Cantor Chico César cancelou sua conta no Neflix por causa de série (Foto:Reprodução/Facebook)

Opinião

Nesta terça-feira, o cantor e compositor Chico César anunciou que cancelou sua conta na Netflix. O mesmo já tinha feito o ator José de Abreu e o crítico de cinema Pablo Villaça, do site da revista Carta Capital. A origem da questão está na série “O Mecanismo”, que estreou na última sexta-feira, 23, na Netflix e que tem direção de José Padilha.

A ex-presidente Dilma Rousseff não comunicou o cancelamento do serviço de streaming, mas tem reagido acidamente ao conteúdo da produção, ao diretor e à provedora global de filmes on-line. “O diretor inventa fatos. Ele próprio tornou-se um criador de notícias falsas”, acusa a petista.


A polêmica obra de Padilha traz personagens inspirados justamente em Dilma (apresentada como Janete) e Lula (João Higino), ambos cientes e coniventes com o esquema de corrupção apresentado na série. Mas, no centro da celeuma está a expressão “estancar a sangria”, colocada na boca de Higino/Lula. Esta é uma frase sintomática, dita, na realidade, por Romero Jucá, quando foi gravado por ocasião do impeachment de Dilma, falando de um pacto para deter o avanço da Operação Lava Jato: “Tem de mudar o governo pra poder estancar essa sangria”, ponderou, à época, o atual líder do Governo no Senado ao seu interlocutor, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.


Fato é que a frase é simbólica demais para ser tirada do seu contexto e dar a ela outra paternidade, como são “Tem que manter isso, viu?”, “Tem que ser um que a gente mate antes de fazer a delação” ou “Aqui, hoje, eu estou saudando a mandioca”. Mas atacar a série a partir desta ou daquela imprecisão é pouco e fomenta exatamente a curiosidade de se buscar saber o porquê de tanto burburinho em torno de uma produção do tipo.

Espernear e ameaçar o cancelamento do serviço da Netflix não funciona. Pelo menos não fez efeito no caso do caricato filme “Polícia Federal – A Lei é Para Todos”, que, apesar da campanha de parte da Esquerda, se tornou o longa nacional mais visto de 2017. Ao se insurgir publicamente contra a série de Padilha, Dilma ajuda justamente a dar publicidade ao trabalho e fazer dele ainda mais notícia do que normalmente já seria. Neste caso, melhor mesmo era silenciar e aceitar a carapuça que, aparentemente, embora incômoda, lhe caiu tão bem.

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Moro nega pedido feito pela defesa do ex-presidente

Política

O juiz federal Sergio Moro negou nesta quinta-feira (15) à defesa do ex-presidente Lula suspender uma perícia em andamento sobre sistemas de propina da Odebrecht. A Polícia Federal está vistoriando o "Drousys" e o "MyWebDay", da empreiteira, em ação penal sobre suposta propina do grupo ao petista, no âmbito da Operação Lava Jato. O "Drousys" é um sistema de informática para comunicação do setor de propinas da empreiteira. O "MyWebDay" é um software desenvolvido pela empreiteira para gerenciar contabilidade paralela.

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, queria que Moro barrasse a perícia até que o Ministério Público Federal prestasse esclarecimentos sobre o "MyWebDay". A defesa suspeita de fraude ou manipulação no sistema. Na decisão, Moro afirma que "a perícia foi determinada exatamente em decorrência dos questionamentos pretéritos da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva acerca da autenticidade dos documentos extraídos do sistema e juntado aos autos". O magistrado ainda anotou que "a pretensão da Defesa de suspensão da perícia por suspeita de fraude não faz o menor sentido."

Lula e outros 12 investigados são réus. A Operação Lava Jato atribui a Lula vantagem indevida de R$ 12,5 milhões da Odebrecht, por meio de um terreno que abrigaria o Instituto que leva o nome do ex-presidente - R$ 12 milhões - e uma cobertura vizinha à residência do petista em São Bernardo de R$ 504 mil. Além da suspensão da perícia, a defesa de Lula havia solicitado que, "após eventual retomada dos trabalhos periciais, seja concedido às defesas de prazo igual àquele concedido ao Setor Técnico do Departamento de Polícia Federal para análise e manifestação acerca do laudo pericial decorrente do trabalho de alta complexidade desenvolvido pela equipe de peritos oficiais daquele órgão". Segundo o advogado do petista, até o momento, a perícia já levou "100 dias de análise".

Sergio Moro afirmou que vai avaliar o pedido de extensão "após a apresentação do laudo" da perícia. Este processo é um dos três em que Lula foi acusado pela Lava Jato, no Paraná. No caso triplex, o petista foi condenado a 12 anos e um mês de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O ex-presidente responde ainda a uma ação penal sobre reformas no sítio de Atibaia.

Ex-presidente afirmou que está preparado para a prisão, mas que não acredita que será preso (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer discutir uma candidatura alternativa à sua na corrida presidencial deste ano, sob alegação de que isso daria como fato consumado que ele estaria fora do páreo. Sua disposição é brigar até o fim.

As afirmações foram feitas em entrevista exclusiva à colunista Mônica Bérgamo, do jornal Folha de S.Paulo. Nela, Lula diz que está preparado para ser preso, mas acredita que será inocentado. "Eu acredito na democracia, eu acredito na Justiça. E acredito que essas pessoas, o juiz Sérgio Moro e os desembargadores, mereciam ser exoneradas a bem do serviço público", destacou o petista.

Na quarta-feira, 28, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anunciou o adiamento do julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa de Lula, condenado no caso do triplex do Guarujá (SP), que estava marcado para esta quinta-feira, 1º. O julgamento passou para o dia 6 de março, às 13h.

A alteração da data foi comunicada pelo gabinete do ministro relator do pedido de liberdade, ministro Felix Fischer, e foi feita a pedido da defesa do petista em razão de problemas de saúde de seu advogado Sepúlveda Pertence, que faria sustentação oral.

Na entrevista à Folha, Lula diz esperar que o STF - que deverá julgar o habeas corpus no qual sua defesa pede para ele não ser preso - analise o processo, depoimentos e provas e tome uma decisão. "Por isso tenho a crença de que vou ser candidato", frisou.

Na entrevista, Lula diz que lamenta a postura de seu ex-ministro Antonio Palocci, hoje preso, e que no ano passado, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, citou um "pacto de sangue" entre Lula e a Odebrecht que tinha o foco em um pacote de propinas de cerca de US$ 1 milhão. Para o petista, a história de Palocci se esvaiu com isso. "O Palocci demonstrou gostar de dinheiro. Quem faz delação quer ficar com uma parte daquilo de que se apoderou. Não vejo outra explicação", argumentou.

Defesa alega que ex-ministro não tem dinheiro (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Quatro imóveis, no valor global de R$ 11.050.375,00, do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), vão a leilão no dia 26 de abril. Segundo o edital, os bens serão vendidos "no estado em que se encontram, de forma individual" e os lances poderão ser ofertados pela internet.

"O leilão será realizado no dia 26 de abril de 2018, a partir das 14 horas e, caso não haja arrematação do(s) bem(ns), haverá uma segunda praça, no dia 4 de maio de 2018, a partir das 14 horas", informa o edital.

O juiz Sérgio Moro mandou alienar os imóveis para leilão em janeiro. Na ocasião, o magistrado apontou que "nenhum dos imóveis é utilizado atualmente como moradia" por Dirceu e que havia "inequívoco risco de esvaziamento do confisco".

Serão leiloados o imóvel sede da JD Assessoria, empresa de consultoria do ex-ministro, em São Paulo, no valor de R$ 6 milhões, um imóvel em nome da filha de Dirceu, também na capital paulista, avaliado em R$ 750.375,00, uma chácara em Vinhedo, interior paulista, de R$ 1,8 milhão, e uma casa em Passa Quatro - cidade onde morava a mãe do petista -, em Minas Gerais, de R$ 2,5 milhões.

Não primeiro leilão o valor mínimo de cada unidade será o da avaliação judicial. Caso haja um novo leilão, o valor mínimo para a venda "corresponderá a 80% do valor da avaliação judicial".

"Não será de responsabilidade do arrematante o pagamento de débitos fiscais e tributários incidentes sobre o(s) imóvel(is) arrematado(s) (art. 130, CTN), lançados até a data da arrematação. Fica, todavia, responsável pelo pagamento dos débitos de outra natureza, tais como condomínio, fornecimento, energia elétrica e gás, cujos valores serão apurados e juntados aos autos pelo leiloeiro para ciência do(s) arrematante(s)", determina o edital.

Em novembro do ano passado, a defesa de Dirceu informou que dois imóveis tinham dívidas de IPTU e condomínio em atraso. Os advogados relataram à Justiça que as dívidas da casa de Passa Quatro estavam "longe de comprometer os imóveis" e afirmaram que o petista usaria a aposentadoria da Câmara - de R$ 10 mil - para quitar as dívidas "o quanto antes".

O petista foi preso em agosto de 2015 na Operação Pixuleco, 17ª fase da Lava Jato. O ex-ministro ganhou liberdade em maio do ano passado, por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Dirceu foi condenado por Moro em duas ações penais a 32 anos e 1 mês de prisão - 20 anos e 10 meses em um processo e 11 anos e 3 meses em outro. Em setembro do ano passado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) - a Corte de apelação da Lava Jato - julgou a primeira ação que condenou Dirceu e aumentou a pena de 20 anos e 10 meses para 30 anos, 9 meses e 10 dias por corrupção passiva, pertinência a organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Após a decisão da 2ª instância, o ex-ministro entrou com embargos de declaração. O recurso foi negado em novembro. O Tribunal da Lava Jato está analisando embargos infringentes do petista.

Defesa

Com a palavra, o advogado Roberto Podval, que defende José Dirceu:

"O leilão só comprova a absoluta falta de dinheiro de José Dirceu, bem diferente dos delatores que fizeram da delação um bom negócio."

Possíveis candidatos, Alckmin e Bolsonaro lideram as intenções de votos dos brasileiros (Fotos: Reprodução/Facebook)

Nacional

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) estão em um empate técnico na disputa dos votos paulistas pela Presidência da República, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 28, pelo Instituto Paraná Pesquisas (IPP).

Nos três cenários testados, Alckmin pontou de 20,1% a 23,2%, enquanto o deputado polêmico varia de 22,3% a 23,5%. A margem de erro da pesquisa é de 2%.

Com a participação do ex-presidente Lula (PT), condenado em segunda instância e sob risco de inelegibilidade, acontece um empate técnico triplo: Bolsonaro tem 22,3% das intenções de voto, Alckmin tem 20,1% e Lula vem em terceiro com 19,7%.

Sem o nome mais importante do PT, o nome mais lembrado pelos eleitores é de Fernando Haddad, que acumula 6% das projeções de votos. O ex-governandor da Bahia Jacques Wagner (PT) pontua apenas 1,2%.

Marina Silva (Rede), que chegou a liderar as intenções de voto em 2014, tem o mínimo de 8,8% e o máximo de 13,3%. Considerado como uma opção aos eleitores de Esquerda, Ciro Gomes (PDT) também não embala em São Paulo, com apoio, por enquanto, de 5,3% a 6,5%.

Guilherme Boulos (PSOL), Manuela D´Ávila (PCdoB) e João Amoêdo (Novo) não chegaram a 1% das intenções de voto. Rodrigo Maia (DEM), Fernando Collor de Mello (PTC), Levy Fidelix e Henrique Meirelles (PSD) chegam a atingir patamares entre 1,1% e 1,5%. O senador Álvaro Dias (Podemos), também citado na pesquisa, tem apoio entre 3,6% e 4% do eleitorado paulista.

A amostra da pesquisa é de 2 mil eleitores do Estado de São Paulo com 16 anos ou mais, de 84 municípios. As entrevistas foram feitas entre os dias 20 a 25 de fevereiro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-07021/2018. 

Ex-prefeito de São Paulo conversou com Lula sobre aproximação com Ciro (Reprodução/Facebook)

Nacional

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu aval para que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad mantenha conversas com outros partidos para a construção de uma unidade da centro-esquerda antes do início formal da campanha eleitoral, em agosto. Haddad é coordenador do programa de governo do PT para a eleição presidencial deste ano.

Haddad se reuniu nesta quinta-feira, 22, com Lula para relatar o teor da conversa que teve com o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, durante jantar, na terça-feira, no apartamento do ex-deputado Gabriel Chalita (PDT). 

Conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo, Haddad e Ciro falaram sobre a necessidade de construção de uma unidade da centro-esquerda na eleição de outubro. A conversa não girou em torno de nomes nem da possibilidade de um plano B caso Lula fique mesmo impedido de disputar a eleição - o petista pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

O encontro de Haddad com Ciro provocou insatisfações na cúpula do PT. Dirigentes que participaram da reunião da Executiva Nacional do partido, nesta quinta, em São Paulo, reclamaram da postura do ex-prefeito que, segundo eles, reforça as especulações sobre um plano B a Lula. 

Em conversas reservadas, dirigentes ressaltaram que Haddad não fala em nome do partido. Para alguns, o encontro serviu como um sinal de que ele se movimenta para ser vice na chapa de Ciro, hipótese que o ex-prefeito nega. "Essa história de plano B está sendo pautada de fora para dentro", disse a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, segundo relatos de participantes da reunião.

Na noite desta quinta-feira, em São Paulo, Lula disse que outros políticos querem disputar o "espólio" de votos dele e do PT. "Até o Temer acha que tem chance se eu não for candidato", afirmou o petista. As informações são do jornal O Estado de S Paulo.

Angelino Alfano disse que italianos estão atentos ao desenvolvimento dos fatos no Brasil (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Em visita ao Brasil, o chanceler italiano Angelino Alfano disse nesta quinta-feira, 22, que seu país espera uma solução para o caso Cesare Battisti, condenado na Itália a prisão perpétua por envolvimento em quatro homicídios. "A Itália segue com máxima atenção a evolução do tema Battisti na instância da Justiça brasileira", disse ele após reunir-se com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. 

Ele acrescentou que essa é uma questão "muito sentida" em seu país. Alfano terá nesta quinta uma audiência com o presidente Michel Temer. 

Battisti permanece no Brasil graças a um decreto editado em 2010 pelo então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. O Supremo Tribunal Federal (STF) discute se o presidente Michel Temer pode revogar essa decisão. 

Na semana passada, a Advocacia Geral da União (AGU) enviou um parecer ao ministro relator do caso, Luiz Fux, no qual sustenta que tal decisão é decisão "soberana" do governo brasileiro. O Ministério da Justiça tem entendimento semelhante.

Aloysio não citou o caso Battisti em sua fala. O ministro brasileiro cumprimentou a Itália por sua presença no conselho das Nações Unidas e seu trabalho no acolhimento de refugiados. 

Ele informou, ainda, que o país europeu acenou com a possibilidade de ampliar parcerias com o Brasil na produção de equipamentos militares, como carros de combate. Os dois chanceleres mencionaram a cooperação na área agrícola, capitaneada pela Embrapa.

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