São várias opções para os casais não ficarem parados (Foto: Divulgação)

Saúde

Praticar atividades físicas em par pode trazer mais resultados do que treinar sozinho. Os motivos são que os incentivos são maiores, a timidez fica de lado, há mais harmonia e os erros podem ser corrigidos, segundo a Dra. Karina Hatano, médica do exercício e do esporte. “Quando começam juntos, a chance de desistir é menor”, disse.


E são várias opções: ciclismo, triathlon, caminhada, musculação e natação, como também os esportes de praia, a exemplo do surfe e stand up paddle, são algumas delas. “Independentemente de servir para emagrecer, manter a formar ou melhorar a qualidade de vida, traz um incentivo a mais já que o casal pode dividir as experiências e conquistas. E o principal: um motiva o outro a levar uma vida mais saudável. Além disso, aumenta o desempenho e tira o casal da rotina”, afirmou a especialista.


A dica é que a modalidade escolhida agrade ambos e se estabeleça um horário bom para os dois. Os resultados são obtidos de forma mais rápida, porque os dois evitam pular exercícios. “Cria-se uma competição saudável e o alcance de metas é estimulado”, disse Karina. “Ter o parceiro ao lado também ajuda a corrigir erros de posturas ou casos de exageros na hora do treino”, concluiu.

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Cristiane e Paulo foram unidos pela internet e pelo gosto musical (Foto: Arquivo Pessoal)

Tecnologia

Se você acha que aplicativos, redes sociais e sites de relacionamentos servem apenas para uma ficada sem compromisso, ou apenas para curtir o momento, está na hora de mudar sua concepção. Muitas das conversas que começam na internet acabam no altar, seja nas salas de bate-papo, criadas na década de 1990, ou em plataformas mais atuais, como o Tinder.


Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita pela Universidade de Chicago, em 2016, apontou que um terço dos casamentos norte-americanos começam na internet. Na mesma pesquisa, há outro dado interessante. A taxa de divórcio entre quem começou a relação pela internet é de 6%, índice inferior àquele de quem não teve a rede mundial de computadores como cupido, que é de 8%.


Quando postou uma mensagem em uma comunidade do finado Orkut da banda Oasis, em março de 2016, à procura por companhia para ir a um show que ia ocorrer no Brasil, a jornalista Cristiane Peixoto, 38 anos, não pensou que aquela parceria iria durar até hoje.

“É claro que eu tinha vontade de conhecer alguém legal e com gostos parecidos, mas, na ocasião que conheci o Paulo, foi sorte mesmo. Não era a intenção”, contou a jornalista.


Ela decidiu adicionar Paulo Cesar Cabral, hoje com 34 anos, no extinto MSN. Depois de conversas on-line e pelo telefone, o casal finalmente se encontrou no show da banda favorita de ambos. “Eu já estava de olho nele, mas ele não tentou nada, porque eu tinha um outro relacionamento na época. Não era nada sério, mas ele não quis desrespeitar. Então sobrou para mim a iniciativa. Um pouco antes de começar o show, já dentro do local, no meio da multidão, beijei ele e, desde então, estamos juntos”, contou Cristiane.


A união foi tão forte que até a faculdade de Jornalismo eles cursaram juntos. Quem também ficou sabendo da história do casal foi o Noel Gallagher, fundador do Oasis. Em um show solo, que fez durante o festival Lollapalloza, em 2016, ele gravou um recado de felicitações para o casal. “Nem nos meus sonhos mais malucos eu imaginaria tudo isso, lá em 2006, quando comecei um contato via internet”, contou a jornalista.

Treino de inglês acabou em casamento na Flórida

Quando o trabalho de voluntária na Copa do Mundo de 2014 acabou, a recifense Isabella Pappas (nome de casada) decidiu entrar em uma rede social norte-americana cristã para continuar a praticar o seu inglês, mas acabou por encontrar seu futuro marido: o professor Michael Pappas. Depois de diversas conversas escritas, o casal começou a se falar por vídeos. Foi quando o sentimento de Michael começou a partir da amizade para o namoro. “Eu não percebi, pois sempre achei o comportamento americano um pouco frio”, contou Isabella.

