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Sáb, Out

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Bolsonaro quase venceu as eleições no primeiro turno (Fotos: Tânia Rêgo/ABR/Fotos Públicas

Nacional

O candidato do PSL Jair Bolsonaro aparece com 58% dos votos válidos na primeira pesquisa Datafolha no segundo turno da eleição presidencial, divulgada nesta quarta-feira, 10. Fernando Haddad (PT) tem 42%. O cálculo desconsidera os eleitores que pretendem votar nulo ou em branco, ou seja, se refere aos votos válidos. Nas intenções de votos totais, Bolsonaro tem 49% e Haddad, 36%. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 6% disseram estar indecisos. A única região em que Haddad ganha de Bols ...

Ex-governador insinuou que Doria é um "traidor" (Foto: LEON RODRIGUES/SECOM)

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Dois dias após amargar o quarto lugar na eleição presidencial, o candidato e presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, criticou o candidato ao governo de São Paulo, João Doria, durante reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília. Alckmin chama Doria de "temerista" e insinua que o ex-prefeito o traiu: "Traidor eu não sou". Durante a reunião, Doria cobrava do partido mais ajuda financeira às campanhas dos candidatos a governos estaduais que passaram para o segundo turno. ...

Darcisio Perondi foi um dos derrotados na urna (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Fotos Públicas)

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Mesmo tendo ficado à margem nas discussões eleitorais do primeiro turno, o fracasso da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados reverberou nas urnas. Dos 23 parlamentares que votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição, que modifica as regras para concessão de aposentadoria e pensão na Comissão Especial da reforma, apenas cinco continuarão no Congresso pelos próximos quatro anos. Já dos 14 que votaram contra, 10 conseguiram se reeleger. Durante a tramitação da PE ...

Witzel surpreendeu e passou ao segundo turno com mais de 41% dos votos (Fotos: Reprodução/Facebook e Beth Santos/PCRJ/Fotos Públicas)

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Os candidatos Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) vão disputar o segundo turno das eleições para governador no Rio de Janeiro no dia 28 de outubro. Com 99,36% das urnas apuradas, Wilson contabilizou 41,26% dos votos válidos e Paes, 19,56%. O juiz federal Wilson Witzel nasceu em Jundiaí, em 1968. Aos 19 anos se mudou para o Rio de Janeiro, onde se tornou fuzileiro naval e defensor público. Fez mestrado em Processo Civil e doutorado em Ciência Política. Foi professor de Direito P ...

Segundo turno será realizado no dia 28 de outubro (Fotos: Fotos Públicas)

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O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, é o mais votado em 17 Estados e no Distrito Federal. O capitão reformado do Exército só ficou atrás de Fernando Haddad (PT) nos oito Estados do Nordeste e no Pará. Ciro Gomes (PDT) liderou a disputa no Ceará, seu berço político. Bolsonaro e Haddad disputam a Presidência pela primeira vez e foram os dois mais votados entre os 13 postulantes ao Palácio do Planalto. O resultado do primeiro turno quebrou a polarização entre PT e PSDB na eleição pr ...

No domingo, brasileiros votam na expectativa de melhorias (Foto: Elza Fuiza/AE)

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No próximo domingo, 7, os eleitores brasileiros vão se dirigir às urnas eletrônicas para decidir quem vai liderar o País e o Estado onde vivem, além dos cargos legislativos de deputado estadual, federal e senador. Quem não realizou o cadastro biométrico durante o prazo determinado não poderá votar em ambos os turnos, tanto no primeiro quanto no segundo. Somente no Estado de São Paulo, mais de 400 mil títulos foram cancelados em locais cuja biometria se tornou obrigatória - não é ...

Polarização entre Haddad e Bolsonaro norteou o debate da TV Globo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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No último debate entre os presidenciáveis antes da votação em primeiro turno, promovido pela TV Globo, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenção de voto, foi alvo de críticas contundentes dos participantes por ter se ausentado do encontro. No estúdio da emissora, o petista Fernando Haddad, que está em segundo lugar nas sondagens eleitorais, foi constantemente confrontado pelas denúncias de corrupção durante as gestões de seu partido no Palácio do Planalto ...

