Futuras mamães devem se preocupar com a alimentação correta do bebê (Foto: Divulgação/Pixabay)

Saúde

“Como será que vai ser o rostinho dele? Será que vai parecer mais com o pai ou com a mãe? Não vejo a hora de nascer para esta dor acabar.” Estas são frases que começam junto com a gravidez e tomam um espaço ainda maior dentro da cabeça das futuras mamães por cerca de 40 semanas.

Cada mãe tem uma reação diferente e cada gravidez é única. De acordo com algumas mães, conforme a gravidez evolui a ansiedade cresce junto. “No meu caso ainda não caiu a ficha, a não ser quando o bebê mexe. Aí dá uma ansiedade infinita”, contou a professora Camila Galter, que espera por duas meninas gêmeas: Helena e Heloísa.

Danielle Rodrigues Pereira também espera o primeiro filho, Jorge.  “É um poder que não consigo explicar, um sentimento de sou capaz, sou mulher”, relatou a futura mãe. Já Cristiane Pires Muniz espera a primeira filha, mas já é mãe do menino Enzo, de quase dois anos. “Desta vez, é uma menina, então, é diferente. Estive sempre acostumada com menino”, contou. 

Segundo a obstetra Débora Oria, nestes momentos finais, dois fatores são importantes. “É preciso pensar no parto e na amamentação. O aleitamento correto é uma informação que as mães sempre deixam escapar”, alertou.  

 Clara Galter

“Foi num exame de rotina, num ultrassom, que descobri que estava grávida. A surpresa aumentou uma semana depois, quando soube que são gêmeas. Estou com meu marido há 16 anos, foi meu primeiro namorado, ele também é pura ansiedade.”

 Danielle Rodigues

“Tudo acaba sendo muito novo. Os sentimentos, medos, alegrias a cada chutinho, a cada ultrassom. Os hormônios não ajudam muito nesta fase. É tudo muito mágico e incrível. A vontade de ter ele nos braços com saúde é maior que tudo.”

 Cristina Pires Muniz

“Esta é minha segunda gravidez. Desta vez é uma menina e está sendo uma gestação totalmente diferente da primeira, com muito mais dores. Não vejo a hora de nascer. O meu filho parece muito com meu marido, mas quem sabe a menina não pareça mais comigo.”

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Tenista teve problemas após dar à luz (Foto: Reprodução/ Facebook)

Esporte

A tenista norte-americana Serena Williams escreveu uma coluna para o site da emissora CNN sobre as dificuldades que teve no pós-parto da sua filha Alexis Olympia, que nasceu em setembro de 2017. Segundo Serena, ela teve uma gravidez tranquila, mas quando estava em trabalho de parto teve que fazer uma cesárea de emergência quando os batimentos cardíacos da sua filha caíram drasticamente.

Ela conta que aí começaram as complicações. Cerca de 24 horas após o parto, Serena foi diagnosticada com embolia pulmonar, que é quando um coágulo de sangue se aloja no pulmão, problema que ela já havia enfrentado anteriormente. A tosse recorrente por causa da embolia fez com que os pontos da cesárea dela estourassem e, por isso, foi necessária uma nova cirurgia para fechar o corte. Ela então fez uma segunda cirurgia para prevenir a formação de novos coágulos pulmonares e teve de ficar seis semanas de repouso para evitar que seu sangue ficasse grosso.

A tenista aproveitou a coluna para falar que ela é uma afortunada porque teve direito aos melhores médicos e hospitais, mas que mulheres negras nos Estados Unidos têm três vezes mais chances de morrer por conta de complicações no parto do que outras mulheres. Também mostrou um dado da Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que mostra que 2,6 milhões de recém-nascidos morrem anualmente no planeta logo após o parto, e 80% dessas mortes poderiam ser prevenidas.

Serena pediu para que as pessoas façam doações para entidades que protegem mães e recém-nascidos e pressionem os governos locais para que criem condições melhores para que mulheres possam dar à luz de forma digna, assegurando que os bebês não morram precocemente.

Mãe é sinônimo de amor (Foto: Anya Colman/FEAES/Fotos Públicas)

Opinião

No próximo domingo, dia 13 de maio, vamos celebrar o Dia das Mães em todo o Brasil. Além das comemorações e das festividades tradicionais, a data é um momento extremamente importante para lembrar e fazer uma reflexão a respeito daquela que é a pessoa mais importante na vida de cada um de nós e o seu papel em nossa sociedade.


Sou do tempo em que tínhamos a sagrada virtude de pedir a bênção da mãe ao acordar e à noite, antes de dormir. Um costume que, infelizmente, vem perdendo o seu espaço em nossa sociedade, principalmente em razão dos modismos culturais de hoje em dia e do relativismo moral, que a todo momento tenta banalizar a família brasileira.


