Coceira, ardor e corrimento genital branco são sintomas da doença: (Foto: Divulgação)

Saúde

Queixa comum dentro dos consultórios ginecológicos, a candidíase vulvovaginal é causada por um fungo chamado Candida e é caracterizada geralmente por intensa coceira, corrimento genital e vermelhidão.

Apesar de fazer parte do organismo, este fungo, quando presente em quantidade elevada, desencadeia a infecção, que atinge cerca de 75% das mulheres. E isso pode ocorrer devido a fatores como desequilíbrio da flora vaginal, baixa imunidade e estresse.


“A Candida está no nosso organismo, às vezes, no trato gastrointestinal, e também fica no meio ambiente. Se nos contaminamos pelo trato gastrointestinal, o fungo, que está neste local, migra para a vagina. É comum termos o fungo também no meio vaginal e não sentirmos nada. Geralmente, os sintomas da candidíase só aparecem quando se tem uma queda na resistência, explica a Dra. Adriana Campaner, responsável pelo Ambulatório de Patologia Genital da Santa Casa de São Paulo.


Existem vários tipos de cândidas, mas a que costuma se manifestar com mais frequência é a Candida albicans, que apresenta os sintomas menos incômodos. Entre eles, estão coceira, ardor e vermelhidão na vulva e na vagina, odor e a presença de um corrimento branco, parecido com nata de leite.


Em algumas situações, também é possível que haja fissuras, que podem surgir por conta do ato de coçar. “Um exame diagnóstico e clínico vai avaliar as características da secreção e o pH da vagina”, descreve o Dr. Renato Oliveira, responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis e coordenador da disciplina de Saúde Sexual e Reprodutiva da Faculdade de Medicina do ABC.


O tratamento da candidíase é feito com antifúngicos, que são ministrados via medicação oral e associados ao uso de um creme. Dependendo dos sintomas, o tratamento pode durar de um a sete dias.

Parece, mas não é

Nem sempre a coceira vulvovaginal está relacionada a candidíase. Se os sintomas da infecção aparecem mais de quatro vezes ao ano, o problema pode estar associado a outros agentes que desencadeiam sintomas semelhantes. “É preciso solicitar exames, fazer pesquisa das bactérias vaginais e um exame ginecológico adequado. Com isso, se chega à conclusão se a paciente tem mesmo, ou não, a candidíase e, caso a infecção se confirme, que tipo de Candida a está atacando”, explica a Dra. Adriana Campaner.

Segundo ela, neste caso, o tratamento é dividido em dois momentos: inicialmente é feito o tratamento de ataque, com comprimido e medicação vaginal para combater os incômodos sintomas. Depois vem o tratamento preventivo, que pode ser à base de comprimido ou creme vaginal. “Existem vários outros tipos de medicações para uso semanal – geralmente, na véspera da menstruação – para evitar que a Candida volte”, frisa a especialista.

Alimentação e higiene são aliadas para que a candidíase não retorne às mulheres

Quem quer passar longe da candidíase deve associar ao tratamento dois aliados imprescindíveis: alimentação e higiene. Açúcares, doces, gorduras e carboidratos (como pães e massas) devem ser evitados, pois aumentam a incidência da Candida no organismo.

Já a higiene deve ser realizada com sabonete íntimo e as lingeries lavadas à parte, somente com sabão de coco. “O ideal é evitar o sabão em pó e o amaciante, pois eles, geralmente, possuem na formulação uma substância chamada propilenoglicol, que pode causar alergia”, descreve Dr. Renato Oliveira, da Faculdade de Medicina do ABC.  

Evitar roupas apertadas, fazer atividade física e investir em uma alimentação saudável também são conselhos bem-vindos para quem quer se ver livre de uma vez por todas desse desconforto.

