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Sex, Nov

Zema derrotou Antônio Anastasia, do PSDB (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

O candidato do partido Novo, Romeu Zema, será o novo governador de Minas Gerais a partir de 2019. O postulante derrotou o senador Antônio Anastasia, do PSDB. Após surpreender no primeiro turno, Zema se manteve na liderança da disputa do segundo turno, que foi marcada por diversos ataques entre os candidatos. Com 77,14% dos votos apurados, Zema está matematicamente eleito, com 71,40% dos votos válidos. Anastasia tem 28,60%.

Em sua primeira disputa eleitoral, Zema procurou se colocar como alternativa para "os mesmos políticos de sempre" e se apresentou como gestor. Sua principal proposta é promover um enxugamento da máquina pública, com corte de cargos, secretarias e privilégios. Em um Estado onde os salários dos servidores são escalonados, o candidato assinou um compromisso, em cartório, de que só receberá o salário de governador, após todos os servidores terem recebido.

Analistas políticos ouvidos pela reportagem afirmam que a eleição de Zema se explica por um desgaste à polarização entre PT e PSDB, partidos que comandaram o Estado nos últimos 16 anos, o que abriu margem para uma busca de uma candidatura que representasse a "renovação". "Renovação esta que não possui um conteúdo político determinado, mas que expressa a vontade da população em superar as crises", afirmou o pesquisador do Centro de Estudos Legislativos da UFMG, Lucas Cunha.

Para o professor de Ciências Políticas da PUC-MG, Malco Camargos, a marca da campanha eleitoral em Minas foi a busca por uma terceira via, e o empresário de Araxá se impulsionou pela ausência de outras forças alternativas. "É uma vitória anti-sistêmica. O Zema é alguém que se considerou de fora da política e agora vem trazer sua experiência para promover a boa política", afirmou.

A partir de 2019, Romeu Zema terá como principal desafio resolver a grave crise financeira que assola o Estado mineiro, que está em situação de calamidade financeira desde dezembro de 2016, e herdará um orçamento com previsão de déficit de R$ 11,4 bilhões. O governo de Minas também tem uma dívida com as prefeituras mineiras estimada em R$ 9,4 bilhões pela Associação Mineira de Municípios.

Além da questão financeira, Malco Camargos acredita que o candidato vitorioso terá dificuldades em conseguir apoio na Assembleia Legislativa, já que conseguiu eleger três deputados e propõe uma forma diferente de governar, que não envolveria negociações com bancadas, mas sim com cada parlamentar. "Vai ser um cenário de negociação individual, que traz incertezas, e não dá para prever o que cada deputado vai querer", analisa o cientista político.

Empresário de 54 anos, Romeu Zema nasceu em Araxá, na região do Triângulo Mineiro, e comandou por mais de 15 anos o Grupo Zema, empresa familiar que atualmente tem mais de 850 estabelecimentos em nove Estados brasileiros e que é composto por lojas de eletrodomésticos, distribuição de combustíveis, concessionárias e financeiras.

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LeBron James iguala marca de grandes lendas do basquete como Michael Jordan (Foto: Reprodução/Facebook)

Esporte

Com 29 pontos e uma cesta decisiva no final do confronto, LeBron James liderou o time que levava o seu nome, em jogo encerrado na madrugada desta segunda-feira (no horário de Brasília), em Los Angeles, na vitória por 148 a 145 sobre a equipe de Stephen Curry nesta que foi a 67ª edição do All-Star Game, o Jogo das Estrelas da NBA.

Cestinha do confronto, o astro do Cleveland Cavaliers foi eleito pela terceira vez o Jogador Mais Valioso (MVP, na sigla em inglês) de uma partida festiva da liga de basquete dos Estados Unidos, igualando os feitos de Michael Jordan, Oscar Robertson e Shaquille O'Neal, também ganhadores por três vezes desta honraria.

Agora, o jogador de 33 anos de idade só está atrás de Bob Pettit e Kobe Bryant, que por quatro vezes cada foram consagrados como os melhores em quadra em uma partida do All-Star Game. Anteriormente, o atleta da equipe de Ohio faturou este prêmio em 2006 e 2008.

LeBron foi eleito MVP em uma edição no evento com formato inédito, no qual ele e Curry, astro maior do campeão Golden State Warriors, puderam escolher como capitães os jogadores de suas respectivas equipes. A NBA optou por abolir em 2018 o velho sistema no qual uma equipe da Conferência Leste encarava uma outra do Oeste, o que vinha ocorrendo desde 1951.

O novo formato foi instituído em uma tentativa de aumentar a competitividade do grande evento que fecha o final de semana de disputas do All-Star Game, que começou na noite da última sexta-feira. Como é de caráter festivo e consequentemente realizado com uma marcação mais frouxa por parte das defesas, o duelo muitas vezes se tornou desinteressante para o público, mas desta vez o que se viu foi uma das partidas mais emocionantes dos últimos anos no Jogo das Estrelas da NBA.

"Acho que eu e Stephen (Curry) assumimos a responsabilidade de fazer desse jogo mais competitivo quando iniciamos este formato para mudarmos a forma pela qual o jogo era disputado. Tentamos enfatizar a parte defensiva do jogo. Temos a melhor liga de basquete do mundo e queremos que ela cresça a cada dia. Decidimos mudar o formato e absolutamente deu certo para todos", comemorou LeBron, que além dos 29 pontos que marcou ainda ajudou o seu time com dez rebotes e oito assistências nos 31 minutos em que esteve em quadra.

No seu time de astros, LeBron atuou em uma formação titular que começou este duelo do All-Star Game com Anthony Davis, Kevin Durant, Russell Westbrook e Kyrie Irving. Já a formação inicial da equipe de Curry contou também com Giannis Antetokounmpo, Joel Embiid, James Harden e DeMar DeRozan. Este último, por sinal, foi o destaque maior do time com 21 pontos, seis rebotes, duas assistências e dois roubos de bola.

Klay Thompson, que é companheiro de equipe de Curry no Warriors, atuou novamente ao lado do astro nesta partida, mas jogou durante apenas 21 minutos e somou 15 pontos e quatro rebotes. Kevin Durant, que também integra o time dos atuais campeões da NBA, desta vez ficou na equipe de LeBron e foi o segundo maior cestinha da mesma, com 19 pontos.

No intervalo do jogo festivo, Shaquille O'Neal, Elgin Baylor, Julius Erving, Kareem Abdul-Jabbar, Jerry West, Magic Johnson e Bill Russell, nomes históricos da NBA, foram aplaudidos pelo público após serem apresentados no centro da quadra.

Depois deste confronto em Los Angeles, o All-Star Game de 2019 acontecerá em Charlotte, na Carolina do Norte, que será palco da 68ª edição do evento

Diretor J.J. Abrams já tinha feito o roteiro do episódio VII

Fora dos Trilhos

 O diretor J.J. Abrams revelou, em entrevista ao The Late Show with Stephen Colbert, que o roteiro do Episódio IX, o filme que fechará a nova trilogia da saga Star Wars, foi finalizado. Perguntado sobre o que ele poderia falar do novo filme, Abrams disse que isso era a única coisa que ele poderia dizer.

“Nós já temos um roteiro pronto, o que é sensacional para mim”, disse o diretor. “Ter um roteiro pronto tão antes do início das filmagens é algo que nem sempre acontece, mas escrevi esse com Chris Terrio, que é um gênio, e me diverti bastante”, continuou o nova-iorquino, apontando que as filmagens começam no final de julho. O Episódio IX, sem título revelado, vai estrear em 19 de dezembro de 2019.

Abrams também disse que voltar para dirigir o episódio final da saga após ter feito "Star Wars: O Despertar da Força" é um desafio assustador. "Voltar para fazer o Episódio IX é surreal e muito desafiador. Mesmo sendo bastante assustador me colocar novamente nesta situação, a oportunidade é sempre maior que o medo", afirmou na entrevista.

Apresentador nega que irá se candidatar, mas as pesquisas são favoráveis (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

“Não sou candidato a porcaria nenhuma. Sou ligado a um partido, mas dou a minha palavra que não vou concorrer a nada”. A frase é do apresentador José Luiz Datena, nome conhecido da TV brasileira, atualmente filiado ao Partido Republicano Progressista (PRP). Ele chegou a ser sondado e desistiu de disputar a Prefeitura paulistana em 2016, e, desde então, é visto como um potencial concorrente a qualquer cargo eletivo.

Por enquanto, tudo não passa de rumores, mas as pesquisas de intenção de voto podem fazer o jornalista, nascido em Ribeirão Preto, mudar de opinião. Segundo a última sondagem do Instituto Paraná Pesquisas (IPP), Datena lidera a corrida ao Senado, com 42,4% das intenções de voto, contra 33,3% do vereador Eduardo Suplicy.

Em algum momento, o apresentador haverá de sair da proteção das sombras e se posicionar de vez sobre a questão. O canto da sereia de pesquisas como a do IPP parece bom demais para ser ignorado pela figura tão polêmica quanto infiel (partidariamente) de Datena. Sim, o ribeirão-pretano, chegou a se filiar ao PT em 1992, pedindo a desfiliação apenas em 24 de agosto de 2015. Em setembro daquele mesmo ano, se vinculou ao PP, de Paulo Maluf, com vistas a disputar a prefeitura de São Paulo. Abriu mão da causa no meio caminho para, exatos dois anos depois, ser abraçado pelos líderes do PRP.
Prestes a completar 61 anos, há muito que o jornalista alimenta o sonho de um projeto político, que pode se concretizar efetivamente este ano.

Certamente, a opção pelo Legislativo – e não pelo Executivo, como ventilado até então – é correta e, a julgar pelos números de agora, tem tudo para ser bem-sucedida. Concorre a seu favor o fato de ser uma figura midiática e conhecida. E isso conta muito, conforme tendência recente em que famosos e celebridades têm tirado os postos de políticos profissionais. Se Datena tem um programa político? Não está claro! Mas ele tem o Brasil Urgente, da Band. Esse detalhe talvez baste para que ele confirme sua vaga no Senado.

Modelo é reeditado e propõe ocupar o posto de sedã automático de entrada da linha Chevrolet (Foto: Divulgação)

Opinião

O novo Prisma Advantage chega às concessionárias Chevrolet com visual atualizado e configuração inédita para manter-se fiel a sua essência: ser um sedã que reúna os itens mais valorizados pelo consumidor do segmento dentro da melhor relação custo-benefício.

“Nossas pesquisas revelaram que o consumidor, neste momento, carecia de um sedã automático moderno, porém mais acessível. Foi isso que norteou o desenvolvimento do novo Prisma Advantage 1.4 ECO”, declara Hermann Mahnke, diretor de marketing da GM. A transmissão automática é o item de conforto que ganha mais relevância, e o Prisma Advantage amplia o acesso a essa tecnologia por ser a opção de sedã mais em conta no portfólio Chevrolet.

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Carro possui motor flex 1.4 ECO de até 106V e transmissão automática de até 6 velocidades (Foto:divulgação)

O Prisma Advantage traz os itens de conveniência e segurança considerados prioritários, como ar-condicionado, direção elétrica progressiva, sistema de áudio com bluetooth, travas, retrovisores externos e vidros dianteiros com acionamento elétrico, além regulagens de altura do volante, cinto e banco do motorista. Sistema Ixofix e Top Tether para fixação de cadeirinha infantil, alerta de baixa pressão dos pneus, alerta de esquecimento dos faróis acesos, alerta de não utilização do cinto de segurança, duplo airbag e freios ABS com EBD também fazem parte de um pacote único.

O Prisma Advantage diferencia-se pelas calotas escurecidas aro 15, pelos adesivos de coluna e as capas dos retrovisores externos em preto brilhante, além do emblema com nome da versão nas portas dianteiras. O interior predominantemente escuro replica o mesmo acabamento contemporâneo do exterior. A carroceria traz quatro opções de cores: cinza, branco, preto ou prata. 

O Brasil não se resume apenas a um Estado, tanto da federação quanto de “espírito”. Porém, ultimamente, o mundo da política parece se pautar por temas relacionados unicamente às movimentações palacionas de Brasília (DF), que nada mais são do que disputas pelo poder. É importante acompanhar os bastidores daquele universo paralelo e desconexo da realidade. No entanto, muitas outras situações relevantes para o País ocorrem fora dos limites da capital federal, que vive sob uma simbólica redoma de vidro.

Dali se assiste a toda a articulação de Michel Temer e seus “aliados”, para garantirem a imunidade e a sobrevivência no poder. Para isso, não importa quanto suas ações custarão ao País ou quão danoso este jogo é para a população, que não tem controle sobre aqueles que deveriam representá-la. Um exemplo da pobreza de espírito do Brasil foi a decisão de Aécio Neves em mudar a presidência do PSDB. O tucano – que estava afastado da liderança do partido, depois de ser gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, da JBS – reassumiu o cargo na última quinta-feira e, em seguida, destituiu o presidente interino Tasso Jereissati (CE). Para o lugar, foi indicado o ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman.

Mas qual a relevância disso para a população? Pode-se afirmar que nenhuma, pois se Aécio tivesse indicado para o lugar de Jereissati uma melancia, não faria nenhuma diferença à Nação. No seu jogo, o que o senador mineiro fez foi garantir quatro ministérios para o seu partido – que podem ser perdidos, caso Jereissati vença as eleições internas do partido, em 9 de dezembro. Dois cenários se apresentam ao PSDB: perder ainda mais sua desgastada força política ou, caso o indicado de Aécio, o governador de Goiás Marconi Perillo, vença, ser coadjuvante do governo Temer. A questão pode definir o futuro do PSDB, mas os dois grupos de tucanos, bicudos que são, não se bicam. Perdem tempo dividindo mais uma vez suas forças e talvez a chance de se apresentarem como opção em 2018.

Apresentador causou polêmica com artigo na Revista GQ (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O apresentador global Tiago Leifert causou polêmica com um artigo escrito para a revista GQ. Intitulado “Evento esportivo não é lugar de manifestação política”, o texto teve grande repercussão nas redes sociais nesta segunda-feira, 26.

Leifert começou o texto com o seguinte parágrafo: “Eu não gosto da obrigação de tocar o Hino Nacional antes de eventos esportivos. Na Copa São Paulo de Futebol Júnior, no mês passado, os caras tocavam o hino inteiro antes do jogo. Tipo cinco minutos de música. Não vejo necessidade, não acho que patriotismo funciona enfiando um hino goela abaixo de torcedores [...]”.

Depois, o apresentador ainda afirmou: “Quando política e esporte se misturam dá ruim. Vou poupá-los dos detalhes, mas basta olhar nossos últimos grandes eventos para entender que essas duas substâncias não devem ser consumidas ao mesmo tempo”.

Em determinado momento, o global relembrou o caso do ex-quarterback (principal posição em um time de futebol americano) do San Francisco 49ers, Colin Kaepernick. O atleta começou a se ajoelhar durante a execução do hino dos EUA antes das partidas da NFL (National Football League). O ato era um protesto contra as mortes de negros em ações policiais no país.

Alguns atletas, inclusive de outros esportes, começaram a imitar o gesto de Kaepernick. Atualmente, no entanto, o jogador está sem time – mesmo tendo chegado ao Super Bowl em 2013. Na decisão, sua equipe foi derrotada pelo Baltimore Ravens.


“Nos Estados Unidos, Colin Kaepernick, jogador da NFL, a liga de futebol americano, resolveu se ajoelhar durante o hino americano para protestar contra a forma como a polícia trata os negros. Trump ficou pistola, os torcedores conservadores também, considerando um desrespeito ao hino. Independentemente do que você, leitor, ache, Kaepernick está desempregado. Nenhum time quis esse “troublemaker” no elenco. Como eu estava dizendo, quando esporte e política se misturam…”, escreveu Leifert sobre o caso.


O apresentador continuou sua explanação afirmando que esportistas representam clubes e não partidos. “Ele está para entreter e representar até mesmo os torcedores que votam e pensam diferente”, destacou o global, que acrescentou: “É para isso que existe a rede social: ali, o jogador faz o que quiser”.

Críticas

Não demorou muito para internautas criticarem o texto. Alguns apoiaram o apresentador, mas houve mais pessoas que reprovaram o artigo.

Vale lembrar que ele começou a se destacar na TV Globo apresentando o "Globo Esporte" de São Paulo, hoje comandado por Ivan Moré. Depois, Leifert ganhou projeção nacional com o "Central da Copa", durante o Mundial do Brasil, em 2014. Inclusive, o programa voltará a ser exibido neste ano, por causa da Copa da Rússia, com o próprio apresentador.  

 Além de comandar atrações esportivas, Leifert participou do "É de Casa". Atualmente, ele está no "Big Brother Brasil", "The Voice Braasil" e "Zero1".  Abaixo, veja alguns tweets de usuários que não gostaram da posição do global. Leifert não se posicionou em relação às críticas.

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VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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