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Dom, Out

Deve-se equilibrar as atividades para não haver esgotamento (Foto: Divulgação)

Saúde

Estudar é a iniciativa principal para quem quer passar no vestibular ou em concursos, mas quanto tempo deve-se estudar para conseguir ser aprovado? A resposta não é simples. Não existe um estudo que comprove a efetividade de muitas horas de estudo. Para especialistas, tudo depende muito da vontade e da disponibilidade do estudante. 

Segundo Bruno Werneck, fundador do cursinho à distância Kuadro, um estudante precisa, em média, de duas horas para se dedicar a uma disciplina, tanto para estudar a parte teórica quanto para realizar exercícios.

“O aluno tem que ver a realidade dele. Alguém que não está acostumado a estudar, teve um ensino mais tranquilo, se estudar por muitas horas ele vai se sobrecarregar”, explicou o especialista.

Outra sugestão é manter estudos em grupo. “Estes amigos podem se desafiar de uma forma bem saudável. Ver quem consegue escrever uma melhor redação, quem consegue fazer o melhor resumo teórico. Estudar em grupo é muito importante. Rendemos muito mais quando estamos trabalhando com uma equipe legal e responsável”, ressaltou.

Já a orientadora pedagógica Érica Heredia aponta que, além da dedicação com o tempo de estudo, é necessário se preparar para as condições que o estudante enfrentará no processo seletivo. “É preciso preparar o emocional e o físico. Por isso, é sempre bom participar de simulados e de outras provas para ter a sensação de como funciona. Muitos alunos têm o conhecimento, mas ficam nervosos na hora da prova”, explicou.

Para o coordenador-geral do Colégio Etapa, Edmilson Motta, um estudante pode estudar, em média, quatro horas por dia. Isso sem contar a participação em um cursinho, que traz conteúdo focado e direcionado. Mas, para quem estuda sozinho existem alguns erros que podem ser evitados. “Não se pode estudar só o que gosta, o que é bem comum. Outro erro é o estudo ser pouco produtivo por conta de interrupções, como dar só uma olhadinha na TV ou nas redes sociais. Não conhecer as provas que vai realizar é outro erro”, afirmou Motta.

Segundo Werneck, o estudante precisa estar preparado também para o fracasso. “Se não passar de primeira é preciso voltar e se dedicar aos estudos”.    

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Alunos que praticam esporte rendem 20% a mais que os que não praticam nenhum esporte (Foto: Divulgação)

Saúde

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Illinois (EUA) mostrou que os estudantes que praticam esportes regularmente têm um rendimento escolar 20% maior do que os outros alunos.

Os exercícios físicos ajudam a aumentar a concentração, fixando melhor o conteúdo estudado. Além disso, o esporte colabora para o convívio social, autoestima, pré-disposição, diminui a ansiedade, melhora a memória e as noites de sono.

Segundo Fabrício Cortezi, coordenador pedagógico do Sistema de Ensino pH, cada aluno tem o seu próprio rendimento e intercalar os estudos com o esporte pode proporcionar maior disposição. “O legal do esporte é poder se despir da mente e exercitar o corpo, assim se tem mais disposição para estudar depois”, afirmou.

Algumas sugestões são: futebol, vôlei, handball, musculação, basquete, natação e corrida ao ar livre. Todos eles podem ser praticados por homens e mulheres gratuitamente, em parques públicos. É importante verificar o condicionamento com um especialista antes de iniciar uma atividade intensa.

Estudante que não permitir vistoria em quipá ou burca, poderá ser eliminado do exame (Foto: Arquivo/ABR)

Nacional

Os candidatos que participarão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão 30 minutos a mais para fazer a prova do segundo dia, que reúne conteúdos de ciências da natureza e matemática. Segundo o edital da prova deste ano, publicado nesta quarta, no Diário Oficial da União, os estudantes terão cinco horas para fazer a prova no segundo dia e cinco horas e meia no primeiro dia.

O edital continua prevendo a realização de revista eletrônica nos locais de prova, por meio do uso de detectores de metais. A novidade deste ano é que os alunos também deverão permitir que os artigos religiosos, como burca e quipá, sejam revistados pelo aplicador das provas. Quem não permitir a revista, poderá ser eliminado.

Assim como em 2017, neste ano, as provas do Enem serão realizadas em dois domingos seguidos: nos dias 4 e 11 de novembro. A estrutura da prova também não mudou: no primeiro dia serão aplicadas as provas de Redação, Linguagens e ciências humanas, com duração de cinco horas e meia, e no segundo dia, as provas de ciências da natureza e matemática, com cinco horas de duração.

As inscrições deverão ser feitas das 10h do dia 7 de maio às 23h59 de 18 de maio deste ano. A taxa de inscrição foi mantida em R$ 82. O pagamento deve ser feito entre os dias 7 e 23 de maio.

Isenções

A solicitação de isenção da taxa de inscrição deve ser feita entre os dias 2 e 11 de abril. Serão isentos os estudantes que cursam a última série do ensino médio em escola pública.

Alunos que fizeram todo o ensino médio na rede pública, bolsistas em instituições privadas ou pessoas que tenham renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio também não pagam a taxa. 

Também tem isenção o participante que declarar estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal . Neste ano, também são isentos os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) do ano passado.

Os participantes isentos da taxa de inscrição que não compareceram nos dias de prova no Enem do ano passado terão que justificar a ausência por meio de atestado médico, documento judicial ou boletim de ocorrência para fazer o Enem 2018 gratuitamente. O prazo para justificar a ausência no Enem do ano passado vai de 2 a 11 de abril.

Imprevistos

Segundo o edital deste ano, o participante afetado por problemas logísticos durante a aplicação poderá solicitar reaplicação do exame em até cinco dias úteis após o último dia de aplicação. Os casos serão julgados individualmente pela Comissão de Demandas.

No ano passado, cerca de 3,5 mil estudantes tiveram que refazer as provas em outra data por problemas como falta de energia nos locais do exame.

Direitos Humanos

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) retirou do edital o item que determinava que a redação que desrespeitasse os direitos humanos teria nota zero. No ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a suspensão da regra que previa a anulação da redação que violasse os direitos humanos.

Os resultados do Enem poderão ser usados em processos seletivos para vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Cursinhos preparam alunos com atmosfera semelhante à de um vestibular (Foto: Reprodução/Facebook Poliedro)

Nacional

Celular, televisão, música alta, conversas e até uma olhadinha na geladeira. Estudar em casa, sozinho, exige uma dedicação ímpar e raramente dá certo. Por isso, os cursinhos pré-vestibulares são a melhor forma de se preparar para a hora das avaliações, segundo especialistas.

Segundo Daniel Perry, coordenador do Anglo Vestibulares, além da preparação para o conteúdo que cai na prova, os cursinhos têm capacidade de melhorar o potencial psicológico do candidato. “Por exemplo, em um simulado, a gente faz um clima de vestibular. Quando ele for prestar a Fuvest, já terá vivido aquilo e terá mais calma para enfrentar o desafio”.

De acordo com Vinicius de Carvalho Haidar, coordenador do Curso Poliedro, a modalidade ajuda os estudantes a se cobrarem. “Tem uma preparação mais rápida, mas não há uma cobrança de nossa parte. Quem sabe o que deve estudar para se superar são os alunos”, disse. Outro ponto importante é a troca de experiências entre os candidatos.

O diretor do Cursinho Maximize, Tony Manzi, concordou. “O cursinho tem uma ênfase na motivação, pois os alunos percebem que, se esforçando e se preparando, vão conseguir os resultados esperados”, comentou. Eles disseram que, em caso de dúvidas, os cursinhos estão de portas abertas para conversarem e indicarem o melhor caminho.

Quem sonha em ingressar na faculdade neste semestre ainda pode aproveitar todo mês (Foto: Divulgação)

Cidade

Com o fim dos principais vestibulares de universidades públicas, os candidatos têm pouco tempo para realizar os trâmites e tentar estudar ainda neste semestre. Quem quiser utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em entidades particulares ou para o Programa Universidade para Todos (Prouni) ainda tem algumas opções.

Os chamados vestibulares “fora de época”, realizados após o início das aulas, estão com inscrições abertas durante o mês de março. Além disso, o Prouni está disponível até amanhã e o cadastro deve ser realizado por meio do site do programa.

O Metrô News buscou as principais instituições particulares de ensino superior do Estado de São Paulo para questionar sobre o processo seletivo. Na Universidade Paulista (Unip), os descontos para ingresso com a nota do Enem podem chegar a 100%. As provas tradicionais ocorrem até 18 de março e mais informações podem ser obtidas no site da instituição.

Na Anhembi, as provas vão até o dia 10 e as inscrições custam R$ 25. Já na Universidade Cidade de São Paulo e na Unicsul, o prazo vai até dia 18 e o custo é de R$ 30. Na Faculdade Sumaré, a matrícula ocorre no mesmo dia do vestibular, com desconto de 70% na mensalidade de março.

Aprovados precisam ir até a Cidade Universitária (Foto: Marcos Santos/USP)

Cidade

Quem foi aprovado na 3ª chamada da Fuvest, para estudar na Universidade de São Paulo (USP), deve realizar a matrícula presencial, obrigatoriamente, nesta sexta-feira. Não há nenhum procedimento on-line necessário. O resultado e a convocação foram publicados na quinta, e podem ser conferidos por meio do http://bit.ly/2oqbLlE.

De acordo com a organização, foram 1.297 nomes divulgados (955 novos e 302 matriculados da chamada anterior que tiveram a solicitação de remanejamento atendida). Caso o candidato não possa comparecer, deverá enviar um responsável com uma procuração assinada.

Os aprovados ou os procuradores devem apresentar certificado de conclusão do Ensino Médio, histórico escolar ou diploma de curso superior, devidamente registrado (original e uma cópia), documento de identidade oficial (original e cópia) e foto 3x4 recente.

Como cada candidato selecionou duas opções de curso, na matrícula deve-se marcar as opções “matriculado satisfeito”, “matriculado aguardando nova convocação” ou “desistente aguardando nova convocação”. Assim, os que quiserem, podem continuar concorrendo em outras chamadas.

A quarta chamada está programada para ser divulgada em 27 de fevereiro, próxima terça-feira, com matrícula um dia depois. A quinta ocorre em 2 de março, com matrículas em 5 e 6, e a sexta, dia 8, com inscrição no dia 9. Os locais das matrículas de cada curso e

Estudantes podem fazer cursos de curte duração no exterior mais barato (Foto: Divulgação/CIEE)

Cidade

A maior feira de intercâmbio da América Latina, o Salão do Estudante de São Paulo, acontece nos dias 3 e 4 de março, no Centro de Eventos do Colégio São Luís, no bairro Cerqueira César. Este ano, mais de 200 instituições de ensino vão representar mais de 20 opções de países. A expectativa é que 15 mil alunos participem.

Um dos focos da feira serão as instituições portuguesas e os cursos de idiomas de curta duração em outros países. “Demos um bom espaço para as universidades portuguesas devido ao grande aumento do número de brasileiros que buscaram por cursos em Portugal nos últimos três anos. O custo é mais barato do que faculdades particulares no Brasil e a qualidade de ensino, segurança e estilo de vida é atraente, além da aceitação do Enem pelas universidades portuguesas”, explicou Leandro Reis, gerente de marketing do evento.

No caso do Enem, os alunos são selecionados de acordo com o desempenho no exame, e o peso de cada disciplina varia de acordo com a instituição e o curso escolhido. Entre algumas das universidades portuguesas que participam do evento estão a Universidade do Porto, Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra, Universidade Católica Portuguesa e a Universidade do Algarve.

Também estarão disponíveis oportunidades para cursar o ensino médio no exterior, especialização, pós-graduação, MBA, mestrado e doutorado. Instituições na África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Irlanda, Nova Zelândia, Reino Unido, Rússia e Suíça confirmaram presença e oferecerão promoções exclusivas aos visitantes.

Pela primeira vez, o evento também receberá a Associação Americana de Programas Intensivos de Inglês (English USA), exposta em um pavilhão especial no evento. A entrada no evento é gratuita, mas o estudante deve fazer uma inscrição prévia pelo site www.salaodoestudante.com.br. (da redação)

Expositores tiram dúvidas sobre desafios

Especialistas, representantes e alunos das universidades estarão disponíveis para tirar dúvidas sobre estudar no exterior. A feira traz ainda seminários sobre os sistemas educacionais dos países. Nos estandes, o visitante conhece detalhes sobre os custos, requisitos de admissão, vistos, acomodação e até passagens aéreas.

Os visitantes conseguem descontos especiais e podem se matricular para os cursos na hora. Além disso, e pensando nos brasileiros que estão cada vez mais interessados nos intercâmbios voltados para negócios, o Salão do Estudante traz várias oportunidades para jovens profissionais que desejam progredir em suas carreiras e ter um desenvolvimento intercultural.

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Articulistas

Colunistas

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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