Doença possui diferentes tipos de manifestações

A região vulvovaginal não é a única a ser impactada pela candidíase. Ela também pode se manifestar em partes como boca, pele, sangue e garganta. Os homens também podem desenvolver a doença, apesar de ela ser mais recorrente em mulheres devido, principalmente, ao ambiente úmido e quente da região genital feminina.

O tratamento para a candidíase masculina também é feito com comprimidos via oral e pomadas antifúngicas. Vale lembrar que, apesar de também se desenvolver em uma região íntima, a candidíase não é uma doença sexualmente transmissível.

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Tenista teve problemas após dar à luz (Foto: Reprodução/ Facebook)

Esporte

A tenista norte-americana Serena Williams escreveu uma coluna para o site da emissora CNN sobre as dificuldades que teve no pós-parto da sua filha Alexis Olympia, que nasceu em setembro de 2017. Segundo Serena, ela teve uma gravidez tranquila, mas quando estava em trabalho de parto teve que fazer uma cesárea de emergência quando os batimentos cardíacos da sua filha caíram drasticamente.

Ela conta que aí começaram as complicações. Cerca de 24 horas após o parto, Serena foi diagnosticada com embolia pulmonar, que é quando um coágulo de sangue se aloja no pulmão, problema que ela já havia enfrentado anteriormente. A tosse recorrente por causa da embolia fez com que os pontos da cesárea dela estourassem e, por isso, foi necessária uma nova cirurgia para fechar o corte. Ela então fez uma segunda cirurgia para prevenir a formação de novos coágulos pulmonares e teve de ficar seis semanas de repouso para evitar que seu sangue ficasse grosso.

A tenista aproveitou a coluna para falar que ela é uma afortunada porque teve direito aos melhores médicos e hospitais, mas que mulheres negras nos Estados Unidos têm três vezes mais chances de morrer por conta de complicações no parto do que outras mulheres. Também mostrou um dado da Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que mostra que 2,6 milhões de recém-nascidos morrem anualmente no planeta logo após o parto, e 80% dessas mortes poderiam ser prevenidas.

Serena pediu para que as pessoas façam doações para entidades que protegem mães e recém-nascidos e pressionem os governos locais para que criem condições melhores para que mulheres possam dar à luz de forma digna, assegurando que os bebês não morram precocemente.

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, números de casos em 2018 são menores do que os de 2017 (Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil)

Saúde

O Instituto Evandro Chagas apresentou nesta quinta-feira (15), durante coletiva de imprensa no Ministério da Saúde, pesquisa que aponta que o mosquito Aedes albopictus, conhecido como Tigre Asiático, está suscetível ao vírus da febre amarela em ambiente silvestre ou rural. Mosquitos infectados foram capturados, no ano passado, em áreas rurais próximas aos municípios de Itueta e Alvarenga, em Minas Gerais. O instituto é vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde.

Diretor do Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos explicou que, se houver transporte do inseto para áreas urbanas, o mosquito pode vir a servir de vetor de ligação entre os dois ciclos possíveis da doença no Brasil: o ciclo urbano, que não tem sido mais registrado no país desde a década de 40, e o silvestre, que é o responsável pelas transmissões atuais. Essa possibilidade, no entanto, ainda não está confirmada.

“Em princípio, é uma evidência. A gente não pode falar em risco ainda pelo encontro do vírus nesse mosquito Aedes albopictus. Ele é um mosquito que, por sua filogenia, é mais silvestre que urbano ou periurbano. Como ele se adapta bem às áreas florestais, ele pode ter sido infectado por macacos, mas não se sabe ainda qual é a capacidade vetorial dele”, afirmou Vasconcelos.

Agora, o instituto deve trabalhar na avaliação dessa capacidade, pois apenas a presença do vírus não significa que o Aedes albopictus tenha adquirido o papel de vetor da febre amarela. Também será estudado, nos próximos dois meses, se mosquitos do gênero continuam apresentando presença do vírus nas cidades mineiras inicialmente investigadas.

