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Sex, Nov

Inovação poupará vida de alguns cachorros (Foto: Reprodução/Pixabay)

Saúde

O curso de medicina veterinária da Faculdade das Américas (FAM) está com um diferencial em suas aulas práticas em relação ao mercado. A instituição possui um cachorro sintético para as atividades. Este é o primeiro modelo no País. O sistema vascular do cachorro possui uma bomba controlada eletronicamente, que simula os batimentos cardíacos do animal.

“O uso do cachorro sintético favorece a associação da tecnologia com as metodologias de vanguarda para uma melhor aprendizagem e formação das competências profissionais necessárias para as melhores práticas”, destacou Rodrigo Varotti, professor e coordenador do curso de medicina veterinária da FAM.

Tudo parece tão real no laboratório que o animal até sangra durante os procedimentos. O microprocessador que controla a frequência dos batimentos pode ser acionado e modificado via Wi-Fi, a partir de um aplicativo no tablet à disposição dos alunos. É importante destacar que, o modelo sintético, em diversas ocasiões, é melhor para se estudar do que o cadáver real.

“Este recurso permite ao aluno aprender a anatomia e seus aspectos morfofuncionais, assim como as técnicas operatórias, sem a necessidade do sacrifício do animal, como ocorre quando utilizado o modelo biológico", concluiu Varotti. Mais informações em vemprafam.com.br

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Combustível é o vilão da inflação (Foto: Fernanda Carvalho / Fotos Públicas)

Economia

A gasolina se juntou aos planos de saúde em janeiro de 2018 no papel de vilões da inflação das famílias de renda mais alta, informou nesta quarta-feira, 21, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ao divulgar o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda do mês passado. Mais uma vez, a inflação das famílias de baixa renda ficou abaixo da variação de preços dos mais ricos, desta vez, influenciada pela deflação de 4,7% das tarifas de energia elétrica, que compensou a alta sazonal dos alimentos.

"A alta de 2,4% no preço da gasolina e o reajuste de 1,1% dos planos de saúde fizeram com que as contribuições à inflação dos grupos transportes e saúde e cuidados pessoais fossem mais intensas nas parcelas de maior renda, que são o segmento da população que possui veículos próprios e paga assistência médica", informou o Ipea na sua Carta de Conjuntura.

A inflação das famílias com renda alta registrou variação positiva de 0,36% em janeiro de 2018, acumulando nos últimos 12 meses alta de 3,67%. As famílias de renda muito baixa, no entanto, registraram inflação de 0,23% no mês passado, acumulando em 12 meses alta de 2,09%. Os números são calculados com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do IBGE, em janeiro.

"Esse resultado de janeiro corrobora um cenário presente em todo o ano de 2017, pontuado por uma desaceleração que, embora tenha ocorrido de modo generalizado entre todas as classes de renda, foi bem mais intensa nas camadas mais pobres", afirma na Carta a técnica de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea, Maria Andréia Parente Lameiras.

A alta dos alimentos teve impacto de 0,30 ponto porcentual (p.p ) nas famílias de renda muito baixa, enquanto o mesmo item pesou apenas 0,14 p.p. para as famílias de renda alta. Os gastos com habitação, onde está inserido o custo da energia elétrica, impactaram as famílias de baixa renda em -0,20 p.p., e as famílias de alta renda em -0,07 p.p.. Já o item transporte, que inclui gasolina, subiu 0,15 p.p. para as famílias de renda muito baixa e 0,23 p.p. nas de renda alta.

Perspectivas

De acordo com Maria Andréia, as expectativas de inflação indicam que, ao longo de 2018, as quedas de preço devem perder fôlego. "A perspectiva é de aceleração moderada das taxas de inflação, decorrente, sobretudo, do comportamento menos favorável dos alimentos. Em contrapartida, a elevada ociosidade da capacidade produtiva, a lenta recuperação do mercado de trabalho e a melhora da ancoragem das expectativas devem propiciar uma comportada trajetória de crescimento de preços", afirmou a técnica do Ipea.

Ela, no entanto, aponta que incertezas do campo político interno e do cenário internacional devem influenciar na consolidação de um ambiente confortável para a inflação em 2018.

"A dificuldade de implementação de uma agenda de reformas e a consolidação de um ambiente de incerteza política, influenciada pelo debate eleitoral, podem gerar impactos desfavoráveis sobre o nível de risco país e, consequentemente, a taxa de câmbio. Pelo lado externo, os canais possíveis de pressão inflacionária são: uma eventual mudança no cenário internacional, atualmente favorável, que também poderia gerar uma depreciação cambial; e uma apreciação maior do que a prevista para as commodities metálicas (aço) e energéticas (petróleo)", avaliou.

Família acusa PM pela morte; corporação nega (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Um jovem foi morto a tiros quando volta de um culto da igreja evangélica na favela de Manguinhos, zona norte do Rio. Matheus Melo de Castro tinha 23 anos e saía de moto da comunidade quando foi baleado. A família acusa policiais pela morte do rapaz, ocorrida no final da noite de segunda-feira, 12.

A vítima trabalhava na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos. A família acusa a Polícia Militar de ter matado o trabalhador e atirado sem sequer pedir documentos ao rapaz.

A Polícia Militar informou, em nota, que na hora do crime não houve confronto entre criminosos e policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

“Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Manguinhos, no final da noite desta segunda-feira, policiais foram informados que o jovem Matheus Melo de Castro, de 23 anos, teria sido baleado na Avenida Dom Helder Câmara e socorrido por moradores para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos", diz o comunicado. Os agentes foram ao local e constataram que Matheus não resistiu aos ferimentos. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios.  

Pouco depois do ocorrido, um ônibus foi incendiado na Avenida dos Democráticos e a base da UPP foi atacada a tiros por criminosos. Houve confronto e, até o momento, não há informações sobre feridos neste incidente. O policiamento foi reforçado na comunidade.

Lateral estará nos dois últimos amistosos antes da Copa (Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)

Futebol

Convocado para a seleção brasileira, o lateral-direito Fagner, do Corinthians, desabafou nesta segunda-feira, em entrevista coletiva realizada no CT Joaquim Grava, contra a fama de ser violento em campo.

O jogador falou em caráter e disse que as críticas ocorrem de quem não gosta dele e que os números mostram que ele não é um jogador desleal. Em 233 jogos pelo clube, Fagner levou 52 cartões amarelos e foi expulso três vezes. "Jesus não agradou todo mundo, não é o Fagner que vai agradar", disse o jogador.

"Infelizmente, a gente vive em um mundo em que você é julgado por uma atitude e não por um contexto geral. Tive duas ou três expulsões em 150 jogos, menos de uma por ano de clube, mas infelizmente, tem pessoas que não gostam de você e que vão falar coisas ruins. O importante é meu caráter, que está intacto. E o exemplo que passo para o meu filho. Quem quer falar mal, não posso fazer nada", disse o lateral, chamado por Tite para os amistosos contra a Rússia e Alemanha. 

Fagner deu a entrevista coletiva ao lado do filho, Henrique, que já se tornou conhecido no CT por sempre estar presente nos treinamentos.

O menino, inclusive, chama a atenção pela habilidade com a bola no pé. Ele ingressou no time Sub-8 do Corinthians, para orgulho do pai.

"É gratificante ver a paixão do Henrique (filho dele) pelo futebol e o pai não estar forçando a situação. Ele tem condição de ir longe, mas vai depender só dele. Espero que ele consiga conquistar o mundo", disse Fagner, sem esconder o orgulho pelo filho.

Mensagens de condolências tomam conta das redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O astrofísico Stephen Hawking criticava teses de teóricos considerados revolucionários, como Albert Einstein Einstein. O britânico desafiou a teoria do alemão, defendidas por milhões de físicos, afirmando que o buraco negro não pode engolir toda a matéria terrestre. Polêmicas à parte, coincidência ou não, Hawking morreu neste 14 de março, data em que o nascimento de Einstein completa 139 anos.

Alguns ícones deram seu testemunho sobre a genialidade do cientista. Confira.

 

Eddie RedMayne

 

(Foto: Reprodução/Twitter)

"Infelizmente, Eddie não herdou minha boa aparência", brincava o cosmólogo.

Eddie RedMayne pôde interpretar Stephen Hawking no filme "A Teoria de Tudo" - trama sobre a vida do escritor, físico e teorico.

 

Homenagem Katy Perry

(Foto: Divulgação/Twitter)

A cantora norte-americana Katy Perry, que está em turnê no Brasil, deixou sua lástima por meio de sua conta pessoal no twitter: "Há um grande buraco negro no meu coração antes do Dia de Pi. Descanse em paz, Stephen Hawking".

Dia do Pi é uma referência ao número Pi (3,14).  Ou seja, o dia 14/03 ou 3/14 - como é grafado nos Estados Unidos -, é conhecido como o Dia do Pi. 

 

Al Jean homenagem

(Foto: Divulgação/Twitter)

Criador de "Os Simpsons", Al Jean postou no Twitter uma foto da miniatura do boneco de Stephen Hawking que participou do episódio 22 da 10ª temporada. O argumentista de seriés de comédia ainda deixou algumas palavras: "Um senso de humor tão vasto quanto o universo". 

Rajesh homenagem

(Foto: Divulgação/Twitter)

Intérprete do hindu Rajesh, em The Big Bang Theory, o ator Kumail Nanjiani deixou sua homenagem a Stephen por meio de sua conta no Twitter: "RIP (Rest in Peace - em português Descanse em paz) Stephen Hawking. Realmente muito triste saber disso. Se não leu, leia 'A Breve História do Tempo'. Isso fará com que o mundo se sinta mais incrível, bonito e estranho. Isso também o tornará inteligente e estúpido de uma só vez". O perfil da série também deixou uma mensagem em sua página: "Obrigado por inspirar nós e o mundo". Hawking chegou a participar da atração em um episódio. 

 

Texto é assinado por cerca de 200 mulheres, entre elas as atrizes Kate Winslet e Keira Knightley e a própria Emma Watson (Foto: Reprodução)

Fora dos Trilhos

A atriz britânica Emma Watson, famosa pela atuação como Hermione na saga Harry Potter, doou 1 milhão de libras (cerca de R$ 4,5 milhões) para lançar um fundo destinado a apoiar as vítimas de assédio e de abuso sexual.

O Justice and Equality Fund (Fundo para a Justiça e a Igualdade) foi anunciado em uma carta aberta publicada na imprensa britânica no domingo (18). O grupo apoia o americano Time's Up, criado por atrizes de Hollywood para protestar contra os casos de assédio sexual.

O novo texto é assinado por cerca de 200 mulheres, entre elas as atrizes Kate Winslet e Keira Knightley. A carta propõe um movimento internacional para acabar com a cultura de abusos exposta pelo escândalo envolvendo o produtor de cinema Harvey Weinstein. 

Os recursos do fundo serão usados para estabelecer uma rede de assessoria jurídica e psicológica, apoio e projetos para perseguir os abusos em todos os setores profissionais. 

Folhado de bacalhau: Acompanhado de alho poró, o prato nunca decepciona em banquete especial (Foto: Wellington Nemeth)

Cidade

Durante a Páscoa, a Petit Comité Rotisserie & Deli, localizada em Moema, oferece um cardápio especial, composto por entradas, pratos principais, acompanhamentos e sobremesas. Todos são vendidos por quilo e os clientes ficam à vontade para montar suas próprias combinações. Nas entradas figuram a delicada terrine colorida de legumes, que vem acompanhada de chantilly de roquefort (R$ 89/quilo) e o cuscuz de bacalhau com grão de bico e legumes ao curry (R$ 98/quilo), uma das novas receitas desenvolvidas pela chef Rita Atrib, responsável pela alimentação de boa parte dos popstars internacionais que passam pela Capital, de Justin Bieber a Steven Tyler, da banda Aerosmith.

Uma das clássicas sugestões entre os pratos salgados é a torta Pascoalina, sucesso todos os anos: uma torta típica italiana, da região da Liguria, com massa semifolhada e que leva no recheio espinafre, ricota e ovos em sua receita. Custa R$ 80 o quilo. Entre as novidades estão a moqueca de bacalhau (R$ 152/quilo), o gâteau de bacalhau acompanhado de salsa de camarõezinhos (R$ 98/quilo) e a quiche em duo de salmões e alho poró (R$ 90/quilo). Já o folhado de fricassé de bacalhau com alho poró (R$ 152/kg) nunca decepciona. As encomendas podem ser feitas até segunda-feira, 26, ou final do estoque. 

Chef é conhecida por servir famosos

Se uma celebridade internacional tem show marcado em São Paulo, é quase certo que vai apreciar um  dos pratos preparados por Rita Atrib. Ela já serviu os integrantes das bandas Aerosmith, Guns N’Roses e Rolling Stones, além dos astros Elton John, Ozzy Osbourne e David Bowie. Os banquetes incluem entrada, almoço e jantar, a um custo de até R$ 100 mil.

Assados e sobremesas são destaque

Para quem prefere os assados, destaque para o lombo suíno recheado com migas de broa e pancetta (R$ 98/quilo) e o rosbife rústico de mignon, que pode ser servido frio ou quente, e vem acompanhado de um aveludado molho béarnaise (R$ 152/quilo).

Bolo de Trufas Petit Comite foto Wellington Nemeth 1

(Foto:Wellington Nemeth)

 

E como Páscoa é sinônima de chocolate, a chef preparou uma seleção de deliciosas sobremesas com ingredientes como mini cake ninho de trufas (R$ 98/quilo), mini cake ninho de ovos (R$ 98/quilo) e um de seus carros-chefes, o imponente rocambole de chocolate recheado de brigadeiro nevado de damascos e avelãs, coberto com ganache e acompanhado de calda de damascos (R$ 89/kg). Os pratos da chefe Rita Atrib podem ser entregues para pedidos acima de R$ 350 (taxa de entrega sob consulta) ou retirados na rotisserie.

Serviço

A Petit Comité Rotisserie & Deli fica na Rua Gaivota, 763, em Moema. Mais informações pelo Tel. 2359­0771 ou no site www.buffetpetitcomite.com

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião