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Ter, Out

Ex-prefeito é plano B do PSDB para candidatura à presidência (Foto: Renato S. Cerqueira/AE)

Nacional

Uma pesquisa eleitoral, divulgada ontem pelo site Poder360, além de apontar o deputado Jair Bolsonaro (PSL) como líder em todos os cenários, com até 25% das intenções de voto, e vitória no segundo turno, colocou o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-prefeito João Doria (PSDB) em empate técnico, cada um com 6% dos votos em cenários diferentes para o cargo do Palácio do Planalto.

Doria é visto por uma ala dos tucanos como uma carta na manga, caso o ex-governador não melhore o desempenho nas pesquisas eleitorais. Segundo o cientista político Pedro Fassoni Arruda, professor na PUC-SP, Doria não tem projeção nacional, é conhecido apenas na Capital e em parte do interior, o que prejudica o seu desempenho.

Mas, para Arruda, a vitória de Doria na disputa pela Prefeitura de São Paulo e mesmo o interesse dele na disputa presidencial dividiram a sigla.

“A relação dele com o Alckmin está desgastada e ele não tem apoio dos caciques do partido”, afirmou o especialista. Ainda assim, Arruda ressaltou que o cenário político atual é incerto e pode mudar tanto para Bolsonaro quanto para Alckmin e Doria. “Quem participa neste momento é quem tem interesse na campanha eleitoral. Entre Copa do Mundo e festa junina, além da luta pela sobrevivência, o eleitorado pode mudar esta situação”, disse.     

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Pré-candidatos dividem a preferência dos paulistas (Fotomontagem: GOVESP/ Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados)

Nacional

Pesquisa Ibope/Band feita apenas com eleitores do Estado de São Paulo mostra que, nos cenários sem o petista Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente Michel Temer, a disputa pela Presidência da República ficaria acirrada entre os pré-candidatos Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e, mais abaixo, Marina Silva (Rede) e Joaquim Barbosa (PSB).

O Estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do País, com 33 milhões de eleitores, segundo os dados mais recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso equivale a 22,6% do total de eleitores registrados no Brasil.

No primeiro cenário sem Lula, que deve ficar impedido de concorrer por causa da condenação e prisão na Lava Jato, e no qual o presidente Michel Temer aparece como pré-candidato do MDB, o deputado Jair Bolsonaro e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin dividem a liderança entre os paulistas, com 16% e 15% das intenções de voto, respectivamente. Marina aparece a seguir, com 11%.

Como a margem de erro é de três pontos porcentuais, a ex-ministra do Meio Ambiente pode ter até 14%, no máximo, e Alckmin, 12%, no mínimo. É preciso considerar, portanto, um triplo empate técnico na liderança, embora seja estatisticamente muito improvável que Marina esteja de fato na frente.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que ainda não confirmou se será mesmo candidato à sucessão de Temer pelo PSB, aparece com 9% das preferências, empatado tecnicamente com Marina e com Alckmin.

Como possível candidato do PT no lugar de Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad aparece apenas no terceiro escalão da pesquisa, com 3%, junto ao ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes, do PDT, que registra 4%, e Temer, com 2%.

Brancos e nulos

Nada menos que 26% dos paulistas anunciam a intenção de votar nulo ou em branco com essa combinação de candidatos a presidente na urna, segundo mostra o levantamento.

O Ibope analisou ainda um cenário sem Lula e sem Temer, e com Haddad e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidatos pelo PT e pelo MDB, respectivamente. Nesse caso, Alckmin e Bolsonaro empatam numericamente, com 15%. Marina, com 12%, e Joaquim Barbosa, com 10%, são listados a seguir. A taxa de brancos ou nulos atinge 25% - o equivalente a um em cada quatro eleitores.

Nos dois cenários em que o ex-presidente Lula é incluído no cartão com o nome de candidatos, o petista é quem aparece como líder, com 20% a 22% das intenções de voto. Em um desses cenários, Alckmin e Bolsonaro vêm a seguir empatados, com 14%, seguidos de Marina e Barbosa, ambos com 9%.

No outro cenário com o ex-presidente, os pré-candidatos ao Palácio do Planalto do PSL e do PSDB ficam com 14% e 12%, respectivamente.

Em três dos quatro cenários, o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (PTC-AL) não pontuou. Em um deles, que tem Lula e Meirelles, aparece em 1%. O empresário Flávio Rocha (PRB) e o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos (PSOL), também registram 1%.

Metodologia

O Ibope entrevistou, ao todo, 1.008 eleitores do Estado de São Paulo entre os dias 20 e 23 de abril. A margem de erro máxima do levantamento divulgado nesta terça-feira, 24, é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos. O contratante foi a TV Bandeirantes. O levantamento também consultou os eleitores paulistas sobre a disputa para o governo do Estado. 

Apesar de número favorável, ex-presidente ainda não encontrou um substituto, caso não possa concorrer em outubro (Foto: Ricardo Stuckert)

Nacional

A prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfraqueceu sua candidatura à Presidência da República. É o que constata a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início da madrugada deste domingo. Em janeiro, a mostra indicava que Lula tinha 37% da preferência dos pesquisados.

Já no atual levantamento, que inclui o período de sua detenção na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, o petista registra 31% das intenções de votos no cenário mais favorável entre nove pesquisados.

Apesar da queda na pesquisa, Lula continua liderando a corrida ao Palácio do Planalto. O Datafolha traçou 9 cenários na corrida presidencial. Lula aparece em três deles e oscila entre 30% e 31%, na liderança, à frente do deputado Jair Bolsonaro (PSL), que varia entre 15% e 16%, e Marina Silva (Rede), com 10%.

No cenário com Lula, Joaquim Barbosa (PSB) aparece com 8%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, Alvaro Dias (Podemos) com 3%, Manuela D'Ávila (PCdoB) com 2%, Fernando Collor de Mello (PTC) com 1%, Rodrigo Maia (DEM) com 1%, Henrique Meirelles (MDB) com 1%, Flavio Rocha (PRB) com 1% e outros, como Paulo Rabello de Castro (PSC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 13% e não sabem 3%.

Nos outros seis cenários, sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro e Marina Silva aparecerem tecnicamente empatados. O deputado federal lidera com 17% e a ex-ministra oscila entre 15% e 16%.

Em todos os cenários sem o ex-presidente Lula, Ciro Gomes (PDT) alcança 9% das intenções de voto, empatado tecnicamente com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que varia de 7% a 8%, e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB), que oscila entre 9% e 10%. Em um dos cenários sem Lula, Manuela D'Ávila aparece com 3%.

Já o presidente Michel Temer (MDB), que revelou o desejo de concorrer à reeleição, aparece na mostra com apenas 2% das intenções de voto e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que deixou o PSD e migrou para o MDB, não passa de 1% das intenções de voto.

Plano B não emplaca

Na ausência de Lula como candidato do PT, o ex-prefeito Fernando Haddad registra 2% das intenções de voto e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner tem 1%. Outros candidatos de esquerda que poderiam substituir Lula também registram desempenho pífio na atual pesquisa. Manuela D'Ávila (PCdoB) atinge 2% e Guilherme Boulos (PSOL) chega a apenas 1%.

A nova pesquisa Datafolha, que foi feita entre quarta, 11, e sexta-feira, 13, teve como base 4.194 entrevistas em 227 municípios. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-08510/2018.

Bolsonaro tem discurso polêmico e contraditório (Foto: Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro)

Opinião

Há uma espécie de encanto entre parte o eleitorado paulista e o presidenciável do Partido Social Liberal (PSL), Jair Messias Bolsonaro. Pelo menos é isso que apontam as últimas pesquisas de intenção de voto envolvendo só aqueles do Estado, que é o maior colégio eleitoral do País, com 33 milhões de pessoas aptas para o exercício da cidadania. Aqui, o militar da reserva nascido em Campinas, e que fez carreira política no Rio de Janeiro, está com o moral em alta e, num cenário sem Lula na disputa, não fica atrás de ninguém. Nem mesmo do ex-governador Geraldo Alckmin, acostumado a se dar bem no seu Estado natal.


Aparentemente, Bolsonaro atingiu um patamar em que quanto mais tentam bater nele, mais ganha visibilidade e cresce. Seu público heterogêneo é formado por aqueles que se dizem machucados pelos volumosos casos de corrupção no Brasil, mas que fazem vistas grossas às denúncias contra o deputado. Para estes, nenhum outro político presta, senão aquele a quem escolheram. Neste grupo se encontram de católicos a evangélicos, de ricos a pobres, de monarquistas a saudosistas da ditadura militar. Em síntese, consideram que o presidente da República é o mandachuva, que tem o poder supremo de governar sem se submeter ao Congresso torto e maculado de que dispomos.


Certamente, Bolsonaro é um fenômeno paradoxal, pois até aqui produziu muito mais fatos contra si do que a favor. Alguns podem até dizer que ele mudou, que suas falas são tiradas do contexto e que o lobo político de outrora deu lugar ao cordeiro na sua forma de candidato a presidente. E as contradições não são poucas. Ele próprio, que se diz católico, aceitou se submeter a um novo batismo nas águas do Rio Jordão, em cerimônia ministrada pelo pastor Everaldo Dias Pereira, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério de Madureira. Mas, segundo ele, não mudou de religião. Como lembrou Blaise Pascal, “nem a contradição é sinal de falsidade, nem a falta de contradição é sinal de verdade.” Isso explica que, ainda que o candidato seja um contrassenso, pouco importa para aqueles que o escolheram. Bolsonaro os representa com todos os seus pecados. E isso lhes basta, a despeito de todas as posições abjetas defendidas pelo seu escolhido.

Em 2006, Alckmin superou Lula com folga em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/ABR)

Opinião

É quase consenso que Geraldo Alckmin é o melhor nome do PSDB para concorrer este ano à Presidência da República. Evidentemente, tem aqueles que discordam, como o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que chamou a prévia do partido de fraude e abandonou a disputa interna pelo posto de presidenciável. Mas, depois de Aécio Neves ter se afundado em um lamaçal, de o prefeito João Doria, aparentemente, ter se contentado com a possibilidade de sair governador e de Fernando Henrique Cardoso ter visto abortada a ideia de lançar Luciano Huck como candidato, não há às claras outra indicação tão forte nas fileiras tucanas quanto a do governador paulista.


Assim, o nome de Alckmin deve ser aclamado nas prévias presidenciais do partido, agendada para 18 de março. No entanto, se dentro da legenda a fatura é líquida e certa, fora dela o cenário ainda é muito nebuloso. E os números divulgados ontem pelo Instituto Paraná Pesquisas (IPP), que mostrou o paulista em empate técnico com Jair Bolsonaro, com intenções que variam de 20% a 23%, dependendo do cenário, é mais motivo para preocupação do que para celebração. Afinal, se quer almejar voos mais altos, o governador tem de se mostrar soberano entre aqueles que diretamente lidera.


Em 2006, quando enfrentou Luiz Inácio Lula da Silva, Alckmin superou o petista nos dois turnos, tendo um incrível desempenho de 54,2% dos votos no primeiro turno. Isso com Lula no auge de sua trajetória política. Em 2010, José Serra repetiu a dose, baixando a margem para 40,67% no primeiro turno e subindo para 54% no segundo. Em 2014, Aécio Neves perdeu nos dois turnos em Minas Gerais, seu Estado, e viu Dilma Rousseff ser reeleita.

Assim, para Alckmin não resta outra alternativa a não ser recuperar os votos que o PSDB tradicionalmente obtém em São Paulo. Ainda há muita água para rolar sob esta ponte. Mas, fazer um jogo de recuperação é muito mais difícil e desgastante do que administrar uma vantagem. No entanto, as prévias do PSDB podem finalmente lançar luz sobre o papel do governador paulista nesta que deve ser uma acirrada e imprevisível disputa presidencial.

Possíveis candidatos, Alckmin e Bolsonaro lideram as intenções de votos dos brasileiros (Fotos: Reprodução/Facebook)

Nacional

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) estão em um empate técnico na disputa dos votos paulistas pela Presidência da República, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 28, pelo Instituto Paraná Pesquisas (IPP).

Nos três cenários testados, Alckmin pontou de 20,1% a 23,2%, enquanto o deputado polêmico varia de 22,3% a 23,5%. A margem de erro da pesquisa é de 2%.

Com a participação do ex-presidente Lula (PT), condenado em segunda instância e sob risco de inelegibilidade, acontece um empate técnico triplo: Bolsonaro tem 22,3% das intenções de voto, Alckmin tem 20,1% e Lula vem em terceiro com 19,7%.

Sem o nome mais importante do PT, o nome mais lembrado pelos eleitores é de Fernando Haddad, que acumula 6% das projeções de votos. O ex-governandor da Bahia Jacques Wagner (PT) pontua apenas 1,2%.

Marina Silva (Rede), que chegou a liderar as intenções de voto em 2014, tem o mínimo de 8,8% e o máximo de 13,3%. Considerado como uma opção aos eleitores de Esquerda, Ciro Gomes (PDT) também não embala em São Paulo, com apoio, por enquanto, de 5,3% a 6,5%.

Guilherme Boulos (PSOL), Manuela D´Ávila (PCdoB) e João Amoêdo (Novo) não chegaram a 1% das intenções de voto. Rodrigo Maia (DEM), Fernando Collor de Mello (PTC), Levy Fidelix e Henrique Meirelles (PSD) chegam a atingir patamares entre 1,1% e 1,5%. O senador Álvaro Dias (Podemos), também citado na pesquisa, tem apoio entre 3,6% e 4% do eleitorado paulista.

A amostra da pesquisa é de 2 mil eleitores do Estado de São Paulo com 16 anos ou mais, de 84 municípios. As entrevistas foram feitas entre os dias 20 a 25 de fevereiro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR-07021/2018. 

Doria acaba com programa implantado por Haddad( Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo vai acabar com a bolsa para usuários de drogas, que recebiam R$ 500 por mês em troca de serviços de varrição de ruas, reciclagem e jardinagem. A bolsa era vinculada ao programa De Braços Abertos, instituído pela gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) para tratar dependentes químicos da região da cracolândia. 

O programa de redução de danos, iniciado em 2014, também dava aos usuários direito a alimentação e moradia em hotéis mantidos pela Prefeitura. O convênio que trata do programa acaba no dia 31 deste mês e não será renovado.

Segundo a Prefeitura, as bolsas serão substituídas por ações vinculadas ao Redenção, programa da gestão João Doria (PSDB) voltado para tratamento de dependentes químicos.
A secretaria afirmou ainda que a ação não atingiu os objetivos. “Ele apresentou resultados inferiores ao esperado, como baixa frequência dos beneficiários, capacitação profissional reduzida e poucas colocações no mercado formal”

Um edital para celebração do novo convênio ainda será publicado. Nele, “a entidade parceira detalhará as metodologias e implementará as ações juntamente com a prefeitura”. Com a nova política, os beneficiários cumprirão 20 horas semanais obrigatórias de participação.

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Doria foi em manifestação pró-Bolsonaro no último domingo (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

O candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, acertou em cheio na sua estratégia de se aproximar de Jair Bolsonaro (PSL), utilizando termos como “BolsoDoria” durante a campanha. Esta é a análise de três especialistas no assunto, o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, Philippe Franco Scerb (mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo) e a internacionalista e mestre em Ciências Sociais, Marina Pequeneza de Moraes. “Ele reavaliou sua estratégia e aproveitou-se da polarização que permeia a candidatura à presidência, vinculando sua campanha ao discurso anti-PT”, avaliou Marina. De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Instituto Paraná Pesquisas, o tucano cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Para o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, o ex-prefeito conseguiu vincular sua imagem à de Jair Bolsonaro (PSL), candidato à presidência. “Com isso, ele conquistou muitos votos. O eleitorado de São Paulo já é historicamente contra o PT e o Doria está conseguindo personificar isso com suas ações de marketing”, explicou. Após o primeiro turno das eleições, João Doria tentou se aproximar à imagem de Bolsonaro. A campanha dele criou, por exemplo, o termo “BolsoDoria”, presente até em adesivos distribuídos no Estado. França está ‘travado’, analisa especialista De acordo com o mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, a candidatura de Doria acertou ao vincular sua imagem à de Bolsonaro, forçando com que França tenha que rechaçar, a todo momento, um apoio velado do PT à sua eleição. “O Doria faz um esforço gigantesco para falar que França é um candidato da esquerda. Isso o obriga a discordar e permanecer neste tema durante o programa eleitoral e nos debates”, analisou. Segundo o especialista, ao contrário da corrida presidencial, ainda pode haver uma reviravolta na disputa do Estado. “Os eleitores se concentraram muito no embate entre Bolsonaro e Haddad, deixando França e Doria em segundo plano. Isso pode mudar nesta reta final”, concluiu.

Bolsonaro é visto como um candidato "teflon", pois nada gruda nele (Fotos: Tãnia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Especialistas em Ciência Política acreditam que muito dificilmente a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) poderá ser revertida nos próximos dias, que precedem a eleição presidencial. De acordo com o cientista político Eduardo Grin, professor da FGV EAESP, nada “cola” no candidato preferido dos eleitores – segundo pesquisa do BTF/FSB, ele tem 60% dos votos válidos, contra 40% de Fernando Haddad (PT). “Já teve declaração desastrosa de companheiros políticos, aquela denúncia do pacote do Whatsapp, mas nada parece abalar a candidatura do Bolsonaro”, disse. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro, segundo o levantamento. A margem de erro segue sendo de dois pontos percentuais. O mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, analisou que a imagem “antissistema” do ex-capitão o favorece muito nesta corrida presidencial. “A denúncia de um possível Caixa 2, por exemplo, se tornou motivo de ironia entre o eleitorado”. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. Na intenção de voto estimulada, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois.Votação expressiva pode gerar capital político maior Segundo Grin, a ideia da campanha de Bolsonaro, agora, é de vencer com maior número de votos do que os últimos presidentes eleitos no Brasil. Luís Inácio Lula da Silva (PT) obteve 52,7 milhões de votos (61,27%) em 2002 e 58,2 (60,83%) em 2006. Já Dilma Rousseff (PT) ganhou com 55,7 milhões (56,05%) em 2010 e 54,5 milhões (51,64%) em 2014. “Se obtiver maior percentagem do que Lula em 2002, por exemplo, ele terá um poder político maior para negociar com o Congresso no início do mandato”, explicou o especialista. “Sem dúvidas, uma votação bastante expressiva pode levar Bolsonaro a aprovar sua pauta junto a partidos que nem o apoiaram formalmente”, disse Scerb. “Candidatos com uma base semelhante entendem que seus eleitores querem que aquela agenda seja aprovada e isso gera mais força ao governo”. Ibope e Datafolha também divulgarão pesquisas Hoje será a vez do Ibope divulgar sua segunda pesquisa deste turno das eleições. Em 15 de outubro, Bolsonaro tinha 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. O Datafolha vai publicar levantamento na quinta-feira, 25. No último estudo, os candidatos contavam com o mesmo percentual levantado pelo Ibope.

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

No último domingo, apesar de boa parte da mídia ignorar, por questões de interesse, milhões de pessoas foram às ruas, por vontade própria, num admirável gesto de democracia, apoiar o candidato que, de forma extremamente inovadora, com praticamente custo zero perto do que se gastam com campanhas políticas, lidera as pesquisas. Ao que parece, o povo se desprendeu das garras do quarto poder e democraticamente exige mudança. Se esta será boa ou não, o tempo vai dizer, mas uma coisa é fato: a alternância de poder é saudável em qualquer democracia e por aqui já se passou da hora de mudar. A dita esquerda no Brasil tentou a todo custo um projeto criminoso de poder que, graças à Operação Lava Jato, resultou na prisão de diversos políticos poderosos e apresentou ao Brasil os bastidores sujos e asquerosos da política que desviou trilhões da educação, segurança, saúde, etc... A todo custo tentam ainda agarrar-se ao poder com mentiras, ataques e o velho jogo sujo da política sifilítica. Culpar o aplicativo de mensagem WhatsApp pelas atrocidades que o próprio partido cometeu é tão estúpido e absurdo quanto tentar comparar Bolsonaro com Trump. O norte-americano venceu apenas no colégio eleitoral, mas Bolsonaro pode vir a vencer na maioria absoluta de votos, o que numa democracia é literalmente a voz e o desejo do povo. Se você não enxerga isto, precisa urgente sair da bolha, e se não respeita, está muito próximo do palavrão que costuma xingar os colegas que discordam de você. Trump é bilionário e teve total apoio da máquina do Partido Republicano na campanha. Bolsonaro está em um partido anão e possuía oito segundos na TV. Trump tem as nuances e vícios de todo gênio comunicador, pois por anos liderou a audiência na TV americana. Bolsonaro é um sujeito simples com discurso coloquial, por vezes até rasteiro, mas que vai ao encontro das massas, sem esforço para tal.Goste você ou não, é um fenômeno popular maior ainda até do que Lula, que diferentemente do “capitão” foi programado e produzido por esquemas publicitários, a custo de ouro do dinheiro público, para transformá-lo num “mito”. Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução, como comprovou a manifestação gigantesca no domingo. Isto chama-se democracia, senhores. Aprendam com isto e deixem o País seguir. Bolsonaro foi o primeiro brasileiro, em campanha, a sofrer um atentado político; o primeiro a não fazer os velhos acordos; o primeiro a ter um nome (até aqui) limpo, algo que nem sonharíamos existir na política; e pode vir a ser o primeiro presidente a vencer uma eleição com o menor investimento já feito em campanha, comprovando que o tal fundo partidário é desnecessário e deveria ser direcionado para o que importa à população. O sujeito com uma caneta Bic nas mãos, um relógio Cassio e roupas simples, sozinho, sem verba, peitou a maior emissora do País, desafiou a imprensa e toda turma arrogante que se diz intelectual sem nunca ter produzido nada que valha o adjetivo. Amigos, se isto não é, no mínimo, uma expressiva revolução política e total quebra de paradigmas do status quo, você realmente precisa sair do jardim da infância e viver no mundo real.

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.
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Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

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Profissionais consagram suas vidas ao serviço da humanidade (Foto: ASCOM SUSIPE/Fotos Públicas)

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O último bastião do PT ainda é o Nordeste, mas este já não é tão inexpugnável (Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas)

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Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

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