Datafolha mostra Bolsonaro mais perto de uma vitória ainda no primeiro turno (Fotos: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas e Fábo Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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O candidato Jair Bolsonaro (PSL) cresceu de 32% para 35% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 4. Ele abriu 13 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado, Fernando Haddad (PT). O candidato do PT oscilou de 21% para 22%. Ciro Gomes (PDT) manteve 11% e Geraldo Alckmin (PSDB) variou de 9% para 8%. A candidata da Rede, Marina Silva, manteve 4%. João Amoêdo (Novo) permaneceu com 3%. Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos) mantive ...

Incêndio de grandes proporções destruiu 90% do acervo do Museu (Foto: Thiago Ribeiro/AE)

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A reconstrução do Museu Nacional do Rio deverá custar de R$ 50 milhões a R$ 100 milhões, segundo o diretor da instituição, o paleontólogo Alexander Kellner. Nesta terça-feira, 2, um mês depois do incêndio que destruiu boa parte do Palácio São Cristóvão e praticamente todo o acervo do museu, Kellner contou que já conseguiu entrar nos escombros e tem esperanças de conseguir recuperar intactas algumas peças preciosas que foram "protegidas" pelo colapso de partes do prédio. "Esto ...

Região norte do Brasil concentra maior número de casos (Foto: Tomaz Silva/Agencia Brasil)

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Até o dia 1º de outubro, 1.935 casos de sarampo foram confirmados no Brasil – sendo 1.525 no Amazonas e 330 em Roraima. O Amazonas contabiliza ainda 7.873 caso em investigação e Roraima, 101. Casos isolados foram registrados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), Rio Grande do Sul (33), em Rondônia (3), Pernambuco (4), no Pará (14), Distrito Federal (1) e em Sergipe (4). Ainda de acordo com a pasta, dez mortes por sarampo foram confirmadas, sendo quatro em Roraima (3 estrangeiros e ...

Candidata disse que há quase 30 não confia no PT (Foto: Ivo Lindbergh)

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Candidata à presidência da República pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), a socióloga pernambucana Vera Lúcia, de 49 anos, pede a rebelião da classe trabalhadora, prega a expropriação, ou seja, a estatização das 100 maiores empresas privadas que estão no País e diz que nunca se iludiu com o PT, partido que “traiu o povo”, segundo ela. Lúcia afirmou que o PSTU é um partido revolucionário e socialista, que não está no mesmo espectro da esquerda brasile ...

Candidato do PSL cresceu quatro pontos percentuais (Foto: Reprodução/Facebook)

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A intenção de voto em Jair Bolsonaro (PSL) cresceu de 28% para 32%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, 2. Ele abriu onze pontos de vantagem em relação ao segundo colocado, Fernando Haddad (PT). O candidato do PT oscilou de 22% para 21%. Ciro Gomes (PDT) permaneceu com 11% e Geraldo Alckmin (PSDB) variou de 10% para 9%. A candidata da Rede, Marina Silva, foi de 5% para 4%. João Amoêdo (Novo) permaneceu com 3%. Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos) tê ...

Darcisio Perondi foi um dos derrotados na urna (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Fotos Públicas)

