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Sáb, Out

A amamentação depende da dedicação das mães (Foto: Divulgação)

Saúde

Mais do que um ato de amor, a amamentação traz benefícios não só para o bebê que a recebe, mas também para a mãe, principalmente se o gesto acontece por um tempo superior a seis meses. Para o recém-nascido, a amamentação é comparada como uma primeira vacina, já que a mãe passa, juntamente com o leite, não só nutrientes essenciais para o desenvolvimento, como também diversos anticorpos capazes de prevenir o bebê de uma série de doenças. 

Já para as mamães, a amamentação diminui a incidência de câncer de mama, ovário e útero, tendo também um papel importante na volta do peso pré-gestação e na diminuição da incidência de osteoporose. Estima-se que, o risco de a mãe desenvolver câncer de mama reduza em 2% a cada cinco meses de amamentação. Hélio Pinczowsky, oncologista do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, explica que um estudo da comunidade europeia sugere que parte do aumento da incidência de câncer de mama se deve à redução na amamentação. E que também há relação entre a menor incidência de câncer de ovário e endométrio com a prática da amamentação. “Além disso, existe o conceito de que se a mãe consegue amamentar por mais de seis meses ajuda a prevenir futuros casos de câncer no filho, bem como reduzir o risco de obesidade infantil”, diz Pinczowsky. 

O leite materno deve ser dado até os seis meses de idade de forma exclusiva. Após este período, inicia-se a inserção de outros alimentos. No entanto, vale lembrar que, desde o nascimento do bebê, é imprescindível o acompanhamento do pediatra, que irá verificar se existe a necessidade (ou não) de suplementação e orientará quanto à introdução de novos alimentos. “O leite materno envia para a criança imunoglobulinas responsáveis pela defesa do organismo de infecções virais, respiratórias e do trato gastrointestinal. O ideal é que a amamentação seja exclusiva até os seis meses de vida e seja feita até os dois anos junto com outros alimentos”, diz Anastasio Berretini Júnior, presidente da comissão de aleitamento materno da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). 

O mastologista diz que a produção de leite é desencadeada pelo estímulo e que quem amamenta necessita de um ambiente tranquilo para produzir a quantidade de leite necessária. “Não existe medicamento ou hormônio que faça a mulher produzir mais leite. É importante sim que a hidratação da mãe seja adequada, com a ingestão de dois a três litros de água por dia e que a higiene dos mamilos seja feita com sabonete neutro logo após cada mamada. “Para as mulheres que desenvolvem fissuras, a substância mais eficaz é a lanolina, que hidrata sem irritar o estômago da criança”, orienta Berretini Júnior, que recentemente realizou um estudo junto a 350 mulheres prestes a darem à luz na região de Bragança Paulista e constatou que 60% das entrevistadas não tiveram as mamas examinadas no pré-natal. Vale lembrar que a consulta de pré-natal deve ser feita no mínimo a cada trimestre e que o exame das mamas é importante antes e durante a amamentação, para evitar problemas com a mastite, infecção que ocasiona intensa dor nos seios. 

 

Bancos de leite salvam vidas e estimulam a doação consciente 

Desta quarta-feira, 1, até o dia 7 de agosto acontece a Semana Mundial do Aleitamento Materno.  No Brasil, esse período é apoiado por campanha elaborada pelo Ministério da Saúde e, desde 2017, o assunto ganha destaque com o #agostodourado, incentivando o aleitamento materno em todo o País.  Para auxiliar nesta tarefa, o Brasil também conta com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR), criada em 1998 e que, hoje, dispõe de 220 postos espalhados pelo Brasil. As mulheres que possuem uma produção excessiva de leite podem fazer a doação de leite humano. Dentro dos bancos de leite, o material é avaliado, selecionado, classificado e pasteurizado.  Somente após este processo, o material é congelado e ganha um prazo de validade de seis meses. As lactantes que quiserem doar ou buscam mais informações sobre a rBLH-BR podem encontrar o banco mais próximo no link https://producao.redeblh.icict.fiocruz.br/portal_blh/blh_brasil.php.

 

Aplicativos dão dicas e ajudam no controle da amamentação 

Diante das modernidades da atualidade, os aplicativos surgem como uma opção a mais para auxiliar nas atividades para com o bebê. Na maioria dos casos, é possível fazer um diário de atividades bem detalhado, com registro para horários de mamadas, troca de fraldas, horário de sono, inserção de novos tipos de alimentação, retirada de leite da mãe, quando necessário, e até mesmo uma calculadora de aleitamento. Tudo isso de forma gratuita. Abaixo listamos os mais populares nas lojas de aplicativos.

 

Baby Tracker: bem completo, além de se poder colocar informações como horários das mamadas e de sono, trocas de fraldas e retirada de leite, ele também possibilita fazer gráficos comparativos após 14 dias de atividades.


Amamentação – Diário de atividades do bebê:
 diário virtual com registro de mamadas, alimentação, fraldas, sono, altura e peso, para registrar todo o dia a dia do bebê.

Easy Baby Care: a ideia é simplificar a vida das mamães com os cuidados para com o bebê, dando uma ferramenta para controle de amamentação, sono e trocas de fraldas.

 

Calculadora de aleitamento: ajuda a determinar a quantidade correta de leite por dia e por mamada.

 

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Colunistas

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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