Obras de época ensinam como lidar com situações contemporâneas (Foto: Divulgação)

Saúde

Conciliar o estudo de várias disciplinas com a leitura de livros obrigatórios para prestar os vestibulares não é fácil. Mas é possível, segundo o professor de literatura do Cursinho Maximize, Daniel Perez. “O interessante é ler. Não importa se é no ônibus, no metrô, ou sentado no sofá, em casa”, explicou.

A ideia é abraçar, pelo menos, dez páginas por dia. “Se fizer isso, o candidato tem a possibilidade de ler uns 15 livros por ano”, comentou o especialista. “Lendo aos poucos, o importante é observar os detalhes da obra, como a personalidade de uma personagem, e compará-lo com outros livros solicitados”, esclareceu.

Na Fuvest, principal porta de entrada para a Universidade de São Paulo (USP), a lista deste ano abrange Iracema (José de Alencar), Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Cortiço (Aluísio Azevedo), A Cidade e as Serras (Eça de Queirós), Minha Vida de Menina (Helena Morley), Vidas Secas (Graciliano Ramos), Caro Enigma (Carlos Drummond de Andrade), Sagarana (João Guimarães Rosa) e Mayombe (Pepetela).

“Essas obras são muito importantes na formação de uma pessoa, porque mostram conflitos que esses jovens estão passando ou vão passar em suas vidas”, comentou Perez. “Elas moldam um caráter do bem, preparam esse cidadão para a vida de busca de status na sociedade, além de mostrar as confusões políticas da época, que se confundem com as de hoje”, concluiu.

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A amamentação depende da dedicação das mães (Foto: Divulgação)

Saúde

Mais do que um ato de amor, a amamentação traz benefícios não só para o bebê que a recebe, mas também para a mãe, principalmente se o gesto acontece por um tempo superior a seis meses. Para o recém-nascido, a amamentação é comparada como uma primeira vacina, já que a mãe passa, juntamente com o leite, não só nutrientes essenciais para o desenvolvimento, como também diversos anticorpos capazes de prevenir o bebê de uma série de doenças. 

Já para as mamães, a amamentação diminui a incidência de câncer de mama, ovário e útero, tendo também um papel importante na volta do peso pré-gestação e na diminuição da incidência de osteoporose. Estima-se que, o risco de a mãe desenvolver câncer de mama reduza em 2% a cada cinco meses de amamentação. Hélio Pinczowsky, oncologista do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, explica que um estudo da comunidade europeia sugere que parte do aumento da incidência de câncer de mama se deve à redução na amamentação. E que também há relação entre a menor incidência de câncer de ovário e endométrio com a prática da amamentação. “Além disso, existe o conceito de que se a mãe consegue amamentar por mais de seis meses ajuda a prevenir futuros casos de câncer no filho, bem como reduzir o risco de obesidade infantil”, diz Pinczowsky. 

O leite materno deve ser dado até os seis meses de idade de forma exclusiva. Após este período, inicia-se a inserção de outros alimentos. No entanto, vale lembrar que, desde o nascimento do bebê, é imprescindível o acompanhamento do pediatra, que irá verificar se existe a necessidade (ou não) de suplementação e orientará quanto à introdução de novos alimentos. “O leite materno envia para a criança imunoglobulinas responsáveis pela defesa do organismo de infecções virais, respiratórias e do trato gastrointestinal. O ideal é que a amamentação seja exclusiva até os seis meses de vida e seja feita até os dois anos junto com outros alimentos”, diz Anastasio Berretini Júnior, presidente da comissão de aleitamento materno da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). 

O mastologista diz que a produção de leite é desencadeada pelo estímulo e que quem amamenta necessita de um ambiente tranquilo para produzir a quantidade de leite necessária. “Não existe medicamento ou hormônio que faça a mulher produzir mais leite. É importante sim que a hidratação da mãe seja adequada, com a ingestão de dois a três litros de água por dia e que a higiene dos mamilos seja feita com sabonete neutro logo após cada mamada. “Para as mulheres que desenvolvem fissuras, a substância mais eficaz é a lanolina, que hidrata sem irritar o estômago da criança”, orienta Berretini Júnior, que recentemente realizou um estudo junto a 350 mulheres prestes a darem à luz na região de Bragança Paulista e constatou que 60% das entrevistadas não tiveram as mamas examinadas no pré-natal. Vale lembrar que a consulta de pré-natal deve ser feita no mínimo a cada trimestre e que o exame das mamas é importante antes e durante a amamentação, para evitar problemas com a mastite, infecção que ocasiona intensa dor nos seios. 

