Casais com dificuldade de gerar filho podem contar com ajuda eficaz da ciência (Foto: Divulgação)

Saúde

As mulheres que desejam engravidar e, para isso, necessitam recorrer à ajuda da ciência para atingirem o seu objetivo, devem ficar atentas: desde o final de 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou e anunciou nova resolução (n0 2.168/2017) para utilização dos métodos de reprodução assistida. Entre as técnicas mais conhecidas estão procedimentos como fertilização in vitro, inseminação artificial, injeção intracitoplasmática de espermatozoides (Icsi), relação sexual programada e doação de óvulos.

O documento aborda temas como gestação compartilhada, idade máxima para as mulheres passarem pelo procedimento, cessão temporária de útero e descarte de embriões. “Apesar de vários projetos tramitarem no Congresso, não existe legislação no Brasil sobre o assunto”, explica Joanna Porto, advogada do escritório Porto, Guerra & Bitetti Advogados.

Desde 1984 – quando nasceu no Brasil o primeiro bebê gerado via reprodução assistida – o número de procedimentos só tem aumentado. Entre os anos de 2011 e 2016 foram 33.790, de acordo com o relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A resolução do CFM permitiu a doação voluntária de gametas; diminuiu o tempo de criopreservação compulsório de embriões de cinco para três anos; entre outros casos”, contou o Dr. Edson Borges Júnior, especialista em Reprodução Humana e diretor científico da Fertility Medical Group. 

Confira os principais pontos que foram atualizados com a resolução do CFM

Idade da gestante: A idade máxima recomendada pelo CFM para as mulheres passarem por técnicas de reprodução assistida é de 50 anos. No entanto, há exceções. Estas serão aceitas baseadas em critérios fundamentados pelo médico responsável e após esclarecimento quanto aos riscos envolvidos à paciente e aos descendentes eventualmente gerados. “A resolução deixa o critério médico como balizador para a indicação ou não do procedimento”, afirma o Dr. Edson Borges Júnior, especialista em Reprodução Humana e diretor científico da Fertility Medical Group.

Quantidade de embriões: A transferência máxima de embriões estará estritamente ligada à idade da paciente, sendo dois – para mulheres com até 35 anos; três – para mulheres entre 36 e 39 anos; e quatro – para mulheres com 40 anos ou mais. “Cada vez mais transferimos menos embriões, tentando minimizar e evitar as gestações múltiplas, principal agravante das Técnicas de Reprodução Assistida”, explica o Dr. Borges. Caso haja uma gravidez múltipla, fica proibida a utilização de qualquer tipo de procedimento que promova a redução embrionária.

Gestação compartilhada: A medida beneficia casais homoafetivos femininos. Neste caso, o embrião obtido a partir da fecundação do oócito de uma mulher é transferido para o útero da parceira, ainda que não exista diagnóstico de infertilidade.

Cessão temporária do útero: Até então, o procedimento era permitido entre mãe, avó, irmã, tia e prima. Agora, filha e sobrinha entram na lista e podem, caso desejem, ceder os úteros de forma temporária, para o procedimento de gestação de substituição. “Quando isso acontece, as partes assinam um contrato, onde a pessoa que cedeu o útero reconhece ser apenas a parte capaz de gestar e não a mãe propriamente dita, já que não possui a intenção de formar família. Por esse motivo, a gestante deve entregar a criança aos seus pais, e estes deverão aceitá­la independentemente de suprir ou não suas expectativas”, afirma a advogada Danielle Bitetti, especializada em Direito à Saúde.

Descarte de embriões: O limite de tempo para descarte dos embriões criopreservados foi diminuído de cinco para três anos.

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Inovação poupará vida de alguns cachorros (Foto: Reprodução/Pixabay)

Saúde

O curso de medicina veterinária da Faculdade das Américas (FAM) está com um diferencial em suas aulas práticas em relação ao mercado. A instituição possui um cachorro sintético para as atividades. Este é o primeiro modelo no País. O sistema vascular do cachorro possui uma bomba controlada eletronicamente, que simula os batimentos cardíacos do animal.

“O uso do cachorro sintético favorece a associação da tecnologia com as metodologias de vanguarda para uma melhor aprendizagem e formação das competências profissionais necessárias para as melhores práticas”, destacou Rodrigo Varotti, professor e coordenador do curso de medicina veterinária da FAM.

Tudo parece tão real no laboratório que o animal até sangra durante os procedimentos. O microprocessador que controla a frequência dos batimentos pode ser acionado e modificado via Wi-Fi, a partir de um aplicativo no tablet à disposição dos alunos. É importante destacar que, o modelo sintético, em diversas ocasiões, é melhor para se estudar do que o cadáver real.

“Este recurso permite ao aluno aprender a anatomia e seus aspectos morfofuncionais, assim como as técnicas operatórias, sem a necessidade do sacrifício do animal, como ocorre quando utilizado o modelo biológico", concluiu Varotti. Mais informações em vemprafam.com.br

Empresa estipulou meta para 2022 (Foto: Divulgação/McDonald's)

Saúde

O McDonald’s anunciou nesta terça-feira (20) um compromisso de reduzir as calorias do menu infantil McLanche Feliz em 120 países, incluindo o Brasil, até 2022. A ideia da empresa é oferecer refeições mais balanceadas para as crianças, com ingredientes mais saudáveis, obedecendo os novos critérios globais de nutrição: 600 calorias ou menos - sendo 10 % das calorias a partir de gordura saturada, 650mg de sódio e 10% de calorias a partir de açúcar adicionado.

“Nós reconhecemos a oportunidade que temos de ajudar famílias por sermos um dos restaurantes mais frequentados do mundo e continuamos comprometidos em avaliar nossa comida”, afirmou Steve Easterbrook, presidente e CEO do McDonald’s.

Atualmente, 28% das combinações do McLanche Feliz, em 20 países, atendem aos novos critérios. Para atingir a meta de 50% em 120 nações, até 2022, o McDonald’s já iniciou uma reformulação do cardápio em alguns países, como Itália, Austrália e França. Nestes locais, a empresa passou a oferecer opções com frango grelhado (proteína magra) e verduras.

Além disto, o McDonald’s pretende simplificar ingredientes, removendo aromas, corantes e conservantes artificiais. Nos EUA, na França e no Canadá, os nuggets já estão sendo preparados de uma maneira mais saudável.

A empresa ainda se comprometeu a ser mais transparente em relação às informações nutricionais de seu cardápio, bem como, realizar uma publicidade mais responsável para as crianças.

Em 2013, a empresa, num acordo com a ONG Alliance for a Healthier Generation, colocou alternativas ao refrigerante no McLanche Feliz nos EUA, o que resultou no aumento de 14% na quantidade de pedidos com água, leite ou suco como opção de bebida.

“Desde o começo, a Healthier Generation sabia que nosso trabalho com o McDonald’s poderia influenciar melhorias de larga escala para crianças de todo o mundo”, disse Howell Wechsler, diretor executivo da Alliance for a Healthier Generation.

Recrutador pode descobrir eloquência dos candidatos por vídeo (Foto: Divulgação)

Economia

A inteligência artificial agora é uma aliada para quem busca emprego e para quem pretende empregar. A Jobecam é um sistema on-line criado para gerenciar currículos em vídeo que ficam armazenados e, por meio de algoritmos, a inteligência artificial avalia o conteúdo com base nos interesses dos recrutadores e encaminha os perfis com mais proximidade ao que é desejado.

O sistema conta com mais de 17 mil usuários e mais de 90 empresas de médio e grande porte. Segundo a fundadora Camila Yochabell, a ideia surgiu há dois anos, quando ela percebeu não existir algo que reunisse currículos no formato de vídeo. “O currículo tradicional não mostra a essência do candidato”, explicou.

Segundo ela, a Jobecam elimina gastos como o transporte e alimentação para uma entrevista de emprego.
O interessado pode acessar o site https://jobecam.com/login e fazer seu vídeo currículo de 30 segundos gratuitamente. Se houver interesse de alguma empresa, ele será notificado e gravará um novo vídeo com respostas a questões dos recrutadores.

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Plataforma da Justiça Eleitoral garante o anonimato de denunciantes (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Desde a disponibilização do aplicativo Pardal pela Justiça Eleitoral em agosto, o sistema recebeu, no Estado de São Paulo, 953 comunicações. Desse total, 69% referem-se à propaganda eleitoral e as demais denúncias se relacionam a crimes eleitorais, uso da máquina pública, compra de votos, entre outras. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Além da opção de download do Pardal para uso em dispositivos móveis, eleitores podem acessá-lo também em sua versão web no site do TRE paulista, que atua no maior colégio do País, com 33 milhões de eleitores. O sistema Pardal, ferramenta de fiscalização e denúncia, possibilita ao eleitor denunciar diferentes irregularidades durante as eleições de 2018, como propagandas eleitorais, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais, doações e gastos de campanha. Infrações nas propagandas veiculadas em emissoras de TV e rádio e na internet não serão processadas pelo sistema. Para realizar a denúncia, o autor deve inserir elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios, além do nome e CPF. As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, que é uma das partes legítimas para ajuizar representações perante o TRE-SP contra supostas infrações eleitorais. Além do Pardal, o eleitor pode denunciar irregularidades no sistema de Denúncia online. Entretanto, por meio desse sistema, é possível denunciar somente propagandas de rua consideradas fixas, ou seja, veiculadas por meio de outdoors, balões, bonecos, cavaletes, pichações e de inscrições a tinta em muros e fachadas. A denúncia enviada por esse sistema é encaminhada diretamente ao juiz eleitoral que, caso constate a irregularidade, notificará o responsável para retirar a propaganda irregular no prazo de 48 horas. Se a ordem for cumprida, o procedimento será arquivado, mas se persistir a irregularidade, o expediente será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. O sistema recebeu, desde a sua implementação em junho, 461 denúncias.

Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

Opinião

Nesta semana, a polêmica da vez foi a declaração de um militar acerca dos malefícios de uma criança crescer longe da figura do pai ou do avô. De acordo com ele, jovens nesta condição ficam mais vulneráveis à criminalidade, principalmente se viverem em áreas dominadas pelo tráfico. Sinceramente, não entendi o porquê de tanta celeuma para uma afirmação tão óbvia. Ao contrário do que a grande mídia propagou por aí, a assertiva do tal general não constitui qualquer ofensa às mulheres e às mães em geral. Trata-se, apenas e tão somente, de uma constatação empírica. Crescer em uma família desestruturada (sem pai ou mãe) contribui, sim, para que o jovem venha a trilhar no mundo do crime, bastando para tanto analisar os estudos e pesquisas sobre o tema. O fato de o militar ter feito referência somente à ausência da figura masculina não significa que o contrário não seja também verdadeiro. Isso só não foi explicitado porque a grande maioria dos jovens com famílias cindidas vive na companhia da mãe e da avó, e não do pai ou do avô. E, na ausência destes últimos, surge então a necessidade de um referencial paterno, de uma figura masculina, que, infelizmente, pode vir a ser o traficante do morro, vez que dotado de autoridade, poder e dinheiro. Alguma incoerência em tal discurso? Creio que não! No ano de 2007, inclusive, um grande jornal do país divulgou um trabalho com esta mesma conclusão. No entanto, ninguém reclamou de nada. Já em 2008, foi a vez de Barack Obama dizer que crianças sem pai têm 20 vezes mais chances de acabarem na prisão. Todavia, mais uma vez o silêncio foi sepulcral. Por fim, em 2016, um estudo de minha instituição revelou não só que dois em cada três jovens infratores vêm de lares sem pai, como também que 60% deles não professam nenhuma religião. Em outras palavras, Deus e família (pai e mãe) são sim inibidores do crime, não havendo como se negar o óbvio. Na realidade, o problema não foi o conteúdo do que foi dito, mas sim por quem foi dito. E isso já bastou para se dar início a um verdadeiro assassinato de reputações. Lamentável! Hoje em dia, creio que tão ou mais grave que a corrupção material e financeira, é a corrupção espiritual, intelectual e de personalidade de alguns. Definitivamente, o maior problema do Brasil é a corrupção da inteligência! Rodrigo Merli Antunes é Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal*

157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único barrado pela Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Até agora, foram 157 candidatos impedidos de prosseguirem na disputa com base em dados ainda parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 6% de todas as 2.599 candidaturas rejeitadas pela Justiça Federal. Restam 27.402 consideradas aptas, entre presidenciáveis, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Em 2014, foram 250 nomes tirados da lista, cerca de 60% a mais do que neste pleito. Ainda assim, não conseguiu barrar Paulo Maluf como deputado federal, que, em 2013, fora condenado em segunda instância por improbidade administrativa. Já se vão mais de oito anos desde que a Lei Complementar 135/10, mais conhecida como Ficha Limpa, entrou em vigor, em 4 de junho de 2010. Passou a valer já nas eleições de 2012, proibindo candidaturas de condenados em segunda instância e sentenciando a oito anos de inelegibilidades aqueles que renunciassem ao cargo para evitar processo de cassação. O texto, que revolucionou a história eleitoral brasileira, é de uma clareza singular, embora ainda não falte quem ouse questioná-lo. Mas esta lei segue viva e atual, cumprindo o seu papel de depuração e ajudando a separar o joio do trigo. Pode até parecer pouco que apenas 6% do total de candidatos seja retido. Mas, sem a Lei da Ficha Limpa, o número de fichas sujas seria certamente bem maior. Cientes das restrições legais, os próprios partidos já fazem sua triagem, impedindo inscrições daqueles que seriam enquadrados pela legislação. Assim, a lei de iniciativa popular, nascida a partir da assinatura de mais de 1,6 milhão de cidadãos, vai mostrando sua importância no processo eleitoral. Seus efeitos são limitados no que diz respeito aos resultados finais, mas é um sopro de esperança para que os eleitores tenham opções de mais qualidade na disputa.

Candidato do PT foi atacado em debate da TV Aparecida (Foto: Reprodução/TV Aparecida)

Nacional

Com a ausência de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, foi o alvo principal dos adversários durante o debate realizado na noite desta quinta-feira, 20, pela TV Aparecida, na cidade do interior paulista. Estreante num encontro entre os presidenciáveis, Haddad foi questionado sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff. Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT somente no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato e barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme as mais recentes pesquisas, ele está em segundo lugar nas intenções de voto, atrás do líder Bolsonaro - o candidato do PSL permanece internado se recuperando de uma facada. O debate desta quinta-feira foi promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Santuário Nacional de Aparecida. O Ibope, em sua mais recente pesquisa, mediu as intenções de voto entre os católicos. Jair Bolsonaro lidera e, no dia 18, tinha 25%. Fernando Haddad estava com 21%, mas tinha 9% na pesquisa anterior. A transferência dos votos do ex-presidente Lula lhe deu 12 pontos entre os católicos. Ciro Gomes oscilou para cima, com 13% do eleitorado desta religião. 
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Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

Opinião

157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é uma das maiores representantes do empoderamento feminino no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

Opinião

Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

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