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Volume exagerado das ligações pode causar danos à saúde (Foto: Reprodução/Pixabay)

Opinião

Um ano após o julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a respeito do direito dos trabalhadores em teleatendimento ao recebimento do adicional de insalubridade, as condições de trabalho parecem ter permanecido as mesmas.

Ao julgar o caso repetitivo, o TST reafirmou o entendimento de que “em razão do volume de som necessário à manutenção do fone de ouvido utilizado pelo operador de telemarketing (...) sempre gera o direito ao adicional de insalubridade”.

Embora seja possível o recebimento do adicional, o TST esclareceu não se tratar de uma consequência automática da atividade de teleatendimento pelo uso de fones de ouvido ou do ruído no ambiental. Afirmou ser necessária a realização de perícia do ambiente de trabalho, com medição quantitativa dos ruídos constantes no local de trabalho.

O anexo 1 da NR-15 da portaria nº 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece o limite de tolerância sonora ao nível de 87 decibéis. Qualquer medição acima desse patamar obriga o empregador a pagar o adicional de insalubridade aos trabalhadores submetidos às condições irregulares de trabalho.

Apesar dos esclarecimentos constantes do julgamento, o adoecimento dos trabalhadores em teleatendimento é constante e crescente, haja vista o contingente aproximado de 500 mil trabalhadores do setor. Além disso, a expansão da terceirização de atividades contribui para a precarização das condições de trabalho dessa categoria, potencializando o descumprimento das normas de segurança e proteção de saúde do trabalhador, constitucionalmente garantidas no artigo 7º, XXII, da Constituição Federal.

Nesse contexto, estar atento aos índices de ruído ambiental e requerer o pagamento do adicional de insalubridade, quando não respeitados os patamares previstos no anexo 1 da NR-15 da portaria nº 3.214/78 do MTE, é fundamental para a proteção individual do trabalhador. Além disso, ajuda a garantir a dignidade e a segurança do trabalho em condições de risco suportado por toda a categoria de teleatendentes.

Rafaela Possera é Advogada do escritório Mauro Menezes & Advogados e especialista em Direito Material e Processual do Trabalho*

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Ministro Brito Pereira permitiu continuação do processo de privatização (Foto: Igo Estrela/Divulgação/TST)

Economia


O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Brito Pereira, atendeu ao pedido da Advocacia Geral da União (AGU) e derrubou liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, Rio de Janeiro, que suspendia o processo de privatização das distribuidoras deficitárias do Norte e Nordeste da Eletrobras.

O governo ainda trabalha com a data do leilão de três distribuidoras (Acre, Rondônia e Roraima) para o próximo dia 30 de agosto, ainda que o projeto de lei que destrava a privatização dessas empresas não tenha sido aprovado pelo Senado. O texto - que já foi aprovado pelos deputados antes do recesso de julho - resolve pendências dessas distribuidoras e poderia aumentar a atratividade do leilão. A venda da distribuidora do Amazonas foi remarcada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para 26 de setembro.

Já para licitar a Ceal, de Alagoas, é preciso resolver uma disputa com o governo estadual, que cobra ressarcimento financeiro da União no Supremo Tribunal Federal (STF). Até agora, apenas a Cefisa, no Piauí, foi licitada.

Desde julho de 2016, as distribuidoras estão em um regime precário de designação, em que a Eletrobras é responsável por manter os serviços. Isso acontece porque a Eletrobras decidiu não renovar a concessão das distribuidoras. Nessa hipótese, cabe ao governo leiloar a concessão para um novo operador. Até lá, no entanto, a Eletrobras continua à frente das empresas.

A liminar do TRT determinava a realização de estudo, no prazo de 90 dias, sobre o impacto da privatização das empresas nos contratos de trabalho em curso nas empresas e nos direitos dos empregados. O processo envolve federações representativas de trabalhadores da Eletrobras nos estados do Piauí, Alagoas, Acre, Rondônia e Amazonas.

No pedido de suspensão de liminar, a Advocacia Geral da União argumentou que a privatização das distribuidoras já foi aprovada pelo Congresso e regulamentada pelo governo federal e visa assegurar a continuidade operacional das companhias e a manutenção dos serviços. Segundo a AGU, parecer do Ministério Público do Trabalho diz inexistir previsão legal ou contratual para a realização de estudo de impacto nas relações trabalhistas e não haver indício de alteração objetiva dos contratos de trabalho.

Ao analisar o processo, o presidente do TST observou ter ficado demonstrado que, em assembleia geral, os acionistas da empresa optaram pela venda das companhias distribuidoras, em vez da liquidação da empresa, o que, em princípio, representa a manutenção das empresas e dos contratos de trabalho.

De acordo com o ministro Brito Pereira, a determinação de suspensão do processo estava fundamentada unicamente na inexistência de estudo sobre eventuais impactos da privatização nos contratos de trabalho, sem que tenha sido apresentado nos autos norma ou regulamento com essa obrigação. "É certo que a legislação trabalhista prestigia a manutenção dos empregos e dos direitos conquistados pelos empregados, além de conter normas que os protegem das alterações nessa relação. Mas essas garantias asseguradas aos empregados devem ser invocadas no momento próprio e pelos meios adequados", disse o presidente do TST.

Aos 36 anos, Boulos é o candidato mais novo postulante à Presidência (Foto: Ivo Lindbergh)

Nacional

Guilherme Boulos se destacou nacionalmente como líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e disputa pela primeira vez o cargo de presidente da República. Filiado ao Psol, partido considerado de extrema esquerda, Boulos defende maior participação popular e afirmou que sua candidatura foi posta para derrubar a “turma do Temer, que botou o Brasil no buraco nos últimos dois anos e que fez com que 1,2 milhão de pessoas voltassem à miséria”.

Defensor do ex-presidente Lula (PT), considera uma injustiça a prisão do petista, mas garante que, com ou sem Lula, a esquerda estará no segundo turno. Aos 36 anos, o paulistano Boulos é o candidato mais novo postulante ao cargo. Filho de médicos, não nasceu pobre, mas afirmou que “não é preciso passar fome ou não ter um teto para se solidarizar com quem passa por estas situações”. Apesar de já ter pregado a desobediência civil em alguns casos, Boulos afirmou que é contra o armamento da população, que passa por uma crise ética e que não se indigna com a situação dos moradores de rua e de crianças pedintes. 

 Se eleito, o primeiro compromisso do senhor será com os sem-teto?

Sem dúvida nenhuma. Se vende uma ideia de que quem faz ocupação por moradia é vagabundo, que quer tomar o que é dos outros. Ignora-se a realidade dessas pessoas, que todo fim do mês têm de escolher entre pagar o aluguel e botar comida na mesa.

E por que estas pessoas vivem nessa situação?

São levadas a esta situação porque os governos não cumprem a lei e deveriam, desde a Constituição e o Estatuto das Cidades, desapropriar imóveis vazios e abandonados e destiná-los à moradia popular. No nosso governo, nós vamos fazer a lei ser cumprida. Imóvel que esteja abandonado será desapropriado para dar moradia a quem precisa. Inclusive nas regiões centrais, porque pobre tem direito de morar no Centro também.

Boulos disse acreditar que campanha "olho no olho" dá credibilidade (Foto: Ivo Lindbergh)

E para famílias que não são pobres, mas não têm condição de financiar um imóvel?

Nós vamos baixar os juros, que, no Brasil, são extorsivos. Tem um exemplo que é bem emblemático. O banco Santander, que é um banco espanhol, para uma mesma linha de crédito cobra juros zero na Espanha e 140% no Brasil. É uma esculhambação.  O Brasil é a Disneylândia dos bancos privados. Nós vamos pegar os bancos públicos – Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil – para reduzir os juros de mercado. Os bancos privados terão que vir atrás ou vão perder a clientela. 

Seria melhor ter mais bancos para aumentar a competitividade?

A solução não é simplesmente ter mais bancos. Eu vi outro dia, em um debate, o Alckmin dizer que o problema do Brasil era ter poucos bancos. Eu achava que o problema do Brasil era ter pouco investimento em educação, em saúde, mas o Alckmin nos ensinou que o problema é termos poucos bancos. Eu não acredito nisso. Acho que é óbvio, nós temos que descentralizar com bancos populares, cooperativas de crédito. São elementos importantes, mas nós temos bancos públicos no Brasil que podem cumprir o papel de enfrentar o cartel de bancos privados, fazendo a redução de juros e da taxa de agiotagem, o chamado spread bancário.

Para chegar ao segundo turno, não era melhor a esquerda ter apenas um candidato?

A Esquerda, a oposição ao governo Temer, estará no segundo turno. O governo Temer tem rejeição de 97% da população brasileira. Deveria se fazer um concurso em que fosse dado a alguém que andasse pelas ruas e encontrasse um cidadão que apoia o governo Temer. O primeiro turno é momento de apresentar alternativas, projetos de futuro, plantar sementes. A nossa candidatura faz isso, não olhando no espelho retrovisor, mas apresentando um projeto para uma geração, não apenas para uma eleição.

Quase sem tempo no rádio e TV e tachado de invasor, como pretende chegar ao eleitor?

A campanha é uma oportunidade de desfazer essa mistificação. O MTST nunca ocupou casa de ninguém. O MTST ocupa grandes imóveis que estão abandonados há muito tempo. Grandes propriedades que devem impostos. Nós estamos tendo a oportunidade de esclarecer isso durante a campanha e enfrentar as fake news. O filho do Jair Bolsonaro inventou que o MTST cobrava aluguel de moradores e está enfrentando processo sobre isso.

E referente ao tempo eleitoral?

Referente à televisão, o sistema eleitoral, tanto de financiamento das candidaturas quanto de aparição, é feito para ficar tudo como está, para manter os mesmo no poder e bloquear a mudança. A nossa candidatura pode fazer diferente porque não tem rabo preso. Sou o único candidato que pisa em favela. Essa campanha olho no olho dá credibilidade.

O senhor disse que pretende aumentar a participação brasileira na política. Como?

As pessoas não participam porque elas não foram chamadas. Democracia não pode ser apertar um botão a cada quatro anos e acabou. As pessoas têm de decidir sobre os próprios temas. A reforma trabalhista que o Temer aprovou, se passasse por um referendo popular, seria aprovada? Não seria. Nós queremos chamar o povo a decidir, porque só assim nós podemos enfrentar privilégios, a esculhambação que é o sistema político brasileiro, que é a base do toma lá da cá. Quem entra no governo troca apoio no Congresso por cargo.

Boulos afirmou que pobre também tem o direito de morar nas regiões centrais das grandes cidades (Foto: Ivo Lindbergh)

Qual o tamanho da máquina pública que o senhor pensa ser ideal?

Quando se fala de máquina pública nós temos de enfrentar privilégios, não reduzir serviços públicos. Alguém acha que tem hospitais demais? Está sobrando serviço de educação? Está sobrando investimento em moradia popular? Está parte tem que ser ampliada. Nós temos que enfrentar privilégios. O que não pode é ter 6 milhões de famílias sem casa e juiz, promotor e deputado ganhando R$ 4 mil por mês de auxílio-moradia. O que não pode, hoje, é quem tem carro pagar IPVA, para manter a máquina pública, e quem tem jatinho, helicóptero não pagar um real de imposto. Nós vamos de enfrentar os privilegiados.

E como pretende fazer isso?

Uma das primeiras canetadas que eu vou dar, com gosto, vai ser chegar lá e revogar o aumento do judiciário, auxílio-moradia para quem tem casa e destinar este dinheiro para políticas públicas. Vai ser uma das canetadas mais gostosas da minha vida. Nós também vamos revogar a reforma trabalhista, porque trabalhador tem de ter emprego e direitos, revogar o congelamento de investimentos em saúde e educação por 20 anos e revogar a entrega do pré-sal às empresas estrangeiras.

O senhor pretende desmilitarizar a polícia?

O problema da violência é gravíssimo no Brasil. Nós tivemos 62 mil mortes violentas no último ano. Isso é mais do que a Síria, um país que está em guerra. Não se consegue enfrentar isso com gritaria e bravata. O modelo que tentou fazer isso fracassou. Nos últimos 30 anos foi mais militarização, mais política, mais presídio, mais arma. Eu pergunto: resolveu? Nós temos de seguir por outro caminho. Nós não queremos que as pessoas tenham medo da polícia, como muitos moradores da periferia, sobretudo os negros, têm hoje. Nós queremos que as pessoas respeitem a polícia, e para isso a polícia precisa respeitar as pessoas. Nós precisamos ter um outro modelo de polícia, que não é o modelo da formação militar, é o modelo da prevenção e da inteligência. Quando nós dizemos prevenção é dar oportunidade para as pessoas e para os jovens. Nós não queremos que o jovem tenha a primeira arma. Queremos que o jovem tenha o primeiro emprego. Queremos construir escolas para não construir presídio.

E o combate à violência?

É preciso enfrentar o tráfico de armas e munição. Não deixar que a arma chegue onde chega hoje. Vamos dizer a verdade: o comando do crime organizado não está no barraco de nenhuma favela. O comando do crime está mais perto da Praça dos Três Poderes do que das favelas de Paraisópolis e da Rocinha. O caminho vai ser enfrentar o crime organizado de verdade, que está de colarinho branco. Que não foi mexido até agora.

"Quem tem jatinho, helicóptero não paga um real de imposto. Nós vamos de enfrentar os privilegiados" (Foto: Ivo Lindbergh)

Qual é a sua principal proposta para a saúde?

Nós vamos criar a UBS completa. Hoje, quando se chega a uma UBS, se você chega com uma infecção, dor nas costas, vão te dar um dipirona, quando tem, e um papel para um exame dali a seis meses. Nós vamos fazer a UBS completa, investindo de verdade em cada delas, onde o cidadão vai fazer o exame e já vai sair com o resultado na mão. Para procedimentos complexos, como ressonância, tomografia, que não dá para fazer ali, vamos estabelecer um teto de espera de, no máximo, um mês. Mas, para isso precisamos investir, e nós vamos dobrar o orçamento do SUS.

E qual a receita para dobrar o orçamento do SUS?

Tirando de quem tem mais. Fazendo com que o rico comece a pagar impostos no Brasil. Taxar grandes fortunas, lucros e dividendos. Só esta reforma tributária vai dar mais de R$ 100 bilhões ao ano.

 Tem algum projeto na área de esporte?

A primeira delas é colocar o esporte e o lazer como um direito. Onde tem oportunidade de esportes, lazer e cultura para a juventude se reduz a violência e a criminalidade. Todos os índices mostram isso. Nós queremos tratar o esporte como direito dentro do programa “Meu Bairro, Minha Vida”. Além de dar moradia com regularização fundiária, o programa vai levar serviços públicos com qualidade para cada periferia do País. Vai ter quadra esportiva e atendimento de esportes para a comunidade.

 Pretende também taxar a venda de jogadores de futebol?

A proposta que nós colocamos é estabelecer uma taxação para a exportação de jogadores, que é feita sem critério. O clube europeu vem, pega um menino de 17 anos, leva embora, e depois valorizava o talento milionariamente na Europa. Nós temos de garantir que os jogadores brasileiros e que a formação de atletas brasileiros recebam a atenção pública, para que estes profissionais possam também atuar no Brasil.

Operadoras estão proibidas de vender novos planos enquanto não melhorarem o atendimento (Foto: Reprodução/Freepic)

Saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a suspensão da venda de 44 planos de saúde de 17 operadoras. A medida começará a valer na sexta-feira, 9, e tem o intuito de proteger cerca de 180,9 mil beneficiários.

Esses usuários continuarão a ter assistência regular, mas as operadoras ficam impedidas de vender os planos para outros interessados até que comprovem a melhoria no atendimento.

Realizado a cada três meses, o monitoramento da ANS avalia as operadoras a partir das reclamações dos beneficiários relativas à cobertura assistencial como, por exemplo, negativas e demora no atendimento. A lista das operadores pode ser consultada no site da ANS.

Manifestantes já deixaram o imóvel (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Manifestantes da Frente Povo Sem Medo, da qual faz parte o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam na manhã desta segunda-feira, 16, o triplex do Guarujá, no litoral de São Paulo, que motivou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo estendeu faixas dizendo "Se é do Lula, é nosso", "Se não é, por que prendeu?" e "Povo sem Medo".

A ocupação do triplex pelos manifestantes foi anunciada nas redes sociais do líder do MTST e pré-candidato do PSOL à presidência da República, Guilherme Boulos. "MTST e a Povo Sem Medo acabam de ocupar o tríplex do Guarujá, atribuído a Lula por Moro. Se é do Lula, o povo poderá ficar. Se não é, por que então ele está preso?", disse Boulos, repetido os dizeres das faixas dos manifestantes.

Segundo a TV Globo, todos os manifestantes já deixaram o imóvel e causaram danos no local. 

Informal, Boulos anunciou sua candidatura em evento com Caetano Veloso e Maria Gadu (Foto: Ceert.org.br)

Nacional

Guilherme Boulos, Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), vai se filiar, na próxima segunda-feira, 5, ao PSOL para disputar a Presidência. Antes disso, no sábado, faz um lançamento informal da sua pré-candidatura, em um evento que vai reunir artistas e intelectuais.

Entre os nomes confirmados para o encontro, batizado de "conferência cidadã", estão os cantores Caetano Veloso e Maria Gadu, os escritores Marcelo Rubens Paiva e Frei Betto, a urbanista Raquel Rolnik e o antropólogo Luiz Eduardo Soares. O ator Wagner Moura e o apresentador Gregório Duvivier devem enviar vídeos de apoio a Boulos.

Muitas dessas personalidades, como Frei Betto, já foram ligados ao PT. Outros, como Luiz Eduardo Soares, orbitaram em torno da Rede de Marina Silva.

Segundo o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), o evento desse sábado, que acontece em São Paulo, será uma "demonstração da amplitude que pode alcançar a candidatura" de Boulos. O lançamento oficial da pré-candidatura do líder do MTST será no dia 10 de março, durante a convenção nacional do partido. A chapa deverá ter como vice a liderança indígena Sonia Guajajara, que também é do PSOL.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!

Futuro do Ministério do Trabalho ainda é incerto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Nacional

O ministro extraordinário da Transição, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio Gaúcha, que a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) trabalha com duas propostas para o futuro do Ministério do Trabalho. Em uma delas, parte das atribuições da pasta será transferia para o futuro ministério da Produção, como deverá se chamar o atual Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em outra, essas funções seriam herdadas pelo futuro ministério da Cidadania. No primeiro modelo, o atual MDIC, que deve ceder a parte de comércio exterior para o futuro ministério da Economia, abrigaria as funções do Trabalho e também a secretaria de politicas públicas para o emprego. Já a concessão das cartas sindicais, que têm sido um "foco permanente de corrupção", para o futuro ministério da Justiça e da Segurança Pública, que será assumido pelo juiz Sérgio Moro no ano que vem. No segundo modelo, as funções do Trabalho vão para o ministério chamado Cidadania, que vai congregar desenvolvimento social, direitos humanos e ações para recuperar os dependentes de drogas. "Para sair de 30 ministérios para 15 ou 17, tem que fazer essa estruturação, e isso é bem complexo", comentou Lorenzoni.

"Não foi uma indicação de Toffoli. Eu ouço nessa área o general Heleno", disse Bolsonaro (Foto: Jose Cruz /Agencia Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse na tarde desta terça-feira, 13, que não consultou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, sobre a escolha do general da reserva Fernando Azevedo e Silva para ocupar a vaga de ministro da Defesa. Azevedo e Silva é um dos assessores de Toffoli no Supremo. "Não foi uma indicação de Toffoli. Eu ouço nessa área o general Heleno", disse Bolsonaro, referindo-se ao general Augusto Heleno Ribeiro, que será chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Bolsonaro anunciou Azevedo e Silva para a Defesa hoje cedo pelo Twitter. O novo indicado é amigo do presidente eleito desde os tempos do Exército. Governadores O presidente eleito confirmou presença amanhã no encontro que reunirá governadores dos Estados em Brasília. "Vou amanhã ao encontro dos governadores. O que eles querem eu também quero: dinheiro", disse ao chegar nesta tarde ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Bolsonaro, no entanto, reclamou que o convite para a reunião não foi acertado com ele. "Essa reunião não foi tratada comigo e nem com Paulo Guedes (futuro ministro da Economia). Não sei quem teve a ideia. Acho que foi o governador Doria (João Doria, governador eleito do Estado de São Paulo), mas nós não vamos decepcionar os governadores". O presidente eleito disse que a equipe econômica de seu governo trabalhará pedidos de renegociação de dívida dos Estados, porém destacou que a situação é difícil. "O Orçamento está complicado, mas vamos ver o que for possível fazer nessa questão de renegociação", disse.

Célia será a secretária da Pessoa com Deficiência (Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/AE)

Cidade

O governador eleito de São Paulo João Doria (PSDB) anunciou ontem o primeiro nome tucano de seu secretariado: a deputada estadual Célia Leão (PSDB), da região de Campinas. Ela será secretária da Pessoa com Deficiência na administração estadual a partir de 2019. Célia foi colunista do Metrô News no ano passado, mas se afastou devido à Legislação Eleitoral. Além dela, que encerra seu sétimo mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo (não foi reeleita), Doria anunciou que o desembargador Paulo Dimas Mascaretti, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, será o secretário de Justiça. Dos nomes escolhidos até então para o secretariado de Doria, nenhum era do PSDB, o que gerou críticas do presidente da sigla em São Paulo, Pedro Tobias. “Acho estranho ele não ter indicado ninguém do PSDB. Doria precisa tratar o partido com mais carinho. O PSDB esteve ao lado dele na campanha”, disse o presidente estadual da legenda. Vinte e quatro anos depois de o PSDB chegar ao poder em São Paulo, o governador eleito está montando sua equipe sem consultar o partido, que já está fora dos principais cargos políticos do Palácio dos Bandeirantes.  A sigla tucana deixará de comandar, a partir de 2019, pastas estratégicas como a Casa Civil, que terá como titular Gilberto Kassab, presidente do PSD, e Secretaria de Governo, que terá suas atribuições absorvidas por Rodrigo Garcia (DEM). Na semana passada, Doria anunciou o médico José Henrique Germann, diretor Superintendente do Instituto de Consultoria e Gestão Albert Einstein, como secretário de Saúde, e Gustavo Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira, para Agricultura. *Com informações da Agência Estado
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Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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