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Sex, Out

Além de evitar alimentos gordurosos, crianças devem fazer duas horas e meia de atividades físicas por semana (Foto: Divulgação)

Saúde

Diabetes, colesterol elevado, pressão alta, problemas cardíacos, estresse, depressão. Problemas de gente grande que cada vez mais têm chegado ao cotidiano de crianças e adolescentes por conta da obesidade infantil, que cresceu drasticamente.

Dados da Organização Mundial da Saúde e do Imperial College de Londres, mostram que o contingente de obesos nessa faixa etária chegou a 124 milhões em 2017, número dez vezes maior se comparado aos 11 milhões da década de 1970. No Brasil, os indicadores não são animadores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças está fora do peso recomendado para a idade.

Vários aspectos costumam ser levados em conta. Entre eles estão o peso da mulher durante a gestação, o peso da criança ao nascer, o tipo de parto, a presença ou ausência do aleitamento materno, a alimentação nos primeiros mil dias (contando gestação e os primeiros dois anos), se houve alimentação complementar após o aleitamento materno e a rotina da educação alimentar a partir de então. Em alguns casos, fatores genéticos e o uso de determinados medicamentos também influenciam.

No entanto, na maioria das vezes, o aumento se deve a uma alimentação inadequada associada a pouca – ou nenhuma – prática de atividade física. “A atividade física vai muito além do controle de peso, pois é importante para a promoção da saúde como um todo”, afirma o pediatra Hugo Ribeiro, especializado em Gastroenterologia e Nutrologia.

Outro equívoco é culpar determinados alimentos quando se fala em ganho de peso e, muitas vezes, abolir até o café da manhã da dieta. “O alimento não pode ser considerado mau. O que de fato existem são dietas más. O importante é ter moderação, diversidade e proporcionalidade”, explica.

Exemplo vem dos pais

A educação alimentar nos primeiros anos é primordial, não só para garantir o peso corporal adequado, como também para prover o corpo dos nutrientes necessários. O papel dos responsáveis na rotina dos pequenos é fundamental. “Pais com hábitos inadequados inserem a criança nesse cenário e isso é um grande risco”, diz o nutrólogo Caiaque Souza, da Clínica da Obesidade. O segredo para manter o equilíbrio, de acordo com o especialista, é manter a alimentação balanceada, evitando ao máximo açúcares, gordura saturada, sal e itens industrializados.

Criança saudável, adulto também

Mais do que promover a perda de peso, a prática de atividade física promove a melhoria motora e cognitiva das crianças. Principalmente se a mesma for inserida no cotidiano dos pequenos de maneira lúdica. “Uma criança saudável, que gosta de se movimentar, se tornará um adulto saudável, e não sedentário. É uma mudança no estilo de vida”, afirma a professora italiana Caterina Pesce, que, junto com o grupo Ferrero, traz para o Brasil a metodologia Joy of Moving. A iniciativa consiste em trabalhar com jogos físicos que demandam poucas ferramentas e podem ser feitos em espaços reduzidos junto a outras crianças e adultos. 

Calculo para verificar o peso ideal

 Uma das ferramentas utilizadas para saber se a criança está ou não dentro do peso ideal é calcular o Z-IMC. Para isso, é necessário ter em mãos dados como sexo da criança, idade, peso e altura. A medida pode ser feita por meio do site www.abeso.org.br/atitude-saudavel/z-imc-criança.

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Após conversar com especialistas, a jornalista Carolina Thomeu tira as principais dúvidas dos pais sobre sexualidade infantil. Confira!

Cada jovem tem sua forma de estudar. Pais devem respeitar possíveis diferenças (Foto: Divulgação)

Nacional

Todos os pais sonham em ver seus filhos formados, com bons empregos, salários altos e até em funções importantes da sociedade. Mas a ansiedade e mesmo algumas atitudes paternas e maternas podem repercutir de forma negativa no caminho do filho.

Cada pessoa tem uma forma diferente de estudar e se concentrar, de modo que, segundo a coach Valéria Ribeiro os pais devem respeitar a forma como o filho estuda e tentar auxiliá-lo da melhora maneira possível. "As pessoas têm canais de aprendizagem diferentes e dessa forma aprendem de forma diferentes e isso precisa ser respeitado."

Para a especialista, não adianta apenas focar em métodos tradicionais ou naqueles que os pais acreditam. “Se o vestibulando gosta de estudar com música, deixe isso acontecer, se ele estuda melhor em lugares organizados e silenciosos, propicie isso. Se ele estuda melhor vendo os vídeos de explicação na internet, também está tudo certo. Se a melhor forma de estudar são os mapas mentais, isso também é bom", argumenta a especialista.

Para Valéria, independente do resultado do vestibular, uma atitude positiva é sempre o melhor caminho. “É importante deixar claro para o filho que independente do resultado o amor que os pais sentem por eles continuará o mesmo”, concluiu a coach. 

Veja algumas dicas da profissional

 - Quando conversar com seu filho, busque conversar sobre outros assuntos que não sejam só vestibular, afinal ele já está vivendo isso 24 horas por dia.

