Ações gratuitas vão ser realizadas até o fim do mês (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

Nos dias de hoje, ouvimos tanto sobre a nossa saúde. E os nossos olhos? Eles são preciosos. Quem enxerga perfeitamente desde o nascimento, talvez não dê o devido valor a eles. Já foi dito que muitas doenças oculares, quando diagnosticadas cedo, têm tratamento e até cura. Foi pensando nisso que profissionais da saúde lançaram, em 2016, o projeto “Abril Marrom”. Desde então, o projeto tem ações de diagnósticos, tratamentos e prevenção da cegueira.


O “Abril Marrom” visa a alertar a população a cuidar dos olhos, fazendo exames de rotina com o oftalmologista. A atenção deve vir desde o nascimento com o teste do reflexo vermelho, que identifica catarata congênita ou problemas na retina.


A partir dos seis meses até os cinco anos, as consultas devem ser anuais, pois a alerta nesse período é para o estrabismo. Dos oito aos 14 anos, a miopia e a hipermetropia podem atrapalhar o desenvolvimento da criança na escola. Na idade adulta até os 50 anos, a avaliação deve ser de rotina, com cuidado especial quando nos tornamos idosos, pois somos mais sujeitos a catarata que pode ser corrigida com uma cirurgia simples.


Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 253 milhões de pessoas vivam com deficiência visual e 36 milhões destas são cegas. O relatório divulgou que mais de 80% das deficiências visuais poderiam ser tratadas ou evitadas.


As doenças oculares comuns são catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada a idade e retinopatia diabética. A cegueira pode estar ligada também a toxoplasmose, rubéola, sífilis e outras. O grande problema é que muitos sintomas não são tão aparentes e as pessoas só procuram o médico quando já perderam parte da visão. Os olhos também podem ser comprometidos por alguns hábitos ruins ou por motivos hereditários, cigarro, drogas e colírio sem prescrição de um especialista.


Neste mês, fique atento. Temos as ações da Prefeitura e do Governo do Estado com o objetivo de prevenir doenças relacionadas à visão. Avise seus familiares e amigos. Mantenha os olhos abertos e enxergue a prevenção. Os olhos são as janelas da alma!

*Sandra Tadeu é vereadora pelo DEM/SP

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Ministro Eduardo Guardia admite que o PIB pode crescer menos do que o esperado (Foto: Antonio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Economia

A equipe econômica estima que o impacto da greve dos caminhoneiros custou ao país R$ 15 bilhões, ou 0,2% do PIB. De acordo com o Ministério da Fazenda, o número foi discutido na segunda-feira, 11, em reunião com o ministro Eduardo Guardia e economistas do setor privado, em São Paulo.

Na segunda, Guardia admitiu que o governo poderá rever para baixo a previsão oficial para o crescimento da economia neste ano, que está em 2,5%.

Ele observou, porém, que essas previsões são reavaliadas a cada dois meses na programação orçamentária e que não faria revisões a cada semana. A aposta do mercado é que o PIB cresça menos do que 2% em 2018.

Guardia chegou a dizer que algumas estimativas sobre o impacto da paralisação estavam exageradas e que os economistas já vinham observando perda de ritmo da economia antes da greve.

"Revemos a previsão a cada dois meses, quando divulgamos a programação orçamentária. Então, vamos continuar fazendo isso. Pode ser uma revisão para baixo", afirmou o ministro.

Projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,81% para avanço de 3,80% (Foto: Divulgação/Volkswagen)

Economia

O mercado financeiro reduziu suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 2,70% para 2,51% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 14. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,76%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Já a expectativa do Ministério da Fazenda é de 3,0%. Na próxima quarta-feira (16), o Banco Central deve divulgar os dados de seu Índice de Atividade (IBC-Br) referente a março.

No relatório Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,81% para avanço de 3,80%. Há um mês, estava em 3,97%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa permaneceu em 57,00%, também igual ao verificado um mês atrás.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2018 na pesquisa Focus realizada pelo BC. A estimativa de superávit comercial passou de US$ 55,00 bilhões para US$ 55,60 bilhões. Um mês atrás, a previsão estava em US$ 55,80 bilhões. Para 2019, a estimativa de superávit seguiu em US$ 46,00 bilhões, igual ao verificado um mês antes. Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2018 ficará em US$ 56 bilhões.

No caso da conta corrente, as previsões contidas no Focus para 2018 seguiram indicando déficit de US$ 25,00 bilhões, ante US$ 25,40 bilhões de quatro semanas antes. Para 2019, a projeção de rombo permaneceu em US$ 37,70 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado para o próximo ano era de US$ 39,10 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário, tanto em 2018 quanto em 2019. A mediana das previsões para o IDP em 2018 seguiu em US$ 75,00 bilhões, ante US$ 80,00 bilhões de um mês atrás. Para 2019, a expectativa está em US$ 80,00 bilhões, mesmo valor de uma semana e um mês antes.

Blusas de frio viraram itens obrigatórios para os paulistanos, com o clima atual (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

O frio congelante que tomou conta de toda a Capital desde o início da semana deve começar a ser amenizado, na sexta-feira, 13, quando a massa de ar polar perde força. Segundo a meteorologista Marina Vieira, da Climatempo, os dias voltarão a ficar mais quentes já no fim de semana.

Por enquanto, a massa de ar polar segue esfriando a Capital. Durante a quarta-feira, 11, o dia permaneceu frio, com manhã bastante nebulosa, chuviscos e os termômetros oscilaram em torno dos 8,7o C. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura, a menor temperatura foi registrada na Capela do Socorro (Zona Sul), durante a madrugada, quando o termômetro apontou 5,4o C.

De acordo com Marina, até o dia 20 deste mês os modelos estudados não apontam chuvas relevantes. “Já neste fim de semana iremos sentir a diferença na umidade do ar, que deve ficar abaixo dos 30%. Conforme a temperatura for se elevando, a umidade do ar vai diminuindo”, explicou.

Nesta quinta-feira, 12, as temperaturas terão gradativa elevação no decorrer do dia. O sol volta a predominar e diminuir a sensação de frio, principalmente no período da tarde. Os termômetros variam entre mínimas de 7o C e máximas que devem chegar aos 19o C, segundo o CGE.

Habitantes da Grande São Paulo vão precisar de agasalho, cachecol e gorro para sair de casa (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

O frio chegou para ficar na região da Grande São Paulo, segundo previsão da meteorologista Fabiana Weykamp, da Climatempo. “Os ventos úmidos marítimos ainda favorecem a formação de muita nebulosidade e deixam a temperatura baixa em praticamente toda a faixa leste do Estado. A sensação ainda é de frio”, explicou.

Na terça-feira, 5, o dia amanheceu frio e cheio de nuvens. Na tarde do mesmo dia, novas área de instabilidades chegam a Capital e provocam pancadas de chuva moderadas. A chance de chover é de 60% e o dia deve ficar com temperatura mínima de 13°C e máxima de 24°C durante a tarde. Não há risco para tempestades, no entanto.

Na quarta-feira, 6, haverá sol com muitas nuvens durante o dia. A nebulosidade deve trazer mais chuva, dessa vez aumentando a 90% a chance de precipitação, a qualquer hora. De acordo com a Climatempo, a mínima ficará em 15°C e a máxima só chega a 22°C. Na quinta, 7, as nuvens devem deixar a Capital em alguns períodos do dia, deixando o sol brilhar. Pancadas de chuva à tarde e à noite.

Já na sexta-feira, 8, no sábado, 9, e no domingo, 10, as chances de tempestades vão diminuindo. O sol vai brilhar ainda mais, mas as temperaturas devem ficar entre 24 e 26°C. No fim de semana, não há possibilidade de chover.

Temporal causou transtornos aos paulistanos (Foto: Amanda Migliano/O FOTOGRÁFICO/AE)

Cidade

As fortes chuvas que atingiram o Centro, as Marginais Tietê e Pinheiros e as Zonas Oeste, Sul, Leste e Norte da Capital, na tarde desta quarta-feira, provocaram lentidão acima da média no trânsito, 23 pontos de alagamento e, pelo menos, 47 quedas de árvore.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 19h, havia 106 quilômetros de lentidão entre as vias monitoradas pelo órgão. A média para o horário em um dia comum varia entre 65 e 94 quilômetros.

O Corpo de Bombeiros informou que atendeu 47 chamados para quedas de árvore em diferentes pontos da cidade e 21 ocorrências de enchentes. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a cidade registrou 23 pontos de alagamentos nos momentos de maior precipitação. O estado de atenção na cidade foi encerrado às 18h30.

O transporte sobre trilhos também foi prejudicado pelas chuvas. A Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentou problemas nas estações Primavera-Interlagos e Grajaú.

Rio de Janeiro ficou debaixo d'água no último mês de fevereiro (Foto: Celso Pupo/AE)

Cidade

Tem sido comum nos últimos anos lidarmos com dias chuvosos, no quais, em poucas horas, cai um nível de água esperado para o mês inteiro – a exemplo do que aconteceu no Rio de Janeiro em meados de fevereiro. Por outro lado, enfrentamos épocas de seca que ameaçaram até mesmo o abastecimento de uma cidade do tamanho de São Paulo, como ocorreu na crise hídrica de 2016. Na ocasião, o que mais chamou a atenção é que a chuva ficou escassa em meses que, geralmente, ela é abundante.

Mas, afinal, por que somos surpreendidos por fortes temporais e períodos de estiagem? No Dia Mundial da Água, o Metrô News entrevistou dois especialistas para entender tais mudanças climáticas.

O professor e doutor Anderson Targino da Silva Ferreira, que atua no programa de mestrado em análise Geoambiental da Universidade UNIVERITAS/UNG, afirmou que há uma variabilidade natural do clima. Porém, ele também ressaltou que o homem tem grande interferência sobre as alterações que geram períodos inesperados de chuva e seca.

“Há os fenômenos naturais como El Niño e La Niña, que são alterações no padrão de temperatura das águas superficiais do Pacífico. Estas mudanças, consequentemente, interferem no sistema de chuvas, apresentando períodos maiores de escassez e de precipitação. No entanto, é importante destacar o papel do homem nas mudanças climáticas”, explicou.

Seca matou peixes em São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

“O aumento do desmatamento das áreas florestadas, principalmente na Amazônia, que é o bioma responsável pelos “rios flutuantes" que trazem as chuvas para o Sudeste, além da substituição de áreas de cerrado, que abrigam diversas nascentes de rios importantes, por grandes fazendas agrícolas, prejudicam o sistema de circulação de água na atmosfera. A ocupação irregular e desordenada nos grandes centros urbanos, que aumenta a impermeabilização do solo, bem como, a destruição das matas ciliares, também agravam o problema”, argumentou Ferreira.

Imagem da Cantareira seca (Foto: Lucas Dantas)

Para Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, além os fatores naturais citados pelo professor, em cidades grandes, especificamente, há outras razões para a abundância e escassez de chuvas em determinadas épocas do ano.  “Ao invés de chuvas espaçadas e distribuídas ao longo do ano, temos tempestades fortes seguidas de longos períodos secos. No caso de cidades como São Paulo, as ilhas de calor urbanas também são um fator importantíssimo para a concentração das chuvas em certos períodos, pois, tais ilhas causam evaporação rápida seguida de tempestades”, justificou.

Soluções

Os especialistas também sugeriram algumas mudanças de atitude para a sociedade, com o objetivo de equilibrar os períodos de temporais e estiagem.

“Para minimizar os impactos, os governos devem pensar em investimentos de longo prazo na área de abastecimento, controle de desperdício e educação da população, bem como, construções de obras de piscinões nas cidades para diminuir enchentes e danos. Mas, talvez, o principal seja priorizar o fortalecimento das leis de proteção ambiental, ao invés de enfraquecê-las”, avaliou Ferreira.

Carlos Rittl comentou que precisamos cortar emissões de gases de efeito estufa imediatamente, além de reflorestar reservatórios e margens de rios para evitar que sequem rápido demais. “Necessitamos, também, plantar árvores e mais árvores nas cidades para mitigar o efeito das ilhas de calor. Além disso, é preciso adaptar as cidades ao novo clima do País, evitando que populações vulneráveis sofram ainda mais”, concluiu.

 

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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