A possibilidade desse mosquito atuar como transmissor intermediário já era investigada, dado que papel semelhante é exercido por várias espécies de Aedes na África, continente que ainda registra também a febre amarela urbana. “O encontro do vírus no mosquito, por si só, não autoriza a ninguém a afirmar que ele seja um transmissor da febre amarela, porque vários mosquitos são encontrados na floresta infectados, mas somente o [Aedes] haemagogus e sabethes é que são os transmissores da febre amarela silvestre”, de acordo com pesquisas já confirmadas.

O ministro Ricardo Barros avaliou que a descoberta “mostra que temos sido diligentes na busca de fatos novos e de entender por que houve aumento de casos [de febre amarela] no ano passado”. Para ampliar o escopo do estudo e a capacidade de avaliação, o ministério aprovou a realização de uma força-tarefa de captura de mosquitos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

“Nós esperamos ter o cuidado e a cautela, como tivemos sempre, de averiguar todas as possibilidades, para que nós possamos controlar todos os episódios de febre amarela no Brasil”, acrescentou Barros. Ele também destacou a importância de a população manter-se vigilante e no combate ao já conhecido Aedes aegypti, que até as primeiras décadas do século 20 foi responsável por transmitir a febre amarela no ambiente urbano.

Número de casos

Na coletiva, o ministro descartou a ocorrência de epidemia de febre amarela neste momento e reiterou que não há registro de febre amarela urbana. O número de casos da doença é, inclusive, menor do que no ano passado. Entre 1° de julho de 2017 e 15 de fevereiro de 2018, foram 407 casos confirmados no Brasil. Em São Paulo, foram 118 até hoje; no Rio, 68; e no Distrito Federal, 1. No mesmo período do ano passado, foram 532 ocorrências.

Quanto aos óbitos, até agora foram 118, contra 166 no mesmo período de 2017. “Nós temos tido menos casos e menos óbitos do que no ano passado. Isso demonstra que as medidas preventivas foram adequadas”, apontou Ricardo Barros.

Voto feminino no Brasil completará 86 anos no próximo dia 24 (Foto: Elza Fiúza/ABR)

Opinião

No próximo dia 24 de fevereiro vamos celebrar um marco na história da política nacional. Na mesma data, em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, o voto feminino no Brasil foi finalmente assegurado, por meio do Decreto nº 21.076. A conquista veio após intensa campanha nacional pelo direito de votar e de serem eleitas para cargos nos poderes executivos e legislativo brasileiros.


A batalha por este direito fundamental teve início bem antes mesmo da Proclamação da República, quando o voto era permitido apenas às mulheres casadas, com a devida autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria.


No Brasil, o exercício da plena cidadania feminina foi resultado de luta intensa. Vários movimentos neste sentido aconteciam em todo o mundo e ficaram conhecidos como “sufragistas”, que representavam a luta coletiva internacional pelo direito ao voto feminino.


Desde então, 86 anos se passaram. Atualmente a mulher ocupa um espaço ainda tímido na política. Em todos os poderes da República ainda somos minoria. Na Assembleia Legislativa de São Paulo, por exemplo, entre os 94 parlamentares, apenas dez são mulheres. O mesmo acontece na esfera federal. Dos 513 deputados federais, apenas 45 são mulheres e, no Senado, das 81 cadeiras, 13 são ocupadas por mulheres, deixando o Brasil em 115º lugar no ranking mundial de presença feminina no Parlamento e em último lugar na América do Sul.


Nas últimas décadas já avançamos muito nas questões sociais, ampliamos o nosso protagonismo nas relações de trabalho, na educação, na família e entre tantos outros setores. Porém, é mais que necessário, é imprescindível ampliarmos também a nossa participação na política. O poder sobre as decisões públicas deve ser amplo, irrestrito, representativo e proporcional a toda a população, por coerência e direito natural.
É imperativo para todas nós que a luta seja permanente, de forma democrática e reparadora, como requisito imprescindível para uma sociedade justa e fraterna.

*Célia Leão é deputada estadual (PSDB/SP)

Atriz foi um dos principais nomes do humor da Globo nos anos 90 e 2000 (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Convivendo há anos com esclerose múltipla, a atriz e comediante Claudia Rodrigues voltou a ser internada, ontem, no centro médico Cevisa, em Engenheiro Coelho (SP) após complicações da doença. Ela teve falta de audição e visão e ainda falou algumas coisas desconexas e precisou ser internada às pressas.


Em entrevista ao portal UOL, a empresária da artista, Adriane Bonatto, informou que Claudia sofreu um surto e não conseguia nem caminhar. De acordo com ela, não há previsão de alta para a atriz. Em junho, ela foi internada para tratamento de reabilitação de células-tronco e só foi liberada em janeiro.


A carreira de Claudia é bastante conhecida, já que ela foi um dos principais nomes dos programas de comédia da Globo. Ela passou, por exemplo, por “Sai de Baixo”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “Zorra Total”. Além desses, ela foi protagonista na série “A Diarista”, entre 2004 e 2007.

Texto é assinado por cerca de 200 mulheres, entre elas as atrizes Kate Winslet e Keira Knightley e a própria Emma Watson (Foto: Reprodução)

Fora dos Trilhos

A atriz britânica Emma Watson, famosa pela atuação como Hermione na saga Harry Potter, doou 1 milhão de libras (cerca de R$ 4,5 milhões) para lançar um fundo destinado a apoiar as vítimas de assédio e de abuso sexual.

O Justice and Equality Fund (Fundo para a Justiça e a Igualdade) foi anunciado em uma carta aberta publicada na imprensa britânica no domingo (18). O grupo apoia o americano Time's Up, criado por atrizes de Hollywood para protestar contra os casos de assédio sexual.

O novo texto é assinado por cerca de 200 mulheres, entre elas as atrizes Kate Winslet e Keira Knightley. A carta propõe um movimento internacional para acabar com a cultura de abusos exposta pelo escândalo envolvendo o produtor de cinema Harvey Weinstein. 

Os recursos do fundo serão usados para estabelecer uma rede de assessoria jurídica e psicológica, apoio e projetos para perseguir os abusos em todos os setores profissionais. 

Presença da atriz Daisy Ridley, que interpreta Rey, como protagonista em Star Wars, incomoda alguns fãs da franquia (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Em entrevista para o site IndieWire, o diretor e produtor J J. Abrams comentou as críticas feitas ao filme "Star Wars: Os Últimos Jedi", que estreou nos cinemas em dezembro de 2017. Logo após a estreia, um grupo de fãs começou a reclamar nas redes sociais que o filme, dirigido e escrito por Rian Johnson, tinha sido feito para "agradar feministas e justiceiros sociais" e que "transformava homens e brancos em vilões". 
 

Segundo o diretor, quem criticou o filme se sentiu ameaçado pelo aumento da representação feminina na saga. "O problema deles não é com 'Star Wars'. O problema deles é que eles se sentem ameaçados. A galáxia de 'Star Wars' é bem grande e é possível encontrar qualquer coisa que você queira por lá", disse Abrams, que dirigiu "Star Wars: O Despertar da Força".

"Se você é alguém que se sente ameaçado por mulheres e precisa descontar sua raiva nelas, então você encontrará um inimigo em 'Star Wars'. Essas pessoas podem assistir ao primeiro filme, "Uma Nova Esperança", e dizer que a Leia era muito respondona ou que era muito durona. Alguém que quer encontrar um problema em algo vai encontrar. Parece que a internet foi feita para isso", concluiu.

O Episódio IX, ainda sem nome definido, será dirigido por J.J. Abrams e está com estreia prevista para o dia 19 de dezembro de 2019. Antes disso, em 24 de maio de 2018, chega aos cinemas o spin-off "Han Solo: Uma História Star Wars".

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