 

Bancos de leite salvam vidas e estimulam a doação consciente 

Desta quarta-feira, 1, até o dia 7 de agosto acontece a Semana Mundial do Aleitamento Materno.  No Brasil, esse período é apoiado por campanha elaborada pelo Ministério da Saúde e, desde 2017, o assunto ganha destaque com o #agostodourado, incentivando o aleitamento materno em todo o País.  Para auxiliar nesta tarefa, o Brasil também conta com a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR), criada em 1998 e que, hoje, dispõe de 220 postos espalhados pelo Brasil. As mulheres que possuem uma produção excessiva de leite podem fazer a doação de leite humano. Dentro dos bancos de leite, o material é avaliado, selecionado, classificado e pasteurizado.  Somente após este processo, o material é congelado e ganha um prazo de validade de seis meses. As lactantes que quiserem doar ou buscam mais informações sobre a rBLH-BR podem encontrar o banco mais próximo no link https://producao.redeblh.icict.fiocruz.br/portal_blh/blh_brasil.php.

 

Aplicativos dão dicas e ajudam no controle da amamentação 

Diante das modernidades da atualidade, os aplicativos surgem como uma opção a mais para auxiliar nas atividades para com o bebê. Na maioria dos casos, é possível fazer um diário de atividades bem detalhado, com registro para horários de mamadas, troca de fraldas, horário de sono, inserção de novos tipos de alimentação, retirada de leite da mãe, quando necessário, e até mesmo uma calculadora de aleitamento. Tudo isso de forma gratuita. Abaixo listamos os mais populares nas lojas de aplicativos.

 

Baby Tracker: bem completo, além de se poder colocar informações como horários das mamadas e de sono, trocas de fraldas e retirada de leite, ele também possibilita fazer gráficos comparativos após 14 dias de atividades.


Amamentação – Diário de atividades do bebê:
 diário virtual com registro de mamadas, alimentação, fraldas, sono, altura e peso, para registrar todo o dia a dia do bebê.

Easy Baby Care: a ideia é simplificar a vida das mamães com os cuidados para com o bebê, dando uma ferramenta para controle de amamentação, sono e trocas de fraldas.

 

Calculadora de aleitamento: ajuda a determinar a quantidade correta de leite por dia e por mamada.

 

Colocar os gastos e ganhos na ponta da caneta ajuda a se organizar e ainda evita prejuízos (Foto: Reprodução/PX Here)

Economia

A busca pelo aumento do bem-estar e da produtividade dos funcionários está provocando uma alta tendência na inclusão de educação financeira dentro das empresas. Atualmente, 84% de empresas norte-americanas possuem algum programa que auxilie o colaborador a lidar melhor com o dinheiro. 

Segundo o educador financeiro Ricardo Natali, os departamentos de RH já perceberam os bons resultados desta prática. Em pesquisa realizada em 2017 pela PricewaterhouseCoopers (PwC), estima-se que uma empresa com 10.000 funcionários pode perder U$ 3.466.000,00 por ano, devido a problemas financeiros dos colaboradores. 

Dos 1.600 funcionários entrevistados, 30% admite distração nas atividades do trabalho ocasionados por problemas financeiros. Eles chegam a utilizar cerca de três horas semanais no ambiente de trabalho para resolver pendências financeiras pessoais. Além disto, 12% dos colaboradores admitem faltas ocasionadas pelas preocupações financeiras, sendo uma causa de aumento do absenteísmo e diminuição da produtividade. 

“Problemas financeiros afetam negativamente o ambiente organizacional e diminuem a produtividade. No Brasil, 42% dos trabalhadores com altos níveis de preocupação financeira demonstram desatenção e pouca produtividade em seus empregos, segundo pesquisa realizada em 2015 pela CNDL e SPC Brasil (2015). E pelo menos 22% alegaram perder a paciência com os colegas de trabalho mais facilmente”, afirmou Natali. 

Como forma de reverter este quadro, surgem os programas de educação financeira. Existe um aumento gradual na percepção das empresas que o bem-estar do colaborador é fator-chave para o desenvolvimento da companhia. 

De acordo com um estudo norte-americano, o retorno dos investimentos em educação financeira é muito alto. Para cada dólar gasto, retornam três dólares. 

“É notório que o aumento do engajamento, da produtividade e da lealdade dos colaboradores traz grandes benefícios para as empresas, assim como a diminuição do absenteísmo (nome dado a ausências no ambiente de trabalho, seja por falta ou atraso). Investir em ajudar o colaborador é investir na sua empresa e no tempo que se dedicou a treiná-lo”, concluiu o especialista.

 

 

 

 

 

 

 

 

Desabrigados insistem em ficar no Largo do Paissandú (Foto: Mister Shadow/AE)

Cidade

Com a tragédia que aconteceu no edifício Wilton Paes de Almeida, 86 instituições da sociedade civil se mobilizaram e emitiram uma nota para pressionar a Câmara Municipal a aprovar o Plano Municipal de Habitação, entregue pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT), em dezembro de 2016.

A proposta de lei já teve aval da Comissão de Constituição e Justiça do Legislativo e está sob avaliação da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente. Segundo Américo Sampaio, gestor de projetos da Rede Nossa São Paulo, uma das instituições que assinam a nota, faltou atenção ao Legislativo para evitar o crescimento de ocupações e até mesmo a tragédia ocorrida no feriado do Dia do Trabalhador. “Os vereadores estão descolados da realidade e faltou ação da base governista, que tem ampla maioria para aprovar a lei”, argumentou. A nota emitida pelas instituições está disponível no site www.habitacaoja.minhasampa.org.br, no qual é possível enviar um e-mail aos vereadores cobrando um posicionamento sobre o tema.

Questionado pela reportagem, o vereador Toninho Paiva, presidente da comissão cujo projeto está em avaliação, afirmou que já definiu o relator da proposta e que este é um problema que persiste há mais de dez anos. “O governo anterior não fez nada. Eu já vou cobrar para que a gente faça duas audiências públicas para que ele possa ser discutido e votado em plenário”, disse.

Ventilada na semana passada, a CPI da Habitação não foi discutida no Colégio de Líderes, que se reuniu ontem.

Atenção à vulnerabilidade é essencial, diz especialista

De acordo com o professor universitário e mestre em bioética Samuel Sabino, as pessoas que ficaram sem moradia após o desabamento do prédio estão com a dignidade humana afetada. “O poder público tem que dar atenção, porque os indicadores de ética mostram que a situação é degradante”, disse. “Eles não têm lugar para morar, estão em uma praça, passando frio, fome, sem lugar para tomar banho. Isso afeta diretamente a dignidade humana”, completou.

Colaborou Raphael Pozzi*

Lesão de Neymar merece tanta atenção? (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Há 50 anos, o filósofo francês e agitador social Guy Debord publicava sua obra A Sociedade do Espetáculo, livro que figura entre os precursores na análise crítica da moderna sociedade de consumo.

Um dos principais alvos de Debord, já naquela época, era a mídia, e assim como Orwell, outro profeta literário, previu a decadente transformação de nossa sociedade, destroçada pela mídia e suas manifestações superficiais das massas.

A realidade já não mais importa quando os meios se tornam o fim. Vale mais o desenrolar de uma estória (sim, sem H) do que a conclusão dos fatos.

Vivemos o culto à futilidade e à total irresponsabilidade dos meios de comunicação. Ignoram-se opiniões de especialistas e estudiosos para dar ênfase às convicções de cantores, modelos, atores de folhetins e animadores de auditório sobre temas que não são de suas alçadas. Palpiteiros hermeticamente trancafiados no senso comum ditado pelo roteiro de emissoras prontas para entreter, assustar, iludir e confundir.

Há 60 mil homicídios por ano no Brasil, um dos países mais violentos do mundo, mas só se torna assunto universal aquele que a mídia pincela como parte importante e influente para o cumprimento de sua agenda socio-cultural. O pai de família, a dona de casa, o indivíduo comum, estes praticamente não existem. Apenas engrossam o caldo de uma macabra estatística.

Os meios de comunicação agem como investigadores, promotores, juízes e, por vezes, até carrascos. Condenam ou absolvem ao bel- prazer enquanto milhões de mentes hipnotizadas, e com extrema deficiência cognitiva, são atraídas para a luz da TV, da tela do celular ou dos holofotes dos astros, como mariposas, em um suicídio coletivo de ideias.

A massa segue à risca o que a agenda determina e, mesmo sem entender, repete tudo que leu ou que ouviu, tal qual o ídolo que inclui no telão de seu show a imagem do novo mártir e assim discursa sobre algo que desconhece tanto quanto a pronúncia correta do nome do país em que se apresenta. O ego os faz confundir “concerto” com “conserto”. São muito bem pagos para realizar o primeiro, mas insistem no segundo, acreditando que, com suas retóricas adolescentes, possam salvar o mundo, enquanto os homens que puxam as cordinhas gargalham nos bastidores.

A substituição do indivíduo pelo ídolo fez nascer a triste teoria do “eu só existo se o outro me vê, e se me vê com sucesso, eu existo ainda mais”. Por insegurança ou total insatisfação com a vida comum, todos querem ser importantes, impor seu lugar no trem do sucesso, mesmo ignorados pela mídia que já tem traçado seus próprios planos para a massa. Talvez daí a tara popular pelos super-heróis de quadrinhos transpostos para o cinema. De algum lugar a salvação há de vir, nem que seja do imaginário coletivo.

A sociedade atual se importa com o jogador operado, político condenado ou a artista lacradora, mas não com a professora que deu a vida para salvar crianças num incêndio, afinal, a imagem dela não foi aprovada pelos homens da mídia. Não era famosa, não tinha partido político, era apenas uma heroína real.Quem se importa?

Uma sociedade que não mais distingue “preço” de “valor”, sempre irá confundir heroísmo com oportunismo. Nesta sociedade do espetáculo somos todos espectadores ou expectadores de uma verdade que um dia virá?

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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Vale a reflexão sobre o desarmamento no Brasil (Foto: Arquivo/ABR)

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Juntos, os hospitais filantrópicos, como é o caso das santas casas, acumulam uma dívida de R$ 21 bilhões (Foto: Edson Lopes Jr/ (Arquivo) – A2 Comunicações/Fotos Públicas)

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Excessos nas redes sociais podem ser prejudiciais (Foto: USP Imagens/Fotos Públicas)

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Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

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