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Sáb, Out

Tempo seco é chamariz para incêndio, como ocorreu na segunda-feira, 16, no Pico do Jaraguá (Foto: Ivo Lindbergh)

Saúde

O tempo seco que atinge a capital paulista deve continuar nesta semana e não há previsão de chuva. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) prevê que os baixos índices de umidade dos últimos dias continuem, com qualidade do ar prejudicada e potencial para queimadas.

Um incêndio atingiu a região do Pico do Jaraguá, na zona norte de São Paulo, na manhã desta segunda-feira, 16. O pico é conhecido por ser o ponto mais alto da região metropolitana.

De acordo com o CGE, uma massa de ar seco seguirá atuando na região centro-sul do Brasil. Os dias serão ensolarados, com baixos índices de umidade do ar durante as tardes e grande amplitude térmica.

O CGE alerta que persistem os problemas relacionados à saúde, principalmente com crianças e idosos. Há ainda possibilidade de formação de queimadas e incêndios florestais, o que pode prejudicar ainda mais a qualidade do ar.

Em São Paulo, esta semana será diferente da anterior, quando a capital teve a madrugada mais fria do ano. Nos próximos dias, as temperaturas baixas ocorrerão durante a madrugada e terão rápida elevação no decorrer do dia, com predomínio de sol e poucas nuvens.

Nesta segunda-feira, as mínimas oscilaram em torno dos 13º C e máximas podem chegar aos 29º C. Já na terça-feira, 17, a mínima permanece na faixa de 13º C, com máxima que pode chegar a 28ºC.

Já a quarta-feira será marcada mais uma vez pelo predomínio de sol entre poucas nuvens e sem expectativa de chuva. A previsão de temperatura mínima será de 14°C e a máxima, de 28°C. Os percentuais de umidade do ar seguirão baixos, variando entre 30% e 80%.

Como se prevenir

- Não faça exercícios físicos em grandes avenidas.

- Tome bastante líquido.

- Evite ir a parques entre as 10h e 17h quando a umidade do ar estiver baixa.

- Deixe um recipiente com água ou uma toalha molhada no quarto antes de dormir.

- Não use o umidificador elétrico por muitas horas seguidas. O ambiente pode ficar muito úmido e causar mofo e bolor.

- Lave as narinas com soro fisiológico e/ou faça inalações com o mesmo produto.

- Mantenha os ambientes arejados e livres de tabaco e poeira.

- Evite permanecer por muito tempo em lugares fechados em que haja grande concentração de pessoas, como shopping centers, cinemas e supermercados.

- Se tiver cachorro ou gato, evite deixar seu animal dentro de casa. O pelo pode causar alergia.

- Substitua cobertores por mantas de tecido sintético ou algodão.

- O consumo de bebidas muito geladas deve ser eliminado ou, ao menos, evitado.

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Fogo foi controlado na manhã desta segunda (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

Subiu para 64 o número de mortos no incêndio ocorrido em um shopping em Kemerovo, cidade da Sibéria,  3 mil quilômetros a leste de Moscou. As chamas foram extintas na manhã desta segunda-feira.

Alguns dos mortos estavam dentro de um cinema, que segundo uma testemunha estava trancado. Havia ainda crianças entre os mortos e dez pessoas estavam hospitalizadas. Cerca de 200 animais também devem ter morrido, segundo as autoridades. A agência de notícias Tass informou que um zoológico de bichos de estimação do local tinha, por exemplo, coelhos, porcos, tartarugas, cabras e roedores.

As autoridades investigam o episódio, para apurar as causas do fogo. Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov disse a repórteres nesta segunda-feira que ainda é muito cedo para tirar conclusões sobre eventuais responsabilidades no incêndio e por problemas na resposta ao fogo.

