As mamadas noturnas, sem a devida higienização, podem causar as cáries da mamadeira (Foto: Divulgação)

Saúde

Quando um bebê nasce, a lista de cuidados junto ao mais novo integrante da família é extensa e passa pelas idas ao pediatra, a regularização da carteirinha de vacinação e o cumprimento exemplar no que se refere à alimentação e medicamentos, se necessários. Contudo, os cuidados com a higienização bucal dos pequenos muitas vezes passam despercebidos. E enganam-se os que acreditam que cárie é problema só de gente grande. A doença pode atingir bebês ainda no primeiro ano de vida e ocasionar a destruição dos dentes de leite em um curto espaço de tempo.

Chamada de cárie de acometimento precoce, popularmente conhecida como cárie de mamadeira, a patologia costuma acometer mais de 60% das crianças até o terceiro ano de vida e é ocasionada por diversas bactérias sendo, a mais usual, a Streptococcus mutans. “A mamadeira artificial durante a madrugada, dada com grande frequência e sem qualquer tipo de higiene, pode acarretar a chamada cárie de mamadeira. É uma doença aguda, agressiva, de evolução rápida e que provoca muita sensibilidade (dor)”, afirma Helena Biancalana, diretora do departamento de prevenção da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD).

A bactéria Streptococcus mutans também pode ser transmitida pela saliva da mãe. A doença pode ser evitada com a adoção de hábitos simples, porém eficazes e seguros. A especialista explica que a prevenção passa pela orientação aos pais sobre evitar a mamada noturna, e, principalmente, promover a limpeza bucal após cada mamada durante todo o dia. Se o bebê ainda não possui dentinhos, a mesma deve ser realizada com gaze ou fralda limpa embebida em água filtrada. Nos meses seguintes, logo após a erupção dos primeiros dentes de leite, a escovação deve ser iniciada com a escova de dentes. “Para o bebê, utiliza-se escovas macias e extramacias adequadas para cada idade. Ressalto a importância do uso do creme dental fluoretado com no mínimo de 1.100 partes por milhão (ppm) de flúor, na quantidade equivalente a um grão de arroz, sob a responsabilidade dos pais”, alerta.

Além da dor e da possível perda dos dentes, a cárie de mamadeira pode prejudicar a criança em diversos aspectos, que vão da dificuldade durante a mastigação a prejuízos relativos à formação da dentição permanente. Isso porque, caso o dente de leite seja perdido antes da hora, os arcos maxilares podem se desenvolver de forma irregular e prejudicar funções como mastigação e articulação.

O que fazer para evitar o problema?

A cárie de mamadeira costuma ser percebida com o aparecimento nos dentes de leite de manchas claras ou escuras, geralmente associadas a grandes cavidades ou até mesmo a total destruição dentária. As manchas claras indicam a descalcificação do dente e costuma ser o primeiro sinal de alerta. “Esse tipo de cárie ocorre por conta da alimentação açucarada diurna ou noturna associada a falta de escovação, principalmente durante a noite, quando a criança pode passar por um longo período de sonho sem uma higienização correta. Por isso os pais não devem oferecer leite/sucos de madrugada ou antes de dormir, principalmente se for adocicado. ”, descreve a cirurgiã-dentista Érika Vassoler.

O odontopediatra é o profissional indicado para tratar e orientar os pais sobre os cuidados necessários com relação à saúde bucal. E a consulta pode ser realizada a partir dos seis meses de idade. Caso seja detectada, o tratamento consiste em controlar a infecção e, posteriormente, eliminar a cárie. Dependendo do paciente, também há a aplicação localizada de flúor e pode ser necessária a realização de radiografias.

Como evitar a cárie de mamadeira e a transmissão da bactéria Streptococcus mutans

  1. Não assoprar os alimentos que serão dados ao bebê.
  2. Não usar os mesmos talheres que o bebê.
  3. Não beijar a criança na boca.
  4. Levar a criança ao odontopediatra a partir dos seis meses de vida.
  5. Escovar a gengiva e os dentes após cada mamada.
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Beber água ajuda a digerir alimentos e eliminar substâncias que não devem ser absorvidas pelo corpo (Foto: Divulgação):

Saúde

O consumo de água é essencial para o desenvolvimento completo do organismo de crianças e adolescentes, segundo o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, especialista pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Nosso corpo aguenta vários dias sem comer, mas sem beber água, não”, disse.

Um dos problemas enfrentados pelos pais é conseguir mostrar a importância da substância no nosso corpo. De acordo com o médico, no entanto, a conversa é imprescindível. “No caso das crianças, a água deve ser bebida para um melhor desenvolvimento motor e neural, além do bom funcionamento dos rins, bexiga, intestino e dos olhos”, explicou.

Na digestão, a água também tem papel fundamental. “Após comermos, os alimentos são transformados em pequenas porções, que serão absorvidas pelo organismo em um processo fisiológico no qual a água tem importante papel na digestão”, falou. A água ajuda ainda a eliminar do corpo as substâncias que não devem ser absorvidas, por meio da urina e suor, formada basicamente por água e substâncias tóxicas ou em excesso, dissolvidas.

Além de todos esses benefícios, a água ajuda na regulação da temperatura do corpo, sendo especialmente indicada em dias quentes e na prática de atividades físicas. Quando há excesso de calor, a liberação de suor colabora com o resfriamento do corpo, mas as crianças possuem uma menor capacidade de suar e eliminar o calor do corpo do que os adultos. A boa hidratação também previne, entre outras coisas, a prisão de ventre.

Quanto se deve ingerir

De modo geral, no mínimo, uma criança deve beber, aproximadamente, quatro copos de água. Dos sete aos 12 meses, o indicado é 800 mililitros, que devem ser consumidos ao longo do dia. Ao completar um ano, até os três anos de idade, 1,300 ml, e dos três aos oito anos, 1,700 ml.

Uma recomendação importante é evitar oferecer água (ou qualquer outro líquido) durante as refeições, para não “encher” o estômago e reduzir a quantidade de alimentos a ser consumido. Mantenha o hábito de oferecer água 30 minutos antes ou depois das refeições. Fora o período das refeições, ofereça água constantemente.     

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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.

Vice de presidenciável do PSL acredita que lar com presença paterna seria diferente (Foto: Reprodução/Facebook)

Politica

Vice na chapa de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse na segunda-feira, 17, em São Paulo, que famílias pobres "onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", disse ele, durante palestra a empresários, fazendo um paralelo entre formação da família e ação de bandidos em áreas carentes. Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas de aproximação com outras economistas emergentes. Ele se referiu a esses países como "mulambada". "E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí." Na semana passada, Mourão já havia feito declarações consideradas polêmicas. Ele disse que o País precisaria de uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - o que, hoje, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. Nesta segunda, ele voltou a citar o tema da Constituição. Segundo o candidato a vice, a reforma da Carta representaria a "mãe de todas as reformas", uma vez que ela está desatualizada, apesar das emendas que sofreu. Bolsonaro Adotando um tom presidencial, o candidato a vice discursou por cerca de uma hora no evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com outras 21 entidades, que se reuniram num grupo chamado Reformar Para Mudar. Em sua fala, Mourão citou apenas uma vez Bolsonaro, que continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). "Bolsonaro é um estadista, não pensa apenas nesta eleição, mas nas próximas gerações", afirmou ele. Mourão reclamou também da forma como as forças policiais são criticadas quando atuam, na sua definição, "como polícia". "Temos de lembrar que direitos humanos são para humanos direitos", disse o general. "Se a polícia age como polícia, é duramente criticada: é o genocídio, o martírio da população brasileira. É trabalho enfrentar isso daí", disse ele, que foi aplaudido pela plateia. O militar foi aplaudido outras duas vezes enquanto discursava, ambas ao defender o livre mercado e a iniciativa privada. Ele defendeu, por exemplo, a privatização das áreas de refino e distribuição da Petrobras.
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