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Dom, Out

Ações gratuitas vão ser realizadas até o fim do mês (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

Nos dias de hoje, ouvimos tanto sobre a nossa saúde. E os nossos olhos? Eles são preciosos. Quem enxerga perfeitamente desde o nascimento, talvez não dê o devido valor a eles. Já foi dito que muitas doenças oculares, quando diagnosticadas cedo, têm tratamento e até cura. Foi pensando nisso que profissionais da saúde lançaram, em 2016, o projeto “Abril Marrom”. Desde então, o projeto tem ações de diagnósticos, tratamentos e prevenção da cegueira.


O “Abril Marrom” visa a alertar a população a cuidar dos olhos, fazendo exames de rotina com o oftalmologista. A atenção deve vir desde o nascimento com o teste do reflexo vermelho, que identifica catarata congênita ou problemas na retina.


A partir dos seis meses até os cinco anos, as consultas devem ser anuais, pois a alerta nesse período é para o estrabismo. Dos oito aos 14 anos, a miopia e a hipermetropia podem atrapalhar o desenvolvimento da criança na escola. Na idade adulta até os 50 anos, a avaliação deve ser de rotina, com cuidado especial quando nos tornamos idosos, pois somos mais sujeitos a catarata que pode ser corrigida com uma cirurgia simples.


Segundo a Organização Mundial da Saúde, estima-se que 253 milhões de pessoas vivam com deficiência visual e 36 milhões destas são cegas. O relatório divulgou que mais de 80% das deficiências visuais poderiam ser tratadas ou evitadas.


As doenças oculares comuns são catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada a idade e retinopatia diabética. A cegueira pode estar ligada também a toxoplasmose, rubéola, sífilis e outras. O grande problema é que muitos sintomas não são tão aparentes e as pessoas só procuram o médico quando já perderam parte da visão. Os olhos também podem ser comprometidos por alguns hábitos ruins ou por motivos hereditários, cigarro, drogas e colírio sem prescrição de um especialista.


Neste mês, fique atento. Temos as ações da Prefeitura e do Governo do Estado com o objetivo de prevenir doenças relacionadas à visão. Avise seus familiares e amigos. Mantenha os olhos abertos e enxergue a prevenção. Os olhos são as janelas da alma!

*Sandra Tadeu é vereadora pelo DEM/SP

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Ministro Eduardo Guardia admite que o PIB pode crescer menos do que o esperado (Foto: Antonio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Economia

A equipe econômica estima que o impacto da greve dos caminhoneiros custou ao país R$ 15 bilhões, ou 0,2% do PIB. De acordo com o Ministério da Fazenda, o número foi discutido na segunda-feira, 11, em reunião com o ministro Eduardo Guardia e economistas do setor privado, em São Paulo.

Na segunda, Guardia admitiu que o governo poderá rever para baixo a previsão oficial para o crescimento da economia neste ano, que está em 2,5%.

Ele observou, porém, que essas previsões são reavaliadas a cada dois meses na programação orçamentária e que não faria revisões a cada semana. A aposta do mercado é que o PIB cresça menos do que 2% em 2018.

Guardia chegou a dizer que algumas estimativas sobre o impacto da paralisação estavam exageradas e que os economistas já vinham observando perda de ritmo da economia antes da greve.

"Revemos a previsão a cada dois meses, quando divulgamos a programação orçamentária. Então, vamos continuar fazendo isso. Pode ser uma revisão para baixo", afirmou o ministro.

Projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,81% para avanço de 3,80% (Foto: Divulgação/Volkswagen)

Economia

O mercado financeiro reduziu suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano foi de 2,70% para 2,51% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 14. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,76%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Já a expectativa do Ministério da Fazenda é de 3,0%. Na próxima quarta-feira (16), o Banco Central deve divulgar os dados de seu Índice de Atividade (IBC-Br) referente a março.

No relatório Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 3,81% para avanço de 3,80%. Há um mês, estava em 3,97%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa permaneceu em 57,00%, também igual ao verificado um mês atrás.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2018 na pesquisa Focus realizada pelo BC. A estimativa de superávit comercial passou de US$ 55,00 bilhões para US$ 55,60 bilhões. Um mês atrás, a previsão estava em US$ 55,80 bilhões. Para 2019, a estimativa de superávit seguiu em US$ 46,00 bilhões, igual ao verificado um mês antes. Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2018 ficará em US$ 56 bilhões.

No caso da conta corrente, as previsões contidas no Focus para 2018 seguiram indicando déficit de US$ 25,00 bilhões, ante US$ 25,40 bilhões de quatro semanas antes. Para 2019, a projeção de rombo permaneceu em US$ 37,70 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado para o próximo ano era de US$ 39,10 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário, tanto em 2018 quanto em 2019. A mediana das previsões para o IDP em 2018 seguiu em US$ 75,00 bilhões, ante US$ 80,00 bilhões de um mês atrás. Para 2019, a expectativa está em US$ 80,00 bilhões, mesmo valor de uma semana e um mês antes.

Blusas de frio viraram itens obrigatórios para os paulistanos, com o clima atual (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

O frio congelante que tomou conta de toda a Capital desde o início da semana deve começar a ser amenizado, na sexta-feira, 13, quando a massa de ar polar perde força. Segundo a meteorologista Marina Vieira, da Climatempo, os dias voltarão a ficar mais quentes já no fim de semana.

Por enquanto, a massa de ar polar segue esfriando a Capital. Durante a quarta-feira, 11, o dia permaneceu frio, com manhã bastante nebulosa, chuviscos e os termômetros oscilaram em torno dos 8,7o C. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura, a menor temperatura foi registrada na Capela do Socorro (Zona Sul), durante a madrugada, quando o termômetro apontou 5,4o C.

De acordo com Marina, até o dia 20 deste mês os modelos estudados não apontam chuvas relevantes. “Já neste fim de semana iremos sentir a diferença na umidade do ar, que deve ficar abaixo dos 30%. Conforme a temperatura for se elevando, a umidade do ar vai diminuindo”, explicou.

Nesta quinta-feira, 12, as temperaturas terão gradativa elevação no decorrer do dia. O sol volta a predominar e diminuir a sensação de frio, principalmente no período da tarde. Os termômetros variam entre mínimas de 7o C e máximas que devem chegar aos 19o C, segundo o CGE.

Habitantes da Grande São Paulo vão precisar de agasalho, cachecol e gorro para sair de casa (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

O frio chegou para ficar na região da Grande São Paulo, segundo previsão da meteorologista Fabiana Weykamp, da Climatempo. “Os ventos úmidos marítimos ainda favorecem a formação de muita nebulosidade e deixam a temperatura baixa em praticamente toda a faixa leste do Estado. A sensação ainda é de frio”, explicou.

Na terça-feira, 5, o dia amanheceu frio e cheio de nuvens. Na tarde do mesmo dia, novas área de instabilidades chegam a Capital e provocam pancadas de chuva moderadas. A chance de chover é de 60% e o dia deve ficar com temperatura mínima de 13°C e máxima de 24°C durante a tarde. Não há risco para tempestades, no entanto.

Na quarta-feira, 6, haverá sol com muitas nuvens durante o dia. A nebulosidade deve trazer mais chuva, dessa vez aumentando a 90% a chance de precipitação, a qualquer hora. De acordo com a Climatempo, a mínima ficará em 15°C e a máxima só chega a 22°C. Na quinta, 7, as nuvens devem deixar a Capital em alguns períodos do dia, deixando o sol brilhar. Pancadas de chuva à tarde e à noite.

Já na sexta-feira, 8, no sábado, 9, e no domingo, 10, as chances de tempestades vão diminuindo. O sol vai brilhar ainda mais, mas as temperaturas devem ficar entre 24 e 26°C. No fim de semana, não há possibilidade de chover.

Temporal causou transtornos aos paulistanos (Foto: Amanda Migliano/O FOTOGRÁFICO/AE)

Cidade

As fortes chuvas que atingiram o Centro, as Marginais Tietê e Pinheiros e as Zonas Oeste, Sul, Leste e Norte da Capital, na tarde desta quarta-feira, provocaram lentidão acima da média no trânsito, 23 pontos de alagamento e, pelo menos, 47 quedas de árvore.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 19h, havia 106 quilômetros de lentidão entre as vias monitoradas pelo órgão. A média para o horário em um dia comum varia entre 65 e 94 quilômetros.

O Corpo de Bombeiros informou que atendeu 47 chamados para quedas de árvore em diferentes pontos da cidade e 21 ocorrências de enchentes. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a cidade registrou 23 pontos de alagamentos nos momentos de maior precipitação. O estado de atenção na cidade foi encerrado às 18h30.

O transporte sobre trilhos também foi prejudicado pelas chuvas. A Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentou problemas nas estações Primavera-Interlagos e Grajaú.

Rio de Janeiro ficou debaixo d'água no último mês de fevereiro (Foto: Celso Pupo/AE)

Cidade

Tem sido comum nos últimos anos lidarmos com dias chuvosos, no quais, em poucas horas, cai um nível de água esperado para o mês inteiro – a exemplo do que aconteceu no Rio de Janeiro em meados de fevereiro. Por outro lado, enfrentamos épocas de seca que ameaçaram até mesmo o abastecimento de uma cidade do tamanho de São Paulo, como ocorreu na crise hídrica de 2016. Na ocasião, o que mais chamou a atenção é que a chuva ficou escassa em meses que, geralmente, ela é abundante.

Mas, afinal, por que somos surpreendidos por fortes temporais e períodos de estiagem? No Dia Mundial da Água, o Metrô News entrevistou dois especialistas para entender tais mudanças climáticas.

O professor e doutor Anderson Targino da Silva Ferreira, que atua no programa de mestrado em análise Geoambiental da Universidade UNIVERITAS/UNG, afirmou que há uma variabilidade natural do clima. Porém, ele também ressaltou que o homem tem grande interferência sobre as alterações que geram períodos inesperados de chuva e seca.

“Há os fenômenos naturais como El Niño e La Niña, que são alterações no padrão de temperatura das águas superficiais do Pacífico. Estas mudanças, consequentemente, interferem no sistema de chuvas, apresentando períodos maiores de escassez e de precipitação. No entanto, é importante destacar o papel do homem nas mudanças climáticas”, explicou.

Seca matou peixes em São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

“O aumento do desmatamento das áreas florestadas, principalmente na Amazônia, que é o bioma responsável pelos “rios flutuantes" que trazem as chuvas para o Sudeste, além da substituição de áreas de cerrado, que abrigam diversas nascentes de rios importantes, por grandes fazendas agrícolas, prejudicam o sistema de circulação de água na atmosfera. A ocupação irregular e desordenada nos grandes centros urbanos, que aumenta a impermeabilização do solo, bem como, a destruição das matas ciliares, também agravam o problema”, argumentou Ferreira.

Imagem da Cantareira seca (Foto: Lucas Dantas)

Para Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, além os fatores naturais citados pelo professor, em cidades grandes, especificamente, há outras razões para a abundância e escassez de chuvas em determinadas épocas do ano.  “Ao invés de chuvas espaçadas e distribuídas ao longo do ano, temos tempestades fortes seguidas de longos períodos secos. No caso de cidades como São Paulo, as ilhas de calor urbanas também são um fator importantíssimo para a concentração das chuvas em certos períodos, pois, tais ilhas causam evaporação rápida seguida de tempestades”, justificou.

Soluções

Os especialistas também sugeriram algumas mudanças de atitude para a sociedade, com o objetivo de equilibrar os períodos de temporais e estiagem.

“Para minimizar os impactos, os governos devem pensar em investimentos de longo prazo na área de abastecimento, controle de desperdício e educação da população, bem como, construções de obras de piscinões nas cidades para diminuir enchentes e danos. Mas, talvez, o principal seja priorizar o fortalecimento das leis de proteção ambiental, ao invés de enfraquecê-las”, avaliou Ferreira.

Carlos Rittl comentou que precisamos cortar emissões de gases de efeito estufa imediatamente, além de reflorestar reservatórios e margens de rios para evitar que sequem rápido demais. “Necessitamos, também, plantar árvores e mais árvores nas cidades para mitigar o efeito das ilhas de calor. Além disso, é preciso adaptar as cidades ao novo clima do País, evitando que populações vulneráveis sofram ainda mais”, concluiu.

 

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Articulistas

Colunistas

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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