O Internet para Todos, lançado na segunda-feira, 6, visa a cumprir o mesmo que o Programa Nacional de Banda Larga, criado em 2010 e encerrado em 2016 e que foi um tremendo fracasso (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, como tantos outros integrantes do atual governo federal, deve deixar, até 7 de abril, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), de olho no seu futuro político. Sua meta é ocupar a cadeira de vice-governador do Estado de São Paulo, tendo João Doria como majoritário.

Mas, antes disso, planeja deixar sua marca no MCTIC. Sob seu comando, se poderá dizer que foi modernizado o setor de radiofusão brasileiro, com a migração de todas as rádios da faixa AM para FM ou que houve o desligamento do sistema analógico de televisão, que passou para o modelo digital.


Mas, a aposta do ministro recai sobre o programa Internet para Todos, que foi lançado ontem pelo governo federal e que deve conectar quase 3 mil cidades à internet com velocidade “algo 40 vezes superior ao que existe hoje” – segundo o próprio Kassab – a um custo abaixo do mercado. Tudo isso foi possível com o lançamento do Satélite Geostacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que exigiu investimento de R$ 3 bilhões. A operação do serviço ficará por conta da Viasat, empresa norte-americana contratada pela estatal Telebras.


Evidentemente, o programa tem relevância e atende principalmente um grupo de brasileiros que fica alijado dos processos tecnológicos. Mas, como é tradição no Brasil, uma coisa é o lançamento e outra é o funcionamento. Kassab vai deixar tudo isso para trás em breve, e, logo depois, também o próprio Temer. E assim, as iniciativas vão ficando pelo caminho, pois, aqui se aposta mais nas políticas de governo (transitórias) e não nas políticas de Estado (perenes). Por isso, de tempos em tempos, boas ideias saem de cena, junto com os governos que as conceberam.

Enquanto não há continuidade, o País se mantém preso a uma ciranda de avanços, retrocessos e eternos recomeços. Qual será o destino do Internet para Todos? Talvez o mesmo do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado em 2010 com propósito idêntico, mas que foi finalizado em 2016 como um tremendo fracasso. Afinal, não cumpriu o que foi prometido e manteve milhões de pessoas no mesmo hiato digital, cuja lacuna o programa de Kassab agora se compromete a resolver.

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Doria articula com DEM para disputar o governo do Estado de São Paulo (Foto: Reprodução/Rede Social)

Política

Após se aproximar do PSD, o prefeito João Doria investe agora no apoio do DEM para uma eventual candidatura pelo PSDB ao governo de São Paulo. A negociação partidária, que envolve o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM-BA), ocorre à revelia do governador Geraldo Alckmin e no momento em que uma ala tucana tenta adiar as prévias paulistas da legenda para maio.

Com o adiamento das prévias, o prefeito seria forçado a deixar o cargo para entrar na disputa interna. Pela legislação, os políticos que forem concorrer nas eleições deste ano devem renunciar até o dia 7 abril.

Doria e Maia conversaram sobre a sucessão em São Paulo no avião do prefeito, durante um voo entre Rio e Salvador na terça-feira de carnaval. Ao chegar à capital baiana, eles se juntaram ao prefeito ACM Neto. Questionado sobre o encontro, Maia disse que a palavra final sobre uma eventual aliança em São Paulo será do diretório regional do DEM.

O prefeito deve almoçar no sábado com o secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia, pré-candidato do DEM ao governo, e com dirigentes paulistas da sigla. A ideia é oferecer a Garcia a vaga ao Senado. Por essa configuração, o presidente licenciado do PSD, ministro Gilberto Kassab, seria o vice de Doria na chapa e o chanceler Aloysio Nunes (PSDB), o segundo candidato ao Senado. A movimentação de Doria incomodou aliados de Alckmin.

O governador tenta evitar um racha em sua base na campanha pelo Palácio dos Bandeirantes. Pré-candidato à Presidência, Alckmin não descarta convidar o vice-governador Márcio França (PSB), que deve assumir em abril o governo e disputar a reeleição, para se filiar ao PSDB e ser o candidato único da coalizão governista. Tucanos paulistas ventilam ainda a possibilidade de acrescentar uma cláusula ao estatuto da legenda que tornaria todos os detentores de cargo executivo candidatos "natos" à reeleição - ou seja, sem a necessidade de disputar prévias.

Doria deve se candidatar ao Governo de São Paulo (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)

Opinião

O prefeito João Doria, embora ainda mantenha silêncio sobre a questão, está de partida precocemente da prefeitura de São Paulo. O caminho que pavimentou lentamente, e de forma muito bem pensada, pode – se tudo sair como planejou – levá-lo do Palácio Anhangabaú, sede do poder Executivo paulistano, para o Palácio dos Bandeirantes, residência oficial do governador deste Estado. Desta forma, em se confirmando, a Capital deve se preparar para mudanças, ainda que sutis, nos rumos da sua administração pública.


Doria terá até 7 de abril, conforme prescreve o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para abrir mão do seu cargo atual, para o qual foi eleito em primeiro turno com 3.085.187 votos. Passará a batuta para seu vice, Bruno Covas. Assim, o neto do ex-governador Mário Covas poderá vir a ter dois anos e oito meses à frente da Prefeitura da maior cidade do País. Já o futuro do atual mandatário dependerá do resultado das urnas. Se for bem-sucedido no pleito estadual, sentará na cadeira que hoje é ocupada pelo seu padrinho político, Geraldo Alckmin. Se não for, não poderá reaver a Prefeitura, conforme a reza a lei eleitoral, e terá de repensar sua trajetória política.


A pergunta que parte da população deve fazer é se a esperada troca de cadeiras no Executivo municipal é boa ou não para a cidade. Teoricamente, pelo fato de o partido de prefeito e vice ser o mesmo – o PSDB – não deve haver descontinuidade das políticas públicas. Afinal, boa parte dos cidadãos se sentiria traída se, a esta altura do “campeonato”, fossem colocadas em prática mudanças que fogem ao programa de governo escolhido por ela durante a eleição de 2016. Mas, inteligente que é, o jovem Covas sabe muito bem disso e já conta os dias para herdar aquilo que lhe é de direito. A julgar por sua bem-sucedida trajetória, tem potencial para tirar proveito de sua nova posição, trabalhando duramente para valorizar seu passe e projetar seu nome. Quem sabe, na hora certa e com a sensação de dever cumprido, deixará o prédio ao lado do Viaduto do Chá para voos ainda mais altos.

Prefeito afirmou que medida sugerida pela própria PM (Foto: Reprodução/Rede Social)

Cidade

O prefeito João Doria (PSDB) decidiu alterar o decreto que regulamenta a segurança de ex-prefeitos e garante a escolta de policiais por um ano após deixar o cargo. A medida agora só será válida a partir do próximo eleito, conforme publicado no Diário Oficial de ontem.

A medida causou polêmica porque o decreto poderia beneficiar Doria ainda neste ano, caso ele renuncie para ser candidato a governador do Estado de São Paulo. Ele retirou também o benefício para familiares dos prefeitos.

Doria tem que deixar a Prefeitura até 7 de abril para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes (Foto: Charles Sholl/ Raw Image/ AE)

Cidade

Em decisão que sacramentou o apoio a uma candidatura do prefeito de São Paulo, João Doria, para o Governo de São Paulo, o diretório estadual do PSDB decidiu, segunda, 05, manter as prévias tucanas para a sucessão de Geraldo Alckmin nos dias 18 e 25 de março.

Um grupo de parlamentares do PSDB vai inscrever o nome de Doria nas primárias tucanas. O presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris, afirmou que o grupo vai apresentar o nome de Doria até o dia 13 de março. “Se os outros pré-candidatos não declinarem, vamos para as prévias”, disse o parlamentar.

O entorno de Doria aposta que ele será o único nome dos tucanos para o governo de São Paulo, contando com um amplo apoio entre os militantes e a desistência dos outros nomes. Após o grupo de parlamentares apresentar a inscrição do prefeito, o partido terá de consultá-lo para sacramentar sua decisão em ser candidato. O secretário estadual do Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, o cientista político Luiz Felipe d’Ávila e o ex-senador José Aníbal queriam adiar as prévias. 

Especialistas apontam ser preciso refazer o asfalto (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo fechou, somente no ano passado, 668 buracos por dia. O número é pouco mais de 22% superior ao registrado em 2016, quando foram tapadas, em média, 545 crateras ao dia. A Secretaria das Prefeituras Regionais não informou quanto foi gasto com o serviço nesses dois anos analisados.


O professor do departamento de engenharia civil do Centro Universitário FEI, Creso Peixoto, explicou que a ocorrência de buracos tem a ver com a absorção de água. “Quando há infiltração, a capa asfáltica não responde como deveria quando os carros forçam as camadas”, afirmou.


De acordo com a professora de engenharia Maria Emília da Silva Oliveira, da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, vários fatores causam um buraco e a volta dele após um conserto. “Falta de manutenção, má qualidade dos materiais de reparo e mão-de-obra má qualificada estão entre eles”, disse. “As operações tapa-buraco são métodos paliativos”, ressaltou.


O engenheiro civil Marcos Timóteo, professor da Universidade de Guarulhos, concordou. “O tapa-buraco de hoje não é efetivo. Muitas vezes, eles são feitos duas ou três vezes no mesmo local ao longo de um ano”, disse.


Para Maria Emília, só há uma solução para acabar com o problema: o recapeamento. “Tem que se tirar as camadas que compõe o asfalto hoje e começar de novo, como se fosse a primeira vez”, afirmou

Ideia é dar maior fluidez ao trânsito paulistano (Foto: SECOM)

Cidade

A gestão do prefeito João Doria (PSDB) lança, nesta sexta (16), um edital de chamamento público para receber estudos do setor privado para viabilizar a privatização da rede semafórica da capital paulista, que é da década de 1980. O foco é aumentar em até 25% o número de semáforos.

O objetivo é fazer um longo contrato de concessão no qual a empresa terá de investir em tecnologia para modernizar até 85% dos 6.399 semáforos de São Paulo, alvos constantes de vandalismo e apagões. O investimento necessário está estimado em R$ 1 bilhão.

Só 600 semáforos têm automação em tempo real, ou seja, o tempo de abertura e fechamento é controlado a distância de um centro de operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Os novos aparelhos também vão controlar a velocidade dos carros e farão a contagem dos veículos no cruzamento, o que, segundo a Prefeitura, permitirá modificar a programação para que os semáforos fiquem abertos mais ou menos tempo, conforme o trânsito da região.
O secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, estima até 20% a mais de fluidez do trânsito com os semáforos inteligentes.

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