentes. O importante é que o paciente saia dali com algo concreto, seja um diagnóstico, um tratamento ou um procedimento agendado”.

Além da prestação de serviço à população, a iniciativa representa uma oportunidade única para os estudantes da instituição, que participam dos atendimentos. “Durante a Virada, os estudantes têm contato com diferentes tipos de casos. Isso é fundamental, pois, independente da especialização que ele venha a seguir, um dermatologista deve estar apto a reconhecer e diagnosticar as mais variadas doenças de pele”, reforça a Dra. Catalano.

A próxima edição da Virada da Pele Saudável tem início no dia 18 de setembro, terça-feira, às 7 horas, no Núcleo de Ensino Superior BWS – Rua São Domingos, 69, Bela Vista. Para ser atendido, basta comparecer ao local com documento de identificação. Mais informações em www.institutobws.com.br

Serviço

6ª Virada da Pele Saudável

Data: 18 e 19 de setembro de 2018

Horário: das 7h da terça-feira (18) às 19h da quarta-feira (19)

Local: BWS Núcleo de Ensino Superior

Endereço: Rua São Domingos, 69 – Bela Vista – São Paulo, SP

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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