Mulheres precisam participar mais da política no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR)

Opinião

Amigos, comemoramos no mês de março o dia internacional das mulheres, data que destaca e evidencia a importância das mulheres na família e no desenvolvimento da sociedade. Infelizmente, no Brasil, a igualdade de direitos ainda está longe de ser alcançada de forma plena.

Na Câmara dos Deputados, venho trabalhando para diminuir tamanho desequilíbrio entre homens e mulheres. Lutando pela equiparação salarial e ao apresentar e votar em projetos que garantem e ampliem a defesa dos direitos femininos.

Estou na luta para ampliar a licença-maternidade – período que dá licença de 120 dias para a gestante empregada – das mães de bebês prematuros, incluso no meu relatório da Proposta de Emenda à Constituição 181/15.

Na instituição da obrigatoriedade do atendimento psicossocial à menor gestante, oferecido pelo SUS, por meio do Projeto de Lei 626/11, de minha autoria.

Engajei o Congresso Nacional na participação da campanha do Outubro Rosa, enquanto ocupava o cargo de segundo secretário da mesa diretora da Câmara, buscando chamar a atenção nacional na prevenção e diagnóstico precoce do câncer da mama.

No ano passado, sabendo da importância do combate da violência contra a mulher, solicitei ao Governo Federal a liberação dos recursos para o término da obra da Casa da Mulher Brasileira em São Paulo, espaço voltado para mulheres vítimas de violência.

E por intermédio de minha esposa na capital paulista, a vereadora Sandra Tadeu, venho trabalhando para ampliar a participação das mulheres na política, ressaltando o brilhante trabalho desenvolvido por elas à frente de administrações públicas e autarquias.

Ainda estamos longe de garantir igualdade para todas as mulheres, porém com muito trabalho e força de vontade vamos mudar o Brasil e torná-lo mais justo para a Nação.

Fiquem com Deus e uma Boa Semana a Todos.

*Jorge Tadeu Mudalen é deputado federal pelo DEM/SP

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Mulheres apresentam mais qualificação que homens, mas são minoria nas lideranças (Foto: Divulgação)

Economia

As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no mundo artístico, nas discussões políticas e até mesmo em áreas nas quais os homens eram dominantes, mas, mesmo mais qualificadas, elas ainda são minoria nos cargos de liderança, conforme apontam diversas pesquisas, como a International Business Report (IBR) – Women in Business, da Grant Thornton, na qual foi revelado que as mulheres brasileiras ocupavam apenas 16% dos cargos de CEO em 2017.


O Brasil tem muitos casos de sucesso feminino no ramo do empreendedorismo, como as catarinenses Sônia Hess de Souza, presidente da camisaria Dudalina, e Luiza Helena Trajano, presidente da rede de lojas Magazine Luiza.


Ainda assim, pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a participação feminina em cargos de gerência e liderança apresentou queda de 39%, em 2015, para 37,8%, em 2016, o que pode ser justificado pela forte crise econômica que atingiu o País e deixou um saldo de quase 13 milhões de desempregados.


Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o aumento de mulheres no mercado de trabalho faria o PIB crescer 3,3%, o que é equivalente a uma injeção de R$ 282 milhões na economia brasileira.

Elas são a maioria nas empresas

Apesar de não serem maioria nas funções de liderança, muitas mulheres já compõem a maior parte do quadro de algumas empresas. Na rede de supermercado Walmart do Brasil, por exemplo, elas ocupam 54% do quadro de associados e 40% dos cargos de gestão e 100 delas são líderes de operações distritais e de lojas.


“Não fazemos nenhuma distinção em nossos processos seletivos e nas promoções de cargos que planejamos, o que conta para nós é o esforço, comprometimento e as relações de trabalho com os públicos interno e externo”, ressaltou Cleide Oliveira, diretora de Talentos, Diversidade e Inclusão do Walmart Brasil.


Em alguns setores de órgãos públicos, elas também são maioria, como no caso do Poupatempo, que emprega 8.115 mulheres em 72 unidades de atendimento no Estado de São Paulo. Elas representam 62% do quadro de 13.193 funcionários da central de serviços públicos do governo paulista. A unidade que mais emprega mulheres é a de Itaquera. São 640 mulheres, de um total de 936 colaboradores. o que representa 68% do total.

Focada em Exatas

Durante entrevista ao portal de notícias G1, Mônica Herrero, CEO da Stefanini, empresa de soluções em tecnologia, afirmou que o campo de exatas sempre foi muito masculino.

