Novelas

13/8, segunda

Luzia se desespera ao saber que Juarez está planejando o assassinato de Manu. Laureta revela a Karola que Ariella é Luzia. Manu vai com Juarez para um casebre, e acaba abandonada em uma floresta. Narciso e Luzia aparecem para resgatar Manu, mas Viana dispara contra eles. Luzia é baleada, mas consegue fugir com Narciso e Manu.

 

14/8, terça

Todos ficam aliviados ao saber que Luzia não corre perigo. Narciso devolve a Manu o dinheiro do resgate de seu sequestro. Beto avisa a Valentim que vai se separar de Karola para ficar com Luzia. Narciso é ameaçado pelos pais, que o expulsam de casa. Karola garante a Luzia que, se ela não se afastar de Beto, a denunciará para a polícia.

 

15/8, quarta

Luzia cede à chantagem de Karola. Laureta pede a Karola uma pensão para que ela, Remy e Rosa não revelem seus segredos. Manu chega à casa de Severo e devolve o dinheiro de seu resgate. Edgar conta a Karen que Luzia é a mãe de Manu. Beto pede o divórcio a Karola. Luzia deixa o hospital e dispensa Beto, para a surpresa de Ícaro.

 

16/8, quinta

Luzia mente para Beto e afirma ter um caso com Remy. Manu confessa a Ícaro que ela e Edgar denunciaram a família de Narciso para a polícia. Remy conta a Laureta sobre o flagra de Beto, e ela extorque Karola. Beto desabafa sobre Luzia com Valentim, e ouve do filho que flagrou Karola dando dinheiro a Remy. Manu devolve o dinheiro do resgate a Cacau.

 

17/8, sexta

Roberval e Edgar brigam. Doralice se diverte com o fato de Naná ter dois namorados. Beto acusa Karola de chantagear Luzia. Rosa passa mal e Laureta constata que ela está grávida. Rosa não sabe se o bebê que espera é filho de Ícaro ou Valentim. Manu devolve a Beto o dinheiro emprestado para seu resgate. Beto vai atrás de Luzia.

 

18/8, sábado

Luzia implora a Beto que se afaste. Agenor conta para Doralice que Ionan será pai do filho de Maura. Rochelle provoca a mãe sobre seu caso com Roberval. Zefa conta para Severo que Edgar está trabalhando para Roberval. Beto desabafa com Ionan sobre Luzia. Laureta conta para Karola que Rosa está grávida. Valentim descobre que Karola roubou seu dinheiro.

 

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Segunda-feira 28/05

Luzia observa Ícaro e Manuela juntos. Ícaro afirma a Manuela que irá morar com ela. Rosa e Ícaro se amam, e a moça teme a reação de Laureta caso descubra o envolvimento dos dois. Luzia e Cacau se unem e pedem perdão uma a outra. Selma se declara para Maura, quando Lourival chega. Karola humilha Beto. Beto vê Luzia na rua.

 

Terça-feira 29/05

Roberval se declara para Cacau e afirma que nunca a esqueceu. Karola pede ajuda a Laureta. Beto volta a compor e Dodô se preocupa quando o filho menciona seu amor por Luzia. Selma diz a Maura que deseja se separar de seu marido. Cacau revela a Zefa que Roberval está de volta ao Brasil. Beto anuncia que não voltará para a casa de Karola. Beto revela a Valentim que é Beto Falcão.

 

Quarta-feira 30/05

Valentim se revolta contra Beto e a família por terem mentido para ele. Roberval rejeita Zefa e Cacau desconfia das intenções dele. Valentim decide sair de casa. Dodô afirma a Clóvis que o filho não tem talento para a música, e Naná repreende o marido. Maura fala com Rosa sobre seus sentimentos em relação à Selma. Luzia decide marcar um encontro com Ícaro.

 

Quinta-feira 31/05

Luzia explica a Ícaro que deseja apenas conversar com o rapaz. Valentim reafirma a Beto que se afastará caso o pai não desfaça a mentira sobre sua morte. Doralice descobre que Beto Falcão está vivo e se revolta contra Ionan e a família. Embriagado, Clóvis grava uma versão da nova música de Beto para Remy. Karola acredita que Beto esteja apaixonado.

