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Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

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Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo des ...

Escola também precisa preparar jovens emocionalmente para a vida (Foto: Pedro Ribas/ ANPr/Fotos Públicas)

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Apesar de muitas escolas já aplicarem esse tipo de aprendizado, as chamadas competências socioemocionais estão cada vez mais evidenciadas no universo educacional. No Brasil, elas ganharam espaço após fazer parte das exigências da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Essas competências são formadas por um conjunto de habilidades que ajudam as crianças a ter melhores resultados escolares, assim como a lidar com as próprias emoções, desenvolver empatia e tomar decisões mais seg ...

Candidato se diz "puro", mas denúncia da Folha de S. Paulo mostra que não é bem assim (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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No primeiro debate dos presidenciáveis, ao se dirigir a Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (Psol) foi cirúrgico na sua pergunta: “Bolsonaro, o senhor é racista, homofóbico e machista. Mas eu queria saber… quem é a Wal?” Até aquele instante, o ex-capitão e homem forte na disputa à sucessão de Temer, só poderia ser acusado exatamente daquilo que disse Boulos, que já é senso comum entre os que não votam no deputado. Mas, a partir dali, apesar de sua resposta enviesada e vazi ...

Candidatos dividem opiniões entre eleitores (Foto:Valter Campanato/ABR)

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Eu não tenho partido e nem sou fã de políticos. Sou da opinião de que quanto menos Estado, melhor. O Brasil vive uma democracia abalada e cada vez mais avacalhada. Duvida? Analise friamente o nível dos candidatos atuais e perceba em suas falácias toda canalhice e incompetência explícitas. São retóricas desconexas da realidade, oportunismo barato, discursos de ódio e um festival de bobagens de fazer inveja ao saudoso Stanislaw Ponte Preta. Lula, mesmo preso, tenta tumultuar o processo ...

Recife lançou a Brigada Maria da Penha para combater a violência contra a mulher (Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR/Fotos Públicas)

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As mulheres têm lutado heroicamente desde os primórdios por um mundo mais justo, humanitário, fraternal, sem preconceitos, onde seus filhos e filhas possam viver sem os sofrimentos causados pela opressão. A Lei 11.340/06 foi promulgada para atender ao clamor das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, criando mecanismos para protegê-las das impunes barbáries. A lei foi batizada de Maria da Penha em homenagem a Maria da Penha Maia Fernandes, que foi vítima de seu até entã ...

Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, é o principal responsável pela crise vivida pelos turcos (Foto: Governo da Turquia/Fotos Públicas)

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A esta altura do campeonato, tudo que o Brasil não precisa é de uma crise financeira na Turquia ou em qualquer outro lugar que demonstre potencial de se irradiar e atingir também a combalida economia nacional. Mas o problema já está instalado e tem colocado em atenção os economistas e o Banco Central. Por enquanto, pequenos arranhões. Na última semana, por exemplo, a Bolsa de Valores de São Paulo caiu 6%, enquanto o dólar subiu 3,36% no mesmo período. Mas não é segredo para ni ...

É proibida a prática de ações arbitrárias por parte do Estado (Foto: Divulgação)

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Princípios basilares de Direito Penal são os pilares legais que dão sustentação jurídica a este ramo do direito. Estes se encontram dispostos de maneira expressa – ou tácita – junto ao ordenamento jurídico pátrio, merecendo ser mencionados os princípios da dignidade da pessoa humana, legalidade, retroatividade da lei penal mais benéfica, personalidade, vedação de penas cruéis e vedação da punição pelo mesmo fato. Em razão do princípio da dignidade da pessoa humana, é pr ...

Fernanda Montenegro marcou presença na 25ª Bienal do Livro em São Paulo. Mesmo com a presença de famosos, números do evento não foram bons para expositores (Foto: Rovena Rosa/ABR/Fotos Públicas)

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Terminou ontem a 25ª Bienal do Livro de São Paulo, no Anhembi, que teve uma programação de 1,5 mil horas de atividades sobre o fantástico mundo dos livros. Mas, ainda que a participação do evento seja obrigatória para os amantes de literatura, é certo que o mercado editorial atravessa uma grande crise. A própria Bienal revela esse cenário. Em comparação com a edição anterior, em 2016, houve 30% menos expositores, além de queda de 7,5% no número de autores. A situação das livr ...

