Obras de época ensinam como lidar com situações contemporâneas (Foto: Divulgação)

Saúde

Conciliar o estudo de várias disciplinas com a leitura de livros obrigatórios para prestar os vestibulares não é fácil. Mas é possível, segundo o professor de literatura do Cursinho Maximize, Daniel Perez. “O interessante é ler. Não importa se é no ônibus, no metrô, ou sentado no sofá, em casa”, explicou.

A ideia é abraçar, pelo menos, dez páginas por dia. “Se fizer isso, o candidato tem a possibilidade de ler uns 15 livros por ano”, comentou o especialista. “Lendo aos poucos, o importante é observar os detalhes da obra, como a personalidade de uma personagem, e compará-lo com outros livros solicitados”, esclareceu.

Na Fuvest, principal porta de entrada para a Universidade de São Paulo (USP), a lista deste ano abrange Iracema (José de Alencar), Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Cortiço (Aluísio Azevedo), A Cidade e as Serras (Eça de Queirós), Minha Vida de Menina (Helena Morley), Vidas Secas (Graciliano Ramos), Caro Enigma (Carlos Drummond de Andrade), Sagarana (João Guimarães Rosa) e Mayombe (Pepetela).

“Essas obras são muito importantes na formação de uma pessoa, porque mostram conflitos que esses jovens estão passando ou vão passar em suas vidas”, comentou Perez. “Elas moldam um caráter do bem, preparam esse cidadão para a vida de busca de status na sociedade, além de mostrar as confusões políticas da época, que se confundem com as de hoje”, concluiu.

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Desabrigados insistem em ficar no Largo do Paissandú (Foto: Mister Shadow/AE)

Cidade

Com a tragédia que aconteceu no edifício Wilton Paes de Almeida, 86 instituições da sociedade civil se mobilizaram e emitiram uma nota para pressionar a Câmara Municipal a aprovar o Plano Municipal de Habitação, entregue pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT), em dezembro de 2016.

A proposta de lei já teve aval da Comissão de Constituição e Justiça do Legislativo e está sob avaliação da Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente. Segundo Américo Sampaio, gestor de projetos da Rede Nossa São Paulo, uma das instituições que assinam a nota, faltou atenção ao Legislativo para evitar o crescimento de ocupações e até mesmo a tragédia ocorrida no feriado do Dia do Trabalhador. “Os vereadores estão descolados da realidade e faltou ação da base governista, que tem ampla maioria para aprovar a lei”, argumentou. A nota emitida pelas instituições está disponível no site www.habitacaoja.minhasampa.org.br, no qual é possível enviar um e-mail aos vereadores cobrando um posicionamento sobre o tema.

Questionado pela reportagem, o vereador Toninho Paiva, presidente da comissão cujo projeto está em avaliação, afirmou que já definiu o relator da proposta e que este é um problema que persiste há mais de dez anos. “O governo anterior não fez nada. Eu já vou cobrar para que a gente faça duas audiências públicas para que ele possa ser discutido e votado em plenário”, disse.

Ventilada na semana passada, a CPI da Habitação não foi discutida no Colégio de Líderes, que se reuniu ontem.

Atenção à vulnerabilidade é essencial, diz especialista

De acordo com o professor universitário e mestre em bioética Samuel Sabino, as pessoas que ficaram sem moradia após o desabamento do prédio estão com a dignidade humana afetada. “O poder público tem que dar atenção, porque os indicadores de ética mostram que a situação é degradante”, disse. “Eles não têm lugar para morar, estão em uma praça, passando frio, fome, sem lugar para tomar banho. Isso afeta diretamente a dignidade humana”, completou.

Colaborou Raphael Pozzi*

Lesão de Neymar merece tanta atenção? (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

Há 50 anos, o filósofo francês e agitador social Guy Debord publicava sua obra A Sociedade do Espetáculo, livro que figura entre os precursores na análise crítica da moderna sociedade de consumo.

Um dos principais alvos de Debord, já naquela época, era a mídia, e assim como Orwell, outro profeta literário, previu a decadente transformação de nossa sociedade, destroçada pela mídia e suas manifestações superficiais das massas.

A realidade já não mais importa quando os meios se tornam o fim. Vale mais o desenrolar de uma estória (sim, sem H) do que a conclusão dos fatos.

Vivemos o culto à futilidade e à total irresponsabilidade dos meios de comunicação. Ignoram-se opiniões de especialistas e estudiosos para dar ênfase às convicções de cantores, modelos, atores de folhetins e animadores de auditório sobre temas que não são de suas alçadas. Palpiteiros hermeticamente trancafiados no senso comum ditado pelo roteiro de emissoras prontas para entreter, assustar, iludir e confundir.

Há 60 mil homicídios por ano no Brasil, um dos países mais violentos do mundo, mas só se torna assunto universal aquele que a mídia pincela como parte importante e influente para o cumprimento de sua agenda socio-cultural. O pai de família, a dona de casa, o indivíduo comum, estes praticamente não existem. Apenas engrossam o caldo de uma macabra estatística.

Os meios de comunicação agem como investigadores, promotores, juízes e, por vezes, até carrascos. Condenam ou absolvem ao bel- prazer enquanto milhões de mentes hipnotizadas, e com extrema deficiência cognitiva, são atraídas para a luz da TV, da tela do celular ou dos holofotes dos astros, como mariposas, em um suicídio coletivo de ideias.

A massa segue à risca o que a agenda determina e, mesmo sem entender, repete tudo que leu ou que ouviu, tal qual o ídolo que inclui no telão de seu show a imagem do novo mártir e assim discursa sobre algo que desconhece tanto quanto a pronúncia correta do nome do país em que se apresenta. O ego os faz confundir “concerto” com “conserto”. São muito bem pagos para realizar o primeiro, mas insistem no segundo, acreditando que, com suas retóricas adolescentes, possam salvar o mundo, enquanto os homens que puxam as cordinhas gargalham nos bastidores.

A substituição do indivíduo pelo ídolo fez nascer a triste teoria do “eu só existo se o outro me vê, e se me vê com sucesso, eu existo ainda mais”. Por insegurança ou total insatisfação com a vida comum, todos querem ser importantes, impor seu lugar no trem do sucesso, mesmo ignorados pela mídia que já tem traçado seus próprios planos para a massa. Talvez daí a tara popular pelos super-heróis de quadrinhos transpostos para o cinema. De algum lugar a salvação há de vir, nem que seja do imaginário coletivo.

A sociedade atual se importa com o jogador operado, político condenado ou a artista lacradora, mas não com a professora que deu a vida para salvar crianças num incêndio, afinal, a imagem dela não foi aprovada pelos homens da mídia. Não era famosa, não tinha partido político, era apenas uma heroína real.Quem se importa?

Uma sociedade que não mais distingue “preço” de “valor”, sempre irá confundir heroísmo com oportunismo. Nesta sociedade do espetáculo somos todos espectadores ou expectadores de uma verdade que um dia virá?

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