Procurar um dermatologista é o caminho ideal para evitar surpresas indesejáveis (Foto: Divulgação)

Saúde

É cada vez maior a procura por produtos multifuncionais, capazes de oferecer benefícios internos e externos ao corpo, no que se refere à saúde e bem-estar. Nessa categoria, entram em cena os dermocosméticos e nutricosméticos, também conhecidos como cosmecêuticos e nutracêuticos. Apesar de poderem ser comprados sem receita médica, ambos devem ser utilizados somente após recomendação e prescrição de um dermatologista. Caberá a este profissional fazer uma análise minuciosa de cada paciente e identificar as reais necessidades, se existem contraindicações e qual é o produto mais adequado, ressaltando como, quando e quanto utilizar de cada componente.

Mas afinal, qual a diferença entre o dermocosmético e o cosmético tradicional? De acordo com Joyce Quenca, doutoranda em Cosmetologia pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Biodiversité, cosméticos são preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, para uso externo nas diversas partes do corpo humano, com o objetivo exclusivo de mantê-las em bom estado. Já os dermocosméticos possuem poder de permeação cutânea maior do que os cosméticos tradicionais. “Eles agem nas camadas mais profundas da pele e são capazes de promover modificações fisiológicas, que resultam em melhora bastante significativa nos aspectos físicos da pele”, explica a especialista. De acordo com ela, em geral, os dermocosméticos podem ser encontrados em farmácias e drogarias, mas que o melhor caminho para adquiri-los é a partir da recomendação e prescrição de um dermatologista.

A Dra. Joyce também ressalta que os dermocosméticos mais eficazes são os manipulados, que são prescritos e desenvolvidos de forma personalizada. “A customização das formulações está crescendo cada vez mais e isso inspira pacientes, prescritores e indústrias a desenvolverem princípios ativos eficazes e seguros, que atuam em harmonia e em prol de uma pele saudável e bonita”, afirma.

Ação de dentro para fora 

As mesmas recomendações valem para a ingestão dos nutricosméticos, que, geralmente, são apresentados ao consumidor em forma de cápsulas e agem de dentro para fora, repondo nutrientes no organismo e agindo diretamente sobre pele, unhas e cabelos. “Os nutricosméticos são substâncias de uso interno. É importante passar em consulta para saber qual tomar, por quanto tempo, qual o horário mais indicado e se não tem contraindicação. De uma maneira geral, é contraindicado a gestantes, quem está amamentando ou é alérgico a algum componente da fórmula. Por isso a importância de se passar em um especialista”, explica a dermatologista Flávia Guflielmino, membro titular da Academia Americana de Dermatologia.

Entre as novidades nesse nicho, ela ressalta os antioxidantes, que, dependendo da situação, podem, por exemplo, melhorar a hidratação da pele ou combater o surgimento das manchas, o envelhecimento e a flacidez. “Nessa linha, o que está mais em voga é a luteína, muito indicada para pacientes que são fumantes, para diminuir os efeitos deletérios da pele. Os quimiofotoprotetores – antioxidantes usados para deixar a pele mais resistente ao sol – também estão em alta. Eles não substituem o protetor solar, mas complementam a função do protetor, e são indicados às pessoas que têm alergia ao sol, melasma e pele muito clara”, revela.

 

Congresso Internacional lança novidades na área da beleza

O 13º Congresso Internacional de Tendências Cosméticas da Consulfarma, que aconteceu entre os dias 7 e 9 de junho, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, foi palco para apresentação de muitas novidades. No entanto, vale lembrar que, a consulta prévia com dermatologista é fundamental para ter acesso a estes ativos. Confira algumas delas:

 

Champanhe rejuvenescedor em pó sem álcool: formulado pela Biotec, possui na composição Exsynutriment, um silício orgânico capaz de revitalizar a pele de dentro para fora. A bebida ajuda anda no crescimento do cabelo e no fortalecimento das unhas. Ao ser misturado na água, o pó com o silício efervesce e fica com aroma de champanhe.

 

Pipoca para dores na mão: possui osteosil, molécula de ação dupla que contém dois nutrientes necessários à integridade do metabolismo ósseo: fósforo e silício orgânico hidrossolúvel. Trazido pela Biotec, promove proteção e hidratação das articulações, diminuição das dores osteoarticulares, regeneração das cartilagens e efeito anti-inflamatório.

 

Esmalte com whey protein: fortalecedor de unhas desenvolvido pela Consulfarma, que fornece proteínas que agem diretamente nas unhas e na cicatrização das cutículas. Deve ser passado antes do esmalte.

 

Chocolate contra mau hálito: composto com 70% de cacau, age na neutralização do mau odor por conta da formulação, que traz gelo seco. “O diferencial é que ele tem um ativo tirado do cogumelo Champorus, bastante utilizado para a inibição do odor, que não tem sabor e pode ser administrado via oral. Além disso, ele tem uma composição especial que, na boca, dá a sensação de explosão”, afirma a farmacêutica Tamiris Azevedo, da Consulfarma. 

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Tenista teve problemas após dar à luz (Foto: Reprodução/ Facebook)

Esporte

A tenista norte-americana Serena Williams escreveu uma coluna para o site da emissora CNN sobre as dificuldades que teve no pós-parto da sua filha Alexis Olympia, que nasceu em setembro de 2017. Segundo Serena, ela teve uma gravidez tranquila, mas quando estava em trabalho de parto teve que fazer uma cesárea de emergência quando os batimentos cardíacos da sua filha caíram drasticamente.

Ela conta que aí começaram as complicações. Cerca de 24 horas após o parto, Serena foi diagnosticada com embolia pulmonar, que é quando um coágulo de sangue se aloja no pulmão, problema que ela já havia enfrentado anteriormente. A tosse recorrente por causa da embolia fez com que os pontos da cesárea dela estourassem e, por isso, foi necessária uma nova cirurgia para fechar o corte. Ela então fez uma segunda cirurgia para prevenir a formação de novos coágulos pulmonares e teve de ficar seis semanas de repouso para evitar que seu sangue ficasse grosso.

A tenista aproveitou a coluna para falar que ela é uma afortunada porque teve direito aos melhores médicos e hospitais, mas que mulheres negras nos Estados Unidos têm três vezes mais chances de morrer por conta de complicações no parto do que outras mulheres. Também mostrou um dado da Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que mostra que 2,6 milhões de recém-nascidos morrem anualmente no planeta logo após o parto, e 80% dessas mortes poderiam ser prevenidas.

Serena pediu para que as pessoas façam doações para entidades que protegem mães e recém-nascidos e pressionem os governos locais para que criem condições melhores para que mulheres possam dar à luz de forma digna, assegurando que os bebês não morram precocemente.

Voto feminino no Brasil completará 86 anos no próximo dia 24 (Foto: Elza Fiúza/ABR)

Opinião

No próximo dia 24 de fevereiro vamos celebrar um marco na história da política nacional. Na mesma data, em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o voto feminino no Brasil foi finalmente assegurado, por meio do Decreto nº 21.076. A conquista veio após intensa campanha nacional pelo direito de votar e de serem eleitas para cargos nos poderes executivos e legislativo brasileiros.


A batalha por este direito fundamental teve início bem antes mesmo da Proclamação da República, quando o voto era permitido apenas às mulheres casadas, com a devida autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria.


No Brasil, o exercício da plena cidadania feminina foi resultado de luta intensa. Vários movimentos neste sentido aconteciam em todo o mundo e ficaram conhecidos como “sufragistas”, que representavam a luta coletiva internacional pelo direito ao voto feminino.


Desde então, 86 anos se passaram. Atualmente a mulher ocupa um espaço ainda tímido na política. Em todos os poderes da República ainda somos minoria. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, por exemplo, entre os 94 parlamentares, apenas dez são mulheres. O mesmo acontece na esfera federal. Dos 513 deputados federais, apenas 45 são mulheres e, no Senado, das 81 cadeiras, 13 são ocupadas por mulheres, deixando o Brasil em 115º lugar no ranking mundial de presença feminina no Parlamento e em último lugar na América do Sul.


Nas últimas décadas já avançamos muito nas questões sociais, ampliamos o nosso protagonismo nas relações de trabalho, na educação, na família e entre tantos outros setores. Porém, é mais que necessário, é imprescindível ampliarmos também a nossa participação na política. O poder sobre as decisões públicas deve ser amplo, irrestrito, representativo e proporcional a toda a população, por coerência e direito natural.
É imperativo para todas nós que a luta seja permanente, de forma democrática e reparadora, como requisito imprescindível para uma sociedade justa e fraterna.

*Célia Leão é deputada estadual (PSDB/SP)

Vestidos pretos se adequam aos climas (Foto: MyBasic/Divulgação)

Fora dos Trilhos

O vestido básico é, sem dúvidas, uma opção versátil e prática para se usar nas viagens ao campo. O modelo oferece conforto, beleza e frescor para o clima em meio à natureza. 

Afinal, passar um fim de semana longe da correria das cidades é sempre bem-vindo, mas antes de escolher quais peças tirar do closet, um lembrete: o tempo no campo é imprevisível. 

Nos locais com mata fechada, a temperatura costuma ser mais gelada à noite e mais fresca durante o dia. Se o local for próximo à mata, considere levar roupas com mangas compridas, por causa dos insetos. Ao fazer a sua mala, não se esqueça de levar repelentes e protetores solares, mesmo para os dias nublados. 

Para fazer trilhas, invista em um par de botas com solado antiderrapante que proteja seu pé, leve um chapéu e mochila. Se o objetivo é relaxar e curtir o clima da natureza, confira sugestões de looks com peças versáteis para compor seu estilo na viagem. O conjunto calça, blusa básica, casaco e tênis compõem um look interessante e muito confortável para os passeios ao ar livre. 

Vestido preto se adequa aos climas

O vestido básico Reggio é versátil. Seu comprimento longo protege contra as temperaturas do clima do campo e fica bom em todos os corpos. O modelo Lituânia possui tecido premium, com qualidade superior. Seu design com manga ¾ e caimento que se ajusta no quadril, criando o efeito blusê, fazem desse modelo uma opção leve e sofisticada.

Musa ficou visivelmente constrangida com perguntas de duplo sentido (Foto: Reprodução/Twitter)

Fora dos Trilhos

A TV Goiânia Band anunciou na tarde desta quinta-feira, 22, que retirou do ar o programa "Os Donos da Bola" de Goiás. A decisão foi tomada após um vídeo polêmico da atração viralizar.

Na última quarta, 21, a musa do Goiás, Karol Barbosa, participou do quadro "Desafio das Musas". Durante a sua exibição, o apresentador Beto Brasil fez perguntas de duplo sentido - e com tons sexistas - à convidada, como: “Em um clássico contra o Vila, se o juiz põe para fora, você mete a boca?” e “Para uma musa não sofrer dores localizadas, é importante o médico colocar compressa?”.

Visivelmente constrangida, Karol Barbosa chegou a responder as perguntas com um “sorriso amarelo”. A repercussão nas redes sociais foi bastante negativa. De acordo com o portal UOL, a Band de São Paulo pressionou a afiliada, pedindo uma solução rápida para o caso. A resolução encontrada pela TV Goiânia foi tirar a atração do ar.

No Facebook, o canal de Goiás postou uma nota oficial para pedir desculpas e dizer que o programa não faz mais parte da grade da emissora.

"Olá,
A TV Goiânia Band vem esclarecer que o quadro 'Desafio das Musas' exibido esporadicamente no programa esportivo estadual 'Os Donos da Bola' tem pitadas de humor. Entretanto, reconhecemos que a abordagem feita no dia 21 de fevereiro de 2018 excedeu o tom. Em nenhum momento a intenção da emissora foi discriminar alguém, muito menos as mulheres, sejam elas torcedoras do Goiás ou de qualquer outro time.
Pedimos desculpas por constrangimentos causados e como prova de que não compactuamos de forma alguma com o conteúdo veiculado, nem qualquer tipo de discriminação, a emissora decide desde já pela retirada do programa do ar."

 

O próprio Goiás Esporte Clube se solidarizou com a musa. “No último sábado o Goiás Esporte Clube apoiou o 1° Seminário de Mulheres Esmeraldinas. Reiteramos o total repúdio ao constrangimento causado a nossa Musa Karol Barbosa, no programa Os Donos da Bola. Medidas serão tomadas nos próximos dias. #GoiásEC #NadaPodeAbalar”, posicionou-se o clube no Twitter.

 

 

 

 

Texto é assinado por cerca de 200 mulheres, entre elas as atrizes Kate Winslet e Keira Knightley e a própria Emma Watson (Foto: Reprodução)

Fora dos Trilhos

A atriz britânica Emma Watson, famosa pela atuação como Hermione na saga Harry Potter, doou 1 milhão de libras (cerca de R$ 4,5 milhões) para lançar um fundo destinado a apoiar as vítimas de assédio e de abuso sexual.

O Justice and Equality Fund (Fundo para a Justiça e a Igualdade) foi anunciado em uma carta aberta publicada na imprensa britânica no domingo (18). O grupo apoia o americano Time's Up, criado por atrizes de Hollywood para protestar contra os casos de assédio sexual.

O novo texto é assinado por cerca de 200 mulheres, entre elas as atrizes Kate Winslet e Keira Knightley. A carta propõe um movimento internacional para acabar com a cultura de abusos exposta pelo escândalo envolvendo o produtor de cinema Harvey Weinstein. 

Os recursos do fundo serão usados para estabelecer uma rede de assessoria jurídica e psicológica, apoio e projetos para perseguir os abusos em todos os setores profissionais. 

Presença da atriz Daisy Ridley, que interpreta Rey, como protagonista em Star Wars, incomoda alguns fãs da franquia (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Em entrevista para o site IndieWire, o diretor e produtor J J. Abrams comentou as críticas feitas ao filme "Star Wars: Os Últimos Jedi", que estreou nos cinemas em dezembro de 2017. Logo após a estreia, um grupo de fãs começou a reclamar nas redes sociais que o filme, dirigido e escrito por Rian Johnson, tinha sido feito para "agradar feministas e justiceiros sociais" e que "transformava homens e brancos em vilões". 
 

Segundo o diretor, quem criticou o filme se sentiu ameaçado pelo aumento da representação feminina na saga. "O problema deles não é com 'Star Wars'. O problema deles é que eles se sentem ameaçados. A galáxia de 'Star Wars' é bem grande e é possível encontrar qualquer coisa que você queira por lá", disse Abrams, que dirigiu "Star Wars: O Despertar da Força".

"Se você é alguém que se sente ameaçado por mulheres e precisa descontar sua raiva nelas, então você encontrará um inimigo em 'Star Wars'. Essas pessoas podem assistir ao primeiro filme, "Uma Nova Esperança", e dizer que a Leia era muito respondona ou que era muito durona. Alguém que quer encontrar um problema em algo vai encontrar. Parece que a internet foi feita para isso", concluiu.

O Episódio IX, ainda sem nome definido, será dirigido por J.J. Abrams e está com estreia prevista para o dia 19 de dezembro de 2019. Antes disso, em 24 de maio de 2018, chega aos cinemas o spin-off "Han Solo: Uma História Star Wars".

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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.

Vice de presidenciável do PSL acredita que lar com presença paterna seria diferente (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Vice na chapa de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse na segunda-feira, 17, em São Paulo, que famílias pobres "onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", disse ele, durante palestra a empresários, fazendo um paralelo entre formação da família e ação de bandidos em áreas carentes. Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas de aproximação com outras economistas emergentes. Ele se referiu a esses países como "mulambada". "E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí." Na semana passada, Mourão já havia feito declarações consideradas polêmicas. Ele disse que o País precisaria de uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - o que, hoje, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. Nesta segunda, ele voltou a citar o tema da Constituição. Segundo o candidato a vice, a reforma da Carta representaria a "mãe de todas as reformas", uma vez que ela está desatualizada, apesar das emendas que sofreu. Bolsonaro Adotando um tom presidencial, o candidato a vice discursou por cerca de uma hora no evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com outras 21 entidades, que se reuniram num grupo chamado Reformar Para Mudar. Em sua fala, Mourão citou apenas uma vez Bolsonaro, que continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). "Bolsonaro é um estadista, não pensa apenas nesta eleição, mas nas próximas gerações", afirmou ele. Mourão reclamou também da forma como as forças policiais são criticadas quando atuam, na sua definição, "como polícia". "Temos de lembrar que direitos humanos são para humanos direitos", disse o general. "Se a polícia age como polícia, é duramente criticada: é o genocídio, o martírio da população brasileira. É trabalho enfrentar isso daí", disse ele, que foi aplaudido pela plateia. O militar foi aplaudido outras duas vezes enquanto discursava, ambas ao defender o livre mercado e a iniciativa privada. Ele defendeu, por exemplo, a privatização das áreas de refino e distribuição da Petrobras.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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