Repercussão sobre mortes de Marielle e Juliane foram diferentes (Marcelo Gonçalves/AE)

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Meses atrás, após o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro, notei uma enorme comoção por parte da grande mídia, de políticos, artistas, instituições e ONGs de direitos humanos. Não que tenham errado em repercutir a sobredita barbárie, é claro! Entretanto, o que me chama a atenção é que, nos últimos dias, com a morte da policial militar Juliane dos Santos, a preocupação daqueles citados acima não chegou nem perto do que vimos em março passado. E olhem que e ...

Candidata estava bem nas pesquisas, mas preferiu se afastar da política (Foto: Antonio Cruz/ ABR/Fotos Públicas)

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Muito antes de o conceito de empoderamento feminino ter sido criado, Marta Suplicy já era uma mulher empoderada, como poucas no Brasil de sua geração. Mas, desde a última sexta-feira, quando anunciou que não aceitaria ser vice de Henrique Meirelles (MDB) e que abandonaria a política, a senadora também pôde agregar ao seu rol de qualidades os adjetivos surpreendente e paradoxal.Nas palavras da paulistana, “não vale mais a pena estar no Congresso”. Isso simplifica sua difícil escolha ...

Calcular impostos agora está mais fácil (Foto: Marcos Santos/USP Imagens/Fotos Públicas)

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Desde a criação da Super Receita, instituída em 2007 pela Lei 11.457 com o objetivo de unificar a Receita Federal com a Receita Previdenciária, os contribuintes aguardam a possibilidade de realizar a compensação cruzada: créditos ou débitos previdenciários com fazendários.  Até então, mesmo com a instituição da Receita Federal do Brasil, o tratamento dos débitos e créditos previdenciários era diferenciado, mesmo porque, não tinham ligação direta com as obrigações acessór ...

Jornalista Ricardo Boechat será o mediador do debate na Band (Foto: Divulgação)

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Um dos princípios da democracia e da justiça aponta que não se deve tratar de maneira igual aqueles que se encontram em situações diferentes. Apenas isso já justificaria, por razões óbvias, a ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate presidencial de hoje à noite, na Band TV. Entre todos os candidatos, o petista é o desigual, por carregar uma condenação em segunda instância e se encontrar preso em Curitiba, sob a tutela do Estado. Como dar a ele um passe-livre, ...

Brasil recicla apenas 4% de seu lixo (Foto: Rovena Rosa/ABR/Fotos Públicas)

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Passaram-se oito anos desde a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos, mas, apesar da obrigatoriedade da sua aplicação, pouco tem sido feito pelos administradores públicos em todo o Brasil. Além de promover ações compartilhadas entre o poder público, a sociedade e o terceiro setor, esta legislação incentiva práticas de logística reversa e, acima de tudo, a destinação adequada.  Por lei, por exemplo, todos os lixões a céu aberto deveriam ter sido eliminados desde 2014, o que não ocorreu até hoje. O cenário nacional é preocupante, ou seja, muito lixo que não é lixo acaba misturado aos resíduos comuns. Os rejeitos, que poderiam ser destinados corretamente por meio da reciclagem ou de processos reversos, acumulam-se na beira dos rios – entupindo galerias pluviais –, em baías, no mar e, muitas vezes, são engolidos por animais, que acabam ficando doentes ou morrem. Esta política foi criada para melhorar os processos de destinação final dos rejeitos, o que traria um ganho considerável da melhoria da qualidade de vida local e do meio ambiente como um todo. Apesar do avanço da legislação, ainda há um grande caminho a ser percorrido, que vai desde a conscientização sobre o lixo que cada cidadão gera, até as formas mais eficientes de separação. Reciclamos menos de 4% de todo o lixo gerado. Muitas pessoas têm dificuldade ou falta de conhecimento sobre a forma de separação adequada. Se cada um fizesse a sua parte, com certeza ajudaríamos os municípios a atingir o mínimo do que a lei em vigor há oito anos exige. O que se deve fazer é incentivar a educação ambiental tanto nas escolas quanto na comunidade, ensinando a população a fazer o seu dever de casa no pleno exercício de cidadania. Em relação aos grandes geradores de lixo, falta uma consciência ambiental, ou seja, práticas acabam sendo justificadas por força da lei. Não há pelo poder público uma cobrança necessária. Quando ocorre, não é levada a sério. Precisamos de uma grande mobilização social, exigindo o cumprimento da lei e, em especial, gerando um efeito multiplicador positivo, que toque desde o grande gerador de rejeitos até o cidadão comum, dentro do seu ambiente e do seu entorno. *Rodrigo Berté é Diretor da Escola Superior de Saúde, Biociência, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter

Mentor do camisa 10 da Seleção, Neymar pai demonstra desequilíbrio ao responder jornalista (Foto: Reprodução/Instagram)

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Neymar Jr. é, certamente, o melhor jogador brasileiro desta década. Um dos mais vitoriosos também. Talvez só tenha menos títulos do que seu amigo Daniel Alves.  Por isto, ganha, segundo a imprensa europeia, cerca de R$ 12 milhões mensais. E aqui não cabe nenhum tipo de julgamento se o salário é um absurdo ou não. Se tem alguém que pague esta quantia, algum retorno o jogador promove.  Mas vamos ser práticos. É quase impossível gastar tudo isto em 30 dias. Isto significa dizer que se o Neymar não desperdiçar dinheiro - e quando falo em desperdício, não falo em gastar com bobagens, até porque isto também fazemos -, o futuro do tataraneto de Davi Lucca, seu filho, está garantido. A não ser que o Neymar queime, literalmente, a grana. Sei lá, faça uma fogueira de São João com notas de euros.  Então, dificilmente, a família Silva (ele definitivamente não é mais um Silva que a estrela não brilha) vai passar necessidades. Aí entra o Neymar pai.  Aparentemente, certo de que a feira está garantida até a sua morte, o progenitor e empresário do craque não liga muito para que os outros falam e só se arrepende do que (ainda) não fez. Não o conheço. Também não conheço Neymar. Mas sei que os dois têm mais a lamentar do que a comemorar com a Copa encerrada há dois domingos, no dia 15 de julho. Mesmo que o craque diga que não está desvalorizado, "pois só se fala dele". Quando disse isto, o camisa 10 mostrou ser adepto daquele velho e triste pensamento: "Falem bem ou falem mal, mas falem de mim". Nada mais inadequado e enfadonho para um dos melhores jogadores do mundo da atualidade.  Enquanto o Neymar virou piada mundial com uma imagem de cai-cai (rolou na grama e ganhou a fama), o pai foi gravado em uma conversa constrangedora com a jornalista Camila Mattoso, autora de um livro sobre Tite, que comandou o seu filho na Rússia.  Camila perguntou a Neymar pai se ele havia dado uma festa após a estreia do Brasil na Copa. Ela recebeu a informação e, como qualquer jornalista que se preze, deu o espaço para a pessoa falar a sua versão. "Fiz com a sua mãe", respondeu irritado, por telefone, o pai do camisa 10 da Seleção. Nas redes sociais, houve quem defendesse a atitude do empresário, alegando que muitos fazem a mesma coisa quando recebem a chamada de algum desconhecido. Disseram, também, que algumas pessoas que atacam Neymar pai desrespeitam atendentes de telemarketing diariamente. Bom, primeiro que um erro não justifica o outro. Segundo que maltratar um operador de telemarketing também é errado. Em minha opinião, desligar o telefone na cara de alguém é menos pior do que xingar a mãe do interlocutor.  Com tamanha grosseria, eu me pergunto: "Fosse Neymar pai apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco e sem parentes (no caso o filho) importantes, faria o que fez?" Esta pergunta vale R$ 12 milhões (por mês).  *Vinícius Bacelar é editor do site Metrô News

Jornalistas cismaram em perguntar sobre a ditadura para Bolsonaro (Foto: Reprodução/TV Cultura)

