Novelas

Segunda, 13/8

Jesus enfrenta o Satanás no deserto. O Messias recebe alimento e roupas limpas das mãos do anjo Gabriel. Herodíade exige a morte de João Batista e Antipas não a obedece. Nicodemos procura Tiago Justo e avisa que seu pai está muito doente. Maria e Yoná choram a morte de José. Joana convence Pilatos a retirar os estandartes romanos da cidade. Jesus retorna do deserto e encontra Batista.

Terça, 14/08

Maria chama Mirian e Tiago Menor para morarem com ela. Adela é extorquida por Zaqueu, um cobrador de impostos.  Antipas teme que Batista tenha lhe jogado uma maldição. Arimatéia flagra Caius beijando Deborah e a proíbe de sair de casa. Antipas é aconselhado a recuar na guerra, mas não aceita. Batista diz que André e Filipe deverão seguir Jesus.

Quarta, 15/08

Batista pergunta se Jesus foi tentando pelo Satanás. Maria ora a Deus. Zaqueu conta para Barrabás sobre a irmã leprosa de Petronius. Jesus convida André e Filipe para partirem com ele. Salomé pede para Deborah solicitar a ajuda de Caius para irem até Batista. Jesus diz que sua família lhe espera em Nazaré. Pedro questiona a presença do centurião Cornélius em sua casa.

Quinta, 16/08

André diz que os samaritanos não gostam de judeus. Jesus avisa que irão ao encontro deles. Antipas é avisado sobre a aproximação de tropas inimigas. Bina é batizada por Batista e rouba um fio de cabelo dele. Salomé se revolta contra as palavras de Batista sobre sua mãe. Heitor e Judas Iscariotes ajudam Antipas a fugir do palácio. Maria se emociona ao reencontrar Jesus.

Sexta, 17/08

Jesus descobre sobre a morte de José. Petronius descobre que Caius beijou Salomé. Instruídos por Barrabás, Dimas e Gestas procuram Petronius e mentem dizendo que têm informações sobre Cassandra. Petronius chega até a caverna de leprosos e é enganado. Maria mostra preocupação com o tempo em que Jesus passou no deserto. Jesus, os amigos e familiares seguem para o casamento do filho de Mirian.

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Craque está se recuperando de lesão para jogar a Copa do Mundo (Foto: Pedro Martins/ MoWa Press)

Copa 2018

De acordo com o atacante Neymar, os brasileiros Philippe Coutinho e Gabriel Jesus, além do egípcio Mohamed Salah, os belgas Eden Hazard e Kevin De Bruyne, além do uruguaio Luis Suárez, têm grandes chances de surpreenderem e serem os melhores jogadores da Copa do Mundo da Rússia, que começa em 14 de junho. Por isso, o Metrô News mostra onde estão os craques e os motivos de Neymar tê-los escolhido como possíveis destaques do torneio.

Philippe é ponta-esquerda e atua no Barcelona. Começou sua carreira no Vasco e teve grande destaque no Liverpool, da Inglaterra. Sua cláusula de rescisão com a equipe espanhola é de 400 milhões de euros. Tem 25 anos. Um pouco mais novo, com 21 anos, Gabriel Jesus joga pelo Manchester City, onde já foi campeão do Campeonato Inglês em sua primeira temporada. Foi jogador do Palmeiras e chamou a atenção do mundo do futebol ao comandar o Verdão no título brasileiro de 2016.

Eden Hazar defende o Chelsea, é um meia e grande driblador. Tem 27 anos. Seu companheiro De Bruyne joga pelo Manchester City, tem 26 anos, é ambidestro e marcou 34 gols nessa temporada.

Os dois artilheiros da lista são Mohamed Salah e Luis Suáres. Com grande destaque nos últimos meses, o primeiro é o goleador do Liverpool. Tem 25 anos, é canhoto e marcou 37 gols em 45 jogos pelo time inglês nesta temporada. Suárez joga no Barcelona e é mais experiente: tem 31 anos, mas marcou “apenas” 27 gols em 48 partidas até aqui.

Jesus sinaliza para pedir gol em amistoso (Foto: Pedro Martins/MoWA Press)

Copa 2018

O próprio Brasil não considerou uma revanche em relação aos 7 a 1 da Copa do Mundo de 2014. No entanto, os jogadores e o técnico Tite celebraram a vitória por 1 a 0  sobre a Alemanha, em Berlim, na tarde desta terça-feira. Este foi o último amistoso da Seleção antes da convocação oficial para a Copa. O gol foi marcado por Gabriel Jesus, aos 37 minutos do primeiro tempo,

“Houve respeito entre os dois técnicos e entre os jogadores. Não percebi se a Alemanha não encarou a partida como nós”, disse Tite após a partida.

“É um momento de confiança. Não tem nada a ver com o que aconteceu em 2014. O mais importante é a vitória. Soubemos nos defender no final”, afirmou Paulinho, que entrou no segundo tempo da semifinal da Copa, quando o jogo estava 5 a 0 para os alemães.

“Eu acho que o que está acontecendo é extraordinário. Porque nem momentos de dificuldades e nem momentos bons são permanentes.  Temos capacidade de nos superar e reerguer.  O grupo está de parabéns.  Estamos no caminho certo, com humildade.  Com todo respeito à Alemanha. A nossa camisa merece mais respeito”, avaliou o zagueiro Thiago Silva, que não atuou na semi da Copa, mas estava no grupo do Mundial. Inclusive, como capitão.

“Hoje não estava nos melhores dias. Errei passes bobos e finalizações que não costumo errar. Não estava bem técnica. Troquei a técnica pela raça. O gol foi de raça. Fiquei muito feliz pela vitória e pela atuação da equipe.  Sofremos quando tínhamos que sofrer. A equipe vem jogando bem e treinado bem. Estes jogos que a gente vem vencendo é o resultado dos treinos”, disse Gabriel Jesus, que marcou o gol da vitória e, há quatro anos, pintava as ruas do Jardim Peri para o Mundial de 2014.

O JOGO

As duas equipes começaram a partida com muito estudo. Enquanto a Seleção Brasileira tentava jogadas pela esquerda, a Alemanha fazia boa marcação. Aos 8 minutos, Toni Kroos cobrou falta de fora da área e a bola sobrou para Mário Gómez cabecear. Alisson fez boa defesa.

A primeira boa chegada do Brasil foi após Philippe Coutinho roubar a bola e invadir a área pela esquerda. A bola sobrou para Paulinho, que quase mandou de cabeça para o gol. Os alemães também continuaram buscando o gol, mas a Seleção estava atenta.

Aos 17 minutos, Willian achou Paulinho na área. O volante, no entanto, foi travado na hora da finalização. Pressionando a saída de bola, a equipe de Tite quase marcou aos 36, quando Gabriel Jesus recebeu passe de Willian, driblou Boateng e chutou por cima do gol de Trapp.

 No minuto seguinte, o camisa 9 não deixou a chance passar. Fernandinho roubou a bola, Willian cruzou da direita e Jesus cabeceou forte para fazer 1 a 0.

Na volta do intervalo, o Brasil continuou com boas investidas e ficou perto de ampliar o marcador logo aos 9, após boa triangulação na área. Marcelo roubou a bola no ataque, Coutinho tocou para Paulinho, que fez o corta luz para Willian. O meia pegou de primeira e viu Trapp espalmar. No rebote, Paulinho finalizou, mas a bola saiu para escanteio.

Dois minutos depois, Gabriel Jesus deu passe para Coutinho, que chutou da entrada da área e viu a bola passar muito perto do travessão do goleiro adversário.

O Brasil ainda teve a chance de ampliar aos 22, quando a bola sobrou para Jesus após cobrança de escanteio, porém a finalização de cabeça do camisa 9 acabou indo para fora.

A partida voltou a ficar bem disputada nos minutos finais, mas o marcador não foi alterado. No último lance, o goleiro Alisson ainda defendeu a finalização de Draxler e confirmou a vitória brasileira.

Brasil: Alisson, Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva e Marcelo; Casemiro, Fernandinho e Paulinho; Philippe Coutinho (Douglas Costa), Willian e Gabriel Jesus.

*Com informações da Agência Estado

 

 

Pastor teve grande influência sobre Bill Clinton e Geoge W. Bush (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

O pastor americano Billy Graham morreu na manhã desta quarta-feira, 21, aos 99 anos, em sua casa na cidade de Montreat, nos EUA. A causa não foi revelada.

Graham foi um dos mais importantes conselheiros espirituais do século XX. Inclusive, ele foi guru de ex-presidentes americanos, como Bill Clinton e George W. Bush.

