Cerca de 180 milhões de mulheres sofrem com endometriose (Foto: Divulgação)

Saúde

Março, além de ser o mês da mulher, também é o período escolhido para chamar a atenção da endometriose.

A doença acomete aproximadamente 180 milhões de mulheres em todo o mundo. A endometriose é uma doença inflamatória crônica que acomete no sistema reprodutor feminino. De acordo com o Dr. Patrick Bellelis, especialista no assunto, a causa da doença ainda é incerta.

 A teoria mais aceita é sobre a menstruação retrógrada, em que o endométrio, tecido que reveste o interior do útero, sofre alterações durante o ciclo menstrual para que o óvulo fertilizado possa se implantar.

Ela não é doença maligna. Existem tratamentos eficazes e que devolvem a leveza para a vida dessas mulheres. 

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Mulheres ainda têm muito o que conquistar (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

Neste dia 8 de março comemoramos mais uma edição do Dia Internacional da Mulher. A data é especial para todas nós, pois está diretamente ligada aos movimentos feministas que buscavam mais respeito e dignidade para as mulheres, que desde o começo do século 20 ainda eram submetidas a um sistema desumano de trabalho, com exaustivas jornadas, em ambientes frequentemente insalubres e perigosos, e com salários muito abaixo daqueles que eram pagos aos homens pelo mesmo serviço.


Na mesma data, no ano de 1857, nos Estados Unidos, 129 operárias foram violentamente mortas quando reivindicavam uma jornada de “apenas” dez horas diárias de trabalho. Por este motivo, em 1910, durante a 2ª Conferência Internacional de Mulheres, ficou determinado que a data fosse declarada como o Dia Internacional da Mulher, em homenagem àquelas mulheres que morreram lutando por uma vida melhor.


Um pouco mais recente, precisamente em 1932, a mulher conquistava o direito ao voto e o direito de ser votada no Brasil. Fruto de muita luta por parte de corajosas mulheres que ousaram enfrentar um sistema social machista e exigir os seus direitos. Mesmo assim, após 86 anos, ainda somos a minoria em cargos públicos em nosso País, que ocupa a última colocação no ranking de participação feminina na política na América do Sul.


A história nos tem mostrado a evolução feminina, desde os tempos da submissão aos valores masculinos aos dias de hoje. Mães, operárias, donas de casa, mulheres com diploma universitário, mulheres com diploma da vida, ainda travam diuturnamente a luta pela igualdade social, direito básico de qualquer ser humano.


Já caminhamos muito desde aquele fatídico 8 de março de 1857. Mesmo assim, ainda há um longo caminho a ser trilhado para romper as barreiras e tabus que insistem em atravancar os avanços necessários, e que precisam ser banidos da nossa sociedade como condição essencial para a criação de um mundo justo, solidário e harmonioso para todos nós. E essa é a nossa luta, sempre.

*Célia Leão é deputada estadual pelo PSDB - SP

Chefe do crime já estava em presídio de segurança máxima (Foto: Reprodução/Twitter)

Nacional

O chefe-mor do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, vulgo Marcola, recebeu nesta quarta-feira, 21, mais uma condenação da Justiça. Dessa vez, a condenação ocorreu no âmbito da Operação Ethos, que mostrou que a facção havia montado um núcleo jurídico para atuar em seu favor. Marcola e Cleber Marcelino Dias dos Santos, o Clebinho, apontado como integrante da Sintonia Final Geral, a cúpula, foram condenados cada um a penas de 30 anos de prisão por integrar e liderar organização criminosa armada, além de cometerem o crime de corrupção ativa. 

Marcola está preso na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Ele passou um ano em Regime Disciplina Diferenciado (RDD), regime mais rígido de cumprimento de pena, justamente em razão das acusações oriundas das investigações da Operação Ethos. 

Tanto o líder como Clebinho deverão aguardar em cárcere o trâmite de recursos. "As circunstâncias judiciais foram desfavoráveis aos réus que integraram a organização criminosa notoriamente perigosa, que faz uso intenso de armas, causando pânico em todo o país, fazendo do narcotráfico sua fonte de renda, além de roubos com emprego de armamento pesado", escreveu na sentença o juiz da 1ª Vara de Presidente Venceslau, Gabriel Medeiros. 