O papa Francisco disse estar "profundamente entristecido" com o episódio. Ele enviou nesta segunda-feira um telegrama de condolência às vítimas, "especialmente as muitas crianças que perderam suas vidas". Também mandou uma bênção aos feridos e aos que ajudam nas buscas dos desaparecidos

Empresa afirma que notícias sobre inverno rigoroso são falsas (Foto: ABR)

Nacional

A Climatempo não vê possibilidade alguma de termos um inverno rigoroso, muito menos o mais rigoroso do que os últimos cem anos, como vem sendo veiculado de forma irresponsável por alguns sites. Climatologicamente, estaremos em uma situação de Pacífico ligeiramente mais quente do que o normal, sem pensar em formação de El Niño por enquanto. Sob esta condição, espera-se por um inverno dentro da normalidade, ou até mesmo ligeiramente mais quente do que o normal.


Nem El Niño, nem La Niña


Os principais centros de análise do clima global e de monitoramento de fenômenos como El Niño e La Niña concordam que não teremos nenhum destes fenômenos oceânicos no decorrer do outono/inverno (primavera/verão) de 2018 no Hemisfério Sul (Norte). A situação é de neutralidade com tendência de aquecimento. Assim, não há nenhuma mudança oceânico-atmosférica que force um resfriamento ou aquecimento fora do normal sobre a América do Sul no outono/inverno de 2018.


"Estas condições oceânicas são parecidas com o que se observou no outono/inverno do ano passado, que não teve eventos extremos", explica o meteorologista Alexandre Nascimento, um dos especialistas em análise climática da Climatempo.

Nascimento completa que "não há expectativa de frio extremo para o Brasil este ano. Vamos ter, sim, alguns eventos de frio intenso, alguns dias de geada forte no Sul, algum evento de geada em estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo, mas nada muito fora do que normalmente ocorre nestas estações.

Incêndio começou na madrugada desta terça-feira (Foto: Divulgação/Twitter Bombeiros)

Cidade

Segundo o Corpo de Bombeiros, o homem que caiu do prédio em chamas durante o desabamento ainda é considerado desaparecido. A corporação ainda busca por outras vítimas. 31 viaturas e 96 homens trabalham no local. O edifício de 24 andares localizado no Largo do Paissandu, no centro de SP, desabou durante um incêndio de grandes proporções na madrugada desta terça-feira, 1º. Outro imóvel e uma igreja também foram afetados. Inicialmente, autoridades chegaram a dizer que uma pessoa havia morrido, mas recuaram. 

Segundo o secretário estadual da Segurança Pública, Mágino Alves, ao todo 270 bombeiros, policiais e agentes da Defesa Civil estão no local. Bombeiros fazem trabalho de rescaldo e remoção dos escombros. "Tudo isso precisa ser feito com muito cuidado porque há a possibilidade de pessoas estarem aí, sob os escombros", diz Mágino Alves.

O prédio em frente ao que desabou voltou a pegar fogo. Bombeiros entraram no prédio para apagar o novo foco, que já foi controlado. Vidros foram quebrados para o vento circular dentro da edificação.

Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Filipi Sabará, 90 famílias já foram atendidas, no total de 248 pessoas. Elas serão encaminhadas para abrigos.

Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, coronel José Roberto Rodrigues, de quatro a cinco prédios foram interditados no entorno do edifício que desabou.

Homem caiu bem na hora em que estava sendo resgatado (Foto: Reprodução/Twitter Bombeiros)

Cidade

Sobre o homem que estava sendo resgatado por um bombeiro e caiu no momento em que o prédio desabou, o capitão do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo, disse que "só um milagre" para que ele esteja vivo. Ele estava com um cinto de resgate e uma corda e ainda não foi localizado. O edifício desabou durante um incêndio de grandes proporções no Largo do Paissandu, no centro da cidade, na madrugada desta terça-feira, 1º.

"Mantemos um fio de esperança, mas ele caiu do nono andar e todo o prédio de 22 andares desabou. Precisaria de um milagre. Mas trabalhamos incessantemente apesar disso. Nosso trabalho é garantir a segurança e continuar no objetivo de encontrá-lo."