“O campo de exatas, principalmente há alguns anos, sempre foi extremamente masculino. Eu lembro que na minha turma de 50 pessoas no curso de matemática eram cinco mulheres e 45 homens. Até hoje sempre, no meu dia a dia, acabo tendo reuniões e visitas com muito mais homens do que mulheres, infelizmente”, afirmou.

Monica Herrero 4903

Sem se intimidar

Diretora de marketing e relações institucionais da Gocil segurança privada e serviços, Daniella Barbosa nunca se sentiu subestimada com a forte presença masculina no setor. “Eu fiz cursos extremamente masculinos. No colegial técnico eu era a única mulher do curso no meio de 300 alunos. Nunca me senti diminuída profissionalmente por ser mulher. Já pensei que perdi oportunidades por não ter tido uma formação melhor, mas não por ser mulher”, afirmou. 

DANIELLA BARBOSA

Contra o preconceito

Após a licença maternidade, Glauce Pereira saiu do emprego por motivos pessoais e quando quis retornar ao mercado de trabalho contou que a avaliação para sua contratação era muito mais focada no âmbito pessoal. “Durante dois anos, todas as vezes que tinha entrevista, sempre me perguntavam sobre a minha vida pessoal e familiar, o que é bem diferente de querer saber se a pessoa é dedicada ou proativa”, revelou a diretora administrativa da Best View Inglês.

Foto Glauce editada

Mais de 100 trabalhadoras morreram em incêndio no ano de 1911 (Foto: Reprodução/YouTube)

Opinião

Historicamente, as mulheres sofrem pelo preconceito, machismo e escassez de oportunidades, além da falta de direitos, em comparação com os homens. Muitas pessoas afirmam que isso é coisa do passado, já que as mulheres conseguiram ocupar, à base de muita luta, o seu espaço na sociedade.

Entretanto, não dá para dizer que há muito o que comemorar. Estudo elaborado pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese), divulgado nesta quarta-feira,7, aponta que o desemprego feminino cresceu no ano passado na Região Metropolitana de São Paulo, que inclui 39 cidades, entre as quais, a capital paulista.


O número de mulheres economicamente ativas desocupadas subiu de 18,3%, em 2016, para 19,7%, em 2017. Isso significa que a cada cinco mulheres com potencial produtivo, uma está desempregada. Para efeito de comparação, entre os homens, a taxa ficou em 16,5% no ano passado. E no campo salarial ainda existe disparidade. Elas ganham 87% dos salários deles, apesar de desempenharem as mesmas funções. Entre os empreendedores, apenas 33,4% são mulheres.


O Dia Internacional da Mulher remonta a um incêndio que matou mais de 100 funcionárias da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York (EUA), no dia 25 de março de 1911. Já em 1917, na Rússia, em 8 de março, ficou marcado por uma marcha de trabalhadoras contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial.

De lá para cá, as mulheres ganharam espaço, mas ainda há muito pelo que lutar e a conquistar para que elas sejam plenamente respeitadas. É preciso que todas possam ter a garantia de competir com os homens, no mercado de trabalhos, apenas pelo critério competência. Não se trata de estabelecer uma guerra sexista, mas apenas uma batalha pela equiparação no que diz respeito ao exercício e usufruto de direitos.

Mulheres ainda têm muito o que conquistar (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

Neste dia 8 de março comemoramos mais uma edição do Dia Internacional da Mulher. A data é especial para todas nós, pois está diretamente ligada aos movimentos feministas que buscavam mais respeito e dignidade para as mulheres, que desde o começo do século 20 ainda eram submetidas a um sistema desumano de trabalho, com exaustivas jornadas, em ambientes frequentemente insalubres e perigosos, e com salários muito abaixo daqueles que eram pagos aos homens pelo mesmo serviço.


Na mesma data, no ano de 1857, nos Estados Unidos, 129 operárias foram violentamente mortas quando reivindicavam uma jornada de “apenas” dez horas diárias de trabalho. Por este motivo, em 1910, durante a 2ª Conferência Internacional de Mulheres, ficou determinado que a data fosse declarada como o Dia Internacional da Mulher, em homenagem àquelas mulheres que morreram lutando por uma vida melhor.


Um pouco mais recente, precisamente em 1932, a mulher conquistava o direito ao voto e o direito de ser votada no Brasil. Fruto de muita luta por parte de corajosas mulheres que ousaram enfrentar um sistema social machista e exigir os seus direitos. Mesmo assim, após 86 anos, ainda somos a minoria em cargos públicos em nosso País, que ocupa a última colocação no ranking de participação feminina na política na América do Sul.


