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Seg, Out

Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

Opinião

Nesta semana, a polêmica da vez foi a declaração de um militar acerca dos malefícios de uma criança crescer longe da figura do pai ou do avô. De acordo com ele, jovens nesta condição ficam mais vulneráveis à criminalidade, principalmente se viverem em áreas dominadas pelo tráfico. Sinceramente, não entendi o porquê de tanta celeuma para uma afirmação tão óbvia. Ao contrário do que a grande mídia propagou por aí, a assertiva do tal general não constitui qualquer ofensa às mulheres e às mães em geral. Trata-se, apenas e tão somente, de uma constatação empírica. Crescer em uma família desestruturada (sem pai ou mãe) contribui, sim, para que o jovem venha a trilhar no mundo do crime, bastando para tanto analisar os estudos e pesquisas sobre o tema.

O fato de o militar ter feito referência somente à ausência da figura masculina não significa que o contrário não seja também verdadeiro. Isso só não foi explicitado porque a grande maioria dos jovens com famílias cindidas vive na companhia da mãe e da avó, e não do pai ou do avô. E, na ausência destes últimos, surge então a necessidade de um referencial paterno, de uma figura masculina, que, infelizmente, pode vir a ser o traficante do morro, vez que dotado de autoridade, poder e dinheiro. Alguma incoerência em tal discurso? Creio que não! No ano de 2007, inclusive, um grande jornal do país divulgou um trabalho com esta mesma conclusão. No entanto, ninguém reclamou de nada. Já em 2008, foi a vez de Barack Obama dizer que crianças sem pai têm 20 vezes mais chances de acabarem na prisão. Todavia, mais uma vez o silêncio foi sepulcral.

Por fim, em 2016, um estudo de minha instituição revelou não só que dois em cada três jovens infratores vêm de lares sem pai, como também que 60% deles não professam nenhuma religião. Em outras palavras, Deus e família (pai e mãe) são sim inibidores do crime, não havendo como se negar o óbvio. Na realidade, o problema não foi o conteúdo do que foi dito, mas sim por quem foi dito. E isso já bastou para se dar início a um verdadeiro assassinato de reputações. Lamentável! Hoje em dia, creio que tão ou mais grave que a corrupção material e financeira, é a corrupção espiritual, intelectual e de personalidade de alguns. Definitivamente, o maior problema do Brasil é a corrupção da inteligência!

Rodrigo Merli Antunes é Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal*

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Combustível é o vilão da inflação (Foto: Fernanda Carvalho / Fotos Públicas)

Economia

A gasolina se juntou aos planos de saúde em janeiro de 2018 no papel de vilões da inflação das famílias de renda mais alta, informou nesta quarta-feira, 21, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ao divulgar o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda do mês passado. Mais uma vez, a inflação das famílias de baixa renda ficou abaixo da variação de preços dos mais ricos, desta vez, influenciada pela deflação de 4,7% das tarifas de energia elétrica, que compensou a alta sazonal dos alimentos.

"A alta de 2,4% no preço da gasolina e o reajuste de 1,1% dos planos de saúde fizeram com que as contribuições à inflação dos grupos transportes e saúde e cuidados pessoais fossem mais intensas nas parcelas de maior renda, que são o segmento da população que possui veículos próprios e paga assistência médica", informou o Ipea na sua Carta de Conjuntura.

A inflação das famílias com renda alta registrou variação positiva de 0,36% em janeiro de 2018, acumulando nos últimos 12 meses alta de 3,67%. As famílias de renda muito baixa, no entanto, registraram inflação de 0,23% no mês passado, acumulando em 12 meses alta de 2,09%. Os números são calculados com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do IBGE, em janeiro.

"Esse resultado de janeiro corrobora um cenário presente em todo o ano de 2017, pontuado por uma desaceleração que, embora tenha ocorrido de modo generalizado entre todas as classes de renda, foi bem mais intensa nas camadas mais pobres", afirma na Carta a técnica de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea, Maria Andréia Parente Lameiras.

