São várias opções para os casais não ficarem parados (Foto: Divulgação)

Saúde

Praticar atividades físicas em par pode trazer mais resultados do que treinar sozinho. Os motivos são que os incentivos são maiores, a timidez fica de lado, há mais harmonia e os erros podem ser corrigidos, segundo a Dra. Karina Hatano, médica do exercício e do esporte. “Quando começam juntos, a chance de desistir é menor”, disse.


E são várias opções: ciclismo, triathlon, caminhada, musculação e natação, como também os esportes de praia, a exemplo do surfe e stand up paddle, são algumas delas. “Independentemente de servir para emagrecer, manter a formar ou melhorar a qualidade de vida, traz um incentivo a mais já que o casal pode dividir as experiências e conquistas. E o principal: um motiva o outro a levar uma vida mais saudável. Além disso, aumenta o desempenho e tira o casal da rotina”, afirmou a especialista.


A dica é que a modalidade escolhida agrade ambos e se estabeleça um horário bom para os dois. Os resultados são obtidos de forma mais rápida, porque os dois evitam pular exercícios. “Cria-se uma competição saudável e o alcance de metas é estimulado”, disse Karina. “Ter o parceiro ao lado também ajuda a corrigir erros de posturas ou casos de exageros na hora do treino”, concluiu.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Cristiane e Paulo foram unidos pela internet e pelo gosto musical (Foto: Arquivo Pessoal)

Tecnologia

Se você acha que aplicativos, redes sociais e sites de relacionamentos servem apenas para uma ficada sem compromisso, ou apenas para curtir o momento, está na hora de mudar sua concepção. Muitas das conversas que começam na internet acabam no altar, seja nas salas de bate-papo, criadas na década de 1990, ou em plataformas mais atuais, como o Tinder.


Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita pela Universidade de Chicago, em 2016, apontou que um terço dos casamentos norte-americanos começam na internet. Na mesma pesquisa, há outro dado interessante. A taxa de divórcio entre quem começou a relação pela internet é de 6%, índice inferior àquele de quem não teve a rede mundial de computadores como cupido, que é de 8%.


Quando postou uma mensagem em uma comunidade do finado Orkut da banda Oasis, em março de 2016, à procura por companhia para ir a um show que ia ocorrer no Brasil, a jornalista Cristiane Peixoto, 38 anos, não pensou que aquela parceria iria durar até hoje.

“É claro que eu tinha vontade de conhecer alguém legal e com gostos parecidos, mas, na ocasião que conheci o Paulo, foi sorte mesmo. Não era a intenção”, contou a jornalista.


Ela decidiu adicionar Paulo Cesar Cabral, hoje com 34 anos, no extinto MSN. Depois de conversas on-line e pelo telefone, o casal finalmente se encontrou no show da banda favorita de ambos. “Eu já estava de olho nele, mas ele não tentou nada, porque eu tinha um outro relacionamento na época. Não era nada sério, mas ele não quis desrespeitar. Então sobrou para mim a iniciativa. Um pouco antes de começar o show, já dentro do local, no meio da multidão, beijei ele e, desde então, estamos juntos”, contou Cristiane.


A união foi tão forte que até a faculdade de Jornalismo eles cursaram juntos. Quem também ficou sabendo da história do casal foi o Noel Gallagher, fundador do Oasis. Em um show solo, que fez durante o festival Lollapalloza, em 2016, ele gravou um recado de felicitações para o casal. “Nem nos meus sonhos mais malucos eu imaginaria tudo isso, lá em 2006, quando comecei um contato via internet”, contou a jornalista.

Treino de inglês acabou em casamento na Flórida

Quando o trabalho de voluntária na Copa do Mundo de 2014 acabou, a recifense Isabella Pappas (nome de casada) decidiu entrar em uma rede social norte-americana cristã para continuar a praticar o seu inglês, mas acabou por encontrar seu futuro marido: o professor Michael Pappas. Depois de diversas conversas escritas, o casal começou a se falar por vídeos. Foi quando o sentimento de Michael começou a partir da amizade para o namoro. “Eu não percebi, pois sempre achei o comportamento americano um pouco frio”, contou Isabella.

Isabella e Michael estão juntos há três anos (Foto: Arquivo Pessoal)


Após dois meses de conversas, Michael decidiu pedir Isabella em namoro por videoconferência, no dia do aniversário dela, em 11 de dezembro 2014. Apesar da felicidade, ela estava insegura. “Foi então que ele decidiu me conhecer pessoalmente e visitar a minha família. Isso aconteceu em fevereiro de 2015. Ele passou apenas um fim de semana em minha cidade natal. Logo após, eu fui conhecer a família dele e ali iniciaram as nossas viagens Flórida-Recife, Recife-Flórida”, explicou a brasileira. Em maio de 2015, surgiu o pedido de casamento. Mesmo insegura, Isabella decidiu dar uma chance para o amor.


Ao todo, foram três cerimônias de casamento: uma grega, por conta da origem da família de Michael, uma americana e outra brasileira. O casal permanece unido e feliz. “Eu jamais imaginei que iria encontrar o amor da minha vida em uma rede social americana. Sempre tive receio de mudar, de sair da minha zona de conforto”, contou Isabella. Segundo Michael, ele já havia ficado atraído pela moça desde a segunda videoconferência, por conta do comportamento “divertido” dela.

Coroa Metade uniu almas gêmeas

Mesmo depois de ter tido algumas frustrações com alguns sites de relacionamentos, a professora Vera Garcia, que completa 50 anos em 2018, decidiu dar uma chance ao site Coroa Metade, no qual encontrou seu marido, o empresário Hélio José de Faria, de 63 anos.

Vera contou que foi objetiva desde o começo. Além de professora, ela é a autora do blog Deficiente Ciente, já que perdeu o braço direito aos nove anos, ao ser atingida por um beiral (última fileira de telhas de um telhado). “Na primeira semana eu já conheci o Hélio”, disse Vera. Duas semanas depois, Hélio apagou o perfil na rede social e disse que já tinha encontrado o que queria.

Com a sintonia entre o casal, o casamento veio logo depois de um ano de namoro. Vera morava em Campinas e Hélio em Limeira, ambas no interior de São Paulo. Com o casamento, os dois chegaram a um consenso de morar em Paulínia, entre os dois municípios de origem.

Vera e Helio se conheceram por meio do site Coroa Metade (Foto: Arquivo Pessoal)

Presentes de luxo vão de bike até jaqueta reforçada (Foto: Divulgação)

Autos e Afins

Crush, bebê, anjo, vida, mozão.... Todo casal tem um apelido carinhoso. Então, uma boa pedida para celebrar em grande estilo o amor neste Dia dos Namorados, 12 de junho, é um presente do BMW Group. Disponíveis nas concessionárias autorizadas da BMW, Mini e BMW Motorrad no País, os produtos trazem toda a qualidade e sofisticação da marca premium e agradarão a todos os tipos de casais, dos aventureiros aos românticos – ou aqueles que são ambos, por que não? 

Mala BMW M Business 

Possui design moderno e aspecto fosco, com detalhes em couro genuíno e costuras em azul Marina Bay, a mesma cor de posicionamento do novo BMW M5. Com o custo de R$ 963, a mala oferece estilo, qualidade e durabilidade para encarar os leões do dia a dia.

Mini JCW Aviator

Falando em elegância, os óculos Mini JCW Aviator, fabricados na Itália, adotam o clássico estilo aviador, com lentes Zeiss antirreflexo de alta qualidade, resistentes a arranhões, que garantem 100% de proteção contra raios UV-A e UV-B. No preço de R$ 996, o acessório inclui estojo preto com o logo da marca em relevo e pano para limpeza.

Jaqueta BMW Soft

O Inverno está chegando, e a Jaqueta BMW Soft é a companheira ideal para a estação. Produzida em nylon com revestimento brilhante e impermeável Oil Cire, o modelo tem forro de plumas com penas, gola alta moderna, elementos de design em cobre com puxador BMW e pode ser encontrada no valor de R$ 1.253.