Sobre as causas do incêndio e desabamento do prédio o capitão do Corpo de Bombeiros disse que ainda não há uma hipótese. Segundo ele, a polícia levantará as informações necessárias e a causa será apontada no inquérito.

O porta-voz da corporação reforçou o fato de que o prédio passou por vistoria e que o relatório foi encaminhado ao Ministério Público para que as ações fossem tomadas. "Todos os órgãos não vão sozinhos resolver o problema. A gente espera que esses relatórios possam ser empregados para tirar as pessoas da situação de risco", disse.

Segundo o tenente Guilherme Derrite, não há risco de desabamento em nenhuma das outras três edificações atingidas pelo desabamento, que seriam a igreja, o prédio ao lado e o da frente.

O Corpo de Bombeiros disse que a assistência social da Prefeitura informou que no prédio moravam 317 pessoas de 118 famílias. Dessas, 45 pessoas não foram localizadas após o desabamento, mas não são consideradas oficialmente desaparecidas porque não há confirmação de que no momento da queda elas estavam no local. O prédio tinha dois andares de subsolo que também era ocupado por moradores

O Corpo de Bombeiros informou que os trabalhos devem continuar durante a noite desta terça-feira e já foi providenciada iluminação artificial para a área. Sobre o prazo de 48 horas para uso de maquinário pesado o capitão Palumpo explicou que, nesse período, os bombeiros vão trabalhar para remover entulhos do entorno da área do desabamento.

"Depois desse prazo é que começaremos a remover lajes com ajuda de maquinário e dar continuidade às buscas. Agora, isso não pode ser feito por questões de segurança", disse. Os trabalhos na área podem se estender por mais de uma semana, disse o oficial.

Por questões de segurança, imóveis na região central de São Paulo são interditados pelo poder público (Foto: Reprodução/ Google Street View)

Cidade

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, afirmou nesta terça-feira, 1º, que tomou providências de segurança no entorno do prédio que desabou hoje no Largo do Paissandu, em São Paulo, após um incêndio. Pelo risco de novos acidentes, cinco edificações próximas estão interditadas, assim como algumas ruas ao redor vão permanecer bloqueadas pelos próximos dias para ajudar na remoção dos escombros.

"Foram feitas cinco interdições de prédios ali do entorno, próximo ao prédio que caiu", disse Covas durante entrevista coletiva. "As ruas do entorno estão sendo combinadas com o Corpo de Bombeiros sobre quais delas devem ser isoladas e interditadas", completou. As vias devem ficar fechadas para a circulação de pessoas pelos próximos 15 dias. A prefeitura pretende comunicar em breve quais são os bloqueios.

Covas afirmou na entrevista que lamenta o grave incidente no centro de São Paulo principalmente pela Prefeitura ter tentado meses atrás pedir para os moradores deixarem o local. "Só neste ano foram seis reuniões feitas entre a Secretaria de Habitação e as pessoas que lá moravam. Fizemos cadastro, tentamos convencê-los a sair. Tinha um processo conjunto para que as famílias desocupassem aquele espaço. Sabíamos que não era o local adequado para receber aquelas famílias", comentou.

Incêndio

O incêndio que atingiu o prédio de 24 andares no Largo do Paissandu começou à 1h30 e logo tomou conta do edifício. Os bombeiros foram chamados e trabalhavam para apagar o fogo e resgatar as vítimas quando ocorreu o desabamento. Oficialmente há uma pessoa desaparecida. As famílias que moravam no local foram enviadas para abrigos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cidade

Um incêndio no pátio da CET, na Praça Alberto Lion, 100, no Cambuci, queimou 22 carros que estavam apreendidos no local, segundo informações do Corpo de Bombeiros. 

Ainda de acordo com a corporação, que usou 11 viaturas para a ocorrência, o fogo começou a se alastrar por volta das 12h. Por volta das 15h, o incêndio foi extinto pelos bombeiros. Não houve vítimas. As causas do fogo não foram informadas. 

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Articulistas

Colunistas

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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