Primeiro passo é abandonar hábitos alimentares prejudiciais (Foto: Divulgação)

Saúde

Emagrecer de forma definitiva e manter o corpo dos sonhos é a meta de nove entre dez pessoas que buscam, por meio de dietas, exercícios e tratamentos da moda, chegar ao peso ideal. No entanto, a falta de uma rotina, que inclua reeducação alimentar, atividade física regular e a inserção de hábitos saudáveis, no dia a dia, atrapalham este processo. Tanto que grande parte daqueles que conseguem se submeter a um processo de emagrecimento e chegam ao peso desejado volta a engordar tempos depois. Não é à toa que mais de 50% dos brasileiros – cerca de 103,5 milhões – ainda estão acima do peso.

De acordo com Maria Edna de Melo, doutora em Endocrinologia pela Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), o brasileiro está exposto a uma ingestão calórica maior, ao mesmo tempo em que existe uma propensão ao sedentarismo. “Essa combinação faz a gente ganhar peso, pois comemos mais do que gastamos. A questão dos itens industrializados também conta, pois estes produtos contêm muita gordura e açúcar”, afirma.

Evitar o chamado “efeito sanfona” é o grande objetivo após um processo de emagrecimento. E a mudança de pensamento é a grande chave para garantir que os resultados sejam duradouros. Quem afirma é Gladia Bernardi, coach de emagrecimento e desenvolvedora do método “Emagrecimento Consciente”, baseado em neurociência, programação neurolinguística e coaching. “A única forma de tratar problemas como compulsão alimentar é por meio da mudança de mentalidade. A compulsão por comer deve ser vista como um vício. É preciso mudança de pensamento”, explica.

Nutricionista funcional e ortomolecular, Gladia é autora do livro Código Secreto do Emagrecimento. Ela ressalta que a principal causa do efeito sanfona está ligada a instabilidade emocional. E, com base em estudos e pesquisas, existem 23 sabotadores que contribuem para que as pessoas não percam peso e continuem a engordar. Entre os principais estão saber lidar com as emoções desconfortáveis; encarar a comida como padrão de afeto familiar sabotando, assim, o seu processo de emagrecimento; encarar a comida como maior prazer; e a crença contrária a uma dieta saudável.

“As técnicas de reprogramação da mente estão associadas à ativação das quatro atividades cerebrais: pensamento, sentimento, comportamento e hábito. O desafio é fazer com que estas engrenagens funcionem simultaneamente, pois, somente assim é possível transformar a mente gorda em uma mente magra”, afirma. 

Novos hábitos

Após o término de uma dieta restritiva, é preciso criar uma rotina com a adoção de novos hábitos saudáveis, pois a tendência é de se voltar a comer para compensar o período que foi visto como de privação. Entretanto, qualquer pessoa pode fugir deste problema ao incorporar, no dia a dia, alguns itens essenciais, como:

Mentalidade: a dieta não deve ser vista como castigo ou sacrifício. Importante seguir horários regrados para se alimentar e praticar exercícios físicos.

Atividade física: escolha atividades prazerosas e encare-as como novo estilo de vida. Os novos hábitos não devem ficar restritos a atividade física, pois o prazer pode se tornar uma obrigação e tudo volta a ser como antes.

Dietas de moda: o excesso de restrições, que é uma característica comum desses regimes, é prejudicial por deixar o organismo sem os nutrientes indispensáveis para o bom funcionamento do corpo e da mente. O cérebro deve estar equilibrado para que o processo de emagrecimento seja sustentável em longo prazo.  

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Ao pegar produtos na prateleira do supermercado, consumidor deve verificar as informações contidas na etiqueta (Foto: Tânia Rêgo / ABR/Fotos Públicas)

Saúde

Se o leitor não tem costume de ler a etiqueta de informações nutricionais e a lista de ingredientes dos alimentos que consome, é melhor começar a mudar de hábito. Isto porque toda a embalagem de um alimento industrializado traz informações valiosas, como quantidade de vitaminas, açúcares, sódio (sal), gorduras, corantes, conservantes e outros componentes que mostram quão saudável (ou não) é o alimento em questão.

E estes dados são importantes não só para aqueles que procuram manter uma alimentação saudável, mas também para os que possuem determinados problemas de saúde e, necessariamente, devem seguir uma dieta personalizada para obter melhor qualidade de vida. “A nossa alimentação deve ter como base os produtos mais naturais possíveis. A dica é: desembale menos e descasque mais. Portanto, sempre que houver nos rótulos nomes muito estranhos e um excesso de ingredientes que não se reconhece, é sinal que o produto é altamente processado”, afirma Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da empresa Superbom.

A especialista explica que, na lista de ingredientes, os itens aparecem de acordo com a quantidade. Assim, o primeiro item é o que possui maior quantidade e o último, menor quantidade.  No entanto, em algumas situações, o mesmo ingrediente pode aparecer mais de uma vez, mas com nomes diferentes. É o caso do açúcar e do sódio, que possuem múltiplas designações e são vilões de diabéticos, hipertensos e portadores de doenças cardiovasculares. “O açúcar invertido, por exemplo, é um açúcar de fácil e rápida absorção, muito processado, que causa um pico de insulina muito maior no corpo. É um açúcar que está praticamente digerido”, afirma Cyntia. 

