Beber água ajuda a digerir alimentos e eliminar substâncias que não devem ser absorvidas pelo corpo (Foto: Divulgação):

Saúde

O consumo de água é essencial para o desenvolvimento completo do organismo de crianças e adolescentes, segundo o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, especialista pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Nosso corpo aguenta vários dias sem comer, mas sem beber água, não”, disse.

Um dos problemas enfrentados pelos pais é conseguir mostrar a importância da substância no nosso corpo. De acordo com o médico, no entanto, a conversa é imprescindível. “No caso das crianças, a água deve ser bebida para um melhor desenvolvimento motor e neural, além do bom funcionamento dos rins, bexiga, intestino e dos olhos”, explicou.

Na digestão, a água também tem papel fundamental. “Após comermos, os alimentos são transformados em pequenas porções, que serão absorvidas pelo organismo em um processo fisiológico no qual a água tem importante papel na digestão”, falou. A água ajuda ainda a eliminar do corpo as substâncias que não devem ser absorvidas, por meio da urina e suor, formada basicamente por água e substâncias tóxicas ou em excesso, dissolvidas.

Além de todos esses benefícios, a água ajuda na regulação da temperatura do corpo, sendo especialmente indicada em dias quentes e na prática de atividades físicas. Quando há excesso de calor, a liberação de suor colabora com o resfriamento do corpo, mas as crianças possuem uma menor capacidade de suar e eliminar o calor do corpo do que os adultos. A boa hidratação também previne, entre outras coisas, a prisão de ventre.

Quanto se deve ingerir

De modo geral, no mínimo, uma criança deve beber, aproximadamente, quatro copos de água. Dos sete aos 12 meses, o indicado é 800 mililitros, que devem ser consumidos ao longo do dia. Ao completar um ano, até os três anos de idade, 1,300 ml, e dos três aos oito anos, 1,700 ml.

Uma recomendação importante é evitar oferecer água (ou qualquer outro líquido) durante as refeições, para não “encher” o estômago e reduzir a quantidade de alimentos a ser consumido. Mantenha o hábito de oferecer água 30 minutos antes ou depois das refeições. Fora o período das refeições, ofereça água constantemente.     

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Governo fez investimentos necessários, mas a população tem colaborado? (Foto: Lucas Dantas)

Opinião

O ano de 2015 foi difícil para os paulistanos, que tiveram de aprender a conviver com o rodízio de água por conta da forte crise hídrica que atingiu o Estado de São Paulo. Aquele foi um ano muito complicado para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), já que a água disponível para a capital paulista e sua Região Metropolitana não era suficiente. Com os reservatórios em níveis críticos, os técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) apontaram que era possível aumentar a proporção de água disponível com a captação do chamado volume morto, que era a água abaixo da tubulação dos reservatórios. Foi a salvação para os paulistas.


Obras emergenciais, junto com testes de qualidade da água, garantiram o sucesso da empreitada e o abastecimento de mais de 20 milhões de pessoas. Ainda assim, apesar da sobrevida com o volume morto, os níveis dos reservatórios ficaram baixíssimos. Houve, diga-se de passagem, uma grande contribuição da população, que reduziu o consumo pelo bem de todos. Para alegria geral, as chuvas de 2016 foram consistentes para recuperar os reservatórios. Tanto é verdade que aquelas notícias sobre o volume de água nas bacias dos Sistemas Cantareira, Guarapiranga e Alto Tietê, que apareciam diariamente nos diferentes meios de comunicação, deixaram a pauta justamente porque o problema não existia mais.


O último mês de fevereiro, apesar de ser uma época tida como chuvosa, foi o mais seco dos últimos 13 anos. Mas os investimentos da Sabesp para interligar as bacias de Jaguari e Atibainha, além da construção do Sistema São Lourenço, impedirão qualquer possibilidade de retorno da temida crise hídrica, mesmo em um ano de poucas chuvas. O governo estadual aprendeu e gastou R$ 2,7 bilhões em obras estruturantes em longo prazo. Mas e a população? Será que hoje se economiza água, da mesma forma que durante aquele dias de seca? A sensação é que as pessoas só se preocupam com os problemas quando eles batem à porta. Evitá-los, isso sim, seria um grande aprendizado.

Sabesp age para que reservatórios não sequem novamente (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Com a proximidade do fim de período de chuvas no Estado de São Paulo, surge um medo na população: afinal, é possível que os municípios vivam uma nova crise hídrica? A última situação deste tipo teve seu ápice em 2016, quando o Sistema Cantareira teve uma redução drástica e histórica na sua capacidade.

Mas, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), isso dificilmente ocorrerá novamente. Em março, a oferta de água para a região vai aumentar por conta do início da operação de duas obras estruturantes: o novo Sistema São Lourenço e a interligação do reservatório Jaguari, localizado na bacia do paraíba do Sul, com o reservatório Atibainha, do Sistema Cantareira, levando mais 11,5 mil litros de água por segundo para o abastecimento, volume suficiente para 3,5 milhões de pessoas. As duas obras somam um investimento de R$ 2,7 bilhões.

De acordo com o engenheiro hídrico Antônio Eduardo Giansante, professor do Mackenzie, apesar de o uso de água ter diminuído 15% na Região Metropolitana de SP pós-crise hídrica, faltam campanhas permanentes de conscientização. “A população tem que ser alertada, a todo momento, que o desperdício de água é prejudicial e, sem ela, não há futuro para a humanidade”, afirmou.