"(Eles) estenderam tentáculos para o seio do Poder Público, agredindo valores substanciosos e caríssimos a toda sociedade brasileira, adentrando em organismos e entidades vocacionadas para a proteção dos direitos fundamentais da pessoa humana. Não se trata de juízo abstrato, mas sim algo que permeia os noticiários da mídia nacional há anos, além do que amparado pelas provas colacionadas", acrescentou o magistrado. 

As penas dos condenados foram aumentadas por conta da  cooptação de um integrante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, para atuar em favor da facção. A investigação apontou que Santos, que pegou 16 anos, dois meses e cinco dias de prisão em junho de 2017, mais pagamento de multa, recebia uma mesada de R$ 5 mil do PCC. Isso ocorria com objetivo de plantar denúncias de violação de direitos humanos, desestabilizando a segurança e o sistema penitenciário paulista. 

 

Catarina planejou atentado contra o pai para assumir o trono (Foto: Globo/ Marília Cabral)

Fora dos Trilhos

Após tentar assassinar o próprio pai em Deus Salve o Rei, a princesa de Artena, Catarina (Bruna Marquezine), vai decretar a prisão perpétua do rei Augusto (Marco Nanini). Isso porque ele sabe de seus planos com Rodolfo (Johnny Massaro), monarca de Montemor. “Ele não pode ficar em liberdade, pois sabe o que fizemos”, dirá a vilã.

O irmão de Afonso (Romulo Estrela) vai comemorar a derrota do reino rival. “Saboreando vossa conquista?”, questionará Catarina. “Você, sim, é a minha mais valiosa conquista”, vai responder o rapaz. “Augusto deposto, o castelo tomado. É o que se pode chamar de um belo dia”, completará a moça.

Após a decisão de prender Augusto, Rodolfo manda chamar o antigo rei. “Sua filha intercedeu por sua vida e eu decidi poupá-lo”, comenta. “Não sei a quem você se refere, pois já não tenho mais uma filha”, dispara o monarca.

“Vossa majestade será levada para a Torre de Zéria, onde permanecerá sob guarda por alguns anos. Tantos anos quanto restarem de vida”, dirá Rodolfo. “Fique certo que você ocupará o trono de Montemor por bem menos tempo do que imagina”, responde Augusto.Opções de Publicação

Apresentadora cita intolerância e diz que há descaso com imóvel em Búzios (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

A atriz Antonia Fontenelle fez post no seu Instagram na segunda-feira, 26, denunciando o descaso dos filhos do ator e diretor Marcos Paulo com a casa que era de sua propriedade em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro. Antonia e Marcos foram casados por seis anos. Ele morreu em 2012.

"Essas imagens comprovam o abandono, o descaso, a lentidão da Justiça, o desamor. Trata se da casa de Búzios, um dos cantinhos prediletos do Marcos Paulo, os vizinhos me relataram que os usuários de drogas invadiram a casa, por um bom tempo faziam moradia. Se vocês repararem bem, colocaram umas tábuas safadas pra tapar os buracos por onde eles passavam, pelas frestas da pra ver latas de cervejas jogadas pelo chão, vidros quebrados", escreveu a atriz.

"Resumindo, o imbróglio parado, os responsáveis não fazem manutenção do patrimônio e uma vida inteira de trabalho jogada no lixo, por intolerância e falta de respeito com um homem que durante toda a vida trabalhou e zelou pelos os seus. Chega de descaso", continuou, criticando o processo sobre a herança do ator.

Rei ficará à beira da morte após atentado (Foto: Artur Meninea/TV Globo)

Fora dos Trilhos

O rei de Artena, Augusto (Marco Nanini), pai da princesa Catarina (Bruna Marquezine), sofrerá um atentado esta semana em Deus Salve o Rei. Após um torneio que ocorre em suas terras, ele será acertado por um arqueiro, durante uma apresentação de teatro e ficará à beira da morte. A filha do monarca, indignada com o crime, vai acusar Rodolfo (Johnny Massaro), rei de Montemor, de ser o mandante.