De acordo com o site oficial do pastor, ele pregou o evangelho de Jesus Cristo para cerca de 215 milhões de pessoas, em 185 país, durante quase sete décadas de atuação.

"Eu tenho uma mensagem que Jesus Cristo veio, morreu em uma cruz, ressuscitou e nos pediu para nos arrepender de nossos pecados e recebê-lo pela fé como Senhor e Salvador. E, se o fizermos, nós temos perdão de todos dos nossos pecados ", disse durante evento em 2005, em Nova York.

O atual presidente dos EUA, Dnald Trump, utilizou as redes sociais para lamentar a morte do líder religioso. “O GRANDE Billy Graham está morto. Não havia ninguém como ele. Sua ausência será sentida por cristãos e todos os religiosos. Um homem muito especial”, escreveu Trump em seu Twitter.

 

Salah (à dir.) marca mais um gol contra o City e ajuda Liverpool avançar para a semifinal (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

O Liverpool voltará a disputar uma semifinal de Liga dos Campeões após dez anos. Contendo o ímpeto ofensivo do Manchester City, nesta terça-feira, o time de Jürgen Klopp voltou a vencer a equipe de Josep Guardiola, desta vez de virada, por 2 a 1, no Etihad Stadium, e despachou um dos grandes favoritos ao título europeu. O tradicional clube inglês entrara em campo com ampla vantagem após aplicar 3 a 0 no City no jogo de ida.

O Manchester City havia entrado na competição como um dos fortes candidatos a levar o troféu inédito que tanto sonha em conquistar. Vinha de grandes apresentações na fase de grupos e lidera o Campeonato Inglês com ampla vantagem. Mas a boa fase parou no rival inglês, a começar pelo jogo de ida.

Nesta terça, o City abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo, com Gabriel Jesus, e parecia disposto a anular toda a vantagem do Liverpool antes do intervalo. Chegou a ter um gol anulado por impedimento. Mas os visitantes se defenderam bem e mantiveram a desvantagem no placar somente até os 10 do segundo tempo.

Foi, então, que o Liverpool finalmente "entrou" no jogo. Salah decretou o empate e Roberto Firmino anotou o gol da virada, acabando com qualquer chance de classificação dos anfitriões. O Liverpool não disputava não disputava a semifinal da Liga dos Campeões desde a temporada 2007/2008.

De volta a uma semifinal da Liga dos Campeões após dez anos, o Liverpool vai conhecer seu próximo adversário na competição na sexta-feira, quando será realizado o sorteio dos confrontos. A Roma também está garantida nas semifinais. Real Madrid x Juventus e Bayern de Munique x Sevilla brigam pelas outras duas vagas.

O JOGO - Após levar o surpreendente 3 a 0 na ida, o City entrou em campo com uma formação mais ofensiva. Guardiola escalou apenas três homens na defesa, com Fernandinho, único volante da equipe em campo, dando apoio. Dali para frente, só jogadores com pegada mais ofensiva, como Sterling, que entrou no lugar de Gündogan. Gabriel Jesus foi titular, enquanto Agüero começou no banco de reservas.

Pelo Liverpool, Salah foi titular, apesar de desfalcar a equipe, no fim de semana, porque se recuperava de lesão. Ele formou trio de ataque com Mané e o brasileiro Roberto Firmino. A escalação do trio, contudo, não evitou a retranca dos visitantes nos primeiros minutos de jogo.

O primeiro tempo foi marcado por um duelo franco entre o ataque do City e a defesa do Liverpool, que tinha praticamente todos os seus 11 jogadores atrás da linha da bola durante a maior parte da etapa. A posse de bola dos anfitriões se aproximava de 70% ao longo da etapa.

A postura mais agressiva do City deu resultado logo no primeiro minuto de jogo. Após erro do Liverpool na saída de bola, com Van Dijk, Sterling descolou rapidamente cruzamento rasteiro para Gabriel Jesus, que bateu na saída do goleiro Karius. Era tudo o que o City queria para decretar de vez a pressão sobre o Liverpool.

Bernardo Silva, pela direita, e Sané, pela esquerda, eram as maiores apostas de Guardiola. O português tentou três vezes a finalização quase na pequena área e parou na marcação, aos 29, no primeiro grande susto da defesa do Liverpool após o gol. Aos 40, ele acertou a trave.

Na sequência, Karius saiu mal do gol e a espalmada rebateu em Milner e voltou contra o próprio gol. No meio do caminho, Sané fez o desvio, o que configurou o impedimento, aos 41.

Pelo Liverpool, foram raras as investidas no ataque. Em uma delas, aos 40, Chamberlain tentou de fora da área, sem maior perigo. Ederson fez a defesa com tranquilidade. E, no último lance da etapa, o mesmo Chamberlain tabelou com Salah dentro da área, driblou o goleiro, mas ficou sem ângulo e bateu para fora.

Após conter o ritmo alucinante do City no primeiro tempo, o Liverpool passou a equilibrar as ações na segunda etapa. Mais calmo em campo, o time visitante buscou o empate aos 10 minutos, quando Mané disparou pela entrada da área, driblou o marcador por entre as pernas e foi derrubado por Ederson. No rebote, Salah bateu para o gol vazio e praticamente decretou a eliminação do City.

Com a igualdade no placar, o time de Guardiola precisaria marcar mais quatro gols para avançar na competição, em razão da vantagem obtida pelo Liverpool no jogo de ida e também pelo gol marcado fora de casa, nesta terça.

Expulso de campo antes do fim da etapa inicial, o treinador do City tentou deixar a equipe ainda mais ofensiva ao trocar David Silva por Agüero. Mas já era tarde demais para os anfitriões tentarem a reação no confronto. Depois Gündogan entrou no lugar de Bernardo Silva.

Nada disso mudou o panorama da partida. Diante de torcida agora silenciosa, o City não escondeu o abatimento e o Liverpool passou a jogar mais solto. Tanto que chegou ao gol da virada aos 32 minutos. Firmino roubou a bola de Otamendi pela esquerda, entrou na área e bateu na saída de Ederson, dando números finais ao jogo.

Atacante quebra jejum de 13 jogos (Foto: Reprodução/Twitter)

Futebol

O atacante Gabriel Jesus estava há 13 partidas sem marcar até esta quarta-feira, 7, quando fez o gol do Manchester City na derrota por 2 a 1 para o Basel, na Inglaterra, em jogo válido pela volta das oitavas de final da Champions League.

Apesar do revés, o time inglês avançou às quartas, já que havia derrotado o rival suíço, fora de casa, por 4 a 0. Assim, a equipe de Pep Guardiola se junta a Real Madrid, Liverpool e Juventus na próxima fase do torneio continental. Os outros quatro classificados serão definidos na próxima semana. 

Juventus

Depois de ceder o empate por 2 a 2 ao Tottenham, em Turim, a Juve foi buscar a classificação em Londres.

Nesta quarta, o time italiano saiu atrás, quando o sul-coreano Son abriu o placar para os mandantes. O resultado dava a vaga ao Tottenham. Porém, com dois gols de atletas argentinos - Dybala e Higuaín –, a Vecchia Signora manteve vivo o sonho da terceira Champions. Nas últimas três temporadas, o clube chegou a duas decisões e perdeu ambas para Barcelona e Real Madrid, respectivamente.

Brasileiro está longe dos gramados desde dezembro

Futebol

O técnico Pep Guardiola deu uma ótima notícia para a torcida do Manchester City e para a seleção brasileira. O espanhol anunciou a volta do atacante Gabriel Jesus aos treinos da equipe nesta sexta-feira, um mês e meio após a lesão sofrida no joelho esquerdo.

"Gabriel Jesus estará treinando conosco hoje. Esta é uma boa notícia", declarou o treinador em entrevista coletiva nesta sexta, momentos antes da atividade no CT do City.

O próprio treinador, no entanto, rechaçou fazer uma previsão para o retorno do atacante brasileiro aos gramados. "Eu não sei quando ele estará pronto para jogar. O primeiro passo era fazer uma ou duas semanas de treinos sozinho. Agora, será seu primeiro treinamento com a equipe."

Gabriel Jesus lesionou o ligamento colateral do joelho esquerdo durante o empate do City com o Crystal Palace por 0 a 0, em 31 de dezembro do ano passado. A princípio, chegou-se a temer que a contusão fosse grave e colocasse em risco até sua ida à Copa do Mundo, mas após a realização de exames, foi diagnosticado um problema mais leve, que sequer exigiu intervenção cirúrgica.

A tendência é que Jesus volte aos campos nas próximas semanas, mas ele ainda não terá condições de reforçar sua equipe na próxima segunda-feira, quando o City encara o Wigan, fora de casa, pela Copa da Inglaterra.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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