Para Fernando Braz Tangerino Hernandez, professor de hidráulica e irrigação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), segurança hídrica depende de planejamento, obras e conscientização. “O uso racional ou inteligente da água depende do homem, não da natureza”, concluiu.

Fórum Mundial da Água ocorre este mês

Pela primeira vez, o Fórum Mundial da Água, em sua oitava edição, será realizado no Hemisfério Sul. E o local escolhido foi Brasília. O evento ocorre entre 19 e 21 de março. Para o professor Giansante, a escolha foi certeira. “Esse tipo de discussão dentro do nosso País pode ajudar bastante na melhora dos nossos recursos hídricos”, comentou.

Durante o fórum, a Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vão realizar uma premiação para soluções ecoinovadoras em gestão de águas. “Precisamos utilizar os recursos, como a água, de maneira mais eficiente e evitar ou reduzir os impactos negativos para o meio ambiente”, disse Regina Cavini, Oficial Sênior da ONU Meio Ambiente. A expectativa é que se reunirão cerca de 40 mil representantes de 170 países.

 

"É uma alegria pessoal, como prefeito, poder apoiar esta iniciativa", diz João Doria (Foto: Reprodução: Facebook/FIC)

Cidade

A cidade de São Paulo vai realizar, pela 1ª vez, o Festival Internacional de Circo (FIC), com 30 atrações, nacionais e internacionais, divididas entre os dias 11 e 15 de abril no Centro Esportivo Tietê (CET).

O evento será promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo.

Segundo o prefeito João Doria (PSDB), São Paulo se tornou o principal centro do Hemisfério Sul para atividades de entretenimento, por isso, se justifica a implantação do FIC.

“O lúdico do circo contagia, é insubstituível e é eterno, pelas lembranças que proporciona e pela qualidade dos espetáculos. É uma alegria pessoal, como prefeito, poder apoiar esta iniciativa”, disse o Doria.

Com verba de R$ 1 milhão, o festival inclui ainda uma mostra competitiva de números circenses, realizada a partir de um chamamento público para artistas de diferentes modalidades, como trapézio, malabarismo, palhaços, acrobacia e ilusionismo.

As apresentações serão gratuitas. O evento deve reunir 22 mil pessoas. Os grupos que desejarem participar poderão encaminhar seus materiais até o dia 10 de março. Veja mais informações.

Confira a Programação do 1º FIC - Festival Internacional de Circo:

 

QUARTA – 11/04

 – 20H – LONA FAMÍLIA ORFEI - ABERTURA OFICIAL - MOSTRA COMPETITIVA DO FIC

A Mostra Competitiva teve aproximadamente 600 inscritos e apenas 12 selecionados. Artistas de diversos países competem a dois prêmios de R$ 5.000,00, sendo um prêmio para Número de Pista e outro para Número Aéreo. O público poderá se impressionar com a destreza e capacidade de manipulação de malabaristas, mágicos e acróbatas.

 

 QUINTA - 12/04

 – 19H30 – LONA FAMILIA QUEIROLO – Petit - FrutillaS con Crema (Chile) – 45 min. LIVRE

O espetáculo é a mais recente criação do clown, bufão e mímico chileno Claudio Martinez, o palhaço FrutillaS con Crema. Através de palhaçaria e técnicas de malabarismo de contato, FrutillaS apresenta uma versão renovada dos circos clássicos.

 – 20H30 – LONA FAMILIA ORFEI - Menu Del Giorno - Compagnia Bellavita (Itália) – 60 min. LIVRE

Menu Del Giorno é um show de malabarismo cômico que sintetiza a atmosfera típica de uma Tratoria Italiana. No show, dois artistas apresentam um menu composto de números de habilidades e esquetes,  servidas como o desenrolar de uma refeição. O espetáculo reúne números com manipulação de cordas e apresenta truques com garrafas, colheres, copos, xícaras e ovos. Para o final a dupla reserva um número à prova de nervos com os pratos giratórios.

 – 21H – LONA FAMÍLIA SEYSSEL – No - Núcleo Desastre (São Paulo – Brasil) – 50 min. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

Duas letras, vários significados e conceitos: nó. É um laço apertado por fios, uma junção afetuosa, firmeza, dificuldade, mulher (nö, em húngaro). É a partir dessas relações e do significado da palavra nö que as artistas apresentam cenas tecidas de memórias, cheias de nó e cheia de nós, das mães, irmãs, avós, e das tantas outras mulheres que nos habitam. A apresentação une técnicas de trapézio, tecido acrobático, mastro chinês e malabarismos explorando as relações entre as diferentes interpretações da palavra “nó”.

 

SEXTA - 13/04

 – 19H30 – LONA FAMILIA QUEIROLO – InversUs – Cia Éos (Sorocaba – Brasil) – 50 min. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

Há uma linha tênue entre a loucura e a sanidade, entre o certo e o errado. InversUs convida o espectador a passar por cima desta linha, e ir além. É uma mistura de circo e dança, onde a dramaturgia é expressada com força e leveza, levando a magia dos movimentos no tecido, ao estático e dinâmico do trapézio, em meio ao estrondo das correntes suspensas junto da melodia balbuciada por Wim Mertens. Com desenvoltura e sensibilidade, as artistas da Cia Éos aprimoram o número de adágio, dominam as referências do double trapézio, da corda, tecido e quadrante.

