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Ter, Out

Câncer de cólon e reto pode atingir 36 mil pessoas neste ano (Foto: Divulgação)

Saúde

O câncer colorretal (de intestino) costuma se desenvolver sem apresentar sintomas aparentes e já é o terceiro tipo de neoplasia com maior incidência no Brasil. Entre as mulheres, só perde para o câncer de mama e, entre os homens, a patologia aparece em terceiro lugar, ficando atrás somente dos de próstata e pulmão, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que estima o surgimento de 36 mil casos desta patologia até o final de 2018. 

A doença pode surgir em qualquer parte do intestino grosso e em algumas regiões do reto, e sua primeira manifestação no organismo é por meio dos pólipos, tecidos que se desenvolvem em forma de verrugas ou cogumelos. Na maioria das vezes, os pólipos são assintomáticos e sua manifestação só costuma ser detectada quando há sintomas como sangramento nas fezes, dor abdominal e mudança dos hábitos intestinais. Por isso, costuma se dizer que é uma doença silenciosa, e os exames preventivos são a grande arma para fazer o rastreamento e prevenção.

“O tipo colorretal é o único câncer previsível que existe. Ele tem mais de 90% de chances de cura, se detectado precocemente, e, por isso, é importante que os exames preventivos sejam realizados sazonalmente”, afirma Maria Cristina Sartor, membro da Comissão de Prevenção do Câncer Colorretal da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed). 

A recomendação, para as pessoas que não possuem histórico familiar ou antecedentes de doenças relacionadas ao trato intestinal, é de que os exames preventivos aconteçam a partir dos 50 anos. Contudo, em um estudo da Sociedade Americana do Câncer, publicado recentemente, foi concluído que esta idade deve ser antecipada em cinco anos. Entre os exames solicitados estão o sangue oculto nas fezes, o teste imunoquímico fecal (FIT) e a colonoscopia. Caso seja detectada a presença de pólipos durante a realização da colonoscopia, o médico pode, na mesma hora, retirá-lo. “Isto vai impedir a evolução da doença, pois interrompemos o ciclo. Contudo, vale lembrar que, uma vez que o organismo foi capaz de formar um pólipo, ele pode gerar outros. Por isso, a prevenção deve ser periódica”, explica a Dra. Maria Cristina. 

Os principais sintomas do câncer colorretal são sangramento ao evacuar, alteração do hábito intestinal (com oscilações de diarreia e prisão de ventre), sensação de estufamento e cólicas abdominais, emagrecimento e anemia. No entanto, vale destacar que outras doenças podem gerar os mesmos sintomas e só um acompanhamento médico, aliado a exame clínico e exames laboratoriais podem chegar, de fato, ao diagnóstico. O tratamento vai depender de fatores como localização do tumor, estágio, se houve ou não metástase e imunidade do paciente.

Mas, de uma maneira geral, costuma envolver cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, sessões de radioterapia. “O método laparoscópico veio trazer as vantagens da cirurgia minimamente invasiva ao tratamento, incluindo menores incisões abdominais, menor tempo de recuperação, menor dor pós-operatória e maior rapidez de início da quimioterapia”, declara Ulysses Ribeiro, coordenador do Serviço de Cirurgia Oncológica do HCor.  

Alimentos que causam câncer colorretal

Uma alimentação saudável, aliada a atividade física e a ingestão regular de água são os grandes aliados para combater o câncer colorretal. Estima-se que a alimentação inadequada, composta de gorduras, excesso de proteínas e alimentos industrializados chega a desencadear 20% dos casos de câncer no País. “A dieta deve ser rica em fibras, com alimentos como frutas frescas, cereais, verduras, legumes, grãos e sementes”, descreve Ulysses Ribeiro, coordenador do Serviço de Cirurgia Oncológica do HCor. De acordo com o especialista, associado a estes hábitos, deve-se parar de fumar, diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e de quantidades altas de carne vermelha. A recomendação é o consumo máximo de 300 gramas de carne vermelha por semana.  

Incidência de câncer no Brasil 2018-2019 

Pele não melanoma: 165.580 casos

Próstata: 68.220 casos

Mama feminina: 59.700 casos

Cólon e reto (câncer de intestino): 36.360 casos

Pulmão – 31.270

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Doença já tinha índices altos em 2010, segundo pesquisa (Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/ AE)

Saúde

A microcefalia passou a ser destaque nos noticiários brasileiros após a epidemia de zika, em 2015, quando foi constatado que o vírus é fator de risco para a anomalia. Entretanto, ao analisar a prevalência da microcefalia, em 2010, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) consideram que a doença já era endêmica e passou para o status de surto com o vírus zika. Os resultados foram publicados na revista Pediatrics Official Journal, periódico oficial da Academia Americana de Pediatria. O estudo avaliou 6.174 crianças nascidas em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e 4.220 em São Luís, capital do Maranhão, de janeiro a dezembro de 2010. Desses, 3,5% dos recém-nascidos de São Luís e 3,2% de Ribeirão Preto nasceram com microcefalia.

 “Desequilíbrio” no cérebro de autistas é tema de pesquisa

A dificuldade de interação social é uma das principais características do autismo, transtorno que afeta milhares de crianças no País e que, atualmente, é alvo de dois estudos que buscam uma abordagem terapêutica inédita para o problema. As novas linhas de pesquisa apontam para a possibilidade de que o cérebro do autista produza substâncias em desequilíbrio e que isso poderia ser corrigido com medicamentos. Nenhum dos estudos indica ou promete cura, mas revela novos caminhos de tratamento associados às terapias comportamentais já indicadas. Um desses estudos obteve, em fevereiro, autorização da agência de vigilância sanitária norte-americana, a FDA, para ter seus testes avaliados pelo órgão de forma prioritária, dada a inovação do trabalho e o ineditismo da droga proposta. Desenvolvida pela farmacêutica Roche, a pesquisa identificou que a vasopressina, um dos hormônios associados ao medo, funciona de forma diferente nos autistas, prejudicando a interação social.

Fonoaudiologia melhora comunicação na esquizofrenia

A dificuldade de comunicação é um dos principais sintomas que atinge as pessoas com diagnóstico positivo para a esquizofrenia. No entanto, uma intervenção fonoaudiológica em grupo se mostrou um recurso eficiente para melhorar a situação de pessoas com a doença, segundo estudo da pesquisadora Ariana Elite dos Santos, realizado na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. Segundo especialistas, esses indivíduos podem apresentar um discurso desorganizado, sem sentido e até mesmo incompreensível, com respostas curtas e, geralmente, sem desenvolvimento dos assuntos. “Medidas que auxiliem no sentimento de pertencimento, de inserção no meio onde vivem, podem ser fundamentais para essas pessoas, pois o abalo da comunicação afeta as relações de tal forma que elas deixam de ir em festas, visitar os familiares e podem, inclusive, abandonar o trabalho e os estudos”, disse Ariana.

*Com informações da Agência Estado

Ação acontece entre às 9h e 16h desta quinta, 22

Saúde

 Os usuários da estação Penha, da Linha 3-Vermelha do Metrô, poderão se submeter a testes gratuitos para identificar casos de tuberculose, nesta quinta-feira, 22, das 9h às 16h.

O evento é uma iniciativa da UBS Vila Aricanduva e tem o apoio do Metrô.  O objetivo é orientar os usuários sobre a doença, além de oferecer a coleta de sangue, que será feita no próprio local por uma equipe da área da saúde.

Caso o resultado seja positivo, um profissional entrará em contato, em até 4 dias, com o paciente, que, por sua vez, deverá procurar uma Unidade Básica de Saúde próxima à sua residência e iniciar o tratamento imediatamente.

 

Consumo de alimentos processados aumenta em 34% risco da doença (Foto: Reprodução/Pixabay)

Saúde

 Segundo o Instituto de Câncer (Inca), o câncer colorretal é o segundo mais prevalente em mulheres, e o terceiro mais comum em homens.

Um estudo publicado na revista científica Jama Oncology detectou que o alto consumo de alimentos inflamatórios aumenta em 32% o risco da doença.

O Índice de Massa Corporal (IMC) e o consumo de álcool também foram levados em consideração. Para Marcos Belotto, gastro-oncologista dos Hospitais Oswaldo Cruz e Sírio Libanês, a descoberta preocupa.

Prezados amigos, recentemente li um magnífico artigo do Dr. Fernando Maluf, oncologista clínico, sobre o câncer de próstata, que segue abaixo.

“O desenvolvimento do câncer de próstata está relacionado, sobretudo, ao envelhecimento masculino. Embora a doença possa ser diagnosticada em homens jovens, inclusive com menos de 40 anos, o risco aumenta significativamente após os 50, correspondendo a 40% dos tumores nessa faixa etária. A idade média dos homens diagnosticados é de 69 anos.