 

Sexta-feira 01/06

Beto hesita em subir ao palco e Valentim maldiz Beto Falcão diante da plateia. Karola tenta confortar Valentim, que sofre por não ter conseguido desfazer a farsa sobre a morte de seu pai. Maura inicia seu trabalho na delegacia, e Viana insinua que Ionan acabará envolvido com a policial. Instigado por Rochelle, Narciso agride Acácio e Valentim no show de Luzia.

 

Sábado 02/06

Rochelle furta joias de Karen e esconde um anel nos pertences de Dinah, uma nova funcionária da casa. Katiandrea registra Edgar subornando Zeca. Karen acusa Dinah de roubo, mas Manuela revela a farsa de Rochelle. Severo exige que Rochelle peça perdão a Dinah. Beto parte para Boiporã. Laureta descobre que seu cliente misterioso é Roberval.

 

Segunda-feira, 21

Karola provoca Luzia, que acaba detida pela polícia com Groa. Cacau explica a situação de Luzia para Ícaro e Manuela e pede que as crianças decidam se querem ficar com ela ou com Karen e Edgar. Karola fica com Remy na frente de Beto, que está paralisado. Antes de morrer, Claudine revela que Roberval é filho de Severo. Jurema convoca Luzia para um esquema de fuga do presídio

 

Terça-feira, 22

Beto pergunta por Luzia. Roberval confronta Severo sobre sua paternidade e Zefa se desespera. Roberval revela a Karen que Edgar tem um envolvimento com Cacau. Karen se revolta contra Edgar e Cacau é demitida da mansão. Na prisão, uma detenta ameaça a vida de Luzia, que é salva por Jurema. Beto identifica Luzia entre as detentas fugitivas.

 

Quarta-feira, 23

Beto chama por Luzia, mas Jurema a apressa na fuga. Groa sugere que Luzia fuja com ele para a Islândia. Roberval foge com as joias de Alda e Laureta se enfurece. Beto se casa com Karola. Luzia foge com Groa. Passam­se 18 anos. Rochelle chantageia Manuela. Caracterizada como Ariella, Luzia afirma a Groa que voltará para o Brasil.

 

Quinta-feira, 24

Luzia explica a Groa como fará para vir ao Brasil e afirma que seus filhos precisam dela. Ícaro discute com Cacau e garante à tia que viverá junto de Manuela. Luzia/Ariella e Groa chegam ao Brasil. Agenor maltrata Nice e Rosa defende a mãe. Rosa conhece Laureta. Ícaro furta o dinheiro de Cacau. Luzia/Ariella dedica seu show em Salvador a Manuela.

 

Sexta-feira, 25

Cacau confronta Ícaro e exige que ele devolva o dinheiro roubado. Manuela expulsa Cacau do show e acusa a tia e Luzia pelo estado do irmão. Valentim conversa com Dodô sobre Beto. Ionan revela que Remy está sendo perseguido por um agiota e Dodô exige que a família não ajude o filho banido. Beto/Miguel apoia Valentim diante de Karola.

 

Sábado, 26

Remy tenta seduzir Karola. Ícaro se interessa por Rosa. Luzia/Ariella presenteia Manuela, que fica encantada. Ícaro e Rosa se beijam e prometem manter seu envolvimento em segredo. Laureta decide investigar a vida de Ícaro. Luzia/Ariella incentiva Manuela a não desistir de seu novo trabalho. Beto impede que Karola e Clóvis gravem uma música fingindo sua autoria.

 

Segunda-feira 14/05

Dodô revela a Beto que Remy acabou com o patrimônio da família e o cantor decide fazer um show em Aracaju. Ele não consegue embarcar no avião, que cai em um acidente. Remy e Karola convencem Beto a fingir sua morte para recuperar o patrimônio da família. Luzia e Beto se amam e ele decide acabar com a farsa. Ela está grávida, mas encontra Karola procurando o noivo, para contar que está esperando um filho dele.

