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Sex, Nov

A ministra Cármen Lúcia decidiu que os dois habeas corpus serão julgados na próxima sessão plenária da Suprema Corte (Foto: Reprodução/Facebook)

Política

A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, decidiu nesta sexta-feira, 6, marcar para a próxima sessão plenária, agendada para quarta-feira, 11, o julgamento de dois habeas corpus, do ex-ministro Antônio Palocci e do deputado Paulo Maluf (PP-SP). Neste mesmo dia, o ministro Marco Aurélio Mello pretende apresentar no colegiado a liminar do PEN/Patriota contra prisão após condenação em segunda instância.

Marco Aurélio disse nesta sexta que as especulações de que Cármen Lúcia teria inserido os processos na pauta para impedir o julgamento da liminar é “fazer intriga” e colocar um ministro contra o outro. "Isso não é bom, é ruim para a instituição do Supremo", disse. Para Marco Aurélio, o momento é de “baixar a temperatura”, referindo-se aos momentos tensos e de pressão pelos quais passou a Corte nas últimas semanas.

O ministro também disse que a decisão de Cármen Lúcia não altera sua intenção de apresentar a liminar em mesa na quarta-feira. “Habeas corpus de pessoas presas têm prioridade de julgamento. Levarei o requerimento ao plenário para que decida o que será julgado antes”, disse o ministro. Auxiliares de Cármen Lúcia destacaram que habeas corpus tem prioridade.

O requerimento do PEN foi feito na quinta-feira, 5, na manhã seguinte ao julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no STF. O pedido é para que a Corte defina a execução provisória de pena, como a prisão, só após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Caso Palocci x Caso Maluf

O pedido do ex-ministro Antonio Palocci que será analisado no plenário é para acabar com sua prisão preventiva. Palocci está preso em Curitiba desde setembro de 2016, quando foi alvo da 35a fase da Lava Jato, a Operação Omertà. Entre os argumentos da defesa está o longo tempo da prisão preventiva, decretada nove meses antes da condenação. O caso ainda não foi julgado em segunda instância.

No caso de Maluf, dois processos serão analisados. Um deles é o habeas corpus em que o ministro Dias Toffoli, na semana passada, autorizou liminarmente a transferência do deputado, de 86 anos, da ala de idosos do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para prisão domiciliar, em São Paulo. O plenário do STF vai decidir definitivamente sobre a situação.

Os embargos infringentes na ação penal em que o ministro Edson Fachin decretou, em dezembro, a prisão de Maluf é o outro item previsto na pauta. O deputado foi condenado pelo crime de lavagem de dinheiro em sete anos, nove meses e dez dias de prisão.

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Medida não é uma cassação definitiva do mandato de Paulo Maluf (Foto: Marcelo Camargo/ABR)

Política

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comunicou nesta segunda-feira (19) o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, sobre o afastamento do deputado Paulo Maluf (PP-SP) da função. A Câmara convocará, agora, o suplente Junji Abe (PSD-SP) para a vaga. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

No ofício, Maia diz que, transitado em julgado (esgotados todos os recursos) o caso de Maluf, o exercício da função parlamentar fica inviabilizado por prazo superior a 120 dias. A medida não é a cassação efetiva do mandato de Maluf, já que a perda do mandato será tema de reunião da Mesa Diretora da Casa.

Maluf foi condenado a 7 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial fechado pelo crime de lavagem de dinheiro. Ele está preso desde dezembro. Aos 86 anos, o deputado terá de pagar o equivalente a 248 dias-multa, aumentada em três vezes.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa Maluf, disse não ter sido informado sobre o afastamento. "O que fui comunicado pessoalmente pelo presidente Rodrigo Maia é que o deputado seria intimado para apresentar sua defesa", afirmou o advogado do ex-prefeito. 

Confusão ocorreu na Av. Giovanni Gronchi (Foto: Reprodução/Twitter)

Esporte

Cinquenta integrantes da torcida organizada Independente foram presos durante o empate por 0 a 0 entre São Paulo e Ferroviária, neste domingo. De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, torcedores brigaram entre si na Av. Giovanni Gronchi, no bairro do Morumbi, zona sul da Capital. A confusão aconteceu enquanto a bola rolava no primeiro tempo da partida válida pela nona rodada do Campeonato Paulista. 
 
Ainda segundo a publicação, uns torcedores eram da Independente de Campinas e outros eram de São Paulo. Os são-paulinos envolvidos na confusão possuíam pedaços de madeira, fogos de artifício e pedras. Tudo escondido em instrumentos musicais. Alguns ficaram feridos, mas nenhum gravemete. 
 
São Paulo briga reprodução Twitter
 
PM prende torcedores no bairro do Morumbi (Foto: Reprodução/Twitter)
 
Pressionado, Dorival se explica
 
Após o terceiro tropeço consecutivo no Campeonato Paulista - derrota para Santos e Ituano e empate diante da Ferroviária -, o técnico Dorival Junior afirmou que continua no cargo e que, em nenhum momento a sua permanência foi discutida com os dirigentes do São Paulo.
 

"Sou o treinador do São Paulo, sou responsável pelos resultados e pelo momento da equipe. Estou trabalhando muito para reverter o quadro. Vocês estão vendo uma equipe que cria e penetra na defesa adversária. Tem trabalho em tudo isso. Estamos procurando, em algum momento acredito que as coisas vão acontecer", afirmou o técnico.

Apesar disso, Dorival Junior admitiu que existe uma pressão enorme por resultados. "O limite para um treinador no Brasil, infelizmente, são só três meses. Você não tem como avaliar o trabalho em menos de um ano. Parece até que é prazeroso você ver uma mudança de treinador", discursou.

"Em cima da cultura do futebol brasileiro, eu já teria saído. Duas derrotas já são suficientes para queimar qualquer profissional. Confio na diretoria em tudo o que vem sendo falado As pessoas estão avaliando o meu trabalho. As coisas mudaram bastante desde que cheguei. Hoje temos uma equipe confiável", completou Dorival Junior.

O próximo compromisso será contra o CRB, nesta quarta-feira 28,, novamente em casa, no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. A diretoria não se posicionou publicamente sobre o treinador depois do empate contra a Ferroviária. Antes da partida, o coordenador de futebol, Ricardo Rocha, garantiu Dorival Junior, independentemente do resultado.

Decisão foi informada pelo Pentágono, mas não tem apoio de conservadores, entre eles, o presidente Donald Trump (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

O Exército norte-americano recebeu um soldado (recruta) transgênero. É o primeiro caso desde que um tribunal federal decidiu que a instituição teria de aceitar pessoas declaradamente transgênero, no final do ano passado. A informação foi repassada nesta segunda, 26, pelo Pentágono.

A decisão judicial determinou que a partir do primeiro dia deste ano, o exército americano deveria receber pessoas abertamente transgênero. O comunicado do Pentágono diz que a partir do dia 23 de janeiro de 2018, um indíviduo transgênero passou a servir o Exército dos Estados Unidos.

Em julho do ano passado, Trump decidiu proibir o ingresso de transgênero no Exército do país, decisão apoiada pelos conservadores republicanos, sobretudo o vice-presidente Mike Pence. A administração de Barack Obama havia decidido acolher pessoas transgênero nas atividades militares do país.

A decisão foi contestada e diferentes tribunais consideraram que a medida adotada por Trump era ilegal por não seguir o preceito constitucional da proteção da igualdade perante a lei.

STF pode afastar até 24 prefeitos, segundo Lewandowski (Foto: Elza Fiúza/ABR)

Nacional

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve  a decisão da própria Corte que validou, em outubro do ano passado, a aplicação retroativa da Lei da Ficha Limpa, norma que entrou em vigor em 2010 para barrar a candidatura de condenados por órgãos colegiados.

Na ocasião, por 6 votos a 5, a Corte foi favorável à inelegibilidade por oito anos de condenados antes da publicação da lei. O entendimento que prevaleceu é no sentido de que é no momento do registro da candidatura na Justiça Eleitoral que se verificam os critérios da elegibilidade do candidato. Dessa forma, quem foi condenado por abuso político e econômico, mesmo que anterior à lei, antes de 2010, está inelegível por oito anos e não poderá participar das eleições de 2018.

O caso voltou à tona na sessão da tarde desta quinta-feira, 1º, a partir de um pedido do relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, para modular o resultado do julgamento de modo que os efeitos da decisão valham somente para as eleições de outubro, não atingindo eleições anteriores. Segundo o ministro, o julgamento da Corte provocará, ainda neste ano, o afastamento de pelo menos 24 prefeitos e um número incontável de vereadores em todo o país. Políticos nesta situação conseguiram se eleger e tomar posse com base em liminares que liberaram suas candidaturas.

Apesar da preocupação de Lewandowski, os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Marco Aurélio e a presidente, Cármen Lúcia, votaram contra a medida por entenderem que a modulação não seria cabível, porque, nas eleições de outubro, os candidatos que já cumpriram oito anos de inelegibilidade, ao serem condenados antes de 2010, não serão mais atingidos pela decisão da Corte. Além disso, a modulação do julgamento seria uma forma de mudar o placar.

Os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Celso de Mello seguiram o entendimento de Lewandowski e também foram vencidos.

Treinador ressalta que ainda sente "fome de títulos" (Foto; Reprodução/Facebook)

Futebol

O técnico Renato Gaúcho celebrou a conquista do título da Recopa Sul-Americana, assegurado pelo Grêmio na noite de quarta-feira, quando o time superou o Independiente na disputa de pênaltis, após empate por 0 a 0. Campeão pela terceira vez em pouco mais de um ano - também levou a Copa do Brasil no fim de 2016 e a Copa Libertadores em 2017 -, o treinador exaltou o elenco da equipe gaúcha, que está fazendo história, e brincou: “Estou cansado de dar volta olímpica”

"São 18 meses e três títulos. Isso é muita coisa. A cada três, quatro meses, este grupo entra na história do clube. História só faz quem é campeão. Eles nunca me deram problema, é um grupo merecedor por tudo que faz no dia a dia. Aprenderam a gostar de ganhar", afirmou Renato.

Posteriormente, o treinador garantiu seguir com fome de títulos, para ampliar os seus feitos na história gremista. "Eu quero aumentar o meu currículo, meu nome na história do clube, ganhando títulos. Eu sempre almejo mais. Na nossa próxima partida, temos que buscar a vitória, a classificação e depois o título do Gauchão A semana que vem tem Libertadores. Temos um grupo bom", comentou.

Após empate por 1 a 1 na Argentina, o Grêmio não conseguiu furar o bloqueio defensivo do adversário em Porto Alegre, não saindo do 0 a 0 na noite de quarta. Renato assegurou que não estava preocupado para a disputa de pênaltis, pois o time se preparou para a situação e ele já contava com a participação decisiva de Marcelo Grohe, que defendeu um pênalti.

"O mais importante foi que desde domingo, a equipe treinou pênaltis. Treinamos na segunda, na terça também. Eles treinaram e bateram bem. Quanto aos pênaltis, eu estava tranquilo. Eles iam bater bem e acima, de tudo, tínhamos o Marcelo. Eu falei para eles que ele ia segurar pelo menos um. Foi o que aconteceu", disse.

Em busca da recuperação no Campeonato Gaúcho, torneio em que está na última posição, o Grêmio voltará a jogar no sábado, quando atuará novamente em casa, diante do Novo Hamburgo.

 

Opção por cabelos curtos cresceu em 20% e representa sensualidade (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Foi-se o “tempo da ditadura” ou a ideia de que homens preferem cabelos longos. De acordo com Cristina Cairo, especialista em linguagem corporal, mulheres que adotam fios curtinhos são mais assertivas nas relações amorosas. “Elas costumam comandar o relacionamento e isso é uma atitude sensual para o sexo oposto. Quem não tem medo de modismos e ostenta personalidade geralmente não tem mais paciência para os joguinhos típicos da conquista”, fala Cristina. 

O visagista Robson Trindade afirma que há um aumento significativo de pedidos pelos práticos e curtinhos. “Posso dizer que, de um ano pra cá, mais de 20% das mulheres experimentaram encurtar os fios, ou seja, essa é uma tendência em crescimento”, explica.  Ainda de acordo com uma pesquisa feita pelo Pinterest, a tendência engloba as mudanças radicais. Segundo os dados, enquanto a procura por looks com cortes bob cresceu 20% nos últimos seis meses de 2017, os pixies mais radicais e outros curtinhos mais suaves tiveram um aumento de mais de 60%. 

Corte revela independência feminina

De forma instintiva, o homem que decide se unir a uma companheira de cabelos curtos está em busca de uma mulher independente, mesmo que isso mexa um pouco com a sua autoconfiança. “É claro que prevalece o homem no comando, como nos velhos tempos, mas o desafio de domar uma fera a seu lado e conquistá-la no dia a dia também mexe com a libido masculina”, diz Cristina.

Para Trindade, é preciso ter cautela. “É necessário avaliar o tipo de rosto da mulher e levar em conta sua rotina, para que o corte curto não se torne um problema para ela e, sim, seja um aliado. A maioria das pessoas acha que os cabelos curtos dão menos trabalho que os longos, mas isso não é verdade. Para manter o curto impecável, é preciso técnica, produtos e manutenção”, aponta.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião

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