Depois do câncer da pele, ele é o tumor maligno mais comum no sexo masculino, representando cerca de 10% de todos os cânceres diagnosticados no mundo. Felizmente, apesar da incidência crescente, observa-se um declínio das taxas de mortalidade, que diminuíram 40% nos últimos 15 anos nos países desenvolvidos. Essa redução se deve, principalmente, ao diagnóstico precoce e ao aperfeiçoamento das formas de tratamento.

Apesar de ficar contrariada no início, cantora aprovou resultado do tratamento no final (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Iggy Azalea contou, em entrevista à Billboard, que teve de lidar com problemas psicológicos no ano passado, antes de gravar seu novo álbum, Surviving the Summer, e seus amigos fizeram uma intervenção para ela procurar tratamento adequado. O álbum está em fase de produção e será lançado ainda neste ano. 

Ela foi convidada para ir até o Arizona, nos Estados Unidos, pensando que iria gravar o CD com a gravadora Philymack, que é liderada por artistas como Demi Lovato e Nick Jonas.

"Eu pensei que eu estava indo para lá para falar sobre uma outra coisa. Eles ficaram tipo, 'nós precisamos sair desse lugar'", disse Iggy. 

Ela disse que o convite na verdade era uma intervenção, para que ela lidasse com seus problemas de raiva e saúde mental.

"Eles disseram: 'Nós achamos que você é muito talentosa e pode ir para o estúdio e fazer hits o dia todo, mas nós não sabemos se, caso alguma pessoa fale algo de você, você falaria alguma coisa e teria uma reação que poderia arruinar um acordo com alguma marca. Nós precisamos que você vá e fala com essas pessoas e tenha certeza de que você está mentalmente preparada para sair com músicas novas'. Eu não queria ir, eu não gostei da ideia de ser mandada para algum lugar. Eu fiquei p**a", relembra Iggy.

Os amigos dela realmente insistiram para que ela fosse para uma clínica, e ainda ofereceram que parte do programa de tratamento fosse realizada em Los Angeles, cidade onde Iggy mora. Após muita insistiência, ela percebeu que o pedido de sua equipe poderia fazer bem para ela. A cantora inclusive se espelhou em Demi Lovato, sua amiga de longa data, e pensou em como os tratamentos haviam lhe feito bem.

A artista então concordou em fazer o tratamento, e passou duas semanas no Arizona passando por diversos médicos. Iggy conta que passar por isso ajudou-a a manter mais controle sobre suas reações e sobre seu humor e ela garante que não vai mais comprar brigas nas redes sociais, como ela já havia feito antes.

"Eu realmente nunca me sentei e tive uma conversa honesta com pessoas profissionais. Foi bom falar algo para alguém que poderia me dar ferramentas e informação sobre como eu poderia administrar melhor a minha vida quando eu estou sentindo essas coisas. Então foi muito útil, eu fiquei feliz por ter ido", concluiu.

A poucos dias de sair do cargo, Doria entrega aplicativo (Foto: Charles Sholl/Raw Image/AE)

Cidade

O aplicativo Agenda Fácil, criado pela Prefeitura de São Paulo, já está em funcionamento para todas as 459 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de São Paulo. Com ele, é possível agendar, confirmar e cancelar consultas e exames pelo telefone celular.

Os primeiros testes do aplicativo começaram em outubro de 2017 nas zonas Norte, Oeste e Sudeste. O sistema conta com 7.577 usuários cadastrados, que realizaram 7.847 operações, sendo 2.646 cancelamentos.

A cada três ações realizadas pelo Agenda Fácil, duas correspondem a agendamentos e uma a cancelamentos. As cinco especialidades mais agendadas durante os testes foram medicina interna/clínica geral, ginecologia/obstetrícia, pediatria, odontologia e radiologia.
“Este aplicativo favorece a equidade entre os usuários e não usuários do aplicativo, pois o cancelamento pode ser realizado diretamente pelo paciente e as vagas que ficam disponíveis podem ser aproveitadas por todos”, explicou Wilson Pollara, secretário de Saúde.

Uma pesquisa encomendada pela Secretaria Municipal de Saúde ouviu 249 pessoas, de 22 a 26 de fevereiro de 2018. Deste total, 90% dos usuários consideraram o aplicativo fácil de entender e de usar.

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Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

No último domingo, apesar de boa parte da mídia ignorar, por questões de interesse, milhões de pessoas foram às ruas, por vontade própria, num admirável gesto de democracia, apoiar o candidato que, de forma extremamente inovadora, com praticamente custo zero perto do que se gastam com campanhas políticas, lidera as pesquisas. Ao que parece, o povo se desprendeu das garras do quarto poder e democraticamente exige mudança. Se esta será boa ou não, o tempo vai dizer, mas uma coisa é fato: a alternância de poder é saudável em qualquer democracia e por aqui já se passou da hora de mudar. A dita esquerda no Brasil tentou a todo custo um projeto criminoso de poder que, graças à Operação Lava Jato, resultou na prisão de diversos políticos poderosos e apresentou ao Brasil os bastidores sujos e asquerosos da política que desviou trilhões da educação, segurança, saúde, etc... A todo custo tentam ainda agarrar-se ao poder com mentiras, ataques e o velho jogo sujo da política sifilítica. Culpar o aplicativo de mensagem WhatsApp pelas atrocidades que o próprio partido cometeu é tão estúpido e absurdo quanto tentar comparar Bolsonaro com Trump. O norte-americano venceu apenas no colégio eleitoral, mas Bolsonaro pode vir a vencer na maioria absoluta de votos, o que numa democracia é literalmente a voz e o desejo do povo. Se você não enxerga isto, precisa urgente sair da bolha, e se não respeita, está muito próximo do palavrão que costuma xingar os colegas que discordam de você. Trump é bilionário e teve total apoio da máquina do Partido Republicano na campanha. Bolsonaro está em um partido anão e possuía oito segundos na TV. Trump tem as nuances e vícios de todo gênio comunicador, pois por anos liderou a audiência na TV americana. Bolsonaro é um sujeito simples com discurso coloquial, por vezes até rasteiro, mas que vai ao encontro das massas, sem esforço para tal.Goste você ou não, é um fenômeno popular maior ainda até do que Lula, que diferentemente do “capitão” foi programado e produzido por esquemas publicitários, a custo de ouro do dinheiro público, para transformá-lo num “mito”. Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução, como comprovou a manifestação gigantesca no domingo. Isto chama-se democracia, senhores. Aprendam com isto e deixem o País seguir. Bolsonaro foi o primeiro brasileiro, em campanha, a sofrer um atentado político; o primeiro a não fazer os velhos acordos; o primeiro a ter um nome (até aqui) limpo, algo que nem sonharíamos existir na política; e pode vir a ser o primeiro presidente a vencer uma eleição com o menor investimento já feito em campanha, comprovando que o tal fundo partidário é desnecessário e deveria ser direcionado para o que importa à população. O sujeito com uma caneta Bic nas mãos, um relógio Cassio e roupas simples, sozinho, sem verba, peitou a maior emissora do País, desafiou a imprensa e toda turma arrogante que se diz intelectual sem nunca ter produzido nada que valha o adjetivo. Amigos, se isto não é, no mínimo, uma expressiva revolução política e total quebra de paradigmas do status quo, você realmente precisa sair do jardim da infância e viver no mundo real.

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.

Ex-capitão lidera em todas as pesquisas (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Nova pesquisa do BTG/FSB, divulgada nesta segunda-feira, 22,  mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aumentou sua vantagem dentro da margem de erro contra Fernando Haddad (PT). Segundo o levantamento, o ex-capitão conta com 60% dos votos válidos, contra 40% do adversário. A margem de erro continua sendo de dois pontos percentuais. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é dito ao entrevistado, o ex-militar caiu um ponto percentual, ficando com 48%, enquanto Haddad cresceu um ponto, chegando a 31%. Os votos brancos e nulos atingem 6%, enquanto 5% responderam “nenhum” e 11% não souberam opinar. Na intenção de voto estimulada, porém, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois. A pesquisa também abordou a decisão definitiva de votos de cada eleitor. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. A rejeição dos candidatos ficou em 52% para Fernando Haddad e 38% para Bolsonaro. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro.

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.
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Colunistas

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

Profissionais consagram suas vidas ao serviço da humanidade (Foto: ASCOM SUSIPE/Fotos Públicas)

Opinião

O último bastião do PT ainda é o Nordeste, mas este já não é tão inexpugnável (Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas)

Opinião

Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião