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Ter, Out

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

Opinião

A trabalhadora gestante possui hoje ampla proteção da lei em relação à sua condição. E decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou que a empregada grávida possui direito à estabilidade no trabalho, mesmo no caso de a gravidez não ter sido comunicada ao trabalhador. A decisão seguiu a lógica dos constituintes, que criaram o direito à estabilidade da gestante em 1988. A decisão foi dada pela Suprema Corte ao avaliar e deferir pedido de indenização contra empresa q ...

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo mei ...

Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Confesso que essa batalha do #elenão e #elesim algumas vezes me deixa confuso. Afinal, quem é o seu “ele não”? Ou o “ele sim”? Parece que as pessoas têm medo de falar esse nome que supostamente não pode ser dito. Vejo um enorme questionamento sobre machismo. Geralmente, quem fala isso é uma mulher. Vi, inclusive, a vice do Haddad criticando o machismo e em uma certa frase ela usou a palavra feminismo três vezes. Eu fico confuso: o machismo é proibido, errado, questionado, uma co ...

Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

Opinião

Bolsonaro nada de braçada no Estado de São Paulo onde, segundo a última sondagem do instituto Paraná Pesquisas tem quase 70% das intenções de voto do eleitorado local. Daí não ser surpresa o fato de tanto João Doria (PSDB) quanto Márcio França (PSB) desejarem e precisarem dos votos dos correligionários do capitão reformado para vencer a disputa ao Palácio dos Bandeirantes. França até que saiu na frente nesta disputa particular, ao obter de primeiro momento o apoio do futuro sena ...

A Carta Magna de 1988 foi denominada por Ulysses Guimarães de Constituição Cidadã (Foto: Célio Azevedo/Fotos Públicas)

Opinião

Em meio ao processo de redemocratização, após 21 anos de ditadura militar, em 27 de novembro de 1985 foi editado o ato político que determinou a convocação da Assembléia Nacional Constituinte para a edição da nova Constituição Brasileira. O trabalho da constituinte não foi fácil. Além das distintas posições políticas, os constituintes sofreram pressões de diversos grupos que intentavam implantar no texto constitucional regras que beneficiassem seus seguimentos. Após a superaç ...

Joice Hasselmann, do PSL, foi a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução/Facebook)

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Caiu de novo o número de deputados federais eleitos com votos próprios. Se na eleição de 2010 foram 36 parlamentares, em 2014 foram 35 e, no pleito deste ano, só 27 dos 513 deputados ungidos nas urnas poderão bater no peito e dizer que não precisaram diretamente do voto na legenda para chegar a Brasília. Cinco deles conseguiram a façanha com o beneplácito do eleitor paulista. Do Estado de São Paulo saiu o campeão nacional de votos, o ex-escrivão da Polícia Federal Eduardo Bolsonaro ...

Registro do fato promove um círculo virtuoso e as ações se tornam mais eficazes (Foto: Jaelson Lucas/Fotos Públicas)

Opinião

Em todas as ocasiões em que uma pessoa se torna vítima de um crime, tal fato deve ser levado ao conhecimento das autoridades competentes. Estas elaborarão o registro do ocorrido e, a partir de então, serão iniciadas as investigações necessárias à elucidação da ocorrência e punição de seus autores. Ocorre que, por vezes, existe um grande desinteresse em registrar o episódio, isto por diversas razões. Entretanto, talvez o principal motivo que faz com que isso ocorra seja a descren ...

Presidente eleito precisará de acordo com vários partidos para ter governabilidade (Fotos: Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Um dos problemas do nosso sistema político é o alto número de partidos. O chamado presidencialismo de coalizão tornou quase obrigatória a prática do toma lá, dá cá. Os governos eleitos acabam se submetendo às chantagens dos partidos para garantir a maioria no Congresso e a governabilidade. Neste segundo turno, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disputam a preferência dos eleitores para chefiar o Executivo nacional pelos próxi ...

