Antônio busca fazer Bruno feliz a cada dia (Foto: Rômulo Magalhães)

Saúde

Quando Antônio Marques de Carvalho decidiu ter mais um filho, aos 60 anos, ele não estava pensando nele, mas na mulher, Raquel Matias, de 39 anos. Ele já tinha dois filhos, mas a companheira ainda não havia experimentado a maternidade. Até que, depois de quase dez anos de relacionamento, a vontade dela de ser mãe se tornou realidade e, o pai, mais experiente e com mais tempo disponível do que na criação dos dois primeiros filhos, revelou que o garoto, Bruno Martins de Carvalho, de sete anos, é a alegria da casa.

“Não poderia ter me acontecido nada melhor nesta fase”, contou Carvalho. Dono de uma pequena transportadora, ele explicou que tem um horário mais flexível e que acompanha o filho em diversas atividades.

Carvalho ressaltou que foi alvo de brincadeiras maldosas, mas ele  garante que nem liga, e até entende quando um amigo do filho acha que ele é o avô, ao invés do pai.

A história de Carvalho é um pouco diferente da Dilceu Dal Bosco, de 52 anos, empresário do ramo imobiliário que queria aumentar o número de filhos de três para quatro, e, futuramente, para cinco. A mulher dele, Aline Villa, ainda esperava ser mãe, até que tomou a decisão no ano passado e o pequeno Dilceu Dal Bosco Filho nasceu em dezembro.

Dal Bosco contou que tinha receio do tratamento que os outros filhos dariam ao caçula, mas afirmou que todos foram receptivos ao novo irmão, que virou o xodó da casa. Sobre ser pai aos 50 anos, ele diz que consegue estar mais presente.

Exames podem evitar problemas 

Nos casos de Carvalho e Dal Bosco não houve problemas durante a gravidez ou mesmo no nascimento do filho. Segundo o Dr. Edson Borges Júnior, diretor científico da Fertility, clínica especializada em fertilidade, não existe uma idade ideal para ser pai, porém, a partir dos 50 anos, alguns exames podem indicar o diagnóstico de algumas doenças que continuam raras, mas que aumentam a sua incidência em descendentes de homens desta idade.

“Teoricamente, o homem tem uma produção nova de espermatozoides a cada 75 dias, mas, depois de uma determinada idade, a fertilidade do homem naturalmente apresenta queda. Além disso, outros fatores,  como a poluição ambiental e a radiação, também contribuem para este processo, tanto para a mulher quanto para o homem”, explicou o especialista. Mas, segundo o Dr. Borges Júnior, alguns exames ajudam a identificar este incômodo quadro e, com as iniciativas corretas, preservar a fertilidade masculina.

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Dia que era para ser de festa para camisa 32 do PSG, virou de preocupação com possibilidade de ficar fora da Copa (Foto: Reprodução/Facebook)

Esportes

A menos de uma semana da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo da Rússia, o técnico Tite ganhou uma preocupação. O lateral-direito titular Daniel Alves saiu de campo com um problema no joelho direito na terça-feira, 8, no final do jogo do Paris Saint-Germain pela decisão da Copa da França, e passará por exames médicos.

O médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, afirmou que aguarda o resultado de exames a serem feitos pelo clube parisense para ter informações mais exatas sobre a situação. O procedimento deve ser realizado na quarta-feira, 9. O time de Daniel Alves conquistou o torneio ao bater o Les Herbiers, da terceira divisão, por 2 a 0, no Stade de France, em Saint-Dennis (nos arredores de Paris).

O departamento médico do clube francês informou aos jornalistas que Daniel Alves está com suspeita de um problema no joelho direito. Aos 35 minutos do segundo tempo, o lateral-direito brasileiro tentou desarmar um adversário, atrapalhou-se na pisada e caiu com dores. Mesmo com o incômodo, o jogador permaneceu em campo por mais seis minutos, até ser substituído por Meunier.

Para a posição de Daniel Alves, Tite tem observado como possíveis opções ao titular do setor Danilo, do Manchester City, e Fagner, do Corinthians. Este último está afastado dos treinamentos da equipe paulista por tentar se recuperar de uma lesão na coxa direita.

Companheiro de Daniel Alves no Paris Saint-Germain, o zagueiro Marquinhos afirmou que a lesão do colega não é grave. "Vi caminhando bem, o vi normal, não perguntei, até porque estávamos na euforia do título. Quando a gente descansar um pouco, sentar, vamos ver como ele está, mas eu o vi caminhando bem", disso em entrevista ao canal Fox Sports.

A conquista do time francês rendeu a 38.ª conquista da carreira de Daniel Alves. Com isso, o jogador de 35 anos ampliou a liderança como o atleta com mais títulos oficiais na história do futebol. São 23 títulos com o Barcelona, dois com a Juventus, quatro pelo Paris Saint-Germain, cinco pelo Sevilla, um pelo Bahia e outros três com a seleção brasileira. 

Confira o vídeo que mostra a lesão do lateral:

(Imagens: Fox Sports)

Raimundo entrou no Metrô há 30 anos e ajudou a filha Naiana a ingressar, ela auxiliou o marido Christian, que depois incentivou o pai, Josenildo (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Uma história de amor entre pais e filhos para lá de curiosa, envolvendo a vida profissional de integrantes das famílias Silva e Torres, aconteceu no Metrô. O patriarca da primeira, Raimundo Nonato Cândido da Silva, 56, quando ainda era bastante jovem, iniciou sua jornada na empresa, há mais de 30 anos. Ele teve duas filhas: Naiana e Caroline.

Durante a criação das meninas, elas escutavam o pai contar histórias curiosas e interessantes que ele via e vivia nas linhas, como OTM – sigla utilizada para caracterizar o funcionário que auxilia os passageiros nas plataformas. profissional

Quando as duas chegaram à adolescência, ele deu uma forcinha para que elas seguissem pelo mesmo caminho. “Ele nunca nos obrigou, mas incentivou para que a gente entrasse no Metrô também”, contou Naiana. Ela iniciou sua carreira na área de manutenção em 2006, como aprendiz. Depois, estudou, prestou concurso público e, desde 2008, é funcionária da empresa.

Acontece que, durante os estudos, ela conheceu Christian Silva Torres, 29, na sala de aula. Eles iniciaram o namoro e o rapaz trabalhava em outra companhia, também com a manutenção de equipamentos. “Quando abriu um novo concurso, há cinco anos, ela começou a me incentivar a entrar também”, disse.

Nesse momento, ele começou a estudar mais intensamente para a prova. E teve a essencial ajuda do seu pai, Josenildo Vieira Torres Júnior. “Ele foi muito importante, porque me auxiliou na hora dos estudos”, disse.

O casal se realizou profissionalmente, mas a história do sogro de Naiana, e pai de Christian, sofreu um baque quando ele ficou desempregado. “Eu atuava na área de telecomunicações, que foi muito afetada pela crise. Acabei perdendo o emprego e, com 53 anos, fica mais difícil de achar alguma vaga”, falou.

Foi então que filho, nora e até o consogro tiveram uma ideia: no próximo concurso, avisariam Josenildo e o ajudariam a passar na prova. Dito e feito: este ano, ele conseguiu sair da fila dos desempregados e entrou para o Metrô. “É muito curioso, porque normalmente os pais que ajudam os filhos a conseguirem uma carreira. No nosso caso, foi o contrário”, disse Christian, rindo. 

Próximas gerações

Christian conversou com o Metrô News em seu posto de trabalho, na estação Tamanduateí. Já Naiana estava na Corinthians-Itaquera. No entanto, a grande distância entre os dois não os impediu de dar a mesma resposta para uma pergunta em comum: vão incentivar os filhos a entrarem no Metrô. “É uma empresa que nos deu tudo, desde o meu pai, até nós, agora”, falou Naiana. “Não tem porque dizer não. A gente é muito feliz aqui. Claro que, se eles quiserem seguir outras carreiras, não vamos impedir”, disse Christian. Os dois moram em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde Josenildo também tem uma casa. Já Cândido vive em São Mateus. 

Treinamento árduo antes de começar 

Josenildo está há três semanas em treinamento, que ocorre no pátio da estação Jabaquara. Ele contou que se trata de um período de três meses, difícil, mas sabe que valerá a pena. “Estou muito feliz e realizado com tudo isso”, disse.  

Raimundo Nonato Cândido da Silva

“O que eu quero dizer para minhas filhas é que elas são o meu orgulho. Fico muito feliz de ver que elas estão bem, trabalhando, conquistando suas coisas.” 

Naiana Rodrigues Cândido

“Eu queria agradecer pelo incentivo que meu pai me deu. Ele me guiou. Desejo que a gente fique muitos e muitos anos contando nossas histórias engraçadas um para o outro. Eu te amo, pai!” 

Christian Silva Torres

“Eu e meu pai temos uma relação que é de parceria, fazemos piadas, brincamos. Somos muito amigos. Eu desejo toda a sorte do mundo para ele nessa nova caminhada.”

 
Josenildo Vieira Torres Júnior

“O Christian é o meu motivo de orgulho. Eu o admiro muito e sou muito grato pelo que ele fez por mim. Por toda a ajuda que ele me deu nesse momento da minha vida.”

Atleta chegou com pedidos de conquistar a Champions (Foto: Reprodução/Instagram)

Futebol

Um dia após chegar a Turim, o astro Cristiano Ronaldo teve o seu primeiro contato com os torcedores da Juventus, o seu novo clube, nesta segunda-feira ao chegar ao J Medical, um clínica de propriedade do time italiano, para realizar os exames médicos necessários para a oficialização da sua transferência.

Cristiano Ronaldo foi saudado por centenas de torcedores, que lhe pediram autógrafos e fotos, além da conquista do título da Liga dos Campeões da Europa. O craque português venceu as últimas três edições do torneio continental pelo Real Madrid, o seu antigo clube, sendo que em uma dessas decisões, em 2017, venceu exatamente o time de Turim, que não ganha a competição desde a temporada 1995/1996.

Após ser eliminado com a seleção portuguesa nas oitavas de final da Copa do Mundo, Cristiano Ronaldo passou alguns dias na Grécia, em férias, e chegou à Itália no domingo, em seu jato particular, driblando o forte assédio que era esperado para o seu desembarque, previsto inicialmente para o dia seguinte.

Adquirido por 112 milhões de euros (aproximadamente R$ 505 milhões) junto ao Real Madrid, Cristiano Ronaldo vai assinar contrato por quatro temporadas com a Juventus após a realização dos exames médicos e sua aprovação nos testes. A estimativa é de que o português receberá 31 milhões de euros (R$ 140 milhões) líquidos por ano.

Cristiano Ronaldo vestirá a camisa de número 7 na Juventus, que era do colombiano Juan Cuadrado. O atacante português será apresentado e concederá a sua primeira entrevista coletiva como jogador do time de Turim às 13h30 (horário de Brasília). Antes, ele deverá visitar o CT do clube.

Quando o câncer de rim é descoberto muito tarde, pode haver metástase e indicação de tratamento com imunoterápicos (Foto: Divulgação)

Saúde

Nem sempre a descoberta de uma doença vem acompanhada com dores, incômodos e mal-estar generalizado. Em alguns casos, ela se desenvolve de forma silenciosa, sem apresentar grandes sintomas, e acaba vindo à tona somente durante um exame de rotina. Isto é o que geralmente costuma ocorrer entre os portadores de câncer renal (câncer de rim). Essa patologia atinge 3% da população brasileira, sendo a maioria composta por adultos na faixa dos 40 a 60 anos.

Geralmente, os indícios de que algo não vai bem incluem sangue na urina, dor nas costas e no abdome (mais precisamente na região dos flancos) e até mesmo o surgimento de um nódulo ou massa palpável na região abdominal. “Em 80% dos casos, a doença é diagnosticada não por conta do sintoma, mas sim devido à realização de exames que o paciente está fazendo por alguma outra razão”, descreve o urologista Alexandre Cesar, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo e médico do Hospital de Amor de Barretos.

O exame que costuma detectar alterações é o ultrassom de abdome total e o ultrassom de rins. O exame de urina também é indicado para averiguar se o rim está funcionando devidamente. Caso seja visibilizada qualquer anormalidade, são realizados novos exames e, se confirmada a presença do tumor, o paciente é submetido a avaliações mais específicas para detectar onde a doença está confinada, quais regiões foram afetadas e se houve metástase para outros órgãos.

