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Há vários tipos de sintomas para enxaqueca, como dor pulsátil, latejante e crescente, náuseas, vômitos, e incômodos com cheiro e luz (Foto: Divulgação)

Saúde

Queixa frequente nos consultórios médicos, a enxaqueca é um tipo de dor de cabeça com características bem marcantes, que costuma atingir mais mulheres do que homens, principalmente as que estão em idade fértil, entre 12 e 50 anos. A estimativa é de que a doença afete, no mundo, cerca de 300 milhões de pessoas – uma média de um entre sete indivíduos. Especificamente no Brasil, este é um mal presente na vida de 15% da população. Entre os principais incômodos desencadeados pela enxaqueca pode-se citar a dor pulsátil e latejante, que tende a piorar quando a pessoa se movimenta e realiza atividades cotidianas, como caminhar, e subir uma escada, por exemplo. Além disso, entre os sintomas de enxaqueca também podem ocorrer náuseas, vômitos e incômodos com luz (fotofobia), barulho (fonofobia) e cheiro.

O diagnóstico da enxaqueca é clínico, e os exames complementares só são pedidos em casos específicos, para descartar algum outro tipo de patologia. “São crises recorrentes com características bem específicas, de moderada a forte intensidade, geralmente lateralizada, pegando um lado do crânio. As crises têm duração entre quatro e 72 horas e os exames costumam não trazer alteração. Às vezes, a dor é pulsátil, mais bilateral; em outros casos, é uma dor lateralizada, mas não pulsátil”, explica Leandro Teles, neurologista graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro O Cérebro Ansioso, da Editora Alaúde.

Tipos de enxaqueca

A enxaqueca é dividida em dois grandes grupos: enxaquecas sem aura e enxaquecas com aura. O primeiro grupo é mais frequente, atingindo 80% dos pacientes, e é caracterizado por crises de dor intercaladas com incômodos ao ambiente e náuseas. Nesse caso, a dor pode começar e piorar ao longo dos minutos. Já a enxaqueca com aura acomete 20% dos pacientes. Mas o que é enxaqueca com aura? “A aura é um fenômeno neurológico transitório. Ela pode acontecer antes, durante ou sem a crise de dor. A mais comum é a aura visual, as alterações visuais transitórias. O paciente tem pontos brilhantes ou perda visual que dura, geralmente, de cinco a 60 minutos. Depois disso, há uma regressão total ou espontânea. Também existem outros tipos de aura, como a aura com formigamento, com alteração de sensibilidade, auras com tontura ou vertigem. Mas o quadro sempre tem essa característica: início abrupto e término espontâneo”, ressalta o Dr. Leandro Teles. De acordo com o especialista, existem também os casos infrequentes, nos quais a aura vem sem dor. Nessas situações, é feita uma investigação mais abrangente para fechar o diagnóstico.

Tipos de tratamento

Geralmente, o tratamento da enxaqueca  costuma ser dividido em dois tipos: os tratamentos de prevenção e os que agem durante as crises. O tratamento preventivo, geralmente, varia de três a seis meses e é recomendado a pessoas com mais de três crises de forte intensidade por mês.  O Dr. Edson Issamu Yokoo, neurologista da rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, destaca que não existem remédios específicos para prevenção da dor de cabeça. “Nós usamos remédios desenvolvidos para outras doenças, que nos auxiliam no tratamento de prevenção”, afirma.

Segundo ele, além dos medicamentos que serão receitados pelo especialista, existem também outras indicações, como o uso do oxigênio, anestésico local e ainda a utilização da toxina botulínica (botox) na região do couro cabeludo para tirar o estímulo de dor. “A novidade mais recente é a utilização de uma substância chamada anticorpo monoclonal, que é injetado na veia e resolve parcialmente a questão da dor de cabeça. Atualmente tem sido usado em pequena escala nos Estados Unidos, por conta do custo elevado e vem trazendo uma qualidade de vida melhor aos pacientes”, destaca Dr. Yokoo. Segundo ele, pessoas com problemas cardíacos, renais ou de trombose no pulmão devem ser acompanhadas com mais proximidade por um especialista antes de utilizar o medicamento.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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