Outro item que está presente em quase todos os alimentos industrializados (sejam salgados ou doces) é o glutamato monossódico, um tipo de sal derivado do ácido glutâmico que tem como função realçar o sabor dos alimentos. Por isso, essa substância aparece em grande quantidade em temperos prontos, congelados, enlatados, macarrão instantâneo e biscoitos. Alguns estudos ligam o consumo exagerado do glutamato a doenças cerebrais e degenerativas da retina. “Na natureza, o glutamato pode ser visto em alimentos como tomate, cogumelos, soja, carnes e queijos e está associado ao sabor que chamamos de umami. Existe muita controvérsia sobre ele, porque não há estudos que digam exatamente os malefícios deste item ao consumidor. No entanto, sabemos que o excesso com certeza vai trazer algum problema. Muita gente fala de enxaqueca e enjoo”, comenta Matheus Motta, nutricionista do Vigilantes do Peso.  

 Corantes e gorduras

Responsáveis por deixar os alimentos com uma aparência mais atraente aos olhos, os corantes não devem ser vistos como meros coadjuvantes. O corante carmim, por exemplo, é proveniente de um inseto chamado cochonilha e faz parte da lista de ingredientes de diversos iogurtes, geleias e sobremesas, nas quais tem a função de dar uma cor avermelhada/rosada quando acrescentado. Como é muito pequeno e costuma ser utilizado em grande escala, são necessários mais de 70 mil destes insetos para fazer cerca de 500 gramas de corante carmim, que, para algumas pessoas, pode causar reação alérgica.

Outro corante bastante assíduo na mesa do consumidor brasileiro é o caramelo IV – presente em refrigerantes tipo cola. “Já é sabido que consumir muito desse corante pode causar doenças como o câncer. E diferente do que ocorre em outros países, no Brasil não há limite para a adição do caramelo IV”, explica Motta, do Vigilantes do Peso, que também faz ressalva à gordura vegetal hidrogenada. Originalmente, este componente está presente na natureza na forma líquida, assim como os óleos e os azeites.

No entanto, cotidianamente, a gordura vegetal hidrogenada é vendida na forma sólida, após ser modificada pela indústria. Dessa maneira, além de garantir um prazo maior de validade, confere uma consistência mais cremosa às receitas que utilizam este ingrediente, que aparece com frequência em sorvetes, congelados e biscoitos recheados.

“O excesso do consumo desse produto pode desencadear doenças cardiovasculares, doença no fígado e obesidade”, alerta o nutricionista. Vale lembrar que gordura vegetal hidrogenada é uma espécie de gordura trans, outro tipo prejudicial ao organismo por elevar o colesterol ruim. No dia a dia, a gordura trans pode ser encontrada em sorvetes, salgadinhos, bolos, biscoitos e margarinas. 

 

Os muitos nomes do açúcar

Glicose
Frutose
Lactose
Xarope de milho de alta frutose
Mel
Melado
Néctar de ágave
Xarope de arroz
Açúcar invertido
Suco de cana evaporado
Maltose
Maltodextrina
Galactose
Malte de cevada
Açúcar mascavo
Açúcar de coco
Açúcar de confeiteiro
Xarope de alfarroba
Dextrose
Etil maltol
Açúcar bruto orgânico
Açúcar de beterraba
Concentrado de suco de fruta
Frutose cristalina
Xarope de bordo
Açúcar dourado
Açúcar demerara

 

Antes de correr, é recomendado passar por exames médicos (Foto: Divulgação)

Saúde

Na hora de escolher qual exercício praticar, a maioria das pessoas se baseia nos níveis de queima de calorias, visando à eliminação dos indesejáveis quilinhos extras. Para esse objetivo, corrida e spinning (conhecido também como pedalada indoor) são ótimas opções.

Atividades aeróbicas rítmicas envolvem grande volume muscular. Segundo os cálculos gerais do American College of Sports Medicine, uma pessoa de 80 quilos queima cerca de mil calorias em uma hora de corrida. Já pedalando em uma velocidade constante de 18 a 25 km/h queima cerca de 850 calorias. “É claro que os dados são relativos. Apesar de existir um valor médio para a perda de peso, a intensidade é fator determinante”, comenta a Dra. Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

Entretanto, a corrida apresenta alguns aspectos negativos, pois oferece mais riscos de lesões que podem se tornar crônicas, principalmente no joelho, quadril e tornozelo. Já o spinning é mais suave por ser de baixo impacto, traz enormes benefícios ao sistema cardiovascular e ajuda a fortalecer pernas e coxas. Para produzirem resultados significativos, é fundamental a orientação de um especialista. A melhor atividade será aquela que a pessoa mais gosta e o recomendado pelo médico após avaliação. E, se liberado pelo especialista, pode, inclusive, associar as duas modalidades.  

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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