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Políticos precisam buscar soluções para ajudar empreendedores (Foto: Wilson Dias/ABR)

Opinião

Em qualquer sociedade democrática para o Estado manter sua governabilidade precisamos seguir regras de procedimento, regras que regem pessoas e empresas, isso acaba gerando o chamado sistema burocrático. Infelizmente, hoje o Brasil é um dos países mais burocráticos do planeta, segundo levantamento do Banco Mundial.


O que significa um entrave para os negócios, pesquisas científicas e tecnológicas. Também atrapalha investimentos sociais feitos por entidades da sociedade civil. E dificulta a vida dos cidadãos quando pretendem exercer seus direitos. O brasileiro se vê lançado num labirinto de filas, papéis e carimbos.

Exemplo claro da burocracia é quando um cidadão quer se tornar um empreendedor. São aproximadamente dois meses só para abrir uma empresa legalmente. Já para conseguir todas as licenças e alvará, são mais de nove meses de espera. O número de empregos gerados pelos novos empreendedores poderia ser ainda maior, mas a burocracia trava a economia e dificulta a vida dos brasileiros.

Com toda certeza, isso prejudica o Brasil, limitando a capacidade de crescimento do País e a concorrência no cenário global. Estudos indicam que o Brasil poderia poupar mais de 1% do PIB se simplificasse os procedimentos burocráticos exigidos da sociedade.


Mas, apesar disso tudo, o enfrentamento dos excessos burocráticos tem sido um assunto secundário na agenda nacional. Como representante da população na Câmara Federal, estou trabalhando com minha assessoria técnica para a criação de projetos que ajudem a unificar os procedimentos, diminuir os custos e a burocracia exigida pelo estado, assim poderemos facilitar a vida das pessoas.

*Jorge Tadeu Mudalen é deputado federal pelo DEM/SP

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Administrar uma franquia não é missão simples. Saiba como empreender (Foto: Foto: Milton Michida/GESP/Fotos Públicas)

Economia

Empreender tem se tornado uma maneira eficaz, e muitas vezes necessária, de se livrar da crise financeira e garantir uma fonte de renda. De acordo com uma pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, de cada 10 pessoas no Brasil, ao menos quatro estão envolvidas em algum tipo de empreendimento. Investir em franquias pode ser uma boa sacada, já que o mercado teve um aumento de 7% no faturamento no último ano, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Mas é preciso ter paciência para alcançar os lucros do negócio.

Segundo especialistas, as franquias levam, em média, 12 meses para começar a dar um retorno positivo, prazo que pode variar até 24 meses, de acordo com o custo da operação. Segundo Georgios Frangulis, CEO da rede de franquias Oakberry Açaí Bowls, Lucas Moreira, fundador e CEO da Splash cafés e bebidas urbanas, e Adrielle Freitas, contadora da Contabilizei, escritório de contabilidade para micro e pequenas empresas, cinco dicas essenciais podem te auxiliar na lucratividade do negócio.

  1. Monte uma estratégia

Apresente uma proposta diferente das tradicionais do mercado. Uma demanda de mercado reprimida é um excelente início. "Trabalhar de maneira estruturada e com um formato operacional, que ofereça pouca margem de erro de gestão por parte do franqueado e dos fornecedores, é essencial, principalmente no início", destacou Georgios Frangulis.

  1. Escolha um ponto comercial

O fluxo de pessoas que passam por determinado local é o primeiro fator a ser considerado, ainda mais quando se pretende consolidar o nome de uma marca.

  1. Simplifique sua operação

Uma operação sem complexidade, além de trazer agilidade ao serviço prestado, também diminui bastante a margem de erro do seu negócio, evitando gastos desnecessários que podem se transformar em ganhos positivos.

  1. Mantenha o padrão

Franqueado e franqueador devem manter o padrão estabelecido no fechamento do contrato. "O lucro acontece exatamente com uma gestão próxima do franqueado, conseguindo manter o baixo custo, boa margem nos produtos, estancar perdas e aumentar as vendas", explicou Lucas Moreira.

  1. Fique de olho na contabilidade

Apesar de ser um comércio varejista, as franquias possuem detalhes que deverão ser cuidadosamente avaliados, principalmente em relação aos dados contábeis. "É importante encontrar uma empresa especializada no assunto para tomar conta de todos os seus dados contábeis e ainda te orientar sempre que precisar", alertou Adrielle Freitas.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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