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Seg, Out

Voz de vereadora morta deve ecoar (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

O Brasil vive há muito tempo de lutas e lutos. A maioria no silêncio de estruturas dominantes, responsáveis por tentar calar vozes que se impõem em um país que não garante a vida, dignidade e a livre expressão de oprimidos.

A democracia foi sequestrada e direitos eliminados. Instituições estão dominadas e a intervenção militar no Rio de Janeiro, com a consequente execução da vereadora Marielle Franco, que também vitimou Anderson Gomes, são componentes atuais e emblemáticos.
A força é imposta em um consenso dominador. Com ela, vem a opressão aos que se opõem e aos pobres criminalizados, todos tratados como inimigos, seja com desprezo, ódio ou comoção. Cada qual, no seu tempo e dose, manipulado pela mídia neste trágico ambiente.


Envolvidos por injustiça, desigualdade e violência, oprimidos reproduzem discursos, preconceitos e ódios de opressores contra os iguais, sem consciência disto. A vida é banalizada no campo e nas periferias, onde o Estado não garante condições plenas à existência.
O silêncio não é eterno e o grito de excluídos não será calado. Ações efetivas à transformação são o desafio, mesmo em tempos sombrios no estado de exceção e terror. Intimidar, aniquilar ou capturar mentes e corpos, ocultando indignações, lutas e ideais, ampliam o domínio.


A criminalização da política e o combate seletivo à corrupção seguem a lógica. Justiçamento e prisões potencializam o ódio. De bonecos enforcados em manifestações, chegamos às tragédias, como a de Marielle, e estatísticas nefastas.
O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos apurou 124 ativistas mortos, entre janeiro de 2016 e agosto de 2017. Foram indígenas, sem-terra, favelados, defensores sociais, mulheres, homens..., que cruzaram o caminho do sistema articulado.


A ameaça não é velada e a resistência precisa ser clara e prática. O medo não pode sobrepor a esperança, a justiça, a tolerância e a igualdade. O Brasil não suporta mais este contexto, mesmo quando vozes não se calam, multiplicam-se e ecoam.

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Paralisação afetou todas as áreas da economia brasileira (Foto: Thiago Gomes/Fotos Públicas)

Opinião

A crise com enormes desastres à população está longe de uma reversão. As políticas impostas pelo golpe que colocou Michel Temer no poder apontam que o caos se avoluma. A paralisação de caminhoneiros, com desabastecimento, trouxe impactos à economia com prejuízos superiores a R$ 30 bilhões.

Este é mais um capítulo do Brasil das trevas, submisso aos interesses privados colonialistas. Ao abrir mão da nossa soberania, o Governo entrega o controle de reservas de petróleo e do preço de combustíveis ao mercado. Nada mudará na desastrosa gestão de Temer, mesmo depois da greve.

Ao atender interesses externos, petroleiras e acionistas, o Governo sangrará ainda mais a população. Para não cessar os altos lucros destes setores, retira bilhões de áreas sociais, como saúde, educação e programas assistenciais. Mas a baixa do diesel pode não chegar ao povo e a gasolina segue em alta.

Os combustíveis incidem no transporte público e fretes e eleva preços de alimentos. A redução precisa abranger também as tarifas de ônibus para favorecer os trabalhadores. Em Guarulhos, propomos projeto de lei para a queda da passagem, equivalente à do diesel.

Um governo descomprometido e entreguista dá lucro a estrangeiros em vez de usar a Petrobras para favorecer os brasileiros, produzindo combustível mais barato. Reduziu o refino de petróleo, exporta o óleo barato e importa diesel e gasolina a preços elevadíssimos.

O objetivo é jogar à população, com apoio da mídia monopolizada, que a Petrobras, como Embraer, Eletrobrás e outras empresas, são problemáticas e precisam ser vendidas. É estimular o imaginário coletivo com falsas crenças para manter o atraso social que só eleva preços, desemprego e a pobreza.

O Brasil não se livra do colonialismo da elite dominante, que apenas visa ao lucro, para poucos. Os predadores têm cumplicidade de corruptos, Judiciário e de parcela da sociedade, que se resigna em ser massa de manobra em terra arrasada, na qual o povo precisa decidir seu destino.

*Edmílson Souza é professor de história, educador e vereador em Guarulhos

Falta de combustível gera filas nos postos em Brasília (Foto: Marcello Casal/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A paralisação desencadeada pelos seguidos aumentos dos combustíveis é cercada de várias dúvidas. Entre os protestos de caminhoneiros, os interesses de empresários do transporte e um Governo sem rumo, aonde o País chegará? O desmonte é imprevisível. Com o caos social e econômico, quem paga a conta é o trabalhador.

Com alta de quase 60% da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, que supera os R$ 70, ou R$ 100 em alguns Estados, em menos de um ano, só reafirma as trágicas políticas de Temer ao tomar o Governo com a derrubada da presidenta Dilma.

O protesto de caminhoneiros, após alta de quase 13% do diesel só em maio, é o grito de quem não consegue arcar com custos e pode engrossar a massa desocupada. O desastre de Temer leva o País à derrocada, com mais de 26 milhões de desempregados. Muitos dos que hoje protestam acreditaram que tudo melhoraria.

A gasolina custava R$ 2,50 e o diesel, R$ 2,09, no governo Dilma. Com Temer chega próxima a R$ 5. A Federação Única dos Petroleiros aponta que, nos anos 1990, o combustível estava entre os 20 mais caros do mundo, com reajustes de 350%, média de 44% ao ano, entre 1995 e 2001, no governo Fernando Henrique. Com Lula e Dilma (2003 a 2015), o reajuste foi de 45%, média de 3,75% ao ano. Temer subiu 60% em dez meses.

O impacto é no transporte público, fretes, nos alimentos, bens e serviços. A redução na produção de combustível torna o País dependente da importação. Com Dilma e Lula, as refinarias produziam mais, geravam emprego e ofereciam menor preço. A privatização só dará rentabilidade a estrangeiros. A Petrobras, entregue, junto com refinarias, significa menos investimentos sociais.

Dilma deposta, Lula preso e Temer no comando da destruição. Resultado é o desemprego, corte de programas sociais, desigualdade e aumento da mortalidade infantil. Riquezas vão embora e a tragédia fica. Os caminhoneiros voltaram tímidos, os paneleiros sumiram e a turma de camisa amarela, envergonhada, cheira naftalina, até em tempos de Copa.

*Edmilson Souza é professor de história, educador e vereador em Guarulhos

Alteração no Núcleo Cabuçu coloca em risco o Parque da Cantareira (Foto: Reprodução/Google Maps)

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Uma das maiores reservas naturais da Região Metropolitana de São Paulo está sob novo risco de degradação. A ampliação de um aterro sanitário na região do Cabuçu, em Guarulhos, divisa com a Zona Norte da Capital, trará mais devastação ao Parque da Serra da Cantareira.

A destruição do que resta acendeu o alerta vermelho da comunidade, movimentos sociais, religiosos, ambientais, de povos indígenas, da sociedade civil e parlamentares. Todos são contra o grave e incalculável desastre ambiental.

Em acordo nebuloso da prefeitura com o governo estadual, o aterro avançará sobre mais 128 mil m², uma vez e meia maior que a área em operação, e poderá receber lixo de outras cidades. Serão 540 mil m² com deposição de resíduos em extensão da Área de Preservação Ambiental. O local é resguardado pela lei que determina a recuperação, impede a ampliação e integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, criada pela Unesco, organismo da ONU, em 1994. A Cantareira é unidade de conservação e pesquisa de nascentes e da biodiversidade de espécies da flora e fauna.

É preciso discutir com a sociedade o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental, mas duas audiências foram canceladas, impedindo a participação popular. Uma delas, com representantes da Cetesb, Secretaria Estadual do Meio Ambiente e da Prefeitura de Guarulhos, interditou a entrada do povo. Outra, da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, foi desmarcada repentinamente, sem aviso. A lógica de entregar o sistema de coleta e destinação do lixo a empresas visa apenas a interesses comerciais.


A natureza e a população, com a extinção de mananciais, matas, parques e do ecossistema, pagam o custo pelos lucros. O risco da ação danosa é factível, enquanto a prefeitura despreza programas de educação ambiental, coleta, reciclagem, destino do lixo e geração de energia a partir destes resíduos. Repensar o modelo exacerbado e insano de consumo e descarte é também mais que urgente e necessário.

*Edmilson Souza é professor de história, educador e vereador em Guarulhos

Ninguém vive em áreas de risco porque quer (Foto: Lucas Dantas)

Opinião

Ninguém vai para ocupações, beira de córrego e área de risco porque quer. Vai porque precisa, necessita e por não ter condições financeiras para morar em um lugar digno ou para pagar altos aluguéis. É a cara do País onde a moradia não cumpre a função social, mas serve de renda e especulação para patrimonialistas.

As condições subumanas de habitação, devido à desigualdade social e descaso do poder público, são prenúncios de tragédias. A paralisação de programas sociais, o desemprego e a volta do Brasil ao Mapa da Fome só aumentam a exclusão, estampada no cotidiano.

O incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Centro de São Paulo, é mais um episódio dramático que traz ao debate as mazelas de uma sociedade injusta. Mostra ainda o descompromisso de governantes elitistas, mesquinhos, preconceituosos e que criminalizam movimentos sociais e de moradia.


Da escravidão, quando negros foram jogados ao relento, sem indenização, terra e casa, ao século 21, milhões ocupam morros, áreas e prédios degradados, periferias e zonas rurais sem as mínimas condições de vida. Governos que governam para poucos só entram nestes locais com as forças de repressão contra os pobres.


Enquanto uma minoria concentra renda, acumula imóveis e latifúndios e enriquece com a desgraça da população, o País retira direitos constitucionais. Quase 7 milhões de famílias não têm residência e há 6 milhões de imóveis desocupados.


O desmonte de políticas públicas no desgoverno Temer afeta os trabalhadores de baixa renda. O corte de recursos do Minha Casa Minha Vida agrava o déficit habitacional, que estava em reverso. Agora, após o golpe, o investimento zerou.


Mas há dinheiro público para privilegiados, como juízes e promotores, que recebem R$ 4,3 mil por mês só para custear aluguel, embora tenham residências próprias e elevados salários. A especulação imobiliária de luxo consome outros bilhões de reais, mas não se investe em moradias sociais. Com Temer, a miséria cresce e o abismo social só aumenta.

*Edmilson Souza é professor de história, educador e vereador em Guarulhos

Ideia da Escola Sem Partido vai contra a autonomia do ensino (Foto: Gustavo Gargioni/Especial/Fotos Públicas)

Opinião

É na esteira do estado de exceção que ideias retrógradas aparecem com o propósito de calar, intimidar, destilar o ódio e impedir o debate cognitivo. A estratégia contra o pensamento crítico é impor sanções como a Lei da Mordaça, conhecida também por Escola sem Partido, à qual, por princípios, somos contra.

Embora inconstitucional, detentores do pensamento conservador e neofascistas tentam pautar a proposta doutrinária para a sociedade e aprová-la em Câmaras Municipais, como na de Guarulhos, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional.

Não podemos aceitar retrocessos em parâmetros democráticos, civilizatórios e humanísticos, e opressão e perseguição a trabalhadores da educação. São preocupantes os ataques à pluralidade e visões embrutecedoras. Entre o oportunismo e retóricas extremistas, optam pelas trevas no sistema educacional.

A ideia de Escola sem Partido vai contra a autonomia do ensino, conceitos didáticos e gestão democrática nas escolas. Afronta a Constituição, Lei de Diretrizes de Base, o Plano Nacional de Educação e premissas ao pleno desenvolvimento do estudante, da cidadania e de vértices do conhecimento, com amplitude, percepção e reflexão.

Movimentos que se dizem apartidários têm partido e querem impor uma ideologia única, restritiva e repressiva a alunos e educadores. Optam pelo enfrentamento, diante de incipientes e desconexas concepções pedagógicas, de diversidade e liberdade para ensinar e aprender conceitos universais.

Defensores da mordaça tornaram-se instrumentos de classes dominantes e de interesses políticos e econômicos, com cumplicidade de governantes. Contrapor as iniciativas opressivas é defender princípios e diretrizes constitucionais ao sistema e a educação emancipatória.

No Brasil, abriu-se um perigoso caminho para o avanço do obscurantismo, potencializado pelas mídias. A miséria humana antidemocrática libera ideias e atos de bestas-feras, num ambiente de tomada do poder e desordem social, cultural e institucional.

*Edmilson Souza é professor de história, educador e vereador em Guarulhos

Trabalhadores precisam mostrar força (Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula/Fotos Públicas)

Opinião

A grave crise pela qual passa o Brasil, com a contínua ameaça de aprofundamento, fará do 1° de Maio uma data de realinhamento da luta dos trabalhadores. O País está destroçado por um governo ilegítimo e quase foi dominado por múltiplas farsas que já não enganam mais.


Mesmo com o aparato midiático de construir uma realidade desconexa, a percepção dos trabalhadores que o Brasil não anda bem é sentida na pele. É inadiável a retomada do emprego, renda, direitos e reversão da pobreza extrema e desigualdade. Um basta só virá com resistência.


O Dia do Trabalhador é de resposta nas ruas com a força social contra o estado de exceção. Em dois anos de golpe, com a deposição da presidenta Dilma e entrega do poder a Temer, o Brasil vai para o abismo social, econômico e institucional.


O fim de programas inclusivos segue. Investimentos em educação, saúde, moradia, obras e agricultura familiar foram congelados ou exterminados. Vieram reformas, retirada de conquistas, lei da terceirização, escravização do trabalho e ataque à aposentadoria.
Temer e o compadrio tocam o desmonte e entrega de empresas estratégicas, como Petrobras, Embraer, Eletrobras e de sistemas públicos. O País amarga 26 milhões de desempregados ou subempregados, incluindo jovens, aumento da gasolina, do gás, energia, da pobreza e de sem-teto.


Apoiado por conservadores e pela mídia, os imorais afloram o ódio para dividir a população e truncar a resistência à insanidade. O Judiciário apodera-se do seletivo combate à corrupção. Persegue, condena sem provas e prende lideranças.


O ex-presidente Lula foi encarcerado para não disputar a eleição. Os mais pobres estão sem esperança. Os mais ricos aumentam os ganhos. O domínio, interno e externo, avança à concentração de renda e exclusão. A Justiça não é justa.


É crucial retomar a luta emancipadora, com solidariedade, organização e reflexão. É urgente conter as arbitrariedades, a dissolução do estado democrático e o aniquilamento de figuras populares e de ideais de igualdade e justiça.

*Edmilson Souza é professor de História, educador e vereador em Guarulhos

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Colunistas

Crescimento do número de suicídios revela que sociedade brasileira está doente. Campanha Setembro Amarelo alertou para os riscos (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

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Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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