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Mesmo tendo ficado à margem nas discussões eleitorais do primeiro turno, o fracasso da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados reverberou nas urnas. Dos 23 parlamentares que votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição, que modifica as regras para concessão de aposentadoria e pensão na Comissão Especial da reforma, apenas cinco continuarão no Congresso pelos próximos quatro anos. Já dos 14 que votaram contra, 10 conseguiram se reeleger. Durante a tramitação da PEC, era recorrente o alerta dos opositores da reforma sobre o risco de derrota das urnas nas eleições deste ano. Muito parlamentares favoráveis à reforma disseram na época que votariam contra a proposta pela proximidade com as eleições. A aprovação da reforma da Previdência na Comissão Especial ainda em 3 de maio de 2017 por uma ampla margem - 23 a 14 votos - sinalizava o caminho aberto para a votação da PEC no plenário. Mas o vazamento de áudios de conversas entre o presidente Michel Temer e do dono da JBS, Joesley Batista, 14 dias depois, acabou sepultando as tentativas de votação do texto. Passados 17 meses daquela votação na comissão, a maioria dos deputados que garantiram a vitória do governo não conseguiu vencer nas urnas. O relator da reforma, Arthur Maia (DEM-BA), é um dos poucos que receberam mais um mandato dos eleitores. Os outros reeleitos foram Bilac Pinto (DEM-MG), Magda Mofatto (PR-GO), Junior Marreca (Patriotas-MA) e Vinicius Carvalho (PRB-SP). Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostrou que a lista dos derrotados nas urnas é extensa, formada por 14 deputados, incluindo um dos principais nomes da "tropa de choque" de Temer na Casa, Darcísio Perondi (MDB-RS). Outros cinco integrantes nem chegaram a concorrer nas eleições deste ano. Alexandre Baldy (PP-GO) e Carlos Marun (MDB-MS), porque ocupam, respectivamente, os Ministérios das Cidades e da Secretaria de Governo. Já Reinhold Stephanes (PSD-PR), Evandro Gussi (PV-SP) e Thiago Peixoto (PSD-GO), optaram por não disputar um novo mandato. "Injustiça"  Para o presidente da Comissão Especial na época, o atual ministro da Secretaria de Governo, Marun, foi uma "evidente injustiça" a derrota nas urnas dos apoiadores da reforma. "Talvez não tenha havido entendimento sobre a necessidade de aprovação da reforma", avaliou. Segundo ele, se a reforma tivesse sido aprovada, as pessoas teriam vivido uma melhoria econômica. O ministro disse que só vai ser possível colocar o texto em votação se o presidente eleito tiver disposição e também entender a reforma como necessária. "Existe a nossa disposição. O presidente Temer gostaria de aprovar a reforma. Não vamos, logo após uma eleição, avançar numa atitude, numa área tão nervosa como essa, sem que haja respaldo", afirmou. "Quem quiser governar com responsabilidade vai ter de fazer a reforma. Se conseguir fazer este ano vai ter ganho no ano que vem", completou. Para a equipe de Temer, a incoerência entre os responsáveis pela economia no programa de Bolsonaro e os aliados políticos do capitão reformado é um impedimento à aprovação do texto que coloca, por exemplo, a exigência de idade mínima de 65 anos (homens) e 62 (mulheres) para se aposentar no País, com um regra de transição de 20 anos.

Candidato discordou do vice de sua chapa (Foto: Reprodução/Twitter)

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O candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, se irritou com as declarações do vice na sua chapa, general da reserva Hamilton Mourão, que criticou o pagamento do décimo terceiro salário e de adicional de férias. Logo que foi informado da fala de Mourão, Bolsonaro usou o Twitter para se posicionar contra o general e orientar aliados a defender as garantias trabalhistas. Na mensagem, Bolsonaro sugeriu que Mourão não conhece as regras constitucionais. "O 13º salário do trabalhador está previsto no art. 7º da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (Não passível de ser suprimido sequer por Proposta de Emenda à Constituição)", escreveu. "Criticá-lo, além de ser ofensa a quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição", acrescentou. Nas primeiras conversas com pessoas próximas sobre esse episódio, Bolsonaro voltou a defender que Mourão evite participações em eventos públicos. Na semana passada, o candidato a vice já tinha sido orientado a suspender sua agenda após dar outras declarações polêmicas. Mais cedo, em palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, Mourão afirmou que o 13º salário e o pagamento de adicional de férias são "jabuticabas", ou seja, só ocorrem no Brasil. "Temos umas jabuticabas que a gente sabe que são uma mochila nas costas de todo empresário", disse. "Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Como a gente arrecada 12 (meses) e pagamos 13? O Brasil é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais", completou. "São coisas nossas, a legislação que está aí. A visão dita social com o chapéu dos outros e não do governo", reforçou o vice de Bolsonaro. O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição. — Jair Bolsonaro 1️⃣7️⃣ (@jairbolsonaro) 27 de setembro de 2018

Candidata afirmou que PT fez uma campanha "muito competente" contra ela em 2014 (Foto: Reprodução/Facebook)

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 Candidata pela terceira vez à Presidência da República, a acreana Marina Silva diz que foi vítima de uma campanha “muito competente do PT” em 2014, quando, a exemplo de 2010, não foi para o segundo turno. De acordo com a ex-ministra do Meio Ambiente (2003-2008) no governo Lula, Dilma Rousseff e seu marqueteiro João Santana “criaram uma mitologia” de que ela está sempre em cima do muro. “Tenho posições claríssimas sobre o aborto, a legalização da maconha, a criminalização da LGBTfobia e outros assuntos. Basta ver qualquer discurso meu ou entrevista minha”, afirma. Ainda segundo a candidata, o PT, partido do qual já foi filiada, desconstruiu sua imagem ao custo de R$ 70 milhões roubados da Petrobras. Além de ministra do Meio Ambiente, Marina já foi vereadora em Rio Branco, capital do Acre, deputada estadual e senadora. Mesmo longe dos favoritos ao segundo turno, a candidata não quis dizer se apoiaria Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL), atuais líderes nas pesquisas de intenção de voto. “Acredito que o povo brasileiro queira união e prosperidade. Não ficará entre esses dois extremos e saberá fazer a melhor escolha no dia 7”, analisa. A candidata ainda diz que acredita no diálogo e que pretende realizar plebiscitos sobre “temas complexos”. “A opinião de 513 deputados e 81 senadores não pode substituir a de 200 milhões de brasileiros. A ruína nacional foi produzida por falta de discussão, não por excesso”.  Candidata afirmou que não foge de temas polêmicos (Foto: Reprodução/Facebook)  Qual seria a sua primeira atitude como presidente? E qual de suas propostas considera como o principal mote da campanha? Recuperar a credibilidade do governo e a confiança dos brasileiros ao montar um gabinete de pessoas com excelência técnica, rigor ético e capacidade de articulação política. Nossa prioridade máxima no governo é a atenção à educação, em especial à primeira infância. No Plano Vida Digna, vamos ampliar o número de vagas em creches em 2,5 milhões. Vivemos uma das mais graves crises econômicas de nossa história. Qual é o seu plano para tirar o Brasil desta situação?  A crise foi causada por um conjunto de fatores. Os decisivos foram erros do primeiro governo Dilma-Temer. Sem credibilidade, sem um governo honesto e eleito com legitimidade para fazer reformas imprescindíveis como a da Previdência, não há solução possível para a crise. Quais são seus planos para educação, esporte, saúde e cultura? Implementar o Plano Nacional de Educação, apoiando os municípios. Reformar o Sistema Único de Saúde, dividindo o país em 400 regiões sob a regência de uma autoridade nacional para acabar com a ineficiência - em alguns lugares faltam leitos, em outros sobram. Na cultura, fomentar a produção cultural por meio de editais, bolsas e premiações, oferecendo condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas. No esporte, aumentar em muito os recursos para esta área e estimular o esporte de alto rendimento. Qual é a sua opinião sobre o acolhimento aos venezuelanos? Acredita que os governos Dilma e Temer foram condescendentes com o regime de Maduro? O que a senhora faria de diferente? A dramática crise humanitária na Venezuela é a maior preocupação da América Latina hoje. O tema é prioritário para nós, tanto que mandei meu vice, Eduardo Jorge, a Roraima para ver a situação de perto. O Brasil se omitiu duas vezes  em ajudar a construir uma saída para a crise no país vizinho. Primeiro, ao trocar princípios e valores por ideologia na relação com o chavismo, regime que descambou na ditadura de Maduro. Depois, ao não liderar uma coalizão internacional de países sul-americanos para dar ajuda humanitária aos refugiados e buscar uma solução diplomática. É urgente que façamos isso. Não se pode deixar a tarefa de acolher os refugiados nas costas do Estado de Roraima, que é pobre e tem, ele próprio, uma população vulnerável.  Como a senhora vê a democracia brasileira nos dias atuais? Teme que, dependendo dos resultados das eleições, ela seja ameaçada?  Vivemos um momento perigoso para a democracia. Estamos entre a cruz da corrupção e a espada do autoritarismo, entre a esquerda populista e a direita saudosista da ditadura. Mas eu acredito que o povo brasileiro queira união e prosperidade. Não ficará entre esses dois extremos e saberá fazer a melhor escolha no dia 7. Marina afirmou que Eduardo Jorge foi Roraima para acompanhar de perto a situação dos venezuelanos (Foto: Reprodução/Facebook)  A senhora fala muito em fazer plebiscitos sobre alguns assuntos. Levando em conta a história recente do País, na qual não é comum haver plebiscitos, como pretende convencer o Congresso a propor tais convocações?   O plebiscito é um mecanismo previsto na Constituição para que a sociedade opine sobre temas muito complexos, nos quais 513 deputados e 81 senadores não podem substituir 200 milhões de brasileiros. Falando em Congresso, a Rede Sustentabilidade fechou apenas com o PV para estas eleições. Caso eleita, como pretende ter apoio de congressistas de outros partidos e “governabilidade”? Quando a sociedade faz a mudança, a política acompanha. Quando se governa com propósito, com projeto de País e não de poder, os consensos surgem. Eu consegui aprovar projetos altamente complexos no Congresso quando era ministra do Meio Ambiente, porque o Parlamento entendeu que eles eram bons para o Brasil. Tenho dito, e insisto, que há pessoas boas em todos os partidos. É com essas que eu e Eduardo Jorge vamos governar.  Outros candidatos dizem que para resolver o problema do desemprego, é necessário investir na construção civil. Como a senhora vê esta questão? Há como investir pesado e ser sustentável? Como, de forma geral, transformar o Brasil em uma nação mais sustentável?  Não há nenhuma oposição entre economia e ecologia. Ao contrário. O crescimento econômico que se dá sem respeito ao ambiente não pode ser durável. É o ambiente que dá as bases para o crescimento. O Brasil tem um arcabouço legal e institucional que nos permite crescer de forma sustentável e altamente rentável em vários setores, inclusive na construção civil. Além disso, as energias renováveis quebraram de vez essa aparente contradição, porque elas geram renda justamente para proteger o meio ambiente. Acreana não quis dizer se apoiaria Haddad ou Bolsonaro em um eventual segundo turno (Foto: Reprodução/Facebook) Em um eventual segundo turno Bolsonaro x Haddad, apoiaria quem?  Eu estarei no segundo turno. A senhora é uma candidata experiente (terceira vez que concorre à Presidência) e bastante conhecida no cenário nacional. No entanto, fala-se muito que não possui posições claras em relação a determinados assuntos polêmicos (aborto, legalização da maconha e criminalização da LGBTfobia, por exemplo). Como convencer os eleitores, nesta fase final de campanha, de suas convicções?  Isso é parte de uma mitologia que o PT criou de forma muito competente na campanha de 2014, quando a Dilma e o marqueteiro João Santana, pago com 70 milhões roubados da Petrobras, desconstruíram a minha imagem. Minhas posições sobre esses assuntos e todos os outros são claríssimas, basta ver qualquer discurso meu ou entrevista minha. Existem temas complexos na vida nacional que demandam debate com a população, e seria autoritário não os debater. A ruína nacional foi produzida por falta de discussão, não por excesso. Continuarei fazendo campanha como sempre fiz: expondo minhas propostas e falando a verdade.

Witzel surpreendeu e passou ao segundo turno com mais de 41% dos votos (Fotos: Reprodução/Facebook e Beth Santos/PCRJ/Fotos Públicas)

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Os candidatos Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) vão disputar o segundo turno das eleições para governador no Rio de Janeiro no dia 28 de outubro. Com 99,36% das urnas apuradas, Wilson contabilizou 41,26% dos votos válidos e Paes, 19,56%. O juiz federal Wilson Witzel nasceu em Jundiaí, em 1968. Aos 19 anos se mudou para o Rio de Janeiro, onde se tornou fuzileiro naval e defensor público. Fez mestrado em Processo Civil e doutorado em Ciência Política. Foi professor de Direito Penal Econômico por maios de 20 anos, ministrando aulas em instituições como a Fundação Getulio Vargas e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para se candidatar ao cargo do governo do Rio, Witzel filiou-se este ano ao Partido Social Cristão (PSC). Em 2001, ele entrou para a magistratura, atuando em varas criminais e cíveis, chegando a presidir, entre 2014 e 2016, a Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Ajuferjes). Witzel é considerado uma surpresa na eleição, pois vinha em 6º lugar nas pesquisas, mas após o debate na televisão no início da semana, começou a subir nas pesquisas. Na última pesquisa do Instituto Datafolha, publicada ontem (6), ele já aparecia em, 2º lugar, empatado com Romário (Podemos), e em 3º na pesquisa do Ibope. Ele centrou a campanha no combate à corrupção e à criminalidade. Paes Formado em Direito, Eduardo Paes, de 48 anos, é candidato a governador do Rio de Janeiro pelo DEM, em uma coligação com outros 11 partidos, incluindo MDB, PSDB, PP, PTB, PPS e PV. Começou na política no início da década de 1990, como subprefeito da zona oeste do Rio de Janeiro, de 1993 a 1996. Em 1996, foi eleito vereador, como o mais votado da cidade. Permaneceu no cargo até 1999, quando assumiu seu primeiro mandato como deputado federal. Manteve-se como parlamentar até 2006. Elegeu-se prefeito do Rio de Janeiro em 2008, com 1,7 milhão de votos, e reelegeu-se em 2012, com 2,1 milhões de votos, ainda no primeiro turno. Paes já havia se candidatado ao governo fluminense em 2006, mas ficou apenas em quinto lugar, com 5% dos votos válidos.

Álvaro Dias lamenta polarização entre Bolsonaro e Haddad (Foto: Ivo Lindbergh)

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O senador Alvaro Dias (Pode-PR) iniciou sua candidatura à presidência embasado no prenúncio de um apoio popular, tanto que nas primeiras pesquisas de intenções de voto chegou a ficar lado a lado com Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Mas com a chegada da campanha as expectativas não foram correspondidas. O desempenho de Dias caiu e hoje o candidato está no mesmo patamar que representantes de partidos nanicos. Segundo Dias, a falta de espaço na mídia e a queda do apoio popular após as pesquisas, as quais ele disse não acreditar, foram motivos que minaram sua candidatura. “A população prega uma coisa, mas vota em outra”, disse inconformado com um possível segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Crítico ao PT, Dias pretende ter o juiz Sergio Moro como Ministro da Justiça, caso seja eleito e a proposta seja aceita por Moro. Questionado sobre um eventual apoio no segundo turno, o senador paranaense afirmou que se vê “arrumando as malas, assim como muitos brasileiros”.  Entre suas propostas mais ousadas contra o atual sistema político, Dias quer reduzir em 20% o número de cargos legislativos, no caso de deputados federais. No Senado, pretende reduzir o número de representantes de três para dois políticos eleitos por Estado. O ex-governador do Paraná também é o autor da Proposta de Emenda à Constituição que propõe o fim do foro privilegiado Qual é a sua diferença para os outros candidatos? A diferença é o comportamento dos últimos anos. É a trajetória política e o itinerário percorrido. Eu abri mão de todos os privilégios. Teria direito a mais de R$ 10 milhões de aposentadoria como governador, até hoje, em 27 anos. Isto é uma Mega Sena.  Sou o único ex-governador que abdicou disto. Não conheço ninguém que faça isto. Tem candidato que lidera as pesquisas que defende estes privilégios. Nestes anos todos, eu combati a corrupção de forma isolada no Congresso. Vivia em uma trincheira. O que se vê é uma orquestração para manter este sistema que é corrupto. Eu tenho poucos políticos ao meu redor neste momento da campanha eleitoral. Exatamente porque minha proposta não agrada a maioria. Dias não concorda com o atual sistema de governança vigente no Brasil (Foto: Ivo Lindbergh) Por que não agrada? Certamente se perde muito apoio quando se fala em acabar com privilégios, quando se fala em reduzir o senado e o número de deputados federais. A contrapartida em relação a esta falta de apoio político deveria ser o apoio popular. Mas não é isto que vemos nas pesquisas. A população prega uma coisa, mas as pesquisas indicam que ela quer outra. Eu ainda acredito que dê para mudar este entendimento popular. Em sua opinião por que há está polarização entre Haddad e Bolsonaro? Este é um fenômeno estranho. Ao contrário do que muitos imaginam, o governo do PT, embora populista de esquerda, beneficiou muito os banqueiros. Eles nunca ganharam tanto dinheiro quanto ganharam com o PT. Já o patrimônio eleitoral do Bolsonaro foi construído pelo antipetismo, o que é um equívoco. Bolsonaro já segurou placa com nome do Lula no plenário da Câmara. Ele já defendeu o Hugo Chávez, dizendo que ele era a grande esperança da América Latina. Como deputado federal, o Bolsonaro nunca combateu a corrupção. Faltou um consenso entre os partidos de centro para apoiar uma única candidatura que, talvez agora, fosse mais forte? Da minha parte, havia um prenúncio de que receberia um apoio popular. Estava chegando a 6% nas pesquisas. Era um empate técnico com a Marina Silva, o Geraldo Alckmin e o Ciro Gomes. Mas a Globo não me chamou para os 27 minutos do Jornal Nacional. Eu já não tenho muito tempo no horário eleitoral. Sem participar desta entrevista no horário nobre, evidentemente, ficou mais difícil. Sem falar que há uma distribuição desigual de renda com o Fundão Partidário. Qual é a sua opinião sobre as reformas trabalhista e da previdência? A trabalhista precisa de algumas correções.  É preciso rever a questão da gestante que trabalha em local insalubre. A terceirização necessita de uma regulamentação mais adequada. O trabalho intermitente (que não é contínuo) tem que ser aprimorado. O foco deve ser a geração de empregos. E, para isto, há a necessidade de se fazer a reforma tributária também. Ela é a força motora para o desenvolvimento do País. Já a reforma da Previdência, em minha visão, deve ser diferente desta proposta pelo Temer. Não quero colocar em risco a aposentadoria e nenhum direito adquirido será afetado. Candidato disse que dinheiro do "Mais Médicos" foi para a ditadura cubana (Foto: Ivo Lindbergh) Para a saúde, o senhor disse que acabaria com o “Mais Médicos” e implantaria o programa “Médico Federal”. Quais são as diferenças? No “Mais Médicos”, o nosso dinheiro vai para a ditadura cubana e volta uma pequena quantia para os médicos cubanos que trabalham aqui. No meu programa, o dinheiro vai ficar com os profissionais, que até podem ser estrangeiros, desde que passem pelo concurso federal. O “Médico Federal” será mais barato do que o “Mais Médicos” e mais eficiente. Como o senhor trataria a questão dos refugiados venezuelanos? Temos que acolhê-los. O governo federal precisa ajudar Roraima, montar força-tarefa para evitar conflitos. Mas há que se dizer que o governo do PT foi conivente com o regime ditatorial de Hugo Chávez. O Brasil perdeu relações diplomáticas com países desenvolvidos. Esperamos que esta situação pela qual os venezuelanos passam seja transitória. Qual é o seu plano para resolver a crise habitacional no País? O “Minha Casa, minha vida” é um bom programa, mas precisa ser aprimorado. As construções devem ser de qualidade e em locais com hospitais, creches e escolas. Não em localidades distantes de tudo. Assim, os pais podem trabalhar sem se preocupar em deixar o filho sozinho em casa. Com o pai e a mãe trabalhando, a renda da família cresce. Além disto, devemos incentivar mutirões e tirar vários imóveis da irregularidade. O que o senhor quer dizer com a refundação da república? É substituir o sistema de governança. Ele consome energia e compromete a qualidade de gestão do País. Hoje, o presidente escolhe os ministros para pagar dívida com partidos. Não há preocupação com competência e qualificação técnica. Nisto, o Estado vai aumentando de tamanho e vira cabide de emprego. Se não mudarmos este cenário, não haverá como promover avanços em outras áreas. Dias cutucou Bolsonaro: "Tem candidato que defende manutenção de privilégios" (Foto: Ivo Lindbergh)

Segundo turno será realizado no dia 28 de outubro (Fotos: Fotos Públicas)

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O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, é o mais votado em 17 Estados e no Distrito Federal. O capitão reformado do Exército só ficou atrás de Fernando Haddad (PT) nos oito Estados do Nordeste e no Pará. Ciro Gomes (PDT) liderou a disputa no Ceará, seu berço político. Bolsonaro e Haddad disputam a Presidência pela primeira vez e foram os dois mais votados entre os 13 postulantes ao Palácio do Planalto. O resultado do primeiro turno quebrou a polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial. Nas últimas seis eleições, houve duas vitórias do PSDB (1994 e 1998) e quatro do PT (2002, 2006, 2010 e 2014). O Nordeste que garantiu a vitória a Dilma Rousseff em 2014 também assegurou a ocorrência de segundo turno neste ano.

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

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A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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