Mulheres precisam participar mais da política no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR)

Opinião

Amigos, comemoramos no mês de março o dia internacional das mulheres, data que destaca e evidencia a importância das mulheres na família e no desenvolvimento da sociedade. Infelizmente, no Brasil, a igualdade de direitos ainda está longe de ser alcançada de forma plena.

Na Câmara dos Deputados, venho trabalhando para diminuir tamanho desequilíbrio entre homens e mulheres. Lutando pela equiparação salarial e ao apresentar e votar em projetos que garantem e ampliem a defesa dos direitos femininos.

Estou na luta para ampliar a licença-maternidade – período que dá licença de 120 dias para a gestante empregada – das mães de bebês prematuros, incluso no meu relatório da Proposta de Emenda à Constituição 181/15.

Na instituição da obrigatoriedade do atendimento psicossocial à menor gestante, oferecido pelo SUS, por meio do Projeto de Lei 626/11, de minha autoria.

Engajei o Congresso Nacional na participação da campanha do Outubro Rosa, enquanto ocupava o cargo de segundo secretário da mesa diretora da Câmara, buscando chamar a atenção nacional na prevenção e diagnóstico precoce do câncer da mama.

No ano passado, sabendo da importância do combate da violência contra a mulher, solicitei ao Governo Federal a liberação dos recursos para o término da obra da Casa da Mulher Brasileira em São Paulo, espaço voltado para mulheres vítimas de violência.

E por intermédio de minha esposa na capital paulista, a vereadora Sandra Tadeu, venho trabalhando para ampliar a participação das mulheres na política, ressaltando o brilhante trabalho desenvolvido por elas à frente de administrações públicas e autarquias.

Ainda estamos longe de garantir igualdade para todas as mulheres, porém com muito trabalho e força de vontade vamos mudar o Brasil e torná-lo mais justo para a Nação.

Fiquem com Deus e uma Boa Semana a Todos.

*Jorge Tadeu Mudalen é deputado federal pelo DEM/SP

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Mulheres apresentam mais qualificação que homens, mas são minoria nas lideranças (Foto: Divulgação)

Economia

As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no mundo artístico, nas discussões políticas e até mesmo em áreas nas quais os homens eram dominantes, mas, mesmo mais qualificadas, elas ainda são minoria nos cargos de liderança, conforme apontam diversas pesquisas, como a International Business Report (IBR) – Women in Business, da Grant Thornton, na qual foi revelado que as mulheres brasileiras ocupavam apenas 16% dos cargos de CEO em 2017.


O Brasil tem muitos casos de sucesso feminino no ramo do empreendedorismo, como as catarinenses Sônia Hess de Souza, presidente da camisaria Dudalina, e Luiza Helena Trajano, presidente da rede de lojas Magazine Luiza.


Ainda assim, pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a participação feminina em cargos de gerência e liderança apresentou queda de 39%, em 2015, para 37,8%, em 2016, o que pode ser justificado pela forte crise econômica que atingiu o País e deixou um saldo de quase 13 milhões de desempregados.


Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o aumento de mulheres no mercado de trabalho faria o PIB crescer 3,3%, o que é equivalente a uma injeção de R$ 282 milhões na economia brasileira.

Elas são a maioria nas empresas

Apesar de não serem maioria nas funções de liderança, muitas mulheres já compõem a maior parte do quadro de algumas empresas. Na rede de supermercado Walmart do Brasil, por exemplo, elas ocupam 54% do quadro de associados e 40% dos cargos de gestão e 100 delas são líderes de operações distritais e de lojas.


“Não fazemos nenhuma distinção em nossos processos seletivos e nas promoções de cargos que planejamos, o que conta para nós é o esforço, comprometimento e as relações de trabalho com os públicos interno e externo”, ressaltou Cleide Oliveira, diretora de Talentos, Diversidade e Inclusão do Walmart Brasil.


Em alguns setores de órgãos públicos, elas também são maioria, como no caso do Poupatempo, que emprega 8.115 mulheres em 72 unidades de atendimento no Estado de São Paulo. Elas representam 62% do quadro de 13.193 funcionários da central de serviços públicos do governo paulista. A unidade que mais emprega mulheres é a de Itaquera. São 640 mulheres, de um total de 936 colaboradores. o que representa 68% do total.

Focada em Exatas

Durante entrevista ao portal de notícias G1, Mônica Herrero, CEO da Stefanini, empresa de soluções em tecnologia, afirmou que o campo de exatas sempre foi muito masculino.

“O campo de exatas, principalmente há alguns anos, sempre foi extremamente masculino. Eu lembro que na minha turma de 50 pessoas no curso de matemática eram cinco mulheres e 45 homens. Até hoje sempre, no meu dia a dia, acabo tendo reuniões e visitas com muito mais homens do que mulheres, infelizmente”, afirmou.

Monica Herrero 4903

Sem se intimidar

Diretora de marketing e relações institucionais da Gocil segurança privada e serviços, Daniella Barbosa nunca se sentiu subestimada com a forte presença masculina no setor. “Eu fiz cursos extremamente masculinos. No colegial técnico eu era a única mulher do curso no meio de 300 alunos. Nunca me senti diminuída profissionalmente por ser mulher. Já pensei que perdi oportunidades por não ter tido uma formação melhor, mas não por ser mulher”, afirmou. 

DANIELLA BARBOSA

Contra o preconceito

Após a licença maternidade, Glauce Pereira saiu do emprego por motivos pessoais e quando quis retornar ao mercado de trabalho contou que a avaliação para sua contratação era muito mais focada no âmbito pessoal. “Durante dois anos, todas as vezes que tinha entrevista, sempre me perguntavam sobre a minha vida pessoal e familiar, o que é bem diferente de querer saber se a pessoa é dedicada ou proativa”, revelou a diretora administrativa da Best View Inglês.

Foto Glauce editada

Mais de 100 trabalhadoras morreram em incêndio no ano de 1911 (Foto: Reprodução/YouTube)

Opinião

Historicamente, as mulheres sofrem pelo preconceito, machismo e escassez de oportunidades, além da falta de direitos, em comparação com os homens. Muitas pessoas afirmam que isso é coisa do passado, já que as mulheres conseguiram ocupar, à base de muita luta, o seu espaço na sociedade.

Entretanto, não dá para dizer que há muito o que comemorar. Estudo elaborado pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese), divulgado nesta quarta-feira,7, aponta que o desemprego feminino cresceu no ano passado na Região Metropolitana de São Paulo, que inclui 39 cidades, entre as quais, a capital paulista.


O número de mulheres economicamente ativas desocupadas subiu de 18,3%, em 2016, para 19,7%, em 2017. Isso significa que a cada cinco mulheres com potencial produtivo, uma está desempregada. Para efeito de comparação, entre os homens, a taxa ficou em 16,5% no ano passado. E no campo salarial ainda existe disparidade. Elas ganham 87% dos salários deles, apesar de desempenharem as mesmas funções. Entre os empreendedores, apenas 33,4% são mulheres.


O Dia Internacional da Mulher remonta a um incêndio que matou mais de 100 funcionárias da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York (EUA), no dia 25 de março de 1911. Já em 1917, na Rússia, em 8 de março, ficou marcado por uma marcha de trabalhadoras contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial.

De lá para cá, as mulheres ganharam espaço, mas ainda há muito pelo que lutar e a conquistar para que elas sejam plenamente respeitadas. É preciso que todas possam ter a garantia de competir com os homens, no mercado de trabalhos, apenas pelo critério competência. Não se trata de estabelecer uma guerra sexista, mas apenas uma batalha pela equiparação no que diz respeito ao exercício e usufruto de direitos.

Mulheres ainda têm muito o que conquistar (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

Neste dia 8 de março comemoramos mais uma edição do Dia Internacional da Mulher. A data é especial para todas nós, pois está diretamente ligada aos movimentos feministas que buscavam mais respeito e dignidade para as mulheres, que desde o começo do século 20 ainda eram submetidas a um sistema desumano de trabalho, com exaustivas jornadas, em ambientes frequentemente insalubres e perigosos, e com salários muito abaixo daqueles que eram pagos aos homens pelo mesmo serviço.