 -Tenha cuidado quando tratar da escolha do curso que o filho fará na graduação.

- Lembre-se que essa é uma escolha dele e não sua, ele não tem obrigação nenhuma de cursar um curso que você sonhou para você ou mesmo seguir uma profissão da família.

- Mantenha uma postura de orientação, busquem informações juntos sobre as diferentes carreiras, leve-o para conversar com profissionais da área, mas não faça a escolha por ele

- É preciso lembrar que hoje estamos formando jovens para profissões que talvez ainda nem exista ou profissões que os pais não conhecem muito bem o que fazem, afinal o número de graduações aumentou muito e isso acaba tornando a escolha mais complexa.

- Os pais devem ressaltar quais são as qualidades, habilidade, competências e talentos do filho. Isto aumenta a confiança do estudante, pois revela ao jovem seu potencial e consequentemente o auxiliará a conseguir notas melhores nos vestibulares.

- O estudante está ansioso, tendo insônia, se sente muito angustiado, vale a pena procurar um profissional (psicólogo, homeopata, terapeuta ou outro) que possa ajudá-lo a lidar melhor com a pressão do vestibular. O lado emocional é decisivo, pois fortalece a confiança do jovem e auxilia nas escolhas realizadas

Raimundo entrou no Metrô há 30 anos e ajudou a filha Naiana a ingressar, ela auxiliou o marido Christian, que depois incentivou o pai, Josenildo (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Uma história de amor entre pais e filhos para lá de curiosa, envolvendo a vida profissional de integrantes das famílias Silva e Torres, aconteceu no Metrô. O patriarca da primeira, Raimundo Nonato Cândido da Silva, 56, quando ainda era bastante jovem, iniciou sua jornada na empresa, há mais de 30 anos. Ele teve duas filhas: Naiana e Caroline.

Durante a criação das meninas, elas escutavam o pai contar histórias curiosas e interessantes que ele via e vivia nas linhas, como OTM – sigla utilizada para caracterizar o funcionário que auxilia os passageiros nas plataformas. profissional

Quando as duas chegaram à adolescência, ele deu uma forcinha para que elas seguissem pelo mesmo caminho. “Ele nunca nos obrigou, mas incentivou para que a gente entrasse no Metrô também”, contou Naiana. Ela iniciou sua carreira na área de manutenção em 2006, como aprendiz. Depois, estudou, prestou concurso público e, desde 2008, é funcionária da empresa.

Acontece que, durante os estudos, ela conheceu Christian Silva Torres, 29, na sala de aula. Eles iniciaram o namoro e o rapaz trabalhava em outra companhia, também com a manutenção de equipamentos. “Quando abriu um novo concurso, há cinco anos, ela começou a me incentivar a entrar também”, disse.

Nesse momento, ele começou a estudar mais intensamente para a prova. E teve a essencial ajuda do seu pai, Josenildo Vieira Torres Júnior. “Ele foi muito importante, porque me auxiliou na hora dos estudos”, disse.

O casal se realizou profissionalmente, mas a história do sogro de Naiana, e pai de Christian, sofreu um baque quando ele ficou desempregado. “Eu atuava na área de telecomunicações, que foi muito afetada pela crise. Acabei perdendo o emprego e, com 53 anos, fica mais difícil de achar alguma vaga”, falou.

Foi então que filho, nora e até o consogro tiveram uma ideia: no próximo concurso, avisariam Josenildo e o ajudariam a passar na prova. Dito e feito: este ano, ele conseguiu sair da fila dos desempregados e entrou para o Metrô. “É muito curioso, porque normalmente os pais que ajudam os filhos a conseguirem uma carreira. No nosso caso, foi o contrário”, disse Christian, rindo. 

Próximas gerações

Christian conversou com o Metrô News em seu posto de trabalho, na estação Tamanduateí. Já Naiana estava na Corinthians-Itaquera. No entanto, a grande distância entre os dois não os impediu de dar a mesma resposta para uma pergunta em comum: vão incentivar os filhos a entrarem no Metrô. “É uma empresa que nos deu tudo, desde o meu pai, até nós, agora”, falou Naiana. “Não tem porque dizer não. A gente é muito feliz aqui. Claro que, se eles quiserem seguir outras carreiras, não vamos impedir”, disse Christian. Os dois moram em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde Josenildo também tem uma casa. Já Cândido vive em São Mateus. 

Treinamento árduo antes de começar 

Josenildo está há três semanas em treinamento, que ocorre no pátio da estação Jabaquara. Ele contou que se trata de um período de três meses, difícil, mas sabe que valerá a pena. “Estou muito feliz e realizado com tudo isso”, disse.  

Raimundo Nonato Cândido da Silva

“O que eu quero dizer para minhas filhas é que elas são o meu orgulho. Fico muito feliz de ver que elas estão bem, trabalhando, conquistando suas coisas.” 

Naiana Rodrigues Cândido

“Eu queria agradecer pelo incentivo que meu pai me deu. Ele me guiou. Desejo que a gente fique muitos e muitos anos contando nossas histórias engraçadas um para o outro. Eu te amo, pai!” 

Christian Silva Torres

“Eu e meu pai temos uma relação que é de parceria, fazemos piadas, brincamos. Somos muito amigos. Eu desejo toda a sorte do mundo para ele nessa nova caminhada.”

 
Josenildo Vieira Torres Júnior

“O Christian é o meu motivo de orgulho. Eu o admiro muito e sou muito grato pelo que ele fez por mim. Por toda a ajuda que ele me deu nesse momento da minha vida.”

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.

Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Confesso que essa batalha do #elenão e #elesim algumas vezes me deixa confuso. Afinal, quem é o seu “ele não”? Ou o “ele sim”? Parece que as pessoas têm medo de falar esse nome que supostamente não pode ser dito. Vejo um enorme questionamento sobre machismo. Geralmente, quem fala isso é uma mulher. Vi, inclusive, a vice do Haddad criticando o machismo e em uma certa frase ela usou a palavra feminismo três vezes. Eu fico confuso: o machismo é proibido, errado, questionado, uma coisa que deve ser totalmente excluída da sociedade, mas o feminismo radical pode? Sempre fui a favor dos direitos iguais. Há dez anos, quando ganhei a guarda definitiva do meu filho, defendia essa postura sem hipocrisia. Eu acho que não existe nenhuma diferença entre homem e mulher. Se fosse há 2 mil anos, quando tudo era à base da força física, faria sim diferença em uma caça, batalha, onde era necessário usar espada, ou armadura pesada para defender uma civilização. Mas hoje, você precisa de uma espada para decidir alguma coisa? Não, uma caneta decide. As mulheres são atuantes nas universidades e ocupam altos cargos. Sei que ainda existe diferenciação, fruto de uma cultura absurda, subdesenvolvida. Afinal, a mulher é tão capaz quanto o homem, e o contrário também, e ambos podem sozinhos gerir uma família, assim como aconteceu comigo. Eu administro as tarefas de ser pai, empresário, profissional e empreendedor. Fiquei com nosso filho porque chegamos a um acordo, o que não significa que eu, naquela situação, era melhor ou pior do que a mãe dele. Quem questiona o machismo, assim como quem questiona o feminismo ou a homossexualidade é tão preconceituoso ou mais do que aquele que está só externando a sua possibilidade ou vontade política. Essa campanha #elesim e #elenão, vou fazer isso ou vou fazer aquilo, é desgastante. Meu filho tem 12 anos e eu o criei sem a ajuda de ninguém, absolutamente sozinho, nem minha família tão pouco a da mãe dele. Sempre eu e ele a vida inteirinha. Basta a gente querer, e deixar o preconceito de lado. Daniel Toledo é Advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami

Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

Opinião

Bolsonaro nada de braçada no Estado de São Paulo onde, segundo a última sondagem do instituto Paraná Pesquisas tem quase 70% das intenções de voto do eleitorado local. Daí não ser surpresa o fato de tanto João Doria (PSDB) quanto Márcio França (PSB) desejarem e precisarem dos votos dos correligionários do capitão reformado para vencer a disputa ao Palácio dos Bandeirantes. França até que saiu na frente nesta disputa particular, ao obter de primeiro momento o apoio do futuro senador Major Olímpio (PSL), simplesmente o mais bem votado para o cargo em todo o País. Também obteve a preferência do Major Costa e Silva (DC), aliado de Bolsonaro e quinto colocado na disputa estadual. Mas Doria reagiu rápido. Primeiro atraiu o PRTB, partido do general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, e, em seguida, buscou uma aproximação direta com o próprio presidenciável, ao tentar um encontro com ele no Rio de Janeiro. Embora não tenha sido recebido, o ex-prefeito paulistano saiu de lá com um excelente recorte de uma declaração mais ampla do pesselista, que logo passou a ser usada na campanha do tucano. “Eu sei que ele (Doria) é uma oposição ao PT. Somos oposição ao PT. E eu sei que o outro lado, o França, tem o apoio velado do PT. Então, no momento eu desejo boa sorte ao Doria”, disse Bolsonaro, depois de destacar sua neutralidade na disputa paulista. França até que tentou descolar a eleição no Estado da polarização nacional, mas sem sucesso. Mas, por fim pode ser sugado pelo sentimento anti-PT que varre o País. Enquanto busca se afastar do seu vínculo histórico, seu adversário faz questão de explorá-lo. Com isso, as propostas vão ficando em segundo plano, mascaradas por ataques e tentativas de defesa de ambos os lados. Desta forma, segundo o Paraná Pesquisas, os dois estão em situação de empate técnico (52,3% de Doria contra 47,7% de França), inclusive com rejeição similar (39,8% contra 37%). Diante de linha tão tênue entre a vitória e a derrota, pode ganhar mais votos aquele que mais endurecer o discurso, ainda que, contraditoriamente, em um momento em que o presidenciável do PSL busca mais equilíbrio em suas falas. Ainda assim, quem conseguir convencer essa parte do eleitorado paulista que pode jogar no mesmo time do ex-militar do Exército certamente não ficará de urnas vazias.
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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

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