23
Ter, Out

Obras de época ensinam como lidar com situações contemporâneas (Foto: Divulgação)

Saúde

Conciliar o estudo de várias disciplinas com a leitura de livros obrigatórios para prestar os vestibulares não é fácil. Mas é possível, segundo o professor de literatura do Cursinho Maximize, Daniel Perez. “O interessante é ler. Não importa se é no ônibus, no metrô, ou sentado no sofá, em casa”, explicou.

A ideia é abraçar, pelo menos, dez páginas por dia. “Se fizer isso, o candidato tem a possibilidade de ler uns 15 livros por ano”, comentou o especialista. “Lendo aos poucos, o importante é observar os detalhes da obra, como a personalidade de uma personagem, e compará-lo com outros livros solicitados”, esclareceu.

Na Fuvest, principal porta de entrada para a Universidade de São Paulo (USP), a lista deste ano abrange Iracema (José de Alencar), Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Cortiço (Aluísio Azevedo), A Cidade e as Serras (Eça de Queirós), Minha Vida de Menina (Helena Morley), Vidas Secas (Graciliano Ramos), Caro Enigma (Carlos Drummond de Andrade), Sagarana (João Guimarães Rosa) e Mayombe (Pepetela).

“Essas obras são muito importantes na formação de uma pessoa, porque mostram conflitos que esses jovens estão passando ou vão passar em suas vidas”, comentou Perez. “Elas moldam um caráter do bem, preparam esse cidadão para a vida de busca de status na sociedade, além de mostrar as confusões políticas da época, que se confundem com as de hoje”, concluiu.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

A amamentação depende da dedicação das mães (Foto: Divulgação)

Saúde

Mais do que um ato de amor, a amamentação traz benefícios não só para o bebê que a recebe, mas também para a mãe, principalmente se o gesto acontece por um tempo superior a seis meses. Para o recém-nascido, a amamentação é comparada como uma primeira vacina, já que a mãe passa, juntamente com o leite, não só nutrientes essenciais para o desenvolvimento, como também diversos anticorpos capazes de prevenir o bebê de uma série de doenças. 

Já para as mamães, a amamentação diminui a incidência de câncer de mama, ovário e útero, tendo também um papel importante na volta do peso pré-gestação e na diminuição da incidência de osteoporose. Estima-se que, o risco de a mãe desenvolver câncer de mama reduza em 2% a cada cinco meses de amamentação. Hélio Pinczowsky, oncologista do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, explica que um estudo da comunidade europeia sugere que parte do aumento da incidência de câncer de mama se deve à redução na amamentação. E que também há relação entre a menor incidência de câncer de ovário e endométrio com a prática da amamentação. “Além disso, existe o conceito de que se a mãe consegue amamentar por mais de seis meses ajuda a prevenir futuros casos de câncer no filho, bem como reduzir o risco de obesidade infantil”, diz Pinczowsky. 

O leite materno deve ser dado até os seis meses de idade de forma exclusiva. Após este período, inicia-se a inserção de outros alimentos. No entanto, vale lembrar que, desde o nascimento do bebê, é imprescindível o acompanhamento do pediatra, que irá verificar se existe a necessidade (ou não) de suplementação e orientará quanto à introdução de novos alimentos. “O leite materno envia para a criança imunoglobulinas responsáveis pela defesa do organismo de infecções virais, respiratórias e do trato gastrointestinal. O ideal é que a amamentação seja exclusiva até os seis meses de vida e seja feita até os dois anos junto com outros alimentos”, diz Anastasio Berretini Júnior, presidente da comissão de aleitamento materno da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). 

O mastologista diz que a produção de leite é desencadeada pelo estímulo e que quem amamenta necessita de um ambiente tranquilo para produzir a quantidade de leite necessária. “Não existe medicamento ou hormônio que faça a mulher produzir mais leite. É importante sim que a hidratação da mãe seja adequada, com a ingestão de dois a três litros de água por dia e que a higiene dos mamilos seja feita com sabonete neutro logo após cada mamada. “Para as mulheres que desenvolvem fissuras, a substância mais eficaz é a lanolina, que hidrata sem irritar o estômago da criança”, orienta Berretini Júnior, que recentemente realizou um estudo junto a 350 mulheres prestes a darem à luz na região de Bragança Paulista e constatou que 60% das entrevistadas não tiveram as mamas examinadas no pré-natal. Vale lembrar que a consulta de pré-natal deve ser feita no mínimo a cada trimestre e que o exame das mamas é importante antes e durante a amamentação, para evitar problemas com a mastite, infecção que ocasiona intensa dor nos seios. 

 

Bancos de leite salvam vidas e estimulam a doação consciente 

Desta quarta-feira, 1, até o dia 7 de agosto acontece a Semana Mundial do Aleitamento Materno.  No Brasil, esse período é apoiado por campanha elaborada pelo Ministério da Saúde e, desde 2017, o assunto ganha destaque com o #agostodourado, incentivando o aleitamento materno em todo o País.  Para auxiliar nesta tarefa, o Brasil também conta com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR), criada em 1998 e que, hoje, dispõe de 220 postos espalhados pelo Brasil. As mulheres que possuem uma produção excessiva de leite podem fazer a doação de leite humano. Dentro dos bancos de leite, o material é avaliado, selecionado, classificado e pasteurizado.  Somente após este processo, o material é congelado e ganha um prazo de validade de seis meses. As lactantes que quiserem doar ou buscam mais informações sobre a rBLH-BR podem encontrar o banco mais próximo no link https://producao.redeblh.icict.fiocruz.br/portal_blh/blh_brasil.php.

 

Aplicativos dão dicas e ajudam no controle da amamentação 

Diante das modernidades da atualidade, os aplicativos surgem como uma opção a mais para auxiliar nas atividades para com o bebê. Na maioria dos casos, é possível fazer um diário de atividades bem detalhado, com registro para horários de mamadas, troca de fraldas, horário de sono, inserção de novos tipos de alimentação, retirada de leite da mãe, quando necessário, e até mesmo uma calculadora de aleitamento. Tudo isso de forma gratuita. Abaixo listamos os mais populares nas lojas de aplicativos.

 

Baby Tracker: bem completo, além de se poder colocar informações como horários das mamadas e de sono, trocas de fraldas e retirada de leite, ele também possibilita fazer gráficos comparativos após 14 dias de atividades.


Amamentação – Diário de atividades do bebê:
 diário virtual com registro de mamadas, alimentação, fraldas, sono, altura e peso, para registrar todo o dia a dia do bebê.

Easy Baby Care: a ideia é simplificar a vida das mamães com os cuidados para com o bebê, dando uma ferramenta para controle de amamentação, sono e trocas de fraldas.

 

Calculadora de aleitamento: ajuda a determinar a quantidade correta de leite por dia e por mamada.

 

Colocar os gastos e ganhos na ponta da caneta ajuda a se organizar e ainda evita prejuízos (Foto: Reprodução/PX Here)

Economia

A busca pelo aumento do bem-estar e da produtividade dos funcionários está provocando uma alta tendência na inclusão de educação financeira dentro das empresas. Atualmente, 84% de empresas norte-americanas possuem algum programa que auxilie o colaborador a lidar melhor com o dinheiro. 

Segundo o educador financeiro Ricardo Natali, os departamentos de RH já perceberam os bons resultados desta prática. Em pesquisa realizada em 2017 pela PricewaterhouseCoopers (PwC), estima-se que uma empresa com 10.000 funcionários pode perder U$ 3.466.000,00 por ano, devido a problemas financeiros dos colaboradores. 

Dos 1.600 funcionários entrevistados, 30% admite distração nas atividades do trabalho ocasionados por problemas financeiros. Eles chegam a utilizar cerca de três horas semanais no ambiente de trabalho para resolver pendências financeiras pessoais. Além disto, 12% dos colaboradores admitem faltas ocasionadas pelas preocupações financeiras, sendo uma causa de aumento do absenteísmo e diminuição da produtividade. 

“Problemas financeiros afetam negativamente o ambiente organizacional e diminuem a produtividade. No Brasil, 42% dos trabalhadores com altos níveis de preocupação financeira demonstram desatenção e pouca produtividade em seus empregos, segundo pesquisa realizada em 2015 pela CNDL e SPC Brasil (2015). E pelo menos 22% alegaram perder a paciência com os colegas de trabalho mais facilmente”, afirmou Natali. 

Como forma de reverter este quadro, surgem os programas de educação financeira. Existe um aumento gradual na percepção das empresas que o bem-estar do colaborador é fator-chave para o desenvolvimento da companhia. 

De acordo com um estudo norte-americano, o retorno dos investimentos em educação financeira é muito alto. Para cada dólar gasto, retornam três dólares. 