Abrir as portas da prisão é escancarar ainda mais a impunidade no País (Foto: Lúcio Adolfo/Boa Esporte/Fotos Públicas)

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No meio do turbilhão das eleições, uma notícia passou despercebida por grande parte dos brasileiros: a possibilidade de o ex-goleiro Bruno adquirir o direito ao regime semiaberto já no próximo dia 13. Apesar de condenado a cerca de 20 anos de prisão, ele não deve cumprir nem metade disso na cadeia. O mesmo, inclusive, deve ocorrer em breve com outro assassino que ajudei a condenar, neste caso por matar a advogada Mércia Nakashima, em maio de 2010. Infelizmente, este é o nosso Brasil. E ...

Doria quer colar em França a pecha de comunista. E França o chama de sem palavra (Fotos GOVSP/Fotos Públicas e Reprodução/Twitter/Fotos Públicas)

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A campanha eleitoral ao governo estadual deve elevar ainda mais a temperatura com a disputa entre João Doria e Márcio França. O embate dos dois já saiu do terreno político e passou para o âmbito pessoal, com estocadas dos dois lados. Decerto, o tucano quer manter a dianteira conquistada no último domingo, quando pôs uma frente de mais de 2 milhões de votos sobre o pessebista. Já França vem se preparando para virar o jogo e disputar palmo a palmo a preferência dos mais de 33 milhões ...

Clima da eleição deve continuar hostil entre os apoiadores do Bolsonaro e do PT no segundo turno (Fotos: Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Meu pai, que sabia quando ia chover só em olhar para a formação de nuvens no nascente e no poente, dizia: “Quando o vento vem numa direção, ninguém desvia seu rumo”. Costumei aplicar a pequena lição à política. Quando o vento corre na direção de um candidato, não há barreira que o detenha. Torna-se ele “a bola da vez”, o cara que tende a chegar ao pódio antes dos outros. E, aproveitando mais um ditado popular, a corrida do vento até se acelera quando alguém “cutuca a o ...

Câmara está mais fragmentada, mas Bolsonaro já conta com 300 deputados (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Fotos Públicas)

Opinião

Se até antes da votação do primeiro turno um dos pontos fracos de Jair Bolsonaro era o desafio da governabilidade, aparentemente, a julgar pelos números e pela nova configuração do Congresso Nacional, isso já não será um problema. Só o PSL, partido do capitão reformado, assegurou 10% das cadeiras da Câmara (52 das 513 vagas) e 5% das do Senado (quatro de 81). Embora o resultado seja relevante para uma legenda que elegeu apenas um parlamentar em 2014, é pouco para garantir a aprova ...

Votar em um deputado estadual é tão importante como votar para governador e presidente (Foto: Rovena Rosa/ABR/Fotos Públicas)

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Se é difícil escolher candidato a presidente ou a governador, muito mais complicado ainda é ter a certeza de que nome ou número marcar na urna para o cargo de deputado estadual. E não que a função não seja importante, uma vez que estes parlamentares serão os responsáveis por legislar e fiscalizar as ações do futuro chefe do Executivo estadual. No entanto, enquanto são apenas 12 opções para o cargo de governador, existem 2.174 concorrentes à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), representando as 35 siglas partidárias, de Bebe da Pipoca a Jazze do Café, de Bazelau a Chiclete. Nesta lista enorme, também é possível escolher conforme a profissão, entre professores, advogados, engenheiros e até um chef. Só entre concorrentes militares, dá para fazer a escolha de quase todas as patentes: são sete coronéis, três tenentes, seis majores, cinco capitães, 14 sargentos, 15 cabos e um soldado, indicativo de quanto a questão da segurança pública tem dado a tônica neste caminho para as urnas. Para todos eles estão reservadas 94 vagas, em que, por conta do sistema proporcional de lista aberta, nem sempre os mais bem votados conseguem sua cadeira. Para acentuar as dificuldades de se fazer notar dos postulantes a deputado estadual, não existem pesquisas de intenção de voto para o cargo e nem é dado espaço na cobertura da mídia tradicional. Daí travarem uma briga de foice para passarem neste difícil vestibular eleitoral. Mas vale dizer que estes parlamentares são fundamentais na administração estadual e não se pode brincar na hora de fazer esta opção. A escolha de uma assembleia de qualidade, vigilante, zelosa da coisa pública e conectada às demandas de quem representa é tão ou mais importante do que a do próprio governador. Mas, na prática, a ela é dada pouca relevância, o que é prejudicial para o próprio cidadão. Afinal, não faltam exemplos de eleitores que, a caminho do local de votação, pega de última hora um santinho eleitoral perdido pela calçada e faz sua escolha de forma acrítica. Daí não ser surpresa a falta de lembrança em quem se votou na última eleição e as reclamações para com aqueles que foram escolhidos. Mas, se o emprego é bom, o salário é ótimo e o patrão é o eleitor, vale a pena adotar critérios mais rígidos para esta seleção. Ainda dá tempo!

Ex-prefeito de São Paulo corre o risco de não ir para o segundo turno (Foto: Divulgação/Secom)

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Desde o início da disputa pelo governo de São Paulo, o ex-prefeito João Doria despontava como favorito na corrida eleitoral. No entanto, a vantagem nunca foi satisfatória a ponto de sugerir uma vitória do tucano. Desde as primeiras pesquisas, após anunciar que trocaria o certo pelo duvidoso, Doria sempre teve no seu encalço a companhia incômoda de outro empresário, Paulo Skaf, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que concorre pela terceira vez seguida ao cargo de governador paulista. Mas, em todas elas, o escolhido do PSDB vinha mantendo dianteira, inclusive nas simulações para o segundo turno.O desgaste resultante da renúncia à Prefeitura de São Paulo naturalmente foi calculado. Mas, aparentemente, o impacto negativo foi além de um simples arranhão na imagem, que tem imposto ao tucano dificuldades para deslanchar. Com isso, a pesquisa de 3 de agosto do Ibope trouxe pela primeira vez o emedebista à frente do ex-prefeito, lugar que, desde então, não mais deixou, como ratificou a última pesquisa deste mesmo instituto (terça-feira, 25). Nesta sondagem, Skaf apareceu com 24%, enquanto Doria, com 22%. Já para o segundo turno, a vantagem do homem da Fiesp avançou de 4% para 8% (39% contra 31%). E para piorar o atual momento de Doria, o tucano ainda assiste à ascensão do deu desafeto pessoal, Márcio França, com quem mantém uma disputa particular pelo capital político do PSDB no Estado de São Paulo e pelo papel de herdeiro de Geraldo Alckmin. O atual governador, que patinava em medíocres 3%, começou a crescer. Hoje, com 12% das intenções de voto, já é percebido no retrovisor de Doria. Desta forma, a presença do peessedebista no segundo turno nunca esteve tão ameaçada, e isso a apenas nove dias das eleições. Assim, o futuro do outrora promissor político, que parecia tão certo, agora não passa de uma incógnita.

Estatal sofre para se recuperar após recursos serem desviados (Foto: Tânia Rêgo/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