“O tratamento vai depender muito do caso. Quando a doença está localizada em um rim, o tratamento na maior parte das vezes é cirúrgico, com a remoção do tumor e preservação do rim. Em determinadas situações, contudo, não é possível manter o rim afetado e a remoção do órgão é total”, explica o Dr. Cesar. Após a cirurgia, o tratamento vai depender se existem sinais da doença em outros locais do corpo ou não. “Se for localizado e só a cirurgia resolver, o paciente, após o procedimento, é submetido a acompanhamento constante, a cada seis meses”, diz. Vale lembrar que o corpo humano consegue sobreviver com somente um rim, caso este esteja em perfeito estado.

Fatores de risco – Entre as condições que favorecem o desenvolvimento deste tipo de tumor estão as doenças renais, pressão alta, hipertensão, tabagismo, obesidade, uso abusivo de diuréticos e determinadas doenças genéticas. Pessoas que fazem hemodiálise (por conta do mau funcionamento dos rins) também têm maior risco de desenvolver nódulos renais. “O grande desafio é descobrir cedo e tratar cedo. Quando descoberto muito tarde pode haver metástase e indicação de tratamentos imunoterápicos. Por isso, é importante pensar na saúde preventivamente, fazer o checape e tomar iniciativas buscando sempre a busca pela saúde e não só ir ao médico quando fica doente”, afirma o Dr. Marcos Alexandre Vieira, nefrologista e presidente da Fundação Pró-Rim. Segundo ele, em casos mais avançados, é importante que o paciente seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por nefrologista, urologista, oncologista, além de profissionais como psicólogos e nutricionistas. “É importante que o paciente encontre o equilíbrio para tratar e enfrentar esta situação”, diz

Da Vida Real Para Ficção

Recentemente, o assunto câncer renal veio à tona, devido ao drama enfrentado por Adriana, personagem interpretada por Julia Dalavia em O Outro Lado do Paraíso, novela das 21h da Globo. Na trama, ela foi diagnosticada com a doença após exames realizados por conta de um acidente automobilístico. Nos próximos capítulos, além da hemodiálise, ela terá de realizar um transplante de rim, pois, só assim, sobreviverá. Na vida real, no entanto, o procedimento não pode ser feito tão rapidamente. “O paciente tem de estar bem e sem evidência de câncer por, no mínimo, dois anos para realizar o transplante. Ele tem de ser tratado primeiro. Ninguém opera, tira o rim e já coloca outro”, enfatiza o Dr. Alexandre Cesar.

Ação acontece entre às 9h e 16h desta quinta, 22

Saúde

 Os usuários da estação Penha, da Linha 3-Vermelha do Metrô, poderão se submeter a testes gratuitos para identificar casos de tuberculose, nesta quinta-feira, 22, das 9h às 16h.

O evento é uma iniciativa da UBS Vila Aricanduva e tem o apoio do Metrô.  O objetivo é orientar os usuários sobre a doença, além de oferecer a coleta de sangue, que será feita no próprio local por uma equipe da área da saúde.

Caso o resultado seja positivo, um profissional entrará em contato, em até 4 dias, com o paciente, que, por sua vez, deverá procurar uma Unidade Básica de Saúde próxima à sua residência e iniciar o tratamento imediatamente.

 

A poucos dias de sair do cargo, Doria entrega aplicativo (Foto: Charles Sholl/Raw Image/AE)

Cidade

O aplicativo Agenda Fácil, criado pela Prefeitura de São Paulo, já está em funcionamento para todas as 459 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de São Paulo. Com ele, é possível agendar, confirmar e cancelar consultas e exames pelo telefone celular.

Os primeiros testes do aplicativo começaram em outubro de 2017 nas zonas Norte, Oeste e Sudeste. O sistema conta com 7.577 usuários cadastrados, que realizaram 7.847 operações, sendo 2.646 cancelamentos.

A cada três ações realizadas pelo Agenda Fácil, duas correspondem a agendamentos e uma a cancelamentos. As cinco especialidades mais agendadas durante os testes foram medicina interna/clínica geral, ginecologia/obstetrícia, pediatria, odontologia e radiologia.
“Este aplicativo favorece a equidade entre os usuários e não usuários do aplicativo, pois o cancelamento pode ser realizado diretamente pelo paciente e as vagas que ficam disponíveis podem ser aproveitadas por todos”, explicou Wilson Pollara, secretário de Saúde.

Uma pesquisa encomendada pela Secretaria Municipal de Saúde ouviu 249 pessoas, de 22 a 26 de fevereiro de 2018. Deste total, 90% dos usuários consideraram o aplicativo fácil de entender e de usar.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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