O ex-herdeiro do trono, Afonso (Romulo Estrela), percebendo o perigo que se aproxima, aconselhará o irmão a não abandonar as terras de Artena enquanto as investigações prosseguirem, para não levantar falsas suspeitas. A princesa vai destituir Afonso da guarda real e acusá-lo de ser incapaz de proteger o rei.


O acordo entre as famílias reais será desfeito e o fornecimento de água para Montemor será interrompido. Nervoso pela situação, e após uma lua-de-mel sem sexo, Rodolfo ficará indignado com a ação e vai declarar guerra a Artena.

Silvio tenta entrar em assunto polêmico, mas logo desiste (Foto: Lourival Ribeiro/SBT)

Fora dos Trilhos

Silvio Santos recebeu em seu programa o médico Marcos Harter e a modelo Monique Amin, que participaram tanto do BBB como da Fazenda, realities shows da Globo e da Record, respectivamente. A atração da SBT vai ao ar no próximo domingo, 25, a partir das 20h.

Durante o quadro “Jogo das 3 Pistas”, Silvio descobriu que Marcos é um cirurgião plástico e brincou: “Eu vou lá na sua clínica e quero sair parecido com o Tom Cruise”. O apresentador também conversou sobre as polêmicas em que os dois convidados se envolveram nos confinamentos.

Inclusive, Monique contou que manteve um contrato de dois anos com uma emissora após sair de um reality show. “Pagaram para você dois anos sem você fazer nada? ”, indagou Silvio, que também questionou a modelo sobre relacionamentos e a polêmica acerca de um suposto estupro sofrido pela morena dentro do BBB, em 2012. “Você não pode falar, né?”, conformou-se o dono da SBT.

Além dos dois convidados, o apresentador recebeu as modelos Ju Isen, Jéssica Lopes e Erika Canela, bem como, as drag queens Penelopy Jean, Ikaro Kadoshi e Rita Von Hunty, que comandam o programa “Drag Me as a Queen”.

Ikaro aproveitou a participação no quadro “Não Erre a Letra” para agradecer a Silvio: “Se nós estamos apresentando um programa de TV hoje é porque muito tempo atrás um ser humano teve a ousadia de trazer o transformismo, as travestis e as drag queens para o palco de um programa chamado “Show de Calouros”, disse.

“Então, Silvio, muito, muito, muito obrigado! Se não fosse você mostrar para a população brasileira a nossa arte lá atrás, talvez a gente não estivesse aqui hoje”, completou.

 

 

 

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.

Vice de presidenciável do PSL acredita que lar com presença paterna seria diferente (Foto: HENRIQUE BARRETO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Nacional

Vice na chapa de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse na segunda-feira, 17, em São Paulo, que famílias pobres "onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", disse ele, durante palestra a empresários, fazendo um paralelo entre formação da família e ação de bandidos em áreas carentes. Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas de aproximação com outras economistas emergentes. Ele se referiu a esses países como "mulambada". "E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí." Na semana passada, Mourão já havia feito declarações consideradas polêmicas. Ele disse que o País precisaria de uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - o que, hoje, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. Nesta segunda, ele voltou a citar o tema da Constituição. Segundo o candidato a vice, a reforma da Carta representaria a "mãe de todas as reformas", uma vez que ela está desatualizada, apesar das emendas que sofreu. Bolsonaro Adotando um tom presidencial, o candidato a vice discursou por cerca de uma hora no evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com outras 21 entidades, que se reuniram num grupo chamado Reformar Para Mudar. Em sua fala, Mourão citou apenas uma vez Bolsonaro, que continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). "Bolsonaro é um estadista, não pensa apenas nesta eleição, mas nas próximas gerações", afirmou ele. Mourão reclamou também da forma como as forças policiais são criticadas quando atuam, na sua definição, "como polícia". "Temos de lembrar que direitos humanos são para humanos direitos", disse o general. "Se a polícia age como polícia, é duramente criticada: é o genocídio, o martírio da população brasileira. É trabalho enfrentar isso daí", disse ele, que foi aplaudido pela plateia. O militar foi aplaudido outras duas vezes enquanto discursava, ambas ao defender o livre mercado e a iniciativa privada. Ele defendeu, por exemplo, a privatização das áreas de refino e distribuição da Petrobras.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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