A alta dos alimentos teve impacto de 0,30 ponto porcentual (p.p ) nas famílias de renda muito baixa, enquanto o mesmo item pesou apenas 0,14 p.p. para as famílias de renda alta. Os gastos com habitação, onde está inserido o custo da energia elétrica, impactaram as famílias de baixa renda em -0,20 p.p., e as famílias de alta renda em -0,07 p.p.. Já o item transporte, que inclui gasolina, subiu 0,15 p.p. para as famílias de renda muito baixa e 0,23 p.p. nas de renda alta.

Perspectivas

De acordo com Maria Andréia, as expectativas de inflação indicam que, ao longo de 2018, as quedas de preço devem perder fôlego. "A perspectiva é de aceleração moderada das taxas de inflação, decorrente, sobretudo, do comportamento menos favorável dos alimentos. Em contrapartida, a elevada ociosidade da capacidade produtiva, a lenta recuperação do mercado de trabalho e a melhora da ancoragem das expectativas devem propiciar uma comportada trajetória de crescimento de preços", afirmou a técnica do Ipea.

Ela, no entanto, aponta que incertezas do campo político interno e do cenário internacional devem influenciar na consolidação de um ambiente confortável para a inflação em 2018.

"A dificuldade de implementação de uma agenda de reformas e a consolidação de um ambiente de incerteza política, influenciada pelo debate eleitoral, podem gerar impactos desfavoráveis sobre o nível de risco país e, consequentemente, a taxa de câmbio. Pelo lado externo, os canais possíveis de pressão inflacionária são: uma eventual mudança no cenário internacional, atualmente favorável, que também poderia gerar uma depreciação cambial; e uma apreciação maior do que a prevista para as commodities metálicas (aço) e energéticas (petróleo)", avaliou.

Ex-presidente Lula foi preso em segunda instância e muitas pessoas foram contra (Foto:Reprodução/Facebook)

Opinião

A maioria dos “progressistas” contrários à prisão em 2º grau argumenta que tal não é possível porque a CF/88 é literal e expressa no sentido de exigir o chamado “trânsito em julgado”. No entanto, o curioso é que essa maioria nunca defendeu, por exemplo, a literalidade do art. 226 da Carta Magna, este a prever, ao menos gramaticalmente, que a união estável e o casamento só ocorrem entre um homem e uma mulher.

De igual modo, os “progressistas” também ignoram que a letra da Constituição, das leis e dos tratados internacionais diz expressamente que a vida humana é protegida desde a concepção, não sendo possível o feto de até três meses de gestação ser considerado uma ameba, uma samambaia ou um ovo de tartaruga que pode ser morto a qualquer tempo.


Com relação ao crime, também nunca se apegaram à letra da CF/88, esta a dizer que o tráfico de drogas é sempre hediondo, não sendo admitida a fiança ou outras benesses legais. Por fim, parece que nunca viram também que nossa Lei Maior não prevê literalmente o habeas corpus coletivo, em que pese o defendam com unhas e dentes. Ou seja, pau que bate em Chico, deveria bater também em Francisco.


Se a interpretação extensiva e sistemática é cabível para as pautas “progressistas” acima mencionadas, por que o mesmo não pode ocorrer ao contrário? A Lei de Introdução ao Código Civil (que fixa diretrizes na aplicação do Direito) diz que o juiz deve aplicar a lei atento aos fins sociais a que ela se destina e atendendo às exigências do bem comum.


Logo, creio que favorecer a prescrição e a impunidade não se relaciona com nada disso. O certo mesmo é o oposto. Fatos e provas transitam em julgado em 2º grau (e isso é expresso na Constituição – arts. 102 e 105), sendo óbvia, portanto, a possibilidade de execução da pena. Enfim, para alguns “progressistas” e “garantistas” de plantão, interpretação literal não serve para proteger a vida e valores mais conservadores, mas, para resguardar criminosos e bandidos, ela é sempre bem-vinda. Lamentável!

*Rodrigo Merli Antunes é promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal

Família acusa PM pela morte; corporação nega (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Um jovem foi morto a tiros quando volta de um culto da igreja evangélica na favela de Manguinhos, zona norte do Rio. Matheus Melo de Castro tinha 23 anos e saía de moto da comunidade quando foi baleado. A família acusa policiais pela morte do rapaz, ocorrida no final da noite de segunda-feira, 12.

A vítima trabalhava na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos. A família acusa a Polícia Militar de ter matado o trabalhador e atirado sem sequer pedir documentos ao rapaz.

A Polícia Militar informou, em nota, que na hora do crime não houve confronto entre criminosos e policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

“Segundo o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Manguinhos, no final da noite desta segunda-feira, policiais foram informados que o jovem Matheus Melo de Castro, de 23 anos, teria sido baleado na Avenida Dom Helder Câmara e socorrido por moradores para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Manguinhos", diz o comunicado. Os agentes foram ao local e constataram que Matheus não resistiu aos ferimentos. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios.  

Pouco depois do ocorrido, um ônibus foi incendiado na Avenida dos Democráticos e a base da UPP foi atacada a tiros por criminosos. Houve confronto e, até o momento, não há informações sobre feridos neste incidente. O policiamento foi reforçado na comunidade.

Brothers souberam jogar durante o reality (Foto: Reprodução/TV Globo)

Fora dos Trilhos

A 18ª temporada de Big Brother Brasil reservou a final para os grandes favoritos ao prêmio: Kaysar, Gleici e Família Lima, formada por Ana Clara e Ayrton, venceram grandes duelos e foram eliminando, um a um, seus adversários no jogo.

Os finalistas enfrentaram e derrotaram Jaqueline, Ana Paula, Nayara, Mahmoud (que era aliado), Diego, Caruso, Wagner, Jéssica, Breno e Paula. Em 14 Paredões, eles não estiveram presentes apenas em quatro.

Enquanto o sírio busca o prêmio para tirar a família da guerra civil de seu país natal, que já dura quase sete anos, a acreana Gleici tenta melhorar a vida, já que teve uma vida sofrida até chegar ao reality. A família corre por fora, mas a história de Ayrton, que tentou entrar no BBB em quase todas as edições, pode comover o público.

Certo é que os quatro jogaram muito bem e evitaram, acertadamente, confrontos em Paredões entre eles. Gleici voltou de uma berlinda falsa e, desde então, não foi mais colocada à prova na casa. Kaysar conseguiu se esquivar bem até a reta final, quando praticamente escolheu enfrentar adversários mais fracos. Ana Clara e Ayrton conquistaram amizades em grupos diferentes e também tiveram méritos de chegar à final.

Breno não conseguiu superar o favorito Kaysar (Foto: Raquel Cunha/ TV Globo)

Fora dos Trilhos

A briga entre Kaysar e Breno pela continuidade no Big Brother Brasil 18 chegou ao fim com a eliminação do goiano, que teve 88,34% dos votos e deixou a casa mais vigiada do Brasil nesta segunda-feira, 16.

Kaysar e Breno já tinham se estranhado na casa algumas vezes e, nas últimas vezes que obtiveram a liderança, indicaram o rival para o paredão.

Mas, a noite desta terça teve um gosto melhor ainda para Kaysar. O refugiado sírio venceu a última prova do líder desta edição e está garantido na final do reality show. Ele ainda ganhou o direito de indicar uma pessoa para o último paredão e optou por Paula. A empresária mineira teve como prêmio de consolação indicar com quem iria para a berlinda e preferiu a disputa com a família Lima do que com Gleisi.

Com a decisão da mineira, Gleici também teve sua participação na final garantida. Resta agora saber quem terá mais apoio da opinião pública para enfrentar os dois favoritos ao prêmio de R$ 1,5 milhão a ser dado na quinta-feira, 19, ao vencedor do programa.

Folhado de bacalhau: Acompanhado de alho poró, o prato nunca decepciona em banquete especial (Foto: Wellington Nemeth)

Cidade

Durante a Páscoa, a Petit Comité Rotisserie & Deli, localizada em Moema, oferece um cardápio especial, composto por entradas, pratos principais, acompanhamentos e sobremesas. Todos são vendidos por quilo e os clientes ficam à vontade para montar suas próprias combinações. Nas entradas figuram a delicada terrine colorida de legumes, que vem acompanhada de chantilly de roquefort (R$ 89/quilo) e o cuscuz de bacalhau com grão de bico e legumes ao curry (R$ 98/quilo), uma das novas receitas desenvolvidas pela chef Rita Atrib, responsável pela alimentação de boa parte dos popstars internacionais que passam pela Capital, de Justin Bieber a Steven Tyler, da banda Aerosmith.

Uma das clássicas sugestões entre os pratos salgados é a torta Pascoalina, sucesso todos os anos: uma torta típica italiana, da região da Liguria, com massa semifolhada e que leva no recheio espinafre, ricota e ovos em sua receita. Custa R$ 80 o quilo. Entre as novidades estão a moqueca de bacalhau (R$ 152/quilo), o gâteau de bacalhau acompanhado de salsa de camarõezinhos (R$ 98/quilo) e a quiche em duo de salmões e alho poró (R$ 90/quilo). Já o folhado de fricassé de bacalhau com alho poró (R$ 152/kg) nunca decepciona. As encomendas podem ser feitas até segunda-feira, 26, ou final do estoque. 

Chef é conhecida por servir famosos

Se uma celebridade internacional tem show marcado em São Paulo, é quase certo que vai apreciar um  dos pratos preparados por Rita Atrib. Ela já serviu os integrantes das bandas Aerosmith, Guns N’Roses e Rolling Stones, além dos astros Elton John, Ozzy Osbourne e David Bowie. Os banquetes incluem entrada, almoço e jantar, a um custo de até R$ 100 mil.

Assados e sobremesas são destaque

Para quem prefere os assados, destaque para o lombo suíno recheado com migas de broa e pancetta (R$ 98/quilo) e o rosbife rústico de mignon, que pode ser servido frio ou quente, e vem acompanhado de um aveludado molho béarnaise (R$ 152/quilo).

Bolo de Trufas Petit Comite foto Wellington Nemeth 1

(Foto:Wellington Nemeth)

 

E como Páscoa é sinônima de chocolate, a chef preparou uma seleção de deliciosas sobremesas com ingredientes como mini cake ninho de trufas (R$ 98/quilo), mini cake ninho de ovos (R$ 98/quilo) e um de seus carros-chefes, o imponente rocambole de chocolate recheado de brigadeiro nevado de damascos e avelãs, coberto com ganache e acompanhado de calda de damascos (R$ 89/kg). Os pratos da chefe Rita Atrib podem ser entregues para pedidos acima de R$ 350 (taxa de entrega sob consulta) ou retirados na rotisserie.

Serviço

A Petit Comité Rotisserie & Deli fica na Rua Gaivota, 763, em Moema. Mais informações pelo Tel. 2359­0771 ou no site www.buffetpetitcomite.com

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.

Ex-capitão lidera em todas as pesquisas (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Nova pesquisa do BTG/FSB, divulgada nesta segunda-feira, 22,  mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aumentou sua vantagem dentro da margem de erro contra Fernando Haddad (PT). Segundo o levantamento, o ex-capitão conta com 60% dos votos válidos, contra 40% do adversário. A margem de erro continua sendo de dois pontos percentuais. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é dito ao entrevistado, o ex-militar caiu um ponto percentual, ficando com 48%, enquanto Haddad cresceu um ponto, chegando a 31%. Os votos brancos e nulos atingem 6%, enquanto 5% responderam “nenhum” e 11% não souberam opinar. Na intenção de voto estimulada, porém, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois. A pesquisa também abordou a decisão definitiva de votos de cada eleitor. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. A rejeição dos candidatos ficou em 52% para Fernando Haddad e 38% para Bolsonaro. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro.

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 
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Articulistas

Colunistas

Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião

Crescimento do número de suicídios revela que sociedade brasileira está doente. Campanha Setembro Amarelo alertou para os riscos (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

Opinião

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião