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Sáb, Out

Endometriose atrapalha o dia a dia das mulheres e pode dificultar uma desejada gravidez (Foto: Divulgação)

Saúde

Considerada uma das principais doenças do aparelho reprodutor feminino, a endometriose atinge até 15% das mulheres brasileiras em idade fértil e é caracterizada pela presença de tecido endometrial – semelhante ao que reveste a cavidade uterina – fora do útero. Este tecido pode surgir em locais como tubas uterinas, vagina, bexiga, peritônio, intestino, ligamentos útero-sacros e, em casos mais raros, até mesmo em regiões como nervos, diafragma e pulmões.

Os sintomas da endometriose incluem forte dor pélvica, infertilidade, dores durante ou logo após a relação sexual, fluxo menstrual abundante e cólica menstrual. Contudo, como o tecido pode aparecer em muitos locais diferentes, tais sinais variam, de acordo com o caso. Este é um dos motivos que leva, muitas vezes, à demora do diagnóstico, que pode exigir anos para que seja fechado (veja gráfico).

“Nem todas as mulheres com endometriose irão apresentar sintomas. Muitas, inclusive, só descobrem quando estão tentando engravidar, já que a infertilidade pode afetar cerca de 50% das pacientes com a doença, que também pode ocasionar dores ao urinar, dor na região lombar, sangramento anal na época da menstruação e problemas gastrointestinais”, conta Edvaldo Cavalcante, ginecologista e cirurgião ginecológico do Hospital Albert Einstein, de São Paulo.

Segundo ele, que acaba de divulgar uma pesquisa em parceria com o Grupo de Ajuda às Portadoras de Endometriose e Infertilidade (Gapendi), o quadro é crônico, não tem cura e afeta a qualidade de vida como um todo. “Muitas pacientes precisam ir ao pronto-socorro para controle da dor. Esta é, sem dúvida, o tópico que mais afeta a produtividade, sem contar as ausências para o tratamento, consultas e exames”, ressalta o especialista, que ouviu 3 mil mulheres entre os meses de janeiro e fevereiro de 2018.

De acordo com a pesquisa realizada, a endometriose afeta a qualidade de vida e a produtividade. Tanto, que 73% admitem já ter se ausentado do trabalho por causa da doença; 38% levaram de cinco a oito anos para receber o diagnóstico; e 80,9% disseram que já se sentiram impedidas de executar determinadas ações por conta da doença. “É muito importante que a paciente busque, além do tratamento dos sintomas, apoio psicoterápico para lidar com as consequências emocionais que o problema causa”, frisa o Dr. Cavalcante.

Tratamento requer cuidados pontuais

Além da avaliação clínica, o diagnóstico da endometriose é realizado por meio de exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal e ressonância magnética. Já o tratamento, na maioria dos casos, baseia-se em medicamentos para controlar os sintomas e suspender a menstruação, com uso de terapia hormonal. A cirurgia é recomendada, principalmente, nos casos de dor crônica ou quando a mulher deseja engravidar. Nesse caso, é necessária internação de 24 a 48 horas e utilização de anestesia geral.

“O tratamento depende da gravidade da doença. Ele pode ser feito com a remoção dos focos da doença por videolaparoscopia ginecológica e com o uso de hormônios sexuais, como a gestrinona (implante hormonal), progestágenos (dispositivo intrauterino – DIU) ou anticoncepção oral”, afirma Maria Rita Curty, ginecologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão.

A médica ressalta que o desenvolvimento do tecido fora do útero só é evitado após a menopausa. “O que conseguimos antes disso é estabilizar a doença para que não surjam novos focos”, descreve.    

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Consulta com especialista é o caminho para decidir sobre vacinação (Foto: Divulgação)

Saúde

Muitas mulheres diagnosticadas com endometriose têm dúvidas se podem tomar a vacina da febre amarela porque ouviram falar que se trata de uma doença autoimune. Mas, não é bem assim. Segundo o cirurgião ginecológico, especialista no tratamento clínico e cirúrgico da endometriose, Dr. Edvaldo Cavalcante, atualmente, há evidências levantadas por estudos científicos de que nas mulheres afetadas pela doença parece haver produção de autoanticorpos, disfunção de linfócitos T e B, exacerbação das citocinas inflamatórias.

A recomendação é verificar junto ao seu médico seu estado de saúde e confirmar ou descartar a presença de doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide, doenças da tireoide. Na ausência delas, ou ainda de gravidez, a mulher pode tomar a vacina e ficar tranquila.

Cerca de 180 milhões de mulheres sofrem com endometriose (Foto: Divulgação)

Saúde

Março, além de ser o mês da mulher, também é o período escolhido para chamar a atenção da endometriose.

A doença acomete aproximadamente 180 milhões de mulheres em todo o mundo. A endometriose é uma doença inflamatória crônica que acomete no sistema reprodutor feminino. De acordo com o Dr. Patrick Bellelis, especialista no assunto, a causa da doença ainda é incerta.

 A teoria mais aceita é sobre a menstruação retrógrada, em que o endométrio, tecido que reveste o interior do útero, sofre alterações durante o ciclo menstrual para que o óvulo fertilizado possa se implantar.

Ela não é doença maligna. Existem tratamentos eficazes e que devolvem a leveza para a vida dessas mulheres. 

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Colunistas

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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