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Goste ou não, Bolsonaro, assim como Lula, conquistou grande parcela da população. Além das manifestações de amor e ódio que ambos inspiram nas pessoas, há o fato de que ecoam a voz do povo, enquanto os demais engravatados, teóricos e sofistas falam apenas para o establishment. Lula e Bolsonaro são faces opostas de uma mesma moeda, cada qual com seu carisma inegável, com a diferença de que Bolsonaro tem a ficha limpa, algo bastante raro e louvável num país contaminado pela corrupção. Como não há acusações legítimas contra ele, alguns decidiram atacá-lo criando situações tendenciosas, que uma parcela inculta da população engole e compartilha, enquanto a mais informada enxerga como burlesca. O Roda Viva, outrora relevante, tornou-se reunião de estagiários lacradores. O ego é tanto, que o entrevistado, para o azar da audiência, deixa de ser a atenção para que os holofotes mirem a vaidade estúpida da bancada inepta e militante, liderada hoje por um sujeito que usa como fonte de pesquisas o Wikipedia. Uma jornalista que deseja Lula candidato à Presidência, mesmo preso, vomitou que o voto impresso será levado para casa como um recibo, mostrando despreparo absurdo sobre o assunto. O engomado e pedante representante da maior rede de mentiras do País soltou a pérola da noite: “Jesus foi um refugiado”. Como se não bastasse a vergonha, acusou o entrevistado de não ter muitos projetos aprovados, como se vivêssemos sob um Legislativo suíço, com parlamentares dispostos a votar sem barganhar. Mas não parou por aí. Uma das inquisidoras publicou um livro chamado A Arte de Entrevistar. Apesar do eufemismo do título, calcula-se que nunca tenha lido a própria obra, tamanha mediocridade em sua performance na noite. Chegou a perguntar se o candidato teria um plano B, caso “brigasse” com seu futuro ministro, Paulo Guedes. Algo como ir a um casamento e perguntar para noiva se ela tem um novo amor, caso separe do marido. O despreparo foi tanto que a distinta chegou a cuspir a história de “metralhar a Rocinha”, mesmo o fato já tendo sido desmentido por diversos canais, inclusive pelo que publicou. O jornal econômico ignorou sua especialidade e preferiu divagar sobre ditadura, resumindo o Brasil à velha bolha do atraso. Mas o canastrão da noite tem nome de cartoon e é autor de um livro sobre viajar com Lula. Cheio de caretas e sandices, o sujeito que exibe na capa de seu Facebook a figura de Fidel Castro mostrou-se parcial, cafona e candidato a rei dos memes. O fato é que todo este ódio e total desprezo para com os problemas reais do País são um trampolim para a vitória de Bolsonaro. A chance de mostrar seu despreparo, como alegam, foi perdida em troca de atitudes infanto-juvenis e sem a menor credibilidade. A batalha só está começando e se o nível continuar assim, Bolsonaro ganha a faixa e Carlos Alberto de Nóbrega, novos contratados. * A partir da próxima semana esta coluna será publicada às terças-feiras

Candidata estava bem nas pesquisas, mas preferiu se afastar da política (Foto: Antonio Cruz/ ABR/Fotos Públicas)

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Muito antes de o conceito de empoderamento feminino ter sido criado, Marta Suplicy já era uma mulher empoderada, como poucas no Brasil de sua geração. Mas, desde a última sexta-feira, quando anunciou que não aceitaria ser vice de Henrique Meirelles (MDB) e que abandonaria a política, a senadora também pôde agregar ao seu rol de qualidades os adjetivos surpreendente e paradoxal.Nas palavras da paulistana, “não vale mais a pena estar no Congresso”. Isso simplifica sua difícil escolha e esconde frustrações e pressões internas. Primeiro para que desistisse da candidatura à reeleição ao Senado e concorresse à Câmara Federal, e, depois, que formasse chapa com o ex-ministro da Fazenda do governo Temer. Marta escolheu outro caminho, que levou, inclusive, à desfiliação do MDB. A decisão causou estranheza justamente por vir em um momento em que as pesquisas lhe eram favoráveis. Desde que o apresentador José Luiz Datena (DEM) desistiu de concorrer, Marta sempre apareceu em segundo lugar na corrida ao Senado, atrás apenas do seu ex-marido, Eduardo Suplicy (PT). A última, divulgada na quarta-feira, 8, pelo instituto MDA a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), dava a ela 16,7% das intenções de voto, contra 24,2% do petista. Para manter a cadeira que conquistou em 2010, obtendo 8,3 milhões de votos, Marta teria de deixar para trás Mário Covas Neto (Podemos) e Major Olímpio (PSL), os postulantes mais ameaçadores, que, segundo esta mesma sondagem, têm 12,9% e 11%, respectivamente. Agora Marta fará política longe do Congresso. E certamente será mais útil e verdadeira nesta condição do que defendendo e votando a favor de projetos que são mais ideológicos, fisiológicos ou de interesse restrito do que a favor do Brasil. Talvez outros tantos deveriam acompanhá-la na sua aposentadoria como parlamentar. Inclusive o próprio Eduardo Suplicy, que, depois de 24 anos no Senado e assegurado como vereador de São Paulo, teima em retomar seu antigo status. Afinal, a mesma alternância de poder e de figuras, que é salutar no Executivo, deveria valer também para o Legislativo.

Há duas formas de se calcular o recolhimento do INSS em atraso (Foto: Antonio Cruz/Arquivo ABR/Fotos Públicas)

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Uma das principais dúvidas dos trabalhadores que estão planejando a aposentadoria é a possibilidade do pagamento retroativo de contribuições previdenciárias. Isso porque este profissional ficou sem contribuir ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A boa notícia é que é possível fazer o pagamento e somar este tempo para dar entrada no benefício, mas é preciso comprovar que exerceu atividade remunerada no intervalo sem o pagamento ao órgão. Existem duas formas diferentes para calcular o recolhimento do INSS em atraso. A forma dependerá se as parcelas estão vencidas há mais ou menos de cinco anos. O INSS realiza uma análise para a quitação desses atrasados somente do período decadencial, ou seja, há mais de cinco anos. Essa análise é realizada mediante apresentação de documentação que comprove que trabalhou em atividade remunerada. Caso o período para quitação das “lacunas” em atrasos seja inferior a cinco anos, o segurado pode gerar uma GPS dos valores que pretende recolher juntamente no site da Receita Federal para pagamento. No cálculo para o pagamento das contribuições retroativas podem ter multas de até 50% e juros de até 20%, a depender da solicitação e análise. O valor deverá ser calculado por meio da média de 80% das maiores contribuições do segurado, já corrigidas, desde julho de 1994 até o mês anterior ao do requerimento. Em cima desse valor médio é calculado 20% mais juros e multa. O pagamento retroativo de contribuições ao INSS depende da condição do segurado: segurado empregado, empregado doméstico ou contribuinte individual, o antigo autônomo. Se o segurado for empregado ou empregado doméstico a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições não é dele, mas do empregador e, portanto, eventuais atrasos no recolhimento das contribuições não lhe prejudicam. Já em relação ao contribuinte individual, a dinâmica é diferente, pois ele é responsável por recolher suas contribuições previdenciárias. Os segurados que pararam de contribuir espontaneamente, como contribuintes individuais, podem voltar a recolher e somar os períodos.   *Thiago Luchin é advogado especialista em planejamento previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados  

Marina não poderá fugir de temas polêmicos durante a campanha (Foto: Ándre Carvalho/CNI/Fotos Públicas)

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Marina Silva concorre este ano pela terceira vez à Presidência da República. E, como um genuíno caso brasileiro, fará isso por três partidos diferentes. Ela que por 30 anos defendeu as bandeiras do PT, rompeu com o partido de Lula em 2009 para, no ano seguinte, encabeçar a chapa com o PV. Acabou ficando em terceiro lugar, conquistando quase 20 milhões de votos (19,33%). Em 2014, filiada ao PSB e com a morte de Eduardo Campos, assumiu a titularidade da candidatura. De novo foi bem votada no primeiro turno, sendo a opção para mais de 22 milhões de eleitores (21,32%). Mas, de novo, ficou na terceira colocação e não conseguiu ir para o segundo turno. Agora, pela Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar e que obteve registro em setembro de 2015, Marina tem a grande chance de sua trajetória política para romper a barreira de votos necessários e não ficar pelo caminho na disputa presidencial. E as pesquisas, até agora, apontam nesta direção. Com Lula na disputa, a acreana patina com modestos 7%. Mas, sem o petista, mais do que dobram as intenções de votos destinados a ela. Assim, a candidata se coloca como rival de Jair Bolsonaro, que, até agora, tem liderado as pesquisas nos cenários sem o petista. E mais: desde abril, sondagens do Datafolha têm apontado que Marina seria o único dos concorrentes a bater o ex-capitão em um hipotético segundo turno. Na hora H, certamente, faltará a Marina o peso e a estrutura de um partido forte e tempo de propaganda no rádio e na TV, assim como para seu principal concorrente do momento. Mas a candidata da Rede carece de algo mais: de protagonismo. Mesmo na condição privilegiada que se encontra neste momento da disputa, pouco se fala dela, em comparação aos candidatos do PSL, PDT, PSDB e mesmo PT. Ela, que é evangélica vinculada à Assembleia de Deus, é preterida pelos líderes evangélicos, que preferem apoiar o católico Bolsonaro. E eles têm os seus motivos. Mais uma vez, Marina será testada e, se quiser ir além, terá de falar de maneira clara e com conhecimento de causa sobre assuntos relevantes da realidade nacional; e abertamente a respeito de assuntos polêmicos, dos quais sempre quer fugir. Do contrário, ficará mais uma vez pelo caminho.

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O PT foi omisso em relação à falta de democracia na Venezuela, enquanto Temer não tem dado o suporte necessário para Roraima (Foto: Reprodução/Rede TV/Fotos Públicas)

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O lamentável episódio na remota cidade de Pacaraima, um dos pontos mais ao Norte do território brasileiro, serviu não apenas para desnudar a crise que representa a imigração venezuelana para o Estado de Roraima e para o País como um todo. Mas também para alinhar o discurso de boa parte dos presidenciáveis. De Geraldo Alckmin (PSDB) a Guilherme Boulos (Psol), de João Amoêdo (Novo) a Marina Silva (Rede), houve um chamamento ao bom-senso e da lembrança da tradição brasileira de acolher os mais diversos povos que aqui chegaram, deixando para trás uma dura realidade de sua nação natal. “Temos uma tradição humanitária no Brasil, de receber as pessoas que estão fugindo, na realidade, do desastre econômico venezuelano”, lembrou Alckmin.  Amoêdo destacou que 87% da população da Venezuela vive na pobreza e que “o Brasil, como nação, tem o dever de ajudar”. Boulos repudiou o que chamou de “atos movidos por ódio e xenofobia” e, na mesma linha, seguiu Álvaro Dias, que considerou ainda que “o Governo federal deveria enviar força-tarefa ao Estado.” Já Marina lembrou que são dois grupos de “desvalidos” que precisam de ajuda: os venezuelanos e os habitantes de Roraima. Por um aspecto, a visão da ex-senadora está precisa. Foi ela quem lembrou que o Brasil negligenciou duplamente a situação da Venezuela, e este silêncio contribuiu, ainda que indiretamente, para o quadro que hoje se assiste. Primeiro, o governo do PT, em função de seu alinhamento político e ideológico fez vistas grossas à situação de falta de democracia no país vizinho, desde a época de Hugo Chávez, se deteriorando ainda mais com Nicolás Maduro. Como a grande potência regional, o Brasil foi omisso e não usou de sua então privilegiada condição para denunciar e tentar dar novos rumos àquela realidade. Agora, sob Temer, lavaram-se simplesmente as mãos e pouco se fez para ajudar o paupérrimo Estado da região Norte, que está longe demais da capital federal. É nítido que Roraima não tem condições de lidar com o problema. A questão é complexa. Mas, certamente, fechar fronteiras, atear fogo em acampamento de imigrantes e expulsá-los a chutes, tiros e pontapés não representa a solução.

Maria Aparecida Pinto é a única negra candidata ao Senado por São Paulo (Foto: Alesp/Divulgação)

Cidade

A média de candidatos negros no Estado de São Paulo é menor do que a média nacional. Entre os paulistas, 72,52% dos 3.737 candidatos são brancos, enquanto os negros são apenas 26,2% dos postulantes paulistas a cargos eletivos. Na análise do Brasil inteiro, 52,78% dos candidatos são brancos, enquanto pretos (como é denominado na pesquisa) e pardos sobem para 46,13%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral. A maioria dos candidatos paulistas é formada por homens, com 68,1% de representatividade, e exercem as funções de empresário (12,34%) e advogado (7,89%), com índice de curso superior de 54,88%.  Segundo Jacqueline Quaresemin, especialista em opinião pública, o Congresso tem um perfil de branco, rico e conservador, mas não se deve usar isto para um embate entre o branco rico e o negro pobre. Ela avalia que isso se trata de uma questão histórica, com grandes famílias que sempre tiveram recursos e que continuam a se perpetuar no poder, e do interesse de outras classes, como as empreiteiras citadas na Lava Jato, que criam este cenário. “Continuamos em uma visão colonial de classe. Se esse ciclo não for rompido, nada vai mudar”, argumentou. A opinião da especialista vai ao encontro a um estudo dos doutores em Ciência Política Luiz Augusto Campos e Carlos Machado, que concluíram, com base em dados das eleições de 2012 e 2014, que a raça não é o valor determinante para o voto. “A origem da classe [econômica], combinada aos critérios de recrutamento partidário, explicam em grande medida a ausência de não brancos no Parlamento”, afirmam. A Justiça Eleitoral não divulga dados sobre classe econômica.  Mulheres ainda têm menor representatividade A concorrência por uma das 94 cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) é de 22 candidatos para cada vaga. Mas, na atual Legislatura, apenas dez mulheres conseguiram votos suficientes para obter o diploma de deputada estadual, sendo que somentes duas são negras. Para muitas candidatas, o problema maior é consolidar as tarefas familiares, a campanha e o trabalho, uma espécie de tripla jornada, que dificulta a participação feminina na Alesp. Pelo menos é isso que ocorre com a candidata Rute Barbosa (PCdoB), que é mulher e autodeclarada negra. Ela não acha que o fato de ter mais brancos impeça a criação de políticas públicas, mas avalia que existe uma diferença de pensamento. “Quando você tem um entendimento real da situação de um grupo social você tem mais condição de defender as necessidades destas pessoas”, disse. Segundo Rute, o principal problema é a representatividade e, mesmo em um partido de esquerda, é difícil para uma mulher conseguir recursos para financiar a campanha. Já na disputa por uma das vagas no Senado, a psicóloga Maria Aparecida Pinto (MDB), conhecida como Cidinha, é a única negra candidata paulista. 

Candidato do Novo acredita que a máquina pública brasileira está inchada (Foto: Reprodução/Instagram)

Nacional

O Partido Novo foi criado em 2011 com um alinhamento liberal, o que significa menor tamanho da máquina pública, redução de privilégios e de números de políticos e uma maior liberdade para empreender. Apesar de apresentar medidas que muitos eleitores elencam como essenciais, a sigla ainda não conseguiu transformar este ideal em voto, segundo João Amoêdo, pré-candidato à Presidência da República, porque “ainda são desconhecidos”. Na última eleição que participou, em 2016, o Novo elegeu quatro vereadores em cinco cidades que disputou vagas ao Legislativo. Este ano, a sigla, que recusa a utilizar o fundo partidário e eleitoral – que deve esvaziar em R$ 2,5 bilhões os cofres públicos –, concorre com cerca de 300 nomes ao pleito de deputado federal e 130 ao estadual. Seis senadores devem se candidatar pela legenda, que conta ainda com seis postulantes à função de governador. Estes políticos se comprometem em reduzir o número de cargos e até da verba utilizada com despesas pessoais. Os 22 mil filiados do Novo, que passam por uma espécie de processo seletivo, contribuem com R$ 29,90 por mês. Para Amoêdo, a meta é conseguir eleger 30 deputados federais para que o partido tenha corpo e “consiga avançar com propostas de renovação da sigla”. Carioca, executivo do setor bancário e com 55 anos, Amoêdo acredita que a alta burocracia e a falta de competitividade complicam a vida do brasileiro, que arca com uma máquina pública inchada e custosa que pesa cada vez mais no bolso do brasileiro. Com 55 anos, João Amoêdo tem como bandeira a facilitação da vida do empreendedor brasileiro (Foto: Reprodução Instagram) Qual o principal diferencial do Novo para com os outros partidos? Tem vários aspectos: o único partido ficha limpa, o único partido que não utiliza dinheiro público, nem fundo partidário, nem fundo eleitoral. Entendemos que temos que ter mais liberdade econômica para o cidadão brasileiro, que hoje paga impostos demais. Nós queremos desburocratizar, para deixar os pequenos e médios empreendedores crescerem e gerarem empregos. Uma diferença é justamente a defesa que a gente faz mais do cidadão, e não do governo. A privatização de todas as empresas estatais. Nós entendemos que seria um bom sistema para reduzir a corrupção, aumentar concorrência e a qualidade dos produtos. Apesar de falar em cortar gastos, o eleitor brasileiro espera assistência do governo em praticamente todas as áreas. Como o senhor pretende atrair o eleitor? O eleitor brasileiro começou a notar que o Estado cresceu muito sobre a justificativa de que iria nos dar muita coisa e foi ficando menos eficiente, tirando nossa poupança. O Estado deveria se concentrar nas áreas essenciais: saúde, educação básica e segurança. Qual seria o número ideal de ministérios para vocês? A gente trabalha com a ideia de dez a doze ministérios. O Estado brasileiro foi sendo inchado pela necessidade dos políticos de se perpetuarem no poder em troca de cargos, indicações política, e toda essa conta acabou indo para o cidadão brasileiro.  Como você faria para reduzir a dívida pública? A primeira coisa é equilibrar as contas. Mais responsabilidade fiscal, Reforma da Previdência, redução do Estado. Algo que tem que estar claro é que o equilíbrio das contas tem que ser via corte de custos, sem aumento de impostos. No liberalismo do Novo, existe espaço para agências reguladoras? Eu entendo que as principais agências reguladoras são os consumidores em um ambiente de livre mercado. Mas, como não temos este modelo, as agências podem ter o seu papel em alguns setores. No entanto, no período em que existirem, tem que ter uma indicação de cargos técnicos. Nós vimos, recentemente, que elas são aparelhadas politicamente. O MDB lidera estas indicações e as agências acabam se desvirtuando, viram um local de atendimento de demandas e negociações políticas. Amoêdo afirma que agências reguladoras não podem ser balcões de negócios (Foto: Reprodução/Instagram) Mas este comportamento traria um descontentamento de muitos políticos. Como você faria para governar neste meio? O nosso principal desafio é ter um grande aliado: a população. Hoje, existem três grandes grupos que precisamos cortar privilégios e benefícios que são pagos pelo povo cujos recursos deviam ir para áreas essenciais. O primeiro grupo é dos políticos. Tem que acabar com dinheiro público para partidos políticos, reduzir em um terço o número de congressistas e diminuir muito a verba de gabinete e o número de assessores. Quando elegemos quatro vereadores, eles cortaram 39 assessores, ficaram apenas com seis, e cada um faz uma economia de R$ 4 milhões por ano. Interessante lembrar que são quase 58 mil vereadores. Um dado que eu gosto de deixar claro é que o Congresso custa, hoje, R$ 29 milhões por dia. E quais seriam os demais grupos? O segundo grupo é a elite do funcionalismo público que recebe, especialmente, pensões muito elevadas. Um estudo feito pelo Banco Mundial mostrou que funcionários federais recebem 67% a mais que o setor privado. Enquanto na área privada não tem reajustes, na iniciativa pública tem sempre reajuste salarial, pressão dos funcionários e outro ponto, na área privada, se você não tem bom desempenho pode ser demitido, mas no serviço público, não. E o terceiro grupo são setores empresariais que têm grandes benefícios do governo, como taxas de juros subsidiadas e isenção de impostos. Tudo isso cria uma distorção na economia e uma transferência de renda. O Estado brasileiro acaba, no fundo, sendo um grande concentrador de renda, fomentando a desigualdade quando se espera o contrário.   Os bancos hoje cobram juros exorbitantes em seus empréstimos, mas pagam valores risíveis nos rendimentos de investimentos. Como mudar isso? O que eu entendo é que a burocracia e a falta de concorrência favorecem os grandes bancos. Vários bancos estrangeiros que estiveram no Brasil decidiram ir embora, fecharam sua operação. Com mais oferta e mais concorrência você vai conseguir baixar os spreads bancários. E como seria a sua relação com o Judiciário? Eu entendo que temos grandes desafios. Aumentar a independência das instituições para que uma não aumente seu poder sobre a outra. O Judiciário, em alguns casos, age de forma correta, mas no Brasil tudo tem sido muito judicializado.  Este é um problema que tem que ser resolvido. Perdemos produtividade, atrasam processos e acaba trazendo instabilidade quando as regras não são muito claras. Deste jeito é difícil atrairmos investimentos. O Judiciário tem autonomia nos seus salários, então temos que começar dando o exemplo, cortando 50% de assessores, verba de políticos eleitos. Pretendo cortar vários gastos do presidente da República, que custa R$ 560 milhões por ano. Candidato se diz a favor da união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento (Foto: Reprodução/Facebook) Você acredita no conceito de meritocracia? Eu entendo que as pessoas têm que ter o reconhecimento pelo trabalho que entregam, independentemente do ponto de largada que elas têm. Pessoas com o mesmo ponto de largada podem ter resultados diferentes. O que falta no Brasil, fundamental na educação básica, é permitir que todas as pessoas tenham alguma formação inicial que as permita ter oportunidades, mas o Estado tem deixado muito a desejar neste quesito. Tem que ter uma avaliação meritocrática que valorize os bons funcionários e substitua os maus. Em temas como união entre casais homoafetivos, liberação de armas e aborto, como você se posiciona? Nos dois primeiros temas sigo o entendimento do partido. Sou favorável à união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento. O aborto o partido deixa como uma questão pessoal. Eu, particularmente, sou contra, mas não travaria a pauta no Congresso. O que você melhoria no Sistema Único de Saúde (SUS)? O que precisa fazer é melhorar a gestão. O SUS é importante, tem uma estrutura montada, agora a gente quer melhorar a gestão, melhorar a responsabilidade, incluir tecnologia, marcação de consultas, prontuário eletrônico, tudo sendo integrado. E como seria na questão habitacional? A gente tem que melhorar a renda das pessoas para que elas possam ter a capacidade de comprar suas casas, ter uma estabilidade para financiamento em longo prazo. Existem programas de habitação, mas a gente acaba vendo que eles não funcionam.    

Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 
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