Somente a vacina pode evitar mais mortes por febre amarela (Foto: Rodrigo Nunes/MS)

Opinião

Apesar de todos os esforços, a campanha de vacinação da febre amarela no Estado de São Paulo ficou aquém do esperado. De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, até agora foram imunizados contra a doença 7,2 milhões de paulistas, número similar ao registrado em todo ano passado. Ainda assim, é muito inferior à meta estabelecida para a campanha, estipulada em 9,2 milhões de imunizados.

Ainda falando da febre amarela, o Brasil confirmou 920 casos e 300 mortes desde julho do ano passado. São Paulo está entre os três primeiros em números de mortes. Quem acompanhou o começo da vacinação, quando se falou em surto da febre amarela, notou o desespero da população em busca da vacina e as filas intermináveis que começavam durante a madrugada. Quando efetivamente foi anunciada a campanha, parece que ouve um recuo das pessoas. Algumas informações desencontradas sobre as reações graves da vacina espalharam medo e muitos desistiram de se vacinar.

O que as pessoas devem saber é que os riscos de morte decorrentes da doença são superiores àqueles inerentes à vacina. Reações adversas podem surgir. No entanto, casos graves são raros. Os surtos matam, e rapidamente. Pesquisas indicaram que as vacinas aumentaram em cerca de 30 anos a expectativa de vida no mundo.

A vacinação é obrigatória e gratuita, conforme previsto na lei 6.259/75. Vacinar é importante e é um poder e dever dos pais, com o objetivo de evitar surtos das doenças já controladas. Muita gente não sabe ou não dá muita importância, mas a imunização do adulto também está disponível e vai além da gripe e da febre amarela.

As vacinas mais importantes para os adultos são: difteria e tétano (dupla); sarampo, caxumba e rubéola (tríplice-viral); hepatite B; pneumo 23 – pneumonia; febre amarela; influenza; HPV; e herpes zóster.

Por fim, não espere uma epidemia. Veja se você e seus filhos estão em dia com suas vacinas. Se precisar de informações, consulte o calendário no site da Sociedade Brasileira de Imunizações: https://sbim.org.br/.

*Sandra Tadeu é vereadora de São Paulo pelo DEM

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Doença tem assustado brasileiros no início de 2018 (Foto: Rodrigo Nunes/MS)

Saúde

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, propôs nesta quinta-feira, 22, a representantes de secretários estaduais e municipais de saúde vacinar toda a população brasileira contra febre amarela até o fim do ano. A área de recomendação de vacina contra a doença tem se expandido ao longo dos últimos anos, numa resposta à expansão da circulação do vírus que provoca a doença.

Atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas no Nordeste e 10 milhões no Sudeste vivem em áreas onde não há recomendação de vacina. 

Na avaliação de Barros, seria possível atender a essa demanda ainda neste ano. Isso porque a Fiocruz deverá entregar este ano 48 milhões de doses. 

Além disso, é esperado para o próximo semestre a entrada em funcionamento da fábrica da Libbs, numa produção em parceria com a Fiocruz. Isso seria suficiente para atender toda a demanda, incluindo a rotina. 

A proposta será discutida entre Estados e municípios. A ideia também foi apresentada na Organização Mundial da Saúde.

Epidemia da febre amarela causa efeito dominó na saúde (Foto: Marcelo Camargo/ABR)

Saúde

Devido ao surto de febre amarela entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, na Grande São Paulo, o estoque de doação de sangue ficou defasado: 60% abaixo do necessário.

Em entrevista exclusiva ao Metrô News, o responsável pela Fundação Pró-Sangue, Dr. Carlos Roberto Jorge, que administra as bolsas de sangue do Estado de São Paulo, disse que a situação ainda é muito crítica no estoque.

Na semana retrasada, a instituição informou que estava com 60% menos sangue do que o ideal. “A situação sempre foi difícil, mas hoje está muito ruim. Os primeiros meses do ano já contam com poucas doações, mas, com a vacinação contra a febre amarela, isso se agravou”, disse.

Após a imunização, deve-se contar quatro semanas para que o doador se torne apto novamente a contribuir com a fundação. “Tem gente precisando de sangue agora, neste exato momento. Não deixe para doar amanhã, salve uma vida hoje”, disse. Para saber mais e onde doar: www.prosangue.sp.gov.br.

Quem mora em áreas de risco deve se imunizar o quanto antes (Foto: Rodrigo Nunes/MS/ Fotos Públicas)

Saúde

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro informou hoje (19) que, desde janeiro deste ano, foram registrados 74 casos de febre amarela silvestre em humanos, com 33 mortes.

O maior número de casos ocorreu em Valença, no centro-sul do estado: 17, com seis mortes. Angra dos Reis, na Costa Verde, registra 12 casos, sendo sete óbitos. Teresópolis e Nova Friburgo, na região serrana, têm nove e sete casos, respectivamente, com cinco e três óbitos.

Ainda na região serrana fluminense, Sumidouro apresenta seis casos, com duas mortes, e Cantagalo, cinco casos, com três óbitos. Outros municípios em que foram registrados casos de febre amarela são Petrópolis (um caso); Miguel Pereira (um caso e um óbito); Duas Barras (quatro casos); Rio das Flores (três casos e duas mortes); Vassouras (um caso); Paraíba do Sul (um caso e um óbito); Carmo (dois casos, uma morte); Maricá ( dois casos, um óbito); Paty do Alferes (um caso); Engenheiro Paulo de Frontin (um caso, um óbito); Mangaratiba (um caso).

O boletim epidemiológico revela que foram confirmados 10 casos de febre amarela em macacos, nas cidades de Niterói, Angra dos Reis (na Ilha Grande), Barra Mansa, Valença, Miguel Pereira, Volta Redonda, Duas Barras, Paraty, Engenheiro Paulo de Frontin e Araruama.

A Secretaria de Estado de Saúde ressaltou, mais uma vez, que os macacos não transmitem febre amarela. A doença é transmitida pela picada de mosquitos. A recomendação para a população é que, se encontrar macacos mortos ou doentes, que mostrem comportamento anormal, estejam afastados do grupo ou com movimentos lentos, informe o mais depressa possível às secretarias de Saúde do município ou do estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a secretaria, as pessoas que ainda não se vacinaram devem buscar um posto de saúde próximo de casa para serem imunizadas.

O boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde leva em consideração o Local de Provável Infecção (LPI).

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, números de casos em 2018 são menores do que os de 2017 (Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil)

Saúde

O Instituto Evandro Chagas apresentou nesta quinta-feira (15), durante coletiva de imprensa no Ministério da Saúde, pesquisa que aponta que o mosquito Aedes albopictus, conhecido como Tigre Asiático, está suscetível ao vírus da febre amarela em ambiente silvestre ou rural. Mosquitos infectados foram capturados, no ano passado, em áreas rurais próximas aos municípios de Itueta e Alvarenga, em Minas Gerais. O instituto é vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde.

Diretor do Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos explicou que, se houver transporte do inseto para áreas urbanas, o mosquito pode vir a servir de vetor de ligação entre os dois ciclos possíveis da doença no Brasil: o ciclo urbano, que não tem sido mais registrado no país desde a década de 40, e o silvestre, que é o responsável pelas transmissões atuais. Essa possibilidade, no entanto, ainda não está confirmada.

“Em princípio, é uma evidência. A gente não pode falar em risco ainda pelo encontro do vírus nesse mosquito Aedes albopictus. Ele é um mosquito que, por sua filogenia, é mais silvestre que urbano ou periurbano. Como ele se adapta bem às áreas florestais, ele pode ter sido infectado por macacos, mas não se sabe ainda qual é a capacidade vetorial dele”, afirmou Vasconcelos.

Agora, o instituto deve trabalhar na avaliação dessa capacidade, pois apenas a presença do vírus não significa que o Aedes albopictus tenha adquirido o papel de vetor da febre amarela. Também será estudado, nos próximos dois meses, se mosquitos do gênero continuam apresentando presença do vírus nas cidades mineiras inicialmente investigadas.

A possibilidade desse mosquito atuar como transmissor intermediário já era investigada, dado que papel semelhante é exercido por várias espécies de Aedes na África, continente que ainda registra também a febre amarela urbana. “O encontro do vírus no mosquito, por si só, não autoriza a ninguém a afirmar que ele seja um transmissor da febre amarela, porque vários mosquitos são encontrados na floresta infectados, mas somente o [Aedes] haemagogus e sabethes é que são os transmissores da febre amarela silvestre”, de acordo com pesquisas já confirmadas.

