Novelas

Segunda-feira 14/05

Adolfo e Haydee descobrem um vídeo da negociação de Flávio para separar Cecília e Gustavo. Um empresário pede para falar com Cristóvão e diz que os árabes voltaram. Para tentar provar sua inocência a Gustavo, ele finge entender a situação para identificar quem fechou o negócio com os árabes se passando por ele. Haydee expulsa Flávio de casa.

 

Terça-feira 15/05

Flávio chora, diz que a mãe vai se arrepender e que voltará para se vingar. Haydee e Adolfo vão até Cecília e revelam que possuem provas de que Gustavo não fez nada e tudo foi uma armação de Flávio. Haydee lembra de uma visita feita por Leonardo assim que Nicole morreu ameaçando eles. Cristóvão percebe então que está tudo claro e que Leonardo sempre esteve por trás de tudo usando Flávio.

 

Quarta-feira 16/05

Leonardo fica até mais tarde na empresa e rouba joias e dinheiro do cofre da sala de Gustavo. Cristóvão descobre que Flávio falou em seu nome com os árabes. Flávio obriga Silvana a dar acesso para ele na empresa. A sós, Flávio conta o dinheiro entregue por Leonardo. Silvana chora ao escutar atrás da porta Flávio revelar fato por fato das armações de Leonardo.

 

Quinta-feira 17/05

Cassandra consegue falar com o pai e diz que Estefânia está no hospital após desmaiar. Silvana telefona para Cristóvão e diz tudo o que escutou de Leonardo. Gustavo chega na sala de Leonardo no momento em que Cristóvão diz que já sabe toda verdade. Cristóvão conta tudo que sabe para Gustavo e Leonardo tenta dizer que é mentira do advogado. Silvana entra na sala e apoia Cristóvão.

 

Sexta-feira 18/05

Leonardo foge da empresa. Emocionado, Gustavo pede perdão para Cristóvão e implora para que ele volte a trabalhar na empresa. Franciely consegue sua prova de amor, perdoa Silvestre e os dois se beijam. O médico avisa Vitor que Estefânia e os bebês estão fora de perigo. Rogério pede para Cassandra não ir embora e mostra um vídeo de agradecimento feito por Estefânia. Os dois se beijam.

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Segunda-feira 16/04

Por telefone, Dr. André informa à Irmã Fabiana que a Madre Superiora terá de ficar internada para fazer uns exames. Quase na hora da festa de Juju, Peixoto a presenteia com um colar. Cassandra se finge de vítima por não ter sido convidada para a festa e Vitor pede que Estefânia interceda, falando com Rosana. Emílio, Zé e Miguel saem em busca do baú do pirata.

 Terça-feira 17/04

Na festa, os convidados vão embora e, na hora da faxina, Zeca disputa a atenção de Juju ao oferecer ajuda. Mais do que depressa, a vlogueira diz que está muito cansada e deixa que ele limpe tudo ao lado de Téo. Adolfo se enfurece quando Gustavo diz que Tereza vive dentro de Dulce Maria. Eles discutem, Adolfo sente­se mal e Gustavo liga para Leonardo.

 Quarta-feira 18/04

Irmã Rita diz que assumirá o lugar da Superiora no colégio, enquanto ela estiver no hospital. Gustavo conta para a filha que seu avô passou mal e que morará com eles até se recuperar. Cassandra diz para Bruna que a única coisa que ela quer é tirar Rogério de sua vida. Adolfo aceita ficar na casa de Gustavo, mas não quer contato com Dulce e pede que ela não o chame de avô.

 Quinta-feira 19/04

Dulce Maria confessa para Cecília que está gostando da presença do avô em sua casa. Silvana escuta atrás da porta Leonardo conversar com Flávio e afirmar que ele só pode sair da fazenda após encontrar o equipamento do acidente de Tereza. Irmã Rita e a noviça Fabiana conversam com Madre Superiora – que fica emocionada – antes da cirurgia e recebem instruções.

 Sexta-feira 20/04

Dulce Maria sai preocupada do colégio atrás de Lulu. Leonardo vê Silvana mexendo em suas coisas na Rey Café. Dulce, Zé Felipe e Miguel encontram Lulu na capela do colégio e rezam com para pedir a cura de Madre Superiora. Adolfo fica encantado com o quadro de Tereza pintado por Silvestre. Doutor André diz que Madre Superiora está na UTI.

 

Segunda-feira 09/04

Cassandra manda um áudio para Bruna dizendo que odeia Estefânia e precisa se fazer de boa moça agora. Dulce Maria escuta Cassandra. Dulce Maria decide escrever uma carta para Vitor contando que Cassandra odeia Estefânia. Adolfo diz ao advogado que vai continuar na cidade para se vingar e que não quer conhecer sua neta. Cecília vai atrás de Adolfo, avô de Dulce Maria.

 Terça-feira 10/04

Adolfo diz que Cecília não pode falar de Tereza e dúvida da índole dela. Cecília revela ao marido que foi conversar com Adolfo e foi terrível devido a frieza do homem. Franciely e Silvestre revelam para os Lários que estão namorando. Dulce Maria diz para Fabiana que tem um plano para curar a alma do avô. Leonardo manda Flávio encontrar formas para incriminar Gustavo sobre a morte de Tereza.

 Quarta-feira 11/04

Cecília pede para Didi e Fabiana ficarem de olho na Madre Superiora, pois ela não está muito bem. Dulce Maria pensa com Emílio como fazer para chegar ao hotel em que está o seu avô, Adolfo. A noviça Fabiana quer intensificar seus cuidados para quando chegar a hora de enfim se tornar uma freira. Madre Superiora está cada vez com mais tontura e fraca, embora diga estar bem.

 Quinta-feira 12/04

Dulce Maria se veste de enfermeira e gosta da maquiagem feita por Franciely. A carinha de anjo diz que irá mostrar como ficou para Juju, mas na verdade sai com Fabiana até o hotel onde está seu avô. Dulce Maria surpreende o homem e diz que é enfermeira. Ela diz que já passou da hora dele deixar de ter raiva das pessoas e não consegue escutar nada do coração dele.

 Sexta-feira 13/04

Dulce entrega para Adolfo o pedaço de torta de banana que Tereza fazia para ele. Adolfo grita com Dulce e manda ela embora. Antes de ir embora, Dulce diz que sua mãe sempre foi doce e carinhosa, que deve ter sofrido muito com um pai como ele e que é uma pena ele não ter aprendido nada com Tereza. Após a saída da neta, o homem acaba comendo o doce que Dulce levou para ele. 

Segunda-feira 02/04

Leonardo diz para Adolfo que ele foi colocado pela família na empresa para cuidar da imagem da Rey Café, que é muito mal administrada por Gustavo. Adolfo diz acreditar que Gustavo esteja apenas visando a herança. Gustavo conta para o Padre Gabriel e Cecília que Adolfo está de volta e que ainda insiste que Tereza não morreu por acidente.

 Terça-feira 03/04

Gustavo vai com Estefânia até a balada para socorrer Cassandra. Leonardo conversa com o advogado de Adolfo e pede para que ele não conte nada para Gustavo, que se encontrou com ele antes. Estefânia cuida de Cassandra e decide não contar nada para Vitor. A garota acorda e agradece a Tia Perucas. Estefânia diz que não vai contar nada e que pede que se respeitem.

 Quarta-feira 04/04

Rogério pede conselho para Gustavo de como se aproximar de Cassandra. Haydee continua a fazer Flávio achar que ela está louca. Leonardo vai à casa de Flávio e diz que ele precisa jogar pesado para acabar com Gustavo. Em outro lugar, Gustavo e Adolfo se encontram pela 1a vez. Gustavo questiona como Adolfo pode desprezar a própria neta, Dulce Maria.

 Quinta-feira 05/04

Chega o grande dia do concurso de talentos no internato. Adolfo diz para Gustavo que foi até Doce Horizonte para que Dulce Maria não fique com nenhum dinheiro que seria dele. Adolfo explica que quer que o dinheiro seja todo doado para instituições de caridade. Estefânia pega Cassandra mexendo em sua bolsa sem permissão. A garota inventa uma desculpa.

 Sexta-feira 06/04

O concurso de talentos é um sucesso e todas as meninas são parabenizadas pelas suas apresentações. Estefânia conta para o Padre Gabriel, Cecília e Gustavo o que aconteceu com Cassandra. A Tia Perucas diz que não pode conversar com Vitor, pois talvez ele não compreenda. Haydee sugere ao filho que ele precise de ajuda médica, assim como ela.

Segunda 26/03

Leonardo comemora com Flávio o fato de Cecília ficar abalada com a armação dos dois. A dupla planeja acabar de vez com o casamento de Gustavo e Cecília. Bárbara e Frida criam uma estratégia para tirar Dulce Maria do show de talentos. As meninas decidem pintar Dulce para ela achar que está doente. Gustavo conversa com Vitor e diz estar desconfiado de um golpe.

Terça 27/03

Madre Superiora e irmã Fabiana acalmam Dulce Maria após desvendarem que a menina foi apenas maquiada e não está doente. Dulce Maria se vinga e joga gelatina na cabeça de Bárbara e Frida. Solange vê uma quantia de dinheiro no quarto de Cassandra. Zeca termina o namoro com Bruna. Haydee descobre que é o próprio filho que está armando para ela achar que está louca.

Quarta 28/03

Haydee diz ao filho que nunca teve amigo imaginário e sugere que ele esteja com problemas no cérebro igual ela. Madre Superiora recebe as mães de Bárbara e Frida. A religiosa é direta no assunto e diz que os pais educam e a escola ensina. Silvana revela para Leonardo que chegou um e­mail para Gustavo a respeito de uma herança para Dulce Maria.

Quinta 29/03

Cassandra devolve o dinheiro para o pai e inventa que mentiu apenas por não querer ir na terapia. Leonardo pede para Silvana não contar nada para Gustavo a respeito do homem que quer falar sobre herança de Dulce, pois trata­se de Adolfo, avô de Dulce, pai de Tereza, que na verdade nunca foi muito amigável com a família Lários. Adolfo rasga a foto de Dulce Maria.

Sexta 30/03

Leonardo marca reunião com Adolfo e o advogado sem que Gustavo saiba. Silvestre faz um longo discurso dizendo o quanto acha Franciely encantadora. A empregada se surpreende e fica encantada, o que resulta em um beijo na boca do patrão. Silvestre pede Franciely em namoro e a mulher aceita. Gustavo e Cecília saem para jantar em um restaurante.

Segunda, 19/03

O mágico faz a irmã Didi desaparecer em um truque de mágica. Zé Felipe e Miguel encontram Didi no banheiro e a religiosa confessa que estava passando mal. Começa o aguardado evento do relançamento de um produto da Rey Café. A modelo e o fotógrafo contratados por Flávio planejam tudo para que as fotos transmitam intimidade entre Gustavo e ela.

Terça, 20/03

Emílio fica enciumado após saber que Zé Felipe e Miguel resolveram uma questão no colégio como heróis. Haydee manda instarem câmeras secretas no apartamento para averiguar quem é que está tentando fazer ela pensar que está louca. Flávio recebe as fotos para prejudicar Gustavo. Nas imagens, a modelo foi pedir desculpa ao empresário e aproveitou para tentar beijá­lo.

Quarta, 21/03

A pedido de Zé Felipe, Dulce Maria vai conversar com Emílio para que os dois meninos façam as pazes. Cecília confessa para Rosana que sentiu um pouco de ciúmes do marido ao lado de outras mulheres. Cassandra inventa para Rogério que Vitor está com problema financeiro e, mesmo Estefânia sendo rica, não ajuda nada em casa e, por isso, não está indo para a terapia.

Quinta, 22/03

Cassandra garante que está juntando dinheiro e que vai tornar a vida de Estefânia um inferno. Lulu brinca com Fabiana e Didi na piscina ao empurrá­las na água. A modelo diz para Cecília que teve a melhor noite de sua vida com Gustavo. Haydee vai até a igreja e decide confessar tudo o que já aconteceu para o padre Miguel. Cecília está convicta que foi traída pelo marido.

Sexta 23/03

Gustavo sai preocupado atrás da esposa pela cidade. Haydee diz ao padre que achou que o dinheiro iria solucionar tudo. Gustavo diz que promete esclarecer para Cecília que a ligação não é verdadeira e que jamais trairia a esposa. Ele diz que a ligação deve ter sido um terrível trote. Os dois se entendem. Haydee confere as primeiras imagens das câmeras que instalou em casa. 

Segunda, 12/03
Fabiana leva as fotos que encontrou na sala da Madre Superiora de Inácio e Páscoal com várias mulheres no colégio e entrega para Diana. A mulher fica enciumada e acha as fotos uma pouca vergonha. Fátima mostra para Emílio, Rosana e Juju os doces que preparou para a nova linha de guloseimas da empresa dela. Sozinha, Cassandra chora e acha que Vitor nunca irá lhe amar.

Terça, 13/03
Cassandra e Dulce Maria conversam sobre suas mães. Gustavo pede para Cecília ir com ele ao evento de relançamento da marca da Rey Café. Cecília explica que não pode ir porque dará aula no respectivo dia. Bárbara diz que sente falta de Frida e que não consegue ficar longe dela. As duas se abraçam e retomam a amizade. Rogério é afrontado por Cassandra na casa de Vitor.

Quarta, 14/03
Cassandra chega do colégio e conversa com Estefânia. A adolescente revela que ficou triste ao saber que ela estava grávida e afirma que, quando o bebê nascer, Vitor não vai querer saber mais dela. Leonardo manda Flávio contratar uma modelo linda e um bom fotógrafo para comprometer o casamento de Gustavo, mesmo que seja necessário fazer uma montagem.

Quinta, 15/03
Inácio resolve conversar com Diana a respeito das fotos. Para matar a planta, Cassandra coloca água fervendo na orquídea de Estefânia. Dulce Maria dá parabéns para a Madre Superiora após Bárbara e Frida afirmarem para ela que a religiosa está grávida. A Madre Superiora desmaia. Estefânia fica chateada ao ver a maneira estranha e rápida com que sua orquídea murchou.

Sexta, 16/03
O colégio começa a ser arrumado para o grande dia da apresentação do concurso de talentos das meninas. Estefânia e Vitor voltam após a primeira consulta da gravidez. Cassandra diz que a orquídea deve ter murchado por alguém colocar água quente na planta. Gustavo chega para o espaço onde acontecerá o evento de relançamento da marca da Rey Café.

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O PT foi omisso em relação à falta de democracia na Venezuela, enquanto Temer não tem dado o suporte necessário para Roraima (Foto: Reprodução/Rede TV/Fotos Públicas)

Opinião

O lamentável episódio na remota cidade de Pacaraima, um dos pontos mais ao Norte do território brasileiro, serviu não apenas para desnudar a crise que representa a imigração venezuelana para o Estado de Roraima e para o País como um todo. Mas também para alinhar o discurso de boa parte dos presidenciáveis. De Geraldo Alckmin (PSDB) a Guilherme Boulos (Psol), de João Amoêdo (Novo) a Marina Silva (Rede), houve um chamamento ao bom-senso e da lembrança da tradição brasileira de acolher os mais diversos povos que aqui chegaram, deixando para trás uma dura realidade de sua nação natal. “Temos uma tradição humanitária no Brasil, de receber as pessoas que estão fugindo, na realidade, do desastre econômico venezuelano”, lembrou Alckmin.  Amoêdo destacou que 87% da população da Venezuela vive na pobreza e que “o Brasil, como nação, tem o dever de ajudar”. Boulos repudiou o que chamou de “atos movidos por ódio e xenofobia” e, na mesma linha, seguiu Álvaro Dias, que considerou ainda que “o Governo federal deveria enviar força-tarefa ao Estado.” Já Marina lembrou que são dois grupos de “desvalidos” que precisam de ajuda: os venezuelanos e os habitantes de Roraima. Por um aspecto, a visão da ex-senadora está precisa. Foi ela quem lembrou que o Brasil negligenciou duplamente a situação da Venezuela, e este silêncio contribuiu, ainda que indiretamente, para o quadro que hoje se assiste. Primeiro, o governo do PT, em função de seu alinhamento político e ideológico fez vistas grossas à situação de falta de democracia no país vizinho, desde a época de Hugo Chávez, se deteriorando ainda mais com Nicolás Maduro. Como a grande potência regional, o Brasil foi omisso e não usou de sua então privilegiada condição para denunciar e tentar dar novos rumos àquela realidade. Agora, sob Temer, lavaram-se simplesmente as mãos e pouco se fez para ajudar o paupérrimo Estado da região Norte, que está longe demais da capital federal. É nítido que Roraima não tem condições de lidar com o problema. A questão é complexa. Mas, certamente, fechar fronteiras, atear fogo em acampamento de imigrantes e expulsá-los a chutes, tiros e pontapés não representa a solução.

Maria Aparecida Pinto é a única negra candidata ao Senado por São Paulo (Foto: Alesp/Divulgação)

Cidade

A média de candidatos negros no Estado de São Paulo é menor do que a média nacional. Entre os paulistas, 72,52% dos 3.737 candidatos são brancos, enquanto os negros são apenas 26,2% dos postulantes paulistas a cargos eletivos. Na análise do Brasil inteiro, 52,78% dos candidatos são brancos, enquanto pretos (como é denominado na pesquisa) e pardos sobem para 46,13%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral. A maioria dos candidatos paulistas é formada por homens, com 68,1% de representatividade, e exercem as funções de empresário (12,34%) e advogado (7,89%), com índice de curso superior de 54,88%.  Segundo Jacqueline Quaresemin, especialista em opinião pública, o Congresso tem um perfil de branco, rico e conservador, mas não se deve usar isto para um embate entre o branco rico e o negro pobre. Ela avalia que isso se trata de uma questão histórica, com grandes famílias que sempre tiveram recursos e que continuam a se perpetuar no poder, e do interesse de outras classes, como as empreiteiras citadas na Lava Jato, que criam este cenário. “Continuamos em uma visão colonial de classe. Se esse ciclo não for rompido, nada vai mudar”, argumentou. A opinião da especialista vai ao encontro a um estudo dos doutores em Ciência Política Luiz Augusto Campos e Carlos Machado, que concluíram, com base em dados das eleições de 2012 e 2014, que a raça não é o valor determinante para o voto. “A origem da classe [econômica], combinada aos critérios de recrutamento partidário, explicam em grande medida a ausência de não brancos no Parlamento”, afirmam. A Justiça Eleitoral não divulga dados sobre classe econômica.  Mulheres ainda têm menor representatividade A concorrência por uma das 94 cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) é de 22 candidatos para cada vaga. Mas, na atual Legislatura, apenas dez mulheres conseguiram votos suficientes para obter o diploma de deputada estadual, sendo que somentes duas são negras. Para muitas candidatas, o problema maior é consolidar as tarefas familiares, a campanha e o trabalho, uma espécie de tripla jornada, que dificulta a participação feminina na Alesp. Pelo menos é isso que ocorre com a candidata Rute Barbosa (PCdoB), que é mulher e autodeclarada negra. Ela não acha que o fato de ter mais brancos impeça a criação de políticas públicas, mas avalia que existe uma diferença de pensamento. “Quando você tem um entendimento real da situação de um grupo social você tem mais condição de defender as necessidades destas pessoas”, disse. Segundo Rute, o principal problema é a representatividade e, mesmo em um partido de esquerda, é difícil para uma mulher conseguir recursos para financiar a campanha. Já na disputa por uma das vagas no Senado, a psicóloga Maria Aparecida Pinto (MDB), conhecida como Cidinha, é a única negra candidata paulista. 

Candidato do Novo acredita que a máquina pública brasileira está inchada (Foto: Reprodução/Instagram)

Nacional

O Partido Novo foi criado em 2011 com um alinhamento liberal, o que significa menor tamanho da máquina pública, redução de privilégios e de números de políticos e uma maior liberdade para empreender. Apesar de apresentar medidas que muitos eleitores elencam como essenciais, a sigla ainda não conseguiu transformar este ideal em voto, segundo João Amoêdo, pré-candidato à Presidência da República, porque “ainda são desconhecidos”. Na última eleição que participou, em 2016, o Novo elegeu quatro vereadores em cinco cidades que disputou vagas ao Legislativo. Este ano, a sigla, que recusa a utilizar o fundo partidário e eleitoral – que deve esvaziar em R$ 2,5 bilhões os cofres públicos –, concorre com cerca de 300 nomes ao pleito de deputado federal e 130 ao estadual. Seis senadores devem se candidatar pela legenda, que conta ainda com seis postulantes à função de governador. Estes políticos se comprometem em reduzir o número de cargos e até da verba utilizada com despesas pessoais. Os 22 mil filiados do Novo, que passam por uma espécie de processo seletivo, contribuem com R$ 29,90 por mês. Para Amoêdo, a meta é conseguir eleger 30 deputados federais para que o partido tenha corpo e “consiga avançar com propostas de renovação da sigla”. Carioca, executivo do setor bancário e com 55 anos, Amoêdo acredita que a alta burocracia e a falta de competitividade complicam a vida do brasileiro, que arca com uma máquina pública inchada e custosa que pesa cada vez mais no bolso do brasileiro. Com 55 anos, João Amoêdo tem como bandeira a facilitação da vida do empreendedor brasileiro (Foto: Reprodução Instagram) Qual o principal diferencial do Novo para com os outros partidos? Tem vários aspectos: o único partido ficha limpa, o único partido que não utiliza dinheiro público, nem fundo partidário, nem fundo eleitoral. Entendemos que temos que ter mais liberdade econômica para o cidadão brasileiro, que hoje paga impostos demais. Nós queremos desburocratizar, para deixar os pequenos e médios empreendedores crescerem e gerarem empregos. Uma diferença é justamente a defesa que a gente faz mais do cidadão, e não do governo. A privatização de todas as empresas estatais. Nós entendemos que seria um bom sistema para reduzir a corrupção, aumentar concorrência e a qualidade dos produtos. Apesar de falar em cortar gastos, o eleitor brasileiro espera assistência do governo em praticamente todas as áreas. Como o senhor pretende atrair o eleitor? O eleitor brasileiro começou a notar que o Estado cresceu muito sobre a justificativa de que iria nos dar muita coisa e foi ficando menos eficiente, tirando nossa poupança. O Estado deveria se concentrar nas áreas essenciais: saúde, educação básica e segurança. Qual seria o número ideal de ministérios para vocês? A gente trabalha com a ideia de dez a doze ministérios. O Estado brasileiro foi sendo inchado pela necessidade dos políticos de se perpetuarem no poder em troca de cargos, indicações política, e toda essa conta acabou indo para o cidadão brasileiro.  Como você faria para reduzir a dívida pública? A primeira coisa é equilibrar as contas. Mais responsabilidade fiscal, Reforma da Previdência, redução do Estado. Algo que tem que estar claro é que o equilíbrio das contas tem que ser via corte de custos, sem aumento de impostos. No liberalismo do Novo, existe espaço para agências reguladoras? Eu entendo que as principais agências reguladoras são os consumidores em um ambiente de livre mercado. Mas, como não temos este modelo, as agências podem ter o seu papel em alguns setores. No entanto, no período em que existirem, tem que ter uma indicação de cargos técnicos. Nós vimos, recentemente, que elas são aparelhadas politicamente. O MDB lidera estas indicações e as agências acabam se desvirtuando, viram um local de atendimento de demandas e negociações políticas. Amoêdo afirma que agências reguladoras não podem ser balcões de negócios (Foto: Reprodução/Instagram) Mas este comportamento traria um descontentamento de muitos políticos. Como você faria para governar neste meio? O nosso principal desafio é ter um grande aliado: a população. Hoje, existem três grandes grupos que precisamos cortar privilégios e benefícios que são pagos pelo povo cujos recursos deviam ir para áreas essenciais. O primeiro grupo é dos políticos. Tem que acabar com dinheiro público para partidos políticos, reduzir em um terço o número de congressistas e diminuir muito a verba de gabinete e o número de assessores. Quando elegemos quatro vereadores, eles cortaram 39 assessores, ficaram apenas com seis, e cada um faz uma economia de R$ 4 milhões por ano. Interessante lembrar que são quase 58 mil vereadores. Um dado que eu gosto de deixar claro é que o Congresso custa, hoje, R$ 29 milhões por dia. E quais seriam os demais grupos? O segundo grupo é a elite do funcionalismo público que recebe, especialmente, pensões muito elevadas. Um estudo feito pelo Banco Mundial mostrou que funcionários federais recebem 67% a mais que o setor privado. Enquanto na área privada não tem reajustes, na iniciativa pública tem sempre reajuste salarial, pressão dos funcionários e outro ponto, na área privada, se você não tem bom desempenho pode ser demitido, mas no serviço público, não. E o terceiro grupo são setores empresariais que têm grandes benefícios do governo, como taxas de juros subsidiadas e isenção de impostos. Tudo isso cria uma distorção na economia e uma transferência de renda. O Estado brasileiro acaba, no fundo, sendo um grande concentrador de renda, fomentando a desigualdade quando se espera o contrário.   Os bancos hoje cobram juros exorbitantes em seus empréstimos, mas pagam valores risíveis nos rendimentos de investimentos. Como mudar isso? O que eu entendo é que a burocracia e a falta de concorrência favorecem os grandes bancos. Vários bancos estrangeiros que estiveram no Brasil decidiram ir embora, fecharam sua operação. Com mais oferta e mais concorrência você vai conseguir baixar os spreads bancários. E como seria a sua relação com o Judiciário? Eu entendo que temos grandes desafios. Aumentar a independência das instituições para que uma não aumente seu poder sobre a outra. O Judiciário, em alguns casos, age de forma correta, mas no Brasil tudo tem sido muito judicializado.  Este é um problema que tem que ser resolvido. Perdemos produtividade, atrasam processos e acaba trazendo instabilidade quando as regras não são muito claras. Deste jeito é difícil atrairmos investimentos. O Judiciário tem autonomia nos seus salários, então temos que começar dando o exemplo, cortando 50% de assessores, verba de políticos eleitos. Pretendo cortar vários gastos do presidente da República, que custa R$ 560 milhões por ano. Candidato se diz a favor da união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento (Foto: Reprodução/Facebook) Você acredita no conceito de meritocracia? Eu entendo que as pessoas têm que ter o reconhecimento pelo trabalho que entregam, independentemente do ponto de largada que elas têm. Pessoas com o mesmo ponto de largada podem ter resultados diferentes. O que falta no Brasil, fundamental na educação básica, é permitir que todas as pessoas tenham alguma formação inicial que as permita ter oportunidades, mas o Estado tem deixado muito a desejar neste quesito. Tem que ter uma avaliação meritocrática que valorize os bons funcionários e substitua os maus. Em temas como união entre casais homoafetivos, liberação de armas e aborto, como você se posiciona? Nos dois primeiros temas sigo o entendimento do partido. Sou favorável à união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento. O aborto o partido deixa como uma questão pessoal. Eu, particularmente, sou contra, mas não travaria a pauta no Congresso. O que você melhoria no Sistema Único de Saúde (SUS)? O que precisa fazer é melhorar a gestão. O SUS é importante, tem uma estrutura montada, agora a gente quer melhorar a gestão, melhorar a responsabilidade, incluir tecnologia, marcação de consultas, prontuário eletrônico, tudo sendo integrado. E como seria na questão habitacional? A gente tem que melhorar a renda das pessoas para que elas possam ter a capacidade de comprar suas casas, ter uma estabilidade para financiamento em longo prazo. Existem programas de habitação, mas a gente acaba vendo que eles não funcionam.    

Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 
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É aconselhável ter cautela nas redes sociais (Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

Opinião

O PT foi omisso em relação à falta de democracia na Venezuela, enquanto Temer não tem dado o suporte necessário para Roraima (Foto: Reprodução/Rede TV/Fotos Públicas)

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Até a Independência, proclamada por Dom Pedro I, a Justiça brasileira era regida pela Família Real portuguesa (Foto: Divulgação)

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Todos precisam fazer sua parte para que doenças sejam erradicadas e não voltem a aterrorizar crianças brasileiras (Foto: Tomaz Silva/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

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Nascer do sol: 6:27 am   |   Pôr do sol: 5:52 pm
44%     11.3 km/h     30.983 atm
Previsão
TER Baixa: 13 °C Alta: 26 °C
QUA Baixa: 13 °C Alta: 22 °C
QUI Baixa: 12 °C Alta: 26 °C
SEX Baixa: 15 °C Alta: 28 °C
SáB Baixa: 14 °C Alta: 21 °C
DOM Baixa: 11 °C Alta: 16 °C
SEG Baixa: 11 °C Alta: 20 °C
TER Baixa: 12 °C Alta: 19 °C
QUA Baixa: 14 °C Alta: 25 °C
QUI Baixa: 14 °C Alta: 26 °C
Osasco Brazil Justo (dia), 25 °C
Condições atuais
Nascer do sol: 6:28 am   |   Pôr do sol: 5:53 pm
54%     22.5 km/h     31.116 atm
Previsão
TER Baixa: 12 °C Alta: 25 °C
QUA Baixa: 13 °C Alta: 21 °C
QUI Baixa: 12 °C Alta: 26 °C
SEX Baixa: 13 °C Alta: 28 °C
SáB Baixa: 13 °C Alta: 23 °C
DOM Baixa: 10 °C Alta: 17 °C
SEG Baixa: 11 °C Alta: 20 °C
TER Baixa: 13 °C Alta: 19 °C
QUA Baixa: 15 °C Alta: 26 °C
QUI Baixa: 13 °C Alta: 26 °C