Na mesma data, no ano de 1857, nos Estados Unidos, 129 operárias foram violentamente mortas quando reivindicavam uma jornada de “apenas” dez horas diárias de trabalho. Por este motivo, em 1910, durante a 2ª Conferência Internacional de Mulheres, ficou determinado que a data fosse declarada como o Dia Internacional da Mulher, em homenagem àquelas mulheres que morreram lutando por uma vida melhor.


Um pouco mais recente, precisamente em 1932, a mulher conquistava o direito ao voto e o direito de ser votada no Brasil. Fruto de muita luta por parte de corajosas mulheres que ousaram enfrentar um sistema social machista e exigir os seus direitos. Mesmo assim, após 86 anos, ainda somos a minoria em cargos públicos em nosso País, que ocupa a última colocação no ranking de participação feminina na política na América do Sul.


A história nos tem mostrado a evolução feminina, desde os tempos da submissão aos valores masculinos aos dias de hoje. Mães, operárias, donas de casa, mulheres com diploma universitário, mulheres com diploma da vida, ainda travam diuturnamente a luta pela igualdade social, direito básico de qualquer ser humano.


Já caminhamos muito desde aquele fatídico 8 de março de 1857. Mesmo assim, ainda há um longo caminho a ser trilhado para romper as barreiras e tabus que insistem em atravancar os avanços necessários, e que precisam ser banidos da nossa sociedade como condição essencial para a criação de um mundo justo, solidário e harmonioso para todos nós. E essa é a nossa luta, sempre.

*Célia Leão é deputada estadual pelo PSDB - SP

Mulheres não podem deixar os seus sonhos no papel (Foto: Reprodução)

Opinião

Tanta coisa mudou desde que foi comemorado, pela 1ª vez, o Dia Internacional da Mulher, em 1911. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto, espaço no mercado de trabalho, a Delegacia da Mulher e uma lei contra a violência doméstica.

Porém, as mulheres ficam atrás dos homens em algumas coisas. Um exemplo é o número de demissões. Por outro lado, a capacidade da mulher em dar a volta por cima é surpreendente. Uma pesquisa revelou que elas empreendem mais.

Afinal, o que é empreender? É ter autonomia e capacidade para criar algo diferente e com valor, comprometimento, dedicação e assumindo riscos financeiros e sociais. Nos últimos anos, o desemprego impulsionou o empreendedorismo, principalmente o feminino.

Por que elas empreendem mais? Acredita-se que a necessidade, ou seja, por estarem desempregadas ou por uma jornada com horários não tão rígidos por conta dos filhos. Lembrando que no Brasil, há muitas mulheres que sustentam a sua família.

São Paulo concentra 1,4 milhão de empreendedoras, o que representa 20,9% das que empreendem no País. Nos últimos dez anos, o aumento foi de 44%. As áreas mais procuradas são serviços (27%), comércio (17%), indústria (3%) e agropecuária (8%). Comparando as empreendedoras e as ocupadas (abrangendo todas as ocupação), as empreendedoras têm uma remuneração maior.

Os profissionais que estudam o mercado de trabalho veem de forma positiva a presença feminina à frente dos novos negócios. As mulheres são criativas, inspiradoras, talentosas e focadas. Temos muitos exemplos de sucesso, Luiza Helena Trajano, dona de uma grande rede de lojas. Ela trabalha desde os 18 anos e, mesmo atuando nos negócios da família, ela passou por todos os setores na empresa até achar uma inovação que a levou ao sucesso. Temos muitas histórias como de Luiza.

Seja qual for o motivo que a leve a caminhar com maior independência, nunca deixe o seu sonho ficar no papel. Para ter algo que você nunca teve, é preciso fazer algo que você nunca fez. Desejo não só um, mas todos os dias de sucesso a nós, mulheres!

*Sandra Tadeu é vereadora de São Paulo (DEM)

Brasil precisa inserir seus microempresários no mundo (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Opinião

Meus amigos, o relatório de 2016 da Organização Mundial do Comércio (OMC), apresentado na 39ª sessão preparatória do Comitê Organizador da Conferência Parlamentar da OMC, em 2017, apresentou como tema principal a criação e equalização de oportunidades para as pequenas e médias empresas.


Em geral, microempresas são as que têm até dez empregados; pequenas, até 50; e médias, até 250. Essa classificação varia um pouco dependendo do organismo, do País e do tipo de regulação.


As micro, pequenas e médias configuram quase a totalidade das empresas no Brasil (98%). Elas respondem por 68% dos empregos formais e são o canal mais importante para a atuação de empreendedores.


Essas empresas, contudo, não participam no mercado global com presença equiparável ao seu papel nas economias locais. Por sua natureza, as empresas enfrentam obstáculos para a competição global. As oriundas de países em desenvolvimento, porém, encaram situações mais complexas, em virtude de limitações de infraestrutura, orçamento, educação e fluxos de comércio.


O fomento à inserção dessas empresas no mercado internacional é um desafio para o comércio global e ocupa papel de destaque na agenda da OMC. O comércio eletrônico é um dos mecanismos mais eficazes de inserção dessas empresas no mercado global. Entre as medidas potencialmente favoráveis às pequenas e médias empresas poderão ser consideradas as seguintes:


– Redução dos custos fixos e variáveis de acesso ao comércio internacional;
– Maior transparência no tratamento aduaneiro e contratual e na aplicação de barreiras não tarifárias;
– Proteção às pequenas e médias empresas no caso de investigações antidumping, uma vez que o custo da prestação de informações é proibitivo para estas;
– Acesso simplificado a mercados e a compras governamentais.
– Propostas que beneficiam os microempresários que merecem nosso apoio para mantermos um mercado justo e equilibrado para todos.

*Jorge Tadeu Mudalen é deputado federal pelo DEM/SP

Mulheres ocupam apenas 10% das cadeiras na Câmara dos Deputados (Foto: Wilson Dias/ABR)

Nacional

Mulheres recebem cerca de 75% do salário masculino. O rendimento habitual médio mensal entre eles é R$ 2.306, enquanto, entre elas, R$ 1.764. Isso acontece ainda que a escolaridade feminina seja mais elevada.

Os dados são da pesquisa "Estatísticas de Gênero - Indicadores sociais das mulheres no Brasil", divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, 7, por ocasião do Dia Internacional da Mulher (celebrado na quinta-feira). A publicação compila dados de diferentes fontes que comprovam a persistência da desigualdade de gênero na sociedade brasileira.

Ainda em relação às disparidades no mercado de trabalho, a publicação mostra que as mulheres se ocupam mais de trabalhos com carga horária parcial e têm trabalhos por conta própria, uma vez que são sobrecarregadas por serviços domésticos e cuidados com filhos e idosos - a dedicação a essas tarefas é de cerca de 73% a mais de horas do que os homens. São conclusões da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, de 2016.

Representatividade

Dos 513 deputados federais, apenas 54 (10,5%) são mulheres, o que coloca o Brasil em 152º lugar numa lista de 190 nações, formulada pelo organismo internacional União Interparlamentar. O porcentual de profissionais do sexo feminino que ocupam cargos gerenciais no País é de 37,8% - o que cai para 34,5% quando elas são pretas e pardas. 

Na lista que trata da representatividade das mulheres nas câmaras baixas ou parlamentos unicamerais pelo mundo, estão na frente do Brasil países de diferentes perfis econômicos e sociais, como Ruanda (61,3%) - o número um, com mais mulheres deputadas -, Cuba (48,9%), Nicarágua (45,7%), Suécia (43,6%), Argentina (38,1%) e Estados Unidos (19,4%). 

O País tem cotas para mulheres nas candidaturas - a lei diz que "cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo". Mas não há tanto apoio financeiro às candidatas femininas, então poucas se elegem, avalia o IBGE.

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