Doria deve se candidatar ao Governo de São Paulo (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)

Opinião

O prefeito João Doria, embora ainda mantenha silêncio sobre a questão, está de partida precocemente da prefeitura de São Paulo. O caminho que pavimentou lentamente, e de forma muito bem pensada, pode – se tudo sair como planejou – levá-lo do Palácio Anhangabaú, sede do poder Executivo paulistano, para o Palácio dos Bandeirantes, residência oficial do governador deste Estado. Desta forma, em se confirmando, a Capital deve se preparar para mudanças, ainda que sutis, nos rumos da sua administração pública.


Doria terá até 7 de abril, conforme prescreve o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para abrir mão do seu cargo atual, para o qual foi eleito em primeiro turno com 3.085.187 votos. Passará a batuta para seu vice, Bruno Covas. Assim, o neto do ex-governador Mário Covas poderá vir a ter dois anos e oito meses à frente da Prefeitura da maior cidade do País. Já o futuro do atual mandatário dependerá do resultado das urnas. Se for bem-sucedido no pleito estadual, sentará na cadeira que hoje é ocupada pelo seu padrinho político, Geraldo Alckmin. Se não for, não poderá reaver a Prefeitura, conforme a reza a lei eleitoral, e terá de repensar sua trajetória política.


A pergunta que parte da população deve fazer é se a esperada troca de cadeiras no Executivo municipal é boa ou não para a cidade. Teoricamente, pelo fato de o partido de prefeito e vice ser o mesmo – o PSDB – não deve haver descontinuidade das políticas públicas. Afinal, boa parte dos cidadãos se sentiria traída se, a esta altura do “campeonato”, fossem colocadas em prática mudanças que fogem ao programa de governo escolhido por ela durante a eleição de 2016. Mas, inteligente que é, o jovem Covas sabe muito bem disso e já conta os dias para herdar aquilo que lhe é de direito. A julgar por sua bem-sucedida trajetória, tem potencial para tirar proveito de sua nova posição, trabalhando duramente para valorizar seu passe e projetar seu nome. Quem sabe, na hora certa e com a sensação de dever cumprido, deixará o prédio ao lado do Viaduto do Chá para voos ainda mais altos.

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Doria articula com DEM para disputar o governo do Estado de São Paulo (Foto: Reprodução/Rede Social)

Política

Após se aproximar do PSD, o prefeito João Doria investe agora no apoio do DEM para uma eventual candidatura pelo PSDB ao governo de São Paulo. A negociação partidária, que envolve o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM-BA), ocorre à revelia do governador Geraldo Alckmin e no momento em que uma ala tucana tenta adiar as prévias paulistas da legenda para maio.

Com o adiamento das prévias, o prefeito seria forçado a deixar o cargo para entrar na disputa interna. Pela legislação, os políticos que forem concorrer nas eleições deste ano devem renunciar até o dia 7 abril.

Doria e Maia conversaram sobre a sucessão em São Paulo no avião do prefeito, durante um voo entre Rio e Salvador na terça-feira de carnaval. Ao chegar à capital baiana, eles se juntaram ao prefeito ACM Neto. Questionado sobre o encontro, Maia disse que a palavra final sobre uma eventual aliança em São Paulo será do diretório regional do DEM.

O prefeito deve almoçar no sábado com o secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia, pré-candidato do DEM ao governo, e com dirigentes paulistas da sigla. A ideia é oferecer a Garcia a vaga ao Senado. Por essa configuração, o presidente licenciado do PSD, ministro Gilberto Kassab, seria o vice de Doria na chapa e o chanceler Aloysio Nunes (PSDB), o segundo candidato ao Senado. A movimentação de Doria incomodou aliados de Alckmin.

O governador tenta evitar um racha em sua base na campanha pelo Palácio dos Bandeirantes. Pré-candidato à Presidência, Alckmin não descarta convidar o vice-governador Márcio França (PSB), que deve assumir em abril o governo e disputar a reeleição, para se filiar ao PSDB e ser o candidato único da coalizão governista. Tucanos paulistas ventilam ainda a possibilidade de acrescentar uma cláusula ao estatuto da legenda que tornaria todos os detentores de cargo executivo candidatos "natos" à reeleição - ou seja, sem a necessidade de disputar prévias.

Em 2006, Alckmin superou Lula com folga em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/ABR)

Opinião

É quase consenso que Geraldo Alckmin é o melhor nome do PSDB para concorrer este ano à Presidência da República. Evidentemente, tem aqueles que discordam, como o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que chamou a prévia do partido de fraude e abandonou a disputa interna pelo posto de presidenciável. Mas, depois de Aécio Neves ter se afundado em um lamaçal, de o prefeito João Doria, aparentemente, ter se contentado com a possibilidade de sair governador e de Fernando Henrique Cardoso ter visto abortada a ideia de lançar Luciano Huck como candidato, não há às claras outra indicação tão forte nas fileiras tucanas quanto a do governador paulista.


Assim, o nome de Alckmin deve ser aclamado nas prévias presidenciais do partido, agendada para 18 de março. No entanto, se dentro da legenda a fatura é líquida e certa, fora dela o cenário ainda é muito nebuloso. E os números divulgados ontem pelo Instituto Paraná Pesquisas (IPP), que mostrou o paulista em empate técnico com Jair Bolsonaro, com intenções que variam de 20% a 23%, dependendo do cenário, é mais motivo para preocupação do que para celebração. Afinal, se quer almejar voos mais altos, o governador tem de se mostrar soberano entre aqueles que diretamente lidera.


Em 2006, quando enfrentou Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin superou o petista nos dois turnos, tendo um incrível desempenho de 54,2% dos votos no primeiro turno. Isso com Lula no auge de sua trajetória política. Em 2010, José Serra repetiu a dose, baixando a margem para 40,67% no primeiro turno e subindo para 54% no segundo. Em 2014, Aécio Neves perdeu nos dois turnos em Minas Gerais, seu Estado, e viu Dilma Rousseff ser reeleita.

Assim, para Alckmin não resta outra alternativa a não ser recuperar os votos que o PSDB tradicionalmente obtém em São Paulo. Ainda há muita água para rolar sob esta ponte. Mas, fazer um jogo de recuperação é muito mais difícil e desgastante do que administrar uma vantagem. No entanto, as prévias do PSDB podem finalmente lançar luz sobre o papel do governador paulista nesta que deve ser uma acirrada e imprevisível disputa presidencial.

Mudanças impostas pelo Estado de São Paulo prejudicaram crianças autistas (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Opinião

A insensibilidade do governo estadual ao impor exigências sem diálogo prejudicou mais de 2,5 mil alunos autistas de escolas conveniadas. Ao alterar edital às vésperas do início do ano letivo, o governador Geraldo Alckmin condicionou o repasse de recursos sem garantir o devido tempo para estabelecimentos se readequarem.


As mudanças desrespeitaram e afetaram alunos, pais e unidades credenciadas. Publicado no final de janeiro, algumas escolas não puderam retomar as atividades. Entre as justificativas para melhorar a estrutura e cumprir orientação do Tribunal de Contas do Estado, ficou a dúvida sobre o propósito em cortar o atendimento às crianças especiais.


Pais, educadores e apoiadores se manifestaram contra as medidas e a interrupção de aulas e atividades multidisciplinares e pediram a revogação do decreto. Decisão da Justiça determina que o Governo garanta o transporte e pagamento às conveniadas, entre R$ 1,2 mil e R$ 1,7 mil por aluno, conforme o tempo de permanência.


São apenas 25 escolas conveniadas e o Governo não pode prejudicar o atendimento. Ninguém é contra o avanço da qualidade. Mas aulas adequadas, atividades individuais, rotina escolar e a contínua preparação de autistas para sua autonomia são fundamentais. Não podem ser interrompidas abruptamente sob qualquer pretexto.


A necessidade de educadores especializados, uniforme, alimentação, material escolar e de higiene precisa de um repasse justo. Exigir, sem contrapartida do Estado, só deixa o aluno autista desassistido. Todo tratamento tem métodos e procedimentos específicos elaborados por uma equipe multidisciplinar para o desenvolvimento progressivo.


O Governo mostra a visão rasa sobre os aspectos socioeducativos. Como sempre, apega-se às questões burocráticas para se justificar e interdita e viola direitos, sem propor um sistema educacional público e inclusivo, com o qual educação, terapias e convivência universal com as diferenças sejam garantidas a todos alunos.

*Edmilson Souza é professor de História, educador e vereador em Guarulhos

Ministério Público cobra respostas da Prefeitura de São Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou a morte do estudante Lucas Antônio Lacerda da Silva, de 22 anos, por descarga elétrica após ter encostado em um poste no dia 4 de fevereiro, durante o desfile de um bloco de carnaval em São Paulo.

O jovem morreu eletrocutado pelo poste, com câmeras para monitoramento de público, que estava na esquina da Rua da Consolação com a Rua Matias Aires, no centro da cidade.

A Polícia Civil anexou o laudo ao inquérito policial nesta segunda-feira, 19. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a delegacia aguarda a conclusão dos laudos complementares

A tragédia ocorreu durante a passagem do bloco de rua Acadêmicos do Baixo Augusta. Logo após o contato com o equipamento, o jovem sofreu uma descarga elétrica e desmaiou. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Responsável pela infraestrutura do carnaval de rua de São Paulo, a empresa Dream Factory lamentou o ocorrido com o estudante e reforçou que somente a perícia dos órgãos competentes poderá informar se a causa da morte está ou não associada à instalação das câmeras da GWA System.

Após o caso, o Tribunal de Contas do Município (TCM) cobrou explicações à Prefeitura de São Paulo e à empresa Dream Factory sobre a instalação das câmeras para o monitoramento do carnaval de rua na capital. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) também solicitou respostas da gestão municipal.

Especialistas apontam ser preciso refazer o asfalto (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo fechou, somente no ano passado, 668 buracos por dia. O número é pouco mais de 22% superior ao registrado em 2016, quando foram tapadas, em média, 545 crateras ao dia. A Secretaria das Prefeituras Regionais não informou quanto foi gasto com o serviço nesses dois anos analisados.


O professor do departamento de engenharia civil do Centro Universitário FEI, Creso Peixoto, explicou que a ocorrência de buracos tem a ver com a absorção de água. “Quando há infiltração, a capa asfáltica não responde como deveria quando os carros forçam as camadas”, afirmou.


De acordo com a professora de engenharia Maria Emília da Silva Oliveira, da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, vários fatores causam um buraco e a volta dele após um conserto. “Falta de manutenção, má qualidade dos materiais de reparo e mão-de-obra má qualificada estão entre eles”, disse. “As operações tapa-buraco são métodos paliativos”, ressaltou.


O engenheiro civil Marcos Timóteo, professor da Universidade de Guarulhos, concordou. “O tapa-buraco de hoje não é efetivo. Muitas vezes, eles são feitos duas ou três vezes no mesmo local ao longo de um ano”, disse.


Para Maria Emília, só há uma solução para acabar com o problema: o recapeamento. “Tem que se tirar as camadas que compõe o asfalto hoje e começar de novo, como se fosse a primeira vez”, afirmou

Ideia é dar maior fluidez ao trânsito paulistano (Foto: SECOM)

Cidade

A gestão do prefeito João Doria (PSDB) lança, nesta sexta (16), um edital de chamamento público para receber estudos do setor privado para viabilizar a privatização da rede semafórica da capital paulista, que é da década de 1980. O foco é aumentar em até 25% o número de semáforos.

O objetivo é fazer um longo contrato de concessão no qual a empresa terá de investir em tecnologia para modernizar até 85% dos 6.399 semáforos de São Paulo, alvos constantes de vandalismo e apagões. O investimento necessário está estimado em R$ 1 bilhão.

Só 600 semáforos têm automação em tempo real, ou seja, o tempo de abertura e fechamento é controlado a distância de um centro de operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Os novos aparelhos também vão controlar a velocidade dos carros e farão a contagem dos veículos no cruzamento, o que, segundo a Prefeitura, permitirá modificar a programação para que os semáforos fiquem abertos mais ou menos tempo, conforme o trânsito da região.
O secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, estima até 20% a mais de fluidez do trânsito com os semáforos inteligentes.

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