 – 20H30 - LONA FAMÍIA ORFEI – Cabaré Tradere – Direção de Lu Lopes

 – 21H - LONA FAMILIA SEYSSEL – SobrevoltaS – Grupo Enxame (São Paulo – Brasil) – 55 min. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

SobrevoltaS é um espetáculo de circo, sobre circo. Mergulhando na metalinguagem, os artistas se inspiram em suas trajetórias de formação e no sentido do que é o próprio circo hoje. Eles dividem com o público seus anseios, questionamentos e satisfações enquanto artistas: múltiplos, diversos, antagônicos e erráticos. Decidem abordar diversas estéticas do circo, questionando o que o constitui. Corda bamba, malabarismo, corda lisa, acrobacia e música ao vivo são técnicas utilizadas para apresentar um circo que está vivo, que pensa, que está em dúvida, que é aberto para o mundo, para sua história e para o agora.

 

 SÁBADO - 14/04

 - 11H – LONA FAMÍIA ORFEI – Máquina de Brasilidades – Cia Clownbaret (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Nesta atração, sete palhaços convidam o público para acionar um caça níquel, intitulado “Máquina de Brasilidades”. Quando o público aciona a máquina, um tema do imaginário brasileiro é sorteado, e a trupe encena a trama em esquetes com muita comédia e improviso. O repertório contém cerca de 20 temas da cultura brasileira, como frevo, boi-bumbá,  guaraná, peteca, literatura de cordel, quadrilha, ciranda, entre outros.

 – 11H – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Acuda Benedito – Cia Abbacircus (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

O espetáculo conta a vida do vaqueiro Benedito, um retirante que se muda para a cidade grande e enfrenta grandes desafios, como uma cobra, a morte e a violência urbana. No espetáculo, a linguagem tradicional do mamulengo mescla-se com técnicas circenses e outras formas animadas, numa saborosa invenção de tipos que recriam a crônica do mundo globalizado, aliando tradição e contemporaneidade.

 - 11H45 – PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 - 11H45 – LONA FAMILIA SEYSSEL – Cabaré 80 – Direção de Mônica Alla

 - 12H30 – LONA FAMILIA QUEIROLO - Menu Del Giorno - Compagnia Bellavita (Itália) – 60 min. LIVRE

Menu Del Giorno é um show de malabarismo cômico que sintetiza a atmosfera típica de uma Tratoria Italiana. No show, dois artistas apresentam um menu composto de números de habilidades e esquetes,  servidas como o desenrolar de uma refeição. O espetáculo reúne números com manipulação de cordas e apresenta truques com garrafas, colheres, copos, xícaras e ovos. Para o final a dupla reserva um número à prova de nervos com os pratos giratórios.

 – 14H – LONA FAMÍIA ORFEI - Circo dos Sonhos no Mundo da Fantasia - Circo dos Sonhos (São Paulo – Brasil) – 90 min. LIVRE

O espetáculo traz à cena a história de uma criança que tem um videogame, porém ele entrou em curto-circuito e se tornou um portal para o mundo da fantasia. Ly é transportada para o reino encantado do Circo dos Sonhos, onde acontece um show de surpresas com atrações inéditas e números aéreos. No picadeiro, há performances de grande impacto e números de báscula, contorção, rola, malabares, monociclo, equilíbrio no arame, tecido aéreo, faixa e muita palhaçada.

 – 14H – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Manifest - Tomi Soko (Argentina) – 10 min. LIVRE

Referência nos malabares, Tomi apresentará um número manipulando papel e bolinhas.

 – 14H45 – LONA FAMILIA SEYSSEL – Cordas Nupciais - Circo Pitanga (Bélgica) – 50 min. LIVRE

A trupe do Circo Pitanga apresenta um espetáculo que brinca com acrobacias, esquetes de teatro, entre outros. O enredo traz à cena o momento mais importante na vida de um casal: o casamento. Porém, a pressa e o destino os envolvem em vários acontecimentos desastrosos e cômicos, que dão mote para números aéreos de tirar o fôlego. Será que haverá um final feliz?

 – 15H30– LONA FAMILIA QUEIROLO – Petit - FrutillaS con Crema (Chile) – 45 min. LIVRE

O espetáculo é a mais recente criação do clown, bufão e mímico chileno Claudio Martinez, o palhaço FrutillaS con Crema. Através de palhaçaria e técnicas de malabarismo de contato, FrutillaS apresenta uma versão renovada dos circos clássicos.

 – 15H30 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Carne Negra – Pipa Luke (Equador) – 06 min. LIVRE

Referência na manipulação de Bambolês, esta artista autodidata apresentará um bem executado número ao som de Carne Negra, de Elza Soares.

 – 16H – PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 – 16H15 – LONA FAMÍIA ORFEI – Máquina de Brasilidades – Cia Clownbaret (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Nesta atração, sete palhaços convidam o público para acionar um caça níquel, intitulado “Máquina de Brasilidades”. Quando o público aciona a máquina, um tema do imaginário brasileiro é sorteado, e a trupe encena a trama em esquetes com muita comédia e improviso. O repertório contém cerca de 20 temas da cultura brasileira, como frevo, boi-bumbá,  guaraná, peteca, literatura de cordel, quadrilha, ciranda, entre outros.

 – 17H45 – LONA FAMÍLIA QUEIROLO – Alegria no Circo - Cia Reprises (São Paulo - Brasil) – 50 min. LIVRE

Uma flor com o perfume capaz de encantar as mocinhas, uma prova para descobrir o palhaço mais inteligente, uma caçada, histórias de espanto em frente ao cemitério... Essas são algumas das cenas que compõem o espetáculo “Alegria do circo”, criado a partir de tradicionais esquetes cômicos de circo. Nove palhaços em cena, com seus instrumentos, seus trejeitos e suas habilidades transformam qualquer espaço em um verdadeiro picadeiro, dando foco a memória do circo brasileiro e mantendo viva uma tradição que jamais deve acabar

 - 18H15 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Circo do só eu – Barracão Teatro (Campinas - Brasil) – 60 min. LIVRE

O majestoso Circo do Sol, com todas as suas atrações fenomenais, aceitou prazerosamente o convite para se apresentar nesta cidade até que recebe outra proposta muito mais lucrativa e decide cancelar, de última hora, a apresentação do espetáculo. Zabobrim, o palhaço, vem para tentar apresentar sozinho o grande espetáculo com números de equilíbrio de pratos, macacos em monociclo, hipnose, mágica e acrobacia. Muitas são as confusões e atrapalhações deste palhaço durante o esforço de realizar sozinho o espetáculo de uma companhia inteira.

 – 19H – PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 – 19H45 – LONA FAMÍLIA SEYSSEL – Circo Zanni - Circo Zanni (São Paulo – Brasil)

Circo Zanni é um espetáculo de variedades, que reúne o que há de melhor dos artistas que integram a companhia, formada por diferentes grupos circenses atuantes na cidade de São Paulo (La Mínima, Circo Amarillo, Artinerant’s e Piccolo Circo). O Espetáculo tem uma estrutura próxima do circo clássico ao mesmo tempo que evidencia as caraterísticas contemporâneas trazidas por seus integrantes, através de números aéreos, de acrobacia, equilíbrio e magia, além, é claro, de palhaçaria clássica.

 – 20H15 – LONA FAMÍIA ORFEI - Histórias Contadas de Cima – Fulanas Cia de Circo (Bahia – Brasil) – 60 min. LIVRE

O espetáculo traz à cena cinco mulheres e suas histórias fantásticas, contadas das alturas. No picadeiro, a Menina que Comia Borboletas, Sônia Sonâmbula, A Mulher que Contava Tudo e Virou Número, As Gêmeas do 20º Andar e a Mulher Gorila. As peripécias de cada uma das personagens são vividas no chão, em números cômicos, e no alto, em trapézio, tecido em rede, escada giratória e cadeira aérea.

 – 20H15 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Chocobrothers – Cia Chocobrothers (Espanha) – 50 min. LIVRE

A trupe combina diferentes técnicas circenses como manipulação de chapéus, equilíbrio em parada de mão, malabarismos com claves, equilíbrio em rola-rola, barra fixa e mesa de dândis mesclando os números com grandes doses de humor. Precisão, projeção, poder e prazer, são maneiras de definir a atuação desses três personagens carismáticos: Brian, o glamuroso apresentador; Jenifer, a dançarina empolgada e James, o “quase” rei da acrobacia. As situações inusitadas que criam durante a apresentação prometem divertir o público com performances de alto risco e cenas nostálgicas.

 – 21H – LONA FAMÍLIA QUEIROLO – Tubinho contra o Lobisomem - Circo de Teatro Tubinho (Paraná - Brasil) – 75 min. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS

Entra em cena aqui o Circo-Teatro, com Tubinho trazendo ao picadeiro a lenda do Lobisomem. Ao capturar um Lobisomem que amedronta um vilarejo, o herói é arranhado pela fera. Se a lenda se confirmar, em pouco tempo ele se transformará em outro Lobisomem.  O que será do herói ferido? Quantos Lobisomens devem rondar a cidade? No meio desse thriller está o palhaço Tubinho, aprontando suas peripécias para desvendar o mistério.

 

DOMINGO – 15/04

 – 11H – LONA FAMÍIA ORFEI - Histórias Contadas de Cima – Fulanas Cia de Circo (Bahia – Brasil) – 60 min. LIVRE

O espetáculo traz à cena cinco mulheres e suas histórias fantásticas, contadas das alturas. No picadeiro, a Menina que Comia Borboletas, Sônia Sonâmbula, A Mulher que Contava Tudo e Virou Número, As Gêmeas do 20º Andar e a Mulher Gorila. As peripécias de cada uma das personagens são vividas no chão, em números cômicos, e no alto, em trapézio, tecido em rede, escada giratória e cadeira aérea.

– 11H – PALCO DONA CAROLA GARCIA - Sananab – Cia Pé de Chinelo (Ribeirão Preto – Brasil) – 50 min. – LIVRE

O espetáculo retrata o universo de Bisgoio, um ser ingênuo, estúpido e humano a flor da pele.  Vivenciando situações embaraçosas e surpreendentes, o palhaço constrói e desconstrói tudo ao seu redor revelando sua essência. Sananab é um encontro poético e engraçado que tem como principal motivo a troca entre palhaço e público.

 – 11H45 – LONA FAMILIA SEYSSEL – Chocobrothers – Cia Chocobrothers (Espanha) – 50 min. LIVRE

A trupe combina diferentes técnicas circenses como manipulação de chapéus, equilíbrio em parada de mão, malabarismos com claves, equilíbrio em rola-rola, barra fixa e mesa de dândis mesclando os números com grandes doses de humor. Precisão, projeção, poder e prazer, são maneiras de definir a atuação desses três personagens carismáticos: Brian, o glamuroso apresentador; Jenifer, a dançarina empolgada e James, o “quase” rei da acrobacia. As situações inusitadas que criam durante a apresentação prometem divertir o público com performances de alto risco e cenas nostálgicas.

 – 11H45– PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 – 12h30 - LONA FAMÍLIA QUEIROLO – O Homem Foca – Guga Morales (Rio de Janeiro – Brasil) – 45 min. LIVRE

Este espetáculo mistura números de equilíbrio extremo com malabarismos. Guga Morales ficou conhecido como o Homem Foca após ter aperfeiçoado uma técnica circense no qual o artista equilibra uma bola sobre um cone na boca até finalizar com o equilíbrio de taças sobre o fio de uma faca. Encerrando o espetáculo vem o número de monociclo onde o artista apresenta truques de dissociação e malabarismo a dois metros de altura. 

 - 12H30 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Amor e Risco – O Atirador de Facas – Daniel Wolf e Estrela Rigoletto – (São Paulo – Brasil) – 06 min. LIVRE

Neste número de risco e tensão, Daniel Wolf atira facas em Estrela Rigoletto com seus olhos vendados.

 – 13h15– PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 - 13H15 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Circo sem Fronteiras – Cia Palhaços sem Fronteiras – 50 min. – LIVRE

Este espetáculo de variedades combina diversão e comicidade por meio de números de malabares, equilíbrio bambolê e palhaçaria. O elenco é formado por diversas companhias e artistas que se reuniram por um objetivo comum: desenvolver projetos circenses para regiões afetadas por situações de crise, causadas tanto por guerras e desastres naturais, como em áreas de exclusão social.

 – 14H – LONA FAMILIA ORFEI – Vida de Circo - Trupe Circodança (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Este espetáculo une quatro das principais artes: dança, circo, teatro e cinema. Artistas circenses, atores e bailarinos com necessidades especiais e mobilidade reduzida contam a história de Laura e sua trupe sob uma lona de circo.  Essa integração faz com que cada artista utilize o máximo de seu talento e se supere continuamente, rompendo com todos os preconceitos. A Cia Circodança acredita que a arte foi feita para todos e sua proposta é quebrar barreiras e paradigmas para que o artista seja percebido como um agente ativo das suas necessidades e vontades, com potencial criativo e sensibilidade para realizar grandes eventos, independente de sua mobilidade ou necessidade especial.

 – 14H45 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Fonzera – Cia Singular (São Paulo - Brasil) – 50 min. LIVRE

"FONZERA" é a tradução do que o palhaço Fonso faz em cena e leva ao público a magia do Circo. O espetáculo solo é repleto de mágicas, mímica e ventriloquia, apresentando artes circenses que se tornam mais raras a cada ano. Fonso leva o público ao seu mundo, onde um desenho fala, uma pessoa se transforma em um boneco e as mágicas são incríveis, até mesmo quando dão errado, sempre jogando com o erro no universo do palhaço.

 – 14H45 – LONA FAMILIA SEYSSEL – Cordas Nupciais - Circo Pitanga (Bélgica) – 50 min. LIVRE

A trupe do Circo Pitanga apresenta um espetáculo que brinca com acrobacias, esquetes de teatro, entre outros. O enredo traz à cena o momento mais importante na vida de um casal: o casamento. Porém, a pressa e o destino os envolvem em vários acontecimentos desastrosos e cômicos, que dão mote para números aéreos de tirar o fôlego. Será que haverá um final feliz?

 – 15H30 – LONA FAMILIA QUEIROLO - O Circo Fubanguinho - Trupe Lona Preta (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Inspirado nas charangas, farsas e bufonarias, o espetáculo traz à cena a história de dois palhaços que, apesar de expulsos do picadeiro e demitidos da trupe pelo dono do circo, tentam de todas as maneiras reconquistar seus empregos. Motivados por interesses diferentes, o dono do circo e os funcionários formam uma união de contrários. O primeiro polo representa a ordem, a produtividade e a eficiência; já o segundo simboliza a marginalidade, a ineficiência e improdutividade. Desse sistema de contradições são extraídos os elementos mais valiosos das cenas.

 – 16H15– PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 -16H15 – LONA FAMÍLIA ORFEI – Le Petit Poutpourri – Parque do Circo (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Este espetáculo apresenta números que incluem comédia física, gags cômicas e destrezas elevadas, criando uma atmosfera mágica e construindo junto com o público um original espetáculo circense. Trata-se de um show de variedades composto por diferentes artistas que se revezam entre o palco e a banda, construindo cenas que cativam a família inteira.

 - 17H – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Mix Dux – Circo Dux (Rio de Janeiro) – 50 min. – LIVRE

O espetáculo é composto por uma seleção dos números do repertório do Circo DUX, lapidados ao longo de diversas apresentações no Brasil e no exterior. Voltado para todo tipo de público, Mix Dux traz à cena uma coletânea de experiências, com números surpreendentes. Sempre envolvendo a destreza e a comicidade, o espetáculo apresenta força, ilusionismo, música e outras habilidades circenses. Os artistas também executam músicas clássicas até os funks contemporâneos em um piano de canecas.

 - 17H45 – LONA FAMIIA QUEIROLO – Magia – Turma do Biribinha –(Alagoas – Brasil) – 06 min. LIVRE

No picadeiro, Biribinha usa seus velhos truques de mágica para dirigir um filme, sem elenco e sem dinheiro. Ao longo do caminho Biribinha descobre que é dentro de si, mais precisamente em seu coração, que está à verdadeira fonte da transformação; descobre que o amor, o riso, a fé e as brincadeiras podem levá-lo a uma jornada cheia de surpresas. Partilhando divertidos momentos com o público, este torna-se o elenco, ajudando o palhaço a vencer este grande desafio.

 - 18H15 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Revive – Laís Camila –(São Paulo – Brasil) – 06 min. LIVRE

A artista, que já integrou o elenco do Cirque du Soleil, apresentará um bem executado número de Lira, com muito impacto, contorção e força.