Mini Folding Bike 

Compacta e leve, a bicicleta Mini Folding Bike é ideal para aquele passeio no parque de fim de semana. Traz câmbio de oito marchas, aros de 20 polegadas e selim em couro. Quem se interessar, terá que desembolsar, em média, R$ 5.907, para adquirir a bike.

Relógio BMW Cronógrafo Esportivo

Para não perder a hora, o relógio BMW Cronógrafo Esportivo tem pulseira e caixa em aço inoxidável, mostrador azul e movimento quartzo suíço Ronda, com a função de cronômetro, mostrador de data, vidro mineral, ponteiros fluorescentes e logotipo BMW. O preço do relógio em design luxuoso é de R$ 2.776.

Namorados buscam presentes para comemorar a data especial, na próxima terça-feira, 12 (Foto: Divulgação)

Economia

A Associação Comercial de São Paulo (ACP) estima que as vendas voltadas para o Dia Dos Namorados devem crescer entre 3% a 5%, em 2018, em relação a 2017, na capital paulista. No último ano, o comércio paulistano registrou alta média de 2,4% na mesma data comemorativa ante 2016.

A expectativa da ACSP é que o setor varejista invista em promoções para compensar os dias de estagnação nas vendas, devido à paralisação dos caminhoneiros, em maio. "Neste ano, a conjuntura econômica está mais favorável, com inflação e juros bem mais baixos, prazos de pagamento maiores e alguma recuperação da massa salarial", analisa, em nota, Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Na análise da associação, os presentes mais procurados serão roupas, calçados e produtos de uso pessoal. A ACSP também prevê que bares e restaurantes devem se beneficiar com o movimento da data.

Alta deve, porém, ser menor que no Dia das mães

A Boa Vista SCPC, empresa de base de dados de informações de crédito, projeta alta de 2,5% nas vendas voltadas ao Dia dos Namorados em comparação com a mesma data do ano passado. De acordo com o economista Flávio Calife, da área de Indicadores Econômicos da empresa, responsável pelo levantamento, esse crescimento esperado deve ser menor que no Dia das Mães (4%) e na Páscoa (3,2%).

Na avaliação da empresa de informações de crédito, o resultado é reflexo da greve dos caminhoneiros e da queda na confiança do consumidor.

Talvez uma História de Amor: Virgílio vai atrás de Clara, que pode ser o amor de sua vida (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

No Dia dos Namorados, os apaixonados podem comemorar a data assistindo a filmes românticos, seja no cinema ou em casa. O Metrô News separou uma seleta lista com dez dicas para que os leitores não errem na hora de escolher uma película para apreciar com o “mozão”.


Eles vão dos clássicos, como Amor Além da Vida (1998), até os mais modernos, como Talvez Uma História de Amor (2018), que tem pré-estreia especial no Dia dos Namorados, em cinemas de todo o Brasil.


No primeiro caso, Chris Nielsen, interpretado por Robin Williams, e Annie (Annabella Sciorra) perdem os filhos em um acidente de carro. Quatro anos depois, o patriarca também morre e, no Paraíso, descobre que a mulher cometeu suicídio. Ele parte em uma jornada para encontrá-la, mesmo sabendo que Annie nunca o reconheceria se o visse novamente.


Já Talvez Uma História de Amor apresenta Virgílio (Mateus Solano), um personagem que recebe um recado em sua secretária eletrônica, de uma mulher chamada Clara, que está terminando com ele. O problema é que só ele não conhece essa mulher, já que até os amigos sabiam da relação. Ele parte em busca da “desconhecida” que pode ser o amor de sua vida.


Outro clássico é Titanic (1997), que conta a história de Jack (Leonardo DiCaprio) e Rose (Kate Winslet), a bordo do famoso transatlântico. Cidade dos Anjos (1997) e A Culpa é das Estrelas (2014) também têm força para levar qualquer um às lágrimas.

Veja a lista de dez filmes românticos

1 E o Vento Levou (1939)
2 Amor Além da Vida (1998)
3 Titanic (1997)
4 P.S. Eu Te Amo (2007)
5 Cidade dos Anjos (1997)
6 Meu Primeiro Amor (1991)
7 Casa Comigo? (2010)
8 Diário de uma Paixão (2004)
9 A Culpa é das Estrelas (2014)
10 Talvez Uma História de Amor (2018)

Programa seria veiculado no YouTube (Foto: Reprodução/SBT)

Fora dos Trilhos

"É namoro ou amizade?". Quem viveu a década de 1990 no Brasil provavelmente se lembrará da pergunta feita pelo apresentador Silvio Santos no programa Em Nome do Amor, exibido originalmente entre os anos de 1994 e 2000.

Quase duas décadas após seu fim, o SBT está produzindo um retorno para a atração. De acordo com a assessoria da emissora, a ideia é que seja feita uma edição especial para o próximo Dia dos Namorados, em 12 de junho.

O programa, porém, deve ficar restrito às plataformas digitais do SBT, como o canal da emissora no YouTube.

Opções para todos os bolsos: restaurantes apostam no romantismo para o Dia dos Namorados (Foto: Divulgação)

Cidade

O jantar à luz de velas ou simplesmente decorado e dedicado à cara metade sempre foi um símbolo do Dia dos Namorados. É por isso que, com a proximidade da data, comemorada na próxima terça-feira, 12, restaurantes de todos os portes já preparam cardápios especiais para dar mais gosto e sabor aos relacionamentos. 

Opções especiais para a data

Celeiro da Fazenda: Localizado na Zona Norte de São Paulo, o chef Arturo Salano preparou um cardápio especial para garantir um jantar inesquecível, com direito ao buffet tradicional com mais de 100 pratos quentes, saladas, crepes, massas, churrascos e sobremesas. Tudo à vontade. Entre os pratos preparados especialmente para os casais apaixonados estão a salada caprese, canelone de abobrinha recheado de ricota e manjericão, e a sobremesa de maçã e pera assadas com açúcar mascavo e ganache de chocolate.

Endereço: Av. Luiz Dumont Villares, 651, Santana. Tel. 2950-6090. Horário de funcionamento: Das 18h às 23h. Estacionamento valet: R$ 10. Preço: combo casal no valor de R$ 99,90. Inclui buffet completo, pratos especiais e uma garrafa de vinho da marca Celeiro da Fazenda na opção seco ou suave. É necessária reserva para o pacote especial.

Enroladinho de abobrinha com ricota é opção do Celeiro da Fazenda (Foto: Maria Rita Motheo/Divulgação)

Maksoud Plaza: Ícone da cidade de São Paulo, o hotel vai oferecer um jantar completo em seu rooftop, com cardápio gourmet, bebidas não alcóolicas e, em alguns pacotes, até mesmo hospedagem inclusa para o Dia dos Namorados. Durante a noite especial, alguns outros mimos, como uma garrafa de Chandon Rosé e surpresas nos quartos, farão parte da experiência. De um lado da cobertura, é possível ver a avenida Paulista em toda sua extensão e, do outro, o skyline da cidade, com a Serra da Cantareira ao fundo. A taxa de serviço está inclusa nos valores de R$ 1,1 mil por casal para o jantar; e de R$ 1,6 mil por casal, para jantar e hospedagem.

Endereço: Alameda Campinas, 150, Jardim Paulista. Tel. 3145-8000. Preço estimado: entre R$ 1,1 mil e R$ 1,6 mil

Panelão do Norte: O restaurante preparou um clima especial à luz de velas para os casais apaixonados que optarem por jantar em qualquer uma das unidades – Penha e Anália Franco – durante a data mais romântica do ano. O casal que fizer reserva e pedir a deliciosa carne seca na moranga vai ganhar ainda dois petit gateau. Como o cardápio é variado, o restaurante também oferece o famoso baião de dois especial, com carne de sol, queijo coalho assado na chapa e mandioca cozida na manteiga como acompanhamento. 

Endereços: Unidade Penha - Rua Namaxi, 155. Tel. 2647-7805. Horário de funcionamento: das 12h às 23h.
Unidade Anália Franco - Avenida Abel Ferreira, 1.106. Tel. (11) 2673-8944. Horário de funcionamento: das 12h às 23h. Preço estimado: a partir de R$ 100.

Outras opções gastronômicas

Seu par pode até falar que não quer, mas com certeza está esperando um presente ou uma surpresa durante o Dia dos Namorados. É sempre bom sondar a pessoa amada, mas, se você ainda não achou o presente ideal, o Metrô News separou dicas especiais.
Cervejas artesanais podem fugir um pouco dos estereótipos dos presentes para a época e servir para acalentar o romance, de modo até a substituir o vinho. O site da Ashby (www.ashby.com.br) oferece uma série de opções.

Agora, se você quer tornar o parceiro um bom cozinheiro, a dica é o curso on-line “Cozinhe com Fogaça”, no qual é possível aprender receitas com o chef Henrique Fogaça, do programa Masterchef. Estas aulas podem ser adquiridas na plataforma Curseria.

Mas se a pessoa amada busca uma dieta saudável, uma boa sugestão é oferecer acesso ao clube de compras OneMarket, que conta com mais de 700 opções de alimentos saudáveis. Já para quem pensa em levar o par às alturas, a dica é o pacote night air da empresa de táxi aéreo Helimarte. O preço varia de R$ 1.580 a R$ 2.690, sendo que o último inclui vários mimos aos casais.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

O PT foi omisso em relação à falta de democracia na Venezuela, enquanto Temer não tem dado o suporte necessário para Roraima (Foto: Reprodução/Rede TV/Fotos Públicas)

Opinião

O lamentável episódio na remota cidade de Pacaraima, um dos pontos mais ao Norte do território brasileiro, serviu não apenas para desnudar a crise que representa a imigração venezuelana para o Estado de Roraima e para o País como um todo. Mas também para alinhar o discurso de boa parte dos presidenciáveis. De Geraldo Alckmin (PSDB) a Guilherme Boulos (Psol), de João Amoêdo (Novo) a Marina Silva (Rede), houve um chamamento ao bom-senso e da lembrança da tradição brasileira de acolher os mais diversos povos que aqui chegaram, deixando para trás uma dura realidade de sua nação natal. “Temos uma tradição humanitária no Brasil, de receber as pessoas que estão fugindo, na realidade, do desastre econômico venezuelano”, lembrou Alckmin.  Amoêdo destacou que 87% da população da Venezuela vive na pobreza e que “o Brasil, como nação, tem o dever de ajudar”. Boulos repudiou o que chamou de “atos movidos por ódio e xenofobia” e, na mesma linha, seguiu Álvaro Dias, que considerou ainda que “o Governo federal deveria enviar força-tarefa ao Estado.” Já Marina lembrou que são dois grupos de “desvalidos” que precisam de ajuda: os venezuelanos e os habitantes de Roraima. Por um aspecto, a visão da ex-senadora está precisa. Foi ela quem lembrou que o Brasil negligenciou duplamente a situação da Venezuela, e este silêncio contribuiu, ainda que indiretamente, para o quadro que hoje se assiste. Primeiro, o governo do PT, em função de seu alinhamento político e ideológico fez vistas grossas à situação de falta de democracia no país vizinho, desde a época de Hugo Chávez, se deteriorando ainda mais com Nicolás Maduro. Como a grande potência regional, o Brasil foi omisso e não usou de sua então privilegiada condição para denunciar e tentar dar novos rumos àquela realidade. Agora, sob Temer, lavaram-se simplesmente as mãos e pouco se fez para ajudar o paupérrimo Estado da região Norte, que está longe demais da capital federal. É nítido que Roraima não tem condições de lidar com o problema. A questão é complexa. Mas, certamente, fechar fronteiras, atear fogo em acampamento de imigrantes e expulsá-los a chutes, tiros e pontapés não representa a solução.

Maria Aparecida Pinto é a única negra candidata ao Senado por São Paulo (Foto: Alesp/Divulgação)

Cidade

A média de candidatos negros no Estado de São Paulo é menor do que a média nacional. Entre os paulistas, 72,52% dos 3.737 candidatos são brancos, enquanto os negros são apenas 26,2% dos postulantes paulistas a cargos eletivos. Na análise do Brasil inteiro, 52,78% dos candidatos são brancos, enquanto pretos (como é denominado na pesquisa) e pardos sobem para 46,13%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral. A maioria dos candidatos paulistas é formada por homens, com 68,1% de representatividade, e exercem as funções de empresário (12,34%) e advogado (7,89%), com índice de curso superior de 54,88%.  Segundo Jacqueline Quaresemin, especialista em opinião pública, o Congresso tem um perfil de branco, rico e conservador, mas não se deve usar isto para um embate entre o branco rico e o negro pobre. Ela avalia que isso se trata de uma questão histórica, com grandes famílias que sempre tiveram recursos e que continuam a se perpetuar no poder, e do interesse de outras classes, como as empreiteiras citadas na Lava Jato, que criam este cenário. “Continuamos em uma visão colonial de classe. Se esse ciclo não for rompido, nada vai mudar”, argumentou. A opinião da especialista vai ao encontro a um estudo dos doutores em Ciência Política Luiz Augusto Campos e Carlos Machado, que concluíram, com base em dados das eleições de 2012 e 2014, que a raça não é o valor determinante para o voto. “A origem da classe [econômica], combinada aos critérios de recrutamento partidário, explicam em grande medida a ausência de não brancos no Parlamento”, afirmam. A Justiça Eleitoral não divulga dados sobre classe econômica.  Mulheres ainda têm menor representatividade A concorrência por uma das 94 cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) é de 22 candidatos para cada vaga. Mas, na atual Legislatura, apenas dez mulheres conseguiram votos suficientes para obter o diploma de deputada estadual, sendo que somentes duas são negras. Para muitas candidatas, o problema maior é consolidar as tarefas familiares, a campanha e o trabalho, uma espécie de tripla jornada, que dificulta a participação feminina na Alesp. Pelo menos é isso que ocorre com a candidata Rute Barbosa (PCdoB), que é mulher e autodeclarada negra. Ela não acha que o fato de ter mais brancos impeça a criação de políticas públicas, mas avalia que existe uma diferença de pensamento. “Quando você tem um entendimento real da situação de um grupo social você tem mais condição de defender as necessidades destas pessoas”, disse. Segundo Rute, o principal problema é a representatividade e, mesmo em um partido de esquerda, é difícil para uma mulher conseguir recursos para financiar a campanha. Já na disputa por uma das vagas no Senado, a psicóloga Maria Aparecida Pinto (MDB), conhecida como Cidinha, é a única negra candidata paulista. 

Candidato do Novo acredita que a máquina pública brasileira está inchada (Foto: Reprodução/Instagram)

Nacional

O Partido Novo foi criado em 2011 com um alinhamento liberal, o que significa menor tamanho da máquina pública, redução de privilégios e de números de políticos e uma maior liberdade para empreender. Apesar de apresentar medidas que muitos eleitores elencam como essenciais, a sigla ainda não conseguiu transformar este ideal em voto, segundo João Amoêdo, pré-candidato à Presidência da República, porque “ainda são desconhecidos”. Na última eleição que participou, em 2016, o Novo elegeu quatro vereadores em cinco cidades que disputou vagas ao Legislativo. Este ano, a sigla, que recusa a utilizar o fundo partidário e eleitoral – que deve esvaziar em R$ 2,5 bilhões os cofres públicos –, concorre com cerca de 300 nomes ao pleito de deputado federal e 130 ao estadual. Seis senadores devem se candidatar pela legenda, que conta ainda com seis postulantes à função de governador. Estes políticos se comprometem em reduzir o número de cargos e até da verba utilizada com despesas pessoais. Os 22 mil filiados do Novo, que passam por uma espécie de processo seletivo, contribuem com R$ 29,90 por mês. Para Amoêdo, a meta é conseguir eleger 30 deputados federais para que o partido tenha corpo e “consiga avançar com propostas de renovação da sigla”. Carioca, executivo do setor bancário e com 55 anos, Amoêdo acredita que a alta burocracia e a falta de competitividade complicam a vida do brasileiro, que arca com uma máquina pública inchada e custosa que pesa cada vez mais no bolso do brasileiro. Com 55 anos, João Amoêdo tem como bandeira a facilitação da vida do empreendedor brasileiro (Foto: Reprodução Instagram) Qual o principal diferencial do Novo para com os outros partidos? Tem vários aspectos: o único partido ficha limpa, o único partido que não utiliza dinheiro público, nem fundo partidário, nem fundo eleitoral. Entendemos que temos que ter mais liberdade econômica para o cidadão brasileiro, que hoje paga impostos demais. Nós queremos desburocratizar, para deixar os pequenos e médios empreendedores crescerem e gerarem empregos. Uma diferença é justamente a defesa que a gente faz mais do cidadão, e não do governo. A privatização de todas as empresas estatais. Nós entendemos que seria um bom sistema para reduzir a corrupção, aumentar concorrência e a qualidade dos produtos. Apesar de falar em cortar gastos, o eleitor brasileiro espera assistência do governo em praticamente todas as áreas. Como o senhor pretende atrair o eleitor? O eleitor brasileiro começou a notar que o Estado cresceu muito sobre a justificativa de que iria nos dar muita coisa e foi ficando menos eficiente, tirando nossa poupança. O Estado deveria se concentrar nas áreas essenciais: saúde, educação básica e segurança. Qual seria o número ideal de ministérios para vocês? A gente trabalha com a ideia de dez a doze ministérios. O Estado brasileiro foi sendo inchado pela necessidade dos políticos de se perpetuarem no poder em troca de cargos, indicações política, e toda essa conta acabou indo para o cidadão brasileiro.  Como você faria para reduzir a dívida pública? A primeira coisa é equilibrar as contas. Mais responsabilidade fiscal, Reforma da Previdência, redução do Estado. Algo que tem que estar claro é que o equilíbrio das contas tem que ser via corte de custos, sem aumento de impostos. No liberalismo do Novo, existe espaço para agências reguladoras? Eu entendo que as principais agências reguladoras são os consumidores em um ambiente de livre mercado. Mas, como não temos este modelo, as agências podem ter o seu papel em alguns setores. No entanto, no período em que existirem, tem que ter uma indicação de cargos técnicos. Nós vimos, recentemente, que elas são aparelhadas politicamente. O MDB lidera estas indicações e as agências acabam se desvirtuando, viram um local de atendimento de demandas e negociações políticas. Amoêdo afirma que agências reguladoras não podem ser balcões de negócios (Foto: Reprodução/Instagram) Mas este comportamento traria um descontentamento de muitos políticos. Como você faria para governar neste meio? O nosso principal desafio é ter um grande aliado: a população. Hoje, existem três grandes grupos que precisamos cortar privilégios e benefícios que são pagos pelo povo cujos recursos deviam ir para áreas essenciais. O primeiro grupo é dos políticos. Tem que acabar com dinheiro público para partidos políticos, reduzir em um terço o número de congressistas e diminuir muito a verba de gabinete e o número de assessores. Quando elegemos quatro vereadores, eles cortaram 39 assessores, ficaram apenas com seis, e cada um faz uma economia de R$ 4 milhões por ano. Interessante lembrar que são quase 58 mil vereadores. Um dado que eu gosto de deixar claro é que o Congresso custa, hoje, R$ 29 milhões por dia. E quais seriam os demais grupos? O segundo grupo é a elite do funcionalismo público que recebe, especialmente, pensões muito elevadas. Um estudo feito pelo Banco Mundial mostrou que funcionários federais recebem 67% a mais que o setor privado. Enquanto na área privada não tem reajustes, na iniciativa pública tem sempre reajuste salarial, pressão dos funcionários e outro ponto, na área privada, se você não tem bom desempenho pode ser demitido, mas no serviço público, não. E o terceiro grupo são setores empresariais que têm grandes benefícios do governo, como taxas de juros subsidiadas e isenção de impostos. Tudo isso cria uma distorção na economia e uma transferência de renda. O Estado brasileiro acaba, no fundo, sendo um grande concentrador de renda, fomentando a desigualdade quando se espera o contrário.   Os bancos hoje cobram juros exorbitantes em seus empréstimos, mas pagam valores risíveis nos rendimentos de investimentos. Como mudar isso? O que eu entendo é que a burocracia e a falta de concorrência favorecem os grandes bancos. Vários bancos estrangeiros que estiveram no Brasil decidiram ir embora, fecharam sua operação. Com mais oferta e mais concorrência você vai conseguir baixar os spreads bancários. E como seria a sua relação com o Judiciário? Eu entendo que temos grandes desafios. Aumentar a independência das instituições para que uma não aumente seu poder sobre a outra. O Judiciário, em alguns casos, age de forma correta, mas no Brasil tudo tem sido muito judicializado.  Este é um problema que tem que ser resolvido. Perdemos produtividade, atrasam processos e acaba trazendo instabilidade quando as regras não são muito claras. Deste jeito é difícil atrairmos investimentos. O Judiciário tem autonomia nos seus salários, então temos que começar dando o exemplo, cortando 50% de assessores, verba de políticos eleitos. Pretendo cortar vários gastos do presidente da República, que custa R$ 560 milhões por ano. Candidato se diz a favor da união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento (Foto: Reprodução/Facebook) Você acredita no conceito de meritocracia? Eu entendo que as pessoas têm que ter o reconhecimento pelo trabalho que entregam, independentemente do ponto de largada que elas têm. Pessoas com o mesmo ponto de largada podem ter resultados diferentes. O que falta no Brasil, fundamental na educação básica, é permitir que todas as pessoas tenham alguma formação inicial que as permita ter oportunidades, mas o Estado tem deixado muito a desejar neste quesito. Tem que ter uma avaliação meritocrática que valorize os bons funcionários e substitua os maus. Em temas como união entre casais homoafetivos, liberação de armas e aborto, como você se posiciona? Nos dois primeiros temas sigo o entendimento do partido. Sou favorável à união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento. O aborto o partido deixa como uma questão pessoal. Eu, particularmente, sou contra, mas não travaria a pauta no Congresso. O que você melhoria no Sistema Único de Saúde (SUS)? O que precisa fazer é melhorar a gestão. O SUS é importante, tem uma estrutura montada, agora a gente quer melhorar a gestão, melhorar a responsabilidade, incluir tecnologia, marcação de consultas, prontuário eletrônico, tudo sendo integrado. E como seria na questão habitacional? A gente tem que melhorar a renda das pessoas para que elas possam ter a capacidade de comprar suas casas, ter uma estabilidade para financiamento em longo prazo. Existem programas de habitação, mas a gente acaba vendo que eles não funcionam.    

Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 
Ainda não possui um cadastro? Registre-se

ou

Articulistas

Colunistas

É aconselhável ter cautela nas redes sociais (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

Opinião

O PT foi omisso em relação à falta de democracia na Venezuela, enquanto Temer não tem dado o suporte necessário para Roraima (Foto: Reprodução/Rede TV/Fotos Públicas)

Opinião

Até a Independência, proclamada por Dom Pedro I, a Justiça brasileira era regida pela Família Real portuguesa (Foto: Divulgação)

Opinião

Todos precisam fazer sua parte para que doenças sejam erradicadas e não voltem a aterrorizar crianças brasileiras (Foto: Tomaz Silva/ABR/Fotos Públicas)

Opinião