Todavia, o amor materno é muito superior às ciladas que nos cercam a todo instante. E neste domingo novamente teremos a oportunidade de declarar e sacramentar o nosso amor pelas nossas mamães. A família é a célula fundamental da nossa sociedade, e a mãe é um dos pilares da nossa existência. Sem ela não há vida, não há sociedade, não há amor verdadeiro sobre a terra.


A presença da mãe no seio das famílias, no centro da nossa sociedade, sempre foi e sempre será a maior demonstração do amor de Deus em nossa existência. Muitas são mães e pais ao mesmo tempo, trabalhadoras, guerreiras, esteio das famílias, exemplo de luta e de vitórias. Mãe é doação, o princípio de tudo, a expressão máxima do amor no mundo. Um sacrário de sabedoria onde o afeto e o perdão são onipresentes. Nesta data especial, abrace forte aquela que lhe deu a vida. Lembre-se de que o seu carinho, respeito e reconhecimento valem muito mais que mil presentes.


Ser mãe é uma das maiores dádivas que Deus também me concedeu ao me presentear com três maravilhosos filhos, Rodrigo, Diogo e Stephanie. Com isso, posso, com propriedade, afirmar que, desde a Criação, o amor materno permanece como a grande força que nos conduz e que nos ilumina com o seu exemplo, carinho e dedicação.


Deixo aqui registrado o meu mais profundo respeito, carinho e admiração às nossas queridas mamães. Desejo a todas um feliz Dia das Mães, sob as bênçãos e a proteção de Deus, sempre.

*Célia Leão é deputada estadual pelo PSDB/SP

Mãe afirma que poderá visitar filha quando quiser (Foto: Arquivo pessoal)

Mundo

A menina Gabriella Boutros, 13, sequestrada em 2010 pelo próprio pai e levada ao Líbano, decidiu ficar no país asiático. A mãe, Claudia Dias de Carvalho Boutros, 39, ganhou, no ano passado, na Justiça a guarda da garota.

Em entrevista ao G1, ela disse que Gabriella só quer vir ao Brasil quando terminar os estudos. “Ficou acertado que minha filha passará as férias escolares comigo e depois retornará ao Líbano”, contou.

Desde 28 de dezembro, elas passaram por um processo de readaptação, já que ficaram distantes por sete anos. A menina fala árabe e inglês, o que dificulta a comunicação com a mãe. De acordo com Claudia, ela pode ir visitar Gabriella quando quiser.

Em 2010, o pai, Pedro Boutros, 42, se separou da mãe da menina, quando perdeu na Justiça a guarda da garota. Ele fugiu com Gabriella no mesmo ano e passou a ser procurado pela Interpol, mas o Líbano não é signatário da Convenção de Haia, o que impediu a prisão do homem e a repatriação da menina.

Em outubro de 2017, a Corte de Trípoli atendeu ao pedido feito pela defesa de Claudia e reconheceu que ela deveria ter a guarda de Gabriella. Ela viajou ao Líbano e ficou dois meses com a garota.

Mãe da apresentadora sofria com Mal de Parkinson (Foto: Reprodução/Instagram)

Fora dos Trilhos

A mãe da apresentadora Xuxa Meneghel, Alda, morreu nesta terça-feira, 8, aos 81 anos. Ela sofria do Mal de Parkinson há pelo menos 10 anos. A informação foi confirmada pela assessoria da apresentadora.

Xuxa vinha compartilhando mensagens no Instagram com os fãs, pedindo energias positivas para a mãe. Alda lutava contra o Parkinson em estágio avançado e, em 2016 sofreu dois Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

Os fãs da apresentadora estão prestando solidariedade à Rainha dos Baixinhos nas redes sociais. No Twitter e no Instagram, diversas pessoas enviaram mensagens de força para a apresentadora, que vinha levando ao público o estado de saúde delicado da mãe. "Se pudesse, daria alguns anos da minha vida para vê-la sem dor", disse Xuxa em um vídeo postado em seu Instagram no início deste ano.

Movimento #VoltaPinheiros quer conversar com autoridades (Foto: Guilherme Lara/A2 Fotografia/Fotos Públicas)

Cidade

Dois emojis infláveis simulando a escremento boiando no Rio Pinheiros chamaram a atenção das pessoas que passaram pela Marginal na última terça-feira, 6.  A iniciativa foi do movimento #VoltaPinheiros, liderado pelo publicitário Marcelo Reis. Segundo ele, a ideia surgiu durante uma viagem a Nova York e a ação foi feita na madrugada “para o dia clarear com a surpresa”. 

A intenção de Reis era chamar a intenção das autoridades para a situação do rio. Apesar da poluição e do odor nas águas do Pinheiros, o publicitário disse acreditar que ele possa ser navegável em três anos. 

“Falar que rio pode ser limpo a ponto de ficar sem cheiro e navegável em três anos é uma realidade. Por isso, acreditamos na criação de comitê gestor formado pelas autoridades responsáveis, ambientalistas, engenheiros, ONGs, empresas privadas, cientistas, universidades, afim de elaborar um projeto, com reuniões mensais e com informações abertas na internet, para que dê início a revitalização do rio”, afirmou Reis. 

Questionada pela reportagem sobre a possibilidade de o Pinheiros ser navegável em 2021, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), responsável pelo rio, declarou que criou um Grupo de Trabalho com a finalidade de propor alternativas para a despoluição do Rio Pinheiros.

"Foram testadas tecnologias capazes de promover melhoria da qualidade do rio. Seis tecnologias obtiveram resultados positivos, melhorando o nível de oxigênio nas águas e reduzindo substancialmente o odor. Devido à crise econômica, atualmente, está sendo estudada uma forma de viabilizar o projeto com a participação da iniciativa privada", respondeu a Emae. 

"Paralelamente, a Sabesp tem investindo na ampliação da coleta e tratamento de esgoto por meio do Projeto Tietê. Na região do Morumbi, já foram instalados os interceptores, margeando o rio Pinheiros, que enviam o esgoto para tratamento, evitando que o mesmo chegue ao rio", continuou. 

"Também faz parte da manutenção do Rio, o trabalho de desassoreamento realizado pela Emae. Somente em 2017, foram retirados 115 mil metros cúbicos de material assoreado. Esse trabalho é fundamental para que não haja acúmulo de sedimentos, contribuindo pra a fluidez da água e evitando transbordamentos", concluiu a empresa, sem deixar claro se o prazo estipulado por Reis é plausível. 

Repercussão

O ato de colocar os infláveis em forma de cocô no Rio teve muita repercussão entre os internautas. “Durante uma viagem a Nova York me deparei com diversas instalações pela cidade. Nem sempre protesto, mas obras de arte e provocações a reflexão. Isso ficou muito vivo na minha mente. E quando pensamos em alguma ação de mobilização social que tivesse impacto para as pessoas e que pudesse ser compartilhada pelas redes sociais, nenhuma imagem é melhor do que o emoji de cocô, que já está na cultura digital. Trouxemos ele para o rio e as pessoas o levaram para as redes”, explicou Reis.

Além dos cocôs, o movimento também expôs uma faixa na ponte Cidade Jardim, pedindo para o governador Geraldo Alckmin dar atenção à limpeza do rio.

No entanto, apesar da visibilidade das ações, nenhuma autoridade procurou o #VoltaPinheiros para comentar o protesto. “Não tivemos retorno nem procura de nenhuma autoridade após os infláveis. Mas conseguimos a atenção da população, que é de enorme importância para que consigamos pressionar ainda mais os políticos e autoridades responsáveis”, destacou Reis. 

Inclusive, ele acredita que, por ser um ano eleitoral, será mais difícil alguém se manifestar. “Estão se omitindo, mas é exatamente nesse momento que eles deveriam abraçar esta causa tão importante para São Paulo”, argumentou.

Não é a primeira vez que o movimento protesta contra a situação do Pinheiros. No mês passado, a ação foi enviar cerca de 50 kits para a Câmara Municipal, Prefeitura e ao Governo.

O kit tinha uma almofada de emoji de cocô e uma mensagem: “Esta almofada é um confortável presente para quem consegue dormir com o Rio Pinheiros desse jeito.”

Depois da provocação, o movimento conseguiu se reunir com autoridades da Sabesp, da Emae, Prefeituras Regionais e vereadores. Doria e Alckmin, no entanto, nada falaram sobre o assunto.

 

Bailarina afirma que está ansiosa para retornar ao trabalho (Foto: Neto Soares / MF Press Global)

Fora dos Trilhos

A bailarina Ivi Pizzott, do "Domingão do Faustão", fez seu primeiro ensaio fotográfico após o nascimento de sua filha Kali, fruto do relacionamento com o ator Luís Navarro, que, recentemente, participou da novela "Pega Pega", na Globo.

Exibindo uma ótima forma, mesmo dando à luz há apenas um mês, Ivi recusou o uso de Photoshop para melhorar a aparência. "Foi o meu primeiro ensaio depois da gravidez, um mês pós-parto, e não quis usar Photoshop e nenhuma edição", destacou. 

"Quero mostrar como estou, de verdade, sem mascarar nada. Mostrar a maternidade real", exaltou a bailarina.

Ivi declarou que agora pode dar uma atenção maior ao seu corpo. Porém, a prioridade é a bebê. Ela ainda admitiu que está ansiosa para voltar ao palco do programa dominical na Globo. 

"Agora já posso cuidar do corpo pois saí do resguardo, mas as prioridades mudam. Vou cuidar dela sempre em primeiro lugar. Não vou negar que estou ansiosa para voltar ao trabalho, mas agora penso mais em ter saúde do que ter corpão. Até porque ainda não posso fazer dietas pois estou amamentando", finalizou a bailarina que está de licença do "Domingão do Faustão".

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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Juntos, os hospitais filantrópicos, como é o caso das santas casas, acumulam uma dívida de R$ 21 bilhões (Foto: Edson Lopes Jr/ (Arquivo) – A2 Comunicações/Fotos Públicas)

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