Isabella e Michael estão juntos há três anos (Foto: Arquivo Pessoal)


Após dois meses de conversas, Michael decidiu pedir Isabella em namoro por videoconferência, no dia do aniversário dela, em 11 de dezembro 2014. Apesar da felicidade, ela estava insegura. “Foi então que ele decidiu me conhecer pessoalmente e visitar a minha família. Isso aconteceu em fevereiro de 2015. Ele passou apenas um fim de semana em minha cidade natal. Logo após, eu fui conhecer a família dele e ali iniciaram as nossas viagens Flórida-Recife, Recife-Flórida”, explicou a brasileira. Em maio de 2015, surgiu o pedido de casamento. Mesmo insegura, Isabella decidiu dar uma chance para o amor.


Ao todo, foram três cerimônias de casamento: uma grega, por conta da origem da família de Michael, uma americana e outra brasileira. O casal permanece unido e feliz. “Eu jamais imaginei que iria encontrar o amor da minha vida em uma rede social americana. Sempre tive receio de mudar, de sair da minha zona de conforto”, contou Isabella. Segundo Michael, ele já havia ficado atraído pela moça desde a segunda videoconferência, por conta do comportamento “divertido” dela.

Coroa Metade uniu almas gêmeas

Mesmo depois de ter tido algumas frustrações com alguns sites de relacionamentos, a professora Vera Garcia, que completa 50 anos em 2018, decidiu dar uma chance ao site Coroa Metade, no qual encontrou seu marido, o empresário Hélio José de Faria, de 63 anos.

Vera contou que foi objetiva desde o começo. Além de professora, ela é a autora do blog Deficiente Ciente, já que perdeu o braço direito aos nove anos, ao ser atingida por um beiral (última fileira de telhas de um telhado). “Na primeira semana eu já conheci o Hélio”, disse Vera. Duas semanas depois, Hélio apagou o perfil na rede social e disse que já tinha encontrado o que queria.

Com a sintonia entre o casal, o casamento veio logo depois de um ano de namoro. Vera morava em Campinas e Hélio em Limeira, ambas no interior de São Paulo. Com o casamento, os dois chegaram a um consenso de morar em Paulínia, entre os dois municípios de origem.

Vera e Helio se conheceram por meio do site Coroa Metade (Foto: Arquivo Pessoal)

Presentes de luxo vão de bike até jaqueta reforçada (Foto: Divulgação)

Autos e Afins

Crush, bebê, anjo, vida, mozão.... Todo casal tem um apelido carinhoso. Então, uma boa pedida para celebrar em grande estilo o amor neste Dia dos Namorados, 12 de junho, é um presente do BMW Group. Disponíveis nas concessionárias autorizadas da BMW, Mini e BMW Motorrad no País, os produtos trazem toda a qualidade e sofisticação da marca premium e agradarão a todos os tipos de casais, dos aventureiros aos românticos – ou aqueles que são ambos, por que não? 

Mala BMW M Business 

Possui design moderno e aspecto fosco, com detalhes em couro genuíno e costuras em azul Marina Bay, a mesma cor de posicionamento do novo BMW M5. Com o custo de R$ 963, a mala oferece estilo, qualidade e durabilidade para encarar os leões do dia a dia.

Mini JCW Aviator

Falando em elegância, os óculos Mini JCW Aviator, fabricados na Itália, adotam o clássico estilo aviador, com lentes Zeiss antirreflexo de alta qualidade, resistentes a arranhões, que garantem 100% de proteção contra raios UV-A e UV-B. No preço de R$ 996, o acessório inclui estojo preto com o logo da marca em relevo e pano para limpeza.

Jaqueta BMW Soft

O Inverno está chegando, e a Jaqueta BMW Soft é a companheira ideal para a estação. Produzida em nylon com revestimento brilhante e impermeável Oil Cire, o modelo tem forro de plumas com penas, gola alta moderna, elementos de design em cobre com puxador BMW e pode ser encontrada no valor de R$ 1.253.

Mini Folding Bike 

Compacta e leve, a bicicleta Mini Folding Bike é ideal para aquele passeio no parque de fim de semana. Traz câmbio de oito marchas, aros de 20 polegadas e selim em couro. Quem se interessar, terá que desembolsar, em média, R$ 5.907, para adquirir a bike.

Relógio BMW Cronógrafo Esportivo

Para não perder a hora, o relógio BMW Cronógrafo Esportivo tem pulseira e caixa em aço inoxidável, mostrador azul e movimento quartzo suíço Ronda, com a função de cronômetro, mostrador de data, vidro mineral, ponteiros fluorescentes e logotipo BMW. O preço do relógio em design luxuoso é de R$ 2.776.

Namorados buscam presentes para comemorar a data especial, na próxima terça-feira, 12 (Foto: Divulgação)

Economia

A Associação Comercial de São Paulo (ACP) estima que as vendas voltadas para o Dia Dos Namorados devem crescer entre 3% a 5%, em 2018, em relação a 2017, na capital paulista. No último ano, o comércio paulistano registrou alta média de 2,4% na mesma data comemorativa ante 2016.

A expectativa da ACSP é que o setor varejista invista em promoções para compensar os dias de estagnação nas vendas, devido à paralisação dos caminhoneiros, em maio. "Neste ano, a conjuntura econômica está mais favorável, com inflação e juros bem mais baixos, prazos de pagamento maiores e alguma recuperação da massa salarial", analisa, em nota, Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Na análise da associação, os presentes mais procurados serão roupas, calçados e produtos de uso pessoal. A ACSP também prevê que bares e restaurantes devem se beneficiar com o movimento da data.

Alta deve, porém, ser menor que no Dia das mães

A Boa Vista SCPC, empresa de base de dados de informações de crédito, projeta alta de 2,5% nas vendas voltadas ao Dia dos Namorados em comparação com a mesma data do ano passado. De acordo com o economista Flávio Calife, da área de Indicadores Econômicos da empresa, responsável pelo levantamento, esse crescimento esperado deve ser menor que no Dia das Mães (4%) e na Páscoa (3,2%).

Na avaliação da empresa de informações de crédito, o resultado é reflexo da greve dos caminhoneiros e da queda na confiança do consumidor.

Talvez uma História de Amor: Virgílio vai atrás de Clara, que pode ser o amor de sua vida (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

No Dia dos Namorados, os apaixonados podem comemorar a data assistindo a filmes românticos, seja no cinema ou em casa. O Metrô News separou uma seleta lista com dez dicas para que os leitores não errem na hora de escolher uma película para apreciar com o “mozão”.


Eles vão dos clássicos, como Amor Além da Vida (1998), até os mais modernos, como Talvez Uma História de Amor (2018), que tem pré-estreia especial no Dia dos Namorados, em cinemas de todo o Brasil.


No primeiro caso, Chris Nielsen, interpretado por Robin Williams, e Annie (Annabella Sciorra) perdem os filhos em um acidente de carro. Quatro anos depois, o patriarca também morre e, no Paraíso, descobre que a mulher cometeu suicídio. Ele parte em uma jornada para encontrá-la, mesmo sabendo que Annie nunca o reconheceria se o visse novamente.


Já Talvez Uma História de Amor apresenta Virgílio (Mateus Solano), um personagem que recebe um recado em sua secretária eletrônica, de uma mulher chamada Clara, que está terminando com ele. O problema é que só ele não conhece essa mulher, já que até os amigos sabiam da relação. Ele parte em busca da “desconhecida” que pode ser o amor de sua vida.


Outro clássico é Titanic (1997), que conta a história de Jack (Leonardo DiCaprio) e Rose (Kate Winslet), a bordo do famoso transatlântico. Cidade dos Anjos (1997) e A Culpa é das Estrelas (2014) também têm força para levar qualquer um às lágrimas.

Veja a lista de dez filmes românticos

1 E o Vento Levou (1939)
2 Amor Além da Vida (1998)
3 Titanic (1997)
4 P.S. Eu Te Amo (2007)
5 Cidade dos Anjos (1997)
6 Meu Primeiro Amor (1991)
7 Casa Comigo? (2010)
8 Diário de uma Paixão (2004)
9 A Culpa é das Estrelas (2014)
10 Talvez Uma História de Amor (2018)

Programa seria veiculado no YouTube (Foto: Reprodução/SBT)

Fora dos Trilhos

"É namoro ou amizade?". Quem viveu a década de 1990 no Brasil provavelmente se lembrará da pergunta feita pelo apresentador Silvio Santos no programa Em Nome do Amor, exibido originalmente entre os anos de 1994 e 2000.

Quase duas décadas após seu fim, o SBT está produzindo um retorno para a atração. De acordo com a assessoria da emissora, a ideia é que seja feita uma edição especial para o próximo Dia dos Namorados, em 12 de junho.

O programa, porém, deve ficar restrito às plataformas digitais do SBT, como o canal da emissora no YouTube.

Opções para todos os bolsos: restaurantes apostam no romantismo para o Dia dos Namorados (Foto: Divulgação)

Cidade

O jantar à luz de velas ou simplesmente decorado e dedicado à cara metade sempre foi um símbolo do Dia dos Namorados. É por isso que, com a proximidade da data, comemorada na próxima terça-feira, 12, restaurantes de todos os portes já preparam cardápios especiais para dar mais gosto e sabor aos relacionamentos. 

Opções especiais para a data

Celeiro da Fazenda: Localizado na Zona Norte de São Paulo, o chef Arturo Salano preparou um cardápio especial para garantir um jantar inesquecível, com direito ao buffet tradicional com mais de 100 pratos quentes, saladas, crepes, massas, churrascos e sobremesas. Tudo à vontade. Entre os pratos preparados especialmente para os casais apaixonados estão a salada caprese, canelone de abobrinha recheado de ricota e manjericão, e a sobremesa de maçã e pera assadas com açúcar mascavo e ganache de chocolate.

Endereço: Av. Luiz Dumont Villares, 651, Santana. Tel. 2950-6090. Horário de funcionamento: Das 18h às 23h. Estacionamento valet: R$ 10. Preço: combo casal no valor de R$ 99,90. Inclui buffet completo, pratos especiais e uma garrafa de vinho da marca Celeiro da Fazenda na opção seco ou suave. É necessária reserva para o pacote especial.

Enroladinho de abobrinha com ricota é opção do Celeiro da Fazenda (Foto: Maria Rita Motheo/Divulgação)

Maksoud Plaza: Ícone da cidade de São Paulo, o hotel vai oferecer um jantar completo em seu rooftop, com cardápio gourmet, bebidas não alcóolicas e, em alguns pacotes, até mesmo hospedagem inclusa para o Dia dos Namorados. Durante a noite especial, alguns outros mimos, como uma garrafa de Chandon Rosé e surpresas nos quartos, farão parte da experiência. De um lado da cobertura, é possível ver a avenida Paulista em toda sua extensão e, do outro, o skyline da cidade, com a Serra da Cantareira ao fundo. A taxa de serviço está inclusa nos valores de R$ 1,1 mil por casal para o jantar; e de R$ 1,6 mil por casal, para jantar e hospedagem.

Endereço: Alameda Campinas, 150, Jardim Paulista. Tel. 3145-8000. Preço estimado: entre R$ 1,1 mil e R$ 1,6 mil

Panelão do Norte: O restaurante preparou um clima especial à luz de velas para os casais apaixonados que optarem por jantar em qualquer uma das unidades – Penha e Anália Franco – durante a data mais romântica do ano. O casal que fizer reserva e pedir a deliciosa carne seca na moranga vai ganhar ainda dois petit gateau. Como o cardápio é variado, o restaurante também oferece o famoso baião de dois especial, com carne de sol, queijo coalho assado na chapa e mandioca cozida na manteiga como acompanhamento. 

Endereços: Unidade Penha - Rua Namaxi, 155. Tel. 2647-7805. Horário de funcionamento: das 12h às 23h.
Unidade Anália Franco - Avenida Abel Ferreira, 1.106. Tel. (11) 2673-8944. Horário de funcionamento: das 12h às 23h. Preço estimado: a partir de R$ 100.

Outras opções gastronômicas

Seu par pode até falar que não quer, mas com certeza está esperando um presente ou uma surpresa durante o Dia dos Namorados. É sempre bom sondar a pessoa amada, mas, se você ainda não achou o presente ideal, o Metrô News separou dicas especiais.
Cervejas artesanais podem fugir um pouco dos estereótipos dos presentes para a época e servir para acalentar o romance, de modo até a substituir o vinho. O site da Ashby (www.ashby.com.br) oferece uma série de opções.

Agora, se você quer tornar o parceiro um bom cozinheiro, a dica é o curso on-line “Cozinhe com Fogaça”, no qual é possível aprender receitas com o chef Henrique Fogaça, do programa Masterchef. Estas aulas podem ser adquiridas na plataforma Curseria.

Mas se a pessoa amada busca uma dieta saudável, uma boa sugestão é oferecer acesso ao clube de compras OneMarket, que conta com mais de 700 opções de alimentos saudáveis. Já para quem pensa em levar o par às alturas, a dica é o pacote night air da empresa de táxi aéreo Helimarte. O preço varia de R$ 1.580 a R$ 2.690, sendo que o último inclui vários mimos aos casais.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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