O ministro Ricardo Barros avaliou que a descoberta “mostra que temos sido diligentes na busca de fatos novos e de entender por que houve aumento de casos [de febre amarela] no ano passado”. Para ampliar o escopo do estudo e a capacidade de avaliação, o ministério aprovou a realização de uma força-tarefa de captura de mosquitos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

“Nós esperamos ter o cuidado e a cautela, como tivemos sempre, de averiguar todas as possibilidades, para que nós possamos controlar todos os episódios de febre amarela no Brasil”, acrescentou Barros. Ele também destacou a importância de a população manter-se vigilante e no combate ao já conhecido Aedes aegypti, que até as primeiras décadas do século 20 foi responsável por transmitir a febre amarela no ambiente urbano.

Número de casos

Na coletiva, o ministro descartou a ocorrência de epidemia de febre amarela neste momento e reiterou que não há registro de febre amarela urbana. O número de casos da doença é, inclusive, menor do que no ano passado. Entre 1° de julho de 2017 e 15 de fevereiro de 2018, foram 407 casos confirmados no Brasil. Em São Paulo, foram 118 até hoje; no Rio, 68; e no Distrito Federal, 1. No mesmo período do ano passado, foram 532 ocorrências.

Quanto aos óbitos, até agora foram 118, contra 166 no mesmo período de 2017. “Nós temos tido menos casos e menos óbitos do que no ano passado. Isso demonstra que as medidas preventivas foram adequadas”, apontou Ricardo Barros.

Outros parques permanecem fechados, como o Horto Florestal, na zona norte de SP (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo decidiu fechar, a partir desta quinta-feira, 22, o Parque do Carmo, na zona leste da capital, após confirmar o diagnóstico de febre amarela em um macaco encontrado morto no local. A administração municipal também passou a recomendar que paulistanos deixem de frequentar o Parque Linear Rio Verde, na mesma região. Como não há delimitação física nesse espaço, não há como interditá-lo.

Com a notícia, a Secretaria Municipal da Saúde incluiu o distrito de Aricanduva na campanha de vacinação em curso desde o dia 25 de janeiro. A imunização nos postos de saúde do bairro começará amanhã.

Assim como já ocorre em outros distritos, a vacinação será feita mediante apresentação de senha, entregue em casa aos paulistanos atendidos pelas equipes de Estratégias de Saúde da família (ESF) ou retirada na recepção das unidades para os pacientes que não são atendidos dentro da ESF. A distribuição de senhas nas residências será iniciada na tarde de hoje. A expectativa é de vacinar 89 mil moradores do bairro.

Segundo a secretaria, quatro distritos localizados no entorno do Parque do Carmo (José Bonifácio, Cidade Líder, Iguatemi e São Mateus) já realizavam campanha de vacinação desde o dia 25 de janeiro.

Outros 27 parques municipais já foram fechados por risco de transmissão da doença. As primeiras interdições, na zona norte, ocorreram em outubro do ano passado, quando o Horto Florestal, de administração estadual, confirmou a morte de um macaco pela doença. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

UBSs estão ficando vazias (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Ao comparar as duas vezes em que a Campanha de Vacinação contra a Febre Amarela foi intensificada na cidade de São Paulo, percebe-se que houve uma grande queda na procura pelas doses da imunização nos chamados “Dia D”.

Se, em 3 de fevereiro, quando a população fazia fila nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), 144.214 pessoas foram imunizadas, a busca caiu vertiginosamente para 47.374 cidadãos no último sábado, 17. Houve uma queda de 67%.

A meta estabelecida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é de vacinar toda a população dos distritos de risco, cerca de 3 milhões de habitantes, e apenas 43% desta população foi imunizada. De acordo com a pasta, 1,7 milhão tomaram as doses (1,6 milhão fracionadas e 53 mil a padrão).

Para o médico sanitarista Rodolpho Telarolli Junior, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, isso ocorreu porque as pessoas se esqueceram dos riscos. “Antes, quando o assunto estava na televisão todos os dias, as filas eram enormes”, afirmou. “A importância da vacinação continua. É uma doença com sintomas complicados e de difícil tratamento.”

O biólogo Horácio Teles, do Conselho Regional de Biologia, destacou que a maior imunização pode combater o vírus. “Com mais gente vacinada, criamos uma barreira natural para que o vírus não consiga se alastrar mais do que ele já conseguiu”, disse. (Raphael Pozzi)

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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