 

Terça-feira 15/05

Beto se irrita ao ver Karola, mas desiste de mandar a ex­namorada embora ao saber de sua suposta gravidez. Luzia se consola com Groa. Luzia não deixa Beto se explicar e os dois acabam se separando. Ela pede ajuda a Januária para interromper sua gravidez. Laureta descobre que Beto está vivo e chantageia Karola. Groa convence Luzia a conversar com Beto. Ele encontra Edilei na casa de Luzia.

 

Quarta-feira 16/05

Luzia inventa uma desculpa para justificar a Edilei a presença de Beto. Ela leva o ex­marido ao médico e descobre que ele tem uma doença grave. Beto encontra Clóvis ao chegar ao estúdio e descobre que Remy o enganou. Luzia se sente mal na frente de Karola, que desconfia da gravidez da rival. Karola parabeniza Edilei pela gravidez de Luzia. Beto questiona Luzia sobre a paternidade do filho.

 

Quinta-feira 17/05

Luzia afirma a Beto que o bebê não é seu filho. Groa convence Luzia a contar a verdade para Edilei e Beto. Laureta sugere que Karola acabe com a vida de Beto. Roberval descobre o caso de Edgar e Cacau. Ionan descobre que o irmão está vivo e obriga Clóvis a contar a verdade à família. Beto e Luzia se encontram. Edilei vê o casal e acerta a cabeça de Beto, que desmaia. Luzia empurra o ex­marido, que se desequilibra.

 

Sexta-feira 18/05

Edilei morre e Karola convence Luzia a fugir. A família de Beto descobre que ele está em coma e Karola convence todos a manter o segredo do cantor. Karola diz a Luzia que Beto morreu. Laureta denuncia Luzia à polícia e a obriga a fugir com Karola. Karola visita Beto com uma falsa barriga de gravidez e intriga Remy. Luzia tenta sair do esconderijo, mas passa mal e entra em trabalho de parto.

 

Sábado 19/05

Karola mente para Luzia e diz que o bebê não sobreviveu. A vilã avisa à família de Beto que seu filho nasceu. Laureta vai à delegacia e denuncia o esconderijo de Luzia. Groa descobre que a polícia irá capturar Luzia e vai ao encontro da amiga. Groa chega com Luzia a seu bar e pede que a amiga permaneça escondida. Karola se assusta ao encontrar Luzia em casa com o bebê nos braços.

Apesar do crime, ainda não se sabe quem vai matar o malandro (João Cotta-TV Globo)

Fora dos Trilhos

O irmão de Beto (Emilio Dantas) em Segundo Sol, Remy (Vladimir Brichta), será assassinado em um quarto de hotel, depois de marcar um encontro com Luzia (Giovanna Antonelli). O amante de Karola (Deborah Secco) será surpreendido em um quarto de hotel, segundo a colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo.

O malandro vai dopar a mocinha, que ficará desacordada e não verá o crime. Pela segunda vez na história, ela será acusada de um assassinato que não cometeu, já que, quando acorda, vê o corpo do homem estendido ao seu lado. Vale lembrar que na primeira fase da trama, ela empurrou seu ex-marido Edilei (Paulo Borges) e o viu cair de um penhasco.

Os principais suspeitos serão Karola, que é chantageada pelo amante por conta dos golpes que eles aplicaram em Beto, e Ionan (Armando Babaioff), que foi pego traindo a mulher e também está nas mãos do rapaz.

No caso da personagem de Deborah Secco, o embate principal foi ao ar no sábado, 26, quando o malandro informou a ela que estava sendo perseguido por um agiota. Ele ameaçou contar a Beto que os dois tiveram um affair e ficou ainda mais interessado quando viu a luxuosa cobertura em que o casal vive.

Adriana Esteves é uma das apostas de João Emanuel Carneiro para a novela Segundo Sol (Foto: Paulo Belote/TV Globo)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando a nova novela das 21h da Globo, Segundo Sol, de João Emanuel Carneiro, que estreou anteontem. A trama é alvo de críticas por ter poucos negros no elenco, muito embora a emissora pretenda rever este quadro.

Os protagonistas são Giovanna Antonelli e Emilio Dantas. Eles interpretam o casal principal da história. A novela substitui O Outro Lado do Paraíso, que terminou na última sexta-feira. A história se passa na Bahia, Estado com o maior percentual de população negra do País. O elenco da novela, porém, é predominantemente branco.

Na última sexta-feira, o Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio da Coordenadoria Nacional de Promoções de Igualdade e Oportunidade e Eliminação da Discriminação no Trabalho, enviou à Rede Globo uma notificação recomendando a devida representação racial na novela.

A direção da Globo tem conhecimento de que descumprir a solicitação do MPT pode resultar em uma ação judicial. Porém, sobre as críticas, a comunicação da emissora afirma que respeita a diversidade e repudia qualquer tipo de preconceito e discriminação, inclusive de ordem racial.

Segundo Sol significa segunda chance. Esse é o ideal do autor João Emanuel Carneiro. A trama começa em 1990, em Salvador, que vai contar com Arlete Salles, Emílio Dantas e José de Abreu, entre os destaques do elenco. O folhetim ainda marca a volta da atriz Adriana Esteves para as produções de Carneiro.

A atriz, que interpretou a inesquecível Carminha em Avenida Brasil, fará novamente uma vilã. Segundo o escritor, uma atriz como Adriana Esteves traz elementos que te alimentam no processo da novela. Ela é, sem dúvida nenhuma, um grande talento. 

Como já é de praxe em seus romances, o escritor promete uma reviravolta no meio da trama, fazendo diversas mudanças na interpretação dos personagens para dar mais impacto na história e mais emoção para os telespectadores.

A novela Segundo Sol foi estudada minuciosamente, não só para impactar mais, mas para manter a audiência do horário, que vem crescendo a cada trama. A direção da Globo se reúne com seus autores uma vez por ano para manter esse padrão.

Frase Final: “Assim que você confiar em si mesmo, você saberá como viver”. (Johan Goethe)

Emilio Dantas e Giovanna Antonelli são os protagonistas da nova novela da Globo (Foto: João Cotta/TV Globo)

Fora dos Trilhos

A Globo se posicionou a respeito das críticas que vem recebendo sobre uma suposta falta de diversidade no elenco de sua próxima novela das nove, Segundo Sol.

"De fato, ainda temos uma representatividade menor do que gostaríamos e vamos trabalhar para evoluir com essa questão", afirmou a emissora, em nota.

No esclarecimento, a Globo ainda ressalta que "pelo fato de se passar na Bahia", a trama traz oportunidades para abordar as questões da diversidade, que "serão abordadas ao longo da novela, que está estruturada em duas fases".

O posicionamento da emissora surgiu após o colunista Leo Dias ter publicado uma nota afirmando que o elenco da futura novela teria reclamado da falta de atores negros entre os escalados para os personagens - fato negado pela emissora.

Alguns telespectadores também usaram as redes sociais para reclamar sobre a questão da representatividade.

Não é a primeira vez que as novelas da emissora sofrem críticas deste tipo. Em 2016, Sol Nascente recebeu críticas por trazer poucos atores de origem nipônica à trama, que era focada na cultura japonesa. 

Confira a íntegra da nota enviada pela Comunicação da Globo:

"Uma história como a de Segundo Sol, também pelo fato de se passar na Bahia, nos traz muitas oportunidades e, sem dúvida, reflexões sobre diversidade na sociedade, que serão abordadas ao longo da novela, que está estruturada em duas fases. As manifestações críticas que vimos até agora estão baseadas sobretudo na divulgação da primeira fase da novela, que se concentra na trama que vai desencadear as demais. Estamos atentos, ouvindo e acompanhando esses comentários, seguros de que ainda temos muita história pela frente. De fato, ainda temos uma representatividade menor do que gostaríamos e vamos trabalhar para evoluir com essa questão."

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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