O prejuízo da Petrobras por conta dos desmandos de ex-diretores e políticos – que deveriam zelar pela empresa e os interesses do País e também dos seus acionistas – não para de crescer. Ontem, a estatal anunciou que concordou em pagar multa de US$ 853,2 milhões (aproximadamente R$ 3,4 bilhões) para encerrar ação aberta nos Estados Unidos, por conta do esquema de desvios de recursos e manipulação de contabilidade da gigante brasileira em território norte-americano. O acordo foi firmado com o Departamento de Justiça e a Comissão de Valores Imobiliários (SEC, em inglês) daquele país. A isso se soma ainda o valor de outro acordo fechado diretamente com seus acionistas em janeiro deste ano. Nesse processo, a Petrobras se comprometeu a recompensar em US$ 2,95 bilhões (R$ 11,8 bilhões) seus investidores, que se sentiram lesados pelas severas perdas decorrentes do maléfico sistema de corrupção em favor de alguns funcionários, políticos e partidos. “Operaram um esquema maciço de subornos e corrupção”, disse Steven Peikin, codiretor da área de fiscalização da SEC, que analisou a conduta financeira da companhia no período entre 2003 e 2012, que compreende os dois governos Lula e o início do de Dilma Rousseff. Aí vem o presidenciável Fernando Haddad e diz que quer que o jeito Lula de governar volte. Certamente que, se for o jeitinho visto na Petrobras, não há motivo algum para que se deseje este passo atrás, pois ainda vai demorar muito até que a petrolífera nacional retome o brilho de outros tempos. E não tem como negar o papel preponderante do PT neste processo. Enquanto paga pelos erros de uma quadrilha muito bem organizada, a empresa busca reaver parte daquilo que lhe tiraram. E não é pouco: mais de R$ 40 bilhões, referentes a indenizações e multas no âmbito da Lava Jato. Por enquanto, só conseguiu reaver R$ 2,5 bilhões do montante desviado. Ainda assim, a Petrobras de hoje é uma estatal melhor, embora menor, pois se desfez de ativos e reduziu custos. Também foi depurada, tem normas internas que a protegem da corrupção e está mais competitiva, apesar do atual momento econômico e de instabilidade política. Deste jeito, segue a caminho de superar suas feridas e, neste aspecto, volta a ser de novo um exemplo para o Brasil.

Jair Bolsonaro tem avançado, mas precisa ir além se quiser encerrar a disputa no domingo (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas e Cláudio Kbene/Fotos Públicas)

Opinião

O que parecia irreal até alguns meses atrás, já não se apresenta tão impossível: a definição da eleição presidencial ainda em primeiro turno. A possibilidade disso, de fato, acontecer com Jair Bolsonaro ainda é pequena, conforme as últimas pesquisas apontam, mas existe. E, em existindo, não pode ser descartada, ainda mais em um cenário tão polarizado e tão propício a surpresas. De qualquer forma, não é algo rotineiro na jovem democracia brasileira. O único que carrega tal façanha no currículo é Fernando Henrique Cardoso, que, em 1994 e 1998, não deu chances para os adversários e, em uma só rodada, pôs fim ao embate. Depois da pesquisa Ibope de segunda-feira, 1, em que Bolsonaro teve uma alta expressiva – de 27% para 31% e vantagem de 10% frente a Fernando Haddad –, muitos dos seus correligionários apostavam na ampliação da dianteira do deputado federal, o que não se confirmou na sondagem apresentada ontem por este mesmo instituto (32% x 23%). No entanto, a resiliência aos ataques exibida até aqui pelo ex-capitão tem intrigado e deixado sem reação seus principais adversários. Diante de um genuíno “candidato teflon”, em que nada cola, gruda ou adere, os demais concorrentes têm ficado sem arsenal para tentar miná-lo na corrida ao Palácio do Planalto. Do outro lado, Haddad não tem demonstrado o mesmo poder de absorver os golpes, impetrados mais pesadamente especialmente por Geraldo Alckmin. E, organicamente, quando o ex-prefeito de São Paulo recua, Bolsonaro avança. Ainda assim, precisaria avançar muito mais para resolver a questão no primeiro turno. A última pesquisa Ibope para as eleições presidenciais de 2014, por exemplo, dava a Dilma Rousseff 40% das intenções de voto, e 27% para Aécio Neves. Ainda assim, houve segundo turno, cujo resultado foi o mais apertado da história. Uma margem segura seria em torno de 45%, que, em se confirmando nas urnas, daria mais da metade dos votos válidos necessários ao candidato e encerraria a disputa já neste domingo. Possível, é. Provável, não. Ao menos a lógica diz isso, mas, em um cenário de paixões tão exacerbadas, a razão foi a primeira a sair de cena nestas eleições.

Doria quer colar em França a pecha de comunista. E França o chama de sem palavra (Fotos GOVSP/Fotos Públicas e Reprodução/Twitter/Fotos Públicas)

Opinião

A campanha eleitoral ao governo estadual deve elevar ainda mais a temperatura com a disputa entre João Doria e Márcio França. O embate dos dois já saiu do terreno político e passou para o âmbito pessoal, com estocadas dos dois lados. Decerto, o tucano quer manter a dianteira conquistada no último domingo, quando pôs uma frente de mais de 2 milhões de votos sobre o pessebista. Já França vem se preparando para virar o jogo e disputar palmo a palmo a preferência dos mais de 33 milhões de eleitores registrados no Estado de São Paulo. Doria tem tentado surfar na onda Bolsonaro e vem buscando colar sua imagem à do presidenciável do PSL para colher dividendos eleitorais. França reagiu a esta estratégia compartilhando na sua conta no Twitter um vídeo em que, ao ser entrevistado por Marco Antonio Villa, no Jornal da Manhã, da Jovem Pan, o tucano disse rejeitar o apoio do capitão reformado, o considerando um extremista. E, como se isso não bastasse, o próprio Major Olímpio, candidato ao Senado mais bem votado em São Paulo e braço direito de Bolsonaro, desprezou a tentativa de aproximação do empresário com o militar da reserva e anunciou publicamente apoio a França. Pesa ainda contra Doria o fato de não ser unanimidade nem dentro do próprio ninho tucano. Alckmin, o presidente da legenda, já se indispôs com ele e falou duro, chamando enviesadamente o ex-prefeito de “traidor”. E não são poucos os nomes do próprio partido que já assumiram ser partidários do atual governador, mesmo este sendo do PSB. A estratégia de Doria é marcar o adversário como sendo esquerdista, comunista e aliado do PT, se referindo ao rival sempre como “Márcio Cuba”, alusão à ilha caribenha. Já Márcio França, ao mesmo tempo em que tenta colar em Doria a pecha de alguém sem palavra, busca alianças, como a de Paulo Skaf, que no primeiro turno, obteve 4,27 milhões de votos. Oficializada ontem, a parceria pode fazer a balança pender favoravelmente ao pessebista, que, embora desconhecido para a maioria dos paulistas até alguns meses atrás, venceu as adversidades para se impor como candidato, ganhou simpatizantes em pouco espaço de tempo e está em um momento político mais favorável. À Doria resta reagir, usando os remédios apropriados na medida certa. Mas nisso ele tem se atrapalhado

Próximo presidente terá que resolver o problema da previdência (Foto: Marcello Casal Jr./ABR)

Opinião

As eleições para a Presidência da República deste ano têm, como de costume, exposto diversas posições antagônicas divulgadas pelos candidatos a ocupar o posto de maior destaque na sociedade brasileira. São opiniões relacionadas à interferência do Estado na economia do País, nas liberdades individuais de seus habitantes, em como gerir as contas públicas, entre tantos outros temas. Contudo, um assunto tem se mostrado menos alvo de disputa do que poderia se esperar: uma possível reforma da Previdência. Todos candidatos defendem mudanças no sistema previdenciário, o que deve ser um sinal de alerta para o trabalhador e segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ainda não se aposentou. Levantamento divulgado pelo Portal G1 na última semana, com o conteúdo de entrevistas com os assessores econômicos de quatro dos candidatos mais bem colocados nas pesquisas (Fernando Haddad, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Marina Silva – Paulo Guedes não respondeu às perguntas relacionadas a um possível governo de Jair Bolsonaro) expõe pontos em comum sobre o tema. Os candidatos defendem que o sistema relacionado ao serviço público não deve se diferenciar do regime que é imposto ao resto da população. A idade mínima para se aposentar deve voltar à pauta do noticiário e da opinião pública em 2019. Neste quesito, há uma posição favorável por parte de quase todos os candidatos, com exceção da candidatura petista. O assessor de Fernando Haddad afirma que as atuais regras (aposentadoria aos 85/95 anos, com teto que subirá a cada dois anos para chegar até 90/100, a partir de 31 de dezembro de 2026) já resultam em uma idade mínima na prática. Ele não menciona uma possível reforma. Sobre regras diferentes para homens e mulheres, a candidatura de Alckmin se afasta um pouco das demais. Os tucanos não descartam uma idade mínima igual para ambos se aposentarem. O resultado da campanha deste ano está imprevisível e todos têm acompanhado os posicionamentos dos candidatos. Assim, é extremamente importante realizar um planejamento de sua aposentadoria e estar preparado para uma possível mudança em 2019. *João Badari é especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados

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Doria foi em manifestação pró-Bolsonaro no último domingo (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

O candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, acertou em cheio na sua estratégia de se aproximar de Jair Bolsonaro (PSL), utilizando termos como “BolsoDoria” durante a campanha. Esta é a análise de três especialistas no assunto, o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, Philippe Franco Scerb (mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo) e a internacionalista e mestre em Ciências Sociais, Marina Pequeneza de Moraes. “Ele reavaliou sua estratégia e aproveitou-se da polarização que permeia a candidatura à presidência, vinculando sua campanha ao discurso anti-PT”, avaliou Marina. De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Instituto Paraná Pesquisas, o tucano cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Para o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, o ex-prefeito conseguiu vincular sua imagem à de Jair Bolsonaro (PSL), candidato à presidência. “Com isso, ele conquistou muitos votos. O eleitorado de São Paulo já é historicamente contra o PT e o Doria está conseguindo personificar isso com suas ações de marketing”, explicou. Após o primeiro turno das eleições, João Doria tentou se aproximar à imagem de Bolsonaro. A campanha dele criou, por exemplo, o termo “BolsoDoria”, presente até em adesivos distribuídos no Estado. França está ‘travado’, analisa especialista De acordo com o mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, a candidatura de Doria acertou ao vincular sua imagem à de Bolsonaro, forçando com que França tenha que rechaçar, a todo momento, um apoio velado do PT à sua eleição. “O Doria faz um esforço gigantesco para falar que França é um candidato da esquerda. Isso o obriga a discordar e permanecer neste tema durante o programa eleitoral e nos debates”, analisou. Segundo o especialista, ao contrário da corrida presidencial, ainda pode haver uma reviravolta na disputa do Estado. “Os eleitores se concentraram muito no embate entre Bolsonaro e Haddad, deixando França e Doria em segundo plano. Isso pode mudar nesta reta final”, concluiu.

Bolsonaro é visto como um candidato "teflon", pois nada gruda nele (Fotos: Tãnia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Especialistas em Ciência Política acreditam que muito dificilmente a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) poderá ser revertida nos próximos dias, que precedem a eleição presidencial. De acordo com o cientista político Eduardo Grin, professor da FGV EAESP, nada “cola” no candidato preferido dos eleitores – segundo pesquisa do BTF/FSB, ele tem 60% dos votos válidos, contra 40% de Fernando Haddad (PT). “Já teve declaração desastrosa de companheiros políticos, aquela denúncia do pacote do Whatsapp, mas nada parece abalar a candidatura do Bolsonaro”, disse. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro, segundo o levantamento. A margem de erro segue sendo de dois pontos percentuais. O mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, analisou que a imagem “antissistema” do ex-capitão o favorece muito nesta corrida presidencial. “A denúncia de um possível Caixa 2, por exemplo, se tornou motivo de ironia entre o eleitorado”. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. Na intenção de voto estimulada, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois.Votação expressiva pode gerar capital político maior Segundo Grin, a ideia da campanha de Bolsonaro, agora, é de vencer com maior número de votos do que os últimos presidentes eleitos no Brasil. Luís Inácio Lula da Silva (PT) obteve 52,7 milhões de votos (61,27%) em 2002 e 58,2 (60,83%) em 2006. Já Dilma Rousseff (PT) ganhou com 55,7 milhões (56,05%) em 2010 e 54,5 milhões (51,64%) em 2014. “Se obtiver maior percentagem do que Lula em 2002, por exemplo, ele terá um poder político maior para negociar com o Congresso no início do mandato”, explicou o especialista. “Sem dúvidas, uma votação bastante expressiva pode levar Bolsonaro a aprovar sua pauta junto a partidos que nem o apoiaram formalmente”, disse Scerb. “Candidatos com uma base semelhante entendem que seus eleitores querem que aquela agenda seja aprovada e isso gera mais força ao governo”. Ibope e Datafolha também divulgarão pesquisas Hoje será a vez do Ibope divulgar sua segunda pesquisa deste turno das eleições. Em 15 de outubro, Bolsonaro tinha 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. O Datafolha vai publicar levantamento na quinta-feira, 25. No último estudo, os candidatos contavam com o mesmo percentual levantado pelo Ibope.

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

No último domingo, apesar de boa parte da mídia ignorar, por questões de interesse, milhões de pessoas foram às ruas, por vontade própria, num admirável gesto de democracia, apoiar o candidato que, de forma extremamente inovadora, com praticamente custo zero perto do que se gastam com campanhas políticas, lidera as pesquisas. Ao que parece, o povo se desprendeu das garras do quarto poder e democraticamente exige mudança. Se esta será boa ou não, o tempo vai dizer, mas uma coisa é fato: a alternância de poder é saudável em qualquer democracia e por aqui já se passou da hora de mudar. A dita esquerda no Brasil tentou a todo custo um projeto criminoso de poder que, graças à Operação Lava Jato, resultou na prisão de diversos políticos poderosos e apresentou ao Brasil os bastidores sujos e asquerosos da política que desviou trilhões da educação, segurança, saúde, etc... A todo custo tentam ainda agarrar-se ao poder com mentiras, ataques e o velho jogo sujo da política sifilítica. Culpar o aplicativo de mensagem WhatsApp pelas atrocidades que o próprio partido cometeu é tão estúpido e absurdo quanto tentar comparar Bolsonaro com Trump. O norte-americano venceu apenas no colégio eleitoral, mas Bolsonaro pode vir a vencer na maioria absoluta de votos, o que numa democracia é literalmente a voz e o desejo do povo. Se você não enxerga isto, precisa urgente sair da bolha, e se não respeita, está muito próximo do palavrão que costuma xingar os colegas que discordam de você. Trump é bilionário e teve total apoio da máquina do Partido Republicano na campanha. Bolsonaro está em um partido anão e possuía oito segundos na TV. Trump tem as nuances e vícios de todo gênio comunicador, pois por anos liderou a audiência na TV americana. Bolsonaro é um sujeito simples com discurso coloquial, por vezes até rasteiro, mas que vai ao encontro das massas, sem esforço para tal.Goste você ou não, é um fenômeno popular maior ainda até do que Lula, que diferentemente do “capitão” foi programado e produzido por esquemas publicitários, a custo de ouro do dinheiro público, para transformá-lo num “mito”. Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução, como comprovou a manifestação gigantesca no domingo. Isto chama-se democracia, senhores. Aprendam com isto e deixem o País seguir. Bolsonaro foi o primeiro brasileiro, em campanha, a sofrer um atentado político; o primeiro a não fazer os velhos acordos; o primeiro a ter um nome (até aqui) limpo, algo que nem sonharíamos existir na política; e pode vir a ser o primeiro presidente a vencer uma eleição com o menor investimento já feito em campanha, comprovando que o tal fundo partidário é desnecessário e deveria ser direcionado para o que importa à população. O sujeito com uma caneta Bic nas mãos, um relógio Cassio e roupas simples, sozinho, sem verba, peitou a maior emissora do País, desafiou a imprensa e toda turma arrogante que se diz intelectual sem nunca ter produzido nada que valha o adjetivo. Amigos, se isto não é, no mínimo, uma expressiva revolução política e total quebra de paradigmas do status quo, você realmente precisa sair do jardim da infância e viver no mundo real.

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.
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Colunistas

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

Profissionais consagram suas vidas ao serviço da humanidade (Foto: ASCOM SUSIPE/Fotos Públicas)

Opinião

O último bastião do PT ainda é o Nordeste, mas este já não é tão inexpugnável (Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas)

Opinião

Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião