Além de evitar alimentos gordurosos, crianças devem fazer duas horas e meia de atividades físicas por semana (Foto: Divulgação)

Saúde

Diabetes, colesterol elevado, pressão alta, problemas cardíacos, estresse, depressão. Problemas de gente grande que cada vez mais têm chegado ao cotidiano de crianças e adolescentes por conta da obesidade infantil, que cresceu drasticamente.

Dados da Organização Mundial da Saúde e do Imperial College de Londres, mostram que o contingente de obesos nessa faixa etária chegou a 124 milhões em 2017, número dez vezes maior se comparado aos 11 milhões da década de 1970. No Brasil, os indicadores não são animadores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma em cada três crianças está fora do peso recomendado para a idade.

Vários aspectos costumam ser levados em conta. Entre eles estão o peso da mulher durante a gestação, o peso da criança ao nascer, o tipo de parto, a presença ou ausência do aleitamento materno, a alimentação nos primeiros mil dias (contando gestação e os primeiros dois anos), se houve alimentação complementar após o aleitamento materno e a rotina da educação alimentar a partir de então. Em alguns casos, fatores genéticos e o uso de determinados medicamentos também influenciam.

No entanto, na maioria das vezes, o aumento se deve a uma alimentação inadequada associada a pouca – ou nenhuma – prática de atividade física. “A atividade física vai muito além do controle de peso, pois é importante para a promoção da saúde como um todo”, afirma o pediatra Hugo Ribeiro, especializado em Gastroenterologia e Nutrologia.

Outro equívoco é culpar determinados alimentos quando se fala em ganho de peso e, muitas vezes, abolir até o café da manhã da dieta. “O alimento não pode ser considerado mau. O que de fato existem são dietas más. O importante é ter moderação, diversidade e proporcionalidade”, explica.

Exemplo vem dos pais

A educação alimentar nos primeiros anos é primordial, não só para garantir o peso corporal adequado, como também para prover o corpo dos nutrientes necessários. O papel dos responsáveis na rotina dos pequenos é fundamental. “Pais com hábitos inadequados inserem a criança nesse cenário e isso é um grande risco”, diz o nutrólogo Caiaque Souza, da Clínica da Obesidade. O segredo para manter o equilíbrio, de acordo com o especialista, é manter a alimentação balanceada, evitando ao máximo açúcares, gordura saturada, sal e itens industrializados.

Criança saudável, adulto também

Mais do que promover a perda de peso, a prática de atividade física promove a melhoria motora e cognitiva das crianças. Principalmente se a mesma for inserida no cotidiano dos pequenos de maneira lúdica. “Uma criança saudável, que gosta de se movimentar, se tornará um adulto saudável, e não sedentário. É uma mudança no estilo de vida”, afirma a professora italiana Caterina Pesce, que, junto com o grupo Ferrero, traz para o Brasil a metodologia Joy of Moving. A iniciativa consiste em trabalhar com jogos físicos que demandam poucas ferramentas e podem ser feitos em espaços reduzidos junto a outras crianças e adultos. 

Calculo para verificar o peso ideal

 Uma das ferramentas utilizadas para saber se a criança está ou não dentro do peso ideal é calcular o Z-IMC. Para isso, é necessário ter em mãos dados como sexo da criança, idade, peso e altura. A medida pode ser feita por meio do site www.abeso.org.br/atitude-saudavel/z-imc-criança.

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Após conversar com especialistas, a jornalista Carolina Thomeu tira as principais dúvidas dos pais sobre sexualidade infantil. Confira!

Cada jovem tem sua forma de estudar. Pais devem respeitar possíveis diferenças (Foto: Divulgação)

Nacional

Todos os pais sonham em ver seus filhos formados, com bons empregos, salários altos e até em funções importantes da sociedade. Mas a ansiedade e mesmo algumas atitudes paternas e maternas podem repercutir de forma negativa no caminho do filho.

Cada pessoa tem uma forma diferente de estudar e se concentrar, de modo que, segundo a coach Valéria Ribeiro os pais devem respeitar a forma como o filho estuda e tentar auxiliá-lo da melhora maneira possível. "As pessoas têm canais de aprendizagem diferentes e dessa forma aprendem de forma diferentes e isso precisa ser respeitado."

Para a especialista, não adianta apenas focar em métodos tradicionais ou naqueles que os pais acreditam. “Se o vestibulando gosta de estudar com música, deixe isso acontecer, se ele estuda melhor em lugares organizados e silenciosos, propicie isso. Se ele estuda melhor vendo os vídeos de explicação na internet, também está tudo certo. Se a melhor forma de estudar são os mapas mentais, isso também é bom", argumenta a especialista.

Para Valéria, independente do resultado do vestibular, uma atitude positiva é sempre o melhor caminho. “É importante deixar claro para o filho que independente do resultado o amor que os pais sentem por eles continuará o mesmo”, concluiu a coach. 

Veja algumas dicas da profissional

 - Quando conversar com seu filho, busque conversar sobre outros assuntos que não sejam só vestibular, afinal ele já está vivendo isso 24 horas por dia.

 -Tenha cuidado quando tratar da escolha do curso que o filho fará na graduação.

- Lembre-se que essa é uma escolha dele e não sua, ele não tem obrigação nenhuma de cursar um curso que você sonhou para você ou mesmo seguir uma profissão da família.

- Mantenha uma postura de orientação, busquem informações juntos sobre as diferentes carreiras, leve-o para conversar com profissionais da área, mas não faça a escolha por ele

- É preciso lembrar que hoje estamos formando jovens para profissões que talvez ainda nem exista ou profissões que os pais não conhecem muito bem o que fazem, afinal o número de graduações aumentou muito e isso acaba tornando a escolha mais complexa.

- Os pais devem ressaltar quais são as qualidades, habilidade, competências e talentos do filho. Isto aumenta a confiança do estudante, pois revela ao jovem seu potencial e consequentemente o auxiliará a conseguir notas melhores nos vestibulares.

- O estudante está ansioso, tendo insônia, se sente muito angustiado, vale a pena procurar um profissional (psicólogo, homeopata, terapeuta ou outro) que possa ajudá-lo a lidar melhor com a pressão do vestibular. O lado emocional é decisivo, pois fortalece a confiança do jovem e auxilia nas escolhas realizadas

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