A história nos tem mostrado a evolução feminina, desde os tempos da submissão aos valores masculinos aos dias de hoje. Mães, operárias, donas de casa, mulheres com diploma universitário, mulheres com diploma da vida, ainda travam diuturnamente a luta pela igualdade social, direito básico de qualquer ser humano.


Já caminhamos muito desde aquele fatídico 8 de março de 1857. Mesmo assim, ainda há um longo caminho a ser trilhado para romper as barreiras e tabus que insistem em atravancar os avanços necessários, e que precisam ser banidos da nossa sociedade como condição essencial para a criação de um mundo justo, solidário e harmonioso para todos nós. E essa é a nossa luta, sempre.

*Célia Leão é deputada estadual pelo PSDB - SP

Mulheres não podem deixar os seus sonhos no papel (Foto: Reprodução)

Opinião

Tanta coisa mudou desde que foi comemorado, pela 1ª vez, o Dia Internacional da Mulher, em 1911. No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto, espaço no mercado de trabalho, a Delegacia da Mulher e uma lei contra a violência doméstica.

Porém, as mulheres ficam atrás dos homens em algumas coisas. Um exemplo é o número de demissões. Por outro lado, a capacidade da mulher em dar a volta por cima é surpreendente. Uma pesquisa revelou que elas empreendem mais.

Afinal, o que é empreender? É ter autonomia e capacidade para criar algo diferente e com valor, comprometimento, dedicação e assumindo riscos financeiros e sociais. Nos últimos anos, o desemprego impulsionou o empreendedorismo, principalmente o feminino.

Por que elas empreendem mais? Acredita-se que a necessidade, ou seja, por estarem desempregadas ou por uma jornada com horários não tão rígidos por conta dos filhos. Lembrando que no Brasil, há muitas mulheres que sustentam a sua família.

São Paulo concentra 1,4 milhão de empreendedoras, o que representa 20,9% das que empreendem no País. Nos últimos dez anos, o aumento foi de 44%. As áreas mais procuradas são serviços (27%), comércio (17%), indústria (3%) e agropecuária (8%). Comparando as empreendedoras e as ocupadas (abrangendo todas as ocupação), as empreendedoras têm uma remuneração maior.

Os profissionais que estudam o mercado de trabalho veem de forma positiva a presença feminina à frente dos novos negócios. As mulheres são criativas, inspiradoras, talentosas e focadas. Temos muitos exemplos de sucesso, Luiza Helena Trajano, dona de uma grande rede de lojas. Ela trabalha desde os 18 anos e, mesmo atuando nos negócios da família, ela passou por todos os setores na empresa até achar uma inovação que a levou ao sucesso. Temos muitas histórias como de Luiza.

Seja qual for o motivo que a leve a caminhar com maior independência, nunca deixe o seu sonho ficar no papel. Para ter algo que você nunca teve, é preciso fazer algo que você nunca fez. Desejo não só um, mas todos os dias de sucesso a nós, mulheres!

*Sandra Tadeu é vereadora de São Paulo (DEM)

Mulheres ocupam apenas 10% das cadeiras na Câmara dos Deputados (Foto: Wilson Dias/ABR)

Nacional

Mulheres recebem cerca de 75% do salário masculino. O rendimento habitual médio mensal entre eles é R$ 2.306, enquanto, entre elas, R$ 1.764. Isso acontece ainda que a escolaridade feminina seja mais elevada.

Os dados são da pesquisa "Estatísticas de Gênero - Indicadores sociais das mulheres no Brasil", divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, 7, por ocasião do Dia Internacional da Mulher (celebrado na quinta-feira). A publicação compila dados de diferentes fontes que comprovam a persistência da desigualdade de gênero na sociedade brasileira.

Ainda em relação às disparidades no mercado de trabalho, a publicação mostra que as mulheres se ocupam mais de trabalhos com carga horária parcial e têm trabalhos por conta própria, uma vez que são sobrecarregadas por serviços domésticos e cuidados com filhos e idosos - a dedicação a essas tarefas é de cerca de 73% a mais de horas do que os homens. São conclusões da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, de 2016.

Representatividade

Dos 513 deputados federais, apenas 54 (10,5%) são mulheres, o que coloca o Brasil em 152º lugar numa lista de 190 nações, formulada pelo organismo internacional União Interparlamentar. O porcentual de profissionais do sexo feminino que ocupam cargos gerenciais no País é de 37,8% - o que cai para 34,5% quando elas são pretas e pardas. 

Na lista que trata da representatividade das mulheres nas câmaras baixas ou parlamentos unicamerais pelo mundo, estão na frente do Brasil países de diferentes perfis econômicos e sociais, como Ruanda (61,3%) - o número um, com mais mulheres deputadas -, Cuba (48,9%), Nicarágua (45,7%), Suécia (43,6%), Argentina (38,1%) e Estados Unidos (19,4%). 

O País tem cotas para mulheres nas candidaturas - a lei diz que "cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo". Mas não há tanto apoio financeiro às candidatas femininas, então poucas se elegem, avalia o IBGE.

Brasil precisa inserir seus microempresários no mundo (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Opinião

Meus amigos, o relatório de 2016 da Organização Mundial do Comércio (OMC), apresentado na 39ª sessão preparatória do Comitê Organizador da Conferência Parlamentar da OMC, em 2017, apresentou como tema principal a criação e equalização de oportunidades para as pequenas e médias empresas.


Em geral, microempresas são as que têm até dez empregados; pequenas, até 50; e médias, até 250. Essa classificação varia um pouco dependendo do organismo, do País e do tipo de regulação.


As micro, pequenas e médias configuram quase a totalidade das empresas no Brasil (98%). Elas respondem por 68% dos empregos formais e são o canal mais importante para a atuação de empreendedores.


Essas empresas, contudo, não participam no mercado global com presença equiparável ao seu papel nas economias locais. Por sua natureza, as empresas enfrentam obstáculos para a competição global. As oriundas de países em desenvolvimento, porém, encaram situações mais complexas, em virtude de limitações de infraestrutura, orçamento, educação e fluxos de comércio.


O fomento à inserção dessas empresas no mercado internacional é um desafio para o comércio global e ocupa papel de destaque na agenda da OMC. O comércio eletrônico é um dos mecanismos mais eficazes de inserção dessas empresas no mercado global. Entre as medidas potencialmente favoráveis às pequenas e médias empresas poderão ser consideradas as seguintes:


– Redução dos custos fixos e variáveis de acesso ao comércio internacional;
– Maior transparência no tratamento aduaneiro e contratual e na aplicação de barreiras não tarifárias;
– Proteção às pequenas e médias empresas no caso de investigações antidumping, uma vez que o custo da prestação de informações é proibitivo para estas;
– Acesso simplificado a mercados e a compras governamentais.
– Propostas que beneficiam os microempresários que merecem nosso apoio para mantermos um mercado justo e equilibrado para todos.

*Jorge Tadeu Mudalen é deputado federal pelo DEM/SP

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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.

Vice de presidenciável do PSL acredita que lar com presença paterna seria diferente (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Vice na chapa de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse na segunda-feira, 17, em São Paulo, que famílias pobres "onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", disse ele, durante palestra a empresários, fazendo um paralelo entre formação da família e ação de bandidos em áreas carentes. Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas de aproximação com outras economistas emergentes. Ele se referiu a esses países como "mulambada". "E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí." Na semana passada, Mourão já havia feito declarações consideradas polêmicas. Ele disse que o País precisaria de uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - o que, hoje, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. Nesta segunda, ele voltou a citar o tema da Constituição. Segundo o candidato a vice, a reforma da Carta representaria a "mãe de todas as reformas", uma vez que ela está desatualizada, apesar das emendas que sofreu. Bolsonaro Adotando um tom presidencial, o candidato a vice discursou por cerca de uma hora no evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com outras 21 entidades, que se reuniram num grupo chamado Reformar Para Mudar. Em sua fala, Mourão citou apenas uma vez Bolsonaro, que continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). "Bolsonaro é um estadista, não pensa apenas nesta eleição, mas nas próximas gerações", afirmou ele. Mourão reclamou também da forma como as forças policiais são criticadas quando atuam, na sua definição, "como polícia". "Temos de lembrar que direitos humanos são para humanos direitos", disse o general. "Se a polícia age como polícia, é duramente criticada: é o genocídio, o martírio da população brasileira. É trabalho enfrentar isso daí", disse ele, que foi aplaudido pela plateia. O militar foi aplaudido outras duas vezes enquanto discursava, ambas ao defender o livre mercado e a iniciativa privada. Ele defendeu, por exemplo, a privatização das áreas de refino e distribuição da Petrobras.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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