 – 19H – LONA FAMILIA SEYSSEL - Piccolo Circo - Teatro de Variedades - Piccolo Circo - Teatro de Variedades (São Paulo – Brasil) – 60 min. LIVRE

O Piccolo Circo Teatro de Variedades apresenta um espetáculo ingênuo e poético inspirado no formato clássico de variedades do início do século XX. Uma pequena companhia circense, tipicamente brasileira, se reveza na apresentação dos números e na interpretação das músicas. Personagens característicos trazem ao público informações sobre a história do circo, da cultura e dos costumes da época, através de seus relatos.

 - 19H – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Circo de Doisdo – Cia Pé de Cana (Limeira – Brasil) – 60 min. – LIVRE

O espetáculo conta a história de Capivara e Fiofó, dois palhaços atrapalhados, donos de um pequeno circo, onde fazem de tudo. Por falta de pagamento, eles são abandonados pelos outros artistas, e decidem resolver sozinhos essa grande empreitada, realizando o espetáculo. Entre acrobacias, malabarismos e muita palhaçada, a confusão está formada e a diversão é garantida.

 – 19H45 – LONA FAMILIA QUEIROLO - Molavin – Cia Tato Villanueva (Argentina) – 45 min. LIVRE

Se pode esquecer a verdade repetindo uma mentira, uma nuvem de fumo grosso e intangível. Esta Opéra Bufa conta a vida e as visões de Molavin, um vendedor de fumaça que,

cansado de mentir, procura recuperar sua dignidade. Ainda que tenha que morrer por

isso.

 – 20H15 – LONA FAMILIA ORFEI – Cabaré Contemporâneo – Direção de Lincoln Rollim

 

Estrutura acumula água da chuva que poderá ser reutilizada (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo pretende investir R$ 350 milhões, nos próximos dois anos, para construir seis reservatórios de água no município, os chamados piscinões. De acordo com a administração, serão quatro no Córrego Aricanduva (R$ 169 milhões), um no Taboão (R$ 144 milhões) e um no Cordeiro (R$ 38 milhões).

Um deles fica entre as ruas Benedita de Paula Coelho, João Geraldo e Homero Massena, há dois quilômetros do local onde uma criança foi arrastada, segunda-feira, 26, em córrego, na Vila Matilde. A obra deve ser concluída apenas em julho de 2019. Hoje a Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais administra 20 piscinões.

De acordo com o engenheiro hídrico Antônio Eduardo Giansante, professor do Mackenzie, essa solução é adotada há mais de 100 anos. “O piscinão é uma estrutura que acumula água de chuva, que pode ser reutilizada”, explicou. “Em alguns casos graves, como em construções em cima de córregos, não adianta fazer essa obra. Teria que realocar a população dessa região”, afirmou

Piscininhas” podem ser efetivas

Para o engenheiro civil Cláudio Barboza Ferreira Junior, professor da Univeritas, o piscinão é, hoje, uma das poucas alternativas baratas e que cumpre sua função. “Mas tem que existir uma manutenção. Por exemplo, o acúmulo de lixo é muito prejudicial para o piscinão”, disse. Uma solução apontada por Antônio Eduardo Giansante é a construção de “piscininhas”, estruturas menores, mas com a mesma função dos reservatórios municipais, em calçadas e praças

Secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga rechaça nova crise de abastecimento de água em SP (Foto: Divulgação/Sabesp)

Cidade

Nas ruas de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, placas fixadas nas fachadas dos prédios lembram um drama recente na vida dos paulistanos: "Este condomínio utiliza água de reúso". Quatro anos após o início da crise hídrica paulista, mudanças forçadas nos hábitos de consumo de água feitas por moradores que temiam ou sofreram o racionamento viraram o principal antídoto contra uma nova estiagem severa.

"O consumo era alto porque a gente gastava muita água lavando o jardim, o pátio e a garagem. Quando a crise começou, fizemos um sistema de captação de água da chuva com 14 mil litros de capacidade e diminuímos em 30% o gasto com água", diz Reginaldo de Lima, de 60 anos, zelador de um condomínio com 40 apartamentos em Perdizes que montou sozinho uma estrutura para reaproveitar água pluvial nas áreas comuns do edifício.

Nos dois anos de crise hídrica, esse e outros métodos para reduzir o consumo - instalação de redutores de pressão em torneiras e chuveiros e de hidrômetros individuais, e abertura de poços artesianos - geraram um efeito permanente que poupou os mananciais e definiu um novo padrão de consumo de água. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que, mesmo após dois anos do fim do racionamento, no início de 2016, o consumo na Região Metropolitana ainda é 15% menor do que era antes do início da seca que assolou o Cantareira, o maior manancial paulista, em fevereiro de 2014, quando a empresa lançou o programa de desconto na conta para quem reduzisse o gasto.

Hoje, a Sabesp produz 60,9 mil litros por segundo para atender 21 milhões de pessoas na Grande SãoPaulo. Há quatro anos, a demanda era de 71,4 mil l/s. O volume "poupado" - 10,5 mil l/s - seria o suficiente para abastecer 3 milhões de pessoas por dia ou encher quase duas represas Guarapiranga por ano, com 326 bilhões de litros. No auge da crise, em 2015, a produção caiu até 53,2 mil litros por segundo, com o racionamento que chegou a durar 15 horas por dia.

Indicador

Um outro indicador da Sabesp mostra que, de fato, um novo padrão de consumo de água se estabeleceu depois da crise. Isso porque o gasto médio per capita na Grande São Paulo em 2017 foi de 129 litros por habitante/dia, o mesmo índice de 2016, o primeiro pós-racionamento. Em 2013, antes da crise, esse índice era de 169 litros por habitante/dia, 31% maior.

"Durante a crise houve um posicionamento muito importante da população, que passou a consumir menos água e a ter hábitos diferentes. No pós-crise, essa economia continuou e os números mostram que houve uma mudança de hábito da população. É um legado da crise", diz o secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga.

O prédio onde a aposentada Cleonice Lima Boiati, de 62 anos, é síndica, no Cambuci, zona sul, é um exemplo. Em 2014, ela promoveu uma ação caça-vazamento nos 36 apartamentos e nas áreas comuns e alterou o sistema de limpeza da piscina, o que fez consumo cair de 498 mil litros por mês para 286 mil, queda de 42%. E os condôminos colhem até hoje o resultado financeiro da mudança. "Isso fez toda a diferença porque mesmo com esses aumentos todos que tiveram na conta de água a gente ainda paga menos do que há quatro anos."

Para Raquel Tomasini, Gerente da Lello Condomínios, que administra 2,5 mil condomínios na Grande São Paulo, a economia financeira com as ações de redução de consumo de água, que representa até 20% do gasto total dos prédios, estimula síndicos e condôminos. "Essas mudanças de hábitos impactaram de forma positiva nas despesas dos condomínios. E nesse período de crise econômica, desemprego e aumento da inadimplência, os zeladores fazem até vigília do hidrômetro para monitorar o consumo e não deixar a conta aumentar", afirma.

Nenhuma das quatro obras estruturantes foi entregue

Quatro anos após o início da pior estiagem nos mananciais paulistas em oito décadas, nenhuma das quatro grandes obras estruturantes planejadas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para dar mais segurança hídrica à Região Metropolitana foi concluída

Duas delas - o novo Sistema Produtor São Lourenço, no Vale do Ribeira, e a transposição de água do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira - estão previstas para serem entregues no mês que vem e devem aumentar em 11,5 mil litros por segundo a capacidade de produção de água na Grande SãoPaulo, o suficiente para abastecer quase 3,5 milhões de pessoas.

Já a captação de água no Rio Itapanhaú, que abastece o litoral paulista, e a construção de duas barragens na região de Campinas sequer saíram do papel. A primeira obra acabou de ser contratada e deve ser concluída em 2019. Já a segunda ainda está em fase de contratação pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee)

Para o secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, mesmo com as obras ainda não concluídas, o atual cenário hídrico afasta qualquer possibilidade de uma nova crise de abastecimento de água em São Paulo.

Volume ideal seria por volta de 70% nesta época do ano (Foto: Divulgação/ Sabesp)

Cidade

O volume do Sistema Cantareira, um dos maiores complexos de abastecimento de água de São Paulo, está com 51% de sua capacidade nesta sexta-feira (16). O Consórcio PCJ, que gerencia os recursos hídricos das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e participa do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, considera o número preocupante e avalia que o volume ideal seria por volta de 70% nesta época do ano.

Segundo relatório divulgado pelo consórcio no mês passado, caso as chuvas do início deste ano não ocorram de forma consistente, as chances de indisponibilidade de água são grandes, principalmente porque é esperada para 2018 a ocorrência do fenômeno La Niña, o que pode representar fortes secas na região Sudeste.

Outra questão importante a ser considerada, segundo o consórcio, é que os lençóis freáticos ainda não se recuperaram da escassez de água dos últimos anos. Apesar das chuvas intensas de 2015 e 2016, elas tiveram curta duração e o lençol freático não foi carregado suficientemente.

Em 2017, as chuvas chegaram a quedas próximas de 15% da média histórica e, neste ano, os lençóis freáticos não estariam preparados para uma possível crise. Além disso, a região Sudeste tem grande impermeabilização do solo, o que causa mais dificuldades para o carregamento do lençol.

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Plataforma da Justiça Eleitoral garante o anonimato de denunciantes (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Desde a disponibilização do aplicativo Pardal pela Justiça Eleitoral em agosto, o sistema recebeu, no Estado de São Paulo, 953 comunicações. Desse total, 69% referem-se à propaganda eleitoral e as demais denúncias se relacionam a crimes eleitorais, uso da máquina pública, compra de votos, entre outras. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Além da opção de download do Pardal para uso em dispositivos móveis, eleitores podem acessá-lo também em sua versão web no site do TRE paulista, que atua no maior colégio do País, com 33 milhões de eleitores. O sistema Pardal, ferramenta de fiscalização e denúncia, possibilita ao eleitor denunciar diferentes irregularidades durante as eleições de 2018, como propagandas eleitorais, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais, doações e gastos de campanha. Infrações nas propagandas veiculadas em emissoras de TV e rádio e na internet não serão processadas pelo sistema. Para realizar a denúncia, o autor deve inserir elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios, além do nome e CPF. As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, que é uma das partes legítimas para ajuizar representações perante o TRE-SP contra supostas infrações eleitorais. Além do Pardal, o eleitor pode denunciar irregularidades no sistema de Denúncia online. Entretanto, por meio desse sistema, é possível denunciar somente propagandas de rua consideradas fixas, ou seja, veiculadas por meio de outdoors, balões, bonecos, cavaletes, pichações e de inscrições a tinta em muros e fachadas. A denúncia enviada por esse sistema é encaminhada diretamente ao juiz eleitoral que, caso constate a irregularidade, notificará o responsável para retirar a propaganda irregular no prazo de 48 horas. Se a ordem for cumprida, o procedimento será arquivado, mas se persistir a irregularidade, o expediente será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. O sistema recebeu, desde a sua implementação em junho, 461 denúncias.

Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

Opinião

Nesta semana, a polêmica da vez foi a declaração de um militar acerca dos malefícios de uma criança crescer longe da figura do pai ou do avô. De acordo com ele, jovens nesta condição ficam mais vulneráveis à criminalidade, principalmente se viverem em áreas dominadas pelo tráfico. Sinceramente, não entendi o porquê de tanta celeuma para uma afirmação tão óbvia. Ao contrário do que a grande mídia propagou por aí, a assertiva do tal general não constitui qualquer ofensa às mulheres e às mães em geral. Trata-se, apenas e tão somente, de uma constatação empírica. Crescer em uma família desestruturada (sem pai ou mãe) contribui, sim, para que o jovem venha a trilhar no mundo do crime, bastando para tanto analisar os estudos e pesquisas sobre o tema. O fato de o militar ter feito referência somente à ausência da figura masculina não significa que o contrário não seja também verdadeiro. Isso só não foi explicitado porque a grande maioria dos jovens com famílias cindidas vive na companhia da mãe e da avó, e não do pai ou do avô. E, na ausência destes últimos, surge então a necessidade de um referencial paterno, de uma figura masculina, que, infelizmente, pode vir a ser o traficante do morro, vez que dotado de autoridade, poder e dinheiro. Alguma incoerência em tal discurso? Creio que não! No ano de 2007, inclusive, um grande jornal do país divulgou um trabalho com esta mesma conclusão. No entanto, ninguém reclamou de nada. Já em 2008, foi a vez de Barack Obama dizer que crianças sem pai têm 20 vezes mais chances de acabarem na prisão. Todavia, mais uma vez o silêncio foi sepulcral. Por fim, em 2016, um estudo de minha instituição revelou não só que dois em cada três jovens infratores vêm de lares sem pai, como também que 60% deles não professam nenhuma religião. Em outras palavras, Deus e família (pai e mãe) são sim inibidores do crime, não havendo como se negar o óbvio. Na realidade, o problema não foi o conteúdo do que foi dito, mas sim por quem foi dito. E isso já bastou para se dar início a um verdadeiro assassinato de reputações. Lamentável! Hoje em dia, creio que tão ou mais grave que a corrupção material e financeira, é a corrupção espiritual, intelectual e de personalidade de alguns. Definitivamente, o maior problema do Brasil é a corrupção da inteligência! Rodrigo Merli Antunes é Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal*

157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único barrado pela Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Até agora, foram 157 candidatos impedidos de prosseguirem na disputa com base em dados ainda parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 6% de todas as 2.599 candidaturas rejeitadas pela Justiça Federal. Restam 27.402 consideradas aptas, entre presidenciáveis, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Em 2014, foram 250 nomes tirados da lista, cerca de 60% a mais do que neste pleito. Ainda assim, não conseguiu barrar Paulo Maluf como deputado federal, que, em 2013, fora condenado em segunda instância por improbidade administrativa. Já se vão mais de oito anos desde que a Lei Complementar 135/10, mais conhecida como Ficha Limpa, entrou em vigor, em 4 de junho de 2010. Passou a valer já nas eleições de 2012, proibindo candidaturas de condenados em segunda instância e sentenciando a oito anos de inelegibilidades aqueles que renunciassem ao cargo para evitar processo de cassação. O texto, que revolucionou a história eleitoral brasileira, é de uma clareza singular, embora ainda não falte quem ouse questioná-lo. Mas esta lei segue viva e atual, cumprindo o seu papel de depuração e ajudando a separar o joio do trigo. Pode até parecer pouco que apenas 6% do total de candidatos seja retido. Mas, sem a Lei da Ficha Limpa, o número de fichas sujas seria certamente bem maior. Cientes das restrições legais, os próprios partidos já fazem sua triagem, impedindo inscrições daqueles que seriam enquadrados pela legislação. Assim, a lei de iniciativa popular, nascida a partir da assinatura de mais de 1,6 milhão de cidadãos, vai mostrando sua importância no processo eleitoral. Seus efeitos são limitados no que diz respeito aos resultados finais, mas é um sopro de esperança para que os eleitores tenham opções de mais qualidade na disputa.

Candidato do PT foi atacado em debate da TV Aparecida (Foto: Reprodução/TV Aparecida)

Nacional

Com a ausência de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, foi o alvo principal dos adversários durante o debate realizado na noite desta quinta-feira, 20, pela TV Aparecida, na cidade do interior paulista. Estreante num encontro entre os presidenciáveis, Haddad foi questionado sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff. Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT somente no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato e barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme as mais recentes pesquisas, ele está em segundo lugar nas intenções de voto, atrás do líder Bolsonaro - o candidato do PSL permanece internado se recuperando de uma facada. O debate desta quinta-feira foi promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Santuário Nacional de Aparecida. O Ibope, em sua mais recente pesquisa, mediu as intenções de voto entre os católicos. Jair Bolsonaro lidera e, no dia 18, tinha 25%. Fernando Haddad estava com 21%, mas tinha 9% na pesquisa anterior. A transferência dos votos do ex-presidente Lula lhe deu 12 pontos entre os católicos. Ciro Gomes oscilou para cima, com 13% do eleitorado desta religião. 
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Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

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157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é uma das maiores representantes do empoderamento feminino no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

Opinião

Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

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