Presidente exagera no otimismo sobre seu governo (Foto: Marco Correia/PR/Fotos Públicas)

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Com três dias de atraso, o presidente Michel Temer fez, nesta terça-feira, 15, um balanço de seus dois anos de governo. A julgar pelo tom ufanista do emedebista, o País está indo de vento em popa e teria avançado neste período o esperado para 20 anos. Na sua visão, está orgulhoso por tirar o Brasil do vermelho e colocá-lo no rumo certo. Exagera, certamente! Mas, antes de jogar pedra na vidraça e enumerar uma série de erros, é possível também elencar alguns acertos desde aquele 12 de maio de 2016, quando o Senado aprovou o afastamento de Dilma Rousseff por até 180 dias, e o seu vice assumiu o cargo.


De imediato, naquele mesmo dia, anunciou uma lista com 22 integrantes de sua equipe 100% masculina e branca. Mas este era o menor dos problemas, uma vez que sete dos indicados eram investigados na Lava Jato, como Romero Jucá e Geddel Vieira Lima. Mas acertou, pelo menos na opinião do mercado, na escolha de sua linha de frente econômica, liderada por Henrique Meirelles como ministro da Fazenda. E daí vem os bons resultados do atual governo, que conseguiu domar a inflação, depois de um período de rebeldia, e baixou a taxa básica de juros a patamares até então nunca vistos. Em março, por exemplo, o Copom cortou pela 12ª vez consecutiva a taxa Selic, de 6,75% para 6,5% ao ano, um recorde histórico.


Temer ainda se debruçou sobre a reforma Trabalhista e quis fazer o mesmo com a da Previdência. Tinha até condições de realizar um dos seus principais projetos, diante do número de parlamentares que, teoricamente, fazem parte da base aliada. Mas os escândalos políticos que surgiram ao longo destes dois anos e que atingiram diretamente o presidente e seus homens mais próximos, o enfraqueceram, a ponto de dispender mais energia para se defender do que para produzir algo de útil para o Brasil.

Por mais retórico e exagerado que tenha sido o discurso presidencial, os números de pesquisas relativas à aprovação de seu governo (em torno de 5%) e como candidato à reeleição (1% das intenções de voto) dão conta de que a realidade vai contra o louvor tardio decorrente do aniversário de sua chegada ao poder. E, como se costuma dizer, os números não mentem.

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