23
Ter, Out

Doenças respiratórias crescem no outono e no inverno (Foto: Divulgação)

Saúde

É só mudar o tempo e diminuir a temperatura que as doenças mais comuns do Outono/Inverno começam a aparecer. Resfriados, gripes, rinites, pneumonias, alergias e asma estão entre as doenças que dão a cara nesta época devido não só à mudança de temperatura, mas também a fatores como maior umidade do ar, aumento da concentração de poluentes por causa da inversão térmica e a maior aglomeração de pessoas em ambientes fechados, situação que facilita a transmissão das doenças infecciosas.

Por isso, estar com a imunidade elevada e recorrer a medidas simples, como tomar sol e manter os ambientes arejados e limpos, pode ajudar, e muito, na prevenção destes males. “A imunidade depende de um conjunto de fatores  para se manter em equilíbrio. Entre os emocionais é importante evitar o estresse desnecessário e os descontroles emocionais. Já dentre os físicos podemos citar a atividade física regular, boa qualidade do sono e uma boa alimentação, com produtos menos processados, como frutas e verduras. Um cardápio variado e colorido ajuda o sistema imunológico, pois fornece diferentes nutrientes, essenciais para a manutenção da saúde”, afirma Fabricio Dias, médico da família e consultor da Weleda, empresa de cosméticos orgânicos.

O especialista destaca a luz solar, que faz a conversão da pré-vitamina D na genuína vitamina D, ativa em nosso organismo. “O sol contém raios ultravioletas, que são bactericidas para algumas bactérias causadoras de doenças, como o bacilo da tuberculose.” A exposição deve se dar antes das 10h e no final da tarde, depois das 16h, entre 15 e 30 minutos.

Além da alimentação e do sol regular, evitar o tabagismo e manter distância dos agentes alérgenos (poeira, ácaros, fungos e pelos de animais) são dicas para evitar as temidas doenças alérgicas, comuns nestas estações. Entre elas é possível citar asma, rinite e sinusite, que desencadeiam sintomas como falta de ar, coceira nos olhos, boca e nariz, coriza, espirros, tosse e peito com secreção.

“Esses alérgenos estão presentes na casa toda. É preciso manter o ambiente sempre limpo com um pano úmido. Eles também são comuns em colchões e travesseiros, locais que os ácaros costumam se reproduzir mais. A recomendação é usar capas antiácaros e manter o espaço sempre arejado. Além disso, evite ficar em locais com umidade, onde a proliferação de fungos é muito maior”, ressalta Julinha Lazaretti, especialista em Ciências Biológicas e Imunologia pela Universidade de São Paulo e sócia-diretora da Alergoshop. Há várias formas de se tratar as doenças alérgicas, mas, geralmente, o tratamento é feito com o uso de antialérgicos.

Gripe: vacinação previne contágio

Bastante contagiosa, a gripe costuma se proliferar nas estações mais frias do ano. Normalmente, um indivíduo infectado desenvolve os sintomas de três a cinco dias após ter tido o contato com o vírus, mas, neste período, já pode transmiti-lo. Durante a doença, que dura de sete a dez dias, a transmissão ocorre por meio das gotículas de secreção expelidas no ar pelo doente. “A vacina é a melhor e mais segura forma de se proteger contra o vírus influenza [causador da gripe]”, alertam Adriano Heleno Ribeiro e Thais Morais Pereira, farmacêuticos da rede de farmácias Extrafarma. Ações pontuais, como beber bastante líquido, lavar e higienizar as mãos com frequência, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar contato com pessoas que estejam com sintomas da doença reduzem o risco de contágio. Se surgirem os sintomas típicos da doença, a recomendação é consultar o médico para receber o tratamento adequado.

Confira as 10 dicas:

  1. Deixar o ambiente arejado, se possível com entrada de sol durante um período do dia;
  2. Limpar ambientes com pano úmido (não com aspirador ou vassoura);
  3. Colocar capas em colchões e travesseiros para evitar o contato com os ácaros;
  4. Usar produtos de limpeza para carpetes e tapetes para eliminar o ácaro existente;
  5. Manter a pele e as mucosas hidratadas;
  6. Beber muita água; 
  7. Evitar mudanças bruscas de temperatura;
  8. Alimentar-se bem para manter a imunidade boa e não piorar as alergias;
  9. Tomar sol por, pelo menos, 15 minutos por dia;
  10. Evite acumular objetos que possam reter poeira e desencadear alergias.
BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Sintomas da doença podem confundir especialistas, o que leva à demora do diagnóstico final (Foto:Divulgação)

Saúde

Desde o ano de 2008, em mais de 70 países, o dia 28 de fevereiro é lembrado por ser o Dia Mundial das Doenças Raras. A estimativa é de que existam de seis mil a oito mil tipos destes males, incomuns, singulares, do tipo que, nem mesmo os médicos, veem todos os dias. Estima-se que 80% delas são decorrentes de fatores genéticos, estando os outros 20% associados a fatores imunológicos, infecciosos e ambientais.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças raras afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos em todo o mundo. No Brasil, o número de casos chega a 13 milhões. “Estamos falando de milhares de doenças, com diferentes causas. O teste do pezinho detecta algumas delas, tais como fenilcetonúria, anemia falciforme e fibrose cística. O aumento do conhecimento sobre estas doenças está trazendo à rotina do raciocínio diagnóstico dos médicos problemas até então menos conhecidos, como doença de Gaucher, doença de Fabry, alfa-manosidose, entre outras”, afirma o pneumologista Carlos Eduardo Chueiri, diretor médico da Chiesi.  

Exame do Pezinho DIVULGAÇÃO

Exame do pezinho pode 48 patologias (Foto: Divulgação)

A dificuldade para se chegar ao diagnóstico correto e fazer o tratamento adequado em longo prazo torna a saga de quem possui uma enfermidade rara muito mais difícil. Recentemente, uma pesquisa do jornal científico The Journal of Rare Disorders (JRD) constatou que um paciente passa, em média, por 7,3 médicos e leva de cinco a seis anos até ter o seu diagnóstico fechado. Isso porque, muitas vezes, os sintomas que as doenças raras podem causar variam de pessoa para pessoa e podem se confundir com sintomas de outras moléstias mais recorrentes. “Um aspecto importante que deve ser levado em consideração é que as doenças raras apresentam sintomas multissistêmicos,ou seja, acometem vários órgãos ao mesmo tempo”, ressalta Chueiri. Por conta disso, o tratamento junto ao paciente deve ser multidisciplinar, envolvendo vários profissionais da saúde.

 

Corrida contra o tempo

Ana Lúcia Langer, pediatra e presidente da Associação Paulista de Distrofia Muscular, destaca que, quanto mais precoce for detectada a doença, melhor o resultado. Um dos exames primordiais é o teste genético. “Faz o devido mapeamento e isto é muito importante para dar qualidade de vida para o paciente”, reflete.

Como 80% das doenças raras tem origem genética, o geneticista é o especialista mais adequado para detectá­las e tratá­las. Porém, o médico de entrada desses pacientes muitas vezes são especialistas, como neurologistas, pediatras ou ortopedistas. Não existe cura para doenças raras. Em 95% dos casos, não existe um tratamento específico. Dos 5% que contam com tratamento, 2% necessitam de medicamentos órfãos. “A descontinuidade do tratamento compromete muito a qualidade de vida do paciente, trazendo limitações ao seu dia a dia”, diz o pneumologista Carlos Eduardo Chueiri.

Governo define prioridades

Em todo o Brasil, existem os centros de referência que são, oficialmente, habilitados pelo Ministério da Saúde como modelo no cuidado com doenças raras. O Estado de São Paulo conta atualmente com oito locais. Entre eles, pode­-se mencionar o Hospital das Clínicas de São Paulo da FMUSP e o ambulatório de especialidade da Fundação do ABC (FUABC).

A lista dos locais autorizados que são habilitados junto site do Ministério da Saúde, dentro do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).

Diante das dificuldades encontradas em todo o percurso, muitos recorrem ao auxílio de diversas associações. A Associação Brasileira de Doenças Raras (ABDR), por exemplo, auxilia aqueles que precisam agendar exames e necessitam, após receber o diagnóstico, do tratamento adequado.

“Como não temos junta médica, a associação recomenda que, inicialmente, o paciente vá até o posto de saúde ou ao hospital onde foi atendido até então e peça encaminhamento para ir ao geneticista. Caso haja dificuldades neste processo, o papel da associação é fazer a intermediação para que o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento sejam obtidos o mais breve possível”, diz Roberto Sales, da ABDR. Outra entidade importante é a Sociedade Brasileira de Genética Médica, especializada em doenças raras no Brasil.

Coceira, ardor e corrimento genital branco são sintomas da doença: (Foto: Divulgação)

Saúde

Queixa comum dentro dos consultórios ginecológicos, a candidíase vulvovaginal é causada por um fungo chamado Candida e é caracterizada geralmente por intensa coceira, corrimento genital e vermelhidão.

Apesar de fazer parte do organismo, este fungo, quando presente em quantidade elevada, desencadeia a infecção, que atinge cerca de 75% das mulheres. E isso pode ocorrer devido a fatores como desequilíbrio da flora vaginal, baixa imunidade e estresse.


“A Candida está no nosso organismo, às vezes, no trato gastrointestinal, e também fica no meio ambiente. Se nos contaminamos pelo trato gastrointestinal, o fungo, que está neste local, migra para a vagina. É comum termos o fungo também no meio vaginal e não sentirmos nada. Geralmente, os sintomas da candidíase só aparecem quando se tem uma queda na resistência, explica a Dra. Adriana Campaner, responsável pelo Ambulatório de Patologia Genital da Santa Casa de São Paulo.


Existem vários tipos de cândidas, mas a que costuma se manifestar com mais frequência é a Candida albicans, que apresenta os sintomas menos incômodos. Entre eles, estão coceira, ardor e vermelhidão na vulva e na vagina, odor e a presença de um corrimento branco, parecido com nata de leite.


Em algumas situações, também é possível que haja fissuras, que podem surgir por conta do ato de coçar. “Um exame diagnóstico e clínico vai avaliar as características da secreção e o pH da vagina”, descreve o Dr. Renato Oliveira, responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis e coordenador da disciplina de Saúde Sexual e Reprodutiva da Faculdade de Medicina do ABC.


O tratamento da candidíase é feito com antifúngicos, que são ministrados via medicação oral e associados ao uso de um creme. Dependendo dos sintomas, o tratamento pode durar de um a sete dias.

Parece, mas não é

Nem sempre a coceira vulvovaginal está relacionada a candidíase. Se os sintomas da infecção aparecem mais de quatro vezes ao ano, o problema pode estar associado a outros agentes que desencadeiam sintomas semelhantes. “É preciso solicitar exames, fazer pesquisa das bactérias vaginais e um exame ginecológico adequado. Com isso, se chega à conclusão se a paciente tem mesmo, ou não, a candidíase e, caso a infecção se confirme, que tipo de Candida a está atacando”, explica a Dra. Adriana Campaner.

Segundo ela, neste caso, o tratamento é dividido em dois momentos: inicialmente é feito o tratamento de ataque, com comprimido e medicação vaginal para combater os incômodos sintomas. Depois vem o tratamento preventivo, que pode ser à base de comprimido ou creme vaginal. “Existem vários outros tipos de medicações para uso semanal – geralmente, na véspera da menstruação – para evitar que a Candida volte”, frisa a especialista.

Alimentação e higiene são aliadas para que a candidíase não retorne às mulheres

Quem quer passar longe da candidíase deve associar ao tratamento dois aliados imprescindíveis: alimentação e higiene. Açúcares, doces, gorduras e carboidratos (como pães e massas) devem ser evitados, pois aumentam a incidência da Candida no organismo.

Já a higiene deve ser realizada com sabonete íntimo e as lingeries lavadas à parte, somente com sabão de coco. “O ideal é evitar o sabão em pó e o amaciante, pois eles, geralmente, possuem na formulação uma substância chamada propilenoglicol, que pode causar alergia”, descreve Dr. Renato Oliveira, da Faculdade de Medicina do ABC.  

Evitar roupas apertadas, fazer atividade física e investir em uma alimentação saudável também são conselhos bem-vindos para quem quer se ver livre de uma vez por todas desse desconforto.

Doença possui diferentes tipos de manifestações

A região vulvovaginal não é a única a ser impactada pela candidíase. Ela também pode se manifestar em partes como boca, pele, sangue e garganta. Os homens também podem desenvolver a doença, apesar de ela ser mais recorrente em mulheres devido, principalmente, ao ambiente úmido e quente da região genital feminina.

O tratamento para a candidíase masculina também é feito com comprimidos via oral e pomadas antifúngicas. Vale lembrar que, apesar de também se desenvolver em uma região íntima, a candidíase não é uma doença sexualmente transmissível.

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, números de casos em 2018 são menores do que os de 2017 (Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil)

Saúde

O Instituto Evandro Chagas apresentou nesta quinta-feira (15), durante coletiva de imprensa no Ministério da Saúde, pesquisa que aponta que o mosquito Aedes albopictus, conhecido como Tigre Asiático, está suscetível ao vírus da febre amarela em ambiente silvestre ou rural. Mosquitos infectados foram capturados, no ano passado, em áreas rurais próximas aos municípios de Itueta e Alvarenga, em Minas Gerais. O instituto é vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde.

Diretor do Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos explicou que, se houver transporte do inseto para áreas urbanas, o mosquito pode vir a servir de vetor de ligação entre os dois ciclos possíveis da doença no Brasil: o ciclo urbano, que não tem sido mais registrado no país desde a década de 40, e o silvestre, que é o responsável pelas transmissões atuais. Essa possibilidade, no entanto, ainda não está confirmada.

“Em princípio, é uma evidência. A gente não pode falar em risco ainda pelo encontro do vírus nesse mosquito Aedes albopictus. Ele é um mosquito que, por sua filogenia, é mais silvestre que urbano ou periurbano. Como ele se adapta bem às áreas florestais, ele pode ter sido infectado por macacos, mas não se sabe ainda qual é a capacidade vetorial dele”, afirmou Vasconcelos.

Agora, o instituto deve trabalhar na avaliação dessa capacidade, pois apenas a presença do vírus não significa que o Aedes albopictus tenha adquirido o papel de vetor da febre amarela. Também será estudado, nos próximos dois meses, se mosquitos do gênero continuam apresentando presença do vírus nas cidades mineiras inicialmente investigadas.

A possibilidade desse mosquito atuar como transmissor intermediário já era investigada, dado que papel semelhante é exercido por várias espécies de Aedes na África, continente que ainda registra também a febre amarela urbana. “O encontro do vírus no mosquito, por si só, não autoriza a ninguém a afirmar que ele seja um transmissor da febre amarela, porque vários mosquitos são encontrados na floresta infectados, mas somente o [Aedes] haemagogus e sabethes é que são os transmissores da febre amarela silvestre”, de acordo com pesquisas já confirmadas.

O ministro Ricardo Barros avaliou que a descoberta “mostra que temos sido diligentes na busca de fatos novos e de entender por que houve aumento de casos [de febre amarela] no ano passado”. Para ampliar o escopo do estudo e a capacidade de avaliação, o ministério aprovou a realização de uma força-tarefa de captura de mosquitos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

“Nós esperamos ter o cuidado e a cautela, como tivemos sempre, de averiguar todas as possibilidades, para que nós possamos controlar todos os episódios de febre amarela no Brasil”, acrescentou Barros. Ele também destacou a importância de a população manter-se vigilante e no combate ao já conhecido Aedes aegypti, que até as primeiras décadas do século 20 foi responsável por transmitir a febre amarela no ambiente urbano.

Número de casos

Na coletiva, o ministro descartou a ocorrência de epidemia de febre amarela neste momento e reiterou que não há registro de febre amarela urbana. O número de casos da doença é, inclusive, menor do que no ano passado. Entre 1° de julho de 2017 e 15 de fevereiro de 2018, foram 407 casos confirmados no Brasil. Em São Paulo, foram 118 até hoje; no Rio, 68; e no Distrito Federal, 1. No mesmo período do ano passado, foram 532 ocorrências.

Quanto aos óbitos, até agora foram 118, contra 166 no mesmo período de 2017. “Nós temos tido menos casos e menos óbitos do que no ano passado. Isso demonstra que as medidas preventivas foram adequadas”, apontou Ricardo Barros.

Mudanças impostas pelo Estado de São Paulo prejudicaram crianças autistas (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Opinião

A insensibilidade do governo estadual ao impor exigências sem diálogo prejudicou mais de 2,5 mil alunos autistas de escolas conveniadas. Ao alterar edital às vésperas do início do ano letivo, o governador Geraldo Alckmin condicionou o repasse de recursos sem garantir o devido tempo para estabelecimentos se readequarem.


As mudanças desrespeitaram e afetaram alunos, pais e unidades credenciadas. Publicado no final de janeiro, algumas escolas não puderam retomar as atividades. Entre as justificativas para melhorar a estrutura e cumprir orientação do Tribunal de Contas do Estado, ficou a dúvida sobre o propósito em cortar o atendimento às crianças especiais.


Pais, educadores e apoiadores se manifestaram contra as medidas e a interrupção de aulas e atividades multidisciplinares e pediram a revogação do decreto. Decisão da Justiça determina que o Governo garanta o transporte e pagamento às conveniadas, entre R$ 1,2 mil e R$ 1,7 mil por aluno, conforme o tempo de permanência.


São apenas 25 escolas conveniadas e o Governo não pode prejudicar o atendimento. Ninguém é contra o avanço da qualidade. Mas aulas adequadas, atividades individuais, rotina escolar e a contínua preparação de autistas para sua autonomia são fundamentais. Não podem ser interrompidas abruptamente sob qualquer pretexto.


A necessidade de educadores especializados, uniforme, alimentação, material escolar e de higiene precisa de um repasse justo. Exigir, sem contrapartida do Estado, só deixa o aluno autista desassistido. Todo tratamento tem métodos e procedimentos específicos elaborados por uma equipe multidisciplinar para o desenvolvimento progressivo.


O Governo mostra a visão rasa sobre os aspectos socioeducativos. Como sempre, apega-se às questões burocráticas para se justificar e interdita e viola direitos, sem propor um sistema educacional público e inclusivo, com o qual educação, terapias e convivência universal com as diferenças sejam garantidas a todos alunos.

*Edmilson Souza é professor de História, educador e vereador em Guarulhos

Atriz foi um dos principais nomes do humor da Globo nos anos 90 e 2000 (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Convivendo há anos com esclerose múltipla, a atriz e comediante Claudia Rodrigues voltou a ser internada, ontem, no centro médico Cevisa, em Engenheiro Coelho (SP) após complicações da doença. Ela teve falta de audição e visão e ainda falou algumas coisas desconexas e precisou ser internada às pressas.


Em entrevista ao portal UOL, a empresária da artista, Adriane Bonatto, informou que Claudia sofreu um surto e não conseguia nem caminhar. De acordo com ela, não há previsão de alta para a atriz. Em junho, ela foi internada para tratamento de reabilitação de células-tronco e só foi liberada em janeiro.


A carreira de Claudia é bastante conhecida, já que ela foi um dos principais nomes dos programas de comédia da Globo. Ela passou, por exemplo, por “Sai de Baixo”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “Zorra Total”. Além desses, ela foi protagonista na série “A Diarista”, entre 2004 e 2007.

Vacina é a única garantia de imunização contra a febre amarela (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Após registrar a morte de macacos por febre amarela na divisa entre as regiões Sul e Oeste da capital paulista, a prefeitura decidiu ampliar, a partir desta quarta, 07, a vacinação contra a doença para os distritos do Itaim-Bibi e Morumbi. 

As mortes dos animais aconteceram no início de fevereiro nos distritos de Santo Amaro e Campo Grande, na Zona Sul, que já estavam incluídos na atual fase da campanha de imunização. Como Itaim e Morumbi estão próximos dos endereços onde os macacos foram encontrados mortos, os locais foram adicionados à campanha.

A ação será realizada em três Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos distritos: Real Parque, Dr. José de Barros Magaldi e Meninópolis. Os interessados deverão procurar as unidades e retirar uma senha.

A Secretaria Municipal de Saúde também ampliou a imunização para o distrito de Vila Matilde, na Zona Leste, pela proximidade com o Parque do Carmo, onde também houve mortes de macacos. Pelo menos 125 animais já tiveram o diagnóstico confirmado da doença na Capital desde outubro do ano passado.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Doria foi em manifestação pró-Bolsonaro no último domingo (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

O candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, acertou em cheio na sua estratégia de se aproximar de Jair Bolsonaro (PSL), utilizando termos como “BolsoDoria” durante a campanha. Esta é a análise de três especialistas no assunto, o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, Philippe Franco Scerb (mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo) e a internacionalista e mestre em Ciências Sociais, Marina Pequeneza de Moraes. “Ele reavaliou sua estratégia e aproveitou-se da polarização que permeia a candidatura à presidência, vinculando sua campanha ao discurso anti-PT”, avaliou Marina. De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Instituto Paraná Pesquisas, o tucano cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Para o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, o ex-prefeito conseguiu vincular sua imagem à de Jair Bolsonaro (PSL), candidato à presidência. “Com isso, ele conquistou muitos votos. O eleitorado de São Paulo já é historicamente contra o PT e o Doria está conseguindo personificar isso com suas ações de marketing”, explicou. Após o primeiro turno das eleições, João Doria tentou se aproximar à imagem de Bolsonaro. A campanha dele criou, por exemplo, o termo “BolsoDoria”, presente até em adesivos distribuídos no Estado. França está ‘travado’, analisa especialista De acordo com o mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, a candidatura de Doria acertou ao vincular sua imagem à de Bolsonaro, forçando com que França tenha que rechaçar, a todo momento, um apoio velado do PT à sua eleição. “O Doria faz um esforço gigantesco para falar que França é um candidato da esquerda. Isso o obriga a discordar e permanecer neste tema durante o programa eleitoral e nos debates”, analisou. Segundo o especialista, ao contrário da corrida presidencial, ainda pode haver uma reviravolta na disputa do Estado. “Os eleitores se concentraram muito no embate entre Bolsonaro e Haddad, deixando França e Doria em segundo plano. Isso pode mudar nesta reta final”, concluiu.

Bolsonaro é visto como um candidato "teflon", pois nada gruda nele (Fotos: Tãnia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Especialistas em Ciência Política acreditam que muito dificilmente a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) poderá ser revertida nos próximos dias, que precedem a eleição presidencial. De acordo com o cientista político Eduardo Grin, professor da FGV EAESP, nada “cola” no candidato preferido dos eleitores – segundo pesquisa do BTF/FSB, ele tem 60% dos votos válidos, contra 40% de Fernando Haddad (PT). “Já teve declaração desastrosa de companheiros políticos, aquela denúncia do pacote do Whatsapp, mas nada parece abalar a candidatura do Bolsonaro”, disse. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro, segundo o levantamento. A margem de erro segue sendo de dois pontos percentuais. O mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, analisou que a imagem “antissistema” do ex-capitão o favorece muito nesta corrida presidencial. “A denúncia de um possível Caixa 2, por exemplo, se tornou motivo de ironia entre o eleitorado”. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. Na intenção de voto estimulada, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois.Votação expressiva pode gerar capital político maior Segundo Grin, a ideia da campanha de Bolsonaro, agora, é de vencer com maior número de votos do que os últimos presidentes eleitos no Brasil. Luís Inácio Lula da Silva (PT) obteve 52,7 milhões de votos (61,27%) em 2002 e 58,2 (60,83%) em 2006. Já Dilma Rousseff (PT) ganhou com 55,7 milhões (56,05%) em 2010 e 54,5 milhões (51,64%) em 2014. “Se obtiver maior percentagem do que Lula em 2002, por exemplo, ele terá um poder político maior para negociar com o Congresso no início do mandato”, explicou o especialista. “Sem dúvidas, uma votação bastante expressiva pode levar Bolsonaro a aprovar sua pauta junto a partidos que nem o apoiaram formalmente”, disse Scerb. “Candidatos com uma base semelhante entendem que seus eleitores querem que aquela agenda seja aprovada e isso gera mais força ao governo”. Ibope e Datafolha também divulgarão pesquisas Hoje será a vez do Ibope divulgar sua segunda pesquisa deste turno das eleições. Em 15 de outubro, Bolsonaro tinha 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. O Datafolha vai publicar levantamento na quinta-feira, 25. No último estudo, os candidatos contavam com o mesmo percentual levantado pelo Ibope.

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

No último domingo, apesar de boa parte da mídia ignorar, por questões de interesse, milhões de pessoas foram às ruas, por vontade própria, num admirável gesto de democracia, apoiar o candidato que, de forma extremamente inovadora, com praticamente custo zero perto do que se gastam com campanhas políticas, lidera as pesquisas. Ao que parece, o povo se desprendeu das garras do quarto poder e democraticamente exige mudança. Se esta será boa ou não, o tempo vai dizer, mas uma coisa é fato: a alternância de poder é saudável em qualquer democracia e por aqui já se passou da hora de mudar. A dita esquerda no Brasil tentou a todo custo um projeto criminoso de poder que, graças à Operação Lava Jato, resultou na prisão de diversos políticos poderosos e apresentou ao Brasil os bastidores sujos e asquerosos da política que desviou trilhões da educação, segurança, saúde, etc... A todo custo tentam ainda agarrar-se ao poder com mentiras, ataques e o velho jogo sujo da política sifilítica. Culpar o aplicativo de mensagem WhatsApp pelas atrocidades que o próprio partido cometeu é tão estúpido e absurdo quanto tentar comparar Bolsonaro com Trump. O norte-americano venceu apenas no colégio eleitoral, mas Bolsonaro pode vir a vencer na maioria absoluta de votos, o que numa democracia é literalmente a voz e o desejo do povo. Se você não enxerga isto, precisa urgente sair da bolha, e se não respeita, está muito próximo do palavrão que costuma xingar os colegas que discordam de você. Trump é bilionário e teve total apoio da máquina do Partido Republicano na campanha. Bolsonaro está em um partido anão e possuía oito segundos na TV. Trump tem as nuances e vícios de todo gênio comunicador, pois por anos liderou a audiência na TV americana. Bolsonaro é um sujeito simples com discurso coloquial, por vezes até rasteiro, mas que vai ao encontro das massas, sem esforço para tal.Goste você ou não, é um fenômeno popular maior ainda até do que Lula, que diferentemente do “capitão” foi programado e produzido por esquemas publicitários, a custo de ouro do dinheiro público, para transformá-lo num “mito”. Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução, como comprovou a manifestação gigantesca no domingo. Isto chama-se democracia, senhores. Aprendam com isto e deixem o País seguir. Bolsonaro foi o primeiro brasileiro, em campanha, a sofrer um atentado político; o primeiro a não fazer os velhos acordos; o primeiro a ter um nome (até aqui) limpo, algo que nem sonharíamos existir na política; e pode vir a ser o primeiro presidente a vencer uma eleição com o menor investimento já feito em campanha, comprovando que o tal fundo partidário é desnecessário e deveria ser direcionado para o que importa à população. O sujeito com uma caneta Bic nas mãos, um relógio Cassio e roupas simples, sozinho, sem verba, peitou a maior emissora do País, desafiou a imprensa e toda turma arrogante que se diz intelectual sem nunca ter produzido nada que valha o adjetivo. Amigos, se isto não é, no mínimo, uma expressiva revolução política e total quebra de paradigmas do status quo, você realmente precisa sair do jardim da infância e viver no mundo real.

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.
or
or

Articulistas

Colunistas

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

Profissionais consagram suas vidas ao serviço da humanidade (Foto: ASCOM SUSIPE/Fotos Públicas)

Opinião

O último bastião do PT ainda é o Nordeste, mas este já não é tão inexpugnável (Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas)

Opinião

Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião