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Sáb, Out

Hospitais recorrem à filantropia para captar doações (Foto: Ascom/Hol/Fotos Públicas)

Saúde

Com o objetivo de conseguir doações alguns hospitais estão investindo na forma de capitação, para assistência, ensino e pesquisa contra o câncer.

Hospitais como A.C. Camargo Câncer Cente, Incor e Hospital das Clinicas desenvolveram métodos para incentivar a filantropia. O primeiro está abrindo um escritório somente para buscar doadores.

O Incor planeja lançar até o final desse semestre o programa Incor+100, que tem a expectativa de alcançar um volume de R$ 100 milhões em doações por ano, em um futuro próximo.

O Hospital das Clínicas, depois de receber algumas doações, desenvolveu um método de elaboração de projetos para fazer captação em diversas áreas. O casal José Lamacchia e Leila Pereira, proprietário da Crefisa/FAM, foi um dos doadores do HC.

Após fazer seu tratamento contra o câncer em um hospital particular, José Lamacchia reconheceu que o setor de Hematologia do HC precisava de ajuda e doou cerca R$ 35 milhões para o hospital.

Essa prática no Brasil ainda é pouco usada, mas o passo de algumas pessoas podem mudar uma mentalidade e salvar vidas.

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Obesidade pode causar várias doenças, inclusive o câncer (Foto: Divulgação)

Saúde

Cerca de 15 mil casos de câncer no Brasil são atribuíveis ao excesso de peso e obesidade, segundo estudo realizado no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com a Universidade de Harvard e a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da Organização Mundial da Saúde. No País, mais de 400 mil casos de câncer são diagnosticados anualmente.

O excesso de peso está particularmente associado com o aumento no risco de neoplasias da mama (pós-menopausa), cólon e reto, corpo do útero, vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, ovário, pâncreas, próstata, estômago e tireoide. A incidência desses 14 tipos de câncer corresponde à metade do total de casos de câncer diagnosticados por ano no Brasil.

 Diminuir consumo de açúcar não reduz possibilidade de desenvolvimento de células cancerígenas

Há anos se discute a relação entre os hábitos alimentares e o risco de câncer. O Memorial Sloan Kettering, referência para o estudo de câncer nos Estados Unidos, publicou um artigo que contesta o papel do açúcar no desenvolvimento das células cancerígenas, bem como a sua relação direta com as neoplasias.

Açúcar câncer Divulgação

Parar de consumir açúcar não faz com que células cacerígenas deixem de evoluir (Foto: Divulgação)

 

A publicação demonstra que, apesar de as células cancerígenas se alimentarem da glicose, diminuir a quantidade de açúcar ingerida não fará necessariamente que elas parem de se desenvolver, explica Marcos Belotto, cirurgião gastro-oncologista do Hospital Sírio Libanês. “Comer menos açúcar fará com que o corpo use seus recursos restantes para produzir a glicose sozinha e não impedirá o desenvolvimento das células cancerígenas”, disse. O estudo admite, por outro lado, o papel dessa substância na obesidade.

Quando o câncer de rim é descoberto muito tarde, pode haver metástase e indicação de tratamento com imunoterápicos (Foto: Divulgação)

Saúde

Nem sempre a descoberta de uma doença vem acompanhada com dores, incômodos e mal-estar generalizado. Em alguns casos, ela se desenvolve de forma silenciosa, sem apresentar grandes sintomas, e acaba vindo à tona somente durante um exame de rotina. Isto é o que geralmente costuma ocorrer entre os portadores de câncer renal (câncer de rim). Essa patologia atinge 3% da população brasileira, sendo a maioria composta por adultos na faixa dos 40 a 60 anos.

Geralmente, os indícios de que algo não vai bem incluem sangue na urina, dor nas costas e no abdome (mais precisamente na região dos flancos) e até mesmo o surgimento de um nódulo ou massa palpável na região abdominal. “Em 80% dos casos, a doença é diagnosticada não por conta do sintoma, mas sim devido à realização de exames que o paciente está fazendo por alguma outra razão”, descreve o urologista Alexandre Cesar, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo e médico do Hospital de Amor de Barretos.

O exame que costuma detectar alterações é o ultrassom de abdome total e o ultrassom de rins. O exame de urina também é indicado para averiguar se o rim está funcionando devidamente. Caso seja visibilizada qualquer anormalidade, são realizados novos exames e, se confirmada a presença do tumor, o paciente é submetido a avaliações mais específicas para detectar onde a doença está confinada, quais regiões foram afetadas e se houve metástase para outros órgãos.

“O tratamento vai depender muito do caso. Quando a doença está localizada em um rim, o tratamento na maior parte das vezes é cirúrgico, com a remoção do tumor e preservação do rim. Em determinadas situações, contudo, não é possível manter o rim afetado e a remoção do órgão é total”, explica o Dr. Cesar. Após a cirurgia, o tratamento vai depender se existem sinais da doença em outros locais do corpo ou não. “Se for localizado e só a cirurgia resolver, o paciente, após o procedimento, é submetido a acompanhamento constante, a cada seis meses”, diz. Vale lembrar que o corpo humano consegue sobreviver com somente um rim, caso este esteja em perfeito estado.

Fatores de risco – Entre as condições que favorecem o desenvolvimento deste tipo de tumor estão as doenças renais, pressão alta, hipertensão, tabagismo, obesidade, uso abusivo de diuréticos e determinadas doenças genéticas. Pessoas que fazem hemodiálise (por conta do mau funcionamento dos rins) também têm maior risco de desenvolver nódulos renais. “O grande desafio é descobrir cedo e tratar cedo. Quando descoberto muito tarde pode haver metástase e indicação de tratamentos imunoterápicos. Por isso, é importante pensar na saúde preventivamente, fazer o checape e tomar iniciativas buscando sempre a busca pela saúde e não só ir ao médico quando fica doente”, afirma o Dr. Marcos Alexandre Vieira, nefrologista e presidente da Fundação Pró-Rim. Segundo ele, em casos mais avançados, é importante que o paciente seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por nefrologista, urologista, oncologista, além de profissionais como psicólogos e nutricionistas. “É importante que o paciente encontre o equilíbrio para tratar e enfrentar esta situação”, diz

Da Vida Real Para Ficção

Recentemente, o assunto câncer renal veio à tona, devido ao drama enfrentado por Adriana, personagem interpretada por Julia Dalavia em O Outro Lado do Paraíso, novela das 21h da Globo. Na trama, ela foi diagnosticada com a doença após exames realizados por conta de um acidente automobilístico. Nos próximos capítulos, além da hemodiálise, ela terá de realizar um transplante de rim, pois, só assim, sobreviverá. Na vida real, no entanto, o procedimento não pode ser feito tão rapidamente. “O paciente tem de estar bem e sem evidência de câncer por, no mínimo, dois anos para realizar o transplante. Ele tem de ser tratado primeiro. Ninguém opera, tira o rim e já coloca outro”, enfatiza o Dr. Alexandre Cesar.

Jogar medicamentos no lixo comum pode contribuir para contaminação de solo e rios (Foto: Divulgação)

Saúde

Quando o assunto é descarte e reciclagem, automaticamente faz-se a associação com o lixo produzido no dia a dia, proveniente de materiais como papeis, metais, vidros e plásticos. Mas existem outros itens, igualmente importantes, que precisam receber um destino adequado. E é nesta categoria que se enquadram os medicamentos consumidos sazonalmente.

Na maioria das vezes, este tipo de produto, quando precisa ser dispensado vai parar no lixo comum ou no vaso sanitário. O que poucos sabem, contudo, é que este tipo de atitude, além de ser altamente prejudicial ao meio ambiente, pode ser responsável pelo surgimento de micro-organismos altamente resistentes e prejudiciais à saúde humana. O Brasil é o 7º maior consumidor de medicamentos do mundo.

“No lixo comum, o medicamento vai para o aterro e acaba contaminando o lençol freático e o solo, podendo desenvolver micro-organismos multirresistentes. O mesmo ocorre se o medicamento for descartado na pia ou no vaso sanitário, com a contaminação da água”, afirma a Profa. Dra. Patricia de Carvalho Mastroianni, do departamento de Fármacos e Medicamentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp.

As substâncias podem ser ou vir a se tornar tóxicas após a decomposição. “Esse processo pode afetar peixes e outros organismos vivos, além de pessoas que bebem dessa água e consomem esses animais. O procedimento também coloca em risco pessoas que entram em contato direto com o resíduo”, alerta Sarah Chaia, diretora de responsabilidade social do Comitê de Sustentabilidade da Roche Farma Brasil.

Não existe no Brasil uma regulamentação de resíduo de medicamento domiciliar. Só recomendações da Organização Mundial da Saúde. O assunto está na pauta do Senado. Além disso, alguns estabelecimentos, como Unidades Básicas de Saúde (UBS), farmácias e drogarias, recebem voluntariamente este medicamento, assumem como resíduo e fazem a incineração no local adequado.

Para descobrir quais locais recebem este tipo de resíduo, a Roche, em parceria com a eCycle, dispõe de uma plataforma de acesso aos internautas. Se ainda assim não for possível encontrar um endereço próximo, a recomendação é contatar a Vigilância Sanitária.  

Desperdício e fracionamento

Uma das formas de evitar o descarte excessivo seria por meio da venda fracionada, na qual o consumidor compraria exatamente a quantidade necessária para o seu tratamento.

No entanto, não são todos os medicamentos que podem ser fracionados e a venda não é obrigatória. Além disso, a comercialização só poderia ocorrer se os produtos fossem oferecidos em embalagens fracionáveis, desenvolvidas para esse fim.

Outro ponto importante é evitar a compra excessiva de medicamentos e adquirir somente o remédio que se está, realmente, precisando. “Comprar demais gera sobra e, consequentemente, mais resíduo. É preciso, cada vez mais, que haja conscientização da população sobre o tema pois, quanto mais usarmos os remédios de forma racional, menores serão os resíduos”, conclui a Profa. Dra. Patricia de Carvalho Mastroianni, da Unesp.

Consumo de alimentos processados aumenta em 34% risco da doença (Foto: Reprodução/Pixabay)

Saúde

 Segundo o Instituto de Câncer (Inca), o câncer colorretal é o segundo mais prevalente em mulheres, e o terceiro mais comum em homens.

Um estudo publicado na revista científica Jama Oncology detectou que o alto consumo de alimentos inflamatórios aumenta em 32% o risco da doença.

O Índice de Massa Corporal (IMC) e o consumo de álcool também foram levados em consideração. Para Marcos Belotto, gastro-oncologista dos Hospitais Oswaldo Cruz e Sírio Libanês, a descoberta preocupa.

Ex-presidente rebateu críticas sobre uma suposta falta de apoio a Alckmin (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) refutou, em entrevista à rádio CBN, as críticas de que não vem apoiando devidamente o pré-candidato de seu partido ao Palácio do Planalto, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O ex-presidente disse que ajudou a fazer Alckmin presidente nacional do PSDB e acredita que ele tem chances de vitória nessas eleições presidenciais.

Segundo Fernando Henrique, São Paulo é um Estado em ordem e as finanças estão em dia. "Ele é um homem simples, fala de forma direta com o povo, esses são valores que podem ser transformados em voto. Por isso ele tem muita chance. E como esta é uma eleição casada, um partido como o PSDB terá peso nessa eleição "

Fernando Henrique reiterou que um candidato do mercado não vence o pleito, mas isso não quer dizer que ele não respeita o mercado "Não tem de ser o candidato do mercado, tem de ser o candidato do País para ganhar as eleições."

Para ele, as eleições no Brasil não devem trazer nenhum nome novo. "Mas quem simbolizar a retomada de crescimento, decência e muita tranquilidade ao País, tem todas as chances de ganhar." 

Intervenção.

Na entrevista, gravada pela CBN na tarde desta quinta-feira, dia 1º, FHC disse que a intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro é um processo que demanda tempo. "Os militares têm conduta correta, só vão quando são chamados", comentou.

"Há no Rio medida para garantir a lei e a ordem (GLO).O que há agora é intervenção, com as forças subordinadas ao interventor para uma transformação", disse, emendando que é necessário esperar para ver os resultados da ação. "Isso leva tempo, não se resolve da noite pro dia. A ação tem de ser continuada, a longo prazo e feita com inteligência, se não fica só o espetáculo dos tanques nas ruas."

"Eu disse - e fui mal interpretado - que os militares são chamados quando os governos se enfraquecem. Não posso dizer isso no caso do Rio, mas é preciso evitar o uso abusivo das Forças Armadas". FHC ressalvou que hoje não há a preocupação que se tinha antes do governo militar, de tomada de poder.

Para o ex-presidente, o tema segurança vai permear o debate eleitoral deste ano, até mesmo porque o cidadão pobre está desprotegido. "Mas o debate não pode ser feito com demagogia. E precisamos ficar atentos para que isso não ocorra", destacou.

Prezados amigos, recentemente li um magnífico artigo do Dr. Fernando Maluf, oncologista clínico, sobre o câncer de próstata, que segue abaixo.

“O desenvolvimento do câncer de próstata está relacionado, sobretudo, ao envelhecimento masculino. Embora a doença possa ser diagnosticada em homens jovens, inclusive com menos de 40 anos, o risco aumenta significativamente após os 50, correspondendo a 40% dos tumores nessa faixa etária. A idade média dos homens diagnosticados é de 69 anos.

Depois do câncer da pele, ele é o tumor maligno mais comum no sexo masculino, representando cerca de 10% de todos os cânceres diagnosticados no mundo. Felizmente, apesar da incidência crescente, observa-se um declínio das taxas de mortalidade, que diminuíram 40% nos últimos 15 anos nos países desenvolvidos. Essa redução se deve, principalmente, ao diagnóstico precoce e ao aperfeiçoamento das formas de tratamento.

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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