“É notório que o aumento do engajamento, da produtividade e da lealdade dos colaboradores traz grandes benefícios para as empresas, assim como a diminuição do absenteísmo (nome dado a ausências no ambiente de trabalho, seja por falta ou atraso). Investir em ajudar o colaborador é investir na sua empresa e no tempo que se dedicou a treiná-lo”, concluiu o especialista.

 

 

 

 

 

 

 

 

Desabrigados insistem em ficar no Largo do Paissandú (Foto: Mister Shadow/AE)

Cidade

Com a tragédia que aconteceu no edifício Wilton Paes de Almeida, 86 instituições da sociedade civil se mobilizaram e emitiram uma nota para pressionar a Câmara Municipal a aprovar o Plano Municipal de Habitação, entregue pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT), em dezembro de 2016.

A proposta de lei já teve aval da Comissão de Constituição e Justiça do Legislativo e está sob avaliação da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente. Segundo Américo Sampaio, gestor de projetos da Rede Nossa São Paulo, uma das instituições que assinam a nota, faltou atenção ao Legislativo para evitar o crescimento de ocupações e até mesmo a tragédia ocorrida no feriado do Dia do Trabalhador. “Os vereadores estão descolados da realidade e faltou ação da base governista, que tem ampla maioria para aprovar a lei”, argumentou. A nota emitida pelas instituições está disponível no site www.habitacaoja.minhasampa.org.br, no qual é possível enviar um e-mail aos vereadores cobrando um posicionamento sobre o tema.

Questionado pela reportagem, o vereador Toninho Paiva, presidente da comissão cujo projeto está em avaliação, afirmou que já definiu o relator da proposta e que este é um problema que persiste há mais de dez anos. “O governo anterior não fez nada. Eu já vou cobrar para que a gente faça duas audiências públicas para que ele possa ser discutido e votado em plenário”, disse.

Ventilada na semana passada, a CPI da Habitação não foi discutida no Colégio de Líderes, que se reuniu ontem.

Atenção à vulnerabilidade é essencial, diz especialista

De acordo com o professor universitário e mestre em bioética Samuel Sabino, as pessoas que ficaram sem moradia após o desabamento do prédio estão com a dignidade humana afetada. “O poder público tem que dar atenção, porque os indicadores de ética mostram que a situação é degradante”, disse. “Eles não têm lugar para morar, estão em uma praça, passando frio, fome, sem lugar para tomar banho. Isso afeta diretamente a dignidade humana”, completou.

Colaborou Raphael Pozzi*

Lesão de Neymar merece tanta atenção? (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Há 50 anos, o filósofo francês e agitador social Guy Debord publicava sua obra A Sociedade do Espetáculo, livro que figura entre os precursores na análise crítica da moderna sociedade de consumo.

Um dos principais alvos de Debord, já naquela época, era a mídia, e assim como Orwell, outro profeta literário, previu a decadente transformação de nossa sociedade, destroçada pela mídia e suas manifestações superficiais das massas.

A realidade já não mais importa quando os meios se tornam o fim. Vale mais o desenrolar de uma estória (sim, sem H) do que a conclusão dos fatos.

Vivemos o culto à futilidade e à total irresponsabilidade dos meios de comunicação. Ignoram-se opiniões de especialistas e estudiosos para dar ênfase às convicções de cantores, modelos, atores de folhetins e animadores de auditório sobre temas que não são de suas alçadas. Palpiteiros hermeticamente trancafiados no senso comum ditado pelo roteiro de emissoras prontas para entreter, assustar, iludir e confundir.

Há 60 mil homicídios por ano no Brasil, um dos países mais violentos do mundo, mas só se torna assunto universal aquele que a mídia pincela como parte importante e influente para o cumprimento de sua agenda socio-cultural. O pai de família, a dona de casa, o indivíduo comum, estes praticamente não existem. Apenas engrossam o caldo de uma macabra estatística.

Os meios de comunicação agem como investigadores, promotores, juízes e, por vezes, até carrascos. Condenam ou absolvem ao bel- prazer enquanto milhões de mentes hipnotizadas, e com extrema deficiência cognitiva, são atraídas para a luz da TV, da tela do celular ou dos holofotes dos astros, como mariposas, em um suicídio coletivo de ideias.

A massa segue à risca o que a agenda determina e, mesmo sem entender, repete tudo que leu ou que ouviu, tal qual o ídolo que inclui no telão de seu show a imagem do novo mártir e assim discursa sobre algo que desconhece tanto quanto a pronúncia correta do nome do país em que se apresenta. O ego os faz confundir “concerto” com “conserto”. São muito bem pagos para realizar o primeiro, mas insistem no segundo, acreditando que, com suas retóricas adolescentes, possam salvar o mundo, enquanto os homens que puxam as cordinhas gargalham nos bastidores.

A substituição do indivíduo pelo ídolo fez nascer a triste teoria do “eu só existo se o outro me vê, e se me vê com sucesso, eu existo ainda mais”. Por insegurança ou total insatisfação com a vida comum, todos querem ser importantes, impor seu lugar no trem do sucesso, mesmo ignorados pela mídia que já tem traçado seus próprios planos para a massa. Talvez daí a tara popular pelos super-heróis de quadrinhos transpostos para o cinema. De algum lugar a salvação há de vir, nem que seja do imaginário coletivo.

A sociedade atual se importa com o jogador operado, político condenado ou a artista lacradora, mas não com a professora que deu a vida para salvar crianças num incêndio, afinal, a imagem dela não foi aprovada pelos homens da mídia. Não era famosa, não tinha partido político, era apenas uma heroína real.Quem se importa?

Uma sociedade que não mais distingue “preço” de “valor”, sempre irá confundir heroísmo com oportunismo. Nesta sociedade do espetáculo somos todos espectadores ou expectadores de uma verdade que um dia virá?

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Doria foi em manifestação pró-Bolsonaro no último domingo (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

O candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, acertou em cheio na sua estratégia de se aproximar de Jair Bolsonaro (PSL), utilizando termos como “BolsoDoria” durante a campanha. Esta é a análise de três especialistas no assunto, o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, Philippe Franco Scerb (mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo) e a internacionalista e mestre em Ciências Sociais, Marina Pequeneza de Moraes. “Ele reavaliou sua estratégia e aproveitou-se da polarização que permeia a candidatura à presidência, vinculando sua campanha ao discurso anti-PT”, avaliou Marina. De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Instituto Paraná Pesquisas, o tucano cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Para o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, o ex-prefeito conseguiu vincular sua imagem à de Jair Bolsonaro (PSL), candidato à presidência. “Com isso, ele conquistou muitos votos. O eleitorado de São Paulo já é historicamente contra o PT e o Doria está conseguindo personificar isso com suas ações de marketing”, explicou. Após o primeiro turno das eleições, João Doria tentou se aproximar à imagem de Bolsonaro. A campanha dele criou, por exemplo, o termo “BolsoDoria”, presente até em adesivos distribuídos no Estado. França está ‘travado’, analisa especialista De acordo com o mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, a candidatura de Doria acertou ao vincular sua imagem à de Bolsonaro, forçando com que França tenha que rechaçar, a todo momento, um apoio velado do PT à sua eleição. “O Doria faz um esforço gigantesco para falar que França é um candidato da esquerda. Isso o obriga a discordar e permanecer neste tema durante o programa eleitoral e nos debates”, analisou. Segundo o especialista, ao contrário da corrida presidencial, ainda pode haver uma reviravolta na disputa do Estado. “Os eleitores se concentraram muito no embate entre Bolsonaro e Haddad, deixando França e Doria em segundo plano. Isso pode mudar nesta reta final”, concluiu.

Bolsonaro é visto como um candidato "teflon", pois nada gruda nele (Fotos: Tãnia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Especialistas em Ciência Política acreditam que muito dificilmente a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) poderá ser revertida nos próximos dias, que precedem a eleição presidencial. De acordo com o cientista político Eduardo Grin, professor da FGV EAESP, nada “cola” no candidato preferido dos eleitores – segundo pesquisa do BTF/FSB, ele tem 60% dos votos válidos, contra 40% de Fernando Haddad (PT). “Já teve declaração desastrosa de companheiros políticos, aquela denúncia do pacote do Whatsapp, mas nada parece abalar a candidatura do Bolsonaro”, disse. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro, segundo o levantamento. A margem de erro segue sendo de dois pontos percentuais. O mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, analisou que a imagem “antissistema” do ex-capitão o favorece muito nesta corrida presidencial. “A denúncia de um possível Caixa 2, por exemplo, se tornou motivo de ironia entre o eleitorado”. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. Na intenção de voto estimulada, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois.Votação expressiva pode gerar capital político maior Segundo Grin, a ideia da campanha de Bolsonaro, agora, é de vencer com maior número de votos do que os últimos presidentes eleitos no Brasil. Luís Inácio Lula da Silva (PT) obteve 52,7 milhões de votos (61,27%) em 2002 e 58,2 (60,83%) em 2006. Já Dilma Rousseff (PT) ganhou com 55,7 milhões (56,05%) em 2010 e 54,5 milhões (51,64%) em 2014. “Se obtiver maior percentagem do que Lula em 2002, por exemplo, ele terá um poder político maior para negociar com o Congresso no início do mandato”, explicou o especialista. “Sem dúvidas, uma votação bastante expressiva pode levar Bolsonaro a aprovar sua pauta junto a partidos que nem o apoiaram formalmente”, disse Scerb. “Candidatos com uma base semelhante entendem que seus eleitores querem que aquela agenda seja aprovada e isso gera mais força ao governo”. Ibope e Datafolha também divulgarão pesquisas Hoje será a vez do Ibope divulgar sua segunda pesquisa deste turno das eleições. Em 15 de outubro, Bolsonaro tinha 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. O Datafolha vai publicar levantamento na quinta-feira, 25. No último estudo, os candidatos contavam com o mesmo percentual levantado pelo Ibope.

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

No último domingo, apesar de boa parte da mídia ignorar, por questões de interesse, milhões de pessoas foram às ruas, por vontade própria, num admirável gesto de democracia, apoiar o candidato que, de forma extremamente inovadora, com praticamente custo zero perto do que se gastam com campanhas políticas, lidera as pesquisas. Ao que parece, o povo se desprendeu das garras do quarto poder e democraticamente exige mudança. Se esta será boa ou não, o tempo vai dizer, mas uma coisa é fato: a alternância de poder é saudável em qualquer democracia e por aqui já se passou da hora de mudar. A dita esquerda no Brasil tentou a todo custo um projeto criminoso de poder que, graças à Operação Lava Jato, resultou na prisão de diversos políticos poderosos e apresentou ao Brasil os bastidores sujos e asquerosos da política que desviou trilhões da educação, segurança, saúde, etc... A todo custo tentam ainda agarrar-se ao poder com mentiras, ataques e o velho jogo sujo da política sifilítica. Culpar o aplicativo de mensagem WhatsApp pelas atrocidades que o próprio partido cometeu é tão estúpido e absurdo quanto tentar comparar Bolsonaro com Trump. O norte-americano venceu apenas no colégio eleitoral, mas Bolsonaro pode vir a vencer na maioria absoluta de votos, o que numa democracia é literalmente a voz e o desejo do povo. Se você não enxerga isto, precisa urgente sair da bolha, e se não respeita, está muito próximo do palavrão que costuma xingar os colegas que discordam de você. Trump é bilionário e teve total apoio da máquina do Partido Republicano na campanha. Bolsonaro está em um partido anão e possuía oito segundos na TV. Trump tem as nuances e vícios de todo gênio comunicador, pois por anos liderou a audiência na TV americana. Bolsonaro é um sujeito simples com discurso coloquial, por vezes até rasteiro, mas que vai ao encontro das massas, sem esforço para tal.Goste você ou não, é um fenômeno popular maior ainda até do que Lula, que diferentemente do “capitão” foi programado e produzido por esquemas publicitários, a custo de ouro do dinheiro público, para transformá-lo num “mito”. Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução, como comprovou a manifestação gigantesca no domingo. Isto chama-se democracia, senhores. Aprendam com isto e deixem o País seguir. Bolsonaro foi o primeiro brasileiro, em campanha, a sofrer um atentado político; o primeiro a não fazer os velhos acordos; o primeiro a ter um nome (até aqui) limpo, algo que nem sonharíamos existir na política; e pode vir a ser o primeiro presidente a vencer uma eleição com o menor investimento já feito em campanha, comprovando que o tal fundo partidário é desnecessário e deveria ser direcionado para o que importa à população. O sujeito com uma caneta Bic nas mãos, um relógio Cassio e roupas simples, sozinho, sem verba, peitou a maior emissora do País, desafiou a imprensa e toda turma arrogante que se diz intelectual sem nunca ter produzido nada que valha o adjetivo. Amigos, se isto não é, no mínimo, uma expressiva revolução política e total quebra de paradigmas do status quo, você realmente precisa sair do jardim da infância e viver no mundo real.

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.
or
or

Articulistas

Colunistas

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

Profissionais consagram suas vidas ao serviço da humanidade (Foto: ASCOM SUSIPE/Fotos Públicas)

Opinião

O último bastião do PT ainda é o Nordeste, mas este já não é